quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Passarim

Passarim - Tom Jobim
     A(add4/omit5)     Ab(b5)     G   Ab7(4/9)  G7(4/9)
Passarim       quis pousar,  não deu, vo--------ou
G(add9)      Gm(addb9)   G(add9/omit3)    Gm(7M)   Gm7
Por----que o tiro     partiu          mas não    pegou
Gb7M(#5)   F7M(6)     E7     Eb7M(9)
Passarinho   me con---ta então me diz
Eb7M(#9)              D7/4(b9)
Por que que eu também     não fui feliz
D7(b13)            Gm7(9)
Me diz o que eu fa-----ço da paixão
Cm7        Gm(7M/9)
Que me devora o coração
Gm7      Cm7           Gm7(9)
Que me devora o coração
Cm7         Gm7(9)          Cm7         Gm7(9)
Que me maltrata o coração   Que me maltrata o coração
C7(4/9)  C7(b9)        F7M
E o mato que é bom,   o fogo  queimou    
F6     Bb7(4/9)      Bb7(9)   Eb7M(9)
Cadê o fo------go, a água  apagou
D7(b9/13)  D7(b9/b13)    Gm(7M/9)
E cadê a água,    o boi        bebeu     
Gm7     A7/4(b9)    A7(13)      D7M(9)
Cadê o amor,    o gato    comeu
Em7      A7(b9)  D7M(#5) D7M   Gm7   C7(b9)  F7M(#5)
E a cinza se espa----lhou       E a chuva carre---gou
F7      Bb7M      Gm7     D(omit3)
Cadê meu amor que o vento levou
/ / / / Eb7M / / / / Em7(b5) / / / A7(#5) / D7M / /
Dm7       E           Eb        D   Eb7(4/9)  D7(4/9)
(Passarim quis pousar, não deu, vo--------ou)
A(add4/omit5)      Ab(b5)     G   Ab7(4/9)  G7(4/9)
Passarim        quis pousar,  não deu, vo--------ou
G(add9)      Gm(addb9)  G(add9/omit3)    Gm(7M)   Gm7
Por----que o tiro     feriu          mas não    matou
Gb7M(#5)   F7M(6)     E7     Eb7M(9)
Passarinho   me con---ta então me diz
Eb7M(#9)              D7/4(b9)
Por que que eu também     não fui feliz
D7(b13)            Gm7(9)
Cadê meu amor    minha canção     
Cm7         Gm(7M/9)
Que me alegrava o coração
Gm7       Cm7            Gm7(9)
Que me alegrava o coração     
Cm7        Gm7(9)          Cm7          Gm7(9)
Que iluminava o coração    Que iluminava a escuridão
C7(4/9)      C7(b9)      F7M
Cadê meu cami-----nho a água  levou    
F6       Bb7(4/9)       Bb7(9)   Eb7M(9)
Cadê meu ras-----tro, a chuva apagou
D7(b9/13)  D7(b9/b13)     Gm(7M/9)
E a minha casa,    o rio       carregou     
Gm7       A7/4(b9)    A7(13)    D7M(9)
E  o meu amor     me abandonou
Em7   A7(b9)  D7M(#5) D7M    Gm7   C7(b9)  F7M(#5)
Voou, voou,   voou           Voou, voou,   voou
F7       Bb7M      Gm7     D(omit3)
E passou o tempo e o vento levou
     A(add4/omit5)      Ab(b5)     G   Ab7(4/9)  G7(4/9)
Passarim        quis pousar,  não deu, vo--------ou
G(add9)      Gm(addb9)  G(add9/omit3)    Gm(7M)   Gm7
Por----que o tiro     feriu          mas não    matou
Gb7M(#5)   F7M(6)     E7     Eb7M(9)
Passarinho   me con---ta então me diz
Eb7M(#9)              D7/4(b9)
Por que que eu também     não fui feliz
D7(b13)            Gm7(9)
Cadê meu amor    minha canção     
Cm7         Gm(7M/9)
Que me alegrava o coração
Gm7       Cm7            Gm7(9)
Que me alegrava o coração              
Cm7        Gm7(9)          Cm7          Gm7(9)
Que iluminava o coração    Que iluminava a escuridão
G7(4/9)  G7(b9)    C7M
E a luz da manhã    o dia   queimou
F7(4/9)  F7(9)    Bb7M
Cadê o dia,   envelheceu
A7(b9/13)    A7(b13)      Dm(7M/9)
E a tarde caiu       e o sol    morreu     
Dm7     E7(4/9)  E7      A7M(9)
E   de repente  escureceu
Bm7   E7(b9)       A7M(#5) A7M
E a lua então   brilhou          
Dm7    G7(b9)       C7M(#5)
Depois sumiu   no breu
C7        F7M      Dm7      Am
E ficou tão frio que a---manheceu
E           Eb       D    Eb7(4/9)  D7(4/9)
(Passarim quis pousar, não deu, vo--------ou)
A(add4/omit5)        Ab(b5)     G   Ab7(4/9)G7(4/9)
Passarim          quis pousar,  não deu, Vo------ou,  
Em7*  F#m7*   G#m7*  F#7M(9)
voou, voou, voou,    voou
D7M(#5/9) / / / F#* / / /

Corcovado

Antônio Carlos Jobim
Provedor de melodias para versos alheios, Tom Jobim é também o autor das letras de alguns de seus maiores sucessos. Este é o caso do samba “Corcovado, um cartão postal do Rio de Janeiro, poética e musicalmente impregnado pelo espírito da bossa nova: “Um cantinho, um violão /esse amor, uma canção / pra fazer feliz a quem se ama / muita calma pra pensar / e ter tempo pra sonhar / da janela vê-se o Corcovado / o Redentor, que lindo.”

Sobre esta letra há duas curiosidades a assinalar: originalmente o primeiro verso dizia: “um cigarro, um violão.” Nos ensaios para a gravação, João Gilberto convenceu Tom Jobim a mudá-lo para “um cantinho, um violão”. Já os versos “da janela vê-se o Corcovado / o Redentor, que lindo”, foram inspirados pela paisagem vista das janelas do apartamento em que o autor morava na ocasião. “Pouco depois, a construção de um edifício em frente acabou com a paisagem”, comenta Paulo Jobim, filho de Tom. Por sua vez, esse apartamento, situado na Rua Nascimento Silva, 107, em Ipanema, acabou entrando para a letra do samba “Carta ao Tom 74”, de Toquinho e Vinícius de Moraes.

Começando com uma introdução que o identifica de imediato e é parte integrante da composição — um desenvolvimento melódico sobre a harmonia dos compassos iniciais do tema principal — , “Corcovado” encantou dezenas de músicos e cantores no Brasil e no exterior. Daí a sua vasta discografia, que o faz figurar entre as canções mais conhecidas de Antônio Carlos Jobim, destacando-se entre os seus intérpretes João Gilberto (o primeiro), o próprio

Tom (em quatro versões, uma delas com a participação de Elis Regina) e, com o título de “Quiet Nights of Quiet Stars”, um vasto elenco de cantores (Sinatra, Ella Fitzgerald) e músicos de jazz (Stan Getz, Miles Davis, Teddy Wilson).

Em 1987, num levantamento realizado por Jairo Severiano e Vera de Alencar, “Corcovado” ostentava a terceira colocação entre as canções mais gravadas de Jobim, superado apenas por “Garota de Ipanema” e “Samba de uma Nota Só” (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello- Ed. 34).



Corcovado (samba bossa, 1960) - Tom Jobim - Interpretação: João Gilberto
Tom: F  

(intro) Am6  G#°(b13)  Gm7  C7/9  F7M  
        Fm6  Em7  Am7  D7/9  G#°(b13)

Am6                G#º(b13)
Um cantinho, um violão
                  Gm7
Este amor, uma canção
          C7/9            F7M   F6
Pra fazer feliz a quem se a___ma
Fm6        Bb7/9
Muita calma pra pensar
       Em7/9  A7/13    A7/13-   Am6
E ter tempo        pra    sonhar
                       Fm6
Da janela vê-se o corcovado
      Bb7/9
O Redentor que lindo
Am6                G#º(b13)
Quero a vida sempre assim

Com você perto de mim
Gm7   C7/9        F7M   F6
Até o apagar da velha chama
Fm6     Bb7/9    Em7
E eu que era triste
           Am7     Dm7
Descrente desse mundo
             G4/7/9 G7/9- Em7/5- A7/13-
Ao encontrar você       eu conheci
F7M         Fm6         Am6
Oque é a felicidade meu amor

( Am6  G#º(b13) Gm7 C7/9 F7M F6 Fm6 Bb7/9 
  Em7/9 A7/13 A7/13- Am6 Fm6  Bb7/9 ) 

(repete tudo)

( Am6  G#º(b13) Gm7 C7/9 F7M F6 Fm6 Bb7/9 
  Em7/9 A7/13 A7/13- Am6 Fm6  Bb7/9 )


Inútil paisagem




Aloysio de Oliveira
Inútil paisagem (samba bossa, 1964) - Aloysio de Oliveira e Tom Jobim - Interpretação: Wanda Sá

 Cmaj7 B6  Bbmaj7/-5 A7/-9               
Mas   pra que,           
               Dm11    
 pra que tanto céu,
Fm7                  Fm6
pra que tanto mar, pra que
E6          E+5       A7/9   A7/-9     Dm7    G7/6
De que serve esta onda que quebra e o vento da tarde
Cm9     F#dim     Cmaj7  Adim
De que serve a tarde, inútil paisagem
Cmaj7 B6  Bbmaj7/-5  A7/-9          Dm11       
Po-   de  ser,      que nao venhas mais,
Fm7        Fm6
que nao venhas nunca mais
E6        E+5      A7/9    A7/-9    Dm7     G7/6
De que servem as flôres que nascem pelos caminhos
Cm9    F#dim    Cmaj7 Adim   Cmaj7 Adim Cmaj7
Se o meu caminho sozinho, é nada, e nada,    e nada
 
 

Cifras de Zé Dantas

Forró de Caruaru

Forró de Caruaru (1955) - Luiz Gonzaga e Zé Dantas
      F            C7
No forró de Sá Joaninha /  No Caruarú
  F         C                   F
Cumpade Mané Bento / Só fartava tu
    C7         F           Bb      F
Nunca vi meu cumpade / Forgansa tão boa
            Bb                  C
tão cheia de brinquedo / De animação
   F           Am                     Dm
Bebendo na função /  Nós dansemo sem pará
              Bb
Num galope de matá
              F                      D7
Mas arta madrugada / Pro mode de uma danada
               Gm                   Bb
Qui vei de Tacaratú / Matemo dois sordado
               F                      C7
Quato cabo e um sargento / Cumpade Mané Bento
           F
Só fartava tú 


    C7       F           Bb     F
Meu irmão Jisuino /  Grudô numa nega
            Bb                   C
Chamego dum sujeito / valente e brigão
F              Am                    Dm
Eu vi qui a confusão / Não tardava cumeçá
                Bb                     F
Pois o cabra de punhá / Cum cara de assassino
            D7                      Gm
Partiu prá Jisuino / tava feito o sururú
             Bb                          F
Matemo dois sordado / Quato cabo e um sargento
            C7                  F
Cumpade Mané Bento / Só fartava tú


     C7       F          Bb     F
Pro Dotô Delegado / Que veio trombudo
           Bb                      C
Eu diche que naquela / grande confusão
F              Am                     Dm
Só hove uns arranhão / Mas o cabra morredô
              Bb                    F
Nesse tempo de calô / Tem a carne reimosa
             D7                    Gm
O véi zombô da prosa / Fugi de Caruarú
             Bb                        F
Matemo dois sordado / Quato cabo e um sargento
          C7                    F
Cumpade mané Bento / Só fartava tú

Feira de Caruaru

Feira de Caruaru - Luiz Gonzaga
C       G    C
A feira de Caruaru
C       G    C
faz gosto a gente ver
Am              G                      Refrão
De tudo que há num mundo
Am             G         C      G    C
nela tem pra vender (na feira de Caruaru) 

     G            C              G             C
Tem massa de mandioca, batata assada, tem ovo cru
G                C           Am              C
Banana, laranja e manga, batata doce, queijo e caju
G          C               G               C
Cenoura, jabuticaba, guiné, galinha, pato e peru
F                 C            G           C 
Tem bode, carneiro e porco se duvidar inté cururu
F                 C             G            C   
(Tem bode, carneiro e porco se duvidar inté cururu)  

(REPETE A MESMA SEQUENCIA) 

Tem cesto, balaio, corda, tamanco, grelha tem boi-tatu
Tem fumo, tem tabaqueiro, tem dudecheiro, tem boi-zebu
Caneco á curto, inteiro, peneira boa invés de uruçu
Tem caça de arvorada que é pra matuto não andar nu  

                   Refrão                      

(REPETE A MESMA SEQUENCIA DA 1ª PARTE) 

Tem rede, tem balinheira mode menino caçar anum
Maxixe, cebola verde, tomate, coentro, couve e chuchu
Armoço feito na corda, pirão mexido que nem angu
Mudinha de tamburete, tem dá de tronco de mulungu
(Mudinha de tamburete, tem dá de tronco de mulungu) 

Tem loiça, tem ferro velho, sorvete de raspa de pai jaú
Gelado, caldo de cana, fruta de palma, mandacaru
Boneca de vitalino que são conhecido inté no sul
De tudo que há no mundo tem na feira de caruaru

Sabiá (Zé Dantas)

Sabiá (1951) - Luiz Gonzaga e Zé Dantas
Tom: F  

Dm7                 Em7(b5) 
A todo mundo eu dou psiu 
            A7 
Psiu, psiu, psiu
                 Dm7 
Perguntando por meu bem 
Psiu, psiu, psiu 
               Em7(b5) 
Tendo o coração vazio 
                 A7
Vivo assim a dar psiu 
               Dm7 
Sabiá vem cá também 
Psiu, psiu, psiu 
                  D7 
Tu que anda pelo mundo 
Sabiá 
                Gm7
Tu que tanto já voou 
Sabiá 
                     C7 
Tu que fala aos passarinhos 
Sabiá 
               F7+ 
Alivia a minha dor 
  
Sabiá 
Bb7          A7 
   Tem pena d'eu 
  Dm7 
Sabiá 
           A7 
Tens, por favor 
  Dm7
Sabiá 
                      A7 
Tu que tanto anda no mundo 
  Dm7 
Sabiá 
                 A7 
Onde anda o meu amor 
  ( Dm7  A7 )x 4
Sabiá  .  .  .  á 

Derramaro o gai

Derramaro o gai (1950) - Luiz Gonzaga e Zé Dantas

Tom: G
  
 
G        Am 
Eu nesse côco num vadeio mais 
              D7                G 
Apagaro o candeeiro, derramaro o gáis (côro) (4x) 

              C                  G 
Apagaro o candeeiro, derramaro o gáis 
                 D7                   G 
Coisa boa nesse escuro já sei que num sai 
                      C                    G 
Já não tão mais respeitando nem eu que sou pai 
                     D7                   G 
Pois me deram um beliscão quase a carça cai 
                 C                  G 
Começando desse jeito num sei pronde vai 
               D7              G 
Por isso nesse côco num vadeio mais 
Eu nesse côco num vadeio mais... 
  
                 C                   G 
No escuro desse jeito ninguém se distrai 
                   D7                  G 
Pai de moça nessa festa só vai ter trabái 
                  C                 G 
Seu Zé Chico nesse côco e Isabé num cai 
                  D7                G 
O seu noivo tá querendo mas eu sou o pai 
                C                   G 
Ou acende um candeeiro bem cheim de gáis 
            D7               G 
Ou ela nesse côco num vadeia mais 
Eu nesse côco num vadeio mais... 
                    C                      G 
Sazefinha entrou no côco com a gente e num sai 
                    D7                 G 
Pois ficou que nem badalo dentro do chocái 
               C                   G 
Levou tanta imbigada que caiu pra trái 
             D7               G 
Saiu andando manca que nem papagái 
                 C                   G 
Seu marido foi falar mas levou cinco talhos 
               D7              G 
Por isso nesse côco num vadeio mais 
Eu nesse côco num vadeio mais...

A dança da moda

A dança da moda (1950) - Luiz Gonzaga e Zé Dantas
Em
No Rio tá tudo mudado
                   B7
Nas noites de São João
Em vez de polca e rancheira
                             Em
O povo só dança e só pede o baião
            D7
No meio da rua
         G
Inda é balão
           D7
Inda é fogueira
É fogo de vista
Mas dentro da pista
                              G
O povo só dança e só pede o baião
            Am7      D7
Ai, ai, ai, ai, São João
        G
Ai, ai, ai, ai, São João
              D7
É a dança da moda
Pois em toda a roda
             G
Só pedem o baião

Vem, morena (Zé Dantas)

Vem, morena (1950) - Luiz Gonzaga e Zé Dantas
Em      A7                Em
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remexendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar

Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o véio ficar moço
E o coração de repente
Dm7       B7         Em
Bota o sangue em arvoroço

Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remexendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar

Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulô
Tem um gosto temperado
Dm7     B7      Em
Dos tempero do amor

Vem, morena, pros meus braços...

Cifras de Vinícius de Moraes






Canta, canta mais

Canta, canta mais - Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Canta, canta
Sente a beleza e
Canta, canta
Esquece a tristeza
Tanta, tanta
Tanta tristeza
Canta
Ah...

Canta, canta
Canta, vai, vai
Segue cantando em paz
Canta, canta
Canta mais

Rosa desfolhada

Vinícius de Moraes
Dm            D7     
Tento compor, o nosso amor
D/C Gm/Bb
Dentro da tua ausência
Gm Gm/F
Toda loucura, todo o martírio
A7/E Dm
De uma paixão imensa
F7/C Bb6
Teu toca-discos, nosso retrato
Bm7/5b E7
Um tempo descuidado
// Gm6/Bb
Tudo pisado, tudo partido
A7 Dm
Tudo no chão jogado.


Gm7 / A7 / Gm7 / A4/7 / A7


Dm
E em cada canto
D7
Teu desencanto
D/C Gm/Bb
Tua melancolia
Gm Gm/F
Teu triste vulto desesperado
A7/E Dm
Ante o que eu te dizia
F7/C Bb6
E logo o espanto,e logo o insulto
Bm7/5b E7
O amor dilacerado
// Gm6/Bb
E logo o pranto ante a agonia
A7 Dm
Do fato consumado


Gm7 / A7 / Gm7 / A4/7 / A7


Dm D7
Silenciosa, ficou a rosa
D/C Gm/Bb
No chão despetalada
Gm Gm/F
Que eu com meus dedos, tentei a medo
A7/E Dm
Reconstruir do nada
F7/C Bb6
O teu perfume, teus doces pêlos
Bm7/5b E7
A tua pele amada
// Gm6/Bb
Tudo desfeito, tudo perdido
A7 Dm
A rosa desfolhada

Sei lá, a vida tem sempre razão

Toquinho e Vinícius de Moraes
Tom: C9/6


C9/6               Am7              D9/7
Tem dias que eu fico pensando na vida
Dm7/4     G7     C9/6
E sinceramente não vejo saída
Am7        D9/7        G7+
Como é por exemplo que dá pra entender
Em7       Am7       D9/7      Dm7/4
A gente mal nasce e começa a morrer
G7         C9/6     Am7         D9/7
Depois da chegada vem sempre a partida
Dm7/4    G7    Gm7   C9/7
Porque não há nada sem separação
F#m7/b5   Fm6
Sei lá,
Em7   A7
Sei lá
D9/7         G13/7   Gm7   C9/7
Só sei que é preciso paixão
F#m7/b5   Fm6
Sei lá,
Em7   A7
Sei lá
D9/7     G13/7    C9/6
A vida tem sempre razão.
Am7                D9/7
A gente nem sabe que males se apronta
Dm7/4     G7         C9/6
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Am7   D9/7          G7+
Que nada renasce antes que se acabe
Em7        Am7           D9/7  Dm7/4
E o sol que desponta tem que adormecer
G7      C9/6   Am7       D9/7
De nada adianta ficar-se de fora
Dm7/4      G7       Gm7    C9/7
A hora do sim é o descuido do não
F#m7/b5   Fm6
Sei lá,
Em7   A7
Sei lá
D9/7         G13/7   Gm7   C9/7
Só sei que é preciso paixão
F#m7/b5   Fm6
Sei lá,
Em7   A7
Sei lá
D9/7     G13/7    C9/6
A vida tem sempre razão.

Por que será?

Por que será? - Carlinhos Vergueiro, Vinícius de Moraes e Toquinho
G7          C
Por que será
Gm/E Am
Que eu ando triste por te adorar?
Dm
Por que será
Fm G7 C
Que a vida insiste em se mostrar
A7 Dm
Mais distraída dentro de um bar
Fm G7
Por que será?



Por que será
Que o nosso assunto já se acabou?
Por que será
Que o que era junto se separou
E o que era muito se definhou
Por que será?


G7 F
Eu, quantas vezes
F#º B7 Em
Me sento à mesa de algum lugar
Gm/E A7 Dm
Falando coisas só por falar
D7 Fm
Adiando a hora de te encontrar


( acordes da 1ª estrofe )
É muito triste
Quando se sente tudo morrer
E ainda existe o amor
Que mente para esconder
Que o amor presente
Não tem mais nada para dizer
Por que será?

Então pode ir

Vinícius de Moraes
Intro: D  E  G  D

D                           
Você me fala com toda certeza
                     E
que não tem medo de nada
                                              G    
Seu amor tá me deixando e buscando outra estrada
                                       D  D4  D
E o mundo a minha volta é só dor e solidão
Você me pede pra que eu te esqueça
                    F#m  
eu não posso fazer nada
                                         G
Solidão é companheira, quase toda madrugada
                                            A
Implorar não adianta, se não vai querer ficar
            D
Então pode ir
                                    E
Mas vai na certeza que vai de uma vez
                                     G
Esquece essa vida, o que a gente já fez
                                      D
Que o meu coração vai levando com jeito
                        
Então pode ir
                                 E
Mas vai na certeza que fica uma dor
                                   G
Que fica a saudade e o resto de amor
               A                      D
Virando a cabeça e rasgando o meu peito

[D A G] x2
    Bm                                               F#m
Acontece que agora é diferente e eu não posso fazer nada
                                         G
Solidão é companheira, quase toda madrugada
                                            A
Implorar não adianta, se não vai querer ficar
            D
Então pode ir
                                    E
Mas vai na certeza que vai de uma vez
                                     G
Esquece essa vida, o que a gente já fez
                                      D
Que o meu coração vai levando com jeito
                        
Então pode ir
                                 E
Mas vai na certeza que fica uma dor
                                   G
Que fica a saudade e o resto de amor
               A                      D
Virando a cabeça e rasgando o meu peito

Soneto da separação

Soneto da separação - Vinícius de Moraes e Tom Jobim

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

"E no entanto ali estava / A poucos passos
Sua forma feminina / Que não era nenhuma outra
forma feminina / Mas, a dela / A mulher amada
Aquela que ele abençoara com seus beijos / E agasalhara
Nos instantes do amor de seus corpos / Tento imaginar
em sua dolorosa nudez / Já envolta em seu espaço próprio
Perdida em suas cogitações próprias / Um ser desligado
dele pelo limite existente entre todas as coisas criadas
De súbito sentindo que ia explodir em lágrimas
Correu para a rua e pôs a andar sem saber para onde"

Dbm7    D7/6     Em6        Gb7/5+  Bm7
É uma saudade tão bonita de você
Dm7 A Abm11
Que eu não sei mais nada não
Gb11+ Gbm7
E é isso aí sempre que o amor não pode ser
Dm6 Em6 Gb7 B7
Olhe meu amor tudo o que eu quero é não sofrer
E7/6 A Ebm7 Ab7 Dbm
Mais uma separação / Fomos enganados pelo tempo
Bm7 E7 A
Teu amor chegou tarde demais
Dbm7 Gb7 Bm
E o amor é sempre um sentimento
B7/6 E7
Que a separação não deixa em paz
Dbm7 D7/6 Em6 Gb7/5+
Pode ser assim mas quem sou eu prá resolver
Bm7 Dm7 A A/G Gb6 Dm6
As razões do coração / Olhe meu amor
Em6 Gb7 Gb6 E7/6 A
Tudo o que eu peço é nunca ser / Mais uma recordação



Só danço samba

João Gilberto
Integrando a derradeira leva de produções da dupla Tom e Vinicius, “Só Danço Samba” é a primeira composição bossa nova que faz referência explícita ao ato de dançar. Caiu assim como uma luva no repertório dos pocketshows, que o dançarino e coreógrafo americano Lennie Dale — o “inventor” da dança da bossa nova — apresentava no Beco.

“Só Danço Samba” era como se tivesse sido feito para esse fim, inspirando a coreografia de movimentos de braços e quadris, que Lennie depois ensinaria a Elis Regina. Entretanto, como se sabe, não seria no Beco e sim no Au Bon Gourrnet, abrindo o show “Encontro”, nas vozes de João Gilberto e do quarteto Os Cariocas, que se deu a estréia de “Só Danço Samba”. Aliás, esse arranjo cantado no espetáculo seria consagrado no elepê do conjunto lançado em 1963.

A composição é quase um blues, a partir de sua simplicidade melódica e do impulso rítmico sincopado no verso “vai, vai, vai, vai, vai”. Harmonicarnente, também se aproxima desse gênero, com os característicos acordes de tônica, subdominante e dominante presentes, mais um motivo para estimular o improviso. A letra, muito simples e direta, exalta a superioridade do samba sobre o twist, o calipso e o chá-chá-chá, um tema, digamos, não muito original.

Mas, “Só Danço Samba” fez sucesso, sendo lançado nos Estados Unidos por Tom e João, o primeiro em seu disco instrumental para a Verve e o segundo no álbum Getz/Gilberto, ambos gravados em 1963 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).



Só danço samba (samba, 1963) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim
D7M/9                     G7/9
      Só danço samba, só danço samba
E7/9
      Vai vai vai vai vai
Em7/9                     A7/13        D7M/9  G7/9
      Só danço samba, só danço samba  vai
D7M/9                     G7/9
      Só danço samba, só danço samba
E7/9
      Vai vai vai vai vai
Em7/9                     A7/13        D7M/9  
      Só danço samba, só danço samba  vai

Am7/9         D7(9/13)    G7M/9
Já dancei o twist       até demais
 E7/9                              
Mas, não sei, me cansei  
      Em7/9     F7/9    Em7/9  A7/13
Do calipso ou chá-chá-chá

Solo.:D7M/9 Eb7M/9 D7M/9 Eb7M/9 E7/9 Eb7M/9

D7M/9                     G7/9        E7/9
      Só danço samba, só danço samba vai
Em7/9                     Eb7M/9      D7M/9
      Só danço samba  só danço samba vai 
 
 

O pato (Vinícius de Moraes)

O pato - Vinícius de Moraes

C             G7         C    G7
Lá vem o pato /  Pato aqui pato acolá
C               G7                C 
Lá vem o pato para ver o que é que há 
G7              C                 G7
O pato pateta pintou o caneco / Surrou a galinha
Gm         C7        F
Bateu no marreco  /  Pulou do puleiro
Gbo       C/G      A7      D7             Dm
No pé do cavalo  / Levou um coice criou um galo
G7         C                 G7
Comeu um pedaço de genipapo /  Ficou engasgado
Gm        C7       F        Gbo     C/G
Com dor no papo  /  Caiu no poço / Quebrou a tijela
A7          D7        G7        C
Tantas fez o moço  que foi pra panela

Pela luz dos olhos teus

Pela luz dos olhos teus - Vinícius de Moraes e Tom Jobim
Tom: D7+


 D7+                     Bm7
 Quando a luz dos olhos meus   
                   Em7
E a luz dos olhos teus   
                  A7
Resolvem se encontrar   
  Em7                          A7
 Aí, que bom que isso é meu Deus   
                               D7+        D
Que frio que me dá o encontro desse olhar  
 

 Am7                       D7
 Mas se a luz dos olhos teus   
                    G7+
Resiste aos olhos meus   
                C7/9
Só pra me provocar   
 D7+                  A7
 Meu amor juro por Deus   
               D  C7
Me sinto incendiar  
  


 F7+                 Dm7
 Meu amor juro por Deus   
                      Gm7
Que a luz dos olhos meus   
               C7/9
Já não pode esperar   
 Gm7                    C7
Quero a luz dos olhos teus   
                   F7+
Na luz dos olhos meus   
                  F
Sem mais la ra la ia



 Cm7                  F7
 Pela luz dos olhos teus   
                          Bb7+    Eb7/9
Eu acho meu amor que só pode achar   
 F7+                             C7    F
 Que a luz dos olhos meus precisa se casar

O morro não tem vez



Vinícius de Moraes
O morro não tem vez (samba, 1963) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim
A7/6  G7/6    A7/6
O morro não tem vez
        G7/6 A7/6    G7/6  A7/6   
E o que ele  fez  já foi demais
    Dm7   G7   Dbm7/-5
Mas olhem bem vocês
        C7           B7
Quando derem vez ao morro 
       Bb7        A7/6
Toda a cidade vai cantar   -    BIS

Dm7   Am7     
Morro pede passagem 
Dm7    Am7
Morro quer se mostrar
Dm7   Am7
Abram alas pro morro
B7  Bb7        Am6/5+
Tam-bo-rim vai falar

A7/6    G7/6    A7/6
É um, é dois, é três 
 G7/6  A7/6  G7/6  A7/6
É cem é mil a ba-tucar
  Dm7   G7      Dbm7/-5
O morro não tem vez
       C7            B7
Mas se derem vez ao morro
       Bb7         A7/6
Toda a cidade vai cantar
 
 

Maria (Vinícius de Moraes)

Maria - Francis Hime e Vinícius de Moraes
C           D/C       G/C           Gm/Bb  Bb
Hoje, amada minha / Hoje no céu a lua
Dm Fm F
Parecia a imagem tua / Toda nua / Toda nua
Fm C Eb° C
Ai Maria, coisa pura / Coisa impura
D9 Ab
Coisa cheia e doçura / E mais ainda
Fm Dm7 G7
Coisa linda, linda, linda, linda
C D/C F/C G7 C
Deixa eu te dizer, amor / Como é linda a tua cor
Bb7 A7 Dm C
Linda é a poesia / Que há no nome de Maria
Eb° C D9 C Ab
Carregadinho de flor / Lindo é o teu langor
Ab6 C D/C
Ah como eu queria / Ouve só Maria
F/C F/G
É todo lindo
C
É todo amor

Eu não existo sem você




Maysa
Eu não existo sem você (samba-canção, 1958) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim - Intérprete: Maysa
Tom: G7+

   G7M      E7/9-
Eu sei e você sabe,
        Am7         C/D
já que a vida quis assim
    Am7          D7/9-
Que nada nesse mundo
      G7M        G6
levará você de mim
  C#m5-/7    F#7/A#
Eu sei e você sabe
         Bm7       E7/9
que a distância não existe
    Am7            D7/9-
Que todo grande amor
           G7M          E7/9-
só é bem grande se for triste
   Am7          Cm7           Bm7        E7/9-
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
     Am7         D7/9-            G7M          C/D
Pois todos os caminhos me encaminham prá você

   G7M         E7/9-       Am7         C/D
Assim como o oceano só é belo com o luar
   Am7            D7/9-          G7M          G6
Assim como a canção só tem razão se se cantar
  C#m5-/7        F#7/A#         Bm7        E7/9
Assim como uma nuvem só acontece se chover
   Am7          D7/9-      G7M         E7/9-
Assim como o poeta só é grande se sofrer
   Am7        Cm7          Bm7        E7/9-
Assim como viver sem ter amor não é viver
          Am7           D7/9-           G7M
Não há você sem mim e eu não existo sem você

Brigas nunca mais




João Gilberto
Brigas nunca mais (samba bossa, 1959) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim - Interpretação: João Gilberto

A6      G#7      G7M          F#7(b13)
Chegou, sorriu, venceu, depois chorou 
          Bm7(9)   Gm6     Bm7(9)        E7(13)
Então fui eu quem con---solou sua tristeza 
       C#m7         Co              Bm7        Fo(b13)
Na certeza de que o amor tem dessas fases más 
      F#m7        B7(9)     Bm7   E7(#5)
Que é bom para fazer as pazes, mas 
   A6      G#7      G7M    F#7(b13)
Depois fui eu quem dela precisou 
         Bm7(9) Gm6        Bm7(9)
E ela então me so-------correu 
           E7(13)          A7M        A7(#5)
E o nosso amor mostrou que veio prá ficar 
         D7M             Dm6
Mais uma vez por toda a vida 
C#m7 A7M Bm7 E7 C#m7 A7M  Bm7    E7
Bom  é   mesmo amar em  paz 
C#m7 A7M Bm7 E7(b9)A6
Brigas, nunca mais

Até rolar pelo chão

Até rolar pelo chão - Mutinho e Vinícius de Moraes
            C7+      A7                 D7/9
Não quero entrar . . . para não ter que sair
Dm7/9                   G7/13              C7+      G7
Porque se der de sambar...ninguém me tira daqui
C7+           A7                D7/9
Vou balançar ........até meu corpo cair
Dm7/9                   G7/13             C7+
Meu pé vai dar o que falar...não vejo ninguém pra ir
         Gm7         C7/9       F7+
Nada de par pra me empatar não
Gbo       B7      Em           G7
Hoje eu só quero é me espalhar no salão
        C7+      A7             D7/9     
Mas, deixa estar.....não vou fazer confusão
Dm7/9                   G7/13       C7+
Tudo o que eu quero é sambar....até rolar pelo chão  

Água de beber




Vinícius de Moraes
Água de beber (samba, 1961) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim - Intérprete: Ana Lúcia
Am7        B7   E7/9  Am   D7/9
Eu sempre tive uma certeza
G7  G7/5+   C7+   Am7
Que só me deu . . .desilusão
B7     E7/9    Am7  D7/9
É que o amor é uma tristeza
F7            E7/9            Am7
Muita mágoa demais, para um coração 

         D7/9    G7              Am7          A7
Água de beber,. . . . . água de beber camará
D7/9     G7              Am7
Água de beber, . . . . . água de beber, camará

B7       E7/9  Am7   D7/9
Eu quis amar, mas tive medo
       G7   G7/5+        C7+
E quis salvar . . . meu coração
B7       E7/9   Am7    D7/9
Mas, o amor sabe um segredo 
  F7            E7/9          Am7   A7
O medo foi de matar o teu coração


Lamento no morro

Lamento no morro (1956)- Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Intro: Am9 Am7 Am9 Am7     F7M E7


 Am7 Dm7 G7       C7M C7     F7M F#°    E7     Am7        E7/+9
 Não po- sso esquecer,  O teu olhar,       Longe dos olhos meus
 Am7   Dm7 G7    C7M   C7          F7M F#°     E7   Am7
 Ai, o meu viver,      É de esperar,        Pra te dizer adeus
   Dm9 E7  Am7     D7/4  G7         C7M
 Mulher   amada, Destino,   destino meu
   B7  E7/-9 Am7   F7M                      F#m7/-5 E7
 É ma- dru-  gada, Sereno dos meus olhos já correu
 Am7 Dm7 G7       C7M C7      F7M F#°    E7     Am7        E7/+9
 Não po- sso esquecer,   O teu olhar,       Longe dos olhos meus
 Am7   Dm7 G7    C7M   C7          F7M F#°     E7   Am7
 Ai, o meu viver,      É de esperar,        Pra te dizer adeus
 A° E7   Am7        F#° E7   Am7        A° E7   Am7
 Pra  te dizer adeus,   Pra te dizer adeus, Pra  te dizer adeus 

Mulher, sempre mulher

Mulher, sempre mulher (1956) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim
C7+/9                         
Mulher, ai, ai, mulher
           F7/13           C7+/9
Sempre mulher  dê  no  que  der
                             F7/13
Você me abraça me beija me xinga
           C7+/9
Me bota mandinga
                   Dm7             G7/13
Depois faz a briga só pra ver quebrar
Dm  Dm7+        Dm7  Dm6
Mulher     seja leal
     D7/9                       Dm7     
Você bota muita banca infelizmente 
                         G7/5+
            eu não sou jornal
 
C7+/9  F7/13          C7+/9
Mulher,      martírio meu
              F7/13       C7+/9
O nosso amor   deu no que deu
                             F7/13
E sendo assim, não insista, desista
    G7/13      C7+/9
Vá fazendo a pista
          D7/9        G7/13               C7+/9
Chore um bocadinho . . .. e se esqueça de mim
D7/9     G7/13      C7+/9
E se esqueça de mim 

Rancho das namoradas

Rancho das namoradas (marcha-rancho, 1962) - Vinícius de Moraes e Ary Barroso - Interpretação: Quarteto em Cy -
Tom: E5

Intro: A5  E5  Bb5  B5  E5  E5 ,
   A5  E5  Bb5  B5  E5 ,  B5  E5

E5                      A5
Já vem raiando a madrugada
 F#5  B5    E5    B/5+
Acorda,     que lindo
E5           F#5           B5    B5
Mesmo a tristeza está sorrindo
          G#5          Bb5    F#5               B5
Entre as flores da manhã se abrindo nas flores do céu
E5                       A5
O véu das nuvens que esvoaçam
    F#5  B5                     E5
Que passam     pela estrela a morrer
   A5                      E5                   F#5  B5  E5   B5
Parecem nos dizer que não existe beleza maior do que o amanhecer
                  E5         D5           C#5
E no entanto maior, bem maior do que o céu
         F5         F#5                      B5
Bem maior do que o mar, maior que toda natureza
                                  Bb5   E5
É a beleza que tem a mulher namorada
                          G#5 G5   F#5   C#5
Seu corpo é assim como auro ...  ra   ardente
    F#5                   F#5        B5
Sua alma é uma estrela inocente, seu corpo uma rosa fechada
                  E5       D5          C#5
Em seus seios pudores renascem das dores
            F#5                        B5
De antigos amores que vieram mas não era
                                     Bb5   E5
Um amor que se espera, o amor primavera
     A5                      G#5          C#5
São tantos os encantos que para os comparar
      F#5               B5                E5
Nem mesmo a beleza que tem as auroras do mar