segunda-feira, 8 de maio de 2006

De cigarro em cigarro

De cigarro em cigarro (samba-canção, 1953) - Luiz Bonfá - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: De cigarro em cigarro / Bonfá, Luiz, 1922- (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1953 / Nº Álbum: 16726 / Gênero musical: Samba canção.



Am -----F------- Am -------------F --------Am
Vivo só, sem você / E não posso esquecer
--------Am/C ------Dm -----A7 -----Dm
Um momento sequer
----------Dm/C ----E7 -------F ----------E7
Vivo pobre de amor / À espera de alguém
-------------------------Am----- E7 -----Am
Esse alguém não me quer

-----------Bb7 ------A7 -----Em7/-5 -----A7
Vejo o tempo passar / E o inverno chegar
------------------Dm------ A7
Só não vejo você
Dm------------ G7 -----------C------- Am------ E7
Se outro alguém em meu quarto bater
------------------Am------ E7/5+ ------Am
Eu não vou atender

-----------G7------ C----------- Am------ Dm
Muitas noites perdi / Muitas noites passei
----------G7 -------C --------G7
Sem poder esquecer
C --------------------B7
De cigarro em cigarro olhando a fumaça
----------------E7----- F----- E7
No ar se perder

Cachaça

Carmen Costa
O sucesso de "Cachaça" no carnaval de 1953 ( "Você pensa que cachaça é água/ cachaça não é água não / cachaça nasce no alambique / e água vem do ribeirão") deflagrou um ciclo etílico de marchinhas que imperaria nos carnavais seguintes como "Saca-rolha" (54), "Ressaca" (55), "Turma do funil" (56). Com melodias parecidas, sempre no modo menor, mas gravadas com grande animação, três dessas marchinhas ("Cachaça", "Tem nego bebo aí" e "Turma do Funil") projetaram Mirabeau Pinheiro como compositor.

Cachaça (marcha/carnaval, 1953) - Marinósio Filho, Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Héber Lobato - Intérpretes: Carmen Costa e Colé

Disco 78 rpm / Título da música: Cachaça / Lobato, Heber (Compositor) / Castro, Lúcio de (Compositor) / Pinheiro, Mirabeau (Compositor) / Marinósio Filho (Compositor) / Costa, Carmen, 1920-2007 (Intérprete) / Colé (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1952 / Nº Álbum 5012 / Gênero musical: Marcha.


D              
você pensa que cachaça é água 
                    A7
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique 
                   D
E água vem do ribeirão

                               Bm       Em    A7
Pode me faltar tudo na vida / Arroz, feijão e pão
                                                    D 
Pode me faltar manteiga / E tudo mais não faz falta não
                  D7                     G
Pode me faltar o amor / Disto até acho graça
                    D          A7           D
Só não quero que me falte /A danada da cachaça


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Barracão

Heleninha Costa
Barracão (samba/carnaval, 1953) - Luiz Antônio e Oldemar Magalhães - Intérprete: Heleninha Costa

Disco 78 rpm / Título da música: Barracão / Luiz Antônio (Compositor) / Teixeira (?) (Compositor) / Costa, Heleninha, 1924-2005 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Coro (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Nº Álbum 801007 / Gênero musical: Batucada.



Em---------- F7 ---B7-------------- Em
Vai barracão / Pendurado no morro
-----------------D ---------C7---------- B7
E pedindo socorro / A cidade a seus pés
Em---------- F7--- B7 -----------Em
Vai barracão / Tua voz eu escuto
--------------------------D --------C7------------ B7

Não te esqueço um minuto/ Porque sei que tu és

------------------Em --------Am---------- B7
Barracão de zinco / Tradição do meu país
------------------Em ----Am--------- B7
Barracão de zinco/ Pobre és tão infeliz....

Bar de noite

Nora Ney
Bar da noite (samba-canção, 1953) - Haroldo Barbosa e Bidu Reis - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: Bar da noite / Bidu Reis (Compositor) / Barbosa, Haroldo (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1953 / Nº Álbum 16787 / Gênero musical: Samba



------G ------D7 --------G ------------------F --------E7
Garçon apague esta luz / Que eu quero ficar sozinha
------Am------- E7 ------Am -----------------------Cm -------D7
Garçon me deixe comigo / Que a mágoa que eu tenho é minha


-------G ------------------Bm----------------- Dm6----------------- E7
Quantos estão pelas mesas / Bebendo tristezas / Querendo ocultar
A7 --------------------------------------------------------------D7
O que se afoga no copo / Renasce na alma / Desponta no olhar

------G------- D7---- G--------------- F------ E7
Garçon se o telefone bater / E se for p’ra mim
---Am------- E7 ------Am ------------------Cm--- D7
Garçon repita p’ra ele / Que eu sou mais feliz assim

-----Dm7------------------- G7------- Dm7---- G7 ------C7+
Você sabe bem que é mentira / Mentira noturna de bar
----------------------Eb7 --------G7+------------- E7
Bar tristonho sindicato / De sócios da mesma dor
Am ------------D7 -----G -----Em---- Am-- D7----- G ----Cm---- G
Bar que é refúgio barato / Dos fracassados do amor

Camisola do dia

Nelson Gonçalves
Camisola do dia (samba-canção, 1953) - Herivelto Martins e David Nasser - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: A camisola do dia / Nasser, David, 1917-1980 (Compositor) / Martins, Herivelto (Compositor) / Gonçalves, Nelson, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 09/01/1953 / Nº Álbum 801095 / Gênero musical: Samba canção


  Am  Am7M  Am7      E7
Amor,       
  Am      B7   Dm Dm7M Dm7
eu me lembro ainda
     E7/9-        Am  Am7M  Am7
Que era linda, muito linda
         F           E7 Bb7 A7
Um céu azul de organdi
               Dm Dm7M Dm7
A camisola do dia
                    F
Tão transparente e macia
                         E7 Bb7 A7
Que eu dei de presente a ti
        Gm   Gm7M Gm7
Tinha rendas de Sevilha
   A7    A7/4   A7
A pequena maravilha
                     Dm Dm7M Dm7
Que o teu corpinho abrigava
    Dm6          E7/9-   Am  Am7M  Am7
E eu, eu era o dono de tudo
      B7  B7/4 B7
Do divino conteúdo
    E7       A9   F#m Bm E7
Que a camisola ocultava
A9                 B7 B7/4  B7
A camisola que um dia
E7
Guardou a minha alegria
A   A7/9* Bm* A7*
Desbotou, perdeu a cor
D9    Ebº      C#m7
Abandonada no leito
F#7         Bm7
Que nunca mais foi desfeito
E7/9-*   E7*        A9   F  A7/9
Pelas vigílias de amor

Última seresta

Nelson Gonçalves
Última Seresta (samba-canção, 1952) - Adelino Moreira e Sebastião Santos - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Última seresta / Autoria: Moreira, Adelino (Compositor) / Santana, Sebastião (Compositor) / Gonçalves, Nelson, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Nº Álbum: 800934 / Gênero musical: Samba canção



Nesta ultima seresta / Tenho o coração em festa
Quando devia chorar / Sigo triste por deixar a boemia
Porém cheio de alegria / Por ela me acompanhar

Digo adeus às serenatas / Aos montes, rios, cascatas
E às noites de luar / Adeus, adeus minha gente
Uma canção diferente / Vai o boêmio cantar


Adeus amigos leais / Que não deixaram jamais
Fazer-me qualquer traição / Vosso amigo vai partir
Mas vai feliz , a sorrir / Com ela no coração

Adeus seresta de amor / Adeus, boêmio cantor
Perdoa a ingratidão / Pois, para o meu novo abrigo
Eu levo apenas comigo / Ela e o meu violão

Sassaricando

O produtor de teatro musicado, Valter Pinto, e sua estrela preferida, Virgínia Lane, pediram a Luís Antônio e Jota Júnior uma música para "Jabaculê de Penacho", uma peça que iam estrear. Era composta assim, de encomenda, "Sassaricando", marchinha destinada a princípio a animar um quadro intitulado "A Dança do Sassarico".

A realidade é que Valter adorou o tema, elegendo-o motivo da peça, que passou a se chamar "Eu Quero Sassaricar". E, do palco, o prestígio da marcha ganhou a cidade, para fazer de "Sassaricando" o maior sucesso de 52. Criou mesmo um neologismo, o verbo "sassaricar", de sentido malicioso. Por motivo de arrecadação de direitos autorais, o compositor Jota Júnior aparece na composição com o pseudônimo de Zé Mário.

Sassaricando (marcha/carnaval, 1952) - Luiz Antonio, Oldemar Magalhães e Zé Mário (Jota Júnior) - Intérprete: Virgínia Lane



(intro 3x) A E7

 A                                             E7
Sa, sassaricando / Todo mundo leva a vida no arame
                                           A E7
Sa, sassaricando a viúva, o brotinho e a madame
 A                                             E7
Sa, sassaricando / Todo mundo leva a vida no arame
                                           A E7
Sa, sassaricando a viúva, o brotinho e a madame
    Bm                A               E7
O velho na porta da Colombo / É um assombro
        A               E7            A
Sassaricando / Quem não tem seu sassarico
     E7         A          E7           A
Sassarica mesmo só / Porque sem sassaricar
    E7          A
Essa vida é um nó   /   Nó  nó  nó



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Sábado em Copacabana

Lúcio Alves
Sábado em Copacabana (samba, 1952) - Dorival Caymmi e Carlos Guinle

Disco 78 rpm / Título: Sábado em Copacabana / Autoria: Guinle, Carlos (Compositor) / Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Compositor) / Lúcio Alves, 1927-1993 (Intérprete) / Orquestra de Cordas (Acompanhante) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 22/08/1951 / Nº Álbum 16480 / Lado A

A         C°               E7
Depois de trabalhar toda a semana
Bm            E7            A    E7
Meu sábado não vou desperdiçar
A          B7               E    Dbm  Gb6
Já fiz o meu programa pra esta noite
   B7            E7   Bb°   E
E sei por onde começar
  A                 Bb°           E7
Um bom lugar para encontrar: Copacabana
  Bm          E7              A           E7
Prá passear à beira-mar: Copacabana
      A           C°          E7
Depois num bar à meia-luz: Copacabana
 Bm7              E7          A     Bb°  Bm7  E7
Eu esperei por essa noite uma semana
    A                 Bb°          E7
Um bom jantar depois de dançar: Copacabana
   Bm             E7           Db7     Gb6
Um só lugar para se amar: Copacabana
  D7+              E7                 Dbm7
A noite passa tão depressa, mas vou voltar lá
  G7   F7       Bm             Bb7+         A7+
Prá semana, se encontrar um novo amor: Copacabana

Quem chorou fui eu

Jorge Veiga
Quem chorou fui eu (samba/carnaval, 1952) - Haroldo Lobo e Mílton de Oliveira - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Quem chorou fui eu / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Veiga, Jorge (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acompanhante) / Araújo, Severino (Acompanhante) / Abbott, Jack Henry / Imprenta [S.l.]: Continental, 1951 / Nº Álbum 16498 / Gênero musical: Samba


A 
Eu quis fazer 
                   E7     Em7 
Você chorar, você sofrer 
                     E7 
Um dia o nosso amor morreu 
  A    B7       E7 
Quem chorou fui eu. 

         A 
Eu quis fazer 
                   E7     Em7 
Você chorar, você sofrer 
                     E7 
Um dia o nosso amor morreu 
  A    B7       E7 
Quem chorou fui eu. 

     D             A 
Não tive mais teu beijo 
  B7           E7 
Nem o carinho teu 
     A            E7 
Eu quis, fazer você chorar 
     A               E7 
Mas quem chorou fui eu.

Nunca

Lupicínio Rodrigues
Nunca (samba-canção, 1952) - Lupicínio Rodrigues

Disco 78 rpm / Título da música: Nunca / Autoria: Rodrigues, Lupicínio (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 07/02/1952 / Nº Álbum 13244 / Lado A / Lançamento: 04/1952 / Gênero musical: Samba canção

C7+/9 F7/13
Nunca
Bm7              A#º
Nem que o mundo caia sobre mim
Am7         E7/5+     Am7
Nem se Deus mandar nem mesmo assim
D7/9        G7+      Am7  Em7/9 D#7/9+
As pazes contigo eu farei
C7+/9 F7/13
Nunca
     Bm7             A#º
Quando a gente perde a ilusão
Am7  E7/5+  Am7
Deve sepultar o coração
D7/9   G7+   F/G  G7/9-
Como eu sepultei
C7+/9
Saudade
F7/13   Bm7            A#º
Diga à esse moço por favor
Am7  E7/5+   Am7
Como foi sincero o meu amor
D7/9          G7+           F/G  G7/9-
O quanto eu adorei tempos atrás
C7+/9
Saudade
F7/13        Bm7        A#º
Não esqueça também de dizer
Am7    E7/5+   Am7
Que é você quem me faz adormecer
D7/9               G7+
Pra que eu viva em paz

Nick bar


Nick Bar (samba-canção, 1952) - Garoto e José Vasconcelos - Intérprete: Dick Farney


Disco 78 rpm / Título da música: Nick bar / Garoto, 1915-1955 (Compositor) / Vasconcellos, José (Compositor) / Farney, Dick, 1921-1987 (Intérprete) / Garoto, 1915-1955 (Acompanhante) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Trinca (Acompanhante) / Vidal (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Indefinida / Nº Álbum 16479 / Gênero musical: Samba-canção.


Introd.: C7M Am7 Dm7 Bb7 C7M 
              Dm7/9 G7/13 G7/13- G7 
  
C7M       Am7        Dm7 G7
Foi neste bar pequenino,         
  C7/9+          Am7       Em7    
Dm7       E7/9-      Am7+ Am7
Noites e noites sozinho,          
 D7/9                        Fm/G#   
      vivo lembrando uma dor 
C7M       Am7        Dm7 G7
Todas as juras sentidas           
 C7/9+       Am7         Em7/9 A7/13- 
    que o coração já guardou      
F7M        Bb7           Em5-/7
Hoje são coisas perdidas              
 A7 Dm7               G7        
    que   o eco ouviu e calou 
               Fm7 G7/13- C7M
Você partiu e   me    deixou    
                 Fm7       G7  C7M 
    não sei viver sem seu olhar 
                Bm5-/7  E7/13-
E o que ficou   só me lembrou  
        Am7                 D7/9      Fm/G# G7/13 G7/13- 
      nossos encontros no Nick Bar 
C7M       Am7        Dm7 G7
Todas as juras sentidas        
   C7/9+        Am7       Em7/9 A7/13- 
      que o coração já guardou 
F7M        Bb7           Em5-/7 A7      Dm7     G7     C7M 
Hoje são coisas perdidas        que  o eco ouviu e calou 

Instrumental solo: 

C7M  Am7 Em7/9  A7/9- Dm7 E7 Am7 D7 Dm7 G7/13 G7/13-
 
C7M                                              Dm7  Em7  C7 
Todas as juras sentidas que o coração já guardou 
F7M        Bb7           Em5-/7 A7           Dm7 G7       C7M 
Hoje são coisas perdidas             que o eco ouviu e calou 
              Fm7 G7/13- C7M                 Fm7       G7 C7M 
Você partiu e me deixou      não sei viver sem seu olhar 
            Bm5-/7 E7        
E o que sonhei só me lembrou  
      Am7                  D7        Dm7 G#7   
      nossos encontros no Nick Bar 
C#7M                     
Todas as juras sentidas 
                               D#m7  G#m7 C#7/9- 
       que o coração já guardou 
F#7M        B7           Fm5-/7
Hoje são coisas perdidas          
         A#7    D#m7   G#7 C#7M G#m7 C#7/9- 
       que  o eco ouviu e calou 
F#7M        B7           Fm5-/7
Hoje são coisas perdidas
      A#7    D#m7   G#7  C#7M
    que  o eco ouviu e calou

Ninguém me ama

Nora Ney
A onda do bolero que invadiu o Brasil no final dos anos quarenta, acabou por influenciar o surgimento do fenômeno "samba-de-fossa" que marcou a década seguinte.

Surgiriam, assim, dezenas de composições que contavam desenganos, solidão, amores infelizes, muitas delas tendo com cenário bares e boates.

Como figuras primordiais, responsáveis mesmo pela iniciação do movimento, podem ser apontadas o compositor Antônio Maria e a cantora Nora Ney. Dele são as melhores peças do gênero e dela as melhores interpretações, como acontece em "Ninguém Me Ama", paradigma do samba-de-fossa e sucesso nacional.

Ninguém me ama (samba-canção, 1952) - Fernando Lobo e Antônio Maria - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: Ninguém me ama / Maria, Antônio (Compositor) / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1952 / Nº Álbum 16636 / Gênero musical: Samba canção.



Am --------------Dm/F ------C7+ ------------F7+---- Dm
Ninguém me ama . . . . . . / Ninguém me quer
--------------------Dm6 ------------------E ------E5/-9
Ninguém me chama --------de meu amor
------------A9 -----Am7 -----------------Dm/F------ Dm
A vida passa . . . . -------e eu sem ninguém
------------------Dm/F -----E------------------- A9
E quem me abraça . . . . . -------não me quer bem

Em7/-5----------------- A7
Vim pela noite tão longa
-------------------------Dm
De fracasso em fracasso
--------------------------G7
E hoje descrente de tudo
--------------------C
Me resta o cansaço
-----------------E7 ---------------Am
Cansaço da vida, cansaço de mim
------------------E7
Velhice chegando
----------------------Am
E eu chegando ao fim

Am -------------Dm/F -------E7------------------ Am
Ninguém me ama . . . . . . ---------ninguém me quer . . .



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Nem eu

Nem eu (samba-canção, 1952) - Dorival Caymmi

Disco 78 rpm / Título da música: Nem eu / Autoria: Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Compositor) / Caymmi, Dorival (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13288 / Lado B / Gênero: Samba canção

Tom: C
  
Ebm7(-5)          Dm7
Não fazes favor nenhum
      C#m7
Em gostar de alguém
F#7   Bm7     E7      A6 [ Em7 A7 ]
  Nem eu, nem eu, nem eu
Ebm7(-5)         Ab7(9-)
Quem inventou o amor
        C#m7
Não fui eu
        F#13  C9      Bm7
Não fui eu,   não fui eu
        Bm7(5-) E7       Amaj7 F#7(5+)
Não fui eu       nem ninguém
   Bm7     E7      C#m7
O amor acontece na vida
F#7               Bm7
  Estavas desprevenida
E7                  Amaj7 F#7(5+)
  E por acaso eu também
Bm7                     E7       C#m7
  E como o acaso é importante querida
F#13        F#7(5+) B9
  De nossas vidas a vida
                    E7  ( Em7  A7 ) (volta ao inicio)
Fez um brinquedo também

Não tem solução

Não tem solução (samba-canção, 1952) - Dorival Caymmi e Carlos Guinle

Disco 78 rpm / Título da música: Não tem solução / Autoria: Guinle, Carlos (Compositor) / Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13288 / Lado A / Gênero musical: Samba canção


G7------------------------ Fm
Aconteceu um novo amor
--------------------------C7+
Que não devia acontecer
Gbm7/-5---------- B7------ Em---- A7/13
Não ----era--- hora de amar
-----D7----------------- Fm6 -----G7
Agora o que eu vou fazer ...

----C ------------Fm6 -------G7/13
Não tem solução
--------C7+---- Bm7/-5----- E7
Este novo amor
--------Am7---- E7 -----Am7------ Bm7/-5 ------E7
Um amor à mais------- me tirou a paz
F7+ --------------C7+
E eu, que esperava
F7+-------- F----- C7+
Nunca mais amar
Dm7------------- Am7
Não sei o que faço
---------D7/9 -------Dm7/9------- G7/13
Com este amor demais
----------D7/9 --------G7 -----------C ------Fm6 ------C7+/9
Com este --------amor ------demais ...

Mundo de zinco


Antônio Nássara nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 11 de novembro de 1910 e faleceu no dia 11 de dezembro de 1996. Compositor e caricaturista, foi vizinho de Noel Rosa, compondo com ele a marcha “Retiro da Saudade”, gravada por Francisco Alves e Carmen Miranda em 1934. Foi o autor de sucessos como “Alá lá ô”, com Haroldo Lobo, “Mundo de Zinco” e “Balzaquiana” com Wilson Batista, “Formosa”, com J. Rui, “Periquitinho verde”, com Sá Róris, entre outros.

Mundo de Zinco (samba/carnaval, 1952) - Antônio Nássara e Wilson Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Mundo de zinco / Autoria: Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Goulart (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acompanhante) / Araújo, Severino (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1951 / Nº Álbum 16497 / Lado B / Gênero musical: Samba


Aquele mundo de zinco
Que é Mangueira
Desperta com o apito do trem

Uma cabrocha, uma estrela
Um barracão de madeira

Qualquer malandro em Mangueira tem

Mangueira, fica pertinho do céu

Mangueira, vai assistir o meu fim
Mas deixo o nome na história

O samba foi minha glória
E sei que muita cabrocha

Vai chorar por mim


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin.

Menino grande

Nora Ney
Menino grande (samba-canção, 1952) - Antônio Maria - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: Menino grande / Maria, Antônio (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1952 / Nº Álbum 16573 / Gênero musical: Samba canção.


Tom: Fm
Intro: Fm Gm5-/7 C7 Fm C7

          Fm     Dm5-/7             C7 Gm C7
Eu gosto tanto do carinho que ele me faz
Gm5-/7    C7                     Fm
Faz tanto bem o beijo que ele me traz
                            F7
As horas passam, ligeiras, felizes
             Bbm
Sem a gente sentir
    Eb7         Ab                Gm5-/7
Ele está ao meu lado, com o corpo cansado
C7       F   Gm C7
Precisa dormir
F  F#º         Gm
Dorme, menino grande
Dm     C7      F
Que eu estou perto de ti
F#º             Gm     C7
Sonha o que bem quiseres
G7    C7      F
Que eu não sairei daqui
Am         Abº   Gm    C7
Oh vento não faz barulho
F     F#º    F
Meu amor está dormindo
Am      Abº       Gm   C7
E o mar não bata com força
F          F#º     C7
Porque ele está dormindo
F   F#º         Gm
Dorme, menino grande
Dm         C7      F
Que eu estou perto de ti
F#º             Gm     C7
Sonha o que bem quiseres
  G7        C7       F
Que eu não sairei daqui

Me deixa em paz

Linda Batista
Me deixa em paz (samba/carnaval, 1952) - Monsueto e Aírton Amorim - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Me deixe em paz / Amorin, Airton (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 06/08/1951 / Nº Álbum: 800825 / Gênero musical: Samba


Em               Em7/9
Se você não me queria
                  Am7
Não devia me procurar
     Am7b      Am6b B7/9+
Não devia me iludir
                    Em7/9
Nem deixar eu me apaixonar
         Am7 D7/9
Evitar a dor
        G6/9
É impossível
             Am7
Evitar esse amor
  D7/9   Am6b B7/9+
É muito mais
Am7      B7            Em7
Você arruinou a minha vida
F#  B7/9+   Em7/9
Me deixa em paz

Maria Joana

Luiz Bandeira
Maria Joana (baião, 1952) - Luiz Bandeira



Maria Joana, pra onde você vai?
Volte pra trás
Num tá vendo eu lhe chamar?
Quando voltar 
Não venha com desmantelo
Passe o pente no cabelo
Não deixe a trança voar

Toma cuidado, Maria
Segure a saia, Maria
Que o vento pode, Maria
Alevantar 
Vê cinema pago é bom
Ai, quem dirá sem se pagar
Oxente, te desconjuro, oxente
Vai te ajeitar
Tu me mata de vergonha
Na frente do pessoá

Maria Candelária

Blecaute
Contrastando com a Maria lavadeira, do samba "Lata d'água", o carnaval de 52 teve também a "Maria Candelária", "alta funcionária" que "a uma vai ao dentista, às duas vai ao café, às três vai à modista e às quatro assina o ponto e dá no pé...".

Criada pela dupla Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, esta marchinha era uma sátira muito bem-humorada às funcionárias "empistoladas", que impunemente abusavam de regalias no serviço público. Com o nome inspirado (segundo Klecius) no ponto de ônibus da Candelária, onde muitas funcionárias esperavam condução todas as tardes, no tempo em que o Rio era capital federal, "Maria Candelária" (gravada por Blecaute) foi a segunda marcha na preferência dos foliões, perdendo somente para "Sassaricando".

Maria Candelária (marcha/carnaval, 1952) - Armando Cavalcanti e Klécius Caldas - Intérprete: Blecaute


D    
Maria Candelária   /   É alta funcionária
                                     A7
Saltou de páraquedas / Caiu na letra "O", oh, oh, oh, oh
Começa ao meio-dia /  Coitada da Maria
                                       D
Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó oh, oh, oh, oh
  G    Gbm                 Em     A7      D  
a uma vai ao dentista / as duas vai ao café 
    G     Gbm                  E7   
Às três vai à modista  / Às quatro assina o ponto e dá no pé
A7                            D
Que grande vigarista  que ela é.

Lata d'água

Usando linguagem cinematográfica, Luís Antônio e Jota Júnior oferecem um flagrante da vida de uma lavadeira do morro no samba "Lata d'Água": "Lata d'água na cabeça / lá vai Maria / lá vai Maria / sobe o morro não se cansa / pela mão leva criança / lá vai Maria". E arrematam a letra contrapondo a dura realidade da favelada ( "Maria lava roupa lá no alto / lutando pelo pão de cada dia...") ao sonho de uma vida melhor no asfalto ("que acaba onde o morro principia").

Uma das raras duplas de talento formadas nos anos cinqüenta para se dedicar ao repertório carnavalesco, Luís Antônio (Antônio de Pádua Vieira da Costa) e Jota Júnior (Joaquim Antônio Candeias Júnior) já tinham feito sucesso no ano anterior com o samba "Sapato de pobre", cantado por Marlene. Na ocasião, capitães do Exército, servindo na Escola Especializada da Academia Militar, os dois passavam diariamente por um morro ao pé do qual uma bica d'água servia aos moradores. A inspiração nasceria ao verem a cena que descreveram na composição: uma crioula barriguda equilibrando uma lata na cabeça, enquanto levava uma criança.

Dias depois, devidamente abastecidos de siri e cachaça, trabalharam no apartamento de Luís Antônio, registrando o samba num gravador de fio. A princípio, Marlene nem queria ouvir "Lata d'Água", não acreditando num repeteco do êxito anterior. Mudou, porém de opinião ao ouvi-la, levando-a ao sucesso no carnaval de 52, em disco que tem arranjo de Radamés Gnattali.

Lata d'água (samba/carnaval, 1952) - Luiz Antonio e J. Júnior - Intérprete: Marlene



-------------------Am-------------------------- F -----E
Lata d’água na cabeça / Lá vai Maria/ Lá vai Mari....a
Am----------------------------------------------- F--- E7
Sobe o morro, não se cansa / Pela mão leva a criança
-------------Am
Lá vai Maria

E7-------------------------- Am---------- A7 ------------------Dm
Maria lava a roupa lá no al.....to / Lutando pelo pão de cada di....a
----------------------------Am ----------------E7-------------------- Am
Sonhando com a vida do asfal...to / Que acaba onde o morro principi...a

Lama

Linda Rodrigues
Lama (samba, 1952) - Paulo Marques e Ailce Chaves - Intérprete: Linda Rodrigues



-----------Am -------------G7 ------------------------------F7
Se eu quiser fumar eu fumo / Se eu quiser beber eu bebo
----------------------------------E7 ---Am ---------------------------G7
Não me interessa mais ninguém /----- ---Se o meu passado foi lama
---------------------F7-------------------------- E7-------- Am
Hoje quem me difama / Viveu na lama também
---------------------------G7 ----------------------------F7
Comendo a mesma comida / Bebendo a mesma bebida
-------------------------E7--------- A7
Respirando o mesmo ar

------Dm------ Eb°------------- Am
E hoje por ciúme ou por despeito
----------------------B7--------- E7--------- Am------- A7
Achar-se com o direito de querer me humilhar
---------------Dm---------- Dm6
Quem foste tu / Quem és tu
------------Am ----------A7-------- Dm
Não és nada / Se na vida fui errada
E7 ----------------------Am-------- A7
Tu foste errado também
-----------Dm------- Dm6---------- Am
Se eu errei, se pequei / Não importa
----------------------------Dm
Se a esta hora estou morta
E7------------------------- Am---- Dm---- Am
Pra mim morreste também

Kalu

Dalva de Oliveira
A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.

De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".

Kalu (baião, 1952) - Humberto Teixeira - Intérprete: Dalva de Oliveira


E7+
Kalu, Kalu
                                  F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
                 B7           E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
     Bm           E7          A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
       B7                    G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu
 A7+                 A#º     G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Estrela do mar

Uma fábula de origem popular que explica o surgimento das estrelas-do-mar: um grãozinho de areia da praia se apaixona por uma estrela e nasce, mais tarde, a estrela-do-mar. A famosa lenda virou sucesso na voz de Dalva de Oliveira em 1951, quando gravou a marcha-rancho Estrela do Mar de Paulo Soledade e Marino Pinto: "Um pequenino grão de areia / Que era um pobre sonhador / Olhando o céu viu uma estrela / Imaginou coisas de amor... "

Estrela do mar (marcha-rancho, 1952) - Marino Pinto e Paulo Soledade - Intérprete: Dalva de Oliveira


Am                    Dm7 E7 Am                      A7   
Um pequenino grão de areia   / Que era um pobre sonhador
Dm7                     G7                          C   E7
Olhando o céu viu uma estrela / Imaginou coisas de amor
Am                   Dm7 E7 Am                A7
Passaram anos muitos anos / Ela no céu ele no mar
Dm7       A7           Dm7    E7                    Am
Dizem que nunca o pobrezinho / Pôde com ela se encontrar

   Dm7             G7             C7M              Am
Se houve ou se não houve / Alguma coisa entre eles dois
   Dm7            G7        C7M
Ninguém soube até hoje explicar
            Bm7/5-       E7            Am
          O que há de verdade é que depois
        F7            Dm7     E7       Am
Muito depois  /  Apareceu a estrela do mar

Canção da criança

Orlando Silva prestando homenagem
no túmulo do grande Francisco Alves
"... Francisco Alves, morreu em um desastre de automóvel na Via Dutra, no Estado de São Paulo, quando viajava em direção ao Rio de Janeiro. Seu carro chocou-se com um caminhão em plena rodovia, e, explodindo o motor, as chamas envolveram o veículo carbonizando o corpo do querido artista. Seu primo Haroldo Alves, estudante que o acompanhava na viagem, foi projetado à grande distância no momento da colisão, escapando com vida, porém em estado grave...".

Durante toda a sua vida, Francisco Alves sempre ajudou as entidades assistenciais do Rio de Janeiro. Vinte e quatro dias antes do acidente que o vitimou, havia gravado um disco, cujo resultado econômico reverteria em benefício das "Meninas da Casa de Lázaro", no Rio. "Canção da Criança" em uma face, e "Brasil de Amanhã" na outra, compunham o disco. Ambas composições do próprio Chico, com versos de René Bittencourt.

Antes que a gravadora Odeon lançasse o disco, a fatalidade levou de forma trágica o cantor Francisco Alves. A vendagem do disco atingiu cifras enormes poucas vezes vista no Brasil; porque além de Chico, também as "Meninas da Casa de Lázaro" faziam parte da gravação, cantando no coro.

No velório do cantor, ocorrido na câmara de vereadores do Rio de Janeiro, ocorreu uma cena inesquecível, emocionando ainda mais o povo e autoridades presentes: na saída do féretro para o cemitério São João Batista, as meninas da Casa de Lázaro cantam "Canção de Criança" ao lado do caixão lacrado, em despedida ao rei da voz que a elas havia dedicado o disco.

A parte declamada da gravação coube à Lúcia Helena, locutora da Rádio Nacional, que fazia parte do programa do Rei da Voz, aos domingos, ao meio-dia. A valsa foi gravada em 3/09/1952, 24 dias antes da morte de Chico Alves.

Canção da Criança (valsa, 1952) - Francisco Alves e René Bittencourt

Disco 78 rpm / Título da música: Canção da criança / Autoria: Alves, Francisco (Compositor) / Bittencourt, René (Compositor) / Alves, Francisco (Intérprete) / Coro de Crianças (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13336 / Gênero musical: Valsa


-----D------ A7-----------------D
Criança feliz / Que vive a cantar
----------------A7 ----------------D----- D7
Alegre embalar / Seu sonho infantil
-------------------G-------------------- D
Oh meu bom Jesus / Que a todos conduz
-----------------A7---------------D------- B7
Olhai as crianças / Do nosso Brasil

-----Em------------- D---- B7------Em------------------ D------ B7
Crianças com alegria /------- Qual um bando de andorinhas
---Em---------------- D---- A7 --------------------------D ------B7
Viram Jesus que dizia /------- "Vinde a mim as criancinhas"

--Em------------------- D ----B7------ Em -------------D------- B7
Hoje dos céus num aceno / ------Os anjos dizem Amém
------Em------------- D -----A7------------------------ D------- A7
Porque Jesus Nazareno / --------Foi criancinha também

-----D------ A7 ----------------D
Criança feliz / Que vive a cantar
---------------A7 -----------------D------- D7
Alegre embalar / Seu sonho infantil
-------------------G--------------------- D
Oh meu bom Jesus / Que a todos conduz
----------------A7----------------- D
Olhai as crianças / Do nosso Brasil

Alguém como tu

Dick Farney
"Alguém Como Tu" é mais um samba-canção de José Maria de Abreu e Jair Amorim, feito sob medida para o repertório de Dick Farney. E como vários outros da dupla, teve sucesso sendo uma das músicas mais executadas em 1952. Aliás, a gravação de Dick foi realizada na Argentina, durante uma temporada, sendo editada no Brasil pela Continental.

Cantor e pianista, Dick Farney desenvolveu nas duas atividades estilos bem distintos, destacando-se como cantor romântico na primeira e pianista jazzístico, criativo e improvisador, na segunda. "Alguém Como Tu" voltou a fazer sucesso em 1991, revivido na trilha da telenovela "O Dono do Mundo".

Alguém como tu (samba-canção, 1952) - José M. de Abreu e Jair Amorim

Disco 78 rpm / Título da música: Alguém como tu / Autoria: Amorim, Jair (Compositor) / Abreu, José Maria de, 1911-1966 (Compositor) / Farney, Dick, 1921-1987 (Intérprete) / Orgão (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Indefinida / Nº Álbum 16659 / Lado B / Lançamento: Setembro/1952 - Dezembro/1952 / Gênero musical: Samba-canção / Nota: Gravação original "t. k." (argentina)



--------C7+ ----Dm7 ---------Em7------ Ebº
Alguém como tu /------- Assim como tu
----------Dm7 ------G7--Dm7--- G7---- Dm7-------- G7
Eu preciso encontrar /----------- Alguém sempre meu
---------Dm7 -------G7
De olhar como o teu
------------C7+----- A7/6------ D7/9------- G7/6
Que me faça sonhar
-------C7+ ----------------------Am7--- B7
Amores eu sei / Na vida eu achei e perdi
----------G7+ ------E7 -----Am7 -------D7/9
Mas nunca ninguém desejei
-----------------Dm7------- G7
Como desejo a ti

--------C7+---- Dm7 ----------Em7------- Ebº
Se tudo acabou / ----Se o amor já passou
---------------Dm7 --G7-- Dm7-- G7-- Dm7 --------G7
Há de um sonho ficar / -------------Sozinho estarei
---------Dm7--- G7 ------A7/5+
E alguém eu irei / Procurar
-------Dm7----------------------- Fm7
Eu sei que outro amor posso ter
---------Em7 ----------A7/6
E um novo romance viver
--------D7/9 ----------------G7
Mas sei que também / Assim como tu
-------------Em7---- A7------- D7-------- G7
Mais ninguém /----------- Assim como tu
---------------C7+
Mais ninguém


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Confete

Confete (marcha/carnaval, 1952) - David Nasser e Jota Júnior

Disco 78 rpm / Título: Confete / Autoria: Nasser, David, 1917-1980 (Compositor) / Jota Júnior (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 09/11/1951 / Nº Álbum 12311 / Gênero: Marcha


--------Am
Confete
-------------------E7
Pedacinho colorido de saudade
------------Am
Ai, ai, ai, ai,

-------Dm -------------------Am
Ao te ver na fantasia que usei

--------E7
Confete
--------------------Am
Confesso que chorei
-----G7
Chorei porque lembrei
------------C
Do carnaval que passou
-------B7 ----------------------E7
Daquela Colombina que comigo
Brincou

Dm---------- Am
Ai, ai, confete
--------E7--------------------- Am
Confesso o amor que se acabou

Fim de comédia

Dalva de Oliveira
Fim de Comédia (samba, 1952) - Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título: Fim de comédia / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Inglez, Roberto (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, Indefinida / Nº Álbum 3361 / Gênero: Samba canção


Este amor quase tragédia
Que me fez um grande mal
Felizmente esta comédia
Vai chegando ao seu final

Já paguei todos pecados meus
O meu pranto já correu demais
Só lhe peço pelo amor de Deus
Deixe-me viver em paz

Não quero me fazer de inocente
Porém não sou tão má como disseram por aí
Eu quero é meu sossego, tão somente
Cada um trate de si

E eu sem Maria

E eu sem Maria (samba, 1952) - Dorival Caymmi e Alcir Pires Vermelho - Intérprete: Alcides Gerardi



A noite é linda
E eu sem Maria
A noite é bela
E eu sem Maria

Dias e noites se passam
Maria não vem
Noites de amor e de sonho
E eu sem ninguém

Busto calado

Carmen Costa
Busto Calado (samba-canção, 1952) - Rubens Silva - Intérprete: Carmen Costa



Vila Isabel / Vive hoje em silencio profundo
Não tem mais seresta / Não tem mais sambista
E nem vagabundo

Lá não existe / Mais roda de samba
Formada na rua / Não tem mais beleza
Tudo é tristeza / Nas noites de lua

E hoje quem passa na Vila / Lembra o seu passado
Porque vê com tristeza / O busto calado
Do saudoso Noel / Que parece dizer:

"Quem, nasce lá na Vila / Nem sequer, vacila"
Mas tudo isto, passou / Depois da sua partida
Que foi e é sempre sentida

O teu lugar de sambista / Ninguém ocupou
não senhor !

Acho-te uma graça

César de Alencar
Acho-te uma graça (marcha/carnaval, 1952) - Benedito Lacerda, Haroldo Lobo e Carvalhinho / Interpretação: César de Alencar e Heleninha Costa




Chora palhaço
Chora que passa
Pimenta nos olhos dos outros, é refresco
Acho-te uma graça (bis)

Querias fazer eu sofrer
E até ver a minha desgraça
Mas é que eu não durmo com os olhos dos outros
Acho-te uma graça

Vingança

Lupicínio Rodrigues
Realmente não poderia faltar na polêmica Dalva/Herivelto uma composição de Lupicínio Rodrigues, especialista no gênero. Só que esta composição, o samba "Vingança", não seria inspirada pelo caso em questão e sim por mais um episódio da vida sentimental do autor.

Lupicínio vivia havia alguns anos com uma moça chamada Mercedes, mais conhecida por Carioca, quando ela tentou traí-lo com um rapazola, seu empregado. Denunciada pelo garoto, Carioca foi abandonada pelo compositor que, tempos depois, ao saber de seu desespero, "Chorando e bebendo na mesa de um bar", fez o samba amaldiçoando em versos candentes o destino da traidora.

Em 1963, numa crônica para o jornal gaúcho Última Hora, Lupicínio justificou a veemência dos versos: "Nunca se está livre de ter, num momento de rancor, algum desejo de vingança". O primeiro cantor a tomar conhecimento de "Vingança" foi Jorge Goulart, que chegou a interpretá-la na noite do Rio. No entanto Goulart, artista da Continental, não pôde gravá-la por estar Lupicínio na ocasião com um contrato de exclusividade com a RCA. Em vista disso, o autor ofereceu a canção a Herivelto Martins, que a lançou com o Trio de Ouro, embora achando que a música não se adaptava ao estilo do conjunto.

Foi então que Linda Batista, entusiasmada ao ouvi-la na voz de Goulart, gravou "Vingança" que se tornaria o maior sucesso de sua carreira. Aliás, gravou-a duas vezes: a primeira com o conjunto do violinista Fafá Lemos, que foi a gravação consagrada e a segunda, com uma orquestra de cordas, um fonograma pouco conhecido, que só saiu em elepê.

Vingança (samba-canção, 1951) - Lupicínio Rodrigues

Disco 78 rpm / Título: Vingança / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 29/05/1951 / Nº Álbum 800802 / Lado A / Lançamento: 08/1951 / Gênero: Samba canção


F                D#º                 Gm
Eu gostei tanto, tanto quando me contaram
                                  C7/9     C7/9-      F
Que lhe encontraram chorando e bebendo na mesa de um bar
        Am                  G#m                Gm
E que quando os amigos do peito por mim perguntaram
    G#      F#        Gm   C7/9     G#     C#  Gm C
Um soluço cortou sua voz, não lhe deixou falar
                    F
Ah, mas eu gostei tanto,
D#º                  D7/9
Tanto quando me contaram
          G6        G5+ Gm    C7/9
Que tive mesmo que fazer esforço
               F      A7 
Pra ninguém notar
     Dm           A7                      Gm
O remorso talvez seja a causa do seu desespero
                        C7        G#    C#     Gm  C
Você deve estar bem consciente do que praticou
     A#7+                F#                Gm   C
Me fazer passar essa vergonha com um companheiro
       Gm                 C7
E a vergonha é a herança maior
                  Am   G#   C#
Que meu pai me deixou
Gm   C7/9     F                      F#5+
    Mas enquanto houver força em meu peito
                   A#
Eu não quero mais nada
      Gm                  C7          G#      C#   Gm  C
Só vingança, vingança, vingança aos santos clamar
      A#                   F
Você há de rolar como as pedras
F#   Gm         C7/9
Que rolam na estrada
          Gm                 C7/9
Sem ter nunca um cantinho de seu
              F
Pra poder descansar

Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Tome polca

Tome polca (polca, 1951) - José Maria de Abreu e Luiz Peixoto

Disco 78 rpm / Título da música: Tome polca / Autoria: Abreu, José Maria de, 1911-1966 (Compositor) / Peixoto, Luiz (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1950 / Nº Álbum 16309 / Gênero musical: Polca


Um sarau / Na rua Itapirú
Em casa das Novaes / O calor está abrasador
E tem gente demais / Mas tome polca

Num sofá / A dona Jacintinha

Faz bola de papel / E na janela de papelotes
A Berenice namorisca / Um curriel

À reclamar silêncio / Surge o seu Fulgêncio

Um de bom comendador / Sim, porque nesta altura
Chega o padre cura / Com o corregedor

Entra o Souza / Que vem pisando em ovos

Com as botas de verniz / Enquanto a esposa
De olhos em alvo / Fica torcendo
Os cabelinhos do nariz

Por trás de uma cortina / Vê-se a Minervina
Que é mais preta / Que um tição
E diz entre risadas / Quebra dona Alice
Quebra seu Beltrão

Atenção acordes na Dalila / Seu Gil vai recitar

Formam roda / E o moço encalistrado
Começa a gaguejar / E tome po-polca

Tem um chá / Bolinhos de polvilho

E outros triviais / São onze horas
Apague o gás / E assim termina
O bailarico das Novaes / E tome polca.

Tomara que chova

Tomara que chova (marcha/carnaval, 1951) - Paquito e Romeu Gentil - Intérprete: Vocalistas Tropicais


D 
Tomara que chova 
      A7         D 
Três dias sem parar, 
             D 
Tomara que chova 
      A7         D 
Três dias sem parar. 

                A7 
A minha grande mágoa 
         G           D 
É lá em casa não ter água 
       A7        D     A7 
E eu preciso me lavar 
                      D 
De promessa eu ando cheia 
                      A7 
Quando conto a minha vida 
                  D 
Ninguém quer acreditar 
                 A7 
Trabalho não me cansa 
               D 
Me cansa é pensar 
                      A7 
Se lá em casa não tem água 
           D 
Nem pra cozinhar.

Sapato de pobre

Sapato de Pobre (samba/carnaval, 1951) - Luís Antônio e Jota Júnior - Intérprete: Marlene



Sapato de pobre é tamanco
Almoço de pobre é café, é café
Maltrata o corpo como o que, porquê?

O pobre vive de teimoso que é

Folha de zinco, caixão de banha

Faz um barraco em qualquer favela
Se tem Amélia que o acompanha

Embora pobre é feliz com ela