terça-feira, 18 de julho de 2006

Foi Deus

Foi Deus (fado) - Roberto Gomes
     G    C             G
Não sei,  não sabe ninguém
Porque canto fado,  neste tom magoado
D7
De dor e de pranto . . .
E neste momento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
G       C    D7
Nos versos que canto


 G          C                 G
Foi Deus,  que deu  luz aos olhos
G7                                C
Perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
Cm                 G       G-Gb-F-E
Ai, foi Deus que me pôs no peito
Am               D7               G     D7
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
G     E7                  Am    Gb7
E pôs as estrelas no céu  /   Fez o espaço sem fim
(Bm)             D7               G  C D7
Deu luto as andorinhas / Ai . . .deu-me esta voz a mim


    G      C               G
Se canto, não sei porque canto
D7
Misto de ternura, saudade, ventura e talvez de amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando, me vem um desgosto
G     C  D7
E o pranto no rosto nos deixa melhor


     G         C            G
Foi Deus, que deu voz ao vento
G7                C
Luz no firmamento / E pôs o azul nas ondas do mar
Cm                  G       G-Gb-F-E
Ai foi Deus, que me pôs no peito
Am                D7               G    D7
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
G    E7                  Am    Gb7
Fez o poeta o rouxinol  /  Pôs no campo o alecrim
Bm             D7              G  C (G)
Deu flores à primavera ai.../  E deu-me esta voz a mim

Guerreiro Menino(Um homem também chora)

Guerreiro menino (Um homem também chora) (1983) - Gonzaguinha - Interpretação: Fagner
  Em               Am9   F#m7/5-   Em9 
um homem também chora menina morena 
Em            D#º     B7/F#    Bm7/4 E7/9- 
também deseja colo, palavras amenas 
            Am9                 Em7/9 
precisa de carinho, precisa de ternura 
               F#7                Am/C  B7 
precisa de um abraço da própria candura 
                  Am9        F#m7/5-      Em9 
guerreiros são pessoas, são fortes são frágeis 
Em               D#º      B7/F#     Bm7/4  E7/9- 
guerreiros são meninos do fundo do peito 
              Am9                 Em7/9 
precisam de descanso, precisam de remanso 
                F#7                 Am/C 
precisam de um sonho que os tornem perfeitos 
B7                 Am     D7         G7+ 
é triste ver esse homem, guerreiro menino 
C7+                F#m7/5-     B7           Bm7/4  
Com a barra de seu tempo por sobre os seus ombros 
E7/9-                 Am       D7             Bm7 
     eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra 
                  F#7              Am/C 
a dor que trás no peito pois ama e ama 
B7            Am         D7           G7+ 
Um homem se humilha, se castram seus sonhos 
C7+           F#m7/5-     B7         Bm7/4  E7/9- 
seu sonho é sua vida e a vida é o trabalho 
               C7+   D/C             Bm     Em 
e sem o seu trabalho um homem não tem honra 
           F#7               Am/C  B7 
e sem a sua honra se morre se mata 
(Refrão repita a gosto) 
                 Am     D7            G7+ 
não dá pra ser feliz, não dá pra se feliz 
C7+                 B7                  E  
não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz 
D/F# Eb/G E/G# E/B Am 

Frenesi

Fagner
E7+          F#/E
A felicidade corre sem parar
A/E                E
Bela é uma cidade velha
E7+                   F#/E
Na velocidade a tarde leva o teu olhar
 A                    E
Longe descansar na estrela
E7                     A
  E um corpo passa por mim
Am       D7       E7+
Água do rio na areia
C#7           F#m7
 Adormecendo assim
           Am
Esta pedra em mim
 B7               E
E meu leito clareia
E7                 A
 Fosse paixão frenesi
Am       D7       E7+
Doce ilusão moça bela
C#7            F#m7
 A solidão mora aqui
                 Am  B7
E a cidade é sem fim
             E
Qual a tua janela
A/C#
Tudo igual
D7
Tal e qual
E  F#m   G°  E/G#
  Fosse paixão
( F#E Am7 E7+ )

Fanatismo

Fanatismo (1981) - Fagner
Em                B7
Minha'lma de sonhar-te            
          Em
Anda perdida    
Am            D7               G
Meus olhos andam cegos de te ver  
               B7
Não é sequer a razão do meu viver
 Em
Pois que  tu és já toda a minha vida
   B7                        Em
Não vejo nada assim, enlouquecida
  Am         D7            G
Passo no mundo, meu amor a ler
 B7
No misterioso livro do teu ser
  C
A mesma história tantas vezes lida   
  C#
Tudo no mundo é frágil, tudo passa 
  G
Quando me dizem isto, toda graça     
   B7
D'uma boca divina fala em mim     
  Em
E, olhos postos em ti, digo de rastros 
Dm7
Ah podem voar mundos          
G7         C
Morrer astros
Em            B7
Que tu és como um deus princípio e
   Em
  Fim
Dm7
Ah podem voar mundos           
G7         C
Morrer astros
                            B7
Que tu és como um deus princípio  
Em
Fim .  .  .  . introdução
B7                  C
Eu já te falei de tudo     
                  D7
Mas tudo isto é pouco            
                   G    B7      Em
Diante do que sinto. 

Estrada de Santana

Fagner
Tom: A  

Intro: C#m  G#m  A  C#m  F#  B7  C°

        C#m        B7        E
Quem ouviu o passarinho cantar
        G#m
Ao meio dia no silêncio de um
   C#m C#7
lugar
  F#m        B7    C°  C#m
Sózinho e sózinho esperou
      C#m/B  A7
Que a noite trouxesse
                  G#m
A esperança de um sonho

          F#m       G#7
E a companhia do lugar
D/E
Sabe o tamanho da estrada que há
E7
frente desaparece no mato sem fim
cada braço de riacho engana
traz na agua uma cantiga assim, 
assim eu sei felicidade
  F#              B7
Não posso te encontrar
      C°              C#m
Eu te quero, eu te espero
        B7                   A
Mas sou eu que não posso voltar
G#m  F#m  G#m

D/E
Não não não posso
                      E7
A estrada velha de Santana
C#m
Não não não quero
      G#m
O cemitério do Alecrim
A                       C#m  F#
 Cada braço do riacho engana
                            B7
Traz na água uma cantiga assim
C°       C#m       B7        E
 Quem ouviu o passarinho cantar
 C#m                       G#m  A#m5-/7 A5-/7 G#m5-/7 G7(5-) F#m7
 Desaparece num mato sem fim
A                                      C#m
 Sem jamais entender o que alguém perdeu
F#                    B7
E perdeu e ficou assim
                        E
Assim eu sei felicidade

Espumas ao vento

Fagner
Tom: Am
Intro:F  Dm  Am  F  Dm  Am
Solo: Dm  Am  C7  F  E7  Am  A7

Am
Sei  que  aí  dentro   ainda mora
Em
Um  pedacinho  de mim
F
Um grande amor   não se acaba  assim
G                C
Feito  espumas ao vento
E7                    
Não é coisa de momento,   raiva passageira
Am                                 
Mania que dá e passa,     feito brincadeira
F       Dm
O amor  deixa  marcas
Bm5-/7   E7                 
Que não dá pra apagar
Am                                         Em
Sei que errei   tô aqui    pra te pedir perdão
F
Cabeça doida, coração na mão
G            C
Desejo pegando fogo
E7
E sem saber direito a hora e o   que fazer
Am
Eu não encontro uma palavra    só pra te dizer
F            E7           Am     F7 E7
Ah! Se eu fosse você   eu voltava pra mim de novo  
Refrão 2x
Dm     
De uma coisa fique certa,  amor
G                               C
A  porta vai estar sempre   aberta,   amor
F                           Bm5-/7
O meu olhar vai dar uma  festa,       amor
E7                    Am    A7
Na hora que você chegar

E7   Am                                      Em
Sei que errei tô aqui pra te  pedir perdão
F
Cabeça doida,  coração na mão
G             C   
Desejo pegando fogo
E7
E sem saber direito a hora e o que fazer
Am
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
F         E7             Am     A7
Ah! Se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

Repete: Refrão duas vezes

Solo: Dm  Am  C7  F  E7  Am  A7
Repete: Refrão
F  Em  Dm  Am  Dm  Am

Dona da minha cabeça

Dona da minha cabeça - Geraldo Azevedo e Fausto Nilo - Interpretação: Fagner
Tom: Bm
Intro: Bm G A D F#


D                F#                   Bm
Dona da minha cabeça ela vem como um carnaval
G             D               F#        Bm  G A
E toda paixão recomeça ela é bonita, é demais
D                  F#            Bm        G
Não há um porto seguro futuro também não há
D                F#     Bm
Mas faz tanta diferença quando ela dança, dança
G                  D           F#     Bm
Eu digo e ela não acredita ela é bonita demais
G                  D           F#        Bm  G A
Eu digo e ela não acredita ela é bonita, é bonita
D                F#                   Bm       G
Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar
D               F#    
Quero saciar minha sede milhões de vezes,
Bm   G A
milhões de vezes
D                 F#                     Bm
Na força dessa beleza é que eu sinto firmeza e paz
G                D
Por isso nunca desapareça
F#              Bm
Nunca me esqueça, não te esqueço jamais
G                  D           F#     Bm
Eu digo e ela não acredita ela é bonita demais
G                  D           F#        Bm  G A
Eu digo e ela não acredita ela é bonita, é bonita

Deslizes

Deslizes - Michael Sullivan e Paulo Massadas - Interpretação: Fagner
Tom:C

Intr:(C G/B Am Am/G F C/E Dm G7)x2
            C            G/B           Am   Am7
Não sei porque insisto tanto em te querer
        Gm            C7             F    F7
Se você sempre faz de mim o que bem quer
          Dm           A5+        Dm
Se ao teu lado sei tão pouco de você
        G7                          C G7
E pelos outros que eu sei quem você é
          C             G/B           Am   Am7
eu sei de tudo com quem andas aonde vais
           Gm           C7           F   F7
Mas eu disfarço o meu ciume mesmo assim
           Dm            A5+          Dm
Pois aprendi que o meu silencio vale mais
        F              G7           C    C7
E desse jeito eu vou trazer você para mim
       F           G7           Am     C7
E como premio eu recebo o teu abraço
      F            G7          Am    C7
Subornando o meu desejo tão antigo
           F          G7             Am     Am7
E fecho os olhos para todos os teus passos
      Dm           G7         C     (Intr)
Me enganando, só assim somos amigos
            C           G/B         Am   Am7
Por quantas vezes me da raiva te querer
         Gm             C7          F   F7
Em concordar com tudo o que você me faz
         Dm           A5+         Dm
Ja fiz de tudo pra tentar te esquecer
        F            G7            C   G7
Falta coragem pra dizer que nunca mais
         C               G/B           Am      Am7
Nos somos cumplices, nós dois somos culpados
            Gm                 C7           F    F7
No mesmo instante em que o teu corpo toca o meu
        Dm          A5+            Dm
Já não existe nem o certo nem o errado
      F              G7         C   C7
Só o amor que por encanto aconteceu
       F                G7              Am   C7
É só assim que eu perdoo os teus deslizes
      F           G7          Am  C7
E e assim o nosso jeito de viver
            F            G7           Am   Am7
E em outros braços tu resolves tuas crises
            F             G7           C
E em outras bocas nao consigo te esquecer
Solo: (C G/B Am Am/G F C Dm)  C

Coração americano

Fagner
     A                    C#7      F#m
Meu coração vadio, nunca dantes navegado
A7+   A7        D           B7     E
No Atlântico ancorado é pacífico demais
C#7         F#m          F#m7+      F#m7
Num dia americano como estouro de boiada
      B7/9      D          B7        E
Meu coração de nada quis América do Sul
       D            C#7      A
Que leviano, o meu peito americano
        Dm         A           B7           E
Quiere hablar castellano, ser daqui e ser de lá
         D             C#7       F#m
Mas de repente alguém toca o telefone
        Dm            A           E             D
Ouço a voz, gosto do nome, deixo tudo e vou pro mar
F#m B # A
             A         C#7        F#m
O Rio é de Janeiro, fevereiro e carnaval
       A7           D           B7      E
Com o Cristo ao natural que é pacífico demais
 C#7            F#m          F#m7+      F#m7
Então mais um cigarro no meu carro em Ipanema
        B7/9     D         B7           E
Vejo a moça do poema, eu mais eu e nada mais
        D        C#7      F#m
Que desatino, a viola abandonada
      Dm           A            B7      E
Minha mão tão asfaltada não consegue violar
           D       C#7           F#m
E o sonho novo de passar as cordilheiras
      Dm    D#º     A            E          A
Vai virar velhas olheiras se acordado eu esperar

Conflito

Fagner
Intro: Em D A
Em              Em/D        C
Ah, meu coração que não entende
       D       Bm       C
O compasso do meu pensamento
Em        Am   Am/G     D
Se o pensamento se protege
         G                 C            B7
E o coração se entrega inteiro e sem razão
Em         Em/D        C        D      Bm     C
Se o pensamento foge dela o coração a busca aflito
Em         Am Am/G     D           G         C          B7
E o corpo todo sai tremendo, massacrado e ferido do conflito
Em   D   B7   Em   Am   D   Bm   C   D   A
(Am)

Cebola cortada

Cebola cortada - Petrucio Maia e Clodô - Interpretação: Fagner
TOM C

Em           Bm     
Orvalho da noite  
  D                  A    Em 
 brinca na luz do luar quem acredita em
Bm D                    A     C                Bm
sereias sabe os segredos do mar   a cachoeira cantando
Am              G    Em          A         D         Em
é a canção natural  sempre lembrando pra gente que amar
A         D4/7 D7 C                 Bm    Am          G
nunca faz mal     a cachoeira cantando é a canção natural
Em         A           D          Em   A      D4/7 D7
sempre lembrando pra gente  que amar nunca faz mal    teu
C       D       Em         A     C       Bm       Em
amor é cebola cortada meu bem que logo me faz chorar  teu
C         D         Em  A           C        Bm     Em
amor é espinho de mandacaru    que gosta de me arranhar
C        D        Em          A
teu olhar é cacimba  barrenta  meu bem
C       Bm  Em
que eu gosto de espiá
C                  Bm
a cachoeira cantando...etc.

Caboclo sonhador

Fagner

Tom: G
  

Intro: Em B Em B Em B...D B Em

                     B
Sou um caboclo sonhador
Meu senhor, viu?
                     G  B Em
Não queira mudar meu verso
                       C
Se é assim não tem conversa
                     B
Meu regresso para o brejo
                Em
Diminui a minha reza

                 B
Coração tão sertanejo
                                   Em
Vejam como anda plangente o meu olhar
                   B
Mergulhado nos becos do meu passado
           Em
Perdido no imensidão desse lugar  
                  B 
Ao lembrar-me das bravuras de neném
                                      Em   
Perguntar-me a todo instante por Bahia
                                    B
Mega e Quinha, como vão, tá tudo bem?
                                      Em
Meu canto é tanto, quanto canta o sabiá
  
       D                    Em
Sou devoto de padim Ciço Romão
      D                      Em  
Sou tiete do nosso rei do cangaço
      G      D       G            D     
Em meu regaço, fulminado em pensamentos

          Em                           
Em meu rebento, sedento eu quero chegar
               B
Deixem que eu cante cantiga de ninar
                                Em         
Abram alas para um novo cantador
                                  B  
Deixem meu verso passar na avenida
            B    Am     G   B    Em  
Num forró fiado tão da bexiga de bom
                                 B  
Deixem meu verso passar na avenida
            B    Am     G   B    Em  
Num forró fiado tão da bexiga de bom

                               

Canhoteiro

Canhoteiro - Fagner e Zeca Balero
D                A
Um anjo torto, um canhoteiro
G            A
um São José de Ribamar
D              A
um bailaino, um brasileiro
G            A
um paraíba, um ceará.
D              A
Um pé de ouro, um peladeiro,
G              A
mata no peito e beija o sol.
D                A
Balão de couro, bola de efeito,
G              A
Mas que beleza é o futebol

Bm              F#m
Corre, dispara, pára, ginga e vai
G                 D
mais um zagueiro vai pro chão
Bm           F#m
esse já era, não levanta mais,
G      A    D
outros virão.
Bm              F#m
Finta, canhota, boa Samurai,
G               D
lá vai a bola, bala de canhão.
Bm             F#m
Seu pé direito é a bomba que distrai
G           A       D
o esquerdo é o coração.
[VOLTA AO INÍCIO]
D                A
Um belo drible, decide o jogo
G               A
um grande baile do futebol.
D              A
Só um artista, o canhoteiro
G           A              D
Acende a tarde, inventa o sol

Canteiros

Fagner
Fagner, inspirado no poema "A Marcha" 
de Cecília Meireles
Intr.: D  G
D                   A7  Bm       Bm/A          G    D
Quando penso em você   fecho os olhos de saudade
A7   G          F#    A/B    A
Tenho tido muita coisa,  menos a felicidade
D                       A7  
Correm os meus dedos longos
Bm           Bm/A          G     D
em versos tristes que invento
A7  G
Nem aquilo a que me entrego
F#            A/B
já me traz contentamento
D7          Gm         C7        F
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
Gm        A7            D  D7
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Gm       C7              F
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Gm      A7                  Dm
Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza

(Dm   Dm/C   G/B   G/Bb)
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida

Borbulhas de amor

Fagner

Borbulhas de amor (Burbujas de amor) - J. Luis Guerra
 C       
Tenho um coração 
                     G/B
Dividido entre a esperança e a razão
Dm                  F     Dm            G/B Dm  G
Tenho um coração / Bem melhor que não tivera
C                                 G/B
Esse coração / Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Dm               F         Dm         G/B    Dm
Pobre coração / Sempre escravo da ternura

      G             C
Quem dera ser um peixe
                                 G/B
Para em teu límpido aquário mergulhar
                                   Dm       F
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
                   Dm      G/B     Dm       G
Passar a noite em claro /     Dentro de ti
 C                                       G/B
Um peixe / Para enfeitar de corais tua cintura
                                  Dm     F
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
 Dm            G/B      Dm         G  C
Saciar esta loucura /  Dentro de ti  

- Solo C G/B Dm Am Bb F G7

C                                 G/B
Canta coração / Que esta alma necessita de ilusão
Dm               F      Dm           G/B   Dm   G
Sonha coração / Não te enchas de amargura
C                                  G/B
Esse coração/ Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Dm               F       Dm           G/B     Dm
Pobre coração / Sempre escravo da ternura

      G            C
Quem dera ser um peixe
                               G/B
Para em teu límpido aquário mergulhar
                                  Dm        F
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Dm                 G/B    Dm           G
Passar a noite em claro /  Dentro de ti

    C                                    G/B
Um peixe / Pra enfeitar de corais tua cintura
                                 Dm      F
Fazer silhuetas de amor à luz da lua
Dm             G/B    Dm            G
Saciar esta loucura /  Dentro de ti

Ab     Bb7        Gm            Cm   Gm
Uma noite / Para unirmos até o fim
Ab      Bb7            Gm          Cm  Gm
Cara a cara / beijo a beijo /  E viver
Ab       Bb7               C   G/B Dm F G/B Dm
Para sempre    dentro   de ti

Asa partida

Fagner
Intro: G D/F# Em Em/D C E/G# Am D


       G
Essa saudade
  D/F#               Em
O cigarro, a luz acesa
Em/D                     C
E a noite posta sobre a mesa
     E/G#                 Am
Em cada canto da casa
D            G
Asa partida e dor
B9            Em
Gemido morto, amor
 Em/D       C         E/G#   Am
Tão longe vai, tão longe vou
         Am/G              D/F#    Am/E
Nuvem sem rumo é assim mesmo
D          F
Eu não queria
                   E    D/F#  Gm
A vida desse jeito
      E/G#     Am       Am/G     D/F#     Am/E
Meu olho armando o bote sem futuro
D  F   E  D/F#  Gm
Fumaça
E/G#         Am       Am6          D/F#      Am/E
e continua o teu sorriso no meu peito
D      F                          E D/F#    Gm
Essa saudade, O cigarro, a luz acesa
E/G#          Am      Am/G      D/F#     Am/E
E esta noite posta sobre a mesa...

D         G       D/F#
Em cada canto da casa
         E      D/F# Gm
Asa partida e dor
E/G#     Am      Am/G
Gemido morto, amor
           D/F#    Am/E  D G
Tão longe vai, tão longe vou

Beleza

Fagner
Tom: E
Intro: ( E  F#  A  Am  E  A/B)

   E                          F#
Beleza só se tem quando se acende a lamparina
A                       E
Iluminando a alma se entende a própria sina
                             F#
E quando se vê o arame que amarra toda gente
    A                         E
Pendendo das estacas sob um sol indiferente
                             F#
Beleza só depois de uma sangria desatada
  A         Am           E
Aberta na ferida dos perigos do amor
E quando se afasta a sombra
 F#
triste do remorso
     A            Am
Que faz olhar pra dentro para
E              E7
enfrentar a dor
  A            E/G#
Repara este silêncio que se
F#m
estende da janela
   B7                
Repassa o teu passado e como o
 E               E7
lixo que ele encerra

    A         E/G#
Vagar sem remissão é também
 F#m
parte da questão
    B7
Juntar estas migalhas para
  E
refazer o pão
                         F#
Não é da natureza que ele surge confeitado
     A           Am           E
Mas é desta tristeza, deste adubo de rancor
Beleza é o temporal que suja e
 F#
 corta uma visão
    A              Am
E esmaga qualquer sonho com um
 E
grito de pavor

Amor escondido

Fagner
 D       Gbm   Bm7           G 
Quando se tem o amor escondido
        A7  D7m D A7                  
Querendo aflorar
  D      Gbm    Bm7        E7 
É se guardar um rio perdido
                  A7 D       
Que não encontra o mar
          Gbm     Bm7       G
Mas brilha tanto cada sorriso
          A7         D   A7 D        
E brilha mais que o olhar
          Gbm    Bm7            E7
Quando o desejo é claro e preciso
             Em A7        
Quem pode ocultar
 G               Gbm       Bm7 Em
Tento esquecer te digo baixinho
          A7     Am7 D7               
Não sei se vou voltar
  E/3       Gm6 D/3            Bm7        
Mas nada prende mais que um carinho
 Em      A7   D4 D7                    
Já vou te procurar
 G      A7    D/3       Bm7 Em
Vai pensamento voa no vento
            A7    Am      D7                
Vai bem depressa corre pra lá
 E/3     Gm6 D/3      Bm7  E7 
Conta pra ela meu sofrimento
        Db7    Gbm G D7                       
Diga pra me esperar
          G       D   Bm7    Em
Se passo o dia sem seu carinho
        A7  Am7 D7               
Me sinto sufocar
 E/3   Gm6     D/3     Bm7 Em
Pássaro mudo longe do ninho
         A7    D         
Sem força pra voar
              
Tento esquecer...

Além do cansaço

Além do cansaço - Petrucio Maia e Brandão - Interpretação: Fagner
Int.: (A# C D)

 D           F           D#      F
Quando não houver mais música no ar
      D#                Cm
Nem houver sorrisos em volta
         D#            Cm
Quando nada na tarde morta
          D#             F
Além do cansaço da vida falar
           Dm                 Gm
Quando o cigarro irritar a garganta
      A#         C       Dm
E a bebida nos lábios queimar
      A#                         Gm
E a presença de alguém que ainda canta
      A#         C      Dm
Não consiga no peito cantar
         Gm               C
Quando a rua, a casa e a porta
          A#       C      Dm
Não mais falem de ir ou chegar
Gm                        C
Quando não mais houver poesia
           A#            C       F
Na triste canção de uma mesa de bar
  Dm/C                  Dm/A#
É preciso entender que perdida
     E4/7        E7    A4 A
Pela vida uma estrada caminha
D4        D      C      G
E que uma cidade sozinha
       C          A7/C     Dm
Não comporta a procura da vida
                    Gm
É preciso sair pelo mundo
  A#          C         Dm
Procurando somente encontrar
                      G
É preciso alcançar a aurora
             A#         C          Dm
Que a noite teimou em fazer não chegar
      Gm                  C
É preciso entender que a vida
         A#    C    Dm
Quer um jeito de resistir
       Gm               C
E é preciso saber que agora
            A#      C        D
Aurora não pode esperar por vir

Quem me levará sou eu

Quem me levará sou eu - Manduka e Dominguinhos

Tom: C
Intro: (F Em Dm Em C) 3 vezes

  F       Em      Am
Amigos a gente encontra
   F        G      C
O mundo não é só aqui
   F      E7      Am
Repare naquela estrada
        D            G
Que distância nos levará
     Gm                  C7
As coisas que eu tenho aqui
                    F
Na certa terei por lá
  Bm7(b5)             E7(b9)
Segredos de um  caminhão
     Am         D7    G
Fronteiras por desvendar
     Gm                C7
Não diga que eu me perdi
     F  
Não mande me procurar
   F#m7(b5)            B7
Cidades que eu nunca vi
     E         A7
São casas de braços
        Dm       G7
      a me agasalhar
    C                  Gm   C7
Passar como passam os dias
       F               G7
Se o calendário acabar
    F       G        C        Am
Eu faço contar o tempo outra vez
      Dm         G7       C
Sim, tudo outra vez a passar
     F                   Em
Não diga que eu fiquei sozinho
      Dm
Não mande alguém
                  Em
        me acompanhar
  Gm         C7       F
Repare, a multidão precisa
                G            C
De alguém mais alto a lhe guiar
                   D/C
Quem me levará sou eu
     Bm7(b5)       E7    Am
Quem regressará   sou  eu
     Gm              C7     F
Não diga que eu não levo a guia
            G7
De quem souber me
             C
          amar

Motivo

Fagner
Tom: E
Intro: E  E7  A  F#m  F#m7  B7
G#  C#m  (Am  E)  Am
    E     E7                   A
Eu canto,  porque o instante existe
F#m       F#m7           B7
E a minha vida está completa
     G#/C               C#m  Am      E
Não sou alegre nem sou triste, sou poeta
     Am                   E    Am     E
Não sou alegre nem sou triste, sou poeta
   Bm7     E7        A
Irmão das coisas fugidias
     G#                 C#m
Não sinto gozo nem tormento
     Am              E   F#  B7
Atravesso noites e dias no vento
          G#/C         C#m
Se desmorono ou se edifico
          F#             B7
Se permaneço ou me desfaço
G#/C      C#m   F#  B7
Não sei se fico  ou  passo
             G#/C               C#m
Eu sei que eu canto e a canção é tudo
              F#             B7
Tem sangue eterno a asa ritmada
      G#                     A   Am     E
E um dia eu sei que estarei mudo, mais nada
Am                E   Am      E
Amanhã estarei mudo, mais nada

Cavalo ferro



Fagner - 1973
Cavalo ferro (1973) - Fagner e Ricardo Bezerra
G
Montado num cavalo ferro
 D7                    Eb°
Vivi campos verdes me enterro
  Em
Em terra trópico-americanas
                Bm
Trópico-americanas trópico-americanas
C9            Cm9        G  F#  F  E
E no meio de tudo num lugar ainda mudo
   A7
Concreto cego, surdo e cego
   D7
Por dentro desse velho, desse velho
           G
Desse velho mundo
  G
Pulsando num segundo letal
     D7          Eb°
No planalto central
Em
Onde se divide, se divide, se decide
 Bm
O bem e o mal, mal, mal, mal, mal
C9                  Cm9
Vou mostrar o meu caminho de volta
        G           F#  F  E
Pode ser certo, pode ser direto
       A7                      D7
Caminho certo sem perigo, sem perigo
                 G 
Sem perigo, sem perigo fatal 
 
 

Volta

Lupicínio Rodrigues
Volta (samba-canção, 1957) - Lupicínio Rodrigues

Disco LP / Título: Volta / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Gal Costa (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Philips, 1973 / Álbum: Índia / Nº Álbum: 6349077 / Gênero: Samba canção /
 A7M  Eb0           Dbm7
Quantas noites não durmo
     Gb7       Bm7    Dm7
A rolar-me na cama
          A7M
A sentir tantas coisas
                Gb7         B7
Que a gente não pode explicar 
         E7
Quando ama
A7M  Eb0         Dbm7
O calor das cobertas
         Gb7      Bm7    Dm7
Não me aquece direito
               A7M
Não há nada no mundo
             Gb7        B7
O que possa afastar
      E7           A7M      A7
Este frio do meu peito

 D7M
Volta
          Eb0             Dbm7
Vem viver outra vez ao meu lado
                   Gb7          Bm7  
Que eu não posso dormir sem teu braço
 Dm6      E7           A7M
Pois meu corpo está acostumado (bis)

Você não entende nada



Você não entende nada (1972) - Caetano Veloso
Intro: E A E A

 E                  A        C#m    B
Quando eu chego em casa nada me consola
E           A       E   A
Você está sempre aflita
E           A             C#m   F#m  B7
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
E       A      E  E7
Você é tão bonita 

A                 D       E
Você traz a coca-cola eu tomo
                    A        D
Você bota a mesa, eu como, eu como
  G#m      C#7       F#m
Eu como, eu como, eu como
C7 B7      E
Você não está entendendo
A         C#m        F#m  B7.5+
Quase nada do que eu digo
E         A      C#m
Eu quero ir-me embora
          F#m B7 E E7
Eu quero é dar o fora

    A          B7        E   E7
E quero que você venha comigo
  A          B7        E   B7
E quero que você venha comigo

 E                A            C#m       F#m   B7.5+
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
E         A       C#m  F#m  B7.5+
Você está tão curtida
   E            A          C#m  F#m  B7.5+
Eu quero tocar fogo neste apartamento
E         A    E   E7
Você não acredita

A                   D       E
Traz meu café com suita eu tomo
          E7        A        D
Bota a sobremesa eu como, eu como
G#m         C#7      F#m
Eu como, eu como, eu como
 B7.5+                    A             C#m
Você tem que saber que eu quero correr mundo
       F#m   B7.5+
Correr perigo
E          A        C#m
Eu quero é ir-me embora
        F#m  B7 E E7
Eu quero dar o fora

   A          B7         E    E7
E quero que você venha comigo
 A          B7         E    E7
E quero que você venha comigo
 A          B7         E    E7
E quero que você venha comigo
 A          B7         E    E7
E quero que você venha comigo
 A          B7         E    E7
E quero que você venha comigo
 
 

Vaca profana

Vaca profana (1985) - Caetano Veloso - Interpretação: Gal Costa
Introdução:  E A 

 E                        A
   Respeito muito minhas lágrimas
 E                        C#7
   Mas ainda mais minha risada
 F#                           A
   Inscrevo, assim, minhas palavras
 Am7                        E
   Na voz de uma mulher sagrada
                         F#
 Vaca profana, põe teus cornos
 F                        E
   Pra fora e acima da manada
                         F# 
 Vaca profana, põe teus cornos
 F
   Pra fora e acima da man...
 E
 Ê, ê, ê, ê, ê,
                   F#
 Dona das divinas tetas
 A
   Derrama o leite bom na minha cara
      E                 A
 E o leite mau na cara dos caretas

 ( E A ) E                       A
         Segue a "movida Madrileña"
 E                      C#7
   Também te mata Barcelona
 F#                         A
   Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks
 Am7                      E
   Picassos movem-se por Londres
                    F#
 Bahia, onipresentemente
 F                      E
   Rio e belíssimo horizonte
                    F#
 Bahia, onipresentemente
 F                 
 Rio e belíssimo horiz...
 E
 Ê, ê, ê, ê, ê,
                  F#
 Vaca de divinas tetas
 A
   La leche buena toda en mi garganta
     E               A
 La mala leche para los "puretas"

 ( E A ) E                             A
         Quero que pinte um amor Bethânia
 E                     C#7
   Stevie Wonder, andaluz
 F#                         A
   Como o que tive em Tel Aviv
 Am7                        E
   Perto do mar, longe da cruz
                      F#
 Mas em composição cubista
 F                              E
   Meu mundo Thelonius Monk`s blues
                      F#
 Mas em composição cubista
 F
 Meu mundo Thelonius Monk`s...
 E
 Ê, ê, ê, ê, ê,
                   F#
 Vaca das divinas tetas
 A
   Teu bom só para o oco, minha falta
      E
 E o resto inunde as almas dos caretas

 ( E A ) E                        A
         Sou tímido e espalhafatoso
 E                       C#7
   Torre traçada por Gaudi
 F#                          A
   São Paulo é como o mundo todo
 Am7                            E
   No mundo, um grande amor perdi
                         F#
 Caretas de Paris e New York
 F                      E     
   Sem mágoas, estamos aí
                         F#
 Caretas de Paris e New York
 E
   Sem mágoas estamos a...
 E
 Ê, ê, ê, ê, ê,
                   F#
 Dona das divinas tetas
 A
   Quero teu leite todo em minha cara
    E               A
 Nada de leite para os caretas

 ( E A ) E                          A
         Mas eu também sei ser careta
 E                         C#7
   De perto, ninguém é normal
 F#                          A
   Às vezes, segue em linha reta
 Am7                            E
   A vida, que é "meu bem, meu mal"
                              F#
 No mais, as "ramblas" do planeta
 F                           E
   "Orchta de chufa, si us plau"
                              F#
 No mais, as "ramblas" do planeta
 F
   "Orchta de chufa, si us...
 E
 Ê, ê, ê, ê, ê,
                         F#
 Deusa de assombrosas tetas
 A
   Gotas de leite bom na minha cara
     E                      A       E A 3x
 Chuva do mesmo bom sobre os caretas...

(Fim)  E 

Trem das onze

"A singeleza quase ridícula do episódio — um indivíduo, filho único, tem que interromper um encontro amoroso para não perder o último trem, pois sua mãe não dorme enquanto ele não chegar —, cantado de forma patética nos versos de Adoniran Barbosa, é a razão principal da popularidade de “Trem das Onze”.

O dilema do suburbano de Jaçanã comoveu não somente os paulistanos, mas o público de todo o país, fazendo deste samba um grande sucesso, inclusive invadindo o carnaval carioca de 65, para o qual não fora destinado. Contribuiu também para este sucesso a interpretação dos Demônios da Garoa, absolutamente identificada com o motivo da composição, tanto assim que “Trem das Onze” se tornou peça obrigatória em suas apresentações.

Incluída na letra para rimar com “manhã”, Jaçanã tem pouco a ver com a vida de Adoniran. Apenas, ao final dos anos cinqüenta, ele fez uma temporada no Circo do Batista, lá estacionado, onde interpretava personagens do programa radiofônico “História das Malocas”, na ocasião muito em evidência. Mas, se andou de trem, deve ter sido no das sete, para não atrasar o espetáculo. A propósito, o ramal que servia a Jaçanã foi extinto pouco tempo depois" (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).



Trem das onze (samba, 1965) - Adoniran Barbosa - Intérprete: Demônios da Garoa
Tom: C
  

(intro)

(solo)  32, 23, 22, 21, 44, 41, 40, 53, 51, 50, 63

110-18-17-18-15-10
15-17-18-15-18
15-17-18-15-17
14-15-17-14-15

32, 23, 22, 21, 44, 41, 40, 53, 51, 50, 63

Dm      E7           Am                       F
Quaz,  Quaz,  Quaz Quaz Quaz Quaz,   Pascarigudum,
         E7            Am    E7
Pascarigudum, Pascarigudum...

         Am
Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito amor
             E7
Mas não pode ser
  Dm  E  Am
Moro em Jaçanã
                  F
Se eu perder esse trem
          E7
Que sai agora às onze horas
 Dm    E7     Am
Só amanhã de manhã
       A7
Além disso mulher
             Dm
Tem outra coisa
       B7
Minha mãe não dorme
                 E7
Enquanto eu não chegar
 Dm   E7   Am
Sou filho único
 F           E7          Am
Tenho minha casa pra olhar
Dm        E       Am                          F
Faz,      faz,  faz faz faz faz,   faz carinho dumdum,
                E7                   Am                  Am
Faz carinho dumdum, faz carim dumdum..........Faz   dum dum
Não posso ficar
 
 

São Salvador


São Salvador (samba, 1960) - Dorival Caymmi

Disco 78 rpm / Título da música: São Salvador / Autoria: Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Compositor) / Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 / Nº Álbum 14583 / Lado A / Gênero musical: Samba /
Tom: F7+
Int.: (C7+ F7+) 
F7+       C7+           F7+     C7+
São Salvador, Bahia de São Salvador
             F7+    C7+
A terra de Nosso Senhor
            C#º       Dm7
Pedaço de terra que é meu
G7     Dm7              G7     Dm7
São Salvador, Bahia de São Salvador
             G7     Dm7
A terra do branco mulato
             D7    F/G
A terra do preto doutor
       C7+             F7+     C7+
São Salvador, Bahia de São Salvador
             F7+    Gm7
A terra do Nosso Senhor
           C7+       F7+
Do Nosso Senhor do Bonfim
Dm7 G7/9 Em7 A7/9- Dm7    G7/9     C7+ D#5-/7
Oh Bahia, Bahia cidade de São Salvador
Dm7   G7/9  C7+    Dm7           G7/9    C7+
Bahia oh, Bahia, Bahia cidade de São Salvador 

Retrato em branco e preto



Chico Buarque e Tom Jobim - 1968
Segundo sua irmã Helena, Tom Jobim compôs o tema “Zíngaro”, inspirado em um violinista cigano, que “na verdade era ele próprio, radicado naquele estranho mundo (os Estados Unidos) e sentindo saudade de seu país”.

Em 1965, a composição foi incluída no elepê A certain Mr. Jobim, gravado numa igreja transformada em estúdio, em Manhattan com a participação de um de seus arranjadores favoritos, o alemão Claus Ogerman.

O título “Retrato em Branco e Preto” surgiu depois, com a letra dramática de Chico Buarque, que trata de um amor desesperado (“Lá vou eu de novo como um tolo / procurar o desconsolo / que cansei de conhecer / novos dias tristes / noites claras / versos, cartas, minha cara / ainda volto a lhe escrever”).

Mais uma vez, Tom Jobim oferece uma lição de economia e inteligência. Os três primeiros compassos, criados sobre uma melodia de quatro notas vizinhas ré, dó sustenido, mi e dó natural — são idênticos, mas, com harmonizações diferentes. O intervalo inicial da canção, uma segunda menor, vai sendo ampliado e explorado de várias maneiras à medida que a melodia avança, aumentando a tensão, a dramaticidade, o que é muito bem aproveitado no poema do Chico.

Ritmicamente dos dezesseis compassos de “Retrato em Branco e Preto”, treze são absolutamente iguais, formados por oito colcheias. Tais observações podem primeira vista, levar à conclusão de que a canção é repetitiva e até pobre quando na realidade é exatamente o oposto, um tratado sobre o que possível fazer com um intervalo de duas notas. Tom Jobim sabia como ninguém partir de uma célula simples e enriquece-la ao máximo.

Em 1968, “Retrato em Branco e Preto” seria gravado pelo próprio Tom com o Quarteto 004. Esta foi a primeira de uma série de interpretações emocionantes como as de Chico Buarque, Elis e Tom, João Gilberto (em três registros diferentes) e a do trompetista Chet Baker, que em gravação filmada para o documentário “Let’s Get Lost”, feita pouco antes de sua morte, realizou num improviso comovente um autêntico hino de amor a Jobim (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Retrato em branco e preto (1968) - Chico Buarque e Tom Jobim
Gm                           D/F#                         Fm6
Já conheço os passos dessa estrada Sei que não vai dar em nada
       E7            Eb7M(#5) / Eb7M(6) /
Seus segredos sei de cor
Cm7           D7(b9)      Bb7M           Bb6           A7(13)
Já conheço as pedras do caminho E sei também que ali sozinho
         A7(b13)        D7M(9)  
Eu vou ficar,   tanto pior  
   
                Ab7(#11)           Gm
O que é que eu posso   contra o encanto
                       D/F#                         Fm6
Desse amor que eu nego tanto Evito tanto E que no entanto
      E7              Eb7M / / /
Volta sempre a enfeitiçar
Cm7             C#º            Gm7/D         Eb7M       Cm(7M)
Com seus mesmos tristes velhos fatos Que num álbum de retrato
Cm7    Ebm7     D7   Gm  / Am7(b5) D7
Eu  teimo  em colecionar

Gm                        D/F#                  Fm6
Lá vou eu de novo como um tolo Procurar o desconsolo
       E7          Eb7M(#5) / Eb7M(6) /
Que cansei de conhecer
Cm7        D7(b9)          Bb7M           Bb6           A7(13)
Novos dias tristes, noites claras Versos, cartas, minha cara
      A7(b13)           D7M(9) 
Ainda volto  a lhe escrever    

          Ab7(#11)             Gm
Pra lhe dizer     que isso é pecado
                        D/F#                     Fm6
Eu trago o peito tão marcado De lembranças do passado
    E7          Eb7M / / /
E você sabe a razão
Cm7        C#º           Gm7/D         Eb7M              Cm(7M)
Vou colecionar mais um soneto  Outro retrato em branco e preto
  Cm7   Ebm7    D7  Gm  / G7(b13) /
A maltratar meu coração
Cm7        C#º           Gm7/D         Eb7M              Cm(7M)
Vou colecionar mais um soneto  Outro retrato em branco e preto
  Cm7   Ebm7    D7  Gm  / / / /
A maltratar meu coração
 
 

Pra dizer adeus



Edu Lobo
Pra dizer adeus (canção, 1966) - Edu Lobo e Torquato Neto
Intro: A6/7 A5+/7 D7/9 D7/9- Gm7+
       C7/9 D#/F F5-/7 A#7+ D5+/7

  Gm6
Adeus
 D/F#         Fm6
Vou pra não voltar
 C/E               D#5-/6 C/D
E onde quer que eu vá
 D7/9-         Gm7+ D7/9+
Sei que vou sozinho
      Gm7+   D/F#
Tão sozinho amor
            Fm6
Nem é bom pensar
C/E               D#5-/6 C/D
Que eu não volto mais
D7/9-       Gm7+ C7/9
Desse meu caminho
F4   F5-/7       A#7+ G4
Ah, pena eu não saber
 G5-/7    Cm7  Cm7
Como te contar
                  A6/7 A5+/7
Que o amor foi tanto
       Am7        D7/9-  Gm6
E no entanto eu queria dizer
D/F#
Vem
            Fm6
Eu só sei dizer
C/E
Vem
         D#5-/6 C/D
Nem que seja só
D7/9-       Gm7+ D7/9+
Pra dizer adeus


Pérola negra



Luís Melodia tem nome de sambista, pinta de sambista, é nascido e criado reduto de sambistas (o bairro carioca do Estácio), mas jamais foi sambista, embora nada tenha contra o samba. Apenas faz um gênero de música diferente, a música de Luiz Melodia, que reflete influências de blues, rock, soul e até de samba-canção, enfim de um universo habitado por Billie Holiday, B. B. King, o tecladista-arranjador Taj Mahal, os Beatles, Jorge Ben e Maria Bethânia, artistas que ele curte e admira.

Um pouco disso tudo, misturado à sua maneira, deu composições como “Pérola Negra”, uma canção de amor diferente, confessional, rude, instigante: “Tente passar pelo que estou passando / tente apagar este teu novo engano / tente me amar pois estou te amando / baby, te amo, nem sei se te amo / (...) / arranje algum sangue / escreva no pano / pérola negra, te amo, te amo...”

Peça fundamental na obra de Luiz Melodia, “Pérola Negra” foi composta em 1969, quando ele tinha dezoito anos, recebendo originalmente o título de “My Black”. Dois anos depois, por sugestão do poeta Waly Salomão, que apresentou Luiz a Gal Costa, “My Black” passou a chamar-se “Pérola Negra”, sendo lançada pela cantora no show “Fa-Tal” e em seguida no elepê homônimo, com grande sucesso (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Peróla negra (1972) - Luiz Melodia
D7+                            F#m7
Tente passar pelo que estou passando
Am7     D7                   G7+
Tente apagar este teu novo engano
 Gm7      C7/9               D7+
Tente me amar pois estou te amando
B7/9-   E7/G              A7
Baby te amo nem sei se te amo
D7+                            F#m7
Tente usar a roupa que estou usando
Am7     D7                   G7+
Tente esquecer em que ano estamos
 Gm7          C7/9               D7+
Arranje algum sangue escreva num pano
B7/9-   E7/G            A7
Pérola negra te amo, te amo
D7+                           F#m7
Rasgue a camisa enxugue meu pranto
Am7            D7                   G7+
Como prova de amor mostre teu novo canto
 Gm7         C7/9               D7+
Escreva no quadro em palavras gigantes
B7/9-   E7/G            A7
Pérola negra te amo, te amo
D7+                              F#m7
Tente aprender tudo mais sobre o sexo
Am7        D7                 G7+
Peça meu livro querendo te empresto
 Gm7           C7/9             D7+
Se inteire da coisa sem haver engano
B7/9-   E7/G                A7
Baby te amo, nem sei se te amo
B7/9-   E7/G            A7
Pérola negra te amo, te amo
     D7+
Meu amor...
 
 

Os argonautas

Os argonautas - Caetano Veloso

Tom: Am
Intro: Am Bm5-/7 E7 Am Bm5-/7
 E7 F G7 C Bm5-/7 E7 Am 

Am     Bm5-/7    E   Am      C Bm5-/7
O barco, meu coração não aguenta
E7                 F
Tanta tormenta, alegria
 G                  C
Meu coração não contenta
 C#m5-/7   E7 Am Bm5-/7 E7 Am   F G    A
O dia, o marco, meu coração, o porto, não
            C#m     B7           E7  A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
Am  Bm5-/7    E7  Am         C  Bm5-/7
O barco, noite no céu tão bonito
 E7              F
Sorriso solto perdido
  G7           C
Horizonte, madrugada
   B7   E7  Am Bm5-/7 E7 Am
O riso, o arco, da madrugada
  F  G    A
O porto, nada
            C#m     B7           E7  A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)
  Am  Bm5-/7 E7 Am    C  Bm5-/7 E7
O barco, o automóvel brilhante
                    F  G7
O trilho solto, o barulho
                     C
Do meu dente em tua veia
   E7         Am  Bm5-/7 E7  Am
O sangue, o charco, barulho lento
  F  G     A
O porto silêncio
            C#m     B7           E7  A
Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)

O que tinha de ser

O que tinha de ser - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Interpretação: Elis Regina e Tom Jobim



(Am)                  E7
Por que foste na vida
              Am      A7
A última esperança
                      Dm    Gm  A7  Dm
Encontrar-te me fez criança
                Dm6   Am
Porque já eras minha
                       B7
Sem eu saber sequer
Porque sou o teu homem
             E7    Am
E tu minha mulher
                         E7
Porque tu me chegaste
                         A7
Sem me dizer que vinhas
                              Dm   Gm A7 Dm
E tuas mãos foram minhas com calma
                   Eb°    Am
Porque foste em minh’alma
          F     Dm6
Como um amanhecer
                    E7       Am   F   Am
Porque foste o que tinha de ser

O cantador

O cantador - Dori Caymmi e Nelson Motta - Intérprete: Gal Costa
  A          D
Amanhece, preciso ir
 A                   B            G#m  C#m
Meu caminho é sem volta e sem ninguém
     F#m             B
Eu vou pra onde a estrada levar
    E               D
Cantador só sei cantar
                A
Ah, eu canto a dor
                    E             A
Canto a vida e a morte, canto o amor
E  A                         B/A
Cantador não escolhe o seu cantar
                  G#m
Canta o mundo que vê
                C#m             D#o
E pro mundo que vi, meu canto é dor
       G#                   C#m
Mas é forte pra espantar a morte
             F#m
Pra todos ouvirem minha voz
 B      E
Mesmo longe
 A                  D
De que servem meu canto e eu
 A                     B               G#m
Se em meu peito há um amor que não morreu
C#m    F#m             B
Ah, se eu soubesse ao menos chorar
   E               D
Cantador, só sei cantar
                A
Ah, eu canto a dor
                E        A
De uma vida perdida sem amor

Nova estação

Nova estação - Luiz Guedes e Thomas Roth - Interpretação: Gal Costa
Tom: F

Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7   Dm7/9
Nova esperança bate coração
              Bb7+       Am7      Em7
Renascer cada dia como a luz da manhã
Dm7/9 G6/7 Dm7/9     G6/7   Dm7/9
Despertar sem medo, enganar a dor
                Bb7+           Am7    Em7
Disfarçar essa mágoa que anda solta no ar
(Cm7 F7/9)        (Bm7 E7/9)
Ter que acreditar no regresso da estação
(Dm7/9 G6/7)
Como o sol volta a brilhar, como as chuvas de verão
(Cm F6/7)         Bb7+         Am5-/7 Gm7
Ter que acreditar só pra ter razão
    Bbm7  Bb7/9 D7/9+ Cm7 Bm7 (Dm7/9 G6/7)
De sonhar mais uma vez
Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7   Dm7/9
Nova esperança bate coração
              Bb7+       Am7      Em7
Renascer cada dia como a luz da manhã
Dm7/9 G6/7 Dm7/9 G6/7   Dm7/9
Semear a terra certo de colher
              Bb7+    Am7      Em7
Da semente o fruto, depois descansar

Mucuripe



Tal como a dupla Bosco-Blanc, Fagner e Belchior também foram lançados para o sucesso num “Disco de Bolso” (n° 2) do Pasquim, com Fagner interpretando “Mucuripe”. A outra face do disco trazia Caetano Veloso cantando “A Volta da Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas.

Marco inicial na carreira de seus autores, “Mucuripe” teria o sucesso consolidado com as gravações de Elis Regina, lançada em outubro de 72, e de Roberto Carlos, três anos depois.

Vencedora do Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília (CEUB), onde Fagner estudava arquitetura em 1971, esta canção praieira — de título homônimo ao de uma praia cearense, ponto único de saída e chegada de jangadas em Fortaleza — tem os versos impregnados de um lirismo ao mesmo tempo ingênuo e pungente: “As velas do Mucuripe / vão sair para pescar / e eu vou levar as minhas mágoas / pras águas fundas do mar / hoje à noite namorar / sem ter medo da saudade / e sem vontade de casar...” e que até, de forma precursora, mostra uma certa preocupação ecológica — “Paletó de linho branco / que até o mês passado / lá no campo ainda era flor...”

Fagner e Belchior seriam as figuras mais destacadas do grupo de artistas cearenses que migrou para o eixo Rio- São Paulo nos anos setenta (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Mucuripe (1972) - Belchior e Fagner

Introdução: Dm Am Bb/A Am9

    A7            Dm
As velas do Mucuripe
                 G
Vão sair para pescar
E/G#                  Am
Vou levar as minhas mágoas
     E/G#         Am
Prás águas fundas do mar
             B7
Hoje à noite namorar
                 Bm5-/7
sem ter medo da saudade
E7            Am
sem vontade de casar

    REPETE A 1ª PARTE

       A7          Dm
Calça nova de riscado
                G
Paletó de linho branco
E/G#            Am
que até o mês passado
       E/G#             Am
lá no campo ainda era flor
                    F7+
Sob o meu chapéu quebrado
                     F#º
o sorriso ingênuo e franco
                 B7
de um rapaz novo encantado
            Bm5-/7     E7
com vinte anos de amor
   Am             Dm
Aquela estrela é dela
C7/9    F7+     Bm5-/7     E9/7
...vida, vento, vela, leva-me
        F7+  Bb7+  Am9
daqui....
 
 

Modinha para Gabriela


Nada mais adequado a uma história escrita por um baiano e passada na Bahia do que um tema musical composto e cantado por baianos. Foi assim que Dorival Caymmi, contrariando seus hábitos, concordou em fazer por encomenda a “Modinha para Gabriela”, que Gal Costa gravou para a telenovela homônima.

E, com sua habitual competência, desincumbiu-se da tarefa explicando sinteticamente e com muita graça, sobre uma melodia suave, o comportamento livre da personagem: “Eu sou sempre assim / não desejo o mal / amo natural / eticetra e tal / Gabrie-e-la... Gabrie-e-la.”

Numa trilha em que aparecem canções de vários jovens compositores — Alceu Valença, Moraes Moreira, Dori Caymmi, a dupla Bosco-Blanc — “Modinha para Gabriela”, que Caymmi prefere chamar de “Modinha de Gabriela”, foi o destaque principal (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Modinha para Gabriela (1975) - Dorival Caymmi - Interpretação: Gal Costa -
Tom: Dm
Dm                       C7
Quando eu vim para esse mundo
Gm                 Dm
Eu não atinava em nada
Gm
Hoje eu sou Gabriela
A                    Dm
Gabriela ê meus camaradas
D      Bm  Em         A     D        Bm      Em
Eu nasci assim eu cresci assim e sou mesmo assim
A     D       Bm Em A   D     Bm   Em A D A D
Vou ser sempre assim Gabriela,    sempre Gabriela
D       Bm   Em         A   D
Quem me batizou quem me nomeou
Bm      Em      A           D
Pouco me importou é assim que eu sou
Bm Em A  D     Bm   Em A D A D
Gabriela    sempre Gabriela
D          Em         A     D   
Eu sou sempre igual não desejo o mal
Bm   Em  A    D
Amo o natural etc e tal
Bm Em A  D     Bm   Em A D A Dm
Gabriela    sempre Gabriela

Jogada pelo mundo

Jogada pelo mundo (samba, 1960) - Ary Barroso - Interpretação: Elizeth Cardoso - LP "Naturalmente Elizeth" -
     A7+           Bm7   F#m7
A felicidade não manda avisar
             B6/7 B5+/7 Bm7  E7/9- A7+
Quando vai chegar a ninguém, a ninguém
            C#m7  E/D    C#m7
Pode vir de noite ou de dia
    C7        Bm7  F#5+/7 Bm7 E5+/7
É sempre um motivo de alegria
            Bm7            E7/9-
Eu tenho o sol, a flor e o mar
         A7+        C7/9
Tenho o luar e o arrebol
                Bm7        E7/9 E7/9-
Tenho as mais lindas alvoradas
         C#m7       F#5+/7
Tenho montanhas azuladas
          C7+           Bm7    E7/9-
Tenho a canção dos pescadores
           A7+          F#m7
Tnho essa vida de mil amores
              B6/7
Molho os meus pés
                         Bm7 E7/9- E7
Nas águas limpas dos igarapés
           Bm7             E7/9-
Eu tenho o sol, a flor e o mar
         A7+        A7
Tenho o luar e o arrebol

Tenho as mais lindas alvoradas
         D7+
Tenho montanhas azuladas
           Bm7             E7/9-
Pois tendo tudo não tenho nada
       A7+  C#7/9-   F#m7
Ando jogada por este mundo
              D7+
Não tenho um bem
      Bm7   E5+/7 A7+
Nem o amor de ninguém
     A7+          C#7/9- F#m7
A felicidade não manda avisar
             B6/7  B5+/7 Bm7 E7/9- A7+
Quando vai chegar a ninguém, a ninguém

Joana Francesa

Gal Costa

Joana Francesa - Chico Buarque
Em7(b5)             A7   
Tu     ris, tu mens trop 
Em7(b5)                  A7
Tu     pleures, tu meurs trop
Bb6         F6/A          Fm6/Ab           G7  F6/A G7/B
Tu as le tropique Dans le sang   et sur la peau
Cm7  Dm7    Eb7M             Abm6 G7(b13) 
Geme de  loucu____ra e de torpor        
C7(9)       F7(13)
Já   é madruga____da
Bb7M                 F7(b9/13)
Acorda, acorda, acorda,   acorda, acorda

Em7(b5)         A7  Em7(b5)          A7
Ma_____ta-me de rir Fa_____la-me de amor
Bb6          F6/A   
Songes et mensonges
Fm6/Ab            G7  F6/A G7/B
Sei de lon___ge e sei de cor
Cm7  Dm7    Eb7M        Abm6 G7(b13)
Geme de  prazer  e de pavor        
C7(9)       F7(13)
Já   é madruga____da
Bb7M                 
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Gb7M            F7(b13)          Bbm7     Bbm(add9)/Ab
Vem  molhar meu co_____lo Vou te consolar
Gb7M        F7(b13)          Bbm7          Bbm(add9)/Ab
Vem, mulato mo_____le Dançar dans mes bras
Gb7M         F7(b13)        Ebm/Ab           Ab/Gb
Vem, moleque me     dizer Onde    é que está   
Fm7(b5)   
Ton soleil, ta brai___se

Em7(b5)          A7    Em7(b5)           A7
Quem   me enfeitiçou O mar,   marée, bateau
Bb6         F6/A         Fm6/Ab       G7  F6/A G7/B
Tu as le parfum  De la cachaça e de suor
Cm7  Dm7    Eb7M         Abm6 G7(b13)
Geme de  preguiça e de calor  
C7(9)       F7(13)
Já   é madruga____da
Bb7M                 F7(b9/13)    
Acorda, acorda, acorda,
Bb7M  F7(b9/13)
acorda, acord'accord
Bb7M                        F7(b9/13) 
D'accord, d'accord, d'accord, 
Bb7M           F7(b9/13)
d'accord, d'accord, d'accord, d'accord
Bb7M                 Bbº
Acorda, acorda, acorda, acorda, acord'accord

Já era tempo

Em 1961, o compositor Ary Barroso (foto) adoeceu de cirrose hepática e foi viver em um sítio em Araras, Rio de Janeiro. Em 1962, parcialmente restabelecido, retomou seu programa na TV Tupi, 'Encontro com Ary', transmitido aos domingos. Desse ano são suas composições, em parceria com Vinícius de Moraes, "Em noite de luar", "Mulata no sapateado", "Rancho das namoradas" e "Já era tempo". Ângela Maria lançou essa última em compacto duplo RCA Victor desse mesmo ano, intitulado "Ângela Maria canta Ary e Vinícius".

Já era tempo (samba, 1962) - Ary Barroso e Vinícius de Moraes - Interpretação de Ângela Maria -
Tom: Am
Am7           Dm7        E7
Já era tempo de você voltar
Am7   Am/G         Bm7/-5   E7
Me beijar,       e  esquecer
Am7              Em7           Gb7
Já era mais que tempo de você refletir
E7            Am7
Que as palavras muitas vezes
E7         Am7   E7         Am7  Bb7/9
Não provém do coração/    Do coração 

Am7          Dm7              E7
Já fazem meses que você, meu bem
Am7     Am/G Bm7/-5  E7
Disse adeus,      partiu
Am7            Em7                 Gb7
Já era tempo de você chegar,   como eu
E7  Dm7    Am7   E7             Am7
Com os olhos   rasos dágua    mas sem mágoa 

Em7        A9-              D7+
Triste de quem tem e vive à toa
F/G          G7              C7+
Triste de quem ama e não perdoa
Bm7/-5      E7                Am7           B7
Ai de quem não cede e de quem sempre tem razão
                           E7
Ninguém sabe mais que o coração 

Am7
Por isso eu peço
Dm7       E7             Am7  Am/G  Bm7/-5 E7
Volta aos braços meus,   sem   adeus /  Só perdão
Am7                 Em7                 Gb7
Porque na hora em que você chegar,  como eu
E7              Am7      E7      Am7
Com os olhos rasos dágua   mas sem mágoa
F7+        E7             Am7
Primeiro eu vou fingir espanto
F7+     E7              Am7   D7/9  Am7
Depois sorrir banhada  em pranto 

Flor do cerrado

Gal Costa

Flor do cerrado - Caetano Veloso
Tom: D7+
D7M                            
Todo fim de ano é fim de mundo
E7(9)
e todo fim de mundo é tudo
que já está no ar Tudo que já está
Em7(9)                A7(13)
Todo   ano é bom todo mundo
Em7(9)          A7(13)        D7M(9)
é fim       Você tem amor    em mim Todo
mundo sabe e você sabe
E7(9)                 
que a cidade vai sumir  por debaixo do mar É a cidade
Em7(9) A7(13)        Em7(9)   A7(13)       Am7
que vai avançar      E não o mar    Você     não vê
D7(9)
Mas da próxima vez
G
que eu for a Brasília
F         C            B7  E7    A7 \\ Am7
Eu trago uma flor do  cerrado pra você
D7(9)                 G
Mas da próxima vez   que eu for a Brasília
F         C          B7   E7    A7
Eu trago uma flor do cerrado pra você
D7M(9)
Tem   que ter um

jeito e vai dar certo e
E7(9)
Zé me diz que ninguém vai precisar morrer
Em7(9)     A7(#5)   D7M(9)      A7(13)
Para ser   Para tudo   ser           Eu      você
D7M(9)
Todo   fim de mundo é fim de nada é madrugada   
E7(9)    
e ninguém tem
Em7(9)
mesmo nada a perder Eu quero ver Olho   pra você
A7(13)       Am7
Tudo  vai    nascer
D7(9)                 G
Mas da próxima vez   que eu for a Brasília
F         C        B7     E7    A7
Eu trago uma flor do cerrado pra você
Am7             D7(9)
Mas da próxima  vez
G
que eu for a Brasília
F        C        B7    E7    A7
Eu trago uma flor do cerrado pra você

Flor de maracujá

Flor de maracujá - João Donato e Lyslas Enio - - Intérprete: Gal Costa
C6/9
Lá no avarandado na luz do meio dia
Dm7                  Em   Dm7   G7       C6/9
O segredo dos teus olhos tanta coisa me dizia

O cabelo solto ao vento, o teu jeito de olhar
Dm7              Em    Dm7    G7     C6/9
E no seu corpo moreno, a flor de maracujá
G4  
Dia de sol, cheiro de flor
              C6/9
Gosto de mar, amor
G4
Na tua cor, luz do luar
                 C6/9
Vento que vem do mar
C6/9
Roda, gira vira o vento, meu amor vai te largar
Dm7                  Em    Dm7   G7         C6/9
Bem pra lá do fim do mundo onde eu vou te chamar

Festa de rua

Festa de rua (Cena baiana, 1949) - Dorival Caymmi

Disco 78 rpm / Título da música: Festa de rua / Autoria: Caymmi, Dorival, 1914-2008 (Compositor) / Caymmi, Dorival (Intérprete) / violões (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 18/04/1949 / Nº Álbum: 800536 / Lado B / Gênero musical: Cena baiana /
Tom: G9
G9     Bb6/7        Am9 D7/9
Cem barquinhos brancos
             G7+ C7/9 Bm7
Nas ondas do mar
  Bb6/7 Am7    D6/7   G7+
Uma galeota a Jesus levar
                    Am7
Meu Senhor dos Navegantes
      D7/9  G7+
Venha me valer (4x)
G7+             C7+            Bm7
A Conceição da Praia está embandeirada
                  Bb5+/7           Am7
De tudo quanto é canto muita gente vem
               E7/9-             Am7
De toda parte vem um baticum de samba
            Am/G               D/F#   Am7
Batuque, capoeira e também candomblé
              D7/9                  G7+
O sol está queimando mas ninguém dá fé

Eu te amo

Gal Costa

Eu te amo - Caetano Veloso
C7+           Am7
Eu nunca te disse
      D7    G7/6
Mas agora saiba
 C7+    F7+   A#7+
Nunca acaba, nunca
  D#7+   D7
O nosso amor
            Am7    D7
Da cor do azeviche
      Gm7     C7/9
Da jabuticaba
   F#m7 B7/9- E6/7 E5+/7 A7/9 A7/9- Dm7
E da cor da luz do sol
      G7
Eu te amo
Dm7             G7
Vou dizer que eu te amo
Dm7        G7
Sim, eu te amo
       C7+  F6/7
Minha flor
    A#7/9    Am7 Gm7
Eu nunca te disse
 C7            F7+
Não tem onde caiba
      A#7/9
Eu te amo
 Em7        A7/9-
Sim, eu te amo
 D7         G7           Am   G5+/7
Serei pra sempre o teu cantor