domingo, 6 de agosto de 2006

Piston de gafieira

Piston de gafieira (1959) - Billy Blanco - Interpretação: Moreira da Silva



C                A7         Dm    Dm/C
Na gafieira segue o baile calmamente
           G7                    C     G7
Com muita gente dando volta no salão
          C                           G
Tudo vai bem, mas eis porém que de repente
        D7                           G7
Um pé subiu e alguém de cara foi ao chão 


             C         A7          Dm   Dm/C
Não é que o Doca, um crioulo comportado
       G7                  C      C7
Ficou tarado quando viu a Dagmar
      F                 Fm          C
Toda soltinha dentro de um vestido saco
          A7            D7
Tendo ao lado um cara fraco
       G7             C
E foi tirá-la pra dançar 


       C7                   F
O moço era faixa preta simplesmente
         G7                  C
E fez o Doca rebolar sem bambolê
                                       G
A porta fecha enquanto o duro vai não vai
                    D7                          G7
Quem está fora não entra  / Quem está dentro não sai

          C             A7         Dm
Mas a orquestra sempre toma  providência
         G7                    C     C7
Tocando alto pra polícia não manjar
          F         Fm          C
E nessa altura como parte da rotina
   A7               D7            G7         C
O piston tira a surdina e põe as coisas no lugar.

A banca do distinto

A banca do distinto (1959) - Billy Blanco

Intr.: A7+ D/E A7+ G7+ A7+ G#m7
       C#7/9 F#m7 E7+ D7+ D/E

D/E            Bm7                E7/9
Não fala com pobre, não dá mão a preto
                A7+
Não carrega embrulho
               Bm7
Pra que tanta pose, doutor
E7/9            A7+
Pra que esse orgulho
Bb/C C7/9     Bm7              E7/9
A bruxa que é cega esbarra na gente
            A7+
E a vida estanca
               Bm7
O enfarte lhe pega, doutor
E7/9          A7+
E acaba essa banca
Eb7/9         D7+                 G#5+/7
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
              G7/13
E retira a escada
              F#5+/7            Bm7/9
Mas fica por perto esperando sentada
      F7/9         E7/9              F#/G#
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
A7+             D7+              D#°            A7+
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
                F#7/13       F#5+/7 Bm7/9
Todo mundo é igual quando a vida termina
              E7/9           A7+
Com terra em cima e na horizontal

Viva meu samba

Viva meu samba (samba, 1958) - Billy Blanco - Interpretação: Billy Blanco com Radamés Gnattali




D    G/A        D     G/A
Violão,      pandeiro
D          A7            D     G/A
Tamborim na marcação e réco-réco
D     G/A
Meu samba
                D
Viva meu samba verdadeiro
       E7   A7     D
Porque tem teleco-teco 

                  B7                     E7
Venho do reino do samba  /  Brilhar no asfalto
            A7                       D    Gm7
E na forma de samba  /  Vem o morro também
         C7        F7+         Bb7+          Em7
Faço da minha tristeza  /  Um carnaval de beleza
             A7           D
Que as outras terras não tem    ( estrib.)  

                B7                       Em
Toda riqueza do mundo  /  Não vale um terreiro
            A7                  D       Gm7
Onde eu faço meu samba  /  Com simplicidade
         C7        F7+            Bb7+      Em7
Com as pastoras na rua  /  Com um pedaço de lua
       A7       D      G/A
E a palavra saudade              (estrib.)

Pano legal

Pano legal (1956) - Billy Blanco

Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.

Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.

Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim.

Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim....

Prece de um sambista

Prece de um sambista (1952) - Billy Blanco

Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !

Cifras de Chocolate

Chocolate
Canção de amor, É tão gostoso, seu moço, Vida de bailarina.

Cifras e letras de Dolores Duran


Algumas músicas e cifras
 
A noite do meu bem
Canção da volta
Castigo
Escurinho
Estrada do sol
Fim de caso
Ideias erradas
Lama
Leva-me contigo
Manias
Não me culpe
Noite de paz
O negócio é amar
O que é que eu faço
Olha o tempo passando
Pela rua
Por causa de você
Quem foi?
Se é por falta de adeus
Se quiseres chorar
Solidão
Ternura antiga
Tião
Tome continha de você
Vereda tropical


Veja também

Adelino Moreira
Ary Barroso
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Demônios da Garoa
Dolores Duran
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Evaldo Gouveia
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Jair Amorim
Lamartine Babo
Lupicínio Rodrigues
Nelson Gonçalves
Noel Rosa
Orlando Silva
Vicente Celestino

O que é que eu faço



Dolores Duran
O que é que eu faço (samba, 1962) - Ribamar e Dolores Duran - Interpretação: Clara Nunes (1968)

Se não é amor
Por que é que eu sinto esta vontade de chorar
Se não é amor
Por que é que eu sinto
Esta saudade sem parar
Se não é amor
Por que só tu vens alegrar o meu viver
Com velhas palavras
Lindas palavras que só tu sabes dizer

Se não é amor
Por que é que eu tinha
De escrever essa canção
Se não é amor
Por que é que eu fico
Assim feliz quando te abraço
Mas se for amor, responde coração
Responde meu amor que é que eu faço



Não me culpe

Não me culpe - Dolores Duran

Não me culpe se eu ficar meio sem graça
Toda vez que você passar por mim
Não me culpe se os meus olhos o seguirem
Mesmo quando você nem olhar para mim

É que eu tenho muito amor, muita saudade
E essas coisas custam muito pra passar
Não me culpe não
Pois vai ser assim
Toda vez que você passar por mim

Quem foi?

Dolores Duran
Quem foi? (1958) - J. Ribamar e Dolores Duran

Quem foi, que entristeceu este sorriso ?
Quem foi, que fez sofrer o meu amor ?
Quem foi, que pôs a sombra da amargura ?
Nos olhos, tão queridos, do meu bem ?
Quem foi, que te ensinou o que é chorar ?
A morte, da primeira ilusão ?
Quem foi, que te a caminhar ?
Perdida, na mais triste, solidão ?

Tu deste, aquele amor que eu tanto quis,
A quem, nada te deu e nem te amou,
Enquanto, eu te esperava e sou feliz,
De amar ainda em ti, o que restou.

Enquanto, eu te esperava e sou feliz,
De amar ainda em ti, o que restou....

Noite de paz

Dolores Duran
Samba-canção sub intitulado "Dá-me, Senhor", assinado por Dolores Duran com o pseudônimo de Durando. A gravação de Maysa saiu em maio de 1959 pela RGE, em maio de 1959, no LP mencionado na apresentação do vídeo e no 78 rpm 10157-B, matriz RGO-1093. Houve também gravações por Roberto Audi e Ted Moreno (Samuel Machado Filho, no Youtube).

Noite de paz (samba-canção, 1958) - Dolores Duran - Interpretação de Maysa



Dai-me, Senhor, uma noite sem pensar
Dai-me, Senhor, uma noite bem comum
Uma só noite em que eu possa descansar
Sem esperança e sem sonho nenhum.

Por uma só noite assim posso trocar
O que eu tiver de mais puro e mais sincero
Uma só noite de paz
Pra não lembrar
Que eu não devia esperar
E ainda espero !!!!

Solidão (Dolores Duran)

Solidão (1959) - Dolores Duran

Ai, a solidão vai acabar comigo
Ai, eu já nem sei o que faço, ou o que digo
Vivendo na esperança de encontrar
Um dia, um amor sem sofrimento
Vivendo pelo sonho de esperar
Alguém que ponha fim ao meu tormento.

Eu quero qualquer coisa verdadeira
Um amor, uma saudade,
Uma lágrima, um amigo,
Ai, a solidão vai acabar comigo!

Tome continha de você



Dolores Duran
Tome continha de você (composta em 1959 - samba, 1960) - Edson Borges e Dolores Duran - Interpretação de Elza Laranjeira

Tome continha de você meu bem,
Não deixe,
Essas mulheres me roubar você,
É perigoso, eu tenho medo,
Que elas descubram o amor que você é,
Se aparecer uma mulher assim,
Com essa boca de mistério assim,
Lembre dos conselhos tão certinhos,
Que eu lhe dou,
E tome continha de você.

Sei que a tentação anda soltinha por aí,
Cuidado meu bem,
É bom se prevenir,
E vai ser preciso muita fé, muito amor,
Pra você resistir, e assim,
Tome continha, tome por favor,
Guarde pra mim, todinho o seu amor,
Lembre desta vida,
Tão bonita que eu lhe dou,
E tome continha de você, meu bem,
Que eu sei tomar conta de mim, de mim,
Que eu sei tomar, conta de mim, também...



Pela rua

Pela rua (canção, 1959) - J. Ribamar e Dolores Duran - Intérprete: Maysa



No ar parado, passou um lamento,
Cruzou a noite e desapareceu,
Depois a lua ficou mais sozinha,
Foi ficando triste, e também se escondendo.

Na minha vida,
Uma saudade meiga,
Soluçou baixinho,
No meu olhar, um mundo de tristeza,
Veio se aninhar,
Minha canção, ficou assim sem jeito,
Cheia de desejos,
E eu fui andando,
Pela rua escura,
Pra poder chorar...

Olha o tempo passando

Olha o tempo passando (1959) - Dolores Duran e Edson Borges
Tom: F

Int.: (F7+ Bb/C) 2x

F7+   F#º        Gm7
Olha, você vai embora
              Am7  F/Eb
Não me quer agora
             D4/7 D7
Promete voltar
 Am7   D7        Gm7  C7
Hoje você faz pirraça
          Am7  Dm7         Gm7
Até acha graça se me vê chorar
  C7                        F/C
A vida acaba um pouco todo dia
    C7   Bb6/7            Am7 Gm7 F7+
Eu sei e você finge não saber
Am7 D7                       Bm7 Em7
E pode ser que quando você volte
    Am7           F/Eb       D7  C7
Já seja um pouco tarde pra viver
F7+  F#º         Gm7  G#º
Olha o tempo passando
           Am7   F/Eb         D4/7 D7
Você me perdendo com medo de amar
Am7   D7         Gm7  C7
Olha, se fico sozinha
          Am7  Abm7  Gm7  C7 F7+
Acabo cansando de tanto esperar

Cifras de Evaldo Gouveia




Algumas músicas e cifras

 

Pior pra você

Evaldo Gouveia
Pior pra você (1957) - Almeida Rego e Evaldo Gouveia

Pior pra você,
Você que não quer,
Meu bem aceitar,
O amor que eu lhe dou,
Que é bom como quê, viu ?

Pior pra você,
Me dá seu carinho,
E o seu bem querer,
Já fiz um ranchinho,
Pra mim e você,
Se você não quiser, viu ?

Pior pra você,
A vida é boa e gostosa,
Pra quem sabe amar,
E provar os prazeres,
Que a vida nos dá,
Sem isso,
Não vale a pena viver, viu ?

Deixe que ela se vá



Deixe que ela se vá (1958) - Evaldo Gouveia e Gilberto Ferraz - Intérprete: Nelson Gonçalves

Deixe que ela se vá
Não lhe diga que não,
Que não
Deixe que ela se vá,
Procurar outro amor
Em vão

Mas, um dia, se ela cansar
E pensar na maldade que fez,
Certamente ela há de voltar,
Pro meu lado outra vez

E, quando ela voltar,
Eu então, a sorrir, lhe direi,
Que me cansei de esperar,
E, que não posso, aceitá-la
Outra vez.