quinta-feira, 18 de maio de 2006

Sentado à beira do caminho



Um motivo musical muito simples, que se repete monotonamente ao longo de três estrofes, entremeadas por um curto refrão. Com esta estrutura a melancólica balada “Sentado À Beira do Caminho” narra a tragédia de um sujeito que, desprezado pela amada, parece serenamente conformado, sem disposição para reagir: “Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim / estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim / meu olhar se perde na poeira dessa estrada triste / onde a tristeza e a saudade de você ainda existe...”

E, apesar de afirmar no refrão “Preciso acabar logo com isto / preciso lembrar que eu existo, eu existo, eu existo”, o personagem permanece inerte, lamentando a solidão, até o final da canção.

Na verdade, “Sentado À Beira do Caminho” é uma metáfora que expõe o desengano de Erasmo Carlos ante o fim do movimento Jovem Guarda e o que isso representa para a sua carreira. Esta composição, de retumbante sucesso na voz do próprio Erasmo, tem na melodia certas semelhanças — não tantas quanto achava a cantora Maysa — com “Vaya con Dios”, uma balada americana dos anos cinqüenta (A Canção no Tempo – Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Sentado à beira do caminho (balada, 1969)- Erasmo Carlos e Roberto Carlos
G             G6          G  G6     Am   D7  Am  D7
Eu não posso mais ficar aqui,     a esperar
        Am         D7           Am    D7   G G6 G G6
que um dia    de repente você volte para mim
G          G6          G     G6                     
vejo    caminhões e carros apressados,a passar por 
Am  D7  Am  D7
mim
         Am     D7             Am                  
estou sentado à beira de um caminho, que não tem 
      G G6  G G6
mais fim.
 
                 
        G G6                 G G6                 
Meu olhar se perde na poeira,       dessa estrada 
     Am  D7  Am  D7
triste
     Am    D7               Am   D7       (G G6)2x 
onde a tristeza e a saudade de você ainda existe
     G        G6               G7+ G6           
Esse sol que queima no meu rosto,        um resto
    Am        D7      Am   D7
 de esperança
      Am            D7     Am         D7            
de ao menos   ver de perto teu olhar,        que eu 
              G   G6 G7
trago na lembrança
 
Refrão
 
C                  D7              G  G7
        Preciso acabar, logo com isso
C                  D7              G         G6 
        Preciso lembrar, que eu existo, eu existo, 
     D7
eu existo...
 
 
         G   G6            G G6                  
Vem a chuva, molha o meu rosto, então eu choro 
 Am  D7  Am  D7
tanto
           Am          D7           Am  D7
minhas lágrimas e os pingos dessa chuva
                        G   G6  G  G6
se confundem com meu pranto.
       G     G6             G   G6                
Olho prá mim mesmo, me procuro,      e não encontro 
 Am  D7  Am  D7
nada
         Am     D7           Am  D7              
sou um pobre   resto de esperança, à beira de uma 
    G      G7  
estrada.
 
Refrão
 
       G       G6                          G  G6 
Carros, caminhões, poeira, estrada, tudo, tudo   se 
             Am  D7  Am  D7
confunde em minha mente
         Am        D7               Am D7          
minha sombra me acompanha e vê que eu, estou 
          G     G6   G  G6
morrendo lentamente
 
     G      G6                   G   G6   
Só você não vê que eu não posso mais       
              Am  D7  Am  D7
ficar aqui, sozinho.
     Am            D7             Am  D7        
Esperando a vida inteira por você,       
                    G  G6  G G7
sentado à beira do caminho.
 
 

Vem quente que eu estou fervendo



Eduardo Araújo
Cantor e compositor, o mineiro Eduardo Araújo é também fazendeiro e criador de gado, como o pai e o irmão Lívio, na cidade de Joaíma (MG). Uma ocasião, ao discutir um impasse numa transação de gado, Lívio, que é muito espirituoso, disse para o comprador: “Para a gente fechar o negócio vou tirar umas tantas cabeças e fazer o preço. Se a proposta lhe convier, pode vir quente que eu estou fervendo.” Imediatamente, Eduardo sentiu que a frase dava música e começou a compor o refrão, deixando a segunda parte para o parceiro Carlos Imperial.

Um letrista razoável, atento aos modismos e com o faro do sucesso, mas, sobretudo, figura de grande importância no processo de Popularização do rock no Brasil — participou de uma infinidade de programas de rádio e televisão e ajudou na iniciação profissional de vários artistas, inclusive Roberto Carlos —, Imperial fez então uma letra rebelde e divertida: “Pode tirar seu time de campo / o meu coração é do tamanho de um trem / iguais a você eu apanhei mais de cem / (...) / mas se você quer brigar / e acha que com isso estou sofrendo / se enganou meu bem / pode vir quente que eu estou fervendo...”.

O “Rei do Rock de Minas”, Eduardo Araújo andava na época afastado das atividades artísticas, morando numa fazenda, depois de ter sido, no início dos anos sessenta, um assíduo convidado de programas das radiose tevês como “Alô Brotos” (Mayrink Veiga), “Hoje É Dia de Rock” (TV Rio) e “Os Brotos Comandam” (TV Continental). Mesmo assim, resolveu retornar para gravar na Odeon o seu primeiro elepê, O bom, que incluiu “Vem Quente que Eu Estou Fervendo”, com a harmonia da primeira parte passando para o modo maior, por sugestão do maestro Peruzzi, a fim de dar, segundo ele, maior peso ao arranjo da banda.

No entanto, foi a gravação de Erasmo Carlos, imediatamente posterior, com um grupo de rock e mantendo a harmonia original, que estourou nas paradas. Coincidindo com outros êxitos seus como “O Bom” (em que seu nome, por lapso, não constou como co-autor) e “Goiabão”, “Vem Quente” projetaria Eduardo entre os ídolos da juventude, sendo ele convidado para comandar, ao lado da cantora Silvinha, com quem se casou, o programa “O Bom”, transmitido aos sábados pela TV Excelsior, na mesma linha da “Jovem Guarda”, da Record.

Já Carlos Imperial, que morreu aos 57 anos, em 4.11.92, deixou além de “Vem Quente que Eu Estou Fervendo”, vários grandes sucessos como “A Praça”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Nem Vem que Não Tem”, “O Carango” e o samba “Você – (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Vem quente que eu estou fervendo (1967) - Carlos Imperial e Eduardo Araújo

                      F#m          A
                  se você quer brigar
                    D       C#7            F#m   A D C#7
                  e acha com isso estou sofrendo
                         F#m      A
                  se enganou meu bem
                             D             C#7    F#m   A D C#7
                  pode vir quente que eu estou fervendo
  REFRÃO                   F#m         A
                  mas se você quer brigar
                    D        C#7           F#m   A D C#7
                  e acha com isso estou sofrendo
                         F#m      A
                  se enganou meu bem
                             D             C#7    F#m
                  pode vir quente que eu estou fervendo
  B7
  pode tirar
  seu time de campo
  o meu coração é do tamanho de um trem
  iguais a você
  eu já ganhei mais de cem
             F#m7           D       C#7
  pode vir quente que eu estou fervendo
  REFRÃO 
 
 

Festa de arromba



Festa de arromba (rock, 1965) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos
E
Vejam só que festa de arromba
No outro dia eu fui parar
  A
Presentes no local,
O rádio e a televisão
Cinema, mil jornais 
Muita gente, confusão
B
Quase não consigo
       A
Na entrada chegar
B
Pois a multidão 
   A
Estava de amargar
      E
Hey, Hey,(hey, hey)
     A
Que onda 
    B7          E    B7
Que festa de arromba
E
Logo que eu cheguei notei
Ronnie Cord com um copo na mão
   A
Enquanto Prini Lorez
Bancava o anfitrião
Apresentando a todo mundo 
Meire Pavão
B    A
Wanderléa ria e Cleide desistia
B
De agarrar um doce
  A
Que do prato não saia
      E
Hey, Hey,(hey, hey)
     A
Que onda 
    B7          E    B7
Que festa de arromba
E7  A
 Renato e seus Blue Caps
Tocavam na piscina
      E
The Clevers no terraço
Jet Black's no salão
    A
Os Bells de cabeleira
Não podiam tocar
   F#7
Enquanto a Rosemary 
      B7
Não parasse de dançar
     E
Mas vejam quem chegou de repente
Roberto Carlos em seu novo carrão
   A
Enquanto Tony e Demétrius 
Fumavam no jardim
Sérgio e Zé Ricardo 
Esbarravam em mim
   B
Lá fora um corre corre
        A
Dos brotos do lugar
B      A
Era o Ed Wilson que acabava de chegar
      E
Hey, Hey,(hey, hey)
     A
Que onda 
    B7          E    B7
Que festa de arromba
E7  A
 Renato e seus Blus Caps
Tocavam na piscina
      E
The Clevers no terraço
Jet Black's no salão
    A
Os Bells de cabeleira
Não podiam tocar
   F#7
Enquanto a Rosemary 
      B7
Não parasse de dançar
     E
Mas vejam quem chegou de repente
Roberto Carlos em seu novo carrão
   A
Enquanto Tony e Demétrius 
Fumavam no jardim
Sérgio e Zé Ricardo 
Esbarravam em mim
   B
Lá fora um corre corre
        A
Dos brotos do lugar
B      A
Era o Ed Wilson que acabava de chegar
      E
Hey, Hey,(hey, hey)
     A
Que onda 
    B7          E    B7
Que festa de arromba
 
 

Minha fama de mau

Minha fama de mau (1965) - Erasmo Carlos
Intro: A

    A
Meu bem às vezes diz que deseja ir ao cinema
    A
Eu olho e vejo bem que não há nenhum problema
         D
Eu digo não, por favor, não insista e faça pista
      A
Não quero torturar meu coração
  E                        D
Garota ir ao cinema é uma coisa normal
              A                         E
Mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau
     A
Meu bem chora, chora e diz que vai embora
Exige que eu lhe peça desculpas sem demora
         D
Eu digo não, por favor, não insista e faça pista
      A
Não quero torturar meu coração
  E                       D
Perdão a namorada é uma coisa normal
              A                         E
Mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau
        A           
E digo não, não, não
 A                        F#
Perdão a namorada é uma coisa normal
               B7        E7            A       F#
Mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau

Verão violento

Marcos Valle
Verão violento (samba bossa) - Marcos Valle e Fausto Nilo

Tarde de sol, tem jangada no mar
Lua no céu, uma estrela e ninguém pra sonhar
Meu amor, onde anda você
Quero beber o sabor dos seus lábios de mel
Aquele amor bateu, me levou pro céu
Doeu, doeu, mas foi tão bom
Aquele adeus foi seu, não valeu pra mim
Porque eu te amo tanto
Eu quero já, quero puro prazer
Ser pra você como a lua no verde do mar
E amanhã acordar para lhe ver
Na luz do sol lhe perder e depois lhe encontrar
Aquele amor bateu, me levou pro céu
Doeu, doeu, mas foi tão bom
Aquele adeus foi seu, não valeu pra mim
Porque eu te amo tanto assim
Pela janela do tempo
O vento muda de cor
Vai ter felicidade sim
Não tenha dó de mim
Pois o pior já passou
Foi um verão violento
Deu pra sentir seu calor
Eu sei que essa saudade é ruim
Mas no final do fim
Você será meu amor

Vamos deixar

Vamos deixar (bossa) - Théo Barros

Vamos ficar, / Vamos sair,
Vamos deitar e depois decidir
Vamos abrir nossas velas ao mar
Ou então acendê-las
E ficar por aqui, a namorar
Vamos andar, / Sob esse sol,
Vamos deixar o lençol descansar
Vamos fugir de vez / Para não enfrentar
Nossa paz / Se tanto fez, portanto
Tanto faz / Comer caranguejo,
Ou dar mais um beijo / Tudo requer reflexão,
Ir ao cinema / Ou ficar pela cama,
Vendo televisão ... / Deixa a razão resolver,
Parte pra intuição, / A gente passa a manhã
Pra saber qual foi a solução / Vamos deixar,
Deixa estar, / Vamos ouvir a voz
De um velho conselho que diz: / Cada vez mais,
Faça-se mais feliz!

Sem esse céu

Luiz Bonfá
Dick Farney

Sem esse céu (bossa) - Luiz Bonfá

Sem esse céu / Sem esse mar / Não viverei
Sem teu olhar / Que faz sonhar / Não sonharei


Se acaso eu pudesse dizer / Que é teu o meu coração
Sentir os teus olhos nos meus / E vê-los brilhar de emoção
Ainda assim eu não sei bem / O que será


Sem esse céu / Sem esse mar / Que é teu olhar
O teu silêncio me diz / Aquilo que não quero ouvir
Sem esse céu / Que é teu olhar / Não viverei

Qual sofrimento

Chico Feitosa
Qual sofrimento (bossa) - Chico Feitosa

Diga que nunca vai embora
Que nunca mais você chora
E vai tudo esquecer.
Veja que tudo isso
é intriga
e quem comprou
nossa briga
Não poderia vencer.
Afinal
qual sofrimento
qual nada
a voz do povo não vale
o meu amor por você
Cante também
para esquecer o passado
volte a viver a meu lado
mais uma vez outra vez.
Qual nada,
não é bom viver só
devemos juntos sorrir
Qual sofrimento
qual nada
Outra vez
E vamos juntos sorrir

Pra você saber

Pra você saber (bossa)
Pacífico Mascarenhas

Será que é hoje
Que vou encontrar
A maneira bem mais fácil de falar
Que eu estou apaixonado por você
E não encontro jeito de dizer
Para você do meu amor
Que de repente aconteceu...
Em letras garrafais
Vou escrever
O seu nome bem juntinho ao meu
Para você saber que eu amo você
Só pra você saber que eu amo você

Praia dos Araçás

Praia dos Araçás (samba bossa)
Walter Santos e Paulo César Pinheiro

Beira-mar
Luz de sol
Seu olhar
De água clara
Encontrei meu lugar
Paraíso de paz
Na Praia dos Araçás
Noite azul de luar
Violão, maré cheia
E o vento que traz
O amor dos casais
Na ponte do velho cais
Casa de mar, varandão,
Pé de flor,
Cheiro bom,
Que no chão se desfaz
Canto feliz de azulão
Quem me dera amor
Não sair disso aqui
Nunca mais
Noite azul de luar
Violão, maré cheia
Encontrei meu lugar
Paraíso de paz,
Na Praia dos Araçás

Por-do-sol em Ipanema

Por-do-Sol em Ipanema (samba bossa)
Pingarilho e Neville

Por-do-Sol em Ipanema
É meu tema principal
Já faz parte de um esquema
Meu esquema pessoal
Quando vai chegando o fim do dia
É fundamental fazer poesia
Vivo pra ver
O sol se dissolver no mar
Quero conversar baixinho
Isto é muito natural
Beber chope num barzinho
Ler o mundo no jornal
Ver as luzes da cidade
Ser a noite da cidade
Esperando um novo dia
Para encontrar esta morena
Quando o sol quiser voltar
E fugir de Ipanema
Ir com ela para o mar

Nova Bossa Nova

Paulo Sérgio Valle
Nova Bossa Nova (samba bossa) - Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle

Olha, que vê cara não vê rosto mais bonito
Quem vê corpo não vê nada mais perfeito
Quem se chega se amarra no teu jeito
Quem te toca fica louco de paixão
Pra mim não tem saída, você na minha vida
É só tentação
Olha, estou tentando fazer nova Bossa Nova
Misturando Don Juan com Casanova
Escrevendo qualquer coisa muito louca
Pra no fim pedir um beijo em tua boca
Não dá pra esconder, eu quero te dizer
Você é um avião
É, toda vez que eu tento ligar pra você
está na secretária ou está ocupada
É, já deixei recado, já mandei dizer
que eu não posso mais, estou apaixonado
Olha, qualquer coisa passa aqui num fim de tarde
estou sozinho, estou morrendo de saudade
com você a vida tem mais poesia
é uma Nova Bossa Nova de alegria
Na cara e na coragem
Você é uma viagem
pro meu coração
Pra que levar bagagem
É só pouso e decolagem
Você é um avião

Minha saudade



João Donato
Minha Saudade (samba bossa, 1959) - João Donato e João Gilberto

C7M(9)        Dm7           Em7 
Minha saudade é saudade de você 
     A7(b13)           Dm7(9) 
Que não quis levar de mim 
    G7(b13)     C7M(9) 
A saudade de você 
  C7M(9)           Dm7              Em7 
E foi por isso que tão cedo me esqueceu 
  A7(b13)    Dm7(9)    G7(b13)       C6 
Mas eu tenho até hoje a saudade de você 
Dm7        G7            Cm7          F7 
Eu já me acostumei a viver sem teu amor 
Bbm7        Eb7      Ab7M                G7 
Mas só não consegui foi viver sem ter saudade 



Meu jeito novo de amar

ChicoFeitosa
Meu jeito novo de amar (bossa) - Chico Feitosa e Márcio Giovane

Este é meu jeito novo / De falar de amor ...
Busquei na Bossa Nova / Minha inspiração ...
Juntei meus versos soltos / E me decidi
Fazer para você esta canção!


Tracei a harmonia / Em cada tom
E, ao som da melodia / Eu vi você!
E no compasso forte / Do meu violão,
A minha emoção se fez maior!


Amar é alegria / Do meu sonho,
A fantasia / Quando, enfim,
De novo despertar!

Língua do P

Língua do P (bossa) - Sérgio Augusto

Tem pipoca, paca, periquito
Pinga pura, porre
Puxa-puxa, pau peroba
Papagaio penga
Peixe pula pirapora
Pega pra capá
Pedro pega pipa
Põe no poste
Pega o pito e puxa
Passa o pente
Pega a pasta
Pro seu penteado
Para pra pensar
Tem pitanga pêra
Pé de pato
Pica-pau, picada
Pega pega, picnic
Pirulito, pique
Papo de peru pelado
Pinga pra pagá
Tem porteiro, pasto, carrapato
Pulga pula pega
Passa-passa
Patativa ponta de piorra
Pimba-pomba
Puxa vida neste pe a pá
O Pedro antes que eu me esqueça
Vá pra ponte do funil

Fim de sonho

João Donato
Fim de sonho (samba-bossa) - João Donato e João Carlos Pádua

Você chega tão feliz
E sempre
Como quem não vê
Que o dia não é mais tão claro
Como a gente quer
Eu desligo penso em outra história
Uma história
Que já nem se vê
Mas o dia
Não é mais tão claro
Como a gente quer
Acontece que a noite agora
Joga o véu, joga o mel
Eu me sinto como se essa noite
Fosse um claro dia, aberto céu
Novamente chego na janela
Você vem e diz que já não quer
Outro dia tão escuro agora
Como a gente quer

Beijo distraído

Beijo distraído (samba bossa)
Durval Ferreira e Regina Wernek

Um dia
A gente dá um beijo distraído
Aí olha nos olhos comovido
E vê que não há mais nada pra falar
E pensa
Que tudo se acabou sem compromisso
E o que restou do amor, apenas isso?
Um tempo que se esvai pro nunca mais
E agora
Que a vida ficou mesmo complicada
E já não há vontade de mais nada
Nem de dizer adeus, nem de ficar
No entanto, nem tudo se perdeu completamente
Eu sigo você na minha mente
Me eleve dentro do seu coração

Azul contente

Azul contente (samba bossa)
Walter Santos e Teresa Souza

O céu de azul contente
Enfeitando esse jardim
Nós dois que amor tão lindo
Nesse canto de jardim
Meu bem, guarde essa flor
Pois um dia triste e sem cor
O encanto azul desse momento
Voltará pro nosso amor.

Aula de matemática

Tom Jobim
Aula de matemática - Tom Jobim e Marino Pinto - Intérprete: Tom Jobim
Intro: G7M Gm6 Bm7 E7/9 G7M Gm6 A7 A7(b13)   

Dmaj7       D#º E7/9        D7
Pra que dividir, sem raciocinar
   G7M           Gm6         Bm7 E7/9
Na vida e sempre bom multiplicar
G7M          Gm6  A7 Bm7          E7/9              
E por a mais b___ eu quero demonstrar
     Bm7        E7/9        Bm7  A7(b13)   
Que gosto imensamente  de você, ah
Dmaj7       D#º E7/9       D7
Por uma fração,__infinitesimal
G7M           Gm6     Bm7         E7/9
Você criou um caso de calculo integral
G7M         Gm6             G7M  A7(b13)   
E para resolver este problema
Dmaj7          E7      E7/9 A7 
Eu tenho um teorema banal
F#7M        G#m6       F#7M G#m7 F#7M  Am6    G#m7   C#7      
Quando dois meios se encontram,__desaparece a fração

A7M    Bm7            A7M     Bm6   Bm7    E7/9    Bm7  A7(b13) 
E se achamos a unida___de,  esta resolvida a questão 
Dmaj7     D#º E7/9         D7
Pra finalizar,  vamos recordar
    GM7       Gm6           B7(13) 
Que menos por menos da mais, amor
   Dmaj7      Bm7          E7/9         A7        
Se vão as paralelas ao infinito se encontrar
               Bm7            E7/9          A7        
Porque demoram tanto dois corações a se integrar
                
          GM7      Gm6        Bm7       E7/9              
Pois se desesperadamente, incomensuravelmente 
     GM7        F#7(13)     Bm7 E7/9        Bm7 E7/9   
Eu estou perdidamente apaixonado,_____apaixonado              
      Bm7  E7/9  A7 D7(b9)            
por você..

Viola enluarada



A saudade do Brasil, sentida por Marcos Valle durante uma longa estada (a maior até então) nos Estados Unidos, levou-o a compor uma toada dolente, com harmonia bem brasileira, que traria em sua bagagem de volta sem nome e sem letra. Ainda em Nova York, às vésperas do retorno, ele ouvira de Eumir Deodato elogios entusiasmados a um novo compositor, chamado Milton Nascimento, que despontara no II FIC e para cujas músicas havia escrito os arranjos.

Assim, ao chegar ao Rio, procurou logo conhecê-lo, tendo esse encontro acontecido na casa de Tom Jobim, no Leblon. Na ocasião, como seu irmão Paulo Sérgio já havia aprontado a letra da toada que se chamou “Viola Enluarada”, Marcos e Milton tiveram a oportunidade de cantá-la juntos pela primeira vez: “A mão que toca um violão / se for preciso faz a guerra / mata o mundo, fere a terra...”

Ao contrário de outras músicas de protesto, em que o êxito se baseia quase tão somente na força da letra, “Viola Enluarada” possui, além dos belos versos libertários, uma rica melodia, que a classifica entre as grandes canções brasileiras do século. Isso era reconhecido pelo exigente Jacó do Bandolim, que tinha um projeto de gravá-la, não realizado em virtude de sua morte.

Divulgada inicialmente em shows do Quarteto em Cy e da cantora Eliana Pittman, a canção foi lançada pela Odeon num compacto com seus contratados Marcos Vale e Milton Nascimento. Nesta gravação, que tem arranjo de Dori Caymmi, a dupla canta exatamente como o fazia nas reuniões com os amigos. Aliás, a boa participação de Milton, bem à vontade, acontece não por acaso, pois a composição encaixa-se em seu estilo como se por ele tivesse sido feita.

Sucesso instantâneo (já havia uma lista de pedidos dos lojistas antes da gravação existir), “Viola Enluarada” foi incluída no álbum seguinte de Marcos, propiciando pela segunda vez a ele e a Paulo Sérgio o prêmio de melhor canção do ano, oferecido pela Rádio Jornal do Brasil (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Viola enluarada (1968) - Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Tom: A

A                  E/G#
A mão que toca um violão     
           Em/G        D/F#  Dm/F
Se for preciso faz a guerra
           A/E  D6/9  E7/4  E7
Mata o mundo, fere a terra
A                      E/G#
A voz que canta uma canção
            Em/G      D/F#  Dm/F
Se for preciso canta um hino
       E7/4    E7
Louva à morte
A                  E/G#
Viola em noite enluarada
Em/G                  D/F#  Dm/F
No sertão é como espada
    A/E     D6/9  E7/4  E7
Esperan - - ça de vingança
A                      E/G#
O mesmo pé que dança um samba
          Em/G  D/F#  Dm/F
Se preciso  vai à luta
         E7/4  E7  A
Capoei -- ------ - ra
                     B/A  Bm7/5-  Bb7
Quem tem de noite a compan hei ---- ra
         Am7        B/A  Bm7  E7/9
Sabe que a paz é p assagei -- ra
   A             B/A  C/G
Prá defende-la se levanta
F#m7/5-    E7/4  E7  A
E grita: Eu vou !
A                       E/G#
Mão, violão, canção e espada
   Em/G      D/F#  Dm/F
E viola enluarada
A/E             D6/9  E7/4  E7
Pelo campo, e ci da -- de
A                   E/G#
Porta bandeira, capoeira
Em/G              D/F#  Dm/F
Desfila ndo vão cantando
         E7/4   E7  A
Liberda -- ------  de
A                        B/A    Bm7/5-  Bb7
Quem tem de noite a compan hei -- ra
  Am7              B/A       Bm7  E7/9
Sabe que a paz é passagei -- ra
  A                 B/A    C/G
Prá defende-la se levanta
F#7/5-  E7/4  E7  A
E grita: Eu vou!
A                   E/G#
Porta bandeira, capoeira
Em/G                 D/F#  Dm/F
Desfilando vão cantando
         E7/4  E7  A
Liberda -- ----- de
(  A  B/A  C/A  D/A  E7/4  E7   )
Liberdade, liberdade, liberdade....
 
 

Samba da pergunta

Samba da pergunta - Pingarilho e Marcos Vasconcelos
Introdução: G7M C7/9 G7M D7/9+ D7/9- 

G7M    G6            B7/9  E7/9-    
Ela agora mora só no pensamento 
            Am7   D7/9 
Ou então no firmamento 
           Bm5-/7  E7/9- 
Em tudo que no    céu      viaja 
            C#m5-/7 F#7/9- 
Pode ser um astronauta 
            B7M  G#m7                 
Ou ainda um passarinho 
            D#m7   G#7/13  G#7/13-  C#m7  C#m7/9 
Ou virou um pé de vento,   pipa de papel de seda 
                C#m5-/7 Gdim/13- 
Ou quem sabe um balãozinho 
             F#m7 B7/9    
Ou estar num asteróide  
            Am7     D7/9       G7M      G6 
Pode ser a estrela d’alva que daqui se olha 
            Bm7/9      E7/9- 
Pode estar morando em marte 
               Am7  D7/9 
Nunca mais se soube dela 
        G7M 
Desapareceu 

Quem quiser encontrar o amor




Geraldo Vandré
Quem quiser encontrar o amor (samba, 1961) - Geraldo Vandré e Carlos Lyra - Interpretação de Geraldo Vandré

-----------Gbm --------E ----Ebm7/-5
Quem quiser encontrar o amor
D7+ --Ebm7/-5--D7+ -----Gbm
Vai ter que sofrer / Vai ter que chorar - BIS

Bm7------------ E7------------ A7+----- Gbm7
Amor assim não é amor / É sonho é ilusão
------Bm7 ---------E7 ------------D7 --------Db7
Pedindo tantas coisas que não são do coração

Bm7--------- E7 --------------------A7+ --------Gbm7
Amor que pede amor /Somente amor há de chegar
----Bm7 -------------E7 -------------D7 --------Db7
Pra gente que acredita e não se cansa de esperar

----Bm7---------- E7------------ A7+ ------Gbm7
Feliz então sorrindo / Minha gente vai cantar
-------Bm7-------- E7 --------D7-------- Db7
Tristeza vai ter fim / Felicidade vai ficar - REF.



Ônibus colegial

Ônibus colegial - Pacífico Mascarenhas e Ubirajara Cabral

-------------------------A7+------- G7 ------A7+ ------Bm7 -----E7
Vou descobrir onde mora essa garota colegial
---------A7+ ----------------Ab7 -------Db7+ ------Bbm7
Que passa sempre dando bola dentro de um “especial”
---------Bm7 -------E7 ----------------A7+------ Gbm
Não sei se essa menina estuda no Colégio Assunção
----------------------Bm7 ---E7 ---------------------Em7----- Bbm6/5+
Se é do Santa Marcelina ------ou do Sagrado Coração

-------------A7+ -----------Dm6 -------A7+
Já me disseram que ela mora lá na Serra
--------Gbm7 -------B7--------------------- Bm7--------- E7
Já estudou no Izabela no Sion e Helena Guerra
----------Dm---------- G7--- C7+ -----------Am7
Essa garota talvez seria aquela do Sacre Couer
---------Gbm7 --------B7----------- Bm7 -----E7
Que muito me prestigia com a do Santa Maria

--------------A7+ -----Bb7+
Hoje o ‘especial” passou
--------------------------A7+ -------Gbm7
E ninguém olhou pra mim
-------Bm7 -------Dbm7 -------Bm7--- E7----- A7+
Ou ela não foi à aula ou não gosta mais de mim

Olhos feiticeiros

Olhos feiticeiros - Pacífico Mascarenhas

Eb7+ ----------Cm6 ---------Bm6/5+
Eu não sou culpado de ter enfim
------------Eb7/9+ -----------Gb°
Me apaixonado depressa assim
----------------Fm7------------ Bb7
Talvez teus olhos ou o teu sorriso
--------------Eb7+
Me enfeitiçaram

----------Cm6------------ Bm6/5+
Perto de ti sou tão sem jeito
-----------Eb7/9+------ Gb°
Não sei dizer nada direito
---------------Fm7 -----------------Bb7
Não me conformo porque transformo
-----------------Bbm7 ------Eb7/9m
Quando ao teu lado

Ab7+ --------------------Db7/9
Viver francamente ocupado
-----Gm7--------------- Gb°
Sempre pensando em ti
---------Fm7 -------------Bb7
Só podem ter teus olhos
------------Bbm6 --------Eb7/9+
Me enfeitiçado

Mulher de 30



Mulher de trinta (samba bossa, 1960) - Luís Antônio - Intérprete: Miltinho
Am             E7              A7
Você mulher /     Que já viveu 
                         Dm  
Que já sofreu   /   Não minta   
G7               C7+
Um triste adeus /   Nos olhos seus
B7                   F    E7
A gente vê   mulher de trinta
Am7           E7              A7               Dm   G7
No meu olhar/    Na minha voz/  Um novo mundo sinta
          Am                 B7         E7
É bom sonhar/    Sonhemos nós/        Eu e você             
            Am             A7      Dm7           B7
Mulher de trinta     /    Amanhã      sempre vem
    E7
E o amanhã pode trazer alguém





Menina moça




Menina moça (samba bossa, 1960) - Luís Antônio - Intérprete: Miltinho
    Am                 E7     
Você botão de rosa amanhã a flor mulher
 A7            Dm
Jóia preciosa cada um deseja e quer
           G7            C7+         Am
Que manhã banhada ao sol vem o mar beijar
Dm                F7           E7
Lua enciumada noite alta vai olhar

   Am                   E7
Você menina moça mais menina que mulher
  A7                  Dm
Confissões não ouça abra os olhos se puder
           G7        C7+           Am
Tudo tem seu tempo certo / Tempo para amar
   F7     E7          Am       Bb0     A7      Dm
Coração aberto faz chorar  /  A lua o sol a praia o mar
   B7                 E7    
Missão de Deus ver a vida eterna para amar



Eu preciso aprender a ser só

Marcos Valle 1965
Durante algum tempo, amigos de Marcos Valle como Joyce Edu Lobo e Dori Caymmi acharam, depois de conhecerem uma de suas novas criações, a composição já era tão bonita que nem sequer precisava ter letra.

Com encadeamento muito bem elaborado para uma melodia intuitiva e esplendidamente desenvolvida sobre um tema que, inclusive, era aproveitado na sela parte, em menor, a canção também impelia Marcos a concordar com a idéia. Isso até que seu irmão, Paulo Sérgio, propôs escrever-lhe uma letra romântica, conseguindo criar um poema perfeitamente ajustado ao espírito melodia — “Ah, se eu te pudesse fazer entender / sem teu amor eu não o viver / e sem nós dois / o que resta sou eu”.

“Preciso Aprender a Ser Só” foi originalmente apresentada por Elis Regina num show no Teatro Paramount, em maio de 64, do qual participava o próprio Marcos, cantando com ela “Terra de Ninguém”, canção de protesto de sua autoria (com Paulo Sérgio), que se tornaria tema de abertura de “O Fino da Bossa”. Depois, ambas as canções seriam muito divulgadas no celebre elepê Dois na bossa, com Elis, Jair Rodrigues e o Jongo Trio, gravado ao vivo em abril de 65, quase ao mesmo tempo em que Marcos lançou-as, acompanhado por arranjos de Eumir Deodato.

“Preciso Aprender a Ser Só” foi premiada pela Rádio Jornal do Brasil como a melhor canção de 65, tendo recebido nesse ano inúmeras gravações como as de Alaíde Costa, Dóris Monteiro, Pery Ribeiro e Os Cariocas.

Em 1975, participando em Los Angeles de um disco de Sarah Vaughan, Marcos Vale mostrou-lhe suas canções, levando-a a planejar a gravação de um álbum de música brasileira. Esse projeto se concretizou no final de 77, apresentando em uma das faixas “If 1 Went Away”, a versão americana de “Preciso Aprender a Ser Só”. Curiosamente, a canção inspirou uma resposta: “Preciso Aprender a Só Ser”, de Gilberto Gil (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).



Eu preciso aprender a ser só (canção, 1965) - Marcos Valle, Ruy Guerra e Paulo Sérgio Valle - Interpretação: Os Cariocas
F7+         Bm7    E7       F7+
Ah   se eu te pudesse fazer entender
         Cm7          F7       Bb7+
Sem teu amor  eu não posso viver
           Dm7          G7        Gm7
Que sem nós dois o que resta sou eu

 C7/9+                F7+
Eu     assim    tão  só
        Bm7      E7           F7+
E eu preciso aprender a ser só
      Cm7           F7       Bb7+
Poder dormir sem sentir teu amor
          Dm7        G7          Gm7
E ver que foi só um sonho e passou

C7/9+        Fm7
Ah . . . o amor
            Db7/9      C7/9+    F7+
Quando é demais ao findar leva paz
          Cm7   F7      Bb7+
Me entreguei    sem pensar
        Am7    Ab0          Gm7         C7/-9
Que a saudade existe e se vem é tão triste

F7+            Bm7       E7           F7+
Vê    meus olhos choram a falta dos teus
      Cm7          F7            Bb7+
Estes teus olhos que foram tão meus
         Bm7/-5      Bbm7          Am7  
Por Deus entenda que assim eu não vivo
 Ab0        Gm7       C7/9     F7+
Eu morro pensando no nosso amor. . . .
C7/9+    Fm7       C7/9      F7+
Ah! O amor,   no nosso amor
 
 

Depois do amor

Um dos precursores da Bossa Nova, Normando é o autor desta canção com letra de Ronaldo Bôscoli. Logo depois da apresentação no Carnegie Hall, mudou-se para Paris, onde vive até hoje, apresentando a Bossa Nova em diversos lugares da Europa. Na foto ao lado, Normando ao microfone e Chico Fim de Noite Feitosa, em show na sede do Clube Botafogo, no Rio.
Fonte: CARAS - Ed. Especial / JULHO/1996
Depois do amor - Normando e Ronaldo Bôscoli

F7+----------- E7/5#
E depois do amor
Gm7------------ C7/9----- C7/9b
Cai a paz sobre nós
F7+ -----------E7/5#
E depois do amor
Gm7-------------- C7/9------ A7
Nossos corpos tão sós
Dm7 ------------Em7------ A7
Houve tudo de bom
Dm7----------- Em7----- A7
No seu colo deixei
D -------G7 ------C---------- F7
Uma flor, ------toda amor
Bb7+ -----------Gm7 --------Am7 ------D7/9b
No seu corpo nu, ----existi
Gm7 ----C7/9 ----F ------Dm7
Tudo é paz pra nós
Gm ------C7/9-- (:F Dm7 Gm C7/9 :)
Nossos corpos sós

Corações psicodélicos

Corações psicodélicos (1984) - Lobão, Bernardo Vilhena e Júlio - Interpretação: Roupa Nova
Tom: D7M

Intr.: D7M  D5+  C#m7  F#7  Bm7  D/E  
      (A7M  D/E)

 Bm7             D/E        
Ainda me lembro daquele beijo 
   A7M            D7M
 spank punk violento
A7M          D7M         A7M        D7M         F#7M
Iluminando o céu cinzento, eu quero você inteira

 Bm7                D/E         A7M           D7M
Gosto muito do seu jeito, qualquer nota bossa nova
A7M         D7M          A7M       D7M        F#7M
Bossa nova qualquer nota, eu quero você na veia

 Bm7             D/E
E a vida passa na TV
     C#m7           F#7
E o meu caso é com você                     
 Bm7       D/E          C#m7   C7/9
Fico louco sem saber
  Bm7        D/E
Sim pro sol, sim prá lua
C#m7         F#7
Eu quero você toda nua
Bm7          D/E         A7M
Sim prá tudo que você quiser

 Bm7               D/E         A7M           D7M
Gosto muito do seu jeito, rock'n roll meio nonsense
  A7M              D7M        A7M                 D7M
Rock'n roll meio nonsense, prá acabar com essa inocência
A7M            D7M       A7M  D7M     F#7M
E o complexo de decência no meio do salão
REPETIR 1
   Bm7              D/E        A7M         D7M
Hoje é festa na floresta, toda tribo ateia som
  A7M           D7M   A7M          D7M
Toda taba ateia sol só tomando água de coco
  A7M           D7M         A7M     D7M      F#7M
Infeliz de quem tá triste no meio dessa confusão


Cansei de ilusões

Tito Madi
Cansei de ilusões (canção, 1957) - Tito Madi



------A7+ ----Gbm7--- Bm7
Mentira foi tudo mentira
------E7---------- A7+---- Gbm7 -----Bm7 -----E7
Você não me amou
-----A7+ -----Gbm7---- Bm7
Mentira foi tanta mentira
----------E7 -----Db7
Que você contou

-----------Em6 ---------Gb7/5+
Tão meigos -----seus olhos
--------Bm7 --Gb7/5+---- Bm7
Por Deus eu nem desconfiei
----Gbm6------ Ab7/5+
História tão triste
-----Dbm7 -----Gb7/5+ -------B7/9
Você contou, -------/-E acreditei
----------------Bb7/9----- E7
Pois quase chorei

A7+ --------Gbm7 ---Bm7
E agora desfeita a farsa
-------E7------ A7+---Gbm7---Bm7 ----E7
Só resta esquecer
-----A7+------- Gbm7 ---Bm7 --E7 ------Db7
Mentiras que calam na alma fazendo sofrer
-----Em6-------- Gb7/5+
Rasguei suas cartas
Bm7-------------------------- Eb0
Queimei -----suas recordações
-----A7+ ------F7+ -----------------A7+
Mentiras / ---------Cansei de ilusões

Hino do Vasco da Gama

Hino do Vasco da Gama (marcha, 1943) - Lamartine Babo

Orquestra e Coro Cid -

Tom: G
Intro: C G A7 D7 G D7

-----G------------ D7 ----------G------ G7
Vamos todos cantar de coração
--------------C---- E ------------Am
A cruz de malta é o meu pendão
Tu tens o nome do heróico português
---------------D7-------- C----------- G
Vasco da Gama sua fama assim se fez
-----------E
Tua imensa torcida é bem feliz
-------------------------------Am
Norte sul Norte sul deste Brasil
-------C---- A7 ----G -----Am ----D7 -------G
Tua estrela na terra a brilhar ilumina o mar

---------G------------- Am----- D7--------- G
No atletismo és um braço, no remo és imortal
----------------------D7-------- G ----D7------- G
No futebol és um traço de união Brasil-Portugal

Hino do Fluminense

Hino do Fluminense (marcha, 1943) - Lamartine Babo

Orquestra e Coro Cid -

Sou tricolor de coração
Sou do clube tantas vezes campeão
Fascina pela sua disciplina
O Fluminense me domina
Eu tenho amor ao tricolor

Salve o querido pavilhão
Das três cores que traduzem tradição
A paz, a esperança e o vigor
Unido e forte pelo esporte
Eu sou é tricolor


Vence o Fluminense
Com o verde da esperança
Quem espera sempre alcança
Clube que orgulha o Brasil
Retumbante de glórias
E vitórias mil

Vence o Fluminense
Com a cor do encarnado
Com amor e com vigor
Faz a torcida querida
Vibrar com a emoção
Do tricampeão

Vence o Fluminense
Usando a fidalguia
Branco é paz e harmonia
Brilha ao sol da manhã
Ou à luz do refletor
Salve o tricolor

Hino do Flamengo

Hino do Flamengo (marcha, 1943) - Lamartine Babo

Orquestra e Coro Cid -

Uma vez Flamengo, / Sempre Flamengo.
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer / Vê-lo brilhar
Seja na terra, / Seja no mar.
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo,
Flamengo até morrer!

Na regata, / Ele me mata, / Me maltrata,
Me arrebata / De emoção, / No coração:
Consagrado / No gramado / Sempre amado
O mais cotado / Nos Fla-Flus / É o ai Jesus

Eu teria / Um desgosto profundo
Se faltasse, / O Flamengo no mundo.
Ele vibra, / Ele é fibra / Muita libra
Já pesou / Flamengo até morrer
Eu sou.

Hino do Botafogo

Hino do Botafogo (marcha, 1943) - Lamartine Babo

Orquestra e Coro Cid -

Botafogo, Botafogo,
Campeão desde 1910,
Foste herói em cada jogo, Botafogo
Por isso que tu és
E hás de ser
Nosso imenso prazer
Tradições
Aos milhões tens também
Tu és o glorioso
Não podes perder
Perder para ningúem

Em outros esportes
Tua vida está presente
Honrando as cores
Do Brasil e de nossa gente
Na estrada dos louros
Um facho de luz
Tua estrela solitária
Te conduz

Hino do América

Hino do América (marcha, 1943) - Lamartine Babo

Orquestra e Coro Cid -

Hei de torcer, torcer, torcer...
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer...
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
A cor do pavilhão é a cor do nosso coração
Em nossos dias de emoção
Toda torcida cantará esta canção
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
E surgirão outras depois
Tra-la-la
Campeões com a pelota nos pés
Fabricamos aos montes, aos dez
Nós ainda queremos muito mais
América unido vencerás!

Rapsódia lamartinesca

Rapsódia Lamartinesca (marcha, 1934) - Lamartine Babo

Disco 78 rpm / Título: Rapsódia lamartinesca / Autoria: Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Intérprete) / Coro Lamartinesco (Acompanhante) / Orquestra Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1934 / Nº Álbum 33893 / Gênero: Marcha /

Há uma forte corrente contra você
Se a lua contasse tudo o que vê...
de mim e de você seria até... sensacional
No dia 22 de abril... nos fundos do quintal
do seu Cabral

Eu sou o teu Pierrô
Carolina! Carolina!
Venha passear com a gente
Desta vez em vez da moreninha
serás o governo provisoriamente
Aprovado plenamente! Ò!

A hora é boa pra virar pangaio
no meio dessa multidão
Não andes assim tão sozinha
que és Andorinha, eu sou Gavião

Passa, passa Gavião!
Todo mundo passa
As Colombinas fazem assim
A Carolina riu de mim
Foi com o Arlequim
Eles foram de... avião!

Carneirinho, carneirão

tu pareces um balão
Não é qualquer mulher
que consegue dominar meu coração!

Cadê Maria Rosa
dos olhos claros de cristal?

Que tem como sinal uma cicatriz
Repete o teu amor... pra me fazer feliz!

Você partiu, saudade me deixou
Eu Chorei
I... I... I... I... Yes if you please O.K.
Por tua causa foi que eu me cansei
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!

Ressurreição dos velhos carnavais

Ressurreição dos velhos carnavais (marcha-rancho, 1961) - Lamartine Babo

Disco 78 rpm / Título da música: Ressurreição dos velhos carnavais / Autoria: Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Roberto Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1960 / Álbum número 6194 / Gênero musical: Marcha rancho /

Os dados estão relembrando
Os nossos velhos carnavais
Arlequins sensuais amam Colombinas
De pompons grenàs
Passam na visão dos meus sonhos
Os pierrôs tão tristonhos
A tocar bandolins entre ais
Implorando em vão
A ressurreição
Desses carnavais

Vem, vem, vem Colombina sonhar
Vem, vem
Que Pierrô vive a chorar
Com ansiedade
Triste Pierrô
Se transformou em saudade
Vem, vem, vem Arlequim
Que a tua sina
Era adorar a Colombina
Dos carnavais que não voltam mais
Vem, vem, vem Colombina...

Maria dos Anjos

Maria dos Anjos (samba, 1959) - Lamartine Babo

Maria dos Anjos, meu armor divino
foi embora, foi embora
Agora só resta cumprir meu destino
sem Maria noite e dia
Maria dos Anjos pro céu já não vai
Pois me deixou sofrendo, ai, ai, ai
Maria partiu de repente, sem meu bota-fora
Foi embora, foi-se embora

Hão de vir outras Marias
dizem os meus amigos leais
Ó, ó, ó, ó
Pois Maria assim dos Anjos
essa não vem nunca mais
Essa não vem nunca mais...

Marcha pro Oriente

Marcha pro Oriente (marcha, 1957) - Ataulfo Alves e Lamartine Babo

Já amei demais no Ocidente
Só me falta um grande amor
que me oriente

Fui bem feliz em Paris
Tiriri, tiriri, tiriri
Fiz madrigal em Madri
Tiriri, tiriri, tiriri
Vou para o Japão, sem ser japonês
Vou pro Canal de Suez

En avant

En Avant (marcha, 1945) - Lamartine Babo e Moacyr Araújo

Disco 78 rpm / Título: En avant / Autoria: Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Araújo, Moacir (Compositor) / Odete Amaral (Intérprete) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1944 / Nº Álbum 12551 / Gênero musical: Marcha /

En avant! En arrié!
Esta quadrilha
está pra mim e pra você
Balancê! Balance tour

Parle-moi, parle-moi d'amour

Entre a loura e a morena
mon coeur balance
Todas duas podem ser
o meu romance
Se a loura é linda
a morena é bela
Sem falar na mulatinha
que é um capitulo da novela
En avant!

La Canga

La Canga (marcha, 1942) - Lamartine Babo e Héber de Bôscoli

Disco 78 rpm / Título da música: La canga / Autoria: Bôscoli, Héber de (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Intérprete) / Rosina Pagã, 1919- (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 12/11/1941 / Nº Álbum 33893 / Gênero musical: Marcha conga /

Vamos dançar La Canga
como mamãe e papai
Quem está de fora não entra
Quem está de dentro não sai

Aperta a mão, ó gente
pra não abrir a roda
porque atualmente
é essa a grande moda
Agora aperta eu
Depois aperta tu
E a turma grita:
u, u, u, u

Minha companhia é a Colombina

Minha companhia é a Colombina (marcha, 1941) - Lamartine Babo e Moacyr Araújo

Disco 78 rpm / Título: Minha companhia é a colombina / Autoria: Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Araújo, Moacir (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Babo, Lamartine, (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1940 / Nº Álbum 34698 / Gênero: Marcha /

Eu sou Pierrô, sou Arlequim
Eu sou palhaço me divertindo
Ó Colombina
você acaba me desmilingüindo!

A Light é a companhia que domina
É rica quer de noite quer de dia
Porém no carnaval a Colombina
é a minha poderosa companhia

Nem toda companhia que se quer
tem o poder da velha Leopoldina
Porém no carnaval haja o que houver
a minha companhia é a Colombina

Tamanho não é documento

Tamanho não é documento (marcha, 1939) - Enéas M. Assis e Lamartine Babo

Disco 78 rpm / Título da música: Tamanho não é documento / Autoria: Assis, Enéas M. de (Compositor) / Adaptação: Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Intérprete) / Almirante (Intérprete - participação não creditada no disco) / Coro (Acompanhamento) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1938 / Nº Álbum 11692 / Gênero musical: Marcha /

Eu sou pequeno por fora
mas grande por dentro
Tamanho não é documento!
Eu digo sem constrangimento
Eu sou pequeno por fora
mas grande por dentro

Por fora eu sou tão pequenino
Raquítico, fraco e franzino
Anêmico, pálido e mal-acabado
Cotado! Cotado!
Vocês não me enxergam por dentro, porém
Apoiado! Muito bem!

O meu coração anda louca
Já mede um quilômetro e pouco
E bate talvez a duzentos por hora
E agora? E agora?
Agora ele voa fugindo de alguém
Apoiado! Muito bem!

Vaca amarela

Vaca Amarela (marcha, 1938) - Lamartine Babo e Carlos Netto

Disco 78 rpm / Título: Vaca amarela / Autoria: Carlos Netto (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Babo, Lamartine, (Intérprete) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Álbum 34286 /

A vaca amarela pulou a janela
Mexeu, tanto mexeu
que até quebrou a tal tigela

A minha casa tem quintal pra morro
com um "bungalow" que eu fiz pro meu cachorro
Do lado esquerdo tem uma cancela
toda escangalhada pela tal vaca amarela

Dizem que a vaca veio da montanha
Veio de Minas, lá do Mar de Espanha
Vaca espanhola natural de Minas
que na Catalunha cata boi com serpentina

Esquina da sorte

Araci de Almeida
Esquina da sorte (marcha, 1938) - Lamartine Babo e Hervé Cordovil

Disco 78 rpm / Título da música: Esquina da sorte / Autoria: Cordovil, Hervé (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Compositor) / Babo, Lamartine, 1904-1963 (Intérprete) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34286 / Gravação 25/01/1938 / Lançamento 02/1938 / Lado B / Gênero musical: Marcha /

8.083, 50 mil-réis! 8.083!

Na esquina da sorte
onde mora o meu amor
encontrei um bilhete
enrolado numa flor

Um bilhete azulzinho
Cinco abraços, dez beijos
E depois do carinho
um milhão de desejos
Um encontro mais forte
Outro encontro depois
E a não ser nossa sorte
nada além de nós dois!

E no fim do bilhete
outro encontro marcado
Um cinema, um sorvete
Tudo bem combinado!
Umas frases amigas
e umas brigas depois
E a não ser nossas brigas
nada além de nós dois!

Zero, zero, zero, zero...
Pra que tanto zero?
Zero, zero, zero, zero...

Gauchinha

Gauchinha (marcha, 1937) - Lamartine Babo

Gaúcha, gauchinha
Minh'alma é de você
Minh'alma inteira
No meu coração
eu quero, quero, quero
um farrapinho da sua bandeira

Um churrasquinho eu farei pra nós dois
e um chimarrão depois, não vejo mal
Que tal?
E contemplando os seus olhos gentis
eu hei de ser o brasileiro mais tela

Um farrapinho da sua bandeira
Um farrapinho só, não vejo mal
Que tal?
E conquistando o seu lindo perfil
eu hei de ser o Eduardo VIII do Brasil