terça-feira, 11 de abril de 2006

Eduardo Araújo

Eduardo Araújo (Eduardo Oliveira Araújo), cantor e compositor, nasceu em Juaíma MG em 23/7/1945. Filho de fazendeiros, estudou interno num colégio de Belo Horizonte MG, onde começou a cantar em 1960, no programa de Aldair Pinto. No mesmo ano seguiu para o Rio de Janeiro RJ, para estudar veterinária. Aí cantou no programa de Jair Taumaturgo, Hoje é Dia de Rock, da TV-Rio, e fez sua primeira composição, Deixe o rock.

Gravou seu primeiro disco, um compacto duplo, intitulado Garoto do rock, na Philips, em 1961, e participou dos programas de Carlos Imperial, Os Brotos Comandam e Festival da Juventude. Voltou em seguida para a fazenda do pai, onde ficou quatro anos, até que o sucesso de seus companheiros o entusiasmou.

Em 1967, quando a Jovem Guarda estava no auge, voltou para o Rio de Janeiro e gravou, de sua autoria, O bom (Odeon), seu maior sucesso, e depois Goiabão (com Carlos imperial), também obtendo êxito. No mesmo ano, contratado pela TV Excelsior, de São Paulo SP, conseguiu um programa próprio, O Bom, que apresentava em companhia de Silvinha, com quem se casaria dois anos depois.

Em 1969 foi contratado pela TV Record, de São Paulo, para atuar em vários programas, e foi artista da RCA entre 1972 e 1975. Ainda em 1975 fez um show no Teatro Bandeirantes, de São Paulo, e no Teresa Raquel, do Rio de Janeiro, Pelos caminhos do rock, também título de seu LP lançado no mesmo ano.

Nas décadas de 1980 e 1990 inclinou-se para o country-rock, assumindo suas raízes sertanejas (uma de suas primeiras gravações foi uma versão em twist de Maringá, de Joubert de Carvalho). Em 1990 lançou Pé na estrada, primeiro LP brasileiro a ser lançado simultaneamente a um vídeo. Participou dos shows 30 anos de Jovem Guarda, em 1995-1996.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Edu Lobo


Eduardo de Góis Lobo, compositor, instrumentista, arranjador e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 29/8/1943. Filho do compositor Fernando Lobo, foi criado no Rio de Janeiro e na casa dos tios, em Recife PE, onde passava as férias escolares. Seu primeiro instrumento foi o acordeom, que estudou dos oito aos 14 anos. Fez os cursos ginasial e colegial no Colégio Santo Inácio, e por essa época já tentava algumas composições. Na PUC cursou direito até o terceiro ano. Com 16 anos, começou a se interessar pelo violão, iniciando-se com um amigo de infância, o compositor Téo de Barros, e estudando mais tarde com Vilma Graça.

Por volta de 1961, passou a freqüentar shows, principalmente no Beco das Garrafas, em Copacabana, onde assistia a espetáculos dos representantes da nova geração musical, entre os quais João Gilberto e Sérgio Mendes. Nessa época, com Dori Caymmi e Marcos Vale, formou um conjunto que chegou a atuar em shows.

Seu pai incentivou-o, em 1962, a editar algumas composições. No mesmo ano, conheceu Vinícius de Moraes, que fez a letra para Só me fez bem gravada em 1967, no LP Edu-Betânia, da Elenco. Foi também Vinicius quem escreveu a contracapa de seu primeiro disco, um compacto duplo gravado em 1962 com quatro músicas, entre elas Balancinho e Amor de ilusão (ambas de sua autoria), bem dentro do estilo intimista característico da bossa nova. Logo ampliou seu trabalho com temas e motivos da cultura popular, graças a influência de Sérgio Ricardo, João do Vale, Carlos e principalmente Rui Guerra, seu parceiro em Canção da terra, Reza e Aleluia, canções representativas dessa nova fase de criação, marcada por seu conteúdo social.

Começando a compor para teatro, escreveu em 1963 as músicas para a peça Os Azeredos e os Benevides, de Oduvaldo Viana Filho. Entre elas, a canção Chegança (com Oduvaldo Viana Filho) alcançou grande sucesso. Outro êxito, Borandá, foi incluído no show Opinião, musical de protesto estreado no Rio de Janeiro em 1964. Ainda nesse ano, escreveu músicas para Berço de herói, peça teatral de Dias Gomes, e foi convidado por Gianfrancesco Guarnieri para participar da realização de um musical cuja idéia nascera da canção Zambi (com Vinícius de Moraes).

Em maio de 1965, estreou no Teatro de Arena, São Paulo SP, Arena conta Zumbi, de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, musicada por ele. Entre as canções do espetáculo, Upa, neguinho (com Gianfrancesco Guarnieri) tornou-se mais tarde um grande sucesso, cantado por Elis Regina. Em abril desse ano, inscreveu-se no I FMPB, da TV Excelsior, de São Paulo, com duas músicas, Aleluia (com Rui Guerra) e Arrastão (com Vinícius de Morais), ambas já gravadas em LP da Elenco, cuja distribuição foi adiada para que ficassem inéditas até o festival. Interpretada por Elis Regina, Arrastão foi a vencedora, projetando nacionalmente o compositor, já definido como um dos mais importantes da geração posterior ao surgimento da bossa nova. Ainda em 1965, apresentou-se ao lado de Nara Leão do Tamba Trio e do Quinteto Villa-Lobos na boate carioca Zum-Zum, em show dirigido por Aluísio de Oliveira.

Contratado pela TV Record, de São Paulo, passou a atuar semanalmente em programas dessa emissora, e em 1966 participou novamente de festivais: no II FMPB apresentou Jogo de roda (com Rui Guerra) e no I FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro, concorreu com Canto triste (com Vinícius de Morais), esta classificada entre as finalistas. Nesse ano, excursionou pela Europa com outros artistas, entre os quais Sylvia Telles e o Salvador Trio, tendo o grupo gravado um disco na então República Federal da Alemanha.

No Brasil em 1967, depois de quatro meses em Paris, França, onde fez um filme para a televisão, voltou a participar de festivais, saindo vencedor do III FMPB, com Ponteio (com Capinam), interpretada por ele e Marília Medalha. No ano seguinte, saiu seu terceiro LP pela Philips, destacando o frevo-canção No Cordão da Saideira e a canção Memórias de Marta Saré (com Gianfrancesco Guarnieri), que alcançou o segundo lugar no IV FMPB. Gravada mais tarde (1971 ) nos E.U.A., com o nome de Crystal Illusions, seria também a canção-tema da peça Marta Saré, de Gianfrancesco Guarnieri, musicada por ele, que estreou em janeiro de 1969 no Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro.

No início de 1969, participou do MIDEM, em Cannes, França. De volta ao Brasil, depois de uma passagem por Los Angeles, E.U.A., em abril do mesmo ano casou-se com Vanda Sá, partindo em seguida para Los Angeles, onde residiu por dois anos. Aí se dedicou ao estudo sistemático da música, fazendo cursos de orquestração com Albert Harris. Nesse período, excursionou pelo Japão, com Sérgio Mendes, que também produziu o LP Lobo, gravado em 1971 em Los Angeles e lançado pela A & M Records. Gravou ainda com Paul Desmond, saxofonista do Dave Brubeck Quartet, LP com composições suas e de Milton Nascimento.

Dentre os discos feitos nos E.U.A., apenas o LP Cantiga de longe foi editado no Brasil, trazendo a participação de Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Vanda Sá, que reapareceu como intérprete na canção Água verde (de sua autoria).

De volta ao Brasil em 1971, trabalhou principalmente como arranjador, criando também a trilha sonora do filme Barão Otelo no barato dos milhões, de Miguel Borges. Compôs e realizou orquestrações para a peça teatral Woyzeck, de Georg Büchner (1813-1837), dirigida por Marilda Pedroso e encenada no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, em 1971. Fez arranjos para um disco de Marília Medalha e Vinícius de Morais, e em 1973 lançou o LP Edu Lobo (EMI) com músicas inéditas, inclusive uma missa. Ainda em 1973, trabalhou na orquestração das músicas de Calabar, ou O elogio da traição, peça teatral de Chico Buarque e Rui Guerra, algumas das quais foram lançadas em 1974 no LP Chico canta.

Em 1974 e 1975, atuou como arranjador contratado da TV Globo, tendo sido responsáveI pela parte musical de quatro programas da série Caso especial. Em 1975 lançou o LP Deus lhe pague (EMI), com músicas suas e de Vinícius de Moraes. No ano seguinte, pela Continental, lançou o LP Limite das águas. Em 1977 fez tournée por toda a Alemanha, promovendo Limite das águas, lançado no exterior pela etiqueta MPS. Um ano depois, gravou o LP Camaleão (Philips/Polygram), lançado no Brasil e no Japão. Em 1979 compôs a trilha sonora do filme Barra pesada, de Reginaldo Farias, ganhando prêmio no Festival de Cinema de Gramado RS.

Durante a década de 1980, compôs principalmente para teatro e cinema. Em 1980, após lançar o LP Tempo presente (Philips/Polygram), escreveu e compôs o balé Jogos de dança para o Teatro Guaíra, de Curitiba PR, lançado em disco no ano seguinte pela Som Livre. Em 1981, em parceria com Tom Jobim, lançou Tom e Edu (Philips/Polygram). Em 1983, em parceira com Chico Buarque, compôs o espetáculo O grande circo místico, que daria origem a um LP homônimo lançado pela Som Livre, com a participação de Gal Costa, Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Tim Maia, entre outros. A parceria com Chico Buarque se repetiria com O corsário do rei, de 1985, e Dança da meia-lua, de 1988, ambos lançados em disco pela Som Livre. Em 1984 escreveu a trilha sonora dos filmes O cavalinho azul, de Eduardo Escorel, e Imagens do inconsciente, de Leon Hirshman.

Compôs em 1990 as músicas do programa infantil Rá-tim-bum, da TV Cultura de São Paulo, posteriormente lançado em CD pela Sharp. Em 1992 voltou a apresentar espetáculos, obtendo grande repercussão, o que o levou a gravar um novo disco de intérprete: Corrupião, lançado em CD pela gravadora Velas. Em 1994 recebeu o Prêmio Shell de melhor compositor de música brasileira, pelo conjunto da obra. Lançou em 1995 Meia-noite (Velas), que traz um choro instrumental em homenagem a Tom Jobim: Perambulando. O disco recebeu o Prêmio Sharp como melhor disco de música popular brasileira. Nesse mesmo ano, foi lançado o Songbook Edu Lobo (duplo), pela editora e gravadora Lumiar. Em 1997 compôs Tema de Canudos, em parceria com Cacaso, para o filme Guerra de Canudos, de Sérgio Resende, e foi lançado o CD-Álbum de teatro, com canções em parceria com Chico Buarque.

Algumas músicas


Edu Lobo


Obra completa

Abertura (Premonição de Maria), 1971; Água verde, 1970; Aleluia (c/Rui Guerra), 1965; Alguém sob medida, 1962; Amor de ilusão, 1962; Arrastão (c/Vinícius de Morais), 1965; Balada do campo de junco (c/Rui Guerra), 1972; Balancinho, 1962; Borandá, 1964; Cahuenga (c/Rui Guerra), 1972; Calada cantiga, 1972; Campos da noite, 1972; Canção da faca, s.d.; Canção da terra (c/Rui Guerra), 1965; Canção do amanhecer (c/Vinícius de Morais), 1965; Candeias, 1967; Cantiga de longe, 1970; Canto continental, s.d.; Canto triste (c/Vinícius de Morais), 1967; Cantoria (c/Rui Guerra), 1972; Casa forte, Catarina e Mariana (c/Rui Guerra), 1967; O charlatão, s.d.; Chegança (c/Oduvaldo Viana Filho), 1965; Chorinho de mágoa (c/Capinam), 1972; Choro bandido (c/Chico Buarque), 1985; Cidade nova (c/Ronaldo Bastos), 1970; Cirandeiro (c/Capinam), 1967; O circo místico (c/Chico Buarque), 1983; Círculos (Zanga, zangada), s.d.; Corrida de jangada (c/Capinam), 1967; De você eu quero tudo (c/Rui Guerra), 1972; Definitivamente, 1972; Dois coelhos (c/Rui Guerra), 1973; Dois tempos (c/Capinam), 1967; O dono da verdade, s.d.; Em tempo de adeus (c/Rui Guerra), 1965; Embolada (c/Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal), 1967; O espelho de Maria, s.d.; Estatuinha (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1967; Eu vivo num tempo de guerra (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1966; Feira de Santarém (c/Gianfrancesco Guarnieri e Rui Guerra), 1970; Festa de sangue, s.d.; Festas mortas (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1973; Flor de Itamaracá, s.d.; Foi preciso viver, 1972; Frevo de Itamaracá, 1970; Glória, s.d.; Incelença (c/Rui Guerra), s.d.; Jogo de roda (c/Rui Guerra), 1966; Kyrie, s.d.; Libera nos, s.d.; Lua nova (c/Torquato Neto), 1967; Maré morta (c/Rui Guerra), 1972; Maria e a festa, s.d.; Mariana, Mariana (c/Rui Guerra), 1970; Marta e Romão (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1970; Meia-noite (c/Chico Buarque), 1985; Memórias de Marta Saré (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1968; As mesmas histórias, 1965; Meu caminho (c/Dori Caymmi), 1967; Na ilha de Lia, no barco de Rosa (c/Chico Buarque), 1988; Nego maluco (c/Chico Buarque), 1994; No cordão da saideira, frevo-canção, 1968; Norte sul (c/Rui Guerra), cantoria, s.d.; Oremus, s.d.; Paris seis por oito, 1972; Ponteio (c/Capinam), 1967; Porto do sol (c/Ronaldo B. Ribeiro), s.d.; Pra dizer adeus (c/Torquato Neto), 1967; Quatro ventos, s.d.; Rainha porta-bandeira (c/Rui Guerra), 1972; Rancho de ano novo (c/Capinam), 1970; Réquiem no 3 (c/Rui Guerra), 1972; Réquiem para um amor (c/Rui Guerra), 1965; Resolução (c/Lula Freire), 1965; Reza (c/Rui Guerra), 1965; Rosinha (c/Capinam), 1967; Sailing night (c/Rui Guerra), 1972; Saudades só para mim, 1962; O sim e o não, s.d.; Sinherê (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1967; Só me faz bem (c/Vinícius de Morais), 1967; Sobre todas as coisas (c/Chico Buarque), 1983; O tempo e o rio (c/Capinam), 1967; Upa, neguinho (c/Gianfrancesco Guarnieri), 1965; Valmi, s.d.; Valsa brasileira (c/Chico Buarque), 1988; Vamos amar (c/Marcos Vale), s.d.; Veleiro (c/Torquato , Neto), 1967; Vento bravo (c/Paulo César Pinheiro), 1973; Viola fora de moda (c/Capinam), 1973; Vira e mexe, s.d.; Zambi (c/Vinícius de Morais), 1964; Zanga, zangada (c/Ronaldo B. Ribeiro), 1973; Zanzibar, 1970.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Edith Piaf

Edith Piaf (1915-1963), cantora parisiense mundialmente conhecida iniciou sua carreira com 15 anos de idade, cantando em cafés e nas ruas.

Em 1935, fez sua estreia teatral e, em poucos anos, foi convidada para cantar em grandes teatros e casas de espetáculo de Paris.

Sua voz potente e seu estilo expressivo ao interpretar canções como Non je ne regrette Rien e La vie en rose lhe garantiram grande número de admiradores.

Incentivada pelo ator Maurice Chevalier, atuou também em filmes, comédias e operetas.

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Dominguinhos


Dominguinhos (José Domingos de Morais), instrumentista e compositor, nasceu em Garanhuns PE, em 12/2/1941, e faleceu em São Paulo SP, em 23/7/2013. Aos seis anos, com seus irmãos Morais (pianista) e Valdo (acordeonista), já tocava sanfona de oito baixos nas portas dos hotéis e nas feiras de Garanhuns, Caruaru PE e municípios vizinhos.

Aos sete anos, foi ouvido por Luiz Gonzaga, que lhe deu seu endereço no Rio de Janeiro RJ. Seis anos depois, indo morar com o pai e o irmão mais velho no subúrbio carioca de Nilópolis (onde aos sábados participava de forrós), resolveu procurar Luís Gonzaga e ganhou dele uma sanfona.

Formou, em 1957, um trio, com Borborema e Miudinho, e pouco depois precisou aprender os ritmos da moda, como boleros e sambas-canções (pois só sabia baião), para se apresentar com o irmão Morais num cassino em Vitória ES. De volta ao Rio de Janeiro, tocou na gafieira Cedo Feita, na Churrascaria Gaúcha, na boate Balalaica e no Dancing Brasil, onde formou o grupo Nenê e seu Conjunto (Nenê foi seu primeiro apelido).

Em 1967, apresentava-se na Rádio Nacional, sendo convidado por Pedro Sertanejo para gravar pela etiqueta Cantagalo seu primeiro LP (gravaria a seguir mais sete LPs de forró nessa etiqueta).

Formou, em 1968, uma dupla com a compositora e cantora Anastácia e, em 1972, tocou pela primeira vez em teatro, no show de Luís Gonzaga Luís Gonzaga volta pra curtir, apresentado no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, no qual se destacou.

No ano seguinte fez parte do grupo que se apresentou com Gal Costa no MIDEM, em Cannes, França, acompanhando, na volta, a cantora no seu show Índia.

Um de seus maiores sucessos como compositor foi Eu só quero um xodó (com Anastácia), gravado por Gilberto Gil, em 1974, ano em que participou do show A feira, com o Quinteto Violado. Tomou parte ainda em vários espetáculos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Em 1980 apresentou-se no II Festival Internacional de Jazz, em São Paulo SP e, no ano seguinte, teve presença destacada no programa Som Brasil, da TV Globo.

Em 1984 sua música Tantas palavras, parceria com Chico Buarque, foi gravada por Chico no álbum Chico Buarque, com sucesso. As vendas de seus discos cresceram, em meados da década de 1980, puxadas por dois sucessos, ambos com Nando Cordel: a romântica De volta pro aconchego, gravada por Elba Ramalho, e o forró Isso aqui tá bom demais, que ele gravou com Chico Buarque. As duas versões foram incluídas na trilha sonora da novela Roque Santeiro, da TV Globo. Nesse ano, acompanhou Toquinho no show Canta Brasil, no Teatro Sistina, de Roma, Itália.

Em 1993 criou o projeto Asa Branca, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, levando shows gratuitos às praças públicas, nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins etc. Lançou em 1997 o CD Dominguinhos e convidados cantam Luís Gonzaga (2 CDs, Velas) e participou da trilha sonora do filme O cangaceiro, de Aníbal Massaine Filho, lançada em CD pela RCA/BMG. Nesse ano a Editora Globo lançou Dominguinhos (CD e fascículo), no 34 da coleção MPB Compositores.

Entre outros intérpretes de suas músicas, destacam-se Maria Betânia, com Lamento sertanejo (com Gilberto Gil); Fagner, com Quem me levará sou eu (com Manduka); e sua parceira e esposa Guadalupe (Maria de Guadalupe Vieira Mendonça), com Esse mato, essa terra, incluída na trilha sonora do filme Aventuras de um paraíba, de Marco Altberg (1985). Em 1997 compôs a trilha de O cangaceiro, filme de Aníbal Massaini Neto.

Músicas cifradas de Dominguinhos


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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Domenico Modugno


Domenico Modugno nasceu em "Polignano a Maré" em Bari, em 09 de janeiro de 1928. Em 1953 começou a demonstrar seu talento com sua grande capacidade de interpretação. Nesse mesmo ano, Modugno se apresentou nos estúdios radiofônicos "Via Asiago", cantando em siciliano.

Em 1958 venceu o famoso Festival de San Remo com a canção Nel blu dipinto di blu, conhecida vulgarmente como "Volare". Esta canção tornou-se um marco da música italiana da época, sendo conhecida em todo o mundo. Neste mesmo ano, Modugno venceu três prêmios "Grammys", com a canção do ano, melhor interpretação masculina e melhor disco. Com todas essas vitórias, Domenico tornou-se o protagonista mundial dos espetáculos teatrais, filmes e programas de televisão.

Em 1959 venceu o Festival de San Remo com Piove - Ciao Ciao Bambina. Pela terceira vez, em 1962 ganhou em San Remo com a música Addio Addio. Em 1966, novamente recebe o primeiro lugar no Festival, juntamente com Gigliola Cinquetti, com Dio como ti amo.

Nos anos 80 por problemas de saúde, Domenico Modugno abandonou a carreira artística. Na metade da década de 80, Modugno entra para a política tornando-se o Presidente do Partido Radical Italiano.

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Fonte: Bella Itália - http://www.italianoar.com/

Djavan


Djavan (Djavan Caetano Viana), cantor e compositor, nasceu em 27/01/1949 em Maceió AL. De família pobre, aos 16 anos começou a tocar violão, que aprendeu de ouvido. Em Maceió, formou o grupo Luz, Som, Dimensão, mais conhecido como LSD, com repertório dos Beatles. Mudou-se para o Rio de Janeiro RJ em 1973, quando foi contratado como crooner na boate Number One.

Em 1975 foi premiado com o segundo lugar pela canção Fato consumado, no Festival Abertura, da TV Globo. No ano seguinte, gravou o primeiro LP, A voz, o violão e a arte de Djavan, pela Som Livre, que incluía uma de suas criações mais consagradas, Flor de lis.

No final da década de 1970, suas composições adquiriram estilo de grande lirismo e letras com elaborados jogos de imagens.

Em 1980, pela EMI, lançou o disco Alumbramento. Seu disco seguinte, Seduzir, apresentava trabalho percussivo com características africanas, incluindo sucessos como Açaí e Faltando um pedaço. Assinando contrato com a CBS (atual Sony Music), viajou para os EUA para gravar Luz, disco que incluiu a expressão "caetanear" na letra de Sina, retribuída por Caetano Veloso ao gravar a musica no LP Cores e nomes, em que usa o verbo "djavanear". Alem disso, Luz contou com a participação de Stevie Wonder na faixa Samurai.

Em 1984 lançou Lilás (com Lilás, Esquinas, Infinito) e participou como ator do filme Para viver um grande amor, de Miguel Faria Jr.

Ainda na década de 1980, gravou os discos Meu lado (1986), com Segredo, Topázio e Quase de manhã; Não é azul mas é mar (1987), com Dou não dou, Florir, Soweto – gravado nos EUA, em inglês, como Bird of Paradise (1988) –; e Djavan (1989), com Corisco, Vida real, e cuja música Oceano, acompanhada pelo violão de Paco de Luccia, foi incluída na trilha da novela Top Modal, da TV Globo. Seus discos, que passaram a mesclar diversos gêneros musicais, como samba, funk, musica de viola, baladas e ritmos africanos, tornaram-se sucesso no mercado brasileiro e internacional.

Na década de 1990, lançou os CDs Coisa de acender (1992, Sony), em que aparece Linha do Equador, sua primeira composição em parceria com Caetano Veloso; Novena (1994, Sony), em que explora a tradição nordestina e faz parceria com a filha Flávia Virgínia na música Avo; e Malásia (1996, Sony), que traz Correnteza (Tom Jobim e Luís Bonfá) e Sorri (Smile, Charles Chaplin, versão de João de Barro).

Algumas de suas composições encontraram grandes intérpretes, como Gal Costa (Açaí), Maria Bethânia (Álibi), Caetano Veloso (Oceano), Roberto Carlos (A ilha) e Nana Caymmi (Meu bem-querer). Nos EUA teve intérpretes como Carly Simon, Al Jarreau, Carmen McRae e o grupo Manhattan Transfer. Foram seus parceiros Artur Maia (Alivio), Orlando Morais (A rota do indivíduo), Gilberto Gil (Corisco), Chico Buarque (Alumbramento), alem de Cacaso, Aldir Blanc, Nelson Mota, entre outros.

Músicas de Djavan


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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP.

Deny e Dino


Deny e Dino. Dupla vocal formada pelos cantores e compositores José Rodrigues da Silva, o Deny (Santos SP 1944-) e Décio Scarpelli, o Dino (Santos 1942-São Paulo SP 1994). Conheceram-se em Santos em 1956 e, identificados pelo mesmo gosto musical - o rock , decidiram apresentar-se em dupla.

No final da década de 1950, exibiram-se como Os Boas Pintas em programas de rádio e boates. Na década seguinte, convidados para participar dos programas de televisão de Hugo Santana, adotaram os cognomes de Deny e Dino, gravando o primeiro compacto na Odeon, com a música Coruja (da dupla), que obteve sucesso.

Presentes no programa Jovem Guarda da TV Record, de São Paulo, lançaram outras composições, como Eu não me importo, Lição de moral, O estranho homem do disco voador, incluídas no LP Coruja (Odeon, 1966).

Em 1969 a dupla gravou o LP Deny e Dino, na mesma fábrica. Os sucessos da dupla incluem: O maior golpe do mundo (Continental, 1975), com música-título de Marcos Lago e Dino Rossi, e Cantem comigo (Top Tape, 1973).

Após a morte do companheiro em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro, que manteve o cognome Dino, e gravou o CD Essencial (selo Acervo, 1995), com regravações de antigos sucessos ao lado de músicas novas. Deny participou também de shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda e passou a apresentar programas de rádio dedicados ao rock das décadas de 1950 e 1960.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Demônios da Garoa


Unindo a cadência contagiante do violão, do pandeiro e da cuíca com uma vocalização impecável, um grupo foi responsável, em 55, pelo grande sucesso de Saudosa maloca. Ela já tinha sido gravada em 51 pelo próprio Adoniran Barbosa, mas passara despercebida até que Arnaldo Rosa, Antônio Gomes Neto, Francisco Paulo Galo, Arthur Bernardo e Cláudio Rosa (a primeira formação dos Demônios) colocaram suas vozes e instrumentos em marcha, criando um estilo que definiria o próprio trabalho e a própria face da música de Adoniran.

Os Demônios da Garoa também se encarregaram do lançamento de músicas como Vila Esperança, Um samba no Bexiga, Pafunça e Malvina. Além do maior sucesso de Adoniran e do grupo, a antológica Trem das onze, gravada em 1965.

Ainda em 1955, uma das primeiras interpretaçôes que o grupo criou para uma música de Adoniran foi para o Samba do Arnesto, composição que consolidou de vez o estilo de seu autor. Gravado pela primeira vez, em 1953, por Adoniran, o Samba do Arnesto causou muita estranheza no setor de divulgação da Continental Discos e apenas foi plenamente aceito a partir da versão do grupo.

Até hoje, os Demônios da Garoa permanecem intérpretes fundamentais da obra de Adoniran. Mais que isso, são guardiães de um jeito de cantar samba proeminentemente paulistano.

Algumas músicas


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MPB Compositores - Editora Globo

Demetrius

Demetrius (Demétrio Zahra Neto), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP em 28/3/1942. Iniciou a carreira em fins da década de 1950, gravando rocks no selo Young, como Hold me so tight, de sua autoria.

Em 1961 passou para a gravadora Continental, emplacando vários êxitos, entre eles A bruxa (Baby Santiago), em 1964, e Ritmo da chuva (Rhythm of the Rain, de John Gummoe, versão dele próprio), no mesmo ano. Mudando-se para a RCA em 1965, lançou Ternura, sua versão para Somehow it Got to Be Tomorrow Today (Estelle Levitt), versão que faria mais sucesso na voz de Wanderléia, em 1966.

Além de gravar rocks, compôs canções em estilo sertanejo, como O que será que as outras têm que a linda não tem?, grande sucesso com Ari Toledo em 1969, na gravadora Fermata. Entre suas composições que gravou com êxito sobressaem Ei, meu pai (RCA, 1971 ) e Nas voltas do mundo (RCA, 1973).

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Consuelo Velazquez


Consuelo Velázquez, pianista e compositora, nasceu em Zapotlán el Grande, Jalisco, México, em 29 de de agosto de 1924. Pouco tempo depois foi levada para a cidade de Guadalajara, onde iniciou seus estudos de música com R. Serratos. Mudou-se para a Cidade do México para estudar na Escola Normal de Música, da qual Serratos havia sido nomeado diretor.

Ali se formou como professora de piano, aos 15 anos de idade (1939). Em pouco tempo compôs o bolero Bésame mucho, popularizado em todo o mundo; logo compôs outras canções, como por exemplo, Que seas feliz, a mais popular de 1956.

Casou com Mariano Rivera, diretor da RCA Victor, empresa que gravou muitos de suas canções. Como pianista ofereceu numerosos recitais no Palácio de Belas Artes e outros locais importantes no país. Foi presidente da Sociedade de Autores e Compositores, a que pertencem 44 países. Entre outras condecorações, foi nomeada compositora da América pelo Conselho Panamericano de Sociedades Autorais. Foi, também, deputada federal a qüinquagésima legislatura no período que corresponde de 1979 a 1982.

Entre suas canções mais conhecidas encontram-se: Bésame Mucho, Que Seas Feliz, No Volveré, Amar y vivir, Anoche, Verdad amarga, Aunque Tengas Razón, Al Nacer este Día, Yo no Fui, Los Pequeños Detalles, Amor sobre Ruedas, Cachito, Orgullosa y Bonita, Canción de Cuna a Josefina, ¡Qué Tontería! ¡Qué Divino!, Chiqui Chiqui, Corazón, Déjame Quererte, Donde Quiera, Enamorada, Enamorado Perdido, Franqueza, Para Ti , Pasional, Pensarás en Mí, Por eso te Quiero, Ser o no Ser, Sólo Amor, Será por eso, Tenaz Obsesión, , Mi Amor, etc.

Fonte: Diccionario de Música en México - Gabriel Pareyón


Clara Nunes


Clara Nunes, cantora, nasceu em Paraopeba MG, em 12/8/1943 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 2/4/1983. O pai, Mané Serrador era violeiro e cantador de folias-de-reis. Órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte MG, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos. Por essa época cantava no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, conduía o curso normal.

Em 1960 foi a vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, em sua fase mineira, com Serenata do adeus (Vinícius de Moraes), e obteve o terceiro lugar na finalíssima realizada em São Paulo SP, com Só adeus (Jair Amorim e Evaldo Gouveia). Contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, durante um ano e meio teve um programa exclusivo na TV Itacolomi. Nessa mesma época, cantava em boates e clubes, tendo sido escolhida, por três vezes, a melhor cantora do ano.

Em 1965 foi para o Rio de Janeiro RJ e passou a apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Ainda nesse ano, após teste, foi contratada pela Odeon, que, em 1966, lançou seu primeiro LP A voz adorável de Clara Nunes, em que interpreta boleros e sambas-canções.

Em 1968, gravou Você passa, eu acho graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua definição pelo samba. Em 1969, na Odeon, lançou o LP A beleza que canta, com composições inéditas e outras antigas, como Casinha pequenina (domínio público).

No Carnaval de 1970, obteve destaque com Ê baiana (Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio) e Ilu ayê (Norival Reis e Silvestre Davi da Silva), samba-enredo do G.R.E.S. da Portela, lançados também no LP Clara Nunes.

Em 1972, além de ter realizado seu primeiro show, Sabiá, sabiô (com texto de Hermínio Belo de Carvalho), no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, lançou o LP Clara, Clarice, Clara, com músicas de compositores de escolas de samba e outras de Caetano Veloso e Dorival Caymmi. Ainda nesse ano, gravou o samba Tristeza pé no chão (Armando Fernandes), apresentado no Festival de Juiz de Fora MG, que vendeu mais de 100 mil cópias.

Em fevereiro de 1973, estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador BA, com o show O poeta, a moça e o violão, ao lado de Vinícius de Morais e Toquinho. Também em 1973, a convite da rádio e televisão portuguesa, fez temporada em Lisboa.

Em 1974, integrou a delegação que representou o Brasil no MIDEM, em Cannes, França. Ainda nesse ano, gravou na Europa o LP Brasília e, no Brasil, lançou o LP Alvorecer, que chegou ao primeiro lugar de todas as paradas brasileiras e que incluía sucessos como Conto de areia (Romildo e Toninho), Menino de Deus (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) e Meu sapato já furou (Elton Medeiros e Mauro Duarte). Também em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou inicialmente no Canecão, no Rio de Janeiro, na segunda montagem do espetáculo Brasileiro, profissão esperança, de Paulo Pontes (do qual foi lançado um LP), que contava, em cenas e músicas, as vidas de Dolores Duran e de Antônio Maria.

Em 1975, ano do seu casamento com o compositor Paulo César Pinheiro, realizou temporada em vários países da Europa. No mesmo ano, lançou Claridade, seu disco de maior sucesso, com O mar serenou (Candeia), Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), Sofrimento de quem ama (Alberto Lonato), Bafo de boca (João Nogueira e Paulo César Pinheiro).

Outro grande sucesso veio em 1976, com o disco Canto das três raças. Em 1977 lançou As forças da natureza, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto, com destaque para Coração leviano (Paulinho da Viola).

Em 1978 lançou o disco Guerreira, interpretando outros ritmos brasileiros. Em 1979 lançou o disco Esperança, com destaque para Feira de mangaio (Sivuca). No ano seguinte veio Brasil mestiço, que induiu o sucesso Morena de Angola, composto por Chico Buarque para ela. Em 1981 lançou Clara, com destaque para Portela na avenida. No auge como intérprete, lançou em 1982 Nação, que seria seu último disco, com destaque para a faixa-título, de João Bosco e Aldir Blanc.

Morreu prematuramente em 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após uma cirurgia de varizes. Seu enterro no dia 2 de maio de 1983, no cemitério São João Batista, foi acompanhado por emocionada multidão. Em dezembro de 1997, a gravadora EMI reeditou a obra completa da artista, em 16 CDs remasterizados no estúdio de Abbey Road, em Londres, e embalados em capas que reproduzem as originais.

Algumas músicas


Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Chico Feitosa

Chico Feitosa (Francisco Libório Feitosa), compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 1/1/1935. Conheceu Ronaldo Bôscoli, seu futuro parceiro, em 1956, e no ano seguinte foi assistente de Vinícius de Moraes na montagem da peça Orfeu da Conceição.

Foi então morar em Ipanema e em 1958 teve sua primeira música gravada por Norma Benguel, Sente (com Ronaldo Boscoli), lançada no LP Oh Norma!, da Odeon. Nesse mesmo ano, teve outra composição sua gravada pelo Coral Ouro Preto, Fim de noite, música que fez muito sucesso e que lhe valeu o apelido Chico Fim de Noite.

Em 1959, foi trabalhar na revista Sétimo céu e a partir de então participou da maioria dos shows de bossa nova, culminando com o Festival da Bossa Nova realizado em 1962, no Carnegie Hall, em New York, E.U.A., onde cantou Passarinho (com Marcos Vasconcelos). Nesse mesmo ano, sua música O amor que acabou (com Luís Fernando Freire), foi gravada mo primeiro disco do Tamba Trio. Em 1956 foi uma das principais atrações do show Reação, encenado no Teatro Princesa Isabel, pelo produtor e compositor Roberto Jorge.

Em 1966, gravou pela Forma o LP Chico fim de Noite apresenta Chico Feitosa. Até 1968, viveu só de música popular, montando, nesse ano, uma pequena empresa produtora de jingles. Sua música Ye-me-lê (com Luís Carlos Vinhas), foi gravada por Sérgio Mendes no LP do mesmo nome, em 1970.

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha

Chico Buarque


Os bêbados zonzos, dançando trôpegos no meio da rua; os malandros, pobres acabrunhados; os meninos lépidos e tristes, são paisagens da música de Chico, mas são, antes, momentos dos olhos de Chico. Cenas que começaram, desde cedo, a ser impressas em sua alma. Afinal, alguns artistas têm alma branca como papel e nela se pode imprimir quase tudo.


Chico sempre foi da classe média carioca, paulista e, depois, carioca de novo. Suas paisagens são as mesmas de todos nós. Sua música brotou do meio da rua e do meio do povo. As imagens sempre estiveram aí, estampadas na cara do Brasil e alguém, como Francisco, como Chico, saiu a recolhê-las. Trôpego, como todos nós, emocionado, como todos nós, um pouco triste, muito poeta, brasileiro, com todos nós.

No final dos anos 50, havia um ouvido popular que fechava os anos dourados ao som de Frank Sinatra, Bing Crosby e Nat King Cole. Havia também aqueles mais moderninhos que curtiam Elvis Presley e The Platters. Chico estava entre eles, sem abandonar antigos sucessos de velhos sambistas como Noel Rosa, Ataulfo Alves e Ismael Silva. Mas, para o ouvido de Chico, o rock que nascia pareceu velho quando ele ouviu a voz e a bossa nova de João Gilberto na composição de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Chico Buarque não sabia, mas aquela música influenciaria os rumos de sua futura vida artística. Aquela música misturava o molejo do morro e uma certa sofisticação do jazz. Era a contribuição brasileira para a modernidade da música. Era a criatividade do Brasil mostrando novos caminhos. Era Chico ouvindo até vinte vezes por dia Chega de saudade na casa da rua Buri. Era o Brasil de Juscelino Kubistchek, de Brasília, de Oscar Niemeyer, da delicadeza do homem cordial.

E foi essa mistura que lhe aguçou a vista e lhe abriu a alma. Foi essa mistura que o foi transformando no Chico brasileiro, capaz de reunir a poesia ao futebol, a feijoada à música, a solidariedade ao bom humor. Assim, 1965 viu nascerem os sessenta versos de Pedro pedreiro.

O estudante de arquitetura da FAU já tinha algum prestígio no mundo da música de São Paulo. Ele gravara seu primeiro compacto com Pedro Pedreiro. Os sambas tocados no Juão Sebastião Bar, no Quitanda e no Sambafo já haviam Ihe garantido participação na efervescência musical daquela geração. Assim, também em 1965, Chico era convidado por Roberto Freire, diretor do TUCA, a musicar Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto. Era a segunda encomenda que Chico recebia e, como em todas as outras que viriam depois, deixou tudo para a última hora. Na Véspera do dia da entrega das músicas de Morte e Vida Severina, ele se trancou numa sala da casa da rua Buri para realizar, nervoso, o trabalho.

Apesar de o Brasil já estar sob as botas da ditadura, a televisão era ainda incipiente e a juventude da época respirava música brasileira, teatro brasileiro, literatura brasileira e cinema brasileiro. Morte e Vida foi um sucesso. Foi excursionar na Europa, onde ganhou o festival de teatro universitário de Nancy, na França. O cenário intelectual e artístico brasileiro - especialmente na música - rumava para uma fase de grande criatividade e qualidade, uma fase que acabou tendo como símbolo os festivais de música. Carlos Drummond de Andrade disse, em 1966, que o Brasil andava precisando de amor e que era isso que a marchinha, "tão antiga em sua tradição lírica", nos havia dado. O poeta falava de A banda, que acabava de ser uma das ganhadoras do II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. No mesmo ano de 66, Chico gravava seu primeiro LP e se tornava uma celebridade em várias partes do país e no exterior.

Mas o regime endurecia e esse endurecimento forçava aqueles que participavam do mundo da produção cultural a tomar posições. Em 67, as ruas brasileiras começavam a sentir melhor o estremecimento provocado pelos tanques e pelas botinas dos militares no poder. Por outro lado, a oposição amordaçada se dividia. A esquerda começava a se fragmentar em posições radicais e em posições que ainda acreditavam numa negociação. Assim acontecia também com a música. Caetano Veloso e Gilberto Gil encabeçavam o Tropicalismo que, segundo o próprio Caetano, queria fazer uma exploração estética também do que é feio, enquanto o Chico preferiu ficar com o que é bonito. Num país que ainda não havia entrado de vez na era da televisão, a música mostrava-se o catalisador do pensamento nacional.

Em 1968 a peça Roda Viva começou a ser encenada. Teve vida curta. O recrudescimento do regime e as organizações de direita se encarregariam de tirá-la dos palcos. Em São Paulo, a Universidade Mackenzie, na rua Maria Antônia, em frente à USP era um dos centros do temido CCC - Comando de Caça aos Comunistas. Uma organização que recrutava seus membros entre os jovens menos politizados (e geralmente mais ricos) e organizava ações violentas contra quem eles chamavam de comunistas ou inimigos do regime. Um desses alvos foi a peça de Chico.

No dia 17 de julho, um dos grupos do CCC invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo. Os cenários foram destruídos e os atores espancados. A medida que o regime dos generais endurecia, seus seguidores iam mostrando as unhas. Do outro lado, a oposição cavava subterrâneos, nos quais muitos se perderiam na clandestinidade imposta pelo AI-5, de 13 de dezembro de 1968. Era o início de um longo processo que culminaria, muitos anos depois, num ouvido popular diferente.

A música de Chico, de Tom Jobim, de Vinicius e Toquinho, de Edu Lobo, de Carlos Lyra, de Caetano Veloso, de Gilberto Gil começava, lentamente, a escapar do popular. A música de Chico continuaria a ter como paisagem o bêbado, o malandro, o pivete, a prostituta, o que se alimenta de luz, mas os ouvidos desses mesmos personagens começavam, lentamente, a deixar de ouvir. A essas alturas, o Brasil delicado, do final dos anos 50 e do começo dos anos 60, começava a deixar de existir.

Antes mesmo do AI-5, a música de Chico não conseguia escapar do rótulo de alienada. Em julho de 68, Bom Tempo ficou em segundo lugar na Bienal do Samba, que foi vencida por Baden Powell, com Lapinha. Bom Tempo foi vaiada e criticada, pois falava de dias claros quando o horizonte brasileiro se escurecia. Em setembro foi pior. Na final do Festival Internacional da Canção, se enfrentaram Sabiá, de Chico e Tom, e Prá não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré. A música de Chico e Tom recebeu a maior vaia da história dos festivais, mas ainda assim foi escolhida vencedora. Naquele momento, a música de Vandré já se tornara hino da oposição e Sabiá parecia uma música mais de nostalgia, saudosista.

O tempo, no entanto, mostrou que Tom e Chico haviam sido premonitórios. Poucos anos mais tarde, a saudade e as imagens de casa de Sabiá eram o hino do exílio a que foram obrigados inúmeros brasileiros, Chico inclusive.

Quando o AI-5 ganhou as ruas, o povo perdeu a praça. Para Chico foram cinco dias de angústia. Até que no dia 18 de dezembro ele acordou com os militares já forçando a porta de seu apartamento. No dia 3 de janeiro de 1969, ele e Marieta embarcavam para Cannes, na França, onde aconteceria o Midem, a grande feira da indústria fonográfica. De lá, os dois seguiram para a Itália, onde Chico era aguardado com grande ansiedade.

A gravadora tinha uma estratégia para colocá-lo no circuito internacional. Uma estratégia que acabou naufragando. Chico gravou um disco, misturando faixas de seus dois LP's brasileiros, que não deu em nada. Mas, ainda assim, não faltavam convites para aparições na TV e Chico chegou a ter um programa de rádio. Porém, sua popularidade caiu rapidamente. A novidade de um cantor brasileiro já não chamava a atenção e o trabalho foi se tornando escasso. Por outro lado, a mão de ferro da ditadura impedia sua volta ao Brasil. Antes mesmo de sua viagem, no dia 27 de dezembro de 68, Caetano e Gil haviam sido presos. E até aquele momento, já no final de janeiro, continuavam detidos, com as cabeças raspadas. O jeito foi ficar. A primeira filha do casal, Sílvia, acabou nascendo em solo italiano, em 28 de março de 69.

Havia a impossibilidade de voltar ao Brasil. Mas havia, também, a vontade de voltar ao Brasil. E ele acabou retornando, no início de 1970. Não sem antes ouvir o conselho de Vinicius: volte fazendo barulho. O aeroporto do Galeão presenciou a chegada de Marieta, Sílvia e Chico, que regressava ao país a bordo de um grande esquema de divulgação, com especial na TV Globo e apresentação na boate Sucata, além do lançamento de um novo LP o Chico Buarque n° 4.

Mas, o Brasil que recebeu Chico já não era o mesmo que o vira sair. No poder, a ditadura impunha seu general mais duro, Emílio Garrastazu Médici. Nos quartéis, a tortura aumentava em ritmo e requintes. Nas ruas, uma mistura de pão e circo levava os brasileiros a andarem em fusquinhas com adesivos "Ame-o ou deixe-o", festejando o milagre brasileiro. Na produção cultural, estava instituída a censura prévia. E a música de Chico Apesar de você passou pela censura.

Em 1971, foi lançada Construção. Chico dava tons concretos à realidade dura dos brasileiros das classes mais populares. Construção deveria incomodar a censura, mas passou. A história do brasileiro trabalhador, flagrado em sua pequenez, flagrado em seu sufoco diante das grandes estruturas de poder que se formavam no começo dos anos 70, flagrado em sua impossibilidade de ação. Chico mostrava os tons cinza e negro do pão e circo.

Sem querer, Chico se transformava no símbolo de luta contra a ditadura, título que lhe dificultou muito a vida em relação aos censores. Suas músicas passaram a ser sistematicamente proibidas. Foi assim com Minha história, com Tanto mar, com Atrás da porta e com Cálice. Foi assim com Calabar, uma peça de teatro, um projeto seu e de Ruy Guerra, que a ditadura proibiu sem maiores explicações, deixando um prejuízo de 30 mil dólares investidos na época.

Chico percebeu que nada que levasse seu nome passaria incólume pelos censores. Foi aí que nasceu Julinho da Adelaide, um personagem que Chico criou para tentar fugir à marcação dos censores. Julinho compôs três músicas: Acorda amor, Jorge Maravilha e Milagre Brasileiro. Julinho morreu em 75, depois que uma matéria do Jornal do Brasil desmascarou a verdadeira identidade do sambista. Por esse tempo, a figura de Chico estava muito politizada. Ele diz que, nessa época, era mais aplaudido quando entrava no palco para cantar do que quando saía. Em 75, Chico decidiu se afastar das apresentações. Ficou nove anos longe e sua volta foi, como ele mesmo diz, num "meio-show" com Toquinho, em Buenos Aires, em 84.

No final da década de 70, João Batista Figueiredo era o general da vez e a crise do petróleo fazia caírem por terra as ilusões do milagre brasileiro. A ditadura perdia a única justificativa possível: o crescimento econômico. Os generais preparavam sua saída e anunciavam a anistia aos exilados. Chico constatava a existência de um Brasil diferente. Muitas casas não tinham sequer fogão, mas tinham um aparelho de TV. Era um país cujo ensino foi ficando de lado e cuja classe média começava a se mediocrizar em frente à televisão. Foi no final dos anos 70 que surgiu Bye bye Brasil, mais um trabalho de encomenda, para o fìlme de Carlos Diegues.

Os anos 80 começavam e Chico comprou um terreno no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e inaugurou o famoso campinho de futebol onde, até hoje, realiza torneios e mostra as habilidades de centroavante no time do Politheama. A década de 80 marcou, também, a volta de Chico a programas da Rede Globo. Ele e a emissora tiveram vários problemas durante a década de 70.

Ainda nos anos 60, Chico deveria apresentar um programa com Norma Bengell, o Shell em Show Maior, mas, confirmando a fama de não levar muito jeito para o vídeo, só apareceu no primeiro dia de gravação. A Globo decidiu processá-lo por quebra de contrato. A situação só se resolveu com a interferência de Walter Clark, então superintendente da emissora. Ele propôs uma troca: Chico faria uma música para o II Festival Internacional da Canção, de 67, e a emissora retiraria o processo. Chico, de má vontade, criou Carolina. Finalmente, depois desse longo desentendimento, em 86, Chico fez seu programa na Globo, em parceria com Caetano: era o Chico e Caetano, levado ao ar uma vez por mês.

O país vivia ainda a ressaca da campanha das diretas de 84 e estava mergulhado numa profunda crise econômica, a pobreza das cidades aumentava e a música se tornava, cada vez mais, um fenômeno ligado quase exclusivamente à mídia de televisão. Foi de 83 um dos últimos grandes sucessos de Chico: Vai passar. O país já alcançava a marca de 120 milhões de habitantes, mas o crescimento não se refletia nas vendagens de boa parte da MPB. Já no final da década de 80, Chico ratifica sua postura ideológica e dá seu apoio à candidatura de Luiz Ignácio Lula da Silva, nas primeiras eleições diretas para presidente, depois de quase trinta anos de presidentes escolhidos indiretamente.

Os anos 90 começaram e o popular, de alguma maneira, já havia perdido a dimensão de Chico e de boa parte daqueles que fizeram a MPB dos anos 60 e 70: eles viraram música apenas para uma parte da classe média. Em meados dos anos 90, o Brasil ainda é um país indeciso entre o asséptico e o plástico de Miami e a sujeira e a lama das favelas e dos conflitos de terra. O mesmo tema de 65, em Morte e Vida Severina, continua vivo no final do século.

A posse da terra leva fazendeiros a contratar mortes e leva os sem-terra a organizar um movimento que propõe invasões. Os conflitos se acirram e o ano de 96 vem encontrar Chico mais uma vez envolvido com o popular. Ele prepara um álbum com músicas que falam desse movimento e cede os direitos autorais aos sem-terra. O ouvido popular mudou sua sintonia, mas o compositor continuou lá, popular, brasileiro.

Músicas Cifradas de Chico

A banda - A foto da capa - A história de Lily Braun - A mais bonita - A mulher de cada porto - A noiva da cidade - A ostra e o vento - A permuta dos santos - A Rita - A Rosa - A televisão - A violeira - A volta do malandro - A voz do dono e o dono da voz - Acalanto para Helena - Acorda amor - Agora falando sério - Ai, se eles me pegam agora - Almanaque - Amando sobre os jornais - Amanhã, ninguém sabe - Amor barato - Ana de Amsterdam - Angélica - Ano Novo - Anos dourados - Apesar de você - Aquela mulher - As minhas meninas - As vitrines - Assentamento - Até o fim - Até pensei - Até Segunda-Feira - Atrás da porta - Baioque - Bárbara - Basta um dia - Bastidores - Beatriz - Bem-querer - Benvinda - Biscate - Boi voador não pode - Bolero blues - Bom conselho - Bom tempo - Brejo da Cruz - Bye bye Brasil - Caçada - Cadê você? - Cala a boca, Bárbara - Cálice - Cantando no toró - Capital do samba - Carioca - Carolina - Cecília - Chão de esmeraldas - Choro bandido - Com açúcar e com afeto - Construção / Deus lhe pague - Copo vazio - Corrente - Cotidiano - Cuidado com a outra - De todas as maneiras - De volta ao samba - Deixe a menina - Desalento - Desencontro - Doze anos - Dueto - Dura na queda - E se...

Ela desatinou - Ela é dançarina - Ela e sua janela - Ela faz cinema - Essa moça tá diferente - Estação derradeira - Eu te amo - Fado tropical - Fantasia - Feijoada completa - Filosofia - Flor da idade - Folhetim - Funeral de um lavrador - Futuros amantes - Geni e o zepelim - Gente humilde - Gota d'água - Grande hotel - Hino da Repressão (Segundo Turno) - Hino de Duran - Homenagem ao malandro - Ilmo. Sr. Ciro Monteiro - Imagina - Injuriado - Iolanda - Iracema voou - Já passou - Januária - Joana Francesa - João e Maria - Jorge Maravilha - Juca - Leve - Lígia - Logo eu? - Lola - Lua cheia - Ludo real - Lugar de cobra é no chão - Luiza - Mambembe - Maninha - Mar e lua - Me deixe mudo - Meninos, eu vi - Meu caro amigo - Meu refrão - Mil perdões - Minha história - Morena de Angola - Morena dos olhos d'água - Moto-contínuo - Mulher, vou dizer quanto te amo - Mulheres de Atenas - Na carreira - Na ilha de Lia, no barco de Rosa - Não existe pecado ao sul da equador - Não fala de Maria - Não sonho mais - Nego maluco - Noite dos mascarados - O casamento dos pequenos burgueses - O cio da terra - O circo místico - O futebol - O malandro - O meu amor - O meu guri - O que será - O que será (À flor da pele) - O que será (À flor da terra) - O rei de Ramos

O último blues - O velho Francisco - Ode aos ratos - Olê, olá - Olha Maria - Olhos nos olhos - Outros sonhos - Palavra de mulher - Paratodos - Partido alto - Pássara - Passaredo - Pedaço de mim - Pedro pedreiro - Pelas tabelas - Pequena serenata diurna - Piano na Mangueira - Pivete - Porque era ela, porque era eu - Qualquer amor - Qualquer canção - Quando o carnaval chegar - Quem te viu quem te vê - Receita pra virar casaca de neném - Renata Maria - Retrato em branco e preto - Rio 42 - Roda viva - Rosa dos ventos - Sabiá - Samba de Orly - Samba do grande amor - Samba e amor - Samba pra Vinícius - Se eu fosse teu patrão - Sem açúcar - Sem compromisso - Sem fantasia - Sem você - Sempre - Sentimental - Será que Cristina volta? - Sinal fechado - Sob medida - Soneto - Sonho de um carnaval - Sonhos sonhos são - Suburbano coração - Subúrbio - Tango de Nancy - Tango do covil - Tanta saudade - Tantas palavras - Tanto amar - Tanto mar - Tatuagem - Tem mais samba - Teresinha - Tira as mãos de mim - To voltando - Todo sentimento - Trapaças - Trocando em miúdos - Um chorinho - Uma canção desnaturada - Umas e outras - Vai levando - Vai passar - Vai trabalhar vagabundo - Valsa brasileira - Valsinha - Vence na vida quem diz sim - Vida - Você vai me seguir

Veja também:



Fontes: MPB Compositores - Editora Globo.