Introdução: A7+ Bm7 A7+ Bm7 A7+ Bm7 E7
A7+ Bm7
Balança toda pra andar
E7 A7+ Bm7
Balança até pra falar
E7 A7+ Bm7 C#m7 Em7/9 A7/13
Balança tanto que já balançou meu coração
D7+ G7/9
Balança mesmo que é bom,
C#m7 F#7/5+
Do Leme até o Leblon
B7/9
E vai juntando um punhado de gente
Bm7 E7
Que sofre com seu andar
A7+ Bm7
Mas ande bem devagar
E7 A7+ Bm7
Que é pra não se cansar
E7 A7+ Bm7 C#m7 Em7/9 A7/13
Vai caminhando, balan balançando sem parar
D7+ G7/9
Balança os cabelos seus
C#m7 F#7/5+
Balança cai mas não cai
B7/9 Bm7
E se cair vai caindo, caindo
E7 A7+
Nos braços meus
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Tom: ATamborim avisou, cuidado
A7+ F#5+/7 Bm7
Marcadores: doris monteiro, sidney miller
Tom: G
Intr.: C7+/9 Cm7/9 G7/13 E7 A7 D7 G7+
A7 D7
Meu Deus do céu, que tempo bom!
C#°
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
G7+ F#5+/7 F7/13
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
E7 A7
E acabava em samba
D7 G7+
Que é a melhor maneira de se conversar
F#7/13 Bm C#m5-/7 F#7 Bm
Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma
C#m5-/7 F#7 Bm
Perdi a vontade de tomar meu chopp,
C#m5-/7
de escrever meu samba
F#7 Bm C#m5-/7
Me perdi de mim, não achei mais nada
F#7 Bm C#m5-/7
O que vou fazer?
F#7 Bm C#m5-/7 F#7 Bm
Mas eu queria tanto, precisava mesmo de abraçar você
C#m5-/7 F#7 Bm
De dizer as coisas que se acumularam
C#m5-/7 F#7 Bm
Que estão se perdendo sem explicação
C#m5-/7 F#7 Bm E7
E sem mais razão e sem mais porque
A7+ B7 E7 A7+
Mudando de conversa onde foi que ficou
F#7 B7
Aquela velha amizade
E7/9 Em7/9 A7/13
Aquele papo furado todo fim de noite
D7+/9
Num bar do Leblon
Meu Deus do céu, que tempo bom!
D#°
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
A7+ G#5+/7 G7/13
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
F#7 D7
E acabava em samba
E7 G7/13 (A7+)
Que é a melhor maneira de se conversar
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Marcadores: bossa nova, cantora, doris monteiro
Marcadores: francisco alves, mario reis
Buci Moreira, compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 1/8/1909 e faleceu em 1982. Neto da famosa Tia Ciata (em cuja casa, perto da Praça Onze, se reuniam pioneiros do samba), seu pai, Guilherme Eduardo Moreira, tocava violão e ele, desde pequeno, mostrou vocação para ritmista. Marcadores: buci moreira, compositor, instrumentista
F
Foi somente uma vez
Gm
Que amei na vida
C7
Foi somente uma vez
F
E nunca mais
Uma vez nunca mais em meu peito
D7 Gm
Guardei a esperança
C7 Gm C7
A esperança que é luz do caminho
F C7
Desta solidão
F
Uma vez nada mais
Gm
A gente ama
C7
Com loucura total
F
E emoção
E quando esse milagre acontece
D7 Gm
Tudo é diferente
C7 Gm C7
Toca os sinos e um coro de anjos
F
Canta uma canção.
Marcadores: agustin lara, bolero, nubia lafayette
Am A7 Dm G7 C F E7 F E7
Am Am7M Am7
Esta noite eu queria
Dm Dm7M Dm7
que o mundo acabasse
G7/5+ C C7M
E para o inferno o Senhor me mandasse
F F#º E7 F E7
Para pagar todos os pecados meus
Am Am7M Am7
Esta noite eu queria
Dm Dm7M Dm7
que o mundo acabasse
G7/5+ C C7M
E para o inferno o Senhor me mandasse
F F#º E7 F7M F#º E7/9-
Para pagar todos os pecados meus
G7/13 G7/5+ C9 C
Eu fiz sofrer a quem tanto me quis
F7M F#º Dm Dm7M Dm7
Fiz de ti meu amor infeliz
F7M F#º E7 E7/9-
Esta noite eu queria morrer
Am Am7M Am7
Perdão
A7 A7/4 Dm Dm7M Dm7
Quantas vezes tu me perdoaste
G7/5+ C C7M
Quanto pranto por mim derramaste
F F#º E7 F E7
Hoje o remorso me faz padecer
G7/13 G7/5+ C9 C
Esta é a noite da minha agonia
F7M F#º Dm Dm7M Dm7
É a noite da minha tristeza
E7 E7/9- Am Am7M Am7 F E7
Por isso eu quero morrer
Introdução
G7/13 G7/5+ C9 C
Eu fiz sofrer a quem tanto me quis.....
Marcadores: bolero, cronologia da mpb, nubia lafayette, silvinho
Introdução: Am Em F#7 B7 Em B7
Em B7 Em
Desculpe, meu amor, o que eu lhe digo
D
Mas meu bem, nao é comigo
C B7 E7
Que você deve lamentar
Am Em
Você nunca foi um bom marido
D
Não cumprindo o prometido
C B7 E7
Que jurou aos pés do altar
Am Em
É triste confessar, mas é preciso
D C
Você não teve juízo, em dizer
B7 E7
Que não me quis
Am Em
Perdoa, meu amor, não sou fingida
F#7
Não é só casa e comida
B7 Em
Que faz a mulher feliz
Am Em
Noites, quantas noites eu passava
D
Por você abandonada
C B7 E7
A chorar na solidão
Am Em
E quando eu reclamava, você ria
D
Me dizendo que ficava
C B7 E7
No escritório, no serão
Am Em
Agora você tenha paciência
F#7
Eu lhe peço por clemência
B7 E7
Deixa em paz meu coração
Am Em
Repito o que todo mundo diz:
F#7
Não é só casa e comida
B7 Em
Que faz a mulher feliz.
Marcadores: nubia lafayette
Núbia Lafayette (Idemilde Araújo), cantora, nasceu em Açu/RN, em 21/1/1937. Aos três anos de idade, viajou com a avó para o Rio de Janeiro/RJ, onde passou a residir. Ainda criança, foi participante assídua do programa Clube do Guri, na Rádio Tupi, cantando o repertório de Vicente Celestino . Depois, na década de 1950, recebeu forte influência de Dalva de Oliveira, identificando-se com seu estilo. Marcadores: cantora, nubia lafayette, radio
Am
Quem eu quero não me quer
Dm
Quem me quer mandei embora
E7
E por isso eu já nem sei
Am
O que será de mim agora
Passo as noites recordando
Dm
Revivendo o meu castigo
E7
No meu quarto de saudade
Am
Solidão mora comigo
Dm
Por onde anda quem me quer?
G7 C
Quem não me quer onde andará?
Am Dm
Que será de suas vidas
E7 Am
Da minha vida o que será
Dm
Não sou capaz de ser feliz
G7 C
Ao lado de um amor qualquer
Am Dm
Ah! Se este fosse o outro
E7 Am
Que eu amo tanto e não me quer.
Marcadores: benil santos, bolero, miltinho, raul sampaio
Raul Sampaio (Raul Sampaio Cocco), cantor e compositor, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim em 06 de julho de 1928. É filho de Fanny Sampaio Cocco e José Cocco. Foi aluno dos colégios Liceu Muniz Freire, Bernardino Monteiro e Escola Técnica de Comércio, todos em Cachoeiro.Marcadores: benil santos, cantor, compositor, raul sampaio
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De: Ferreira Gomes, Bruno Gomes e Moreira da Silva
Tom: C
Introd: Ab Fm C Am D7 D7/9 G5aug C7M9
C G7
Prá se topar numa encrenca, basta andar distraído,
C C
Que ela um dia aparece - não adianta fazer prece.
C7
Eu vinha anteontem, lá da gafieira,
F
com minha nega Cecília.
- Quando gritaram - Olha o Padilha!
Antes que eu me desguiasse,
Fm
um tira forte e aborrecido
C
Me abotoou, e disse: - Tu és o nonô! Heim?
Dm G7
“Mas eu me chamo Francisco, trabalho como mouro,
C
Sou estivador - Posso provar ao senhor.”
E7
Nisso o moço de óculos ‘Raibam’,
Am
Me deu um pescoção: - bati com a cara no chão.
A7
E foi dizendo, “Eu só queria saber
Dm
Quem disse que és trabalhador.
- Tu és salafra, achacador
F G6
Esta macaca ao teu lado, é uma mina mais forte
C
Que o Banco do Brasil
- Eu manjo ao longe este tiziu”
Dm G7
E jogou uma melancia, pela minha calça adentro,
C
Que engasgou no funil,
- Eu bambeei, ele sorriu.
Dm G7
Apanhou uma tesoura, e o resultado
C
Desta operação: - É que a calça virou calção
C7
Na chefatura um barbeiro sorridente
F
Estava à minha espera.
- Ele ordenou: “Raspa o cabelo desta fera”
Fm
“Não está direito, seu Padilha, me deixar
C
Com o coco raspado
- Eu já apanhei um resfriado
Dm G7
Isto não é brincadeira, pois o meu apelido era
C
Chico Cabeleira.” - Não volto mais à gafieira.
(solo) C G7 C C7 F Fm C
B Bb A7 Dm G7 C (A)
(Ele quer ver minha caveira. Eu, heim?
Se eu não me desguio a tempo
Ele me raspa até as axilas.
O homem é de morte…)
Dm G7 C7M9
Marcadores: moreira da silva

Introdução: Gm Cm F7 Bb D# D#m Bb
Cm F7 Bb Edim F7
Na subida do morro, me contaram,
Bb
Que você bateu na minha nega
Bb7 D#
Isso não é direito, bater numa mulher, que não é sua,
D#m
-Deixou a nega quase nua, no meio da rua,
Bb
A nega quase que virou presunto,
Eu não gostei daquele assunto.
Cm
Hoje venho resolvido,
F7 Bb
Vou lhe mandar para a cidade-de-pés-juntos.
Vou lhe tornar em um defunto.
Am D7 Gm
Você mesmo sabe, que eu já fui um malandro malvado,
Somente estou regenerado.
G G7 Cm
Cheio de malícia, dei trabalho à polícia, prá cachorro.
Dei até no dono do morro.
Mas nunca abusei,
F7 Bb
De uma mulher que fosse de um amigo,
Agora me zanguei consigo.
Cm F7
Hoje venho animado, a lhe deixar todo cortado,
Bb
Vou dar-lhe um castigo.
-Meto-lhe o aço no abdômen e tiro fora o seu umbigo.
Aí meti-lhe o aço, hum –
Quando ele ia caindo ele disse:
“Ei Morengueira, você me feriu!”
Eu então disse-lhe:
“É claro, você me desrespeitou,
mexeu com a minha nega,
Você sabe que em casa de vagabundo
malandro não pede emprego.
Como é que você vem com chavecagem?
Está armado! Eu quero ver gordura,
que a banha está cara.”
Aí meti a mão lá na aduana, na peixeira.
Porque eu sou de Pernambuco,
cidade pequena porém decente.
Peguei o Vargulino pelo abdômen,
Desci pelo duodeno, vesícula biliar,
e fiz-lhe uma tubagem.
Ele caiu: bum, todo ensangüentado.
E as senhoras, como sempre nervosas:
“Meu Deus, esse homem morre, moço,
Coitado, olha aí, está se esvaindo em sangue.”
-Ora minha senhora, dê-lhe um óleo acanforado,
Penicilina, Estreptomicina, Crebiose, Hidrazida,
E até vacina Saur.
Mas o homem já estava frio.
Agora, o malandro que é malandro não denuncia o outro.
Espera prá tirar a forra, então diz o malandro:
Cm
“Vocês não se afobem,
D7 Gm
que o homem desta vez não vai morrer,
Se ele voltar dou prá valer.
G
Vocês botem terra neste sangue,
G7 Cm
não é guerra, é brincadeira.
Vou desguiando na carreira.
A jungusta já vem, e vocês
D7 Gm
digam que eu estou me aprontando,
Enquanto eu vou me desguiando.
Cm F7 Bb
Vocês vão ao distrito, ao delerusca se desculpando…
- Foi um malandro apaixonado,
Que acabou se suicidando.”
Gm Cm F7 Bb
Marcadores: geraldo pereira, moreira da silva
De: Zózimo Ferreira e Moreira da Silva 
Tonalidade: F
Introdução: Bb C7 Am7 D7 Bb Am Gm C9
Gm C7 F
Eu preciso consertar a minha vida,
Am Gm C7 F Dm7
Que ficou arruinada quando a Margarida me deixou.
Gm C7 F
Eu, que nunca havia ido ao pesado,
Bdim E7 Am E Am
Desta vez fui obrigado a enfrentar o batedor
C7
- mas que calor
Gm C7 F
Fui trabalhar dentro de uma cervejaria,
Dm Gm C7 F
E, em poucos dias, dei o fora no patrão.
F7 Bb
Trabalhei tanto, que quase levei a breca,
Bdim F7 D7 Gm C7 F A7
Cheguei a ficar careca de tanto chifrar caixão.
Dm Dm/C Bb
Meu Deus, eu vou me acabar,
A7 Dm Dm/C
se a Margarida não voltar.
A7
Eu não sei como vai ser,
D7 Gm
a minha canja de galinha se acabou.
C7 F
Eu estou cansado de enfrentar o batedor
A7 Dm
- eu vou morrer.
Dm/C Bb A7 Dm
Fui trabalhar num restaurante prá poder comer bastante.
A7 D7
Numa vaga de caixeiro, em pouco tempo,
Gm C7
Promovido a secretário, porque o proprietário
F A7
Não conhecia dinheiro - era um fuleiro
Dm Dm/C Bb A7 Dm
Ele tinha confiança na minha sinceridade,
Dm/C A7
E eu trabalhava à vontade.
D7 Gm Dm
É, mas se a polícia não descobre, eu ficava rico,
A7 Dm
E o meu patrão ficava pobre.
Bb C7 Am7 D7 Gm Am Gm C9
Marcadores: moreira da silva
De: Moreira da Silva e Ribeiro Cunha
Tonalidade: G
Introdução: C7M C#° G7M E7
Am D7 G7M D7
G7M D7
Jogando baralho, no terreiro grande
G7M
No meio de homens fortes
- eu estava jogando com a sorte
G7
Um desconhecido chegou, bem vestido
C7M
E me pediu o corte
- eu disse-lhe “Jogo até com a morte.
C#dim
Mas se acaso ganhar, não vá sorrir e nem zombar,
G7M
Que hoje é meu companheiro
E7
- não vá levar o meu dinheiro
Am7 D7
Não sou brigador, mas se perder e não pagar,
G7M
Eu vou bater no senhor”
- ele me disse ‘és um terror’
Am7 D7 G7M
Fiz um macete de valete e dama
- o Vargo perde e não reclama
E diz ‘que lama’
G7 C7M
Puxou de uma bolada e me desacatou,
- depois a sorte me deixou.
Ele tomou do lesco, e desfolhou
C#dim G7M
Fiquei sozinho, sem um companheiro
E7
- porque perderam o seu dinheiro
Am7
Depois ele sorrindo me disse:
D7 G7M
‘desista porque eu sou trigueiro.
Am7
Eu sou o Chico Tintureiro, o Zé Carneiro’. Fiz
D7 G7M
Umas paradas mais eu tinha um peso
- eu já estava quase pronto,
G7 C7M
Acabei teso. Puxei minha solinje e fiz o “pelo-sinal”
Ele me disse: ‘isto é que é mal’
“Deus me defenda do senhor”,
C#dim G7M
falei em Deus mas sem má intenção.
E7
Mas para mim foi muito bom,
Am7
porque deu um estouro e sumiu,
D7 G7M
Era o capeta, mete cabelão
- mas que cheirinho de alcatrão.
Marcadores: moreira da silva

Tonalidade: A
Introdução: D Ebdim A7M Gb7 Bbm E7 A7M E7
A7M Cdim Bbm
Fui ao dentista, prá chumbar uma panela,
E7 A7M G7M
Mais o gajo achou que ela, não podia obturar.
Ab7M A7M Bm Cm E
Ele me disse, “Vou mudar toda a mobília,
Dbm Gbm B7 E7
Tu vais ver que maravilha, Morengueira vai ficar.
Arranco tudo, arranco até o maxilar…”
- Mas doutor, o que está me doendo é o primolar.
Eu acho que vou ter um atrito com o senhor… -
A7M Cdim Bbm
Mas quando eu vi o boticão que ele trazia,
E7 A7
Minha tripa ficou fria, começou a tremedeira.
D G Dbm7
Quem foi que disse que o papai a boca abria,
Gb Bm7 E7 A7M
Prá espetar a anestesia, na gengiva do Moreira.
Mas tem que ser, queira ou não queira.
Db7 Gbm
Em vista disso, prá acabar com o meu berreiro,
Db7 Gbm
O doutor me deu um cheiro, e eu ferrei numa soneca
Db7 Db/B Gbm
E quando acordo, nem te conto camarada,
Gbm/A Dbm Ab7 Db7
Minha boca está chupada, e a gengiva está careca.
Meu panelão levou a breca…
Db7 Gbm
Enquanto espero, se a gengiva murcha e seca,
Db7 Gb Gb7
Prá mudar a perereca, provisória no bocão.
Bbm E7 A7M
Tudo o que é efe, sai comprido, sai soprado,
Gbm D7 Db7 Gbm
Que até fico encabulado, com tamanha assopração:
Farora fofa faz fofoca no feijão.
Marcadores: cicero nunes, moreira da silva
De: Joaquim Domingos e Nilton Moreira
Tonalidade: C
Introdução: F7 Ebdim C A7 D7 G7 C
Dm G7 C
Doutor des’que nasci, que vivo adoentado.
E7 Am C7
Tenho um nariz um tanto avantajado.
F Ebdim C
A minha cara é larga prá chuchu,
A7 D7 G7
o meu queixo até parece uma castanha de cajú.
Nerusca de ai lóve iou…
Dm G7 C
É, a minha boca é grande demais,
E7 Am C7
e sendo assim, eu sou muito infeliz,
F Ebdim C
Doutor, veja por quanto faz,
A7 D7 G7 C E7
uma intervenção, em meu nariz.
E7 Am
E o doutor olhou prá mim, deu um sorriso,
e disse assim:
A7 Dm
“Você precisa é tomar juízo, vá por mim.
Bdim E7 Am
Você é forte e tem muita saúde,
Am/ B7 E7
Você até parece um astro lá de roliúdi…”
B7 E7 Am
Acreditei no lero deste cientista de valor.
A# A7 Dm Dm/C
Meti o peito e fui fazer uma conquista de amor,
Bdim E7 Am
Logo a primeira que chamei de flor,
Am/G F E7 Am
me deu um catiripapo e um contra-à-vapor…
C7
Ai, ai, que dor, ai, ai…
Dm G7 C
Eu vi anunciado, um tal de seu Macário,
E7 Am C7
que tem três filhas em estado precário.
F Ebdim C
Meti o peito, e mudei prá lá.
A7 D7 G7
fui conhecer Maricota, Mariquinha e Maricá
-É que o velho tem uma nota preta prá gastar,
e eu estou entusiasmado.
Desta vez eu vou ficar com aquela
faca de (cortar) água morna,
esterilizada e tudo o mais.
Dm G7 C
Mas seu Macário usou de franqueza:
E7 Am C7
“as minhas filhas não querem beleza,
F Ebdim C
Mas você com esta cara que me traz,
A7 D7 Db7
eu tenho visto gente feia, mas assim
C
Já é demais…Desguia Satanás. Que funeragem”
F7 Ebdim C A7 D7 G7 C C7
F7 Ebdim C A7 D7 G7 C6
Marcadores: moreira da silva
De: Moreira da Silva e Ribeiro Cunha
Tonalidade: C
Introdução: F Ebdim C Am7 Dm7 G7 C Am7 Dm7 G7 C
C G7 C
Eu quando vejo um rapaz, da sua idade estendendo a mão –
Dele não tenho compaixão
C C7
Porque não me conformo ver um homem de talento
F
não querer trabalhar
Sente, meu velho, tou mais duro do que beira de sino,
Vê se tu me arranja uma nota aí prá pegar um prato feito
É, um P. F. um aparelho da zona acumulada.
F Fm
Eu também já passei fome, já sofri e não morri,
C Am7
Estou aqui de lição - e ninguém vai dizer que não.
Dm7 G7
Eu já dei atrapalhado, eu já andei afanado,
C
Mas nunca pedi tostão - acho que estou com a razão.
G7
Eu enfrentei uma marreta, na pedreira São Diogo,
C
Quebrando pedra roliça - passando a pão e a lingüiça.
C7
Dormia no cais do porto, no meio da sacaria,
F
onde o rato dormia –
Fm
Onde ventava e chovia. Quando o dia amanhecia,
vinha o chefe da limpeza,
C Am7
Jogando água fria - vejam só como eu saía.
Dm7 G7
Sem café e sem cigarro, sem saber prá onde ia,
C
Sem tostão e sem vintém - mas nunca pedia a ninguém.
G7
Cortei asfalto na linha, fui vendedor de galinha,
C
Carreguei cesto na feira - eu fui garçom de gafieira.
C7
Comia numa vendinha, que só fritavam sardinha,
F
Com azeite de lamparina - eu só cheirava a gasolina.
Fm
Fui peixeiro, carvoeiro, fui carteiro, fui bicheiro
C Am7
Apanhei como ladrão - mas não mudei de opinião.
Dm7 G7
E como sou caprichoso, hoje me sinto outro homem,
C
Até já mudei meu nome
- oi, já me disseram até que eu virava lobisomem.
F Ebdim C Am7 Dm7 G7 C Am7 Dm7 G7 C
Marcadores: moreira da silva

Tonalidade: A
Introdução: Db7M Gb7 Cm7 F7 Bbm7 Eb7 Ab Ab7
Db7M Gb7 Cm7 F7 Bbm7 Eb7 Ab7M
Ab7M Bdim Bbm
Esta cidade, que ainda é maravilhosa,
Bbm/Ab Eb7
Tão cantada em verso e prosa,
Ab7M Gb7M
Desde os tempos da vovó.
G7M Ab7M Cm7 Eb7
Tem um problema, crônico renitente,
Cm7 Fm
Qualquer chuva causa enchente,
Bb7 Eb7
Não precisa ser toró.
Ab7M Bdim Bbm
Basta que chova, mais ou menos meia hora,
Bbm/Ab Eb7 Ab7M Ab7
É batata, não demora, enche tudo por aí.
Db7M Gb7 Cm7
Toda a cidade é uma enorme cachoeira,
F7 Bbm7
Que da Praça da Bandeira,
Eb7 Ab7M C7
Vou de lancha a Catumbi.
Fm Ab Bbm7
Que maravilha, nossa linda Guanabara,
Bbm7/Ab C7
Tudo enguiça, tudo pára,
Fm
Todo o trânsito engarrafa.
G7 Cm7
Quem tiver pressa, seja velho ou seja moço,
Eb7 D7
Entre n’agua até o pescoço,
G7 C7
E peça a Deus prá ser girafa.
Fm Ab Bbm7
Porisso agora já comprei minha canoa,
Bbm7/Ab C7 F F7
Prá remar nessa lagoa, toda a vez que a chuva cai,
Bbm C7 Fm
E se uma boa me pedir uma carona,
Fm/Eb Db7
Com prazer eu levo a dona,
C7 Fm
Na canoa do papai.
Db7M Gb7 Cm7 F7 Bbm7 Eb7 Ab Ab7
Db7M Gb7 Cm7 F7 Bbm7 Eb7 Ab7M
Marcadores: cicero nunes, moreira da silva
De: Moreira da Silva e Geraldo Gomes 
Tonalidade: G
Introdução: G Am D7 Bbm E7 Am D7 G
G C#dim G
Vamos, não me faça desacato,
C#dim G
Gosto das coisas claras,
Em Am
não vê que sou bom mulato
Am/G B7 Am
Anda me malhando, não sou palhaço
D7 G
Vou mandar tirar seu nome tatuado no meu braço.
D7 G Edim G
Aquele terno branco, que eu dei duro prá fazer
G7 C
Você botou no prego e a cautela foi vender
Cm G
O relógio de ouro não estava perdido,
Em Am D7 G
Só agora estou sabendo, também foi vendido
B7 Em
Pode se abrir, prá minha malandragem
B7 Em E7 Am
Conte a todo mundo como eu fiquei
B7 Em G C
Está tirando a desforra, das dezenas de palhaços
B7
Que eu marretei.
Em
Você, mulher, é uma chave de cadeia
B7 E7
Me paga a ceia prá depois propalar
Am D7 G
Você sabia, que eu era da orgia,
Em Am D7 G
Quem entra na chuva é prá se molhar.
Marcadores: moreira da silva
De: Moreira da Silva e Ribeiro Cunha
Tom:F
Intr.: Bb Bbm F D7 Gm C7 F F7
Bb Bbm F D7 Gm C7 F C7
F
Eu fui ao restaurante chinês,
D7 Gm
e peguei o gordurame, sem ter o arame.
C7 Gm
E disse ao China, “prá semana pagarei” –
C7 F
O Chang-Lang se queimou comigo sem ter razão.
F7
É, na durindana disse: “Aqui não é pensão,
D7 Gm
se você quer comer de graça, você tem que trabalhar.
Bb Bdim F/C
Ou deixe em depósito seu chapéu de palha.
D7 Gm C7 F
Vá se embora por favor, que eu não sou seu pai”
A7 Dm D7
Na alta roda de malandros sempre fui considerado,
Gm
um batuqueiro respeitado.
Dm
Me queimei com a ignorância do chinês,
E7 A7
e dei-lhe uma fritada prá servir de lição.
E disse: “Chang, se agüenta.
Vá por mim que eu sou direito.
Dm D7 Gm
Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras.
Dm
‘Time is money’ quer dizer ‘tempo é dinheiro’,
E7 A7 Dm
o velho tempo é grana e eu estou na durindana.
Eu pago a conta prá semana. Agüenta aí”.
A7 Dm
Dificilmente o malandro perde o controle.
D7 Gm
Eu disse: “Está bem, vou pagar”, meti a mão lá na aduana.
Dm
Mas ao invés de grana puxei da minha navalha.
E7 A7
Tomei o meu chapéu de palha prá poder me desguiar
“Mas Chang, o que é que há?
Tá desconfiando do seu camarada?
Dm D7 Gm
Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras.
Dm
‘Time is money’ quer dizer Tempo é dinheiro,
E7 A7 Dm
o velho tempo é grana e eu estou na durindana.
Eu pago a conta prá semana. Agüenta aí”
(solo): F D7 Gm C7 F D7 Gm Bb Bdim F/C D7 Gm C7 F
A7 Dm
Dificilmente o malandro perde o controle.
D7 Gm
Eu disse: “Está bem, vou pagar”, meti a mão lá na aduana.
Dm
Mas ao invés de grana puxei da minha navalha.
E7 A7
Tomei o meu chapéu de palha prá poder me desguiar
E disse: “O Chang, o que é que há?
Eu conheço a tua terra, hein?
Dm D7 Gm
Se eu me agarro com você derrubo todas prateleiras.
Dm
‘Time is money’ quer dizer Tempo é dinheiro,
E7 A7 Dm
o velho tempo é grana e eu estou na durindana.
Eu pago a conta prá semana” - Neca.
Gm A7 D
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De: Raul Marques - Tancredo Silva
Tonalidade: F
Introdução: Bb Bdim F D7 Gm C7 F
F Bdim F
Lá no meu cassino, tipo mal acabado,
D7 Gm
desengonçado pela ventania
C7 Gm
Lá não cessa o vira-baixo noite e dia,
C7 F
dando trabalho à delegacia
Bdim F
Se o otário ganha, vai sair daquele jeito,
D7 Gm
Porque entre malandros isto é falta de respeito
Bb Bdim F
Tem peteleco, teco-teco, solinjada
D7 Gm C7 F
Quando a jungusta chega nunca houve nada
Aqui são todos camaradas
- Pode entrar, doutor. A casa é sua.
São estivadores, trabalhadores da borracha -
C7
Na ronda sou rei, vou lhe explicar porque falei,
F
Muito considerado, escutem só o meu babado…
D7
Mata, estripa, esfolha, e assim fico
Gm Adim Gm
Esperando o freguês, porque o otário não tem vez.
Bbm
Tenho um bom golpe, e no baralho
F D7
Conheço todos os cortes. Não admito
Gm C7
Que algum Vargulino vá lá no meu cassino
F
Soltar o fricote - Eu pulo logo no cangote
C7
Tenho bons parceiros, sempre cheios de dinheiro
F
No meu famoso cassino, lá também dá bom grã-fino.
D7
Promovo a bebida, e no final da partida
Gm F#dim Gm
O otário é quem perdeu, e quem ganhou tudo fui eu.
Bbm F
Tenho licença, faço e desfaço tudo com inteligência.
D7 Gm
Tenho um criado, que fica a noite inteira
C7 F
no alto da pedreira fazendo o sinal:
“Fiiiii - Corre pessoal! E vem a turma da Central!”
Que quando chega baixa o pau.
Bb Bdim F D7 Gm C7 F
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De: Moreira da Silva e Ribeiro Cunha
Tonalidade: Eb
Introdução: Eb7 Ab Bb7 Eb Eb7 Ab Bb7 Eb
Fm Bb7
Sou nordestino, um homem fino,
Eb
com diploma de doutor –
Sou deputado, sim senhor.
Eb Eb7
Palavra inflamada, orgulho da bancada,
Ab
da qual sou grande valor –
E também grande orador.
Ab Adim
Fico enfezado, quando alguém em mal estado,
Eb
vem a mim prá revelar:
- “Doutor Tenório, o seu comissa quer me arrebentar,
Será que o doutor não vai providenciar…”
Fm
Que me queimo de estalo,
Bb7 Eb
e lá da tribuna solto o meu vocabulário:
- Senhor Presidente, protesto contra certa autoridade,
Que anda dando em homem de idade,
em pleno coração da cidade.
G Cm7
Arranjo emprego prá quem está desempregado.
Bb7 Eb
Arranjo água prá quem tem cano furado.
D7 Gm
Sou pistolão e amigão de qualquer um,
D7 Gm
Mesmo de quem tem dinheiro, mesmo de quem vive a vida
Bb Bb7 Eb
Sem nenhum. Eu sou protetor de quem é fraco e oprimido.
G Cm7 C7
Eu nunca fui fingido como alguns colegas meus.
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Intro: D7 G D7 G D7 G D7 G C Cm G Em Am D7 G
D7 D7/9/E D7/F#
Que bate-fundo é esse escute aqui
D7/9/E G
Que você vive a fazer
Mas isto assim não pode ser
D7
Vejo-lhe sempre zangada, mal-humorada
G7
Maldizendo o que vê
Chego em casa cansado
G7/B
E não posso dormir
C Cm
Com o falatório seu
G
E todo dia um lê-lê-lê
D7
E não me explica por que
G
Que bate-fundo, meu Deus
(Que bate-fundo é este, que bate-fundo é este)
D7
Que bate-fundo é esse escute aqui (...)
B7
Eu não posso mais suportar essa vida,
Em
isso não é viver
A vida assim não dá prazer
E7 Am
Procurei o céu e foi no inferno que fui me meter
Mas isto assim não pode ser
Em
Você se lamenta e vem todo dia com a mesma manha
C
Diz que não tem sorte
B7 Em Em7M Em7
e que a desgraça é que lhe acompanha
D7
Que bate-fundo é esse daqui (...)
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Alda Verona (Celeste Coelho Brandão), cantora e radiatriz, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 10/10/1898, e faleceu na mesma cidade em ?/1989. Nasceu no bairro da Tijuca e foi educada nos melhores colégios. Destacava-se nas festas escolares e mostrava grande desejo de ser artista, tendo estudado canto com Eloísa Mastrangioli e outros professores. Marcadores: alda verona, alda verona biografia, atriz, cantora, radio
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Aldacir Louro (Aldacir Evangelista de Mendonça), compositor, cantor e instrumentista nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 22/4/1926 e faleceu em15/6/1996. Nascido no bairro de Botafogo, viveu em diversos outros subúrbios cariocas, freqüentando desde criança as escolas de samba Unidos da Tijuca, Depois te Explico e Braço a Braço, onde tocava tamborim.
Bom intérprete de sambas, começou como apresentador de músicas, contratado por compositores para mostrar produções destes a cantores. Como essa atividade rendesse pouco, decidiu tentar a sorte como autor, lançando em 1946 o samba Onde vamos morar (com Antônio Valentim dos Santos), gravado por Zilá Fonseca. Na época, a música rendeu (cerca de 20 cruzeiros) bem mais do que conseguia como apresentador.
Embora não tivesse estudado música, iniciou assim uma carreira de compositor, cujo maior sucesso foi o samba Recordar (com Aluísio Marins e Adolfo Macedo), que, premiado em concurso carnavalesco de 1955, se tornou peça antológica e obrigatória em muitos Carnavais. Outros êxitos foram o samba Cabeça prateada (com Edgar Cavalcanti e Anício Bichara) e a marcha Trrim-Trrim (com Santos Garcia), ambos lançados no Carnaval de 1956.
Como cantor, atuou em rádio e televisão, apresentando-se na década de 1950 em vários programas das rádios Nacional e Mayrink Veiga, exibindo-se com ritmistas e passistas. Na TV Globo carioca apresentou-se com sua escola de samba. De 1960 a 1973 participou de programas da TV Tupi, do Rio de Janeiro: Bibi ao Vivo e Programa Flávio Cavalcanti, entre outros.
Obras: Cabeça prateada (c/Edgar Cavalcanti e Anício Bichara), samba, 1955, Garota sapeca (c/Fernando Martins), marcha, 1951; Onde vamos morar (c/Antônio Valentim dos Santos), samba, 1946; Recordar (Aluísio Marins e Adolfo Macedo), samba, 1954; Refúgio (c/Linda Rodrigues), bolero, 1959; Trrim-Trrim (c/Santos Garcia), marcha, 1955.
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Recorda-te de Mim - Catulo da Paixão CearenseMarcadores: catulo da paixao cearense
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Fechei meu Jardim - Catulo da Paixão CearenseMarcadores: catulo da paixao cearense
Caboca Bunita (canção, 1920) - Catulo da Paixão CearenseMarcadores: catulo da paixao cearense
Até as Flores Mentem (canção) - Catulo da Paixão CearenseMarcadores: catulo da paixao cearense
Ao luar (canção) - Catulo da Paixão CearenseMarcadores: catulo da paixao cearense
Ai de Mim! (canção) - Catulo da Paixão CearenseMarcadores: catulo da paixao cearense
Ataulfo Alves inaugurou um novo estilo de fazer samba. Com seu jeito manso e sua tranqüilidade mineira, ele emprestou cores diferentes à música que brotava dos morros e dos subúrbios cariocas na década de 30. A história do compositor Ataulfo é mais que o relato simples de um artista de grande talento e capacidade criativa. É também a trajetória de um filósofo popular, verdadeiro mestre em criar provérbios que atravessam gerações. O mito da Amélia, idealização da mulher que aceita tudo por amor, popularizou-se a partir de uma das músicas mais famosas de Ataulfo, composta na década de 1940, em parceria com Mário Lago.
Ataulfo Alves de Sousa nasceu em Miraí, MG, em 2 de maio de 1909. Com oito anos fazia versos para responder aos improvisos do pai, que era violeiro e repentista. Aos 10 anos perde o pai, e sua mãe, Maria Rita de Jesus, com um porção de filhos, sai da fazenda e vai morar no centro da cidade de Miraí, que ficava próximo.Passa Ataulfo a freqüentar o grupo escolar e a desempenhar os serviços que apareciam. Uma existência pobre, mas tranqüila e feliz, que registraria no samba Meus tempos de criança. (Foto: Mário Lago, parceiro de muitas músicas com Ataulfo). Aos 18 anos, aceitou o convite do Dr. Afrânio Moreira Resende, médico de Miraí, para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde fixaria residência. Durante o dia, trabalhava no consultório, entregando recados e receitas, e, à noite, fazia limpeza e outros serviços domésticos na casa do médico. Insatisfeito com a situação, conseguiu uma vaga de lavador de vidros na Farmácia e Drogaria do Povo. Rapidamente aprendeu a lidar com as drogas e tornou-se prático de farmácia. Depois do trabalho voltava para casa no bairro de Rio Comprido, onde costumava freqüentar rodas de samba. Já sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim, e organizou um conjunto que animava as festas do bairro.
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Cm G7 Cm
Sei que é covardia um homem chorar
G7 Cm G7 Cm
Por quem não lhe quer
G7 Cm
Sei que é covardia um homem chorar
G7 Cm C7
Por quem não lhe quer
Fm
Não descanso um só momento
G7
Não me sai do pensamento
Cm
Essa mulher
Eb7 Ab
Que eu quero tanto bem
G7 Cm
E ela não me quer!
Eb7 Ab
Que eu quero tanto bem
G7 Cm
E ela não me quer!
G7 Cm
Outro amor
C7 Fm
Não resolve a minha dor!
G7 Cm Ab
Só porque o meu coração
G7
Já não quer outra mulher
Cm
Pois é...
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Dm E7 A7
Minha musa inspiradora
Dm
Minha noite de luar
C7
Agradeço ao Criador
Que me fez um sonhador
F D7
Pra melhor te exaltar
Gm C7
Rima rica do meu verso
F
Minha canção preferida
Eb A7
Melodia do meu samba
Dm Gm
Vida da minha própria vida
Dm
Estrela que brilha mais
A7
Que uma constelação
D7
Nestas noites de verão
Dm Gm
Ilumina os dias meus
A7
Minha querida
Dm Gm Dm
Vida da minha própria vida
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G
Você diz
A
Que me dá casa e comida
D A
Boa vida e dinheiro pra gastar
Dm D
O que é que há minha gente
G A
O que é que há
Tanta bondade
Dm Dm7
Que me faz desconfiar
Dm A
Laranja madura
Na beira da estrada
D
Tá bichada, Zé
Dm Dm7
Ou tem marimbondo no pé
G A
Santo que vê muita esmola
Na sua sacola
D
Desconfia
A
E não faz milagres, não
Dm D
Gosto da Maria Rosa
G A
Quem me dá prosa
É Rosa Maria
Dm Dm7
Vejam só que confusão
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Dm Gm A7
Sei que vou morrer, não sei o dia
Dm
Levarei saudades da Maria
D7 Gm C7
Sei que vou morrer, não sei a hora
F A7
Levarei saudades da Aurora
Dm A7
Quero morrer numa batucada de bamba
Dm
Na cadência bonita de um samba
C7 F
Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
A7
Diz o dito popular
Dm A7
Morre o homem fica a fama
Dm A7
Quero m orrer numa batucada de bamba
Dm
Na cadência bonita de um samba
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Coração (samba, 1934) - Synval SilvaMarcadores: carmen miranda, sinval silva, synval silva
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e Mário Reis |
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Dm C7
Escute amigo leal
Bb7 A7
Teu sofrimento é igual
Dm Dm/F A7 Dm
Ao que hoje trago comigo
C7
Usaste de lealdade
Bb7 A7
Dentro de nossa amizade
D D/Gb Em A7 D
Mas eu não fui teu amigo
A7 D
Numa paixão incontida
A7 D
Roubei-te a mulher querida
F° Em C7 B7 Em
Sem que soubesses talvez
A7
Com dinheiro e falsidade
Em A7
Por minha felicidade
F° D B7 E7 A7 D
Fiz a desgraça de três
A7 D
Perdoa-me bom amigo
A7 D
Teu perdão será o abrigo
D7 G
do remorso deste drama
Gm D C7
Meu desengano eu já tive
B7 E7
Hoje ela comigo vive
A7 Dm
Mas é a ti que ela ama.
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C G7 C
Minha embaixada chegou
G7 C
Deixa meu povo passar
F Fm C
Meu povo pede licença
A7 D7 G7 C
Pra na batucada desacatar
C Bb7 A7
Vem vadiar no meu cordão
Dm
Cai na folia meu amor
G7 C
Vem esquecer tua tristeza
A7 D7
Mentindo a natureza
G7 C
Sorrindo a tua dor
C Bb7 A7
Eu vi o nome da favela
Dm
Na luxuosa academia
G7 C
Mas a favela pro doutô
A7 D7
É morada de malandro
G7 C
E não tem nenhum valor
Vem vadiar no meu cordão...
C Bb7 A7
Não tem doutores da favela
Dm
Mas na favela tem doutores
G7 C
O professor se chama bamba
A7 D7
Medicina na macumba
G7 C
Cirurgia lá é samba
Vem vadiar no meu cordão...
C Bb7 A7
Já não se ouve a batucada
Dm
A serenata não há mais
G7 C
E o violão deixou o morro
A7 D7
E ficou pela cidade
G7 C
Onde o samba não se faz
Vem vadiar no meu cordão...
C G7 C
Minha embaixada chegou
G7 C
Meu povo deixou passar
F Fm C
Ela agradece a licença
A7 D7
Que o povo lhe deu
G7 C
Para desacatar
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