sábado, 5 de agosto de 2006

Cifras de Jair Amorim


Algumas músicas
 
Alguém como tu
Alguém me disse
Ave Maria dos namorados
Bloco da solidão
Brigamos outra vez
Brigas
Conceição
Conversa
E a vida continua
Garota moderna
Maldito
Maria dos meus pecados
Moça bonita
Ninguém chora por mim
O bilhete
O conde
O mundo melhor de Pixinguinha
O trovador
Onde estarás
Poema do olhar
Ponto final
Que queres tu de mim
Quem tudo quer nada tem
Se alguém telefonar
Se ela perguntar
Sempre teu
Sentimental demais
Serenata da chuva
Somos iguais
Tango pra Tereza
Tudo de mim
Um cantinho e você

Maldito

Evaldo Gouveia
Maldito - Evaldo Gouveia e Jair Amorim

Introd.: Dm A7 Dm C F A7 Dm 

Dm
Maldito seja o amor
O alucinado amor
            Gm
Que me prendeu
Maldito seja o olhar
               A7
Aquele frio olhar
          Dm
Que me venceu

A mão que me afagou
              D7
O beijo que ficou
                 Gm
Perdido em minha boca
                  Dm
Quem tudo quis de mim
                    A7
Quem fez minh'alma assim,
              Dm
Sozinha e louca

                  C7
A noite em mim desceu
E aconteceu
            F
Longa e tristonha
              C7
Por uma só paixão

Que humilhação
           F    A7
Quanta vergonha
                Dm
Por tudo que chorei
                D7
Por tudo que passei
                 Gm
Por minh'alma ferida
                 Dm
Por essa imensa dor,
                A7
Maldito seja o amor,
           Dm
Da minha vida...

Ave Maria dos namorados

Anísio Silva
Ave Maria dos namorados (samba-canção, 1963) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Interpretação: Anísio Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Ave Maria dos namorados / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Anísio Silva (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1962 / Álbum: 14.831 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.

G               Bm        Am    D7
Ave-Maria, rogai por nós os namorados
Am             D7            G
Iluminai, com vossa luz, nossos amores
E             E7              Am     Cm
Se somos nós, hoje ou depois, mais pecadores
G  Em            Am D7    G  Em  Am D7
Por nós rogai, e o nosso amor, perdoai 

         G               Bm            Am   D7
Bendita sois, por todo o bem que me fizestes
    Am             D7          G
E abençoai o amor que destes para mim
 F      E         F       E7   Am               Cm
Mas não deixeis que entre nós dois   exista mais ninguém
G  Em
Que seja assim,
  Am    D7   G
Até o fim,   Amém.

O conde



O conde (samba, 1969) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Dm                         E7
Encontrei hoje cedo no meu barracão
                          Gm
Minha roupa de conde no chão
    A7                      Dm        A7
Fantasia de plumas azuis a rolar
   Dm                  E7        Am
E achei em pedaços bem junto à janela
      D7                G7
O meu pinho quebrado por ela
         C7                    F       A7
Tal e qual sucedeu na canção popular
      Dm                            E7
Bem que eu quis atrás dela sair e brigar
                               Gm
Mas depois me lembrei que é melhor
 A7                       D7
Ela ir de uma vez e eu ficar
           Gm
E além do mais
                C7
Sambista até morrer eu sou
   F                         Bb7
E onde a minha escola for eu vou
   Gm                 A7             Dm       A7/5+
Amor a gente perde A gente tem amor que vem
    D              B7          Em
Como é que eu posso por ela trocar
    Gm                 A7        D
A emoção de ver Vilma dançar
    G         Gm         D
Com o seu estandarte na mão
   Bm          Bm6                 Gbm
E ouvir todo o povo  Meu povo aplaudir
          B7      Em                    A7      D   Dm
Minha escola a evoluir  /  Minha alma comigo passar
                  Gm                 Dm
Bem melhor do que ela /  É sair na Portela
              E7       A7       Dm
E um samba enredo no asfalto cantar
        Gm          A7              Dm    
Lá, iá, iá   /  Lá, lá, iá, lá, iá, lá, iá
 
 

Garota moderna



Garota moderna (samba, 1965) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim

Tão bonita que ela é
Cabelos lisos como eu nunca vi
Camisa esporte sobre a calça lee
Um ar esnobe de quem nada quer
La vai ela e pensa que é mulher

Cigarrinho aceso em sua mão
Toca moderninho um violão
Diz que o amor é coisa que não quer
La vai ela e pensa que é mulher


O bilhete

O bilhete (1962) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Interpretação: Vera Lúcia

Hoje ao chegar, achei
Teu bilhete dizendo assim
Não posso mais, cansei
Me perdoa, mas é o fim

O abajur, então
Em silêncio eu apaguei
Dentro da escuridão,
Com vergonha de mim chorei

Mesmo a chorar por ti,
A porta fui abrir,
E aberta há de ficar,
Sempre a te esperar

E, nesse dia, amor,
Quando chegares, viu
Pisa bem devagar,
Que a minha dor dormiu.

E a vida continua


E a vida continua (bolero, 1962) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Rosana Toledo

LP ... E a Vida Continua / Título da música: E a vida continua / Jair Amorim (Compositor0 / Evaldo Gouveia (Compositor) / Rosana Toledo (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1962 / Álbum: XRLP 5160 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: bolero.


G                         Em 
Eu encontrei, ontem na rua, 
         Am  D7 
O meu amor, 
G 
Aquele amor, 
           Em             Bm  E7 
Que pôs em mim tanta amargura, 
        Am           B7 
E recordei, estando só, 
                 Em 
A ternura de outrora, 
        A7 
Tempo feliz que se resume, 
                D7 
Em lembranças agora. 
 
            G                 Em 
Alguém te amou e hão de te amar, 
             Am  D7 
Como eu te amei, 
        G              Em 
Há corações que te darão, 
           Bm  E7 
O que te dei, 
 
    Am           D 
Tu passas pela rua, 
     Bm        E7 
E a vida continua, 
            Am 
E em mim também, 
        D7          B7    E7 
Esta saudade sempre tu - a ! 
       Am        D 
Tu passas pela rua, 
     Bm       E7 
E a vida continua, 
             Am 
E em mim também, 
         D7           G 
Esta saudade sempre tua ! 
 
SOLO 
            G               Em 
Alguém te amou e hão de te amar, 
          Am  D7 
Como te amei, 
        G             Em 
Há corações que te darão, 
           Bm  E7 
O que te dei, 
   Am          D 
Tu passas pela rua, 
     Bm       E7 
E a vida continua, 
            Am 
E em mim também, 
        D           B7   E7 
Esta saudade sempre tu - a !... 
   Am           D 
Tu passas pela rua, 
    Bm        E7 
E a vida continua, 
             Am 
E em mim também, 
        D7           G 
Esta saudade sempre tua ! 

Poema do olhar

Miltinho
Poema do olhar (samba-canção, 1962) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Miltinho

Disco 78 rpm / Título da música: Poema do olhar / Gouveia, Evaldo, 1930- (Compositor) / Amorim, Jair (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Perez, Ruben (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, 1962 / Nº Álbum 10445 / Gênero musical: Samba canção.



Em teu olhar busquei perdão
Busquei sorriso e luz
Achei meu sol
Vivi meu céu
Meu céu em teu olhar


Olhando a ti
Eu me perdi pelos caminhos
Quem me chamar
Vai me encontrar nos teus olhinhos

Em teu olhar, estranho olhar
Meu sonho um dia se acabou
Nos olhos teus
Existe amor, existe adeus

Conversa

Cauby Peixoto
Conversa (samba-canção, 1958) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Interpretação de Cauby Peixoto



Veja você
O que esta noite aconteceu
O meu grande amor
Me confessar que não é meu
Tantos projetos fiz
Sonhos do coração
Coisas que o amor não diz
Sem emoção

Logo a mim que sou
Tão sentimental
Aconteceu
Tanta gente aí
E a saudade a mim
Escolheu

Palhaçada

Ao contrário de “Nossos Momentos”, “Palhaçada” mostra o lado não-romântico da parceria Luiz Reis e Haroldo Barbosa (foto ao lado) e é o seu maior sucesso. Num estilo sincopado, meio bossa nova, o samba focaliza as desventuras de um sujeito que, apesar de enganado e abandonado por uma mulher, admite aceitá-la de volta com as desvantagens que isso possa representar: “Mas se ela quiser / voltar pra mim / vai ser assim / cara de palhaço / roupa de palhaço / até o fim.”

Mais conhecido como “Cara de Palhaço”, “Palhaçada” teve só em 1961 onze gravações, o que comprova o seu sucesso. Contudo a do personalíssimo Miltinho foi a que marcou, sem demérito para as dos rivais Ivon Curi, Dóris Monteiro, Isaura Garcia e Elizeth Cardoso (Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Palhaçada (samba, 1961) - Haroldo Barbosa e Luiz Reis - Intérprete: Miltinho.

Disco 78 rpm / Título da música: Palhaçada / Luiz Reis (Compositor) / Haroldo Barbosa (Compositor) / Miltinho (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1961 / Álbum: 10.298 / Gênero musical: Samba.

Tom: D

  D          Em7              A7
Cara de Palhaço, pinta de palhaço,
            D7+   Bm7   Em
Roupa de palhaço
            A7         D    Bm
Foi esse o meu amargo fim.

 Em7             A           D7+
Cara de gaiato, pinta de gaiato,
       Bm7     Em
Roupa de gaiato
               A7           D
Foi o que eu arranjei pra mim.

     Em           A7
Estavas roxa por um trouxa
      D7+      Bm7
Pra fazer cartaz.
        Em         A7
Na tua lista de golpista
        D7
Tem um bobo a mais

           Dbm7            Gb7
Quando a chanchada deu em nada
    Bb7+
Eu até gostei
 E7                             A7    Em9
E a fantasia foi aquela que esperei

Em7               A7                     D7+    Bm7    Em
Cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço
       A7                Gb7    B7
Pela mulher que não me quer
Em           C11+             D7+           B9
Mas se ela quiser voltar pra mim vai ser assim
 Em7              A7                 D     C9
Cara de palhaço, pinta de palhaço, até o fim.

Pra frente Brasil



Muita música já foi feita em homenagem à Seleção brasileira de futebol, algumas até de bastante sucesso como a “Marcha do Scratch Brasileiro”, de Lamartine Babo, que praticamente inaugurou em 1950 os alto-falantes do Maracanã, e “A Taça do Mundo É Nossa”, de Maugeri, Dagô e Lauro, marcha comemorativa das copas de 58 e (devidamente atualizada) de 62.

Nenhuma, entretanto, tem a força, a beleza e a popularidade de “Pra Frente Brasil”, do compositor Miguel Gustavo. Quem assistiu a epopéia do tri é imediatamente transportado àqueles dias de euforia ao ouvi-la, de preferência na gravação original do Coral do Joab: “Todos juntos, vamos / pra frente Brasil, Brasil / salve a seleção...”

O mais curioso é que esta composição era a princípio um simples jingle, encomendado por uma cervejaria patrocinadora de transmissões esportivas. Mas a vibração que “Pra Frente Brasil” despertou nos noventa milhões de brasileiros, citados em seus versos, transcendeu sua função promocional, transformando-a no hino da seleção (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Pra frente Brasil (hino, 1970) - Miguel Gustavo - Intérprete: Coral do Caneco
Introd.: Em Bm A7 Bm Em F#7

Bm
Noventa milhões em ação,
Pra frente Brasil... do meu coração
Em
Todos juntos vamos
Pra frente Brasil,
 Bm         G7
Salve a Seleção!  

    F#7                 Bm
De repente é aquela corrente pra frente,
         Em                  Bm
Parece que todo o Brasil deu a mão...
      F#7              Bm
Todos ligados na mesma emoção...
Em               Bm
Tudo é um só coração!  

                                 F#7
Todos juntos vamos pra frente Brasil, Brasil!
            Bm
Salve a Seleção !!!
                                  F#7
Todos juntos vamos pra frente Brasil, Brasil!
{Intr.}

Salve a Seleção!!!


O rei do gatilho

O ciclo mais notório de continuações na música brasileira foi o dos sambas de breque de Miguel Gustavo para Moreira da Silva, em que o cantor era apresentado inicialmente como um herói de faroeste (passando depois para agente secreto e até cangaceiro!), Kid Morengueira, em gravações que pareciam capítulos de radionovela, com atores, narrador e sonoplastia.

São seis os sambas: O rei do gatilho (1962), O último dos moicanos (1963), Os Intocáveis (1968), Morengueira contra 007 (1968), O seqüestro de Ringo (1970) e Rei do Cangaço (1973).

O rei do gatilho (samba, 1962) - Moreira da Silva e Miguel Gustavo



"O rei do gatilho, o mais temido pistoleiro de Wichita.
Temido pelos bandidos pois só atirava em nome da lei.
O rei do gatilho". 

         Dm                          Gm
Começa o filme com um garoto me entregando
        A7                          Dm
Um telegrama do Arizona onde um bandido de lascar,
                                    Gm
Um bandoleiro transviado, que era o bamba lá da zona
         A7                   Dm   A7
E não deixava nem defunto descansar.
        Dm                             Gm
Pedia urgente que eu seguisse em seu socorro,
       A7                          Dm
A diligência do Oeste nesse dia ia levar
                                     Gm
Vinte mil dólares do Rancho Águia de Prata
         A7                   Dm   A7
Onde a mocinha costumava me encontrar. 

"Venha urgente pois estou morta de medo. Só tu poderá
salvar-nos. Beijos da tua Mary". 

         C7                            F
Botei na cinta os dois revólveres que atiram
              A7                       Dm
Sem que eu precise, nem ao menos, me coçar. "Fiiiuu!"
      Gm                      Dm
Assoviei para um cavalo que passava do outro lado
           A7                   Dm
E com o bandido mascarado fui lutar.
           C7                        F
Cheguei na Vila e nem dei bola pro xerife,
              A7                       Dm
Entrei direto no saloon, fui me encostando no balcão.
         Gm                            Dm
Com o chapéu em cima dos olhos nem dei conta
            A7                     Dm
De que o bandido me esperava à traição. 

"Cuidado, Moreira!" 

      Dm                         Gm
Era o índio, meu parceiro, que sabia
        A7                          Dm
Das intenções do bandoleiro contra mim
                             Gm
E advertia  seu amigo do perigo que corria
           A7                     Dm    A7
Devo-lhe a vida mas isto não fica assim.
         Dm                    Gm
À essa altura o cabaré em polvorosa
        A7                          Dm
Já tinha um cheiro de cadáver se espalhando.
                                  Gm
Houve um suspense de matar o Hitchcock
           A7                     Dm 
E eu em close-up pro bandido fui chegando.
        C7                        F
Parou o show e as bailarinas desmaiaram,
        A7                     Dm
Fugiram todos, só ficando ele e eu. 
      Gm                       Dm
Eu atirei, ele atirou e nós trocamos tanto tiro
        A7                       Dm
Que até hoje ninguém sabe quem morreu...

"Eu garanto que foi ele, ele garante que fui eu!"

         C7                             F
Só sei dizer que a mulher dele hoje é viúva
             A7                       Dm
Que eu nunca fui de dar refresco ao inimigo
       Gm                    Dm
E como filme bang-bang, bang-bang vale tudo,
      A7                   Dm
O casamento da viúva foi comigo. 

"Tem o final mas o final é meio impróprio e eu não digo,
volte na próxima semana se quiser ser meu amigo. Eu de
cow-boy fico gaiato mas não fujo do perigo". 

Final: Gm  Dm  A7  Dm (A7 Dm).

É sempre o papai

Cantora Marlene
Em 1953, com a adoção do Dia dos Pais no Brasil, Miguel Gustavo compôs “É Sempre o Papai”, música irônica que goza o até então “mantenedor do lar”, agora responsável por outro dia de consumo implacável, além do Dia das Mães, data comemorada há mais tempo no Brasil. “É Sempre o Papai" é um baião gravado por Zezé Gonzaga & As Moreninhas, em 1953 (mesmo ano da criação do Dia dos Pais no Brasil). Em 1954 foi gravado por Marlene e em 1955, pelo sambista Jorge Veiga (Fonte: Som do Vialejo).


É sempre o papai (baião, 1953) - Miguel Gustavo - Interpretação: Marlene

Papai, papai, papai / Quem é que atura
A cara feia da titia / Que vem cá pra casa
Pra ficar um dia / E a semana passa
E a tia não vai / É o papai
É sempre o papai

Quem é que ganha / Palmadinha de carinho
E agrado do filhinho / Que já tem um carro
Mas não tem cigarro / E anda sem nenhum
E sempre quer algum / Quando de noite sai
É o papai

Quem é que luta / Trabalhando como um louco
E o dinheiro é sempre pouco / Porque sempre tem modista
Tem jantares na cidade / Tem festa de caridade
Onde a mamãe vai, ai, ai... / É o papai

Quem é que agora / Tem um dia todo seu
Todo seu completamente / Pra ganhar presente
E o papai tá tão contente / E o dinheiro do presente
Da onde sai... / É do papai

Cifras de Mirabeau


Algumas músicas

Cachaça
Fala Mangueira
Jarro da saudade
Obsessão
Quase
Tem nego bebo aí
Turma do funil

Cifras de Monsueto


Algumas músicas

A fonte secou
Chica da Silva
Couro do falecido
Me deixa em paz
Mora na filosofia
O lamento da lavadeira