domingo, 14 de outubro de 2007

Nelson Sargento

Nelson Sargento (Nelson Mattos), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/7/1924. Aos dez anos já saía na antiga escola de samba Azul e Branco, do morro do Salgueiro, e aos 12 foi com a mãe para a Mangueira, indo depois morar na casa do padrinho, Alfredo Português.

Ali entrou em contato com sambistas como Cartola e Nelson Cavaquinho, com os quais aprendeu violão. Apelidado de Nelson Sargento quando deu baixa no Exército, começou a freqüentar com Alfredo Português a escola de samba Unidos da Mangueira, hoje extinta.

Em 1947 já tinha alguns sambas de sua autoria; levado por Carlos Cachaça para a ala dos compositores da Mangueira, compôs com Alfredo Português, no ano seguinte, seu primeiro samba-enredo para a escola, o Rio São Francisco.

Em 1950, com o mesmo parceiro, fez Apologia aos mestres, samba-enredo em que a escola homenageava Miguel Couto, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa e Ana Néri, mas que não chegou a ser cantado na avenida, sendo substituído por outro. No mesmo ano, levou para a ala alguns compositores como Darci, Cícero, Pelado e Batista.

Por quatro anos seguidos perdeu a competição; mas, em 1955, seu samba-enredo Cântico à natureza (com Jamelão e Alfredo Português) foi popularmente consagrado e gravado com grande sucesso por Jamelão, na Continental. Dois anos mais tarde, com a morte de Alfredo Português, passou a compor com Carlos Marreta, lançando Vai dizer a ela, e, em 1958, foi eleito presidente da ala dos compositores da Mangueira, afastando-se da escola quatro anos depois.

Em 1963, freqüentando o Zicartola em sua fase áurea, conheceu Hermínio Bello de Carvalho e foi convidado a integrar o conjunto que atuava nesse restaurante dos também mangueirenses Cartola e sua mulher Zica. Dois anos mais tarde, participou do musical Rosa de ouro, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, no Teatro Jovem, do Rio de Janeiro, com Araci Cortes, Clementina de Jesus e o conjunto Rosa de Ouro, integrado por Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Jair do Cavaquinho e Nescarzinho do salgueiro.

Ao terminar a temporada foi convidado a participar do conjunto A Voz do Morro, com Zé Keti e o pessoal do Rosa de Ouro, além de Oscar Bigode e José Cruz. Com esse conjunto, participou da gravação do LP Roda de samba, volume II, pela Musidisc, em 1965 e, no ano seguinte, do LP A voz do morro, pela RGE.

Em 1967, como integrante do conjunto Os Cinco Crioulos, gravou três LPs na Odeon, entre eles Samba... no duro. Mais tarde recebeu convite para gravar na Marcus Pereira, além de cantar em algumas faixas de uma coleção de discos sobre a história das escolas de samba, lançada pela Rio Gráfica Editora.

Em 1972, Paulinho da Viola gravou sua composição Falso moralista, em seu LP A dança da solidão. Sua música Cântico à natureza, regravada por Jamelão e também pela cantora Renata Lu, foi, em 1975, considerada pela Mangueira como um dos dez melhores sambas da escola em todos os tempos.

Um de seus maiores sucessos foi o samba Agoniza mas não morre, lançado em 1978 por Beth Carvalho. Compôs ainda o samba Triângulo amoroso, dedicado à Mangueira, gravado em 1979 no seu LP Sonho de um sambista, lançado pela Eldorado.

Profissionalmente, é pintor de paredes, dedicando-se também à pintura primitivista. Desde 1973, como artista plástico, realizou diversas exposições individuais, entre elas no Arquivo da Cidade (1983), Museu da Imagem e do Som (1993), Câmara Municipal do Rio de Janeiro (1994). Em 1984, com Alice Campos, Francisco Duarte e Dulcinéia Duarte, escreveu a monografia Um certo Geraldo Pereira, premiada pela Funarte no Projeto Lúcio Rangel. Lançou em 1986 o LP Encanto da paisagem, Kuarup (reeditado em CD pela Rio Arte). O Clube de Criação de São Paulo lançou o LP Inéditas — Nelson Sargento, em 1990.

Na década de 1990 iniciou carreira internacional, viajando para o Japão a convite de um empresário japonês e incentivado por Henrique Cazes. Em 1996, foi condecorado com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por serviços prestados à arte e à cultura.

Lançou o CD Inéditas do Mestre Cartola, gravado no Japão (selo Tartaruga), com músicas ainda não registradas em disco, como Velho Estácio, de 1930, à qual acrescentou uma segunda parte à letra. Comemorou 73 anos de idade e 60 de samba, em 1997, com festa na quadra da Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra, em São Gonçalo RJ.

Ainda em 1997 apresentou-se no Projeto Pixinguinha, em várias capitais brasileiras. O documentário Nelson Sargento, de Estêvão Ciavatta Pantoja, foi premiado no VIII Festival de Curtas-Metragens de São Paulo. O filme mostra o morro da Mangueira pelos olhos poéticos de um dos últimos sambistas da velha guarda em atividade.

Pai de 11 filhos (sete naturais e quatro de criação), desde 1990 viaja quase todo ano para o Japão, onde faz shows e grava discos.

Obras: Agoniza mas não morre, 1978, Apologia aos mestres (c/Alfredo Português), samba-enredo, 1950; Berço de bamba, 1990; Cântico à natureza (ou As quatro estações do ano) (c/Jamelão e Alfredo Português), samba-enredo, 1955; Falso amor sincero, 1979; Idioma esquisito, 1996; Nas asas da canção, (c/Dona Ivone Lara), 1990; Rio São Francisco (c/Alfredo Português), samba-enredo, 1948; Sonho de um sambista, 1979; Triângulo amoroso, samba, s.d.; Vai dizer a ela (c/Carlos Marreta), 1957.

CDs: Sonho de um sambista, 1995, Eldorado 584090; O encanto da paisagem, 1996, Rio Arte KCDRDO 13/96-1.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editoa / PubliFolha.

Candeia

Candeia (Antônio Candeia Filho), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17/8/1935 e faleceu em 16/11/1978. O pai era tipógrafo e sambista, tocava flauta, gostava muito de chorinho e foi o criador das “comissões de frente” (grupo de representantes da diretoria da escola de samba) que saíam nos desfiles carnavalescos.

Começou a frequentar as rodas de samba aos seis anos, participando também, mais tarde, das reuniões na casa de dona Ester, ponto de encontro de sambistas, no subúrbio de Osvaldo Cruz, onde conheceu Zé da Zilda, Luperce Miranda e Claudionor Cruz. Tocava violão e cavaquinho, jogava capoeira e costumava freqüentar terreiros de candomblé. Como membro da escola de samba Vai Como Pode, participou do núcleo original de sambistas que fundou a G.R.E.S. da Portela.

Em 1953 compôs seu primeiro samba-enredo para a nova escola, Seis datas magnas (com Altair Marinho), que conseguiu a nota máxima do júri do desfile, caso até então inédito. Na década de 1950, foi ainda o compositor de dois sambas-enredo que deram à Portela um terceiro e um primeiro lugares, respectivamente: Festas juninas em fevereiro, em 1955, e Legados de Dom João VI, em 1957 (ambos com Valdir 59).

Dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba, no início da década de 1960, realizando as primeiras apresentações do grupo, fora do morro, no restaurante Zicartola, e gravando também um LP na Philips. Em 1961 ingressou na polícia, mas foi obrigado a se afastar logo por causa de um tiro na espinha que o deixou paralítico. Passando a andar em cadeira de rodas, compôs com Paulinho da Viola Minhas madrugadas, música gravada por este cantor em 1966.

Estreou como intérprete gravando um LP pela Equipe, em 1970, ano em que o conjunto Nosso Samba lançou em disco o seu Dia de graça. Ainda em 1970, Clementina de Jesus incluiu no seu LP três composições suas, feitas em parceria com Davi do Pandeiro: Vai de saudade, Os partideiros e A paz no coração. Um ano depois, Paulinho da Viola gravou Filosofia do samba e Clara Nunes, Anjo moreno e Seriorerê. Lançou ainda dois LPs Seguinte.., raiz, com as composições: A hora e a vez do samba e Vai pro lado de lá (com Euclenes) e Roda de samba nr. 2, pela CID, com a música Acalentava.

Muito respeitado por sua firme posição em favor do negro, em 1975 deixou a Portela e criou o Grêmio Recreativo de Arte Negra Escola de Samba Quilombo, do qual foi o primeiro presidente. Publicou com Isnard Escola de samba, a árvore que esqueceu a raiz, Ed. Lidador/SEEC, Rio de Janeiro, 1978.

Morreu no dia em que iria acertar os últimos detalhes do lançamento do LP Axé, pela gravadora WEA, o segundo nessa gravadora e o sétimo de sua carreira. Em 1987 foi publicado o livro Candeia: luz da inspiração, de João Batista M. Vargens, Martins Fontes/Funarte, col. MPB, vol. 20, Rio de Janeiro, 1987.

Obra

Filosofia do samba, 1971; A flor e o samba, samba, 1969; Meu dinheiro não dá (c/Catoni), 1971; Minhas madrugadas (c/Paulinho da Viola), 1966; Seis datas magnas (c/Altair Marinho), samba-enredo, 1953.

CD

Candeia, Aniceto do Império, Mestre Marçal e Velha Guarda da Portela, 1997, Funarte/Atração Fonográfica ATR 32025 (Série Acervo Funarte de Música Brasileira, n 21); Filosofia do samba, 1997, ABW 99812; Samba da antiga, 1997, Copacabana 99814.

Fonte: Dicionário da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Alcides Dias Lopes

Alcides Dias Lopes, também chamado de ‘Malandro Histórico da Portela’, foi um dos mais lendários nomes da Portela, responsável pela resposta de improviso na segunda parte das composições (mestre de canto) durante os desfiles e as rodas de samba.

Excelente partideiro, fez fama sua prodigiosa memória, capaz de impressionar até mesmo os mais experientes versadores. Foi ainda o grande responsável pelo registro oral das obras de Paulo da Portela e de seus companheiros mais antigos, fundadores da Escola. Era capaz de contar com detalhes toda a história da Portela.

Nasceu (17-12-1909) e morreu (09-11-1987) no Rio de Janeiro, cidade que amava. Na juventude, levou vida de malandro, vagando sem destino e sem ocupação fixa pelas ruas do Rio. Seu primeiro emprego só veio depois do casamento com Guiomar, com quem teve quatro filhos.

Foi manobrista e sinalizador de trens da Rede Ferroviária Federal, trabalhando perto do subúrbio de Benfica. Tornou-se então um ‘chefe de família’, aposentando-se em 1947. Porém, mesmo trabalhando, Alcides nunca faltava aos ensaios da Escola. Estava sempre presente, com sua fisionomia fechada, seu tronco avantajado e seu modo simples de se vestir.

Em 1947, compôs seu samba mais conhecido, a autobiográfica ‘Vivo Isolado do Mundo’ (‘Eu vivia/ isolado do mundo/ quando eu era vagabundo/ sem ter um amor/ hoje em dia/ eu me regenerei/ sou um chefe de família/ da mulher que amei’).

A primeira gravação desta música foi feita por Candeia e Manacéia, que incorporaram alguns versos, cantados até hoje nas rodas de samba. Monarco parece ter feito a gravação definitiva e Zeca Pagodinho regravou o samba, dando-lhe nova roupagem. Seu primeiro samba gravado foi ‘Olinda’ – também chamado de ‘Vem, Ó Linda’ –, parceria com Jair do Cavaquinho. A gravação se deu em 1965, com o próprio Jair e o conjunto ‘A Voz do Morro’.

Participou do primeiro disco da Velha Guarda da Portela, em 1970, com o belíssimo samba ‘Ando Penando’. Um de seus parceiros mais constantes foi Monarco. Da dupla se destacam: ‘Amor de Malandro’, ‘Enganadora’ (gravadas por João Nogueira), ‘Você pensa que eu me Apaixonei’ (gravada por Beth Carvalho), ‘Se eu soubesse vem Depois’ (gravada por Roberto Ribeiro), ‘Abra as Vistas, Rapaz’ (gravada por Zeca Pagodinho) e ‘Deixa meu nome em Paz’ (gravada por Monarco e Velha Guarda da Portela).

Outro parceiro importante foi Chico Santana, com quem compôs ‘Eu vou Embora’, ‘Minha Orelha’ e ‘Quanto mais eu Rezo’ (todas gravadas por Jorge Aragão). Um dos maiores divulgadores póstumos da obra de Alcides foi Zeca Pagodinho, que gravou ‘Dona do meu Coração’ (com participação de Argemiro), ‘Já sei de tudo, Mulher’, ‘Meu Tamborim’ e ‘Vivo Muito Bem’, entre outros.

Alcides compôs ainda com sambistas como Nelson Cavaquinho – parceria que permanece inédita até hoje. Apesar de ter sido excelente intérprete e compositor, Alcides Lopes jamais gravou um disco individual. Os únicos registros disponíveis são duas participações ao lado de Dona Ivone Lara nas músicas ‘Quando a Maré’ (de Antônio Caetano) e ‘Já Chegou quem Faltava’ (de Nilson Gonçalves), presentes no disco ‘Samba – Minha Verdade, Minha Raiz’ (Odeon, 1978). Como reconhecimento por sua contribuição à Portela, seu retrato foi incluído na galeria do Pavilhão de canto do Portelão.

Os brutos também amam

Agnaldo Timóteo
Agnaldo Timóteo

Tom: G
  

  G
 Você jamais vai entender
                    Am
 O amor que eu lhe dei
            D7
 Talvez estranho pra você
                   G
 Mas só eu sei o quanto amei
 No mundo triste de onde eu vim
 G7                  C
   Nada disso tem valor
 Cm                   G
   Nele tudo se embrutece
 Em                Am
 Mas o coração esquece
 D7                       G  C G
   Quando tem um grande amor
 Dm                   G7
  Você não devia esperar
         C
 Que eu fosse diferente do que sou
       A7
 Com amor seria fácil entender
        D7
 O meu jeito meio rude de querer
      G
 Que pena tudo terminar
                    Am
 Da maneira que acabou
         D7
 O seu amor não foi bastante
                G
 Pra querer-me como eu sou
 Você um dia vai saber
 G7                         C
   Que eu te amei como ninguém
 Cm                    G
   Minhas lágrimas reclamam
 Em                  Am
 Elas dizem no meu pranto
 D7                       G  C G
   Que os brutos também amam
  Dm                 G7
 Você não devia esperar...

Os verdes campos da minha terra

Agnaldo Timóteo
Agnaldo Timóteo

Tom: E
  

Se algum dia 
          A           E 
 À minha terra eu voltar 
 
 Quero encontrar 
                          B 
 As mesmas coisas que deixei 
            E     E7         A 
 Quando o trem parar na estação 
          Am         E 
 Eu sentirei no coração 
        B7        E 
 A alegria de chegar 
             E7              A 
 De rever a terra em que nasci 
       Am            E 
 E correr como em criança 
             B7          E   B7 
 Nos verdes campos do lugar 
   E 
 Quero encontrar 
       A        E 
 A sorrir para mim 
                                 B 
 O meu amor na estação a me esperar 
      E       E7          A 
 Pegarei novamente a sua mão 
         Am           E 
 E seguiremos com emoção 
              B7          E 
 Pros verdes campos do lugar 
                E7            A 
 E revivo os momentos de alegria 
           Am        E 
 Com meu amor a passear 
             B7            E 
 Nos verdes campos do meu lar.

Meu grito

Agnaldo Timóteo
Meu grito (1967) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos - Intérprete: Agnaldo Timóteo

Tom: A
  

Se eu demoro  
                     E7 
 Mas aqui eu vou morrer 
         D 
 Isso é bom 
                        A 
 Mas eu não vivo sem você 
                       A7 
 Eu não penso mais em nada 
        D             Dm 
 A não ser, só em voltar 
         A                           E7 
 Vou depressa e levo o meu amor nas mãos 
 
 Para lhe dar 
         A 
 Já não durmo 
                     E7 
 Morro até só em pensar 
       D 
 E se canto 
                         A 
 Só o seu nome quero gritar 
                     A7 
 Mas seu grito todo mundo 
       D           Dm 
 De repente vai saber 
         A           E7 
 Que eu morro de saudade 
        A   D     A 
 E de amor por você 
 E7 
  Aí, que vontade de gritar 
      A 
 Seu nome bem alto e no infinito 
    E7 
 Dizer que o meu amor é grande 
        A 
 Bem maior do que meu próprio grito 
                     A7 
 Mas só falo bem baixinho 
        D             Dm 
 E não conto pra ninguém 
          A             E7 
 Pra ninguém saber seu nome 
          A   D   A 
 Eu grito só meu bem.

Agnaldo Timóteo


Agnaldo Timóteo, cantor, nasceu em Caratinga (MG) em 16/10/1936. Era torneiro-mecânico na cidade natal quando se apresentou pela primeira vez num programa de calouros; gongado, continuou exibindo-se em circos, onde ganhava brindes de alimentos.

Em 1960 foi para o Rio de Janeiro, à procura de oportunidade. Foi garoto de recados, motorista, mandatário burocrático. Jair de Taumaturgo deu-lhe ocasião de se apresentar no programa Hoje é Dia de Rock. Em 1965 gravou seu primeiro LP, na Odeon, Surge um astro, destacando- se a música A casa do sol nascente (Alan Price, versão de Fred Jorge).

Com grande sucesso popular desde então, lançou um LP por ano, sempre na Odeon: O astro do sucesso, com Último telefonema (Donaggio e Pallavicini, versão de Bourget), em 1966; O sucesso é o astro, com Cartas de amor (Victor Young, versão de Osvaldo Santiago), 1967; Obrigado, querida, com Meu grito (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), seu maior sucesso, com mais de 600 mil cópias vendidas, 1968; Comanda o sucesso, com Eu vou sair para buscar você (Nelson Ned e Cláudio Fontana), 1969; O intérprete, com Que bom seria (Antonio Marcos e Mário Marcos), 1970; Sempre sucesso, com O último romântico (Donaggio e Pallavicini, versão de Marilena Amaral), 1971; Agnaldo Timóteo, com Adoração (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), 1972; Frustrações, com a faixa-título (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), 1973; Encontro de gerações, com Amor proibido (Dora Lopes e Clayton), 1974.

Fez temporada no Norte e Nordeste, acompanhado por um conjunto de Juiz de Fora MG, organizado por Fernando Simões. Gravou discos no México, o LP Song by Brazilian International Famous Agnaldo Timoteo e o disco The Good Voice of Brazil, editado nos EUA e Inglaterra. Em 1982 lançou o disco Sonhar contigo.

Cd: Ao Nelson com carinho, 1997, Globo/Columbia 419097-2.

Algumas músicas cifradas e letras:

A casa do sol nascente
A noiva
Aline (versão)
Eu pecador
Foi Deus
Meu grito
Os brutos também amam
Os verdes campos da minha terra
Perdido na noite
Quem é?
Quem sabe?
Tudo passará

Veja também:

Agepê
Alceu Valença
Belchior
Benito Di Paula
Beth Carvalho
Caetano Veloso
Cazuza
Chico Buarque
Clara Nunes
Djavan
Elis Regina
Fagner
Gal Costa
Gilberto Gil
Gonzaguinha
Joanna
João Bosco
Legião Urbana
Mamonas Assassinas
Maria Bethânia
Maria Creuza
Martinho da Vila
Milton Nascimento
Moraes Moreira
Oswaldo Montenegro
Paulinho da Viola
Raul Seixas
Rita Lee
Roberto Carlos
Secos e Molhados
Toquinho
Zé Ramalho

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Agnaldo Rayol


Agnaldo Rayol (Agnaldo Coniglio Rayol), cantor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 03/05/1938. Aos oito anos apresentou-se cantando no programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Transferiu-se com a família para Natal (RN), atuando na Emissora Natalense, mudando-se em seguida para a Rádio Araripe, de Crato (CE), e depois para a Rádio Poti, de Natal, em que também foi radioator.

Retornou ao Rio de Janeiro em 1951 para participar do filme Maior que o ódio (direção de José Carlos Burle), ao lado de Anselmo Duarte e Ilca Soares. Cinco anos depois, viajou para Natal numa excursão artística ao lado de Leny Eversong, e de volta foi ouvido pelos diretores da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, tendo sido contratado.

Gravou vários discos pela Copacabana, obtendo em 1964 o maior êxito, com a música Acorrentados (Encadenados) de Carlos Briz, versão de Miranda e Genival Melo. No ano seguinte, outro sucesso, com O princípio e o fim (Alain Barrière, versão de Nazareno de Brito).

Em 1966 foi contratado pela TV Record, de São Paulo SP, para fazer o Corte-Rayol Show, ao lado do humorista Renato Corte Real, programa que teve boa receptividade por dois anos. Participou também do programa Jovem Guarda, época em que foi o ator principal no filme Agnaldo, perigo à vista, de Reinaldo Pais de Barros (1969).

Entre seus outros sucessos, estão A praia (Jovan Wetter, versão de Bruno Silva) e Mente-me (Armando Domínguez, versão de F. da Silva). Em 1971 gravou pela Copacabana o LP O que eu canto, em que se destacava a música O velho e o novo (Taiguara); no ano seguinte, na mesma gravadora lançou o LP Imagem, com Irmão, só tem amor quem sabe amar (Luís Chaves).

Em 1981 venceu o Festival Internacional da Canção, no Uruguai. Durante oito anos apresentou na TV Cultura, de São Paulo, o programa Festa Baile; participou também de programas humorísticos, na TV Record, de São Paulo, e atuou em telenovelas, como As pupilas do senhor reitor, da TV SBT.

Continua fazendo shows em todo o Brasil e participando de programas de televisão. Recentemente fez sucesso cantando em italiano o tema de abertura da novela Terra Nostra, da TV Globo (Tormento d'amore).

CDs: Seleção de ouro, 1995, Movieplay ABW 84022; Todo o sentimento, 1997, BMG 7432147350-2.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora