quinta-feira, 11 de maio de 2006

Bom dia tristeza


Bom dia tristeza (samba, 1957) - Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes - Intérprete: Maysa




Dm7
Bom dia tristeza
Em5-/7  A7     Dm7
Que tarde tristeza
                  Em5-/7
Você veio hoje me ver
     A7    Em5-/7  A7       Em5-/7 A7
Já estava ficando até meio triste
          Em5-/7      A7       Dm7 D7
De estar tanto tempo longe de você
            Gm7
Se chegue tristeza
C7        F7
Se sente comigo
Bb7          A7     Am5-/7
Aqui nesta mesa de bar
D7           Gm7
Beba do meu copo
A7           Dm7
Me dê o seu ombro
E7             A7
Que é para eu chorar
             Em5-/7
Chorar de tristeza
 A7         Dm7
Tristeza de amar

A volta do boêmio


Português de nascimento, mas criado no subúrbio carioca de Campo Grande, Adelino Moreira de Castro interessou-se desde cedo pela música chegando a gravar como cantor vários discos de fado nos anos quarenta. Entretanto, a partir de 1952, como autor de sambas e sambas-canção, ele conheceu o sucesso, tornando-se o principal abastecedor do repertório de Nelson Gonçalves.

O êxito dessa sociedade chegou ao auge em 1957 quando "A Volta do Boêmio" (que permanecera inédito por quatro anos) atingiu a marca de um milhão de discos vendidos. Num estilo, que mais tarde seria chamado de brega-romântico, este samba-canção trata de um personagem que tendo abandonado a boemia pelo amor a uma mulher, pede agora "inscrição" para voltar à vida antiga: "Boemia / aqui me tens de regresso / e suplicante te peço / a minha nova inscrição / voltei pra rever os amigos que um dia / eu deixei a chorar de alegria / me acompanha o meu violão...".

E a composição prossegue com o ex-boêmio declarando que seu retorno tem a aprovação da amada, que, resignadamente, o encorajou na despedida: "Vá embora/ pois me resta o consolo e alegria / de saber que depois da boemia / é de mim que você gosta mais".

Um clássico da música sentimental popular, "A Volta do Boêmio" é um dos grandes sucessos de Nelson Gonçalves, o cantor que tem o maior número de gravações na discografia brasileira.

A volta do boêmio (samba-canção, 1957) - Adelino Moreira - Intérprete: Nelson Gonçalves




Am                        Dm
Boemia, aqui me tens de regresso
                 E7 Dm                   Am       E7
E suplicante te peço a minha nova inscrição
  Am                               G
Voltei pra rever os amigos que um dia
                           F                         E     E7
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
   Am                         Dm
Boemia, sabendo que andei distante
                     E7    Dm            Am
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
A7     D7                        Am
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
                     Dm       E7                 Am    E7
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar?
     Am                                 G
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
                          F                              E   E7
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
    Am                                 G
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
                        F                        E    E7
Meu amor, você pode partir, não esqueça o seu violão
   Am                                 G
Vai rever os seus rios, seus montes, cascatas
                      F                            E    E7
Vá sonhar em novas serenatas e abraçar seus amigos leais
A7     Dm                                Am
Vai embora, pois me resta o consolo e alegria
                          Dm
De saber que depois da boemia
      E7                 Am
É de mim que você gosta mais

A flor e o espinho

Guilherme de Brito
Sérgio Porto considerava os versos iniciais de "A Flor e o Espinho" uma das mais belas imagens de nosso cancioneiro: "Tire o seu sorriso do caminho / que eu quero passar com a minha dor". Na verdade, estes versos que são de Guilherme de Brito - ficaram tão famosos, que se tornaram uma espécie de marca registrada da obra de Nelson Cavaquinho, que é autor somente da melodia. Aliás, em todas as composições da dupla, Nelson fez sempre as melodias e Guilherme as letras.

Formada em 1955, essa parceria, fundamental para a própria história do samba, criou, além de "A Flor e o Espinho", outras obras-primas como "Degraus da Vida", "Folhas Secas", "Pranto de Poeta", "Quando Eu Me Chamar Saudade", "O Bem e o Mal" etc.

Mas, voltando ao samba "A Flor e o Espinho", pode-se dizer que esta composição(feita durante um encontro na Praça Tiradentes, no Rio) sintetiza o estilo poético/musical da dupla, marcado por um lirismo angustiado, pessimista, em que ressalta uma constante preocupação com a morte e as tragédias da vida. Isso, de certa forma, contrasta com a personalidade de Nelson, por toda a vida um boêmio irreverente, inveterado trovador de botequim.

Lançada por Raul Moreno em disco Todamérica, em 1957, "A Flor e o Espinho" só ganharia sua principal gravação, oito anos depois, quando Elizeth Cardoso a incluiu no elepê Elizeth sobe o morro.

A flor e o espinho (samba, 1957) - A. Caminha, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito - Interpretação: Elizeth Cardoso




(intro) Bm7(b5) E7 Am Am7/G F E7 Am E7 
Am            Am7/G      F
Tire o seu sorriso do  caminho
Bm7(b5)              E7               Am
  Que eu quero passar com a minha dor
A7                       D7
  Hoje pra você eu sou espinho
G7                      C     E7
  Espinho não machuca a flor
Bm7(b5)        E7           Am               Am7/G
   Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
  F              E7           Am  E7
O sol não pode viver perto da lua

Am            Am7/G      F
Tire o seu sorriso do  caminho
Bm7(b5)              E7               Am
  Que eu quero passar com a minha dor
A7                       D7
  Hoje pra você eu sou espinho
G7                      C     E7
  Espinho não machuca a flor
Bm7(b5)        E7           Am               Am7/G
   Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
  F              E7           Am  G#7
O sol não pode viver perto da lua

G7                    Am
  É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A7                       Dm
  E minha dor e os meus olhos rasos d'água
Bm7(b5)         E7
  Eu na sua vida
Am            Am7/G
  já  fui uma flor
F                          E7
  Hoje sou espinho em seu amor

Am            Am7/G      F
Tire o seu sorriso do  caminho
Bm7(b5)              E7               Am
  Que eu quero passar com a minha dor
A7                       D7
  Hoje pra você eu sou espinho
G7                      C     E7
  Espinho não machuca a flor
Bm7(b5)        E7           Am               Am7/G
   Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
  F              E7           Am  Am7/G
O sol não pode viver perto da lua
  F              E7           Am  Am7/G
O sol não pode viver perto da lua
  F              E7
O sol não pode viver
         Am   Am
Perto da lua

Vermelho 27




Nelson Gonçalves
Vermelho Vinte e Sete (tango, 1956) - Herivelto Martins e David Nasser - Intérprete: Nelson Gonçalves

“Jogo no pano... jogo... feito! Vermelho 27!”

Esse homem que hoje passa maltrapilho
Fracassado no seu traje furta-cor
Um dia já foi homem, teve amigos
Teve amores, mas nunca teve amor
Soberano da roleta e da campista
Foi sua majestade o jogador!

Vermelho vinte e sete
Seu dinheiro mil mulheres conquistou
Vermelho vinte e sete
Seu dinheiro tanta gente alimentou
Um rio de champagne sorrindo derramou
E sua mocidade em fichas transformou

“Jogo no pano...jogo...feito! ... Vermelho 27!”

Vermelho vinte e sete
Quando a sorte caprichosa o abandonou
Vermelho vinte e sete
Cada amigo num estranho se tornou
Os ossos do banquete aos cães ele atirou
A vida honra tudo
Num lance ele arriscou...

“Jogo...jogo...feito! Preto 17!”

Deu preto dezessete
Nem um cão entre os amigos encontrou!

Vai que depois eu vou




zilda do Zé
Vai que depois eu vou (samba, 1956) - Zé da Zilda, Zilda do Zé, Adolfo Macedo e Aírton Amorim - Intérprete: Zilda do Zé

Vai, vai, amor
Vai, que depois eu vou
Vai, vai, amor
Vai, que depois eu vou

Sei que vai pra longe
Não poderei esquecer
Já implorei ao Senhor
Não me deixe neste mundo a sofrer

Turma do funil



Vocalistas Tropicais
Turma do funil (marcha/carnaval, 1956) - Mirabeau, Mílton de Oliveira e Castro - Intérprete: Vocalistas Tropicais
Tom: D#  

     Cm      Ab7M       G7             Cm
  Chegou              a turma do funil
  Eb         Bb7         Fm            Eb
  Todo mundo bebe mas ninguém dorme no ponto
              G7
  Quá quá quá quá
          Bb7   Bº     Cm
  Mas ninguém dorme no ponto
                  G7
  Nós é que bebemos
         Dm     Bb7 Fm    Cm
  E      eles   que ficam tontos (chegou)
 
    G7     Fm            Cm
  Eu bebo       sem compromisso
  Eb        G7                 Bb7   Bº       Cm   C7
  Com meu dinheiro ninguém     tem   nada com isso
     Fm          Dm7     Cm           Ab7M
  Aonde houver garrafa, aonde houver barril
    G7            G7/D       Cm   G7   Cm 
  Presente está a turma do funil

Tudo foi ilusão




Orlando Silva
Tudo foi ilusão (beguine, 1956) - Arcilino Tavares / Laert Santos - Intérprete: Orlando Silva

------G--------------- Em --------------Bm
O sol que outrora brilhou em minha vida
-------C ---------------------------Dm6 --E7
Apagou-se, perdeu a luz, não brilha mais
-------------Am ------------------------------A7
Minha vida é uma noite sem lua e sem estrelas
----------------Em
E os meus sonhos
----------------------A7----------- Am --------D7
Foram somente sonhos, e nada mais


-------G --------------Em -------------------Bm
E hoje cansado de tudo / Sigo os meus passos
------------C----------------------------- Dm6--- E7
Na esperança de um dia mais tarde te encontrar
-----------Am -------------------------------A7 ---D7
Apertar-te amor em meus braços num abraço
-----------Em -----------Am--- D7--- G
E ver contigo um novo sol---- brilhar

------------------------------------Em--------- Am
Como as nuvens que passam vagando perdidas no espaço
--------------D7 --------------------------------G
Como a gota de orvalho caída perdida no chão
---------------------------------Bb0------------ Am
Eu também me perdi, vou vagando passo a passo
--------------D7
Na esperança de um dia encontrar
------------------G--- Cm---- G
Uma nova ilusão

Só louco

Só louco (samba-canção, 1956) - Dorival Caymmi

Disco 78 rpm / Título da música: Só louco / Autoria: Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Compositor) / Caymmi, Dorival (Intérprete) / Coro (Acompanhamento) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 13/10/1955 / Nº Álbum 13964 / Lado B / Lançamento: Janeiro/1956 / Gênero: Samba canção /
Intro: F7+   Em7/5-    F7+   Em7/5-

 F7+
Só louco
Am7         Abo 
Amou como eu amei
Gm7
Só louco
       Em7/5-     A7
Quis o bem que eu quis
Dm7               G7
Oh, insensato coração!
Gm7                Am7
Por que me fizeste sofrer?
Am          Bbm             A7
Por que, de amor, para entender
D7         G7
É preciso amar,
C7
Por que? (volta ao início 3x)
Em7/5-  A7
Só louco! (2x)
Final: Em7/5- A7

Quem sabe, sabe




Joel de Almeida
Quem sabe, sabe (marcha/carnaval, 1956) - Joel de Almeida e Carvalhinho

Título da música: Quem sabe sabe / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Almeida, Joel de / Compositores: Carvalhinho - Almeido, Joel de / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13975 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado A / Disco 78 rpm

Am ------------Dm------------ Am--------------- E7
Quem sabe, sabe / Conhece bem / Como é gostoso
------------------Am
Gostar de alguém

Am --------------------------------Dm
Ai..... morena / Deixa eu gostar de você
-------------Am---- F -----------------------E7
Boêmio, sabe beber / Boêmio, também tem querer - bis

Prece




Vadico
Prece (samba-prelúdio, 1956) - Vadico e Marino Pinto - Intérprete: Trio Nagô

Quem duvidar que duvide
A saudade em meu peito reside
Sem querer fui querer
Novamente


Já fiz tanta oração
Ao Senhor eu pedi
Proteção, inutilmente
Eu rezei minha prece
Saudade vai e me esquece

O canto da ema




Jackson do Pandeiro
O canto da ema (batuque, 1956) - Aires Viana, A. Cavalcanti e João do Vale - Intérprete: Jackson do Pandeiro
Int.: (G F/G C/G)

       C7/9           D7/9  G
A ema gemeu no tronco do juremau (2x)
 F/G     C/G      C
Foi um sinal bem triste, morena
 F/G      C/G  G
Fiquei a imaginar
 F/G        C/G     G
Será que é o nosso amor, morena
 F/G    C/G   G
Que vai se acabar?
         Gm7         C7/9        Fm7
Você bem sabe, que a ema quando canta
         Bb7/9       Eb7/9    Ab7+      Am7 D7/9+
Traz no meio do seu canto um bocado de azar
          G      Am7            Bm7
Eu tenho medo, morena, eu tenho medo
       C        A/C#
Pois acho que é muito cedo
          D7/9  G
Pra essa amor acabar
            Cm7  F7   A/B
Vem morena, vem, vem, vem
     Em7   Am7  D7/9 G
Me beijar, me beijar
            Cm7 F   A/B
Dá um beijo, dá um beijo
          Em7/9 Am7 D7/9 G
Pra esse medo se acabar

Neste mesmo lugar



"Neste Mesmo Lugar" é um samba-canção feito sob medida para quem curte uma "dor-de-cotovelo". Sofrida, mas sem exageros melodramáticos, a composição descreve uma cena que acontece num determinado bar, onde o (a) protagonista havia iniciado um romance, e ao qual retorna, desiludido (a), para relembrar o caso desfeito.

Neste mesmo lugar (samba-canção, 1956) - Armando Cavalcanti e Klecius Caldas - Interpretação: Dalva de Oliveira
G 
 
  D4/7/9  Aº  E9            Am 
Aqui,        neste mesmo lugar, 
       G9      C9         G9 
Neste mesmo lugar de nós dois, 
   C#m7            F#7/4  F#7 
Jamais poderia pensar 
           Bm7     D       Dm/F  E7 
Que eu voltasse sozinho depois. 
   Am    Am/G                B7    B7/F# 
O mesmo garçom se a-(fá#)proxima, 
   Em9      A7/9   Em9 
Parece que nada mudou, 
   A7/9         Em9       A7/9 
Mas qualquer coisa não rima 
       D4/7/9  D7           D7/4   D7 
Com o tempo    feliz que passou. 
 Am7          D7/9- 
E numa ironia cruel 
    G9      C9       G9 
Alguém começou a cantar 
    C#m7             F#7 
O samba-canção de Noel, 
     Bm7                Dm7 
Que viu nosso amor começar. 
    C7M    F#º     Aº         F#º  D#º 
Só falta agora  a porta se abrir 
  A#º     C9     Am7       D7/9 
E ela ao lado de outro chegar 
       C9     G7/F         E7 
E por mim passar sem me olhar. 
    C7M    F#º     Aº         F#º  D#º 
Só falta agora  a porta se abrir 
  A#º     C9     Am7       D7/9 
E ela ao lado de outro chegar 
       C9     G9 
E por mim passar. 

Mulata assanhada

Elizeth Cardoso
Um pouco antes de Ary Barroso e Luiz Peixoto lançarem "É luxo só", Ataulfo Alves estreava "Mulata Assanhada". De comum entre as duas canções, o propósito de exaltar a figura exuberante da mulata sambista, encontrando ambas sua intérprete ideal em Elizeth Cardoso, a personificação perfeita da homenageada.

Mas, sem demérito para "É Luxo Só", a "Mulata Assanhada" alcançou maior sucesso, talvez porque seja mais fácil de cantar, com sua melodia limitada a uma só oitava: "Ó mulata assanhada / que passa com graça / fazendo pirraça / fingindo inocente / tirando o sossego da gente". Da mesma safra deste samba é a autobiográfica "Meus Tempos de Criança", em que Ataulfo apresenta seu antológico verso "eu era feliz e não sabia".

Mulata assanhada (samba, 1956) - Ataulfo Alves - Intérprete: Elizeth Cardoso

"Elizete, A Exclusiva", Som, SOLP-40065 1962 -

G -------------------D7
Ô mulata assanhada / Que passa com graça
-----------------G-------------------------- D7
Fazendo pirraça / Fingindo inocente
-----------------------------G
Tirando o sossego da gente

---------E------------ Am --------D7 ------------G
Ô mulata se eu pudesse/ E se meu dinheiro desse
-----------------------D7 ------------------------------G
Eu te dava sem pensar / Este céu, esta terra, este mar
----------------------A7 ------------D7-------- G
Ela finge que não sabe que tem feitiço no olhar

------------E--------------- Am-------- D7------------ G
Ai meu Deus, que bom seria / Se voltasse a escravidão
--------------------------D7------------------------- G
Eu comprava essa mulata e prendia no meu coração
------------------A7------------- D7 --------G
E depois a pretoria é que resolvia a questão



Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Molambo




Meira (Jayme Florence)
Molambo (samba-canção, 1956) - Meira (Jayme Florence) e Augusto Mesquita - Intérprete: Cauby Peixoto
Dm                Fm    G7 
Eu sei que vocês vão dizer 
               C7M      Dm        Em  A7 
Que é tudo mentira, que não pode ser 
                  Dm              D7    G7 
Porque depois de tudo que ela me fez 
             Gm7                   A7 
Eu jamais deveria aceitá-la outra vez  
 
     Dm                 E7 
Bem sei que assim procedendo 
                  Am              B7 
Me exponho ao desprezo de todos vocês 
    E         Db7      Gbm      B7 
Lamento, mas fiquem sabendo 
          E                G7     
Que ela voltou e comigo ficou 
 
   Dm                 Fm     G7 
Ficou pra matar a saudade 
             C7M       Dm         Em   A7 
A tremenda saudade que não me deixou 
                  Dm                 D7   G7 
Que não me deu sossêgo um momento sequer 
                   Gm7          A7 
Desde o dia em que ela me abandonou    
 
   Dm                       Fm 
Ficou pra impedir que a loucura 
           Em                  A7 
Fizesse de mim um molambo qualquer 
   Dm                 G7 
Ficou desta vez para sempre 
          C 
Se Deus quiser 

Meus tempos de criança

Meus tempos de criança (samba, 1956) - Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Meus tempos de criança / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Intérprete) / Pastoras (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Sinter, 1951-1956 / Nº Álbum 500 / Gênero musical: Samba /

Am        E7           Am    G7
Eu daria tudo que eu tivesse
                           C
Pra voltar aos dias de criança
F              E7               A
Eu não sei prá que que a gente cresce
F                           E7
Se não sai da gente essa lembrança
Am           E7          Am
Aos domingos missa na matriz
G7                        C
Da cidadezinha onde eu nasci
F           E7            A
Ai meu Deus eu era tão feliz
F          E         Am
No meu pequenino Miraí
E7                     Am
Que saudade da professorinha
G7                  C
Que me ensinou o be-a-bá
F        E7      A
Onde andará Mariazinha
F                          E7
Meu primeiro amor onde andará
E7                  Am
Eu igual a toda meninada
G           G7         C
Quantas travessuras eu fazia
F          E7           A
Jogo de botões pela calçada
F        E7          Am
Eu era feliz e não sabia
F        E7          A7+
Eu era feliz e não sabia

Meu vício é você




Nelson Gonçalves
Meu vício é você (samba, 1956) - Adelino Moreira

Título da música: Meu vício é você / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801517 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1955 / Lado A / Disco 78 rpm.

(D)  (A7)       D     A7       D
   Boneca de trapo, pedaço da vida
                    B7         Em
Que vive perdida no mundo a rolar
           A7                             
Farrapo de gente, que inconsciente
                                   D
Peca só por prazer, vive para pecar
  A7          D         A7       D
Boneca eu te quero, com todo pecado
            B7                  Em
Com todos os vícios, com tudo afinal
                                 D
Eu quero esse corpo que a plebe deseja
  B7        Em     A7         D
Embora ele seja prenúncio do mal
  F#7    Bm                 Em
Boneca noturna que gosta da lua
              F#7               Bm
Que é fã das estrelas e adora o luar
                                 F#m
Que sai pela noite e amanhece na rua
              G7                 F#7
E há muito não sabe o que é luz solar
        Bm                     Em
Boneca vadia de manhas e artifícios
            F#7                Bm
Eu quero pra mim seu amor só porque
   B7        Em      A7        Bm
Aceito seus erros, pecados e vícios
  Em           Bm        F#       (Bm)  (F#)  (Bm)
Porque na minha vida meu vício é você

Mentindo




Ângela Maria
Mentindo (tango, 1956) - Eduardo Patané e Lourival Faissal - Intérptete: Ângela Maria

Sim, eu sou feliz / Sem amar ninguém
Sim, desejo rir, brincar, sonhar, cantar, sorrir
Nada pode me impedir

Eu amei alguém / Que me fez sofrer
E pra nunca mais chorar deixei de amar
E assim, hoje eu vivo a cantar

Quem teve um amor
E esse amor não conseguiu esquecer
Não, não pode entender por que sorrindo
Hoje eu vivo a cantar

Quem amou alguém
E passou por tudo quanto eu passei,
Ao ouvir há de ver que estou mentindo,
Talvez chore a cantar / Ah, feliz

Maracangalha


Zezinho, grande amigo de Dorival Caymmi, falava muito em Maracangalha. Quando não tinha um bom pretexto para sair de casa, dizia pra mulher: "Eu vou pra Maracangalha".

Maracangalha era um lugarejo onde havia uma usina de açúcar, a Cinco Rios, em que Zezinho fazia negócios em 1955, Caymmi estava em casa, na rua Cesário Mota Júnior, em São Paulo, pintando um auto-retrato quando de repente veio-lhe à lembrança a frase de Zezinho.

"Daí" - conta o compositor - "comecei a cantarolar a música e letra nascendo ao mesmo tempo: ‘Eu vou pra Maracangalha, eu vou / eu vou de liforme (uniforme) branco, eu vou / eu vou de chapéu de palha, eu vou...'; estava bom, eu estava gostando. Então continuei e quando cheguei à parte que diz ‘Eu vou convidar Anália', uma vizinha, dona Cenira, perguntou lá de sua janela para a minha mulher: - ‘Dona Stela, o que é que seu Dorival está cantando aí, tão bonitinho?' E Stela: - ‘Caymmi, dona Cenira quer saber o que é que você está cantando'. Respondi: ‘Estou fazendo uma música que fala de um sujeito, que sai de casa feliz para se divertir. Ele vai pra Maracangalha, vai convidar Anália...' ao que interrompeu a vizinha:

‘E por que o senhor não põe Cenira, em lugar de Anália?' Aí não dava mais pé. – ‘Fica pra outra vez, dona Cenira...', eu lhe disse, me desculpando".

Assim nasceu "Maracangalha", sem maiores pretensões, de uma só vez, ao contrário de outras composições de Caymmi em que ele passa meses, às vezes anos, burilando, aperfeiçoando. Nasceu e ficou guardada até o ano seguinte, quando o compositor voltou para o Rio e gravou-a na Odeon, com extraordinário sucesso, que se estendeu ao carnaval, para a sua surpresa.

Maracangalha (samba, 1956) - Dorival Caymmi

Disco 78 rpm / Título: Maracangalha / Autoria: Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Compositor) / Caymmi, Dorival (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1956 / Nº Álbum 14075 / Lado A / Gênero musical: Samba /
D7+            B7/9-    E7/9
    Eu vou pra Maracangalha eu vou
        A7/13                    D7+    A7/13
    Eu vou de uniforme branco eu vou
       D7+              B7/9-    E7/9
    Eu vou de chapéu de palha eu vou
       A7/13                  D7+  
    Eu vou convidar Anália eu vou
2x      G7+              C7/9      F#7/13 B7/-9
    Se Anália não quiser ir eu vou só
            E7/9  A7/13    D7+   
    Eu vou só       eu vou só
        G7+              C7/9      F#7/13   B7/-9
    Se Anália não quiser ir eu vou só
           E7/9  
    Eu vou só   eu vou só
         A7/13        D7+    A7/13
    Sem Anália mas eu vo...oo oou

D7+        E7/9          A7/13       D7+      A7/13 
Paparara(2x) Paparara(2x) Paparara(2x) Papararapapa
D7+        E7/9          A7/13       D7+      A7/13 
Paparara(2x) Paparara(2x) Paparara(2x)Papararapapa  

   D7+                      E7/9  
Eu vou pra Maracangalha, eu vou pra Maracangalha,
   A7/13                              D7+
Eu vou pra Mara, pra Mara, pra Maracangalha,
       A7/13
Maracangalha!
   D7+                      E7/9  
Eu vou pra Maracangalha, eu vou pra Maracangalha,
   A7/13                              D7+
Eu vou pra Mara, pra Mara, pra Maracangalha,
       A7/13
Maracangalha!


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Iracema



Iracema (samba, 1956) - Adoniran Barbosa - Interpretação: Demônios da Garoa
Tom: D#  

Cm      G7                    Cm 
Iracema,  eu nunca mais eu te vi 
  Gm7/5-              C7        Fm 
Iracema, meu grande amor, foi embora 
Dm7/5- G7             Cm 
Chorei,  eu chorei de dor porque 
  D7/A   Ab7          G7       Cm     G7 
Iracema, meu grande amor foi você 
 
   Cm   G7                Cm 
Iracema,  eu sempre te dizia 
  Gm7/5-            C7        Fm 
Cuidado pra atravessar essas ruas 
     Dm7/5-      G7          Cm 
Eu falava, mas você não me escutava não 
   D7/A    Ab7        G7        Cm 
Iracema, você atravessou contramão 
 
  G7                   Cm 
E hoje ela vive lá no céu 
      G7                            Cm 
E ela vive bem juntinho do nosso senhor 
       Fm 
De lembrança guardo somente 
      Cm 
Suas meias, seus sapatos 
   D7/A  Ab7   G7          Cm 
Iracema, eu perdi o seu retrato 
 
Declamação: 
 
Iracema, faltava 20 dias pro nosso casamento, 
Que nóis ia se casá 
E você atravessô a rua São João com a Consolação 
E vem um carro, te pega e te pincha no chão 
O chofer não teve culpa, Iracema 
Atravessou contramão, paciênça...

Foi a noite

Tom Jobim
De produção anterior à grande fase da parceria com Vinícius de Moraes, "Foi a Noite" é uma das mais conhecidas composições do início da carreira de Tom Jobim. Sylvia Telles, sua lançadora - na época também uma iniciante - seria tempos depois a única profissional a tomar parte no primeiro espetáculo de bossa nova, realizado por vários amadores no Grupo Universitário Hebraico do Brasil no bairro carioca do Flamengo.

Originalmente editada em 78 rpm, a gravação de Sylvinha, acompanhada pela orquestra de Jobim, foi em 1957 incluída no primeiro elepê da cantora, intitulado Carícia. Num arranjo de Tom, para orquestra de cordas, trompa e uma sessão de palhetas, sob a regência de Leo Peracchi, tanto a melodia como a interpretação de Sylvia Telles provocaram uma impressão tão forte, que o então novo diretor artístico da Odeon, Aloysio de Oliveira, hesitou em rotulá-la como samba-canção.

Ele próprio declarou (em texto publicado num folheto que acompanha a coleção de discos "Bossa Nova, sua História, sua Gente" da Philips): "A gravação havia sido preparada pela direção anterior.(...) Entrei no estúdio ignorando a música, o arranjo e a intérprete.(...) O impacto que tive é até hoje indescritível. A construção melódica era uma coisa inteiramente nova dentro dos padrões brasileiros. O arranjo simples, impecável, fornecia uma seqüência harmônica que enaltecia a melodia de um modo incomum. A interpretação era genial. Sylvia Telles conseguia com sua voz rouca e suave penetrar dentro da gente e mexer com todas as nossas emoções. Bem, eu estava definitivamente diante de uma coisa que não esperava encontrar. Era a bossa nova na sua maior expressão".

Realmente, há até alguns entusiastas desta gravação que a consideram o marco inaugural da bossa nova. Não o era, porém: faltava a cota de participação de João Gilberto. Nos anos seguintes, "Foi a Noite" teria sucessivas gravações (Cauby Peixoto, Helena de Lima, Almir Ribeiro, Tito Madi, Agostinho dos Santos e Carlos José), permanecendo como símbolo daquela era de reformulação de nossa música popular.

Foi a noite (samba-canção, 1956) - Tom Jobim e Newton Mendonça - Interpretação: Sylvia Telles




A7+     Bm7    E7                 A7+  Gb7
Foi a noite . . . . . foi o mar, eu sei
      Bm7     E7                   A7+
Foi a lua, . . . . . que me fez pensar

      Abm7    Db7        Gbm7
Que você me queria outra vez
      Bm7      E5 /9-    Dbm7  Gb7
E que ainda gostava de mim

      Bm7    E7                 A7+  Gb7
De ilusão, . . . . . eu vivi talvez
     Bm7             Em     A7
Foi amor, por você, bem sei

     D7+                Dm7
A saudade aumenta com a distância
        Dbm7              Gbm7
E a ilusão é feita de esperança
      Bm7               E5 /9-
Foi a noite, foi o mar, eu sei
      A7+
Foi você . . . . .

Fala Mangueira



Ângela Maria
Fala Mangueira (samba/carnaval, 1956) - Mirabeau e Mílton de Oliveira - Intérprete: Ângela Maria

--------------Dm---- A7
Fala Mangueira, fala,
--------------Bb7------------ A7 ------Dm
Mostra a força da sua tradição
----------------------C7
Com licença da Portela, favela
---------Bb7 -----------A7 -----Gm
Mangueira mora no meu coração (bis)

-----------------------Dm ------------------------A7
Suas cabrochas gingando, seus tamborins repicando
------------D7 ------G7 ------------------------Dm ----A7
É monumental. /----- Estou falando da Mangueira
----------------------------Dm
A velha Mangueira tradicional

Exaltação à Mangueira

Desde a década de 1920, o Morro de Mangueira é motivo de inspiração de muitas composições, graças, principalmente, ao seu prestígio como importante reduto do samba.

Uma dessas composições é "Exaltação à Mangueira", uma sincera homenagem dos mangueirenses Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa, que se tornou uma espécie de hino informal da verde-e-rosa: "Mangueira, o teu cenário é uma beleza / que a natureza criou... ô... ô! / o morro com seus barracões de zinco / quando amanhece, que esplendor...".

Moradores de Mangueira por toda a vida, trabalhadores da cerâmica ali existente, Aloísio e Enéas fizeram este samba (a ideia foi de Enéas) num intervalo de almoço, conforme depoimento do primeiro ao pesquisador Arthur L. de Oliveira (publicado no jornal A Voz do Morro, em fevereiro de 96).

Detalhe curioso relembrado por Aloísio: "A princípio, a gente fez os versos 'todo mundo te conhece até no interior / não é bafo de boca / nem mania, não senhor'. Mas o presidente da Mangueira, Hermes Rodrigues, reclamou: 'Desse jeito não tá legal'. Então ficou assim: 'Todo mundo te conhece ao longe / pelo som de teus tamborins / e o rufar do teu tambor...". "Exaltação à Mangueira" foi lançada por outro mangueirense de coração, o cantor Jamelão, para o carnaval de 56.

Exaltação à Mangueira (samba/carnaval, 1956) - Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa - Intérprete: Jamelão





Mangueira teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou, ô...ô...

O morro com teus barracões de zinco,
Quando amanhece, que esplendor,
Todo o mundo te conhece ao longe,
Pelo som teus tamborins
E o rufar do teu tambor, Chegou, ô... ô...
A mangueira chegou, ô... ô...

Ó Mangueira, teu passado de glória,
Ficou gravado na história,
É verde-Rosa a cor da tua bandeira,
Pra mostrar a essa gente,
Que o samba, é lá em Mangueira !

Dolores Sierra

Nelson Gonçalves
Dolores Sierra (samba-canção, 1956) - Jorge de Castro e Wilson Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Dolores Sierra / Autoria: Castro, Jorge de (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Fafá Lemos (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1956 / Nº Álbum 801642 / Gênero: Samba canção /

------------C ------------Db0
Dolores Sierra / Vive em Barcelona
----------------Dm ---A7 ---Dm ------------G7
Na beira do cais /---------- Não tem castanholas
-------------------------C
E faz companhia a quem lhe der mais

---B7 ---------------Em---------------- A7
Nasceu em Salamanca / Seu pai lavrador
-----------------Dm--- A7 ---Dm--------------- D7
Veio a maioridade / ---------Como quem nasce na roça
-------------------------Dm7------- G7
Tem sempre a ilusão /----- De viver na cidade

---------------C ------------Db0 ----Dm ---A7
Sua mãe chorou / No dia em que ela partiu
Dm---------------- G7
Para conhecer Dom Pedrito / Que prometeu
--------------E7 -----C7-------------------- F----- Gb0
E não cumpriu / --------Com frio e com sede
---------C--- Bb7-------- A7 ----------------Dm
Só na sarjeta /------- Sorriu para um homem
---------D7---------------- G7 -------C7
E ganhou a primeira peseta

-------------F------- Gb0
O navio apitou / Paguei a despesa
--------------C --Bb7-- A7
E a história se encerra
-------------Dm------- G7
Adeus Barcelona, adeus
-----------C--- Ab--- C
Adeus Dolores Sierra

Conceição

Cauby Peixoto - 1958
A personagem "Conceição" era uma jovem que "Vivia no morro a sonhar com coisas que o morro não tem". Então, "Lá em cima apareceu alguém que lhe disse a sorrir, que descendo à cidade ela iria subir". Resultado. Conceição desceu o morro, mudou de nome, trilhou caminhos estranhos e agora "Daria um milhão para ser outra vez Conceição".

Desenvolvendo de forma pitoresca ("Se subiu / ninguém sabe, ninguém viu") um tema que já havia inspirado outras canções, o letrista Jair Amorim e o melodista Dunga (Valdemar de Abreu) criariam um retumbante sucesso, o maior de 1956. Uma parte desse sucesso deve ser creditada ao cantor Cauby Peixoto, então no auge da fama, que tornou "Conceição" a peça mais característica de seu estilo.

Conceição (samba-canção, 1956) - Jair Amorim e Dunga - Interpretação: Cauby Peixoto




Tom: C
C Am   Dm
Conceição
        G7
Eu me lembro muito bem
Am                 Dm
Vivia no morro a sonhar
      G7                    C7+ Am
Com coisas que o morro não tem
      Dm
Foi então
           G7       C   E7
Que lá em cima apareceu
  Am                     Em
Alguém que lhe disse a sorrir
                   B7             G7
Que, descendo à cidade, ela iria subir
     Dm
Se subiu
         G7            C
Ninguém sabe, ninguém viu
      Am               Dm
Pois hoje o seu nome mudou
      G7              A7
E estranhos caminhos pisou
       Dm
Só eu sei
       Fm                C    E7
Que tentando a subida, desceu
   Am             Dm
E agora daria um milhão
      G7        
Para ser outra vez
     C    G# C
Conceição

Comida de pensão




Comida de Pensão (xote, 1956) - Francisco A. Balbi e Miguel Miranda - Intérprete: Ivon Curi

Pra fazer economia / Eu fui morar numa pensão
Onde a bóia todo dia / Era só feijão, feijão

Durante a semana inteira / Eu com o coração na mão
Vinham as compras lá da feira / Porção de cestas só de feijão

Feijão preto com quiabo / Mulatinho com chuchu
Nunca vi sopa de nabo / Só farofa com tutu

Domingos e feriados / Variava a refeição
Vinham ovos estrelados / Carne seca no feijão

Feijão, feijão, feijão / Era só feijão, feijão (bis)

De segunda a sexta feira / Eu sempre mal com indigestão
Se me queixava à cozinheira / Me dava um chá, chá de feijão

Mas eu pensando que era vivo / Chamava a dona da pensão
Dona Olga um aperitivo / Vinha batida de feijão

Reclamar com a Teresa / Não adiantava não
Pois até na sobremesa / Vinha doce de feijão

Domingos e feriados / Variava a refeição
Vinham ovos estrelados / Carne seca no feijão

Feijão, feijão, feijão / Era só feijão, feijão (bis)

Maionese de feijão / Ou refresco de feijão
Sanduíche de feijão / Feijão, feijão
Ah, feijão

A voz do morro

Zé Keti
Cantada pela primeira vez na quadra da União de Vaz Lobo, escola a que Zé Keti pertencia na ocasião, "A Voz do Morro" se tornaria o seu primeiro sucesso. Para isso, contribuiu sua inclusão na trilha musical do filme "Rio 40 Graus" e, posteriormente, sua adoção como prefixo do programa de televisão "Noite de Gala".

Ufanista a seu modo, "A Voz do Morro" faz a exaltação do samba através de versos como: "Eu sou o samba / a voz do morro sou eu mesmo, sim senhor l quero mostrar ao mundo que tenho valor / eu sou a voz do terreiro...".

A voz do morro (samba, 1956) - Zé Keti - Interpretação: Zé Keti




Tom: A  

Int.: A7+ D7+ Bm7 E7/9 A7+

A7+        D#m5-/7
Eu sou o samba
Dm7                    C#m7
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Cº                      Bm
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
E7                 A7+
Eu sou o rei do terreiro
          D#m5-/7
Eu sou o samba
Dm                     C#m7
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Cº                    Bm
Sou eu quem levo a alegria
       Dm7          E7       A7+
Para milhões de corações brasileiros
         D#m5-/7   Dm7   C#m7
Salve o samba, queremos samba
Cº           Bm        E7      A7+
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
         D#m5-/7  Dm7    C#m7
Salve o samba, queremos samba
Cº      Bm           E7     A7+
Essa melodia de um Brasil feliz

Tiradentes

Mano Décio da Viola
"Tiradentes" foi o primeiro samba-enredo a ultrapassar os limites das escolas de samba e alcançar a consagração popular. Já houvera outros anteriormente, mais ou menos conhecidos, porém nenhum deles possuía, como "Tiradentes", características de samba-enredo só fixadas nos anos cinqüenta.

Cantado pela Império Serrano no carnaval de 1949, "Tiradentes" esperou seis anos para chegar ao disco e só o conseguiu quando o cantor Roberto Silva, conhecendo-o através de Mano Décio da Viola, resolveu gravá-lo.

E é Mano Décio que, em depoimento a Sérgio Cabral (para a coleção "História das Escolas de Samba"), conta como fez o samba: "Logo no meu primeiro ano (na Império Serrano), eu e o Silas de Oliveira fizemos um samba para o enredo "Tiradentes", que não foi aceito. Fizemos três sambas e nenhum foi aceito. Aí, num domingo, sonhei que estava cantando uma música...".

Esta música viria a ser a primeira parte de "Tiradentes", à qual, no dia seguinte, Mano Décio acrescentou uma segunda com a ajuda do compadre Penteado. "Ele tinha um samba com a primeira parte fraca" - conclui o compositor - "mas uma segunda muito boa que aproveitamos". "Tiradentes" tem seu ponto alto na primeira parte, em que ressalta por duas vezes a presença do acorde de subdominante menor, dando à composição um certo tom de dramaticidade.

Tiradentes (samba-enredo, 1955) - Mano Décio da Viola, Estanislau Silva e Penteado - Interpretação: Roberto Silva




Tom: D  

D            Gm7  C7/9   Em7           A7  D    G7+   D
   Joaquim José               da Silva Xavier
         B7      Em7
Morreu a vinte e um de abril
E7                 Em7        A7
Pela independência do Brasil
       D   D7+          Bb7/13      Bb7   Em7
Foi traído     e não traiu jamais
         A7        D             G7
A Inconfidência de Minas Gerais
       D   D7+          Bb7/13      Bb7   Em7
Foi traído     e não traiu jamais
         A7        D
A Inconfidência de Minas Gerais
Em7       B7/9- Em7       A7
Joaquim José da Silva Xavier
      D       G7  D      A7/13
Era o nome de Tiradentes
D   Bm7       Em7  A7 Em7  A6/9       F#m7   Em7
Foi    sacrifica...do pela nossa liberda.....de
D7+  F#m7     Em7
Este grande herói
    G7           Em7 A7 D7+
Pra sempre há de ser lembrado

Tem nego bebo aí



Tem nego bebo aí (marcha/carnaval, 1955) - Mirabeau e Aírton Amorim - Intérprete: Carmen Costa
Dm 
Foi numa casca de banana que pisei, pisei 
            D7        Gm 
Escorreguei,  quase caí 
                           Dm 
Mas a turma lá de trás gritou, chi ... 
               A7                Dm 
Tem nêgo bêbo aí, tem nêgo bêbo aí. 

          Dm 
Foi numa casca de banana que pisei, pisei 
            D7        Gm 
Escorreguei,  quase caí 
                           Dm 
Mas a turma lá de trás gritou, chi ... 
               A7                Dm 
Tem nêgo bêbo aí, tem nêgo bêbo aí. 

      A7 
Se a gente está no bonde 
    Dm 
Ou mesmo no lotação 
   D7 
Falando um pouco alto 
   Gm 
É falta de educação 

Se entra no boteco 
                Dm 
Para tomar um parati, chi ... 
               A7                Dm 
Tem nêgo bêbo aí, tem nêgo bêbo aí .... 

Saudosa maloca

O cunho descritivo e a reprodução perfeita dos linguajares caipira e paulistano italianado, próprios dos ambientes em que viveu Adoniran Barbosa, são as características básicas do estilo que o tornou o compositor mais popular da cidade de São Paulo. Sem dúvida, essas características já aparecem em seu primeiro sucesso nacional, o samba "Saudosa Maloca", que narra o episódio da demolição de uma "casa véia", refúgio de um grupo de desvalidos, para a construção de um "arto" edifício.

Espontâneo, espirituoso, personagem ele mesmo de alguns de seus sambas, Adoniran (que foi grande comediante de rádio, destacando-se como o personagem Charutinho, no programa "História das Malocas") é um dos melhores intérpretes de sua obra, só igualado, talvez, pelos Demônios da Garoa, que popularizaram "Saudosa Maloca". Aliás, esta composição já havia sido gravada por Adoniran, com o título de "Saudade da Maloca", quando o pessoal do conjunto a conheceu nos sets de filmagem de "O Cangaceiro". Na ocasião, Adoniran fazia uma ponta no filme, enquanto os Demônios formavam o coro dos cangaceiros.

Saudosa maloca (samba, 1955) - Adoniran Barbosa - Intérprete: Demônios da Garoa




(intro) Dm Am B7 E7 A7 Dm Am B7 E7 Am E7
                     Am
Se o sinhõ não tá lembrado
    Bm7(b5) E7(b9)  Am7(9)
Dá licença de contá
 Em7(b5)
Que aqui onde agora está
 Em7(b5)        A7
Esse edifício arto
              Em7(b5)
Era uma casa véia
    A7             Dm
Um palacete assobradado
Foi aqui seu moço,que eu
                Am
Mato Grosso eo Joca
       B7           E7
Construímos nossa maloca
        Em7(b5)
Mais um dia
          A7          Dm
Nóis nem pode se alembrá
                          Am
Veio os homes com as ferramentas
         E7       Am
O dono mandô derruba
   Bm7(b5) E7(b9)      Am
Peguemo todas nossas coisas
                    A7
E fumos pro meio da rua
               Dm
Preciá a demolição
                           Am
Que tristeza que nois sentia
                  B7
Cada tábua que caía
             E7
Duia no coração
                    Dm
Mato grosso quis gritá
    Bm5-/7         Am
Mas em cima eu falei
                 A7
Os home tá coa razão
                      Dm
Nois arranjá outro lugá
                 Bm5-/7
Só se conformemos
                 Am
Quando o Jocá falou
          B7                   E7
Deus dá o frio conforme o cobertô
                    Dm                    Am
E hoje nois peça a páia nas gramas do jardim
           B7         E7       Am
E pra esquecê nois cantemos assim

(refrão 3x)
          Dm               Am
Saudosa Maloca, maloca querida
                    B7               E7          Am
Di de donde nóis passemos os dias feliz da nossa vida

(intro)

Joque as casca pra lá...
Jogue as casca pra lá...

Samba fantástico




Jorge Goulart
Samba fantástico (samba, 1955) - José Toledo, Jean Manzon e Leônidas Autuori - Intérprete: Jorge Goulart

Ninguém só a seu coração / Sua canção pode contar
Que tem o que dizer / Não cala a sua voz
Em solidão

Por que o mundo fala / Um poema de ninguém também?
De quem? / Ouvir uma canção que diz feliz
Feliz quem tem, quem viu?

Quem viu / Um barco sobre o mar
Mar a quebrar / Peito a gemer?
Quem viu / A chuva sobre a serra
Abençoando a plantação?

Enfim / Quem viu da terra
Uma renda fraternal subir / Ouviu no ar esta canção
Um coral que vai sonhar / Quem viu?

Samba do Arnesto




Samba do Arnesto (samba, 1955) - Adoniran Barbosa e Alocin - Intérprete: Demônios da Garoa

Intro:G7 
      C              G7 
  O Arnesto nos convidô 
      C                  G7 
  Prum samba, ele mora no Brás 
      C          A7             Dm    G7 
  Nóis fumo e não encontremos ninguém 
 A7      Dm        G7         C 
  Nóis vortemo cuma baita duma reiva 
 A7         D7  G7           C     G7 
  Da outra veiz, nóis num vai mais 
  
     C              G7 
  O Arnesto nos convidô 
      C                  G7 
  Prum samba, ele mora no Brás 
      C          A7             Dm    G7 
  Nóis fumo e não encontremos ninguém 
 A7      Dm        G7         C 
  Nóis vortemo cuma baita duma reiva 
 A7         D7  G7           C 
  Da outra veiz, nóis num vai mais 
                  G7/5+ 
  Nóis não semos tatu 
   
       Dm                     A7 
  Outro dia encontremo com o Arnesto 
              Dm 
  Que pidiu descurpa 
      G7           C 
  Mais nóis não aceitemos 
 C7          F 
  Isso não se faz, Arnesto 
 Fm            C 
  Nóis não se importa 
 A7          D7 
  Mais você devia  
                  G7      C      C7 
  Ter deixado um recado na porta 
  
 F     Fm 
  Cais, cais, cais 
 C            
  Cais, cais, cais 
 A7          D7 
  Da da ri ru ru 
             G7 
  Da da ri ru ru 
             C    C7 
  Da da ri ru ru 
  
 F     Fm 
  Cais, cais, cais 
 C            
  Cais, cais, cais 
 A7          D7 
  Da da ri ru ru 
             G7 
  Da da ri ru ru 
             C 
  Da da ri ru ru 
                  G7/5+ 
  Nóis não semos tatu  

Ressaca




Ressaca (marcha/carnaval, 1955) - Zé da Zilda e Zilda do Zé - Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé

Tá todo mundo de ressaca,
Ressaca, ressaca, ressaca,
Ninguém agüenta mais,
Eu vou mandar parar,
Vai todo mundo, pra casa curar.


Tá todo mundo de ressaca,
Ressaca, ressaca, ressaca,
Ninguém agüenta mais,
Eu vou mandar parar,
Vai todo mundo, pra casa curar.

Recordar




Gilberto Alves
Recordar (samba/carnaval, 1955) - Aldacir Louro, A. Marins e Macedo - Intérprete: Gilberto Alves


E ------C#7--- F#m
Re.....cor......dar é viver
------B7---------------------- E---- B7
Eu ontem sonhei com você,
E------ C#7--- F#m
Re....cor......dar é viver,
------B7 ---------------------E -----B7
Eu ontem sonhei com você.

A-------- B7 ----
Eu sonhei,
--------E---- C#m
Meu grande amor,
----------------- --F#m ----
Que você foi embora,
B7------ ----- E------------ B7
E nunca mais voltou, meu amor.

Pois é

Ataulfo Alves
Ausente das paradas de sucesso desde 1952, quando lançou "Fim de Comédia", Ataulfo Alves voltou a se destacar em 55 com "Pois É". Bem a seu estilo, este samba trata de uma certa morena que, endeusada por falsos amigos, resolve abandonar o parceiro.

Procurando faturar em cima do sucesso de "Pois É", o compositor Mirabeau Pinheiro escreveu um samba-resposta intitulado "A Morena Sou Eu", que Ataulfo contestou com "Eu Nada Lhe Perguntei". Na verdade, Mirabeau andava meio desgostoso com Ataulfo, à época presidente da União Brasileira de Compositores, que o havia repreendido por questões de direito autoral.

Mirabeau vivia na sede da UBC reclamando, achando pouco os rendimentos que recebia por suas músicas. Mas a polêmica se encerrou em seguida, com "Arria a Trouxa no Chão", de Mirabeau, que Ataulfo não respondeu. Meses depois os dois voltaram às boas, atuando como pacificador o radialista Paulo Roberto.

Pois é (samba, 1955) - Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Pois é... / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Intérprete) / Pastoras (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Sinter, 1951-1955 / Nº Álbum 403 / Gênero musical: Samba /

Pois é
Falaram tanto
Que desta vez
A morena foi embora
Disseram que ela era a maioral
Que eu é quem não soube aproveitar
Endeusaram a morena tanto, tanto
Que ela resolveu me abandonar

A maldade nessa gente é uma arte
Tanto fizeram que houve a separação
Ai, ai, ai
Mulher a gente encontra em toda parte
Mas não se encontra a mulher
Que a gente tem no coração



Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

O menino da porteira

Teddy Vieira
Um dos maiores compositores da música caipira, Teddy Vieira teria em "O Menino da Porteira" o seu primeiro grande sucesso. Cantada em como manda a tradição do gênero, a composição foi gravada pelo por Luisinho (Luís Raimundo) em dupla com Limeira (Ivo Raimundo), acompanhados por viola caipira de cinco cordas dobradas, violão e o som de um berrante de chifre de boi.

A letra conta a história de um boiadeiro que sempre presenteava com uma moeda um menino que lhe abria a porteira para dar passagem ao gado e sempre queria ouvir o berrante. Tempos depois o menino é morto por um boi e o boiadeiro nunca mais volta a tocar o berrante.

Em 1973, "O Menino da Porteira" ressurgiu em gravações de Tião e Pardinho e do ex-cantor da Jovem Guarda Sérgio Reis. O sucesso foi tão grande que Sérgio decidiu utilizar o poema como enredo de um solidificou sua carreira de cantor sertanejo.

O menino da porteira (cururu, 1955) - Teddy Vieira e Luizinho - Intérprete: Tonico e Tinoco




A
Toda vez que eu viajava
                      E
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
                  A
A figura de um menino

Que corria abrir a porteira
                   E
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço
          D     E     A
Que é pra eu ficar ouvindo
       D
Quando a boiada passava
                  E
E a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda
            A
Ele saia pulando
Obrigado boiadeiro
                        E
Que Deus vá lhe acompanhando
Pra aquele sertão afora
        D     E    A    (E A E A E A E A E A)
Meu berrante ia tocando

A
No caminho desta vida
                         E
Muito espinho eu encontrei
Mas nenhum caso mais fundo
                   A
Do que isso que eu passei

Na minha viagem de volta
                      E
Qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada
     D    E        A
O menino não avistei
 D
Apeei do meu cavalo
                        E
Num ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando
                     A
Quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde
                     E
Veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho
        D   E       A  (E A E A E A E A E A)
Foi um boi sem coração
A
Lá pra banda de Ouro Fino
                 E
Levando gado selvagem
Quando passo na porteira
                 A
Até vejo a sua imagem

O seu rangido tão triste
                    E
Mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro
     D     E    A
desejando-me boa viagem
    D
A cruzinha do estradão
                       E
Do meu pensamento não sai
Eu já fiz um juramento
                   A
Que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure
                     E
Que eu precise ir atrás
Nesse pedaço de chão
     D           E     A
Berrante eu não toco mais

( E A E A E A E A E A )

Obsessão




Carmen Costa
Obsessão (samba, 1955) - Mirabeau e Mílton de Oliveira - Intérprete: Carmen Costa

Você roubou meu sossego
Você roubou minha paz
Com você, eu vivo a sofrer
Sem você, vou sofrer muito mais.

Já, não é amor
Já, não é paixão
O que eu sinto por você
É obsessão.

Mora na filosofia




Marlene
Mora na filosofia (samba, 1955) - Monsueto e Arnaldo Passos - Intérprete: Marlene

Gm6             D/F#    Gm6  
Eu... vou lhe dar a decisão
           Cm7         D7       Cm7 
botei na balança... e você não pesou
           Dm7         Cm7      D7  D7/9b 
botei na peneira... e você não passou.

Gm6         Cm7                 D7    D7/9b 
Mora, na filosofia... prá quê rimar
       Gm6 
amor e dor?

D#7            D7     Cm7     D#7  
Se seu corpo ficasse marcado
                      D7
por lábios ou mãos carinhosas
Gm7  Cm7
eu saberia (ora vá mulher)...
Dm7        D7     Gm6
a quantos você pertencia.
    Gm6       D/F#      Gm6
Não vou me preocupar em ver
       Cm7         D7      Gm6
seu caso não é de ver prá crer: tá na cara...

Maria Escandalosa




Maria Escandalosa (marcha/carnaval, 1955) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Dalva de Oliveira
Intro: G D7
 
  (D7/4  D7)                                  G
Maria Escandalosa desde criança sempre deu alteração
    (F G)                                             C
Na escola não dava bola só aprendia o que não era da lição
   D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7         (Am D7)                                G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
(D7/4  D7)                                   G
Maria Escandalosa desde criança sempre deu alteração
    (F G)                                              C
Na escola não dava bola só aprendia o que não era da lição
   D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7        (Am D7)                                 G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
Am           D/C  Bm  Bb7           Am              Bbo   G
Hoje ela não sabe nada            de história e de geografia
Am           D/C    Bm   Em   A7       D7
Mas seu corpo de sereia dá aula de anatomia
  G            (D7/4 D7)                                   G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
Intro
(D7/4  D7)                                  G
Maria Escandalosa desde criança sempre deu alteração
    (F G)                                             C
Na escola não dava bola só aprendia o que não era da lição
   D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7         (Am D7)                                 G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
 D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7         (Am D7)                                 G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
Am           D/C  Bm  Bb7           Am              Bbo   G
Hoje ela não sabe nada            de história e de geografia
Am           D/C    Bm   Em   A7       D7
Mas seu corpo de sereia dá aula de anatomia
  G            (D7/4 D7)                                    G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
 D7/4 D7                                G
Maria é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
 G            (D7/4 D7)                                    G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa