F
Você já foi à Bahia, nêga?
C7
Não?
F
Então vá!
Dm C7
Quem vai ao "Bonfim", minha nêga,
C7 F6 Bb7+
Nunca mais quer voltar.
F Dm7 G7
Muita sorte teve,
C7
Muita sorte tem,
F7+ Am5-
Muita sorte terá
D7 Gm7
Você já foi à Bahia, nêga?
C7
Não?
F
Então vá!
F7+ Gm7
Lá tem vatapá
C7 F/C
Então vá!
Dm7 Gm7
Lá tem caruru,
C7 F
Então vá!
Dm7 Gm7
Lá tem munguzá,
C7 F
Então vá!
Dm7 Db9
Se "quiser sambar"
C7 F
Então vá!
Am5- D7 Gm7
Nas sacadas dos sobrados
Gm7 Bbm6 C9 F7
Da velha São Salvador
Dm7 G7
Há lembranças de donzelas,
Bb/C C7 F
Do tempo do Imperador.
Am5- D7 Gm7
Tudo, tudo na Bahia
Bbm6 C7 F7+
Faz a gente querer bem
Dm G7
A Bahia tem um jeito,
Bb C7 F
Que nenhuma terra temMarcadores: cronologia da mpb, dorival caymmi
C D#º Dm G7
Eu chorei
C D#º Dm G7
Pela primeira vez na minha vida
C D#º Dm G7
Quando nossa vida se complicou
Gm C7 F7+
Éramos então duas crianças
Bb7 C
Cheias de vida e de esperança
D#º Dm G7
Lembro-me bem do teu olhar espantado
C D#º Dm G7
Quando te roubei um beijo bem roubado
C D#º Dm G7
E uma lágrima dos olhos me rolou
C D#º Dm G7
Eu chorei
C D#º Dm G7
Pela segunda vez na minha vida
C D#º Dm G7
Quando minha vida desmoronou
Gm C7 F7+
Tínhamos então mais vinte anos
Fm Bb7 C F Fm
Mágoas, saudades, desenganos
C D#º Dm G7
Lembro-me bem do teu olhar esquisito
C D#º Dm G7
Quando te olhei surpreso e muito aflito
C D#º Dm G7
E uma lágrima dos olhos te rolou
C D#º Dm G7
Eu chorei
C D#ºvv Dm G7
Pela terceira vez na minha vida
C D#º Dm G7
Quando minha vida se acabou
Gm C7 F7+
Ia pela rua amargurado
Bb7 C
Quando ouvi bem o teu chamado
D#º Dm G7
Lembro-me só que já fugira a meiguice
C D#º Dm G7
Do teu lindo olhar agora era a velhice
C D#º Dm G7 C
E uma lágrima dos olhos nos rolou
Marcadores: ary barroso
Marcadores: alberto ribeiro, joao de barro, vassourinha
C Dm
Requebre que eu dou um doce
G7 C
Requebre que eu quero vê
Dm
Requebre, meu bem, que eu trouxe
G7 C
Um chinelo pra você - ai...
Dm
Pra você requebrar
G7
Moreninha da sandalia
C
do “pom-pom” “grenat”
Dm
Quando acabar com a sandalia de lá
G7 C
Venha buscar essa sandalia de cá
A7 Dm
Pra não parar de “sambá” BIS
G7 C
Pra não parar de “sambá”
Dm G7
Morena balance as “contas”
C
Não pare de “peneirar”
Dm G7
Eu vim pra lhe “vê” sambando
C
Eu vim pra lhe “vê” sambá
Dm G7
À roda da sua saia
C
Da barra de “tafetá”
Dm G7
Me põe a cabeça à roda
C
Moreninha da sandália do “pom-pom” “grenat”Marcadores: cronologia da mpb, dorival caymmi
Marcadores: ary barroso, emilinha borba
Marcadores: cronologia da mpb, paquito, roberto paiva

E B7 E
O mar quando quebra na praia
B7 E C7
É bonito, é bonito
F C7 F
O mar... pescador quando sai
C7 F C7 F
Nunca sabe se volta, nem sabe se fica
C7 F C7 F
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
C7 F B7
Nas ondas do mar
E B7 E
O mar quando quebra na praia
B7 E
É bonito, é bonito
Pedro vivia da pesca
Saia no barco
Seis horas da tarde
F#m
Só vinha na hora do sol raiá
Todos gostavam de Pedro
E mais do que todas
Rosinha de Chica
A mais bonitinha
E mais bem feitinha
B7 E
De todas as mocinha lá do arraiá
Pedro saiu no seu barco
Seis horas da tarde
Passou toda a noite
F#m
Não veio na hora do sol raiá
Deram com o corpo de Pedro
Jogado na praia
Roído de peixe
Sem barco sem nada
B7 E
Num canto bem longe lá do arraiá
Pobre Rosinha de Chica
Que era bonita
Agora parece
F#m
Que endoideceu
Vive na beira da praia
Olhando pras ondas
Andando rondando
Dizendo baixinho
B7 E Em
Morreu, morreu, morreu, oh...
E B7 E
O mar quando quebra na praia
B7 E
É bonito, é bonitoMarcadores: dorival caymmi
Marcadores: custodio mesquita, sadi cabral
Marcadores: ataulfo alves, wilson batista
"Morena Boca de Ouro" é uma das melhores criações de Ary Barroso, peça obrigatória em qualquer antologia de samba que se possa imaginar. Nesta composição Ary tira o máximo proveito das potencialidades rítmicas do samba, através de uma sinuosa linha melódica, que se desenvolve entrecortada de síncopes do primeiro ao último compasso.Marcadores: ary barroso
G D7 G F# F
Leva meu samba
E7 A7
Meu mensageiro
B7 Em A7
Este recado
D7
Para o meu amor primeiro
G7 C
Vai dizer que ela é
Cm G Em
A razão dos meus ais
Am D7 G D7
Não, não posso mais
G B7 Em
Eu que pensava que podia te esquecer
B7 Em
Mas qual o que aumentou o meu sofrer
G7 C C#° G/D
Falou mais alto no meu peito uma saudade
G D7 G G7
E para o caso não há força de vontade
C C#° G/D E7
Aquele samba foi pra ver se comovia o teu coração
A7 D7 G
Onde eu dizia Vim buscar o meu perdãoMarcadores: ataulfo alves, cronologia da mpb
D B7 E7 A7
Ontem cheguei em casa, Helena / Te procurei
D
E não encontrei / Fiquei tristonho a chorar
D7 G
Passei o resto da noite a chamar
D E7 A7 D
Helena, Helena / Vem me consolar
A7
Mesmo depois de cansado / Teu nome falava baixinho
D
Helena dos meus encantos / Vem me fazer um carinho
D7 G
E fiquei desesperado / Cadê Helena, meu bem
D A7 D
O dia já vem raiando/ E a minha Helena não vem
A7
( Porque será ? )Marcadores: antonio almeida, cronologia da mpb
Admirador da opereta, Lamartine Babo teria por certo se dedicado ao gênero se houvesse nascido na Europa no século XIX. Daí a presença, em sua obra, de composições como "Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda", que ele pretendia incluir numa opereta inacabada, intitulada "Viva o Amor". Compositor e letrista, como Lamartine, Francisco Matoso é o autor da bela melodia desta valsa. D Em A7 D7+ D#°
Eu sonhei que tu estavas tão linda
Em A7 D7+
Numa festa de raro esplendor
F#m C#7 F#m
Teu vestido de baile lembro ainda
A E7 A A7
Era branco, todo branco, meu amor
D D° D
A orquestra tocou uma valsa dolente
Tomei-te aos braços
B7
Fomos dançando
Em B5+/7
Ambos silentes
Em B5+/7 Em
E os pares que rodeavam entre nós
D
Diziam coisas
Ab7
Trocavam juras
D/F# D
A meia voz
D° D
Violinos enchiam o ar de emoções
B7 Em
De mil desejos uma centena de corações
G Gm
Pra despertar teu ciúme
F#m7 Bm
Tentei flertar alguém
Em A7 F#m5-/7 B7
Mas tu não flertaste ninguém
Em Gm
Olhavas só para mim
F#m7 Bm
Vitória de amor cantei
Em A7 D
Mas foi tudo um sonho... acordei!Marcadores: carlos jose, francisco matoso, lamartine babo
Am Am/G Bm7.5-
É doce morrer no mar
E7 Am
Nas ondas verdes do mar
Dm7 Bm7.5-
Saveiro partiu de noite foi
E7 Am
Madrugada não voltou
F7M Dm7 Am F7M Dm7 E7
O marinheiro bonito sereia do mar levou
Am Am/G Am/F# Am/F
É doce morrer no mar
E7 Am C/A B/A Bb/A
Nas ondas verdes do mar
Am C/A B7/A A5+9 Am
Am Dm7 Bm7.5-
Nas ondas verdes do mar meu bem
E7 Am
Ele se foi afogar
F7M Dm7 Am F7M Dm7 E7
Fez sua cama de novo no colo de Iemanjá
Am Am/G Am/F# aM/F
É doce morrer no mar
Bm7.5- E7 Am/C AAm/B Am C7 F7M
Nas ondas verdes do mar meu bem
Am/F# F7M Dm7
É doce morrer no mar
Bm7.5- E7 Am
Nas ondas verdes do mar meu bemMarcadores: dorival caymmi
G D7 G D7
As selvas te deram nas noites seus ritmos
G
bárbaros...
Em A7 D7
Os negros trouxeram de longe reservas de pranto...
Am D7 Am
Os brancos falaram de amores em suas canções...
A7 Am D7
E dessa mistura de vozes nasceu o teu pranto...
G
Brasil
Bm
Minha voz enternecida
D7 G D7
Já dourou os teus brasões
G
Na expressão mais comovida
E7 Am
Das mais ardentes canções...
E7
Também,
Am
A beleza deste céu
E7 Am
Onde o azul é mais azul
D7
Na aquarela do Brasil
G D7 G
Eu cantei de Norte a Sul
C G
Mas agora o teu cantar,
G7
Meu Brasil quero escutar:
Nas preces da sertaneja,
C
Nas ondas do rio-mar...
Cm
Oh!
Bm
Este rio – turbilhão,
Am
Entre selvas e rojão,
D7 G
Continente a caminhar!
E7
No céu!
No mar!
A7 D7
Na terra!
G
Canta, Brasil !!! Marcadores: alcir pires vermelho, cronologia da mpb, david nasser
O samba "Brasil Pandeiro" foi composto por Assis Valente para Carmen Miranda, por ocasião da volta da cantora, após seu período inicial de atuação nos Estados Unidos. Mas Carmen não gostou da composição, que acabou sendo lançada pelos Anjos do Inferno. Int.: A7 D7+ A7 D7+
D7+ D#° Em
Chegou a hora dessa gente bronzeada
A7 D7+
mostrar seu valor
D7
Eu fui à Penha
G7+
e pedi à padroeira para me ajudar
A7
Salve o Morro do Vintém,
pendura a saia que eu quero ver
Eu quero ver o Tio Sam
D7+ A7
tocar pandeiro para o mundo sambar
D7+ D#° Em A7 D7+
O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
D7 G7+
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato
A7
Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
D7+
Na Casa Branca já dançou a batucada de Ioiô e Iaiá
A7 D7+ B7 Em
Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros
A7 D7+ A7 D7+
Que nós queremos sambar
A7 D7+ B7 Em
Há quem cambe diferente, noutras terras, outra gente
A7 D7+
Um batuque de matar
A7 D7+ B7 Em
Batucada, reuni vossos valores, pastorinhas e cantores
A7 D7+ A7
Expressões que não tem par, oh meu Brasil, Brasil
A7 D7+ B7 Em
Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros
A7 D7+ A7 D7+
Que nós queremos sambar
Marcadores: assis valente
C Dm
Se fosse sincera / Ô ô ô ô, Aurora
G7 C
Veja só que bom que era / Ô ô ô ô , Aurora
G7
Um lindo apartamento / Com porteiro e elevador
C Dm
E ar refrigerado / Para os dias de calor/ Madame
C D7 G7 C
Antes do nome / Você teria agora/ Ôôôô Aurora Marcadores: mario lago, roberto roberti
C
Amigo urso, saudação polar,
C#° Dm7
Ao leres esta, hás de te lembrar,
Daquela grana que eu te emprestei,
G7 C
Quando estavas mal de vida, e nunca te cobrei.
Hoje estás bem, e eu me encontro em apuros,
C7 F
Espero receber, e pode ser sem juros.
Fm C
Este é o motivo pelo qual te escrevi.
Am Dm7 G7 C E E7
Agora quero que saibas, como me lembrei de ti:
Am E7
Conjeturando sobre a minha sorte,
F E7
Transportei-me em pensamentos ao pólo Norte.
A7 Dm
E lá chegando sobre aquelas regiões,
B7 E7
Vá vendo só quais as minhas condições…
Am E7
Morto de fome, de frio e sem abrigo,
F E7
Sem encontrar em meu caminho um só amigo.
A7 Dm
Eis que de repente, vi surgir na minha frente,
Bis B7 E7
Um grande urso, apavorado me senti.
Dm Am
E ao vê-lo caminhando sobre o gelo,
E7 A7
Porque não dizê-lo, foi que me lembrei de ti.
Dm Am
Espero que mandes, pelo portador,
E7 Am A7
O que não é nenhum favor, estou te cobrando o que é meu.
Dm (Am) Am
Sem mais, queiras aceitar um forte (amplexo) abraço
E7 Am
Deste que muito te favoreceu.
(Eu não sou filho de judeu, Dá cá o meu.)
F Fm C Am Dm7 G7 CMarcadores: henrique gonçalez, moreira da silva
Tom: F F C7 F C7
Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô
F C7 F
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Gm C7 F
Atravessamos o deserto do Saara
Gm C7 F C7
O Sol estava quente, queimou a nossa cara
F C7 F C7
Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô
F C7 F
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô... Dm Gm
Viemos do Egito
C7 F
E muitas vezes nós tivemos que rezar
(F) Dm
Allah, Allah, Allah, meu bom Allah
Gm C7 F Dm
Mande água pro iôiô
Gm C7 F Dm
Mande água prá iáiá
Gm C7 F C7
Allah, meu bom Allah,Marcadores: haroldo lobo, marchas de carnaval, nassara
Tom: Gm
Gm
A jangada saiu
Cm
Com Chico Ferreira e Bento
Eb Gm
A jangada voltou só
Cm
Com certeza foi lá fora, algum pé de vento
Eb Gm
A jangada voltou só...
D7 Gm
Chico era o boi do rancho
D7 Gm
Nas festa de Natar
D7 Gm
Chico era o boi do rancho
D7 Gm
Nas festa de Natá
Fm
Não se ensaiava o rancho
Gm D7 Gm
Sem com Chico se contá
Cm
E agora que não tem Chico
Gm
Que graça é que pode ter
Cm
Se Chico foi na jangada...
Eb Gm
E a jangada voltou só... a jangada saiu
Cm
Com Chico Ferreira e Bento
Eb Gm
A jangada voltou só
Cm
Com certeza foi lá fora, algum pé de vento
Eb Gm
A jangada voltou só...
D7 Gm
Bento cantando modas
D7 Gm 2x
Muita figura fez
Fm
Bento tinha bom peito 2x
Gm D7 Gm
E pra cantar não tinha vez
Cm
As moça de Jaguaripe
Gm
Choraram de fazê dó
Cm
Seu Bento foi na jangada
Eb Gm
E a jangada voltou sóMarcadores: cronologia da mpb, dorival caymmi
G7+
Voltei pro morro
C7/9 G7+
Onde está o meu cachorro
C7/9 Bm
Meu cachorro viralata
Bb° Am
Minha cuíca e meu ganzá
E7 Am
Voltei pro morro
E7 Am
Onde está o meu moreno
D7
Chamei ele pro sereno
G7+ E7 Am
Porque se eu não me esbaldar eu morro
D7 G7+
Voltei pro morro
C7/9 G7+
Onde estão minhas chinelas
C7/9 G7+
Eu quero sambar com elas
G7 C
Vendo as luzes da cidade
C#° G7+
Voltei, voltei, voltei
E7
Ai se eu não mato essa saudade eu morro
A7 D7 G7+
Voltei pro morro, voltei
G/B Bb° Am
Voltando ao berço do samba
E/G# C/G
Que em outras terras cantei
D/F# G7+
Pela luz que me alumia
E7 Am D7
Eu juro
G/B Bb° Am
Que sem a nossa melodia
E/G# C/G
E o swing dos pandeiros
D/F# G7+
Muitas vezes eu chorei, chorei
C7+ Bm
Eu também senti saudade
E7 Am
Quando esse morro deixei
D7 G7+
É por isso que eu voltei, volteiMarcadores: luiz peixoto, vicente paiva
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Rolando Boldrin |
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Haroldo Lobo, compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/7/1910 e faleceu em 20/7/1965. Filho de Quirino Lobo, que tocava flauta e violão, e irmão de Osvaldo Lobo (Badu), compositor e baterista, fez seus primeiros estudos na escola da América Fabril, onde também estudou teoria e solfejo. Aos 13 anos já compunha samba para o Bloco do Urso. Marcadores: haroldo lobo biografia
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Dizia Roberto Martins que o nome "Oscar" era muito usado na gíria do pessoal que freqüentava o Café Nice como designativo de indivíduo tolo, paspalhão. Daí o seu aproveitamento por Ataulfo Alves para batizar o marido enganado, personagem deste samba.
Mas, se pertence a Ataulfo o título e a segunda parte, é de Wilson Batista a idéia e o estribilho original da composição: "Cheguei cansado do trabalho / quando a vizinha me chamou / tá fazendo meia hora / que sua mulher foi embora / e um bilhete lhe deixou / o bilhete assim dizia / Não posso mais / eu quero é viver na orgia...". Foi com estes versos, já musicados, que Wilson convidou Ataulfo para fazer a segunda parte.
Conta Bruno Ferreira Gomes (no livro Wilson Batista e sua época) que Ataulfo, notando um "buraco" entre o segundo e o terceiro verso, sugeriu a inclusão desse "Ó Seu Oscar" que, além de preencher o claro, acabou substituindo o título, que deveria ser "Está Fazendo Meia Hora".
Apesar da importante participação de Ataulfo, "Ó Seu Oscar" é uma composição bem típica de Wilson Batista, um perspicaz cronista dos pequenos dramas do cotidiano. Vencedor do concurso de sambas para o carnaval de 40, é cronologicamente o segundo sucesso de seu lançador, Ciro Monteiro.
Ó Seu Oscar (samba, 1940) - Wilson Batista e Ataulfo Alves
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Conta Dorival Caymmi (foto) que "'O Samba de Minha Terra' foi inspirado nos sambas de roda da Bahia, onde se cantam versos referentes ao 'bole-bole' e ao 'requebrado', sugestões nascidas do movimento sensual das ancas das sambistas". São de sua segunda-parte os famosos versos: "Quem não gosta de samba / bom sujeito não é / é ruim da cabeça/ ou doente do pé". Tom: G
Introdução: D7/9+
Em Am
Samba da minha terra
D7 Bm
Deixa a gente mole
Em Am
Quando se dança
D7 Bm
Todo mundo bole
C7+ Bm
Quem não gosta de samba
E7/9- A7/13
Bom sujeito não é
Am5-/7
É ruim da cabeça
D7 G7+
Ou doente do pé
C7+ Bm
Eu nasci com o samba
E7/9- A7/13
No samba me criei
Am5-/7
E do danado do samba
D7 G7+
Nunca me separei Marcadores: cronologia da mpb, dorival caymmi
Marcadores: custodio mesquita, geysa boscoli
Considerado avançado para a sua época, Custódio Mesquita (foto) tem em "Mulher" uma de suas composições mais elaboradas. Talvez se possa considerar que este seria um prenúncio da melhor fase de sua carreira (1943-1945), que o credenciou como um precursor da moderna música brasileira, principalmente por seu sofisticado jogo harmônico. Em "Mulher" as modulações, os surpreendentes acordes menores e o final fora da tônica são bem representativos de suas concepções musicais. Apoiado por um arranjo sóbrio e elegante, este fox foi gravado por Sílvio Caldas em disco que traz na outra face a valsa "Velho Realejo", também de Custódio e Sadi Cabral.Marcadores: custodio mesquita, sadi cabral
Dm Gm Dm Gm Dm
Eu perguntei a um mal-me-quer / Se meu bem ainda me quer
A7
Ela então me respondeu que não / Chorei, mas depois
Eu me lembrei / Que a flor também é uma mulher
Dm A7 D
Que nunca teve coração...........
Em A7 D B7
A flor mulher iludiu meu coração / Mas, meu amor
Em Gm
É uma flor ainda em botão / O seu olhar
D B7 E7 A7
Diz que ela me quer bem / O seu amor / É só meu
D
De mais ninguém.... Marcadores: cristovao de alencar, marchas de carnaval, newton teixeira
Marcadores: aldo cabral, benedito lacerda
(A) Dbm
A sorrir você me apareceu
D
E as flores que você me deu
A
Guardei no cofre da recordação
C
Porém depois você partiu
Em
Prá muito longe e não voltou
F
E a saudade que ficou
E7
Não quis abandonar meu coração
Am Dm
A minha vida se resume
E7 Am
Oh! Dama das Camélias
Dm
Em duas flores sem perfume
E7 Am
Oh! Dama das Camélias. Marcadores: alcir pires vermelho, joao de barro, marchas de carnaval
B7/9 Dm6 A/C#
Você tem boniteza
Cº Bm7 E7 A6/7
e a natureza foi quem agiu
B7/9 Dm6 A/C#
Com esses olhos de índia
Cº E7+ Bm7 E7
curare no corpo que é bem Brasil
D#m5-/7 Dm6 A/C#
Você é toda a Bahia,
Cº Bm7 E7 C#m7
é a flor no campo da gente de cor
C#m6 F#7/9 Bm7 E6/7
Faz do amor confusão
C#m5-/7 F#7/9- B7/9
Numa misturação bem banzeira
E6/7 A6/9 D6/7 C#5+/7 F#m7 Cº
Izoneira, que tem raça e tradição
Bm7 E7 A6/9
Que é pra machucar minha dor
Cº Bm7 E7
Nega, neguinha, tudo, tudinho
A A#º Bm7 E7 A6/9
Meu amorzinho com essa boquinha vermelhinha
Cº C#7+ G#7 C#7+ F#7/9
Que rasgadinha tem veneno como quê
B7/9 E6/7 A6/9 Cº
Conta tristeza e alegria pro seu bem
E7 C#m5-/7 C#m6
Que vive a dizer
B7/9 E6/7 A6/9 D6/7 F#m7 E7 A6/9
Que você é diferente de toda essa gente que finge querer
Marcadores: bororo, cronologia da mpb
Marcadores: marchas de carnaval, roberto martins
Um pobretão sonha ter ganho 500 contos de réis no jogo do bicho, quantia fabulosa em 1940, suficiente para comprar três apartamentos de luxo ou cinco casas de dois pavimentos no bairro carioca de Copacabana. Este é o tema de "Acertei no Milhar", um samba-de-breque feito sob medida para o repertório de Moreira da Silva. Tom: A
Etelvina (o que é, Morengueira?)
A
Acertei no milhar!
F#7 Bm D C#7
Ganhei quinhentos contos, não vou mais trabalhar
Bm7 E7 A F#7
você dê toda roupa velha aos pobres
B7 E7
e a mobília podemos quebrar
(breque)
"Isso é pra já, vamos quebrar. Pam, pam, bum, etc..."
D A
Etelvina vai ter outra lua-de-mel
F#7 Bm
você vai ser madame
E7 A F#7
vai morar num grande hotel
D D#º A F#7
eu vou comprar um nome não sei onde
Bm7 E7 A
de Marquês Morengueira de Visconde
Bm7 E7 A
um professor de francês mon amour
B7 E7 A
eu vou mudar seu nome pra Madame Pompadour
C#7 F#m
Até que enfim agora sou feliz
C#7 F#m
vou passear a Europa toda até Paris
C#7 F#m
e nossos filhos, oh, que inferno
G#7 C#7
eu vou pô-los num colégio interno
F#m
me telefone pro Mané do armazém
C#7 F#m
porque não quero ficar devendo nada a ninguém
D7 D#º A
e vou comprar um avião azul
F#m Bm7 E7 A
para percorrer a América do Sul
D D#º A
mas de repente, derrepenguente
F#7 Bm7 E7 A
Etelvina me acordou está na hora do batente
D D#º
mas de repente, derrepenguente
(breque)
- Se acorda, vargulino!
E7 A
Foi um sonho, minha gente! ESTRIBILHOMarcadores: geraldo pereira, wilson batista
Introdução:
Bmaj7 G#7/+5 G#m6 F#7/13 Bmaj7 F#7/13
Bmaj7 G#7/+5 C#7/9
A primeira vez que eu te encontrei,
C#m7/G# F#7/+5 B6/9
Alimentei a ilusão de ser feliz
G#m7 A#7/+5
Eu era triste, sorri
D#m7 F(b6)/C#
Peguei no pinho e cantei
F7/C Bdim
Tantos versos eu fiz
C#m7 Em6 Bbdim
Em meu peito guardei
Bmaj7 G#7/+5
Um dia você partiu,
C#m7 Em6
Meu pinho emudeceu
Bbdim Bmaj7 G#m6 C#7/G# Gdim B6/9
E a minha voz na gargan.....ta morreu
Bmaj7 G#7/+5
Procuro esquecer a dor,
C#m7
Não sou capaz,
F#7 F#9/+5 Bmaj7 G#7
Meu violão não toca mais
C#m7 Bb7 Ebm7 G#7
Eu vivo triste a meditar,
C#7/G# Em6 F#7/+5
Não canto mais, meu consolo é chorarMarcadores: alcebiades barcelos, bide, cronologia da mpb, marçal
Marcadores: orestes barbosa, silvio caldas
Sertaneja (canção, 1939) - René Bittencourt
Marcadores: rene bittencourt
Marcadores: francisco celio, paulo barbosa
Dm7/9 Bb7M
Pra que mentir
Bm7(b5) Bb7M Bbm7/9
se tu ainda não tens
Eb7/13 Dm(7M) Dm7
Esse dom
G7/4(9) C7/4(9 13)
de saber iludir?
Bm7(b5)
Pra quê?!
Bb7M Bm7(b5) E7(#5)
Pra que mentir
Bb7/9 A7/4(9) Eb7(9 #11)
Se não há necessidade de me trair?
Dm7/9 Bb6/9 Bm7(b5) Bb7M Bbm7/9
Pra que mentir, se tu ainda não tens
Eb7/13 Dm(7M) Dm7 G7/9 G/B
A malí....cia de to...da mulher?
Dm7/9 G7(9 #11) E7(#5) A7/4(9)
Pra que mentir
Dm7/9 G7(9 #11) E7(#5) A7/4(9)
se eu sei que gostas de ou....tro
F#m7 C7/4(9) B7M/9 E7/4(9)
Que te diz que não te quer?
A7/4(9) D7M/9 Gm6 F#7(b13)
Pra que mentir
Bm7(9 11)
Tanto assim
Gm6 F#7(b13) Bm7(9 11)
Se tu sabes que eu já sei
Bb7/13 C7/4(9 13)
Que tu não gostas de mim?!
G(add9)/B F#7(b13) Bm7(9 11)
Se tu sa......bes que eu te quero
C7/4(9 13) Bm7(9 11)
Apesar de ser traído
C7/4(9 13) F7M
Pelo teu ódio sincero
Bb7M Eb7(9 #11)
Ou por teu amor fingido?! Marcadores: cronologia da mpb, noel letras, vadico
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Am9 C#º Dm Dm6
Passaste hoje ao meu lado,
E7 Am Am/G
Vaidosa de braço dado,
F E7
Com outro que te encontrou
Am Am6 Em9
E eu relembrei comovido
F
Um velho amor esquecido,
E7
Que o meu destino arruinou.
Am C#º Dm Dm6
Chegaste na minha vida,
E7 Am Am/G
Cansada e desiludida,
F E7
Triste mendiga de amor
A7/9- Dm Dm7M Dm7
E eu, pobre, com sacrifício,
Dm6 Am Am/G
Fiz um céu de teu suplício,
B7 E/G# Am E/G#
Pus risos na tua dor.
A E7 A E7
Mostrei-te um novo caminho
A E7 A
Onde com muito carinho
Eº E/G#
Levei-te numa ilusão
Bm E7
Tudo, porém, foi inútil,
Eras no fundo uma fútil,
Cº A E7
Que fostes de mão em mão.
A E7 A E7
Satisfaz tua vaidade,
A E7 A
Muda de dono à vontade,
A7 D
Isso em mulher é comum.
Dm Dm6 A
Não guardo frios rancores
F#7 F
Pois dentre os seus mil amores
E7 A F A
Eu sou o número um.Marcadores: benedito lacerda, mario lago, valsas.
Marcadores: nassara, roberto martins
A6 F#5+/7
Jou Jou, Jou Jou
Bm7 Fº A7+ F#5+/7 Bm7 Fº
Que é meu Balagandan
F#5+/7
Aqui estou eu
B7/9 F#m
Aí estás tu
B7/9
Minha Jou Joo
Bm5-/7 E7/9-
Meu Balagandan
A6 F#5+/7 Bm7 Fº A7+ F#m7 Bm7
Nós dois depois no sol do amor de manhã
Fº F#7 F#5+/7 Bm7 Dm7
De braços dados, dois namorados
A7+
Já sei
E6/7
Jou Jou
A7+
Balagandan
Bm7 E7/9 A7+ A6
Seja em Paris ou nos Brasis
F#7 F#5+/7 D7+/9
Mesmo distantes somos constantes
D#5-/7 G#5+/7 C#m7 F#7
Tudo nos une, que coisa rara
Bm7 E6/7 A7+
É o amor, nada nos separaMarcadores: lamartine babo cifras, marchas de carnaval
C
Salve a morena
G7
A cor morena do Brasil fagueiro
Dm
Salve o pandeiro
G7 C
Que desce do morro prá fazer a marcação
São, são, são
Am E
São quinhentas mil morenas
F C G7
Loiras, cor de laranja, cem mil
C A7
Salve, salve
F G7 C G7
Teu carnaval, Brasil
C
Salve a loirinha
G7
Dos olhos verdes cor das nossas matas
Dm
Salve a mulata
G7 C
Cor de canela, nossa grande produção
São, são, são
Am E
São quinhentas mil morenas
F C G7
Loiras cor de laranja, cem mil
C A7
Salve, salve
F G7 C
Teu carnaval, BrasilMarcadores: lamartine babo cifras, marchas de carnaval
Marcadores: frazao, marchas de carnaval, nassara
G7+ Bm7 Am7 D7
A deusa da minha rua / Tem os olhos onde a lua
Am7 D7 G7+ D7 G7+ Em7
Costuma se embriagar / Nos seus olhos eu suponho
D7 D/F# Em7 A7 D7
Que o sol, num dourado sonho / Vai claridade buscar
G7+ Em7 Am7 Am7/G
Minha rua é sem graça / Mas quando por ela passa
Am7 D7 Do E7 Am7 Cm7
Seu vulto que me seduz / A ruazinha modesta
Bm7 E7 Am7 D7 G7+ B7
É uma paisagem de festa / É uma cascata de luz
Em Em/D Gb7 Am7
Na rua uma poça d’água / Espelho da minha mágoa
B7 Em B7
Transporta o céu / Para o chão
Em Em/D
Tal qual o chão de minha vida
B7+ Abm7 Dbm Gb7 B7
Minh’alma comovida / O meu pobre coração
Em Em/D Gb7
Infeliz da minha mágoa / Meus olhos
Am7 B7 Do E7
São poças d’água / Sonhando com seu olhar
Am7 B7 Em Em/D
Ela é tão rica e eu tão pobre/ Eu sou plebeu
Gb7 C7 B7 Em
E ela é nobre / Não vale a pena sonhar . . . .Marcadores: jorge faraj, newton teixeira
D7+ B7/-9 Em7 A7 Gbm7
Este corpo moreno, cheiroso e gostoso
F0 Em7 A7/6
Que você tem . . . .
D7+ E7 A/E Gb7 Bm7
É um corpo delgado da cor do pecado
E7 Em7 A7/6
Que faz tão bem . . . .
D7+ B7/-9 Em7 A7 Gbm7
Este beijo molhado escandalizado
F0 Em7 A7/6
Que você me deu . . . .
D7 G F0 Gbm7
Tem sabor diferente que a boca da gente
Em7 D
Jamais esqueceu . . . .
Bm7 Bbm7 Am7 D7
Quando você me responde umas coisas sem graça
G
A vergonha se esconde
Bm7/-5 E7 Am7
Porque se revela a maldade da raça
D7 G7+
Este cheiro de mato tem cheiro de fato
Bm7 Bbm7 Am7
Saudade tristeza essa simples beleza
B7 Em7 G7
Teu corpo moreno, morena enlouquece
C7+ Bm7
Eu não sei bem porque
Eb7 Ab D7 G A7
Só sinto na vida o que vem de você . . . .Marcadores: bororo, cronologia da mpb
Tal como "Camisa listrada", "Camisa Amarela" é uma curiosa crônica de um episódio carnavalesco carioca. Na letra, uma das melhores de Ary Barroso, a protagonista narra as proezas do amante folião, que volta sempre aos seus braços, "passada a brincadeira". Bb7+ Gm7 Cm7
Encontrei o meu pedaço na Avenida de camisa amarela
F7 Bb7+ B6/7
Cantando a Florisbela, oi, a Florisbela
Bb7+ Gm7 F7+
Convidei-o a voltar pra casa em minha companhia
Am7 D7 Gm7
Exibiu-me um sorriso de ironia
C7 Cm7 F7
e desapareceu no turbilhão da Galeria
Fm7 Bb6/7
Não estava nada bom o meu pedaço,
Fm7 Bb6/7 Eb7+
na verdade, estava bem mamado
Bem chumbado, atravessado
Dm5-/7 G7 C7/9
Foi por aí cambaleando se acabando num cordão
com o reco-reco na mão
C#° Dm7
Mais tarde, o encontrei num café surrapa
G6/7
do Largo da Lapa
C7/9 F7 Bb7+ B6/7
Folião de raça, bebendo o quinto copo de cachaça
Bb7+ Gm7 Cm7
Voltou às sete horas da manhã, mas só na quarta-feira
F7 Bb7+ B6/7
Cantando a Jardineira, oi, a Jardineira
Bb7+ Gm7 C7 F7+
Me pediu, ainda zonzo, um copo d'água com bicarbonato
Am7 D7 Gm7
O meu pedaço estava ruim de fato
C7 Cm
Pois caiu na cama e não tirou nem o sapato
F7 Fm7 Bb6/7 Fm7
Roncou uma semana, despertou mal-humorado
Bb6/7 Eb7+
Quis brigar comigo, que perigo, mas não ligo
Dm5-/7 G7 C7/9
O meu pedaço me domina, me fascina, ele é o tal
Por isso não levo a mal
C#° Dm7 G7
Pegou a camisa, a camisa amarela, botou fogo nela
C7/9 F7 Bb7+
Gosto dele assim, passou a brincadeira ele é pra mim
Marcadores: ary barroso, cronologia da mpb
Dalva de Oliveira |
Marcadores: aldo cabral, benedito lacerda, cronologia da mpb
Ary Barroso compôs Aquarela do Brasil no início de 1939, numa noite de chuva torrencial, que o obrigou a ficar em casa, contrariando seus hábitos. Antes que a chuva terminasse, ainda teve inspiração para compor outra obra prima, a valsa "Três lágrimas". E6
Brasil
B7 E6
Meu Brasil brasileiro
B7 E6
Meu mulato inzoneiro
C#5+/7 C#7
Vou cantar-te nos meus versos
F#m B7 E
O Brasil, samba que dá
B7 E
Bamboleio que faz gingar
B7 E
O Brasil, do meu amor
B7 E
Terra de Nosso Senhor
F#m E C#m
Brasil, pra mim
F#m B7 E
Pra mim, pra mim
E F#m
Ah, abre a cortina do passado
B7
Tira a Mãe Preta do cerrado
E
Bota o Rei Congo no congado
F#m E C#m
Brasil, pra mim
F#m B7 E
Pra mim, Brasil
C#7
Deixa cantar de novo o trovador
À merencória luz da lua
F#m
Toda canção do meu amor
Am B7 E
Quero ver a Sá Dona caminhando
C#m F#m
Pelos salões arrastando
B7 E
O seu vestido rendado
F#m B7 E C#m
Brasil, pra mim
F#m E
Pra mim, Brasil
E6 B7 E6
Brasil, terra boa e gostosa
B7 E6
Da morena sestrosa
C#5+/7 C#7
De olhar indiscreto
F#m B7 E
O Brasil, verde que dá
B7 E
Para se admirar
B7 E
O Brasil do meu amor
F#m B7 E
Terra de Nosso Senhor
F#m B7 E C#m
Brasil, pra mim
F#m E
Pra mim, pra mim
F#m
Oh, esse coqueiro que dá coco
B7
Onde eu amarro a minha rede
E
Nas noites claras de luar
F#m B7 E
Brasil, pra mim
F#m E B7
Pra mim, Brasil
C#7
Ah, ouve essas fontes murmurantes
Ah, onde eu mato minha sede
F#m
E onde a lua vem brincar
Am B7 E
Ah, este Brasil lindo e trigueiro
C#m F#m
É o meu Brasil brasileiro
B7 E
Terra de samba e pandeiro
F#m B7 E C#m
Pra mim, Brasil
F#m B7 E
Brasil, pra mim
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Quando "A Jardineira" despontou como uma das favoritas para o carnaval de 39, apareceram na imprensa reportagens contestando a autoria de Benedito Lacerda e Humberto Porto. Na verdade, "A Jardineira" é um antigo tema popular, originário da Bahia, que os dois adaptaram para lançar como marchinha. Segundo o jornalista Jota Efegê (em artigo publicado em O Jornal, em 23.01.66) foi o legendário Hilário Jovino Ferreira quem introduziu "A Jardineira" no carnaval carioca, através do rancho homônimo, em 1899. Jovino aprendera a música com os ternos de reis que desfilavam na Bahia.
Com o fato corrobora uma declaração do baiano Humberto Porto, que afirmara ter recolhido o refrão original na localidade de Mar Grande (BA) em dezembro de 37. Porto incluiria, ainda, nas primeiras edições da partitura, uma breve nota poética que aludia a uma certa "jardineira triste" que desfilava nos "ternos da Bahia".
A Jardineira (marcha/carnaval, 1939) - Benedito Lacerda e Humberto Porto
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Ao ouvirem casualmente um grego, dono de quitanda, dizer para um freguês a frase absurda e gramaticalmente incorreta "yes, we have no bananas", os compositores Frank Silver e Irving Cohn tiveram a idéia de usá-la numa canção humorística, cheia de disparates: "Yes, we have no bananas / we have no bananas today / we've string beans / and onions, cabbages and scallions / and all kind of fruit..." ("Sim, nós não temos bananas / não temos bananas hoje / nós temos vagens / e cebolas, repolho e alho poró/ e toda espécie de fruta...").
Lançada em 1923, a canção estourou na voz do cômico Eddie Cantor, que a aproveitara na peça "Make it snappy". Daí espalhou-se pelo mundo como um dos sucessos dos "loucos anos vinte", quando a música dos Estados Unidos assumiu a hegemonia do mercado internacional.
Quinze anos depois, partindo dos compassos iniciais de "Yes, We Have No Bananas",Braguinha e Alberto Ribeiro fariam a marchinha carnavalesca "Yes , Nós Temos Bananas".
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Desmentindo os que subestimam o seu talento musical, Noel Rosa deixou mais de cem composições em que fez letra e música, das quais cerca de trinta têm melodia de ótima qualidade. Pertencem a esse repertório clássicos como "Palpite Infeliz", "Pela Décima Vez", "Três Apitos", "O 'x' do Problema" e a obra-prima "Último Desejo", que por si só lhe garantiria diploma de melodista. Int.: Fm Cm C# G7 Cm
Fm
Nosso amor que eu não esqueço
G7 Dm5-/7 G7 Cm C7 Cm
E que teve o seu começo numa festa de São João
Gm G#
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete
Cm C7
Sem luar, sem violão
Fm
Perto de você me calo
G7 C7
Tudo penso e nada falo, tenho medo de chorar
Fm Cm
Nunca mais quero o seu beijo
C# G7 C Am7 Dm7 G7 C
Mas meu último desejo você não pode negar
D7/9 G7
Se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga
C
Se você me quer ou não
Cm Gm G#
Diga que você me adora, que você lamenta e chora
G7 C
A nossa separação
Am7 Dm7
Às pessoas que eu detesto
G7 Gm C7
Diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim
F7+ Fm C Am7
E que eu arruinei sua vida
D7/9 G7 G# Fm7 C
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim
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Ai, ai meu Deus / Tenha pena de mim!
Todos vivem muito bem / Só eu quem vive assim
Trabalho, não tenho nada / Não saio do miserê
Ai, ai meu Deus / Isso é pra lá de sofrer
Sem nunca ter / Nem conhecer felicidade
Sem um afeto / Um carinho ou amizade
Eu vivo tão tristonha / Fingindo-me contente
Tenho feito força / Pra viver honestamente
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Marcadores: paulo medeiros
Boêmio e conquistador inveterado, Lupicínio Rodrigues (foto) várias vezes transformou em samba episódios de sua vida sentimental. Assim, por exemplo, "Se Acaso Você Chegasse" é uma espécie de mensagem/sondagem que dirige a um amigo, Heitor Barros, de quem havia tomado a namorada. Lupicínio sabia que agira mal e temia perder o amigo, que muito prezava.G7 C7M F7
Se acaso você chegasse
C7M F7
No meu chatô encontrasse
Em7 A7
Aquela mulher
Dm7 A7
Que você gostou
Dm7 Dm/C
Será que tinha coragem
G7/B G7/F
De trocar nossa amizade
Dm4/G G7
Por ela que já
C7M Dm4/G G7/13
Lhe abandonou
C7M Gm7
Eu falo porque esta dona
C7/4 C7/13
Já mora no meu barraco
Gm7/9 C7/13
À beira de um regato
F7M/6 C7/13
E um bosque em flor
F7M/6 Fm6
De dia me lava a roupa
Em7 A7
De noite me beija a boca
Dm7 G7 C6/9
E assim nós vamos vivendo de amorMarcadores: felisberto martins, lupicinio rodrigues
Marcadores: cronologia da mpb, marchas de carnaval, nassara, sa roris
Intro: G/A Bb7+ G/A A G/A A G/A
A7 Bb+ Gm7 G/A
D B7/5+
Meu coração amanheceu pegando
Em7 A7 Em7 A7/5+ D7+
fogo, fogo, fogo
C7/9 B7 Em7 Fº
Foi uma morena que passou perto de mim
Gbm7 B7 E7 A7 D
E que me deixou as......sim - BIS
Gb7 Bm7 G7+ Gbm7 Ebº
Morena boa que passa / Com sua graça
Em7
infernal
C7/9 D Bm7 E7
Mexendo com nossa raça / Deixando a gente
A7
até mal
Gb7 Bm7 G7+ Gb7 Ebº
Mande chamar o bombeiro / Para esse fogo
Em7
apagar
C7/9 D Bm7 E7
E se ele não vem ligeiro / Nem cinzas vai
A7
encontrarMarcadores: francisco matoso, jose maria de abreu, marchas de carnaval
Tom: Em
Em B7 Em B7 D7 G
Pa ra ra ti bum bum bum, Pa ra ra ti bum bum bum...
D7 G D7 B7 Em
Pa ra ra ti bum bum bum, Pa ra ra ti bum bum bum...
B7 Em B7
Pa ra ra ti bum bum bum, Pa ra ra ti bum bum
Em
Eu fui as touradas em Madri,
B7 Em B7
pa ra ra ti bum bum bum, pa ra ra ti bum bum
D7 G B7 Em
E quase não volto mais aqui Pra ver Peri beijar Ceci,
B7 Em B7
Pa ra ra ti bum bum bum, Pa ra ra ti bum bum
E B7
Eu conheci uma espanhola natural da “Catalunha”
F#m B7
Queria que eu tocasse castanhola
Eº E
e pegasse um touro a unha
C#7
Carambas, caracoles, sou do samba, não me amoles
F#m A#º
Pro Brasil eu vou fugir,
E C#m F#7 B7 Em
isso é conversa mole para boi dormir
B7 Em B7 D7 G
Pa ra ra ti bum bum bum, Pa ra ra ti bum bum bum...
D7 G D7
Pa ra ra ti bum bum bum, Pa ra ra ti bum bumMarcadores: cronologia da mpb, joao de barro, marchas de carnaval
Tom: Em
53-52-63-6
Em E7 Am
A estrela D’alva / No céu desponta
B7
E a lua anda tonta
Em E7
Com tamanho esplendor
Am B7 Em
E as pastorinhas / Pra consolo da lua
Gb7
Vão cantando na rua
B7 E 54-52-64-6
Lindos versos de amor
E
Linda pastora
F° Gbm B7
Morena da cor de Madalena
Gbm B7
Tu não tens pena / De mim
E
Que vivo tonto com o teu olhar
B7 E E7
Linda criança
A Am
Tu não me sais da lembrança
E Db7
Meu coração não se can.....sa
Gb7 B7 E
De sempre, sempre te amar
Marcadores: joao de barro, marchas de carnaval, noel rosa
Marcadores: candido das neves, cronologia da mpb, pixinguinha, valsas
Marcadores: joubert de carvalho, valsas
A7M
Nada além
Bbº Bm7 E7
Nada além de uma ilusão
Bm7
Chega bem,
E7 A7M Bbº Bm7 E7
É demais para o meu coração
A/Db Cº
Acreditando em tudo
Bm7
Que o amor mentindo sempre diz
E7
Eu vou vivendo assim feliz
A7M Gb7 Bm7 E7
Na ilusão de ser feliz
A7M
Se o amor
Bbº Bm7 E7
Só nos causa sofrimento e dor
Bm7 E7 Db7 Gb7
É melhor, bem melhor a ilusão do amor
B7
Eu não quero e nem peço
Cº
Para o meu coração
Bm E7 A7M (A7M Bb7)
Nada além de uma linda ilusão ! Marcadores: cronologia da mpb, custodio mesquita, mario lago
Ary Barroso conheceu a Bahia em janeiro de 1929, quando integrava como pianista a orquestra de Napoleão Tavares. Conheceu e por ela se apaixonou imediatamente, conforme confessou em entrevista à Manchete em 1962: "Eu me descobri na Bahia. Os seus ritmos, seus candomblés, suas capoeiras, sua gente (...) foram uma revelação para mim. Fiquei de tal modo impressionado que o jeito foi exteriorizar a minha admiração através da música" (figura: Baixa do Sapateiro, anos 40). ( C7/9 Gm7 )
Ai amor ai ai
Amor bobagem que a gente não explica ai ai
F7M Bb7/9
Prova um bocadinho oi / Fica envenenado oi
Em7 Eo
E pro resto da vida/ É um tal de sofrer
Dm7 Db7/9
Olará olerê
( C7/9 Gm7 )
Oi Bahia ai ai
Bahia que não me sai do pensamento ai ai
F7M Bb7/9
Faço o meu lamento oi/ Na desesperança oi
Em7
De encontrar nesse mundo
Eo Dm7 Db7/9
O amor que eu perdi na Bahia/ Vou contar
C7M Dbo Dm7 G7
Na Baixa do Sapateiro eu encontrei um dia
C7M A7 Dm7 G7
A morena mais frajola da Bahia
Dm7 G7 C7M
Pedi um beijo não deu / Um abraço / Sorriu
Gbm7 B7 E G7
Pedi a mão não quis dar / Fugiu
C7M Em7
Bahia terra da felicidade
Dm7 A7 Dm7 G7 Em A7
Morena / Ai morena / Eu ando louco de saudade
A7/5M Dm7 Bb7/9 Em7
Meu Senhor do Bonfim / Arranje outra morena
D7/9 Db7/9 C
Igualzinha pra mimMarcadores: ary barroso, cronologia da mpb
Marcadores: ataulfo alves, ze da zilda
Marcadores: cronologia da mpb, j. cascata
Marcadores: alberto ribeiro, cronologia da mpb, joao de barro, valsas
Tom: C#m
C#m C#m/B D#7
Eu na verdade
G#7
Indiretamente sou culpado
C#m
Da tua infelicidade
C#m6 G#m
Mas se eu for condenado
D#7 G#7
A tua consciência será meu advogado
C#m C#m/B D#7
Mas evidente...mente
G#7
Eu devia ser encarcerado
C#m C#7
Nas grades do teu coração
F#m F#m6
Porque sou um criminoso
C#m D#7
És também, nota bem
G#7 C#m
Estás na mesma infração
G#7 C#m
Venho ao tribunal da minha consciência
F#m6 G#7 C#7
Como réu confesso pedir clemência
F#m
O meu erro é bem humano
C#m
É um crime que não evitamos
D#7
Este princípio alguém jamais destrói
G#7 C#m
Errei, erramos
Marcadores: ataulfo alves, cronologia da mpb
Marcadores: custodio mesquita, mario lago, valsas
A F#m Bm E7 A
F#m
Anunciaram e garantiram
Bm E7 A
que o mundo ia se acabar
A7
Por causa disso,
D
minha gente lá de casa começou a rezar
Bm E7
Até disseram que o sol ia nascer
A
antes da madrugada
C# Cº
Por causa disso, nessa noite
Bm E7 A
lá no morro não se fez batucada
E7 A
Acreditei nessa conversa mole
E7 A
Pensei que o mundo ia se acabar
A7
E fui tratando de me despedir
D
E sem demora fui tratando de aproveitar
Dm
Beijei na boca de quem não devia
A
Peguei na mão de quem não conhecia
F#7 B7
Dancei uma samba em traje de maiô
E7 A
E o tal do mundo não acabou
E7 A
Chamei um gajo com quem não me dava
E7 A
E perdoei a sua ingratidão
A7
E festejando o acontecimento
D
Gastei com ele mais de quinhentão
Dm
Agora eu soube que o gajo
A
Anda dizendo coisa que não se passou
F#7 B7
E vai ter barulho e vai ter confusão
E7 A
Porque o mundo não se acabouMarcadores: assis valente, marlene
Marcadores: claudionor cruz, pedro caetano, valsas
Foi pensando em Carmen Miranda, e seu estilo brejeiro e malicioso, que Assis Valente (foto) criou o melhor segmento de sua obra: os 25 sambas e marchinhas que a cantora gravou no período 1933-1940. Figuram nesse repertório alguns de seus maiores sucessos como "Camisa Listrada", um dos sambas preferidos pelos foliões de 1938. Am7 E7/9- Am7
Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí
A7 Dm
Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu Parati
D#° Am
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
D#7 Bm5-/7
E sorria quando o povo dizia:
Am7 E7/9-
"sossega leão, sossega leão!"
Am7 E7/9- Am7
Tirou o seu anel de doutor para não dar o que falar
A7
E saiu dizendo eu quero mamar, mamãe eu quero mamar
Cm
Mamãe eu quero mamar
D#° Am7
Levava o canivete no cinto e o pandeiro na mão
D#7 Bm5-/7
E sorria quando o povo dizia:
E7/9- Am7 E7/9-
"sossega leão, sossega leão!"
Am7 E7/9- Am7
Levou meu saco de água quente pra faze chupeta
A7 Dm
Tirou minha cortina de veludo pra fazer uma saia
D#° Am7
Abriu o guarda-roupa e apanhou minha combinação
D#7 Bm5-/7 E7/9-
E até do cabo de vassoura ele fez um estandarte
Am7 E7/9-
para o seu cordão
Am7 E7/9- Am7
E agora que a batucada já vai começando
A7 Dm
Não quero e não consinto meu querido debochar de mim
D#° Am7
Porque se ele pega as minhas coisas vai dar o que falar
D#7 Bm5-/7 E7/9-
Se fantasia de Antonieta e vai dançar no Bola Preta
Am7
Até o sol raiar
Marcadores: assis valente, carmen miranda
Carmen Miranda |
Marcadores: ary barroso, luiz iglesias
O samba "Abre a Janela" defende a regalia masculina de "cair na orgia", com direito ao perdão da mulher, passado o carnaval. E o amante folião anuncia e justifica o seu projeto de liberação ao pé da janela da namorada, como se fizesse uma serenata: "Abre a janela formosa mulher / e vem dizer adeus a quem te adora / apesar de te amar / como sempre amei / na hora da orgia eu vou embora". Em seguida, sugere uma solução conciliatória ofertando-lhe em penhor o coração e prometendo voltar para a sua companhia, assim que a orgia terminar...
Ótimo na letra e na melodia, "Abre a Janela" foi o primeiro grande sucesso de Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti, uma boa dupla de autores carnavalescos. Este sucesso seria ajudado ainda pela interpretação de seu lançador Orlando Silva.
Abre a janela (samba, 1938) - Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti
-------------G-------- C7 --------G
Abre a janela / Formosa mulher
------------------E---------------- Am -----D7
E vem dizer adeus a quem te adora
-------G7 --------------------------C
Apesar de te amar / Como sempre amei
--------G------- D7 -------------G
Na hora da orgia eu vou embora
-----------Am------------------- D7
Vou partir e tu tens que me dar perdão
------------G
Porque fica contigo o meu coração
-----------G7 --------------------C
Podes crer que acabando a orgia
--------A7 -------------------D7
Voltarei para a tua companhia
Marcadores: arlindo marques junior, roberto roberti
No início dos anos trinta, Lamartine Babo (foto) correspondeu-se com Nair, uma mineira de Dores de Boa Esperança, a quem dedicou esta canção. Tempos depois, visitando a cidade, ele descobriria que Nair era uma menina, sobrinha de um admirador seu, o dentista Carlos Alves Neto, verdadeiro autor das cartas. Dm A7
Serra da Boa Esperança / Esperança que encerra...
Dm A7
No coração do Brasil / Um punhado de terra
Bb C7 F C/E D7
No coração de quem vai . . . / No coração de quem vem
Gm7 C7 F A7
Serra da Boa Esperança / Meu último bem
Dm A7
Parto levando saudades / Saudades deixando
Bb A7 Bb A7
Murchas, caídas na serra / Lá perto de Deus
Gm7 A7 Dm D7
Ò minha serra eis a hora / Do adeus vou-me embora ...
Gm7 Em5-/7 A7 Dm
Deixo a luz do olhar / No teu luar / Adeus ...
Dm A7
Levo na minha cantiga / a imagem da serra
Dm A7
Sei que Jesus não castiga / Um poeta que erra . . .
Bb C7 F C/E D7
Nós os poetas erramos / Porque rimamos também
Gm7 C7 F A7
Os nossos olhos / Nos olhos de alguém que não vem ...
Dm A7
Serra da Boa Esperança / Não tenhas receio
Bb A7 Bb A7
Hei de guardar tua imagem / Com a graça de Deus
Gm7 A7 Dm D7
Ò minha serra eis a hora / Do adeus vou-me embora ...
Gm7 Em5-/7 A7 Dm
Deixo a luz do olhar / No teu luar / Adeus . . .Marcadores: cronologia da mpb, lamartine babo cifras
Tom: Eb
Intro: Eb7M E° Fm Bb7 Eb7M Bb7
Eb7M
Vou mandar prender,
Bb Eb7M
Esta nega Risoleta,
Bb Eb7M
Que me fez uma falseta e me desacatou,
E° Bb
Porque não lhe dei o meu amor.
G G7
Isto é conversa prá doutor. E ela foi criada,
Cm7
Na roda da malandragem,
F7
Hoje vive com visagem. Sei que com esta nega,
Bb7
Não vou levar a mínima vantagem.
Fm Bb7
E ela quebrou,
Eb7M
O meu chapéu de palhinha,
G G7
De abinha bem curtinha. E também rasgou,
Cm7
O terno melhor que eu tinha
Fm7
Bis - Quem me deu foi a Rosinha. E a camisa de seda,
Gb° Eb7M
Que eu comprei à prestação da mão do Salomão
C#7 C7
(Por preço de ocasião)
Fm
E ainda não paguei,
Bb7 Eb7M Bb7
A primeira prestação>
C#7 C7
(Meus Deus do céu, que confusão!).
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Canção de Vicente Celestino (foto) do gosto declarado de uma considerável faixa da população brasileira por um tipo de música, qualificado em épocas posteriores de cafona, brega ou, indevidamente, de popular romântico. Marcadores: vicente celestino letras
G D7 G
Quero chorar...não tenho lágrimas/ Que me rolem na face
D7 B7 Em
Pra me proteger / Se eu chorasse / Talvez desabafasse
A7 D A7 D7
O que sinto no peito / Eu não posso dizer
G
Só porque não sei chorar / Eu vivo triste a sofrerD7 G
Estou certo que o riso não tem nenhum valor
B7 Em
A lágrima sentida é o retrato de uma dor
C D7 G
O destino assim quis / De mim te separar
E7 A7 D7 G
Quero chorar não posso / Vivo a implorar
Marcadores: max bulhoes, milton de oliveira
Meu Limão, Meu Limoeiro (samba-sertanejo, 1937)
- Tema popular (abaixo a versão cantada por Sílvio Caldas e Gidinho)
---------D7+-----A7----D7+--A7---D7+ ---D#º--Em7/9
Meu limão meu limoeiro, / Meu pé de Jacarandá,
A7/13--- Em7/9 --A7/13-- Em7/9 ---A7/13 --Em7/9 --A7/13-- D7+ A7
Uma-- vez,--- tindo--- lelê, /--- --- Outra--- vez,--- tindo------ lalá.
Morena, minha morena / Corpo de linha torcida
Queira Deus você não seja / A perdição da minha vida.
Quem tem amores não dorme / Nem de noite nem de dia,
Dá tantas voltas na cama, / Como peixe n'agua fria.
A folhinha do Alecrim, / Cheira mais quando pisada,
Há muita gente que é assim, / Quer mais bem, se desprezada.
Marcadores: tradicional
Mamãe Eu Quero (marcha/carnaval, 1937) - Jararaca e Vicente Paiva
Bando da Lua |
----------------D
Mamãe eu quero... / Mamãe eu quero...
-------------------------A7
Mamãe eu quero mamar...
Dá a chupeta... / Dá a chupeta...
-----------------------------------D
Dá a chupeta pro bebê não chorar! (bis)
--------------------------------A7
Dorme filhinho do meu coração!
---------------------------------------------------D
Pega a mamadeira e vem entrar pro meu cordão...
---------------------D7---------------- G
Eu tenho uma irmã que se chama Ana!
-----------------D ---------A7----------- D
De piscar o olho..../ Já ficou sem pestana!
--------------------------------------A7
Olho as pequenas / Mas daquele jeito
---------------------------------------------D
Tenho muita pena / Não ser criança de peito
--------------------D7------------ G
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
--------------D --------A7------- D
Ela é da bossa e o marido é boçal
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D G7 D B7
Lábios que beijei / Mãos que afaguei
Em A7 D A7
Numa noite de luar, assim,
D E7 A Gb7
O mar na solidão bramia / E o vento a soluçar, pedia
Bm E7 A7
Que fosses sincera para mim.
D G7 D B7
Nada tu ouviste / E logo que partiste
Em A7 D7
Para os braços de outro amor.
G Ab0 D B7
Eu fiquei chorando / Minha mágoa cantando
Em A7 D Gb7
Sou estátua perenal da dor.
Bm B7 Em
Passo os dias soluçando com meu pinho
Gbm
Carpindo a minha dor, sozinho
Bm
Sem esperanças de vê-la jamais
Bm6 Gbm
Deus tem compaixão deste infeliz
Db7
Porque sofrer assim
Em Gb7
Compadei-vos dos meus ais.
Bm Em
Tua imagem permanece imaculada
Gb7 Bm
Em minha retina cansada / De chorar por teu amor.
Em Bm
Lábios que beijei / Mãos que afaguei
G7 Gb7 Bm
Volta! dá lenitivo à minha dor.Marcadores: j. cascata, leonel azevedo, valsas
Tom: E
E7 A7
Um juramento falso /
D
Faz a gente sofrer
Db7
Um sorriso fingido /
Gbm
Dos lábios d’uma mulher
G Gm
Quando se tem amizade /
D B7
Sofre-se dor de verdade
E7 A7 D D/Gb F°
Sempre com os olhos fitos na felicidade.
Em A7 D
E duro, é triste, é cruel / A dor de uma saudade
Gb7 B7
Quando se teve nas mãos / A felicidade
(Bb7) (Bb7) D
Foi um sonho que feneceu / Foi mais outra quimera
B7 E7
Que se desfez / Eu já fiz um juramento
A7
E não amo outra vez.
Em A7 D
Eu que sempre acreditei / Na possibilidade
Gb7 B7
De ver passar este amor / Para a eternidade
(Bb7) (Bb7) D
Quanto fui tolo, confesso / Isso é conto de fada
E7 A7
É tapiação / O amor nunca existiu / É interesse é ilusão
Marcadores: j. cascata, leonel azevedo
Marcadores: cronologia da mpb, gade
Tom: D Intr.: G G#° D B7 Em7 A7 D
D Em
Eu dei
O que foi que você deu meu bem
Eu dei
Guarde um pouco para mim também
D D7
Não sei, se você fala por falar sem meditar
G
Eu dei
Diga logo, diga logo, é demais
A7 D B7
Não digo
Em7 A7 D
E adivinhe se é capaz
Em
Você deu seu coração
Não dei, não dei
D
Sem nenhuma condição
D C# C
Não dei, não dei
B7 Em
O meu coração não tem dono
Gm D B7 Em A7 D
Vive sozinho, coitadinho, no abandono
D Em
Eu dei
O que foi que você deu meu bem
Eu dei
Guarde um pouco para mim também
D D7
Não sei, se você fala por falar sem meditar
G
Eu dei
Diga logo, diga logo, é demais
A7 D B7
Não digo
Em7 A7 D
E adivinhe se é capaz
Em
Foi um terno e longo beijo
Se foi, se foi
D
Desses beijos que eu desejo
D C# C
Pois foi, pois foi
B7 Em
Guarde para mim unzinho
Gm D B7 Em A7 D
Que mais tarde pagarei com jurinhos
D Em
Eu dei
O que foi que você deu meu bem
Eu dei
Guarde um pouco para mim também
D D7
Não sei, se você fala por falar sem meditar
G
Eu dei
Diga logo, diga logo, é demais
A7 D B7
Não digo
Em7 A7 D
E adivinhe se é capaz
Marcadores: ary barroso, marchas de carnaval
Am
O nosso amor traduzia
E7
Felicidade, afeição
E7/G#
Suprema glória que um dia
E7 Am
Tive ao alcance da mão
Mas veio um dia o ciúme
A7 A/G Dm/F Dm
E o nosso amor se acabou
Bm7/5- E7 Am
Deixando em tudo o perfume
E7 Am
Da saudade que ficou
E7 E7/G# Am Am/E
Eu te vi a chorar
E7 E7/G# Am A7
Vi seu pranto em silêncio correr
Dm Am
E parti a cantar
E7 Am
Sem pensar que doía esquecer
E7 E7/G# Am Am/E
Mas depois veio a dor
E7 E7/G# Am A7
Sofro tanto e esta valsa não diz
Dm Am
Meu amor, de nós dois
E7 Am
Eu não sei qual é o mais infeliz.Marcadores: gastao lamounier, mario rossi, valsas
Marcadores: ary barroso, marchas de carnaval
Todo o romantismo dramático, exacerbado, que caracteriza o estilo Vicente Celestino está em "Coração Materno", composição baseada numa lenda de mais de quinhentos anos, segundo o autor. Secular ou não, o fato é que a tal lenda inspirou a mais trágica (se levada a sério) ou mais ridícula canção de nossa música popular (na foto: Vicente Celestino).