quinta-feira, 8 de junho de 2006

Helena, Helena, Helena



Taiguara
Helena, Helena, Helena (1968) - Alberto Land - Intérprete: Taiguara

--------------A7+ ----------------------Abm7
Talvez um dia / Por descuido ou fantasia
Db7------------------ Gbm ------------------------Em7
Helena, Helena, Helena / Nos meus braços debruçou
--------------A7------------- D7+-------------------------- Dm7
Foi por encanto ou desencanto / Ou até mesmo por meu canto, por meu pranto
---------------Db7-------------------------- Gb7
Ou foi por sexo / Ou viu em mim o seu reflexo
----------------------------B7 --------------------------Bm7
Ou quem sabe uma aventura / Ou até mesmo uma procura
E7----------------------------- A7+---- E5+ ------------------------------A7+
Pra encontrar um grande amor /----------- Mas hoje eu sei / Eu sei que um dia
------------------Abm7 -----Db7 --------------------Gbm
Por faltar telefonema / Helena, Helena, Helena, Helena
-------------------------Em7------------ A7 -------D7+
Nos meus braços pernoitou / Foi por um caso / Ou por acaso
--------------------------Dm7------------------------ Db7
Ou até mesmo por costume / Pra sentir o meu perfume
---------------------------Gb7 ----------------------B7
Dar seu corpo num programa / Dar amor por um programa
------------------------Bm7 ----------E7---------- A7+ -------E5+
Hoje vai e nem me chama / Um adeus é o que deixou
--------------A -----------------------------Abm7-------- Db7
Talvez um dia / Por esperança ou ser criança, deixei
-------------Gbm------------------------ Em7-------- A7
Helena, Helena / Com seus braços me guiar
--------------------------D7+ -----------------------Dm7
Fui sem destino tão menino / E hoje eu vejo o desatino
---------------------------Db7------------------------ Gb7
Estou perdido numa estrada / Peço ajuda a quem possa
----------------------------B7------------------------- Bm
Tanto amor pra dar de graça / Todo mundo acha graça
---------E7----------- A--- E5+ ---------A7+----------------- Abm7
Deste fim que me levou / ------Maria Helena e seus homens de renome
----------Db7-------- Gbm--------------- Em7------------ A7 -------------D7+
Entre eles fez seu nome/Entre eles se elevou / Foi sem amor, foi sem pudor
--------------------------------Dm7----------------- Db7
Mas hoje entendo um jeito desses / Pra salvar seus interesses
-------------------------Gb7--------------------- B7
Dar seu corpo custa nada / E com ar de apaixonada
-----------------------Bm7 ---------E7------- A7+------ E5+
Em suas rodas elevadas / Seu destino assegurou
--------------A7+ --------------Abm7----- Db7------------ Gbm
Talvez um dia / Por desejo de poesia / Helena, Helena, Helena
------------------------Em7 -------------A7 -----------D7+
Talvez queira dar a mão / Talvez tão tarde, até em vão
----------------------------------Dm7-------------------- Db7
Quem sabe eu tenha um rumo à vista / Ou quem sabe eu nem exista
-----------------------Gb7 ---------------------------B7
Ofereço este meu canto/ A qualquer preço / A qualquer pranto
------------------Bm7----------- E7 --------------A7+
Não quero o amor / Não se discute / Eu procuro quem me escute 


Gente humilde



“Gente Humilde” teria surgido durante uma visita de Garoto a um subúrbio carioca. De repente, ao observar aquelas pessoas e suas casas modestas, ele resolveu homenageá-las numa canção. Tempos depois, a gravaria num acetato para o professor mineiro Valter Souto, registro que asseguraria a sobrevivência da composição, mantida inédita em disco comercial.

Garoto
Finalmente, quase quinze anos após a morte de Garoto, Baden Powell mostrou-a a Vinícius de Moraes que, apaixonando-se pelo tema, deu-lhe uma letra em parceria com Chico Buarque. Aliás, uma letra primorosa que, segundo o próprio Chico, é quase toda de Vinicius: “São casas simples, com cadeiras na calçada / e na fachada escrito em cima que é um lar / pela varanda, flores tristes e baldias / como a alegria que não tem onde encostar...”

Muito antes, porém, houve uma outra letra (“Em um subúrbio afastado da cidade / Vive João e a mulher com quem casou / tem um casebre onde a felicidade / bateu à porta, foi entrando e lá ficou...”) de um poeta mineiro, que preferiu se manter no anonimato. Com esta letra, “Gente Humilde” foi cantada em programas da Rádio Nacional por Zezé Gonzaga e o coral Os Cantores do Céu, em arranjo de Badeco, do conjunto Os Cariocas (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Gente Humilde (canção, 1970) - Chico Buarque, Garoto e Vinícius de Moraes - Interpretação de Márcia
Tom: C7+
Intro: C Am F G

C7+                         D#º            Dm7
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
          G11              G7        C7+  G7/5+
E sinto assim todo o meu peito se apertar
         Em7         D#º         Dm7
Porque parece que acontece de repente
          Dm4/7       C#7/5-   C7+   G7/13
Como um desejo de eu viver sem me notar
         C7+             D#º         Dm7
Igual a como quando eu passo no subúrbio
     G11               G7             Gm7 C7/13
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
        F7+            G#7/9       Em7   A7/9-
E aí me dá como uma inveja dessa gente
             D7           G7/9-          C7+  G7/13
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
             C7+          D#º        Dm7
São casas simples com cadeiras na calçada
        G11              G7            C7+ G7/5+
E na fachada escrito em cima que é um lar
       Em7            D#º        Dm7
Pela varanda flores tristes e baldias
         Dm4/7         C#7/5-       C7+    G7/13
Como a alegria que não tem onde encostar
         C7+       D#º           Dm7
E aí me dá uma tristeza no meu peito
            G11              G7        Gm7 C7/13
Feito um despeito de eu não ter como lutar
               F7+         G#7/9           Em7  A7/9-
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
           D7            G7/9-    C7+
É gente humilde, que vontade de chorar


Garoto da rua

René Bittencourt
Garoto da rua (samba-canção, 1947) - René Bittencourt - Interpretação de Augusto Calheiros



(Am) ---------Dm6------- E7------- Am
Garoto da rua / Que anda rasgado
--------------------A7---------------- Dm
Com o bolso pesado / De bolas de gude
---------------------Dm6---------- Am
Que estuda sem livros / A filosofia
------------------Em ---------B7 -------E7
Buscando alegria / Num fardo tão rude

---------------Am-------- E7------- Am
Garoto da rua / Que corre na frente
----------C7------ F ---------B7----- E7
Da turma valente / Que tasca balão
----------------G7 -----------------C
Na bola de meia / É craque afamado
-------------Em -------B7 -----E7
É rei coroado / Cravando pião


---------------Am ----------E7-------- Am
Garoto da rua / Que é bamba da zona
---------C7 ------F ------B7 ------------E7
Que pega carona / Melhor que ninguém
---------A7----- Dm -------Dm6------- Am
Ao vê-lo relembro / Saudosa quimera
--------Am/G------ B7 -------E7 -----Am
O tempo que eu era / Garoto também

Fim de caso




Dolores Duran
Fim de caso (samba-canção, 1959) - Dolores Duran - Intérprete: Dolores Duran
Intro: C7/9-

      F7+                              D7        Gm7
Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar
       D#7+/E         A7             Dm7
Há um adeus em cada gesto, em cada olhar
              G7                C7/9 C7/9-
Mas nós não temos é coragem de falar
         F7+                      D7        Gm7
Nós já tivemos a nossa fase de carinho apaixonado
          D#7+/E     A7             Dm7
De fazer versos, de viver sempre abraçados
         G7                    C7/9 D7
Naquela base do só vou se você for
         Gm7             C7/9      C7/9-       F7+
Mas de repente, fomos ficando cada dia mais sozinhos
                    F#º            Gm7
Embora juntos cada qual tem seu caminho
           G7                   C7/9 C7/9-
E já não temos nem coragem de brigar
         F7+                          D7      Gm7
Tenho pensado, e Deus permita que eu esteja errada
       D#7+/E         A7         Dm7
Mas eu estou, ah eu estou desconfiada
             G7          C7/9      F7+  (C7/9-)
Que o nosso caso está na hora de acabar

Eu sou a outra

Eu sou a outra (samba-canção, 1953) - Ricardo Galeno - Interpretação de Carmen Costa



Introd.: (G) F7 - E7

------------Am
Ele é casado
-----------------D7----------- G
E eu sou a outra, na vida dele,
--------------Bb°------- Am ---------Am/G
Que vive qual uma brasa
D/Gb -------D7 -----------G------- F7------- E7
Por lhe faltar tudo em casa


------------Am
Ele é casado
-----------------B7------------------- Em
E eu sou a outra, que o mundo difama
-----------------------------A7
Que a vida, ingrata, maltrata
----------Cm--- D7----- G -----Cm----- G
E sem dó cobre de lama !


--------------------B7
Quem me condena / Como se condena
------------------------Em
A uma mulher perdida,
------------------------E7
Só me vê na vida dele,
------------------------------Am
Mas não o vê na minha vida !


----------------Am6
Não tenho nome
------------------------Em
Trago o coração ferido
----------------------------Gb7
Mas tenho muito mais classe
-------------------B7 ---------------Em ------A7 ------Em
De quem não soube prender o marido !

Esmeralda

Esmeralda (samba-canção, 1960) - - Filadelfo Nunes e Fernando Barros - Intérprete: Carlos José



---------------F ---------D7 --------G7
Vestida de noiva com véu e grinalda
----------------C7--------------- F
Lá vai Esmeralda casar na igreja
------------C7----------- F
Deus queira que os anjos
------------G7------ C
Não cantem pra ela
--------------G7 --------------------C7
E lá na capela seu vigário não esteja

------------------------F--------------- G7
Deus queira que à noite na hora da festa
--------------------C7------------------- F7
Não tenha orquestra, não tenha ninguém
-----------------Bb-------- Bbm------- F
Prá ver Esmeralda com véu e grinalda
---------------------G7----- C7-------- F
Nos braços de outro que não é seu bem

-------------C7 ------------F----------- C7
Quem devia casar com ela era eu
-----------F
Sim, senhor
-------------C7- ------- - -- F ----------C7
Quem devia casar com ela era eu
----------F
Seu amor.