terça-feira, 26 de setembro de 2006

Alvaro Carrillo

Alvaro Carrillo (Alvaro Carrillo Alarcón) nasceu em Cacahuatepec, Oaxaca, México, em 2 de dezembro de 1921, seus pais eram Jesús Carrillo e Teodora Alarcón. Passou sua juventude na terra natal, trabalhando na propriedade de seus pais.

Em 1940 ingressou na Escola Nacional de Agricultura em Chapingo, onde teve a oportunidade de ler um pouco de literatura que lhe estimulou a compor suas primeiras canções, surgindo assim "Celia".

Alvaro Carrillo contava que, com seus companheiros de estudos, levava serenata para as jovens, nos povoados vizinhos de sua escola, trocando o nome da canção conforme a mocinha. Entre estudos, atividades agrícolas e inquietudes próprias de sua idade levou uma vida cheia de alegrias e de satisfação.

Em 1945 formou-se engenheiro agrônomo e abandonou a escola para radicar-se na Cidade do México, onde trabalhou na Comisión del Maiz.

Com passar do tempo fez amizade com Antonio Pérez Mesa, que integrava o Trío Los Duendes e lhe deu sua canção Amor mío para ser gravada e sua popularidade logo lhe chegou, motivo pelo qual trocou a engenharia pela música.

Cabe fazer menção que Yoshiro Hiroishi, cantor de fama entre o público japonês, gravou Sabor a mí, canção com que Alvaro Carrillo obteve o triunfo definitivo. Foi assim que quando Yoshiro Hiroishi visiou a Cidade do México, localizou nosso compositor que atuava numa casa noturna da cidade, vestiu-se com indumentária tradicional japonesa, foi ao local antes mencionado e se apresentou com sua guitarra e cantou Sabor a mí com muito sucesso.

Esta canção deu a volta ao mundo, foi gravada no México, França, Bélgica, Grécia, Áustria, Inglaterra, Itália, Holanda, Espanha, Estados Unidos, etc. Algumas canções de sua autoria que constam no site: Amor mío, Cachito, Eso, La mentira, Sabor a mí e Sabrá Dios.

Sua última atuação pública foi na Cardini Internacional de Ciudad Juárez, Chihuahua. Compôs mais de 300 canções e trabalhou em vários programas de rádio, televisão, teatro de revista e casas noturnas durante 15 anos. Entre seus principais intérpretes temos Pepe Jara, Trío Los Santos, Trío Los Duendes e Linda Arce.

Faleceu de forma trágica em 3 de abril de 1969 e foi velado junto com sua esposa Ana María Inchaústegui no Teatro de los Compositores, para logo ser sepultado no Panteón Jardín da Cidade do México.

Ernesto Lecuona

Ernesto Lecuona (Ernesto Lecuona Casado), compositor e pianista nasceu em Guanabacoa, Cuba, em 7 de Agosto de 1896 e faleceu nas Ilhas Canárias, em 29 de Novembro de 1963. Iniciou estudos de piano com sua irmã Ernestina e os continuou, depois, com Peyrellade, Saavedra, Nin e Hubert de Blanck.

Aos cinco anos de idade chamava a atenção por sua habilidade ao piano e, na época, deu um concerto no Círculo Hispano. Aos onze anos começou a trabalhar como pianista de filmes mudos no Cine Fedora, em Havana, e aos doze compôs suas primeiras obras.

Ao terminar seus estudos no Conservatorio Nacional obteve por unanimidade o primeiro prêmio e medalha de ouro de seu curso (1913). Dotado com qualidades excepcionais, fez aportes a pianística nacional cubana no uso de ritmos.

Foi o formador de orquestras e de inumeráveis artistas, a quem apoiou como amigos. Como concertista, visitou muitos países da América e Europa. Seu catálogo musical possui mais de 600 obras, que abarcam grande quantidade de gêneros musicais. Escreveu para o teatro obras inesquecíveis "El Sombrero de Yarey", "Rosa la China", "Lola Cruz", "María La O", "El Cafetal","El Batey", "La Tierra de Venus" e "Nina Rita".

Entre suas canções brilham Siboney, Eclipse, Damisela encantadora, Noche azul, Siempre en mi corazón, Recordar, Como arrullo de palmas, Tus ojos azules, Se fue e Mariposa. Ademais, 70 danças para piano nas quais se destacam: Ahí viene el chino, Danza Negra, La Comparsa, La Malagueña e Danza Lucumí.

Desde os primeiros discos de 78 rpm até o long play os numerosos discos que gravou se difundiram pelo mundo, com uma mensagem básica: talento e "cubanía".

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Fonte: SonCubano

Gabriel Ruiz

Gabriel Ruiz (Gabriel Ruiz Galindo), filho de Rosalío Ruiz e Aurelia Galindo, nasceu em 18 de março de 1908 em Guadalajara, Jalisco, México, para ser parte de uma família de 18 irmãos. Alguns historiadores afirmam que foi em 1912. Faleceu em 1998.

Artista desde a juventude, sua dedicação ao piano o fez abandonar os estudos de medicina, quando já havia cursado dois anos. A partir dessa decisão, dedicou-se plenamente ao estudo da música, sob a tutela do maestro Jesús Estrada.

Abandonou Guadalajara com o objetivo de se superar, e na Cidade do México conseguiu uma bolsa de estudos oferecida pela Secretaria de Educação Pública para estudar no Conservatório de Música, onde foi aluno do maestro Salvador Ordóñez Ochoa.

Ao terminar seus estudos em 1934, apresentou-se em público no Teatro Arbeu, tocando, sob a regência do maestro Carlos Chávez, um concerto de Francis Poulenc. Através de la XEW, Gabriel Ruiz fez conhecer sua música, e esse feito lhe abriu as portas da popularidade.

Suas canções foram interpretadas primeiro por Gloria Luis e José Luis Caballero, para depois ficarem consagradas nas vozes de Amalia Mendoza, Alfonso Ortiz Tirado, Pedro Infante, Pedro Vargas, Avelina Landín, Irmãs Aguila, Salvador García e Hugo Avendaño.

Alcançou fama mundial, quando em 1945 realizou para Hollywood a música para o filme Mexicana, e a partir de então estudou no Conservatório de Paris até 1947, para logo aproveitar seus conhecimentos como docente do Instituto Nacional de Belas Artes.

Uma das homenagens mais importantes que recebeu, fora o reconhecimento do público por suas canções, foi o que organizou em 1967 o INBA, quando dirigiu a Sinfônica Nacional na interpretação de suas principais melodias, entre elas: Desesperadamente, Entre tú y yo, La cita, Un minuto, Grito prisionero, ¡Viva el amor!.

A nível mundial seus méritos artísticos foram reconhecidos quando ganhou medalha de ouro outorgada pela Broadcast Music e B&I de Nova York, em três ocasiões por haver chegado a um milhão de execuções nos EUA de seus temas Amor, amor, amor, Mar e La parranda.

No México
, por decreto do governo de Jalisco, lhe foi conferido a medalha José Clemente Orozco, em 1978; uma rua do porto de Mazatlán foi batizada com seu nome e foi aclamado como "filho predileto" pelas suas melodias Mazatlán e Noche de Mazatlán. Em 1980 foi merecedor do prêmio Jalisco. Em 1989, Prêmio Nacional de Tradições e Artes Populares compartilhado com Manuel Esperón e Consuelo Velázquez.


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Fontes: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México; El Fonógrafo - Biografias - Red Radio Universidade de Guadalajara; MPB CIFRANTIGA - Boleros Inesquecíveis.