sábado, 3 de junho de 2006

Eu canto o meu blues

Oswaldo Montenegro
A7 
Eu canto o meu blues 
    G#m7/5-          C#7/5+       F#m7+   F#m7 
Pra te contar que as coisas andam bem 
    Em7/4                 Eb7/5- 
Por mais que você não acredite 
            D7/13               Dm7 
Eu já posso acenar sem tua mão 
              G7/13              C#7/13   C#7/5+ 
Voltei a gargalhar sem teu bom humor 
                F#7/9   F#7/9- 
E quem olha pra mim 
              B7/9 
Não vê mais você 
                               E7(9/4) 
Mas veja você, que mais do que nunca 
                                 A7/13   G7/13    A7/13   Bb7/13 
Eu tenho certeza da nossa paixão 

               A7 
Eu canto o meu blues 
    G#m7/5-      C#7/5+      F#m7+   F#m7 
Pra perguntar se pra você também 
  Em7/4                 Eb7/5-           D7/13        Dm7 
É bom que essa nossa loucura já tenha passado, enfim 
          G7/13        C#7/13    C#7/5+ 
E por que não voltar a ser feliz 
              F#7/9   F#7/9- 
Sem ser por favor 
              B7/9 
É mais do que fim 

É não sem final 
              E7(9/4) 
É o fim sem porém 
                                    A7/13   G7/13 
E mais do que nunca eu te quero bem 

D7/13 
É quase um blues tranqüilo 
D#º 
Se é que há blues tranqüilos 
          A7+                 Em7/4       Eb7/5- 
Dizem que não - devolvo aos pedaços a questão 
              D7/13 
Mas, olha, eu sonho ainda 
  D#º                         A7+ 
Viver uma paixão que seja tranqüila 
             F#7/9 
E paixão tranqüila 
                 B7/9 
Tal qual como um blues 
            E7(9/4) 
É sempre ilusão 
               A7 
Eu canto o meu blues

Tranqüilo violeiro

Oswaldo Montenegro
E7+/9                D#m7/5- 
Aqui fala um tranqüilo violeiro 
           G#7 
Astuto e matreiro 
       C#7                   F#m           B7 
Perambulante pelas ruas da cidade ex-maravilhosa 
     E7+/9                D#m7/5- 
Aqui fala um artista iniciante 
       G#7         C#7 
Que buscou na dissonância do acorde 
        F#m           B7 
A expressão da melancolia 

     Em                    Am 
Aqui fala um poeta que tem raça 
     D7         G 
Carregando pela rua essa vontade 
         B7 
De que o povo me escute 
       E 
E que aplauda o que eu sinto 
      G#                       C#7 
Mesmo que não seja lindo, é sincero 
                      F#m         D7 
E vocês vão ter que ouvir com atenção 

          G                  B7 
Pois aqui fala uma fera que agride com seu canto 
         Em 
E traz poeira na fachada 
          Am         D7 
E quem quiser me desafie 
           G 
Que eu não tenho muito medo 
        B7 
De quem treme num sorriso 
       Em 
Mas respeito quem entende 
   Am          D7 
E aceito o desafio 
       Gm                   Cm 
De ser livre e andar perambulante 
     F            Bb 
E largar os compromissos 
                     D7 
Velhas coisas que quiseram me contar 
           G 
Mas eu não quis ouvir 

Voz da tela

Oswaldo Montenegro
F#m
Voz
C#                       F#m
mais leve que o tempo e mais
C#                     F#m
que a bailarina pisando em cristais
C#                     F#m   E7
entre o orvalho e a manhã
A    E                F#m           
Sóis dez mil Picassos pintando a tela
F#m/E               D
a mãe da terra é a voz
        A           Bm
das paixões, dos heróis
       E
dos incêndios frios
A   E              F#m
Gás nossa palavra virou estrela
F#m/E            D
brilho, espelho veloz
     A             Bm           C#
da paixão que se prende à garganta
         C#
e canta e canta e vira


F#m
Voz 
C#                    F#m
dos homens que choram mais
C#                F#m
velha druída que cala e diz "paz"
C#              F#m     E7
com olhos de cortesã
A   E                F#m
Faz de mil pedaços o amor inteiro
F#m/E          D
prisioneiro e algoz
      A           Bm
nos porões, nas marés
      E
nos umbrais vazios
A     E                  F#m      
Traz a porta que abre o baú do tempo
F#m/E            D    
abre e zela por nós
         A        Bm           C#
com a paixão que se prende à garganta
                         D  B  D
e canta e canta e vira voz

Travessuras

Oswaldo Montenegro
Tom: D

D                A
Eu insisto em cantar
Bm                F#m
Diferente do que ouvi
G               D
Seja como for recomeçar
Em              A
Nada mais há de vir

D                  A
Me disseram que sonhar
Bm              F#m
Era ingênuo, é dai?
G                       D
Nossa geração não quer sonhar
Em                          A
Pois que sonhe, a que há de vir

Bm                F#m
Eu preciso é te provar
G                       D
Que ainda sou o mesmo menino
F#                  Bm           G
Que não dorme a planejar, travessuras
Em        G            A  G       D
E fez do som da tua risada um hino

Prá longe do Paranoá

Oswaldo Montenegro
A    E
Numa tarde quente
                        F#m
Eu fui me embora de Brasília
         D                 A
Num submarino do lago Paranoá
            D    F
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
          G    A
Namorando Madalena na beira do mar
        E       F#m
Qualquer dia mãe, você vai ter uma surpresa
        D   A
Vendo na TV meu peito quase arrebentar
            D        F
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
          G    A
Namorando Madalena na beira do mar
        E
Quem quiser que faça
   F#m
O velho jogo da política
  D      A
Na sifilítica maneira de pensar
            D    F
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
          G   A
Namorando Madalena na beira do mar
E  F#m
Eu tenho o coração vermelho
        D                      A
E o que canto é o espelho do que se passa por lá
D    F
Lá no Rio de Janeiro
          G             A
Namorando Madalena na beira do mar

Quebra cabeça sem luz

Oswaldo Montenegro
A      
É na clareza da mente
                 Db              F#m
Que explode a procura do novo processo
                A/C#                  D
E o que é meu direito eu exijo e não peço
             E7                   A
Com a intensidade de quem quer viver
                D       E7
E optar: ir ou não por ali

                    A
A nossa primeira antena é a palavra
       Db                  F#m
Que amplia a verdade que assusta
            A/C#                    D7
E a gente repete que quer mais não busca
                  A                 E7 
E de um modo abstrato se ilude que fez


(D  D7/Eb) (A7  Ab7  G7  F#7) (F#7  B7  E  A)
Mas qualquer dia vai ter que ficar definido o caminho
É mais louco do que já supôs a tal sabedoria
Magia que eu hoje procuro entender


(D  D7/Eb) (A7  Ab7  G7  F#7) (F#7  B7  E  A)
Pra que o corpo supere a fadiga
Você o que pensa do assunto
Se a gente se encontra mas nunca tá junto
Vivendo esse quebra cabeça sem luz

                   A
Pra não ficar dividida
              Db            F#m 
Minha mente estabeleci combinado faria
A/C#                    D7
Dizer pondo um pouco de mate
            E7
Gelhá de fazer como os loucos
                A         D        E7
Falando aos tropeços (perdão rita lee)
                          
                      A
Pra que a gente se entenda algum dia
      Db                  F#m
Há de ser como o louco Quixote
             A/C#                    D7
E a lógica insiste em guardar no seu pote
        E7                  A
A mais linda palavra que eu ia dizer.


(D  D7/Eb) (A7  Ab7  G7  F#7) (F#7  B7  E  A)
Mas qualquer dia você
Vai me ver disfarçar (há) de fazer como eu
Que disfarço na tal fantasia a magia
E só me fantasio do que venha ser


(D  D7/Eb) (A7  Ab7  G7  F#7) (F#7  B7  E  A)
E o que se espera da minha cabeça
Há de ser invertido
E a sonata que eu já compus
Virou rock/quem roubou minha loucura fui eu
E agora devolvi 

Sem mandamentos

Oswaldo Montenegro
Introdução: G/B C    C/D

G               D/F#                    Em G
Hoje que quero a rua cheia de sorrisos francos
     C                G
De rostos serenos, de palavras soltas
        G7              C C/B  Am 
Eu quero a rua toda parecendo louca
             C/D          D          C
com gente gritando e se abraçando ao sol
G    G5+             G6
Hoje que quero ver a bola da criança livre
     G7               C  C/B  Am
quero ver os sonhos todos nas janelas
    C/D   D  C
quero ver vocês andando por aí
G            D/F#                  Em G
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
  C              G
Eu até desculpo o que você falou
           G7          C   C/B 
eu quero ver meu coração no seu sorriso
Am    C/D  D       D#7
e no olho da tarde    a primeira luz
G#              G#5+                    G#6
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
        G#5+         G#
eu quero um carnaval no engarrafamento
          G#7           C#9
e que dez mil estrelas vão riscando o céu
       D#4   D#  E 
buscando a sua casa  no amanhecer
 A            E/G#             F#m F#m/E
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
          D        A
rasgar a noite escura como um lampião
       A7               D Bm
eu vou fazer seresta na sua calçada
        D/E   E  F
eu vou fazer misérias    no seu coração
Bb        F/A     Gm Gm/F
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
        Eb       Bb
Pra escrever a música sem pretensão
  Bb7    Eb Cm
eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
        F                   Bb
e que triunfe a força     da imaginação

Rasura

Oswaldo Montenegro
C
Me desculpe o mesmo gesto 
                       F
Meu constante gesto insano 
                           G
Que por mais que a mente negue
                   C
Teu coração ele marcou
                   E
Como a lógica dos fatos 
                      A
Que eu traí a todo instante
                    E
Rasurando nosso branco
                      A
Com a mistura que eu sou
                   C
Me desculpe o gesto louco
                   F
A aspereza da loucura
                      G
'Inda queima no meu calmo
                 C
Doido e calmo coração
                           E
Mas por que, se a gente é tanto
                    A
Nosso amor sofreu rasura?
                     E
Nosso inconfundível gesto
                  A
eu desfiz na minha mão
D
Me desculpe, ou melhor, não
                 G
Me abrace e comemore
                      A
Que a rasura que foi feita
                     D
Foi perfeita na sua hora
                      F#
E mais que o mais perfeito
               B
Rasurar valeu a pena
                F#              B
Como esteve rasurado o primeiro original
                E
Do mais lindo poema.

Todo mundo é lobo por dentro (Petulante)

Oswaldo Montenegro
A          E                  F#m        D7
 Você me disse que eu sou petulante, né? 
               A 
 Acho que sou sim, viu? 
E                 F#m 
 Como a água que desce a cachoeira 
           G                E 
 e não pergunta se pode passar 
A          E                    F#m         D7
 Você me disse que o meu olho é duro como faca 
              A 
 acho que é sim, viu? 
E               F#m 
 Como é duro o tronco da mangueira 
         G               E 
 onde você precisa encostar 
Bm       Bm/A#                Bm/A 
 você me disse que eu destruo sempre 
              Bm/G#
 a sua mais romântica ilusão 
G                D                  E 
 e que destruo sempre com a minha palavra 
                 A            D  A 
 o que me incomodou, acho que é sim 
A                   G 
 como fere e faz barulho o bicho 
              D        G 
 que se machucou, viu? 
A                   G 
 como fere e faz barulho o bicho 
              D 
 que se machucou

Taxímetro

Oswaldo Montenegro
E              C#m          A          B
Eu tava andando na rua, chovia e tava calor
E                    C#m            
Como um taxímetro o olhar registrava 
             A                     B
    e me cobrava tudo o que já passou
G#m
E você
                        C#m
Me odeia e eu entendo e Deus
A                  B
Passou lotado por nós
G#m             C#m             A             B
Não, não esqueça que a cabeça abandonou minha voz
E              C#m         A                B
A gente andou pela Lua, mas nunca andou de metrô
E                   C#m           
Eu só estranhava quando te via nua 
         A                  B
     e preferia de vestido bordô
G#m
E você
                         C#m
Me odeia e eu entendo e Deus
 A                 B         
Passou lotado por nós
G#m          C#m          A                   B
Não, não esqueça que a cabeça abandonou minha voz.

Por brilho

Oswaldo Montenegro
Intro: ( A B G A/F# )

I Parte - DEDILHADO
-------------------
A       B
 Onde vá
                 G 
 Onde quer que vá
                  A
 Leva o coração feliz
D         A/C#       F#m
 Toca a flauta da alegria
D      E         A
 Como doce menestrel 

A       B
 Onda vá,
                    G
 Onde quer que eu vá
                     A
 Vou estar de olho atento
D       A/C#      F#m
 A tua menor tristeza
D        E             A
 Por no teu sorriso o mel

D
 Onde vá
A/C#               Bm
 Vá para ser estrela
D7                  G
 As coisas se transformam
A                      D
 E isso não é bom nem mal
F#                     Bm
 e onde quer que eu esteja
D7                  G
 O nosso amor tem brilho
A                 G
 vou ver o teu sinal
---------------------------


II Parte - BATIDO
Muda apenas o final
-----------------------------
A       B
 Onde vá
                 G 
 Onde quer que vá
                   A
 Leva o coração feliz
D         A/C#       F#m
 Toca a flauta da alegria
D      E         A
 Como doce menestrel 

A       B
 Onda vá,
                    G
 Onde quer que eu vá
                     A
 Vou estar de olho atento
D       A/C#      F#m
 A tua menor tristeza
D        E             A
 Por no teu sorriso o mel

D
 Onde vá
A/C#               Bm
 Vá para ser estrela
D7                  G
 As coisas se transformam
A                      D
 E isso não é bom nem mal
F#                     Bm
 e onde quer que eu esteja
D7                  G
 O nosso amor tem brilho
A                 G  D
 vou ver o teu sinal

Magia

Oswaldo Montenegro
A             C#m
Magia é o que faz voltar
               D                      E
Contra quem desejou o que de mal me desejam
      F#m             B                
O olho refletindo que vem contra mim
    D                    E
Os magos todos louvados sejam
    A                   C#m
No dia em que olhei pro mar
             D                     E
E alguém revelou que lá no fundo latejam
   F#m                  B                
Os corações meninos de cem querubins
       D                  E
Que o fundo desse lago azulejam
F#m              C#m               
Dá-me Brasília a calma
     D               E
Que hoje Madalena precisa em mim
    F#m            B               
Me encha de luz a alma
       D                  E
Que o vento da alegria responda que sim
F#m              C#m               
Dá-me Brasília a calma
     D               E
Que hoje Madalena precisa em mim
        F#m       B
Me encha de luz a alma
      D                    E
Que o vento da alegria responda
      D                    E 
Que o vento da alegria responda depressa
      D           A     Bm        E      D   A
Que o vento da alegria responda depressa que sim

Lume de estrelas

Oswaldo Montenegro
F                A
Toda vez que eu volto
Dm       F
Tô partindo
Bb            C
E no sentido exato
         F
É por saudade
Bb        C      F      Bb
Ah! coração taí a festa E nós
F
Por aí vai
       C       Bb  F
Nossa colorida idade
Dm        Am      Bb           F
Diga depressa com quantas paixões
Dm        Am
Faz-se a canoa
Bb                  F
Do amor que a gente quer
Bb                C
E quando eu não voltar
F             Bb          F
Acenda o mesmo lume de estrelas
C                  Bb  F
Que eu deixei no teu olhar
F                A
Toda vez que eu volto
Dm       F
Tô partindo
Bb            C
E no sentido exato
         F
É por saudade
Bb        C      F      Bb
Ah! coração taí a festa E nós
F
Por aí vai
        C     Bb F
Nossa colorida idade

Lua e flor

Oswaldo Montenegro
Tom: D
Intro: D A/C#  G/B  C  G  D  D5+  Bm  Bm7  E7  G  F#m7  Em7  A7
     
    D                   A       
  Eu amava como amava um cantor 
        Gmaj7           C7/9      
  De qualquer clichê de cabaré  
    D             D5+
  De lua e flor
 
      Bm            Bm7     Em7
  Eu sonhava com a feia na vitrine 
            A7        D           
  Como carta que se assina em vão
 
    D                    A     
  Eu amava como amava um sonhador, 
       Gmaj7
  Sem saber porque
   C7/9             D       F#7
  E amava ter no coração,  
 
     Bm         Bm7         Em7
  A certeza ventilada de poesia
           A7     D          A7
  De que um dia amanhece não
 
       D                     Am     D7
  Eu amava como amava um pescador
          Gmaj7                     Gm
  Que se encanta mais com a rede que com o mar
 
       D       Bm         Em7
  Eu amava como jamais poderia,
       A7         Gmaj7         C7/9
  Se soubesse como te encontrar
 
       D                     Am     D7
  Eu amava como amava um pescador
             Gmaj7                        Gm
  Que se encanta mais com a rede que com o mar
 
       D       Bm       Em7
  Eu amava como jamais poderia,
       A7         Gmaj7     C7/9   D
  Se soubesse como te encontrar

Letras brasileiras

Oswaldo Montenegro
(intro)  E  A/E 

   E         A/E        E   A9/E
dez mil rubis, mil pedras turmalinas
  E      B7   C#m     G#m   C#m
cem mil cometas um milhão de sóis
 Bm    E      A   A#º
dez mil Joões mil vidas severinas
  E      B7     A   E
cem mil poetas, todos eles sós
 E       A/E        E    A9/E
em procissões, natais e serpentinas
     E    B7   C#m   G#m   C#m
dez mil mãos postas mães, irmãos, avós
      Bm      E    A     A#º
a esperança é profissão e sina
       E    B7  C    C7
ensina laços a fingir de nós
    F      Bb/F         F    Bb/F
são cem cavalos, dez luzes na crina
     F     C7  Dm    Am   Dm
são luas, muitas luas e faróis
     Cm           F            Bb   
são mil perdões, que aos bons não se incrimina
  F       C7        C#   C#7
cem mil poetas, todos eles sós
      F#       B/F#       F#   B/F#
televisões em cada casa e em cima
    F#        C#7   D#m  A#m  D#m
parece um bicho a antena e cada voz
       C#m F#       B     
parece voz que nunca desafina
       F#   B/C#     D   D7
na serenata   para o seu algoz
            G     C/G              G   C/G
milhões de versos, cem milhões de rimas
   G      D7     Em          Bm   Em
no mesmo mar são dez milhões de anzois
   Dm   G             C        C#º
pescando alma em dós, bordões e primas
          G      D7         C   G
cem mil poetas, todos eles sós

Intuição

Oswaldo Montenegro
G                  C               D             G
Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
F                C              G                  D/F#
Canta uma canção daquela de filosofia, é mundo bem melhor
G                     G7                      
Canta uma canção que agüente essa paulada 
                C                  A7
           e a gente bate o pé no chão
D7                 G                A7                 D
Canta uma canção daquela, pula da janela, bate o pé no chão
G                  G7                  C                 A7
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não
D7                G                   A7                  D   G
Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão
A                  D                 E          A
Canto que não silencia, é onde principia a intuição
G                   D                A                 E
E nasce uma canção rimada da voz arrancada o nosso coração
A                   A7                   D                  B7
Como sem licença, o sol rompe a barra da noite sem pedir perdão
G                  C               G                  C
Hoje quem não cantaria, grita a poesia e bate o pé no chão
A                   A7                 D                   B7
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, bate o pé no chão
E7                 A                   B7                  E
Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão
B                  E               F#             B
Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
F#m                  E              B                  F#
Canta uma canção daquela de filosofia, é mundo bem melhor
B                     B7
Canta uma canção que agüente essa paulada 
                       E                A7
                e a gente bate o pé no chão
 E                  B               E                  B      E
E hoje quem não cantaria, grita a poesia e bate o pé no chão

Incompatibilidade

Oswaldo Montenegro
D                                 
E bate louco, bate criminosamente
                        G
O coração mais do que a mente, 
                                   D     
          bate o pé mais do que o corpo poderia
         D                                               
E se você mentalizasse na folia
                G                         D             
Sabe lá se não seria a solução pra de manhã pensar melhor
         A                   G                         D   
E caso fosse a incompatibilidade entre o corpo e consciência
              A           D                  
Iria desaparecer, você não vê
       A                     G             
Como o corpo preparado pode ser iluminado
        D           A            D     
Como a luz de uma fogueira que precisa se manter 
     D                                                    
E atingido pela plena consciência
                      G                     D     
De que o corpo em decadência faz a tua consciência esmorecer 
       D                                                    
Pelos poros elimina-se o que o povo não precisa
            G                D                 
E não precisa pra pensar, abdicar desse prazer 
      A                               G             D    
Se você dançar a noite inteira não significa dar bobeira
                  A         D                               
De manhã se alienar ou esquecer 
     A                   G                         D          
É a busca do supremo equilíbrio, num processo inteligente
              A            D
Sua mente clarear sem preceber 

Hoje ainda é dia de rock

Oswaldo Montenegro

Hoje ainda é dia de rock - Zé Rodrix

Riff
e|-----------|-----------|-----------|-----------|
B|-----------|-----------|-----------|-----------|
G|-----------|-----------|-----------|-----------|
D|-----------|-----------|-----------|-----------|
A|-----------|-0-3/5-5-5-|-----------|-3-5/7-7-7-|
E|-0-3/5-5-5-|-----------|-0-3/5-5-5-|-----------|

Riff-2
e|-----------|-----------|-----------|-----------|
B|-----------|-----------|-----------|-----------|
G|-----------|-----------|-----------|-----------|
D|-----------|-----------|-----------|-----------|
A|-----------|-0-3/5-5-5-|-----0-3/5-|-----------|
E|-0-3/5-5-5-|-----------|-0-3/5-----|-0-3--5----|

Riff-2*(igual a riff-2 apenas trocar a ultima parte por:
    e|-----------|
    B|-----------|
    G|-----------|
    D|-----------|
    A|-----------|
    E|-0-3/5-5-5-|  

Intro - Riff - Riff-2

Riff
Eu tô doidin por uma viola
Mãe e pai, de doze cordas e quatro cristais

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, esse meu blues de Minas Gerais

Riff
Eu tô doidin por um pianin
Mãe e pai, de caixa Leslie e amplificador

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, um rockizinho para o meu amor

Intro.

Riff
Eu tô doidin por uma viola
Mãe e pai, de doze cordas e quatro cristais

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, esse meu blues de Minas Gerais

Riff
Eu tô doidin por um pianin
Mãe e pai, de caixa Leslie e amplificador

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, um rockizinho para o meu amor

           E                     C
Depois formar a minha eletrobanda
            A                    E
Que vai deixar as outras no roncó

Riff-2*
Eu descobri e acho que foi a tempo
Mãe e pai, que hoje ainda é dia de rock

             E              C
Que hoje ainda é dia de rock
             A              E
Que hoje ainda é dia de rock

Riff-2*
Eu descobri olhando o milho verde
Mãe e pai que hoje ainda é dia de rock

(Solo de Violoncelo)

             E              C
Porque hoje ainda é dia de rock
             A              E
Porque hoje ainda é dia de rock

Riff-2*
Eu descobri olhando o milho verde
Mãe e pai que hoje ainda é dia de rock

Intro.

Estrelas

Oswaldo Montenegro
G                   D
Pela marca que nos deixa
               Em                  A7
A ausência do som que emana das estrelas
C                   G
Pela falta que nos faz.
                 A7             D
A nossa própria luz a nos orientar
G                    D
Doido corpo que se move
                  Em               A7
É a solidão dos bares que a gente freqüenta
F               C
Pela mágica do dia
            D7                G
Que independeria da gente pensar
                   D
Não me fale do teu medo
                  Em             A7
Ah! Eu conheço inteira a tua fantasia
    C              G
E como de fosse pouca
          A7                D7
A tua alegria não fosse bastar

G                          D
Quando eu não estiver por perto
              Em                 A7
Canta aquela música que a gente ria
    F             C
É tudo que eu cantaria
                   D7             G
E quando eu for embora você cantará.

Cristal (O. Montenegro)

Oswaldo Montenegro
A           E
Era de vidro, quase de lâmina
D              A
há de haver no espaço uma igual
F#m           B
Era uma lagrima, há de ter sido 
D            A
um choro natural
A          E
Era estrela clara de lua 
D          A
gota de lume branco e de sal
F#m           B
Era uma lagrima, há de ter sido 
D            A
um choro natural
F#m      C#m  
Era vitrine como é vitrine
   D              A
o olho, a janela, a ruga e o cristal
F#m           B
Era uma lagrima, há de ter sido 
D               A
um choro natural
A           E
Era de água, quase de espelho
D             A 
como o olhar de quem passa mal
F#m           B
Era uma lagrima, há de ter sido 
D            A
um choro natural
A         E           D
Era de lua sempre de enluarada impressão 
              A
divina e normal
F#m           B
Era uma lagrima, há de ter sido 
D            A
um choro natural
F#m      C#m  
Era vitrine como é vitrine
   D              A
o olho, a janela, a ruga e o cristal
F#m           B
Era uma lagrima, há de ter sido 
D               A
um choro natural

Cigana (O. Montenegro)

Oswaldo Montenegro
"Num tempo muito distante, em terras mais 
longe ainda, falando uma outra língua, de 
origem ainda mais remota, pessoas como vocês, 
mas que conheciam as leis de voar que nem 
gaivotas" 
 
Em       D       C         D        Em 
Eu me vesti de cigana, pra cantar o sol 
Em     D          G         D       Em 
Fiz comício e deu cana, pra cantar o sol 
Em       D       Am         D        Em 
Ah! que riso bacana, pra cantar o sol 
Em   D       G         C        B4 
Virtuosa e sacana, pra cantar o sol 
Em     D      C 
Dança, Dança, Dança 
    D        Em 
pra cantar o sol 
Em      D          C 
Todo o amor que emanar 
    D        Em   Em9 
pra cantar o sol 
Em          D         C         D        Em 
Fui quem se dava e se dana, pra cantar o sol 
         D/F#        G         D/F#     Em 
Quem não mente, te engana, pra cantar o sol 
                 Am                 Em 
Quem teu hálito abana, pra cantar o sol 
     D/F#     G         C        B4 
Virtuosa e profana, pra cantar o sol 
Dança...
Em         D       C         D        Em 
Fiz do meu corpo cabana, pra cantar o sol 
Em       D/F#   G         D/F#     Em 
Fiz de um ano semana, pra cantar o sol 
Em      D        Am        D        Em 
Fiz do amor porcelana, pra cantar o sol 
Em     D/F#     G         C        B4 
Fui cigarra e cigana, pra cantar o sol 
Dança ... 
Em Em                C C                Em Em 
Fui tua mão que me esgana, pra cantar o sol 
                     G G                Em Em 
O que o brilho não empana, pra cantar o sol 
               Am Am              Em Em 
Meu amor tinha gana, pra cantar o sol 
               G G                  B4 
Virgem santa e sacana, pra cantar o sol 
 
Dança ... .

Banal (O blue do travesti)

Oswaldo Montenegro
E
Quero que se dane a estrutura, a coerência
                               E7
Que o homem construiu nesse planeta
                 A
Olha meu Deus, é banal
                      E
Todo o pensamento é banal
             B
Quero que a lógica se dane
      A                          E
Olha, princesa, o pensamento é banal
E
Lógica é sempre o menor pedaço do que o homem
                                    E7
Construiu nesse planeta o resto se perdeu
              A
Meu Deus, é banal
                   E
Todo pensamento é banal
               B
Quero que a lógica se dane
        A                      E
Olha, princesa, o pensamento é banal
E
Olha o matemático, andarilho o carroceiro
                      E7
Seu amigo, mago da intuição
                           A
Não pense, o pensamento é banal
                   E
Todo pensamento é banal
                      B
Quero que a lógica se dane
        A                        E
Olha, princesa, o pensamento é banal
E
Da cartesiana sensação de coerência
                         E7
Em que a prudência vale mais 
                                  A
Que andar na corda bamba solta e total
                   E
Eu tenho horror é banal 
             B
Quero que a lógica se dane
         A                      E
Olha, princesa, o pensamento é banal.

Aquela coisa

Oswaldo Montenegro
(intro) C  F  ( Am  Em  )  ( Am  Em   F  C  G  F  G )
       D  G  ( Bm  F#m )  ( Bm  F#m  G  D  A  G  A )

C     F             G     F
Olhe bem nos meus olhos
C     F          G
Olhe bem prá você
   F                     G                   F    C
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
   F                     G                        F    C
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos
   F                G7                C   ( Am Em F C G F G )
E velha, tão velha ficou nossa fotografia
C     F             G     F
Olhe bem nos meus olhos
C     F          G
Olhe bem prá você
 F                     G                   F    C
A quem é que a gente engana com a nossa loucura
F                     G                        F    C
De certo que a gente perdeu a noção do limite
 F                G7                C    
E atrás tem alguém que virá, que virá, 
          ( Am  Em  F  C  G  F  G )
       que virá, que virá, que virá

Ao nosso filho, Morena

Oswaldo Montenegro
Intr.: A4  A4  E  F#m  -  D  Eb    A  B7  D  A
 

A           E                      F#m
Se hoje tua mão não tem manga ou goiaba
             A                D
Se a nossa pelada se foi com o dia
          Eb                    A
Te peço desculpas, me abraça meu filho
            B7 D   A
Perdoa essa melancolia
A           E                  F#m
Se hoje você não estranha a crueza
A                D
dos lagos sem peixe da rua vazia
Eb                    A
Te olho sem jeito, me abraça meu filho
B7 D   A
Não sei se eu tentei tanto quanto eu podia
A           E                      F#m
Se hoje teus olhos vislumbram com medo
A                D
Você já não vê e eu juro que havia
Eb                    A
Te afago o cabelo, me abraça meu filho
B7 D   A
Perdoa essa minha agonia
A           E                 F#m
Se deixo você no absurdo planeta
A                D
Sem pique-bandeira e pelada vadia
Eb                    A
Fujo do teu olho, me abraça meu filho
B7 D   A
Não sei se eu tentei, mas você merecia

Drops de hortelã

Oswaldo Montenegro
Tom :D

D  A/C#
Eu andava meio estranho
          Bm7             Bm7/A
Sem saber o que fazia, eu não sei
         G
Andava assim eu não sei
A7   D
Se era feliz
D           A/C#
Eu achava que faria uma canção
     Bm7     Bm7/A
E a melodia, eu não sei
         G
Andava assim,eu não sei
A7   D
Se era feliz
D         Bm          F#m
Eu achava que faria tudo que não sei
      G            A  D   G/A A7  D
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
D  Bm  F#m
Eu achava que faria uma canção nissei (não sei)
 G     A  D      A  D
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
D          Bm                 F#m
Eu achava que tamanho tinha a ver com poesia, eu não sei
        G   A            D   G/A A7  D
E toda vida eu deixei a vida entrar no nariz
D    Bm             F#m
Me mandei pra Curitiba E como gosto dessa vida!
 G     A  D          A  D
Ah! Eu sei que paixão que eu falei Me lembra o anis
D        Bm    F#m
| Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
   G    A    D              G/A A7  D
| Para atirar no porém da frase que eu nunca fiz (2x)

Léo e Bia

Oswaldo Montenegro
Intro: Bm7

  E                  B7      C#m E
  No centro de um planalto vazio
  A                 E         B4  B7
  Como se fosse em qualquer lugar
    A            B7         E
  Como se a vida fosse um perigo
  F#m              D        B4   B7
  Como se houvesse facas no ar
  E               B7         C#m  E
  Como se fosse urgente e preciso
  A              E     B4   B7
  Como é preciso desabafar
       A           B7        E
  Qualquer maneira de amar varia
     D         A         E
  E Leo e Bia souberam amar
              B7        C#m   E
  Como se não fosse tão longe
     A           E       B4  B7
  Brasília de Belém do Pará
    A           B7         E
  Como castelos nascem dos sonhos
      F#m        D        B4   B7
  Prá no real achar seu lugar
  E               B7      C#m  E
  Como se faz com todo cuidado
    A           E      B4  B7
  A pipa que precisa voar
      A           B7       E
  Cuidar de amor exige mestria
     D         A         E  (A B7 E)3x F#7 Eb7
  E Leo e Bia souberam amar
    Ab                Eb7     Fm7 Ab7
  No  centro de um planalto vazio
    C#              Ab        Eb7
  Como se fosse em qualquer lugar
    C#           Eb7        Ab
  Como se a vida fosse um perigo
 Bbm7              F#       Eb7
  Como se houvesse facas no ar
  Ab              Eb7        Fm7  Ab7
  Como se fosse urgente e preciso
       C#        Ab    Eb7
  Como é preciso desabafar
       C#            Eb7      Ab  Cm
  Qualquer maneira de  amar varia
    F#        Bbm       E7
  E Leo e Bia souberam amar
  A           E7        F#m   A7
  Como se não fosse tão longe
     D           A       E
  Brasília de Belém do Pará
  D             E7         A
  Como castelos nascem dos sonhos
      Bm7        G        E7
  Prá no real achar seu lugar
  A               E7      F#m  A7
  Como se faz com todo cuidado
    D           A      E7
  A pipa que precisa voar
      D           E7       A   C#m7
  Cuidar de amor exige mestria
     G     D  (A D E7)2x D
  E Leo e Bia

Bandolins

“Bandolins” foi um presente de aniversário que Osvaldo Montenegro ofereceu a uma amiga bailarina. A intenção era reanimá-la, pois na ocasião a moça estava inconformada por seu namorado ter viajado para a França, enquanto ela, menor de idade, fora impedida de acompanhá-lo.

Daí o imaginário pas de deux narrado na letra, que ela dança sozinha: “Como se fosse um par / que nessa valsa triste se desenvolvesse / ao som dos bandolins / e como não e por que não dizer / (...) / ela valsando só na madrugada / se julgando amada / ao som dos bandolins...”

Por essa época, Osvaldo já havia gravado o elepê Poeta maldito... moleque vadio, que apesar da produção caprichada fôra um fracasso, pondo em risco sua permanência na gravadora. Em conseqüência, a Warner havia lhe proposto, para continuar, apenas a metade de um compacto simples, que teria na outra face música de um compositor novo, o nada animador João Boa Morte.

Osvaldo estava mesmo a ponto de desistir da carreira, quando surgiu a oportunidade de inscrever “Bandolins” no Festival 79 de Música Popular da TV Tupi. Na realidade, ele não se sentia muito esperançoso de um bom resultado, expectativa que só piorou quando notou uma tendência de parte do público em favor da emergente vanguarda paulistana de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Os mais radicais haviam chegado a vaiar Caetano Veloso, que defendia “Dona Culpa Ficou Solteira”, de Jorge Ben.

Foi nesse estado emocional que Osvaldo pisou o palco do Anhembi, em São Paulo, para mostrar sua valsa, ao lado do amigo José Alexandre. Mas, para sua surpresa, a reação da platéia ao ouvir “Bandolins” foi altamente positiva, tendo a canção conquistado o terceiro lugar e projetado Osvaldo bem mais até do que os dois concorrentes que chegaram à sua frente. Então, além de um compacto inteiro, a Warner deu- lhe o segundo elepê e sua carreira deslanchou.

A propósito, esse festival temporão da Tupi — coordenado por Solano Ribeiro, que dirigira festivais na Excelsior e Record — acabou dando visibilidade a artistas em ascensão como Alceu Valença (com “Coração Bobo”), Elba Ramalho (com “América”) e a dupla Kleiton e Kledir (com “Maria Fumaça”) (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Bandolins (1980) - Oswaldo Montenegro
Intro: Fm Fm/Eb Dm5-/7 Fm/C# Bb F D7

 
Gm            Gm/F
Como fosse um par que 
            Em5-/7            Cm/Eb
Nessa valsa triste e se desenvolvesse 
                Gm     
Ao som dos bandolins 
       Gm/F 
E como não e porque 
     Cm
Não dizer que o mundo 
           F
Respirava mais se ela 
         Bb
Apertava assim 
    Bb7+  Dm  Am
Seu colo como se
    D7         Eb
Não fosse um tempo
           Cm      D7                 Gm
Em que já fosse impróprio se dançar assim 
       Gm/F             Em5-/7          Cm/Eb
Ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando
             Gm      Gm/F Em5-/7 Cm/Eb F
Ao som dos bandolins

Gm                Gm/F
Como se fosse um lar 
                   Em5-/7
Seu corpo a valsa triste 
                Cm/Eb
Iluminava  e a noite 
           Gm    
Caminhava assim
          Gm/F
E como um par 
                Cm                 F
O vento e a madrugada iluminavam a fada 
            Bb
Do meu botequim
    Bb7+  Dm    Am
Valsando como valsa 
D7       Eb        Cm    D7
Uma criança que entra na roda 
               Gm
A noite tá no fim 
       Gm/F            Em5-/7
Ela valsando só na madrugada 
              Cm/Eb
Se julgando amada 
            Gm
Ao som dos bandolins 


Aos filhos de Gêmeos

Oswaldo Montenegro
Intr.: A  E/G#  Em/G  D/F#  Dm/F  A  F#m  B7  Bm  E7  A
 

A        E/G#      Em/G              D/F#
Curioso, dispersivo, você sempre tem algo a dizer
Dm/F         A      F#m    B7          Bm      E7    A
Signo dos opostos, signo dos vizinhos gêmeos, há de ser
         E/G#      Em/G              D/F#
Cada planeta, cada riso em cada esquina que houver
Dm/F          A   F#m   B7            Bm           A
Cada extremo reunido,  cada homem gêmeo da mulher
A               E/G#     Em/G         D/F#
Gêmeos como a luz do dia é vizinha do anoitecer
Dm/F              A     F#m    B7          Bm  E7      A
Gêmeos chuva e, quem diria, o sol que brilhará, dor e prazer
        E/G#       Em/G              D/F#
Cada planeta, cada riso em cada esquina que houver
Dm/F          A   F#m   B7            Bm           A
Cada extremo reunido,  cada homem gêmeo da mulher

Aos filhos de Câncer

Oswaldo Montenegro
Intro: A  F#m  F#m/E  D  E7  A  E7

A                                F#m
Caranguejo, signo da última estação do segundo lugar
   F#m/E                    D
Do primeiro desejo que não há
                    E7                 A     E7
Como dissimulando se esconder no porão
A                                F#m
Caranguejo da canceriana, solidão de horizontalizar
F#m/E                    D
No canteiro de beijos que não dá
 E7               A                 A7
Como dissimulando se esconder no porão do ser
D                         C#7                  F#m
Caranguejo cada vez que a gente se encontrar no cio
              A  
Pode ser que não, 
                      D            E7                  A    A7
    mas eu quase adivinho que no coração alguém vai batucar
D                        C#7                   F#m
Caranguejo é o signo de quem só me chama de filho
                A                D  
E do meu coração, e do Gilberto Gil, 
                  E7                 A
      Caetano é leão e sempre vai reinar
     E7
Pois é
A                               F#m
Caranguejo, símbolo da réplica fusão do que não caberá
    F#m/E                     D
Mas no primeiro ensejo brilhará como volatizando
E7             A      E7
Se acender um balão
     A7
Pro céu

Aos filhos de Áries

Oswaldo Montenegro
Dm    D7         Gm                    Dm
Áries, o primeiro signo, do carneiro apaixonado
       Dm/C          Bb7M       A4  A7       Dm
Tem em Marte seu designo e no fogo seu reinado
       Eb°         Gm                 Dm
Nas estrelas seu delírio, seu amor enciumado
      Dm/C         Bb7M            A4   A7  Dm
Nos limites, seu martírio, seu mistério revelado
      D7            Gm                    Dm
Louco signo das correntes e emoções arrebatadas
  Am/G        F7M            E4   E7       Am
Ariana dos repentes e explosões descontroladas
   Eb°         Gm                  Dm
Ariana, como o fogo, nunca será dominada
   Dm/C        Bb7M            A4  A7    D
Decisiva como o jogo, e a primeira namorada
      D7         G           F#7         Bm
Signo da sinceridade, da vermelha cor do dia
     Bm/A      G             A7             D
Signo da velocidade, da impulsão e eu nem sabia
        F#7         Bm            E7          A7
Que era tanta madrugada a derramar no coração
       F#7       Bm                            Bm
Como a rosa serenada se transforma e pinga ao chão
      Em          F#7     G    Bm
Derretendo ao fogo da paixão

Agonia

Oswaldo Montenegro
Intro: D A/C# Am/C B7 Em C A/C# A7
                 D
  Se fosse resolver
            F#m7
  Iria te dizer
  F°           Em
  Foi minha agonia
                      A7
  Se eu tentasse entender
                  Bb°           A7
  Por mais que eu me esforçasse
                  D  Em
  Eu não conseguiria
     A7          D
  E aqui no coração
                    Am
  Eu sei que vou morrer
     D7           G7+ Ab°
  Um pouco a cada dia
                  D
  E sem que se perceba
    F#m7  F°   Em
  A gente se encontra
  A7              D   A7
  Prá uma outra folia
                       D
  Eu vou pensar que é festa
                F#7
  Vou dançar cantar
   F°           Em
  É  minha garantia
               A7
  E vou contagiar
           Bb°      A7
  Diversos corações
                D   Em
  Com minha euforia
          A7        D
  E a amargura e o tempo
                 Am
  Vão deixar meu corpo
    D7         G7+ Ab°
  Minha alma vazia
                  D
  E sem que se perceba
    F#m7  F°   Em
  A gente se encontra
  A7               D A/C# Am/C B7 Em C A/C# A7
  Prá uma outra folia
                 D            A7               D  B7
  Se fosse resolver... até ...pra uma outra folia
                       E
  Eu vou pensar que é festa
                Abm7
  Vou dançar cantar
    G°         F#m
  É minha garantia
               B7
  E vou contagiar
           C°       B7
  Diversos corações
                E   F#m
  Com minha euforia
          B7        E
  E a amargura e o tempo
                 Bm
  Vão deixar meu corpo
  E7           A7+ Bb°
  Minha alma vazia
                  E
  E sem que se perceba
    G°         F#m
  A gente se encontra
  B7              E
  Prá uma outra folia

O condor

Oswaldo Montenegro
Intro:E
Refrão:
    E
  Quando voa o condor
   A                E
  Com o céu por detrás
  Traz na asa o sonho
  F#7              B7
  Com o céu por detrás
         E     E7
  Voa o condor
         A         Bb°
  Que a gente voa atrás
   E   Ab/Eb  C#m7   E/B
  Voa atrás do sonho
   A                E
  Com o céu por detrás
  ...refrão
 A E  Ab/Eb     C#m7              E7/D
   Ah!     que o vôo do condor no sol
   A F#m7   D                 B7
  Trace  a linha da nossa paixão
      E             E7+
  Eu quero que seja
      D                A                B7
  Mostrada no meio da rua e rolando no chão
  E  Ab/Eb      C#m7               E7/D
  Ah!     que a gente despedace em luz
  A  F#m7         D             B7
  Ah!    que Deus seja o que quiser
    E              E7+
  Escolha a cabeça
      D                  A                B7             Am7 D7
  Com olho de bicho mas com coração de mulher  ...refrão
  G  B7/F#   Em                 G/F
  Ah!     se fosse como a gente quer
  C  Am7          F         D7
  Ah!   e se o planeta explodir
      G             Bm
  Eu quero que seja
      F                C                     D7
  Em plena manhã de domingo e que eu possa assistir
  A  C#7/Ab     F#m7            A/G
  Ah!      Que a miserável condição
     D Bm   G                 E7
  Da raça humana procurando o céu
     A             C#m7
  Levante a cabeça
    G                  D                  E7/11 E7
  E ao levantar por encanto escorregue seu véu
    A
  Quando voa o condor
   D                A
  Com o céu por detrás
  Traz na asa o sonho
  B/A              E7
  Com o céu por detrás
         A     A/G
  Voa o condor
         D         Eb°
  Que a gente voa atrás
   A   E/Ab    F#m
  Voa atrás do sonho
 F#m/E   D          A
  Com o céu por detrás

Oswaldo Montenegro
Intro: Gm/Bb   F  C

    C
Vontade de ser sozinho
      G
Sem grilo do que passou
   F                        C                   Am
A taça do mesmo vinho sem brinde mais por favor
    G                          E
Não é que eu não tenha amigos não
    Am                 F
Não é que eu não dê valor
               C          G
Mas hoje é preciso a solidão
    F              C
Em nome do que acabou
 
Vontade de ser sozinho
     G 
Mas por uma causa sã
    F
Trocar o calor do ninho
   C             Am
Pelo frio da manhã
   G                    E
Valeu a orquestra se valeu
  Am               F
Agora é flauta de Pã
           C          G
Hoje é preciso a solidão
       F                C         C7
Com a benção do deus tupã, ô menina
       F                      Dm
 E a quem perguntar quando o vento sopra
     C  
 Responda que já soprou
        Bb                F
 Mas o vento não trás resposta
     C   C7
 Acabou
     C (2ª vez)
    D
A flecha que passa rente
    A7
Cantor implorando bis
   G
O cara que sempre mente
   D
A feia que quer ser miss
    A7       F#
Gaivota voando sobre o céu
   Bm                 G
A letra que eu nunca fiz
          D         A7
Tudo é a mesma solidão
     G             D         D7
Mas dá para ser feliz, ô menina
       G                      Em
 E a quem perguntar quando o vento sopra
     D
 Responda que já soprou
        C                     G
 Mas o vento não trás resposta
     D   D7
 Acabou
         D (2ª vez)
   E
E todo mundo é sozinho
      B
E ai de quem pensar que não
   A                        E            C#m
A moça com seu vizinho, soldado com capitão
   B                   Ab
E resta quem está sem seu amor
  C#m          A
Amar esta solidão
           E     B        A             E
Hoje é preciso o uivo do lobo na escuridão
         E7    A                      F#m
 Ô menina e a quem perguntar quando o vento sopra
     E 
 Responda que já soprou
        D                 A        E
 Mas o vento não trás resposta acabou

Sempre não é todo dia

Oswaldo Montenegro
Tom :D
Intro: D D7+ Em F#7 Bm7 Am7 D7 G C7/9 D A/C# B7 E7 A7 G D

 D
  Eu hoje acordei tão só
 F#
  Mais só do que eu merecia
 Bm
  Olhei pro meu espelho e há!
     Am            D7
  Gritei o que eu mais queria
 G                    C7/9     |
  Na fresta da minha janela    |
     D   A/C#   B7             |
  Raiou vazou a luz do dia     | bis
 E7                     A7     |
  Entrou sem me pedir licença  |
      G                  D     |
  Querendo me servir de guia   |
 D
  E eu que já sabia tudo
      F#
  Das rotas da astrologia
     Bm
  Dancei e a cabeça tonta
        D7
  O meu reinado não previa
 G               C7/9
  Olhei pro meu espelho e há!
   D       A/C#          B7
  Meu grito não me convencia
 E7                       A7
  Princesa eu sei que sou pra sempre
       G           D
  Mas sempre não é todo dia
     D                D7+
  Botei o meu nariz a postos
    C#m7/5-          F#7
  Pro faro e pro que vicia
     Bm
  Senti teu cheiro na semente
        Am            D7
  Que a manhã me oferecia
  G           C7/9             |
  Eu hoje acordei tão só       |
   D     A/C#           B7     |
  Mais só do que eu merecia    | bis
  E7                   A7      |
  Eu acho que será pra sempre  |
       G                 G     |
  Mas sempre não é todo dia    |
     Eb
  Eu hoje acordei tão só
   G
  Mais só do que eu merecia
  Cm
  Olhei pro meu espelho e há!
     Eb7
  Gritei o que eu mais queria
  Ab                   Abm
  Na fresta da minha janela
     Gm                C7
  Raiou vazou a luz do dia
     F7                 Bb7
  Entrou sem me pedir licença
     Ab                  B7
  Querendo me servir de guia
   E
  E eu que já sabia tudo
  Ab
  Das rotas da astrologia
     C#m
  Dancei e a cabeça tonta
    E7
  O meu reinado não previa
  A                   Am       |
  Eu hoje acordei tão só       |
      Abm             C#/F     |
  Mas só do que eu merecia     | bis
     F#                B7      |
  Eu acho que será pra sempre  |
       A                 E     |
  Mas sempre não é todo dia    |

A bailarina gorda

Oswaldo Montenegro
C     Em    F    C    D     Am    D       G          C
Como toda bailarina ela sonhava com mil saltos mortais
   C/E     E    Am      D7   Am     D7        G
Os dedos do destino a desenharam gorda demais
C     Em    F    C    D     Am    D       G          C
Cada volta ou pirueta era um desastre, eram risadas gerais
C/E     E    Am      D7   Am     D7        G
E os olhos do menino que ela amava a amavam magra de mais
C     Em    F    C    D     Am    D       G          C
Cada bola de sorvete é tanta culpa, era remorso demais
C/E     E    Am      D7   Am     D7        G
E o mais lindo vestido tá guardado: gorda demais
C     Em    F    C    D     Am    D       G          C
Cada abraço, um arrepio, ai, por um fio ele me apalpa por trás
C/E     E    Am      D7   Am     D7        G
E sente a carne mole, frouxa, coxa, gorda demais
C     Em    F    C    D     Am    D       G          C
Como toda bailarina ela sonhava com mil saltos mortais
C/E     E    Am      D7   Am     D7        G
Os dedos do destino a desenharam