domingo, 23 de março de 2008

Quem mente perde a razão

Nelson Gonçalves
Quem mente perde a razão (samba,  1942) - Zé da Zilda e Edgard Nunes

Disco 78 rpm / Título da música: Quem mente perde a razão / Autoria: Nunes, Edgard (Compositor) / Gonçalves, José (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Americano, Luiz (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1942 / Nº Álbum 34896 / Lado A / Gênero musical: Samba /

Mentirosa
Foste tu, que um dia
Perante Santa Maria
Prometeste ser fiel
Quem mente, perde a razão
E acaba de déo em déo
Não tem sossego na terra
E nem perdão, lá no céu

A tua promessa faliu
A tua jura também se quebrou
Mentiste ao meu coração
Mentiste ao Nosso Senhor
Eu sei que tu vives bem
Sem ter os carinhos meus
Mas não podes ser feliz
Sem ter a Graça de Deus
(mentirosa fingida)

Pombo correio

Gilberto Alves
Pombo correio (samba, 1942) - Benedito Lacerda e Darci de Oliveira

Disco 78 rpm / Título: Pombo correio / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Oliveira, Darci de (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Lacerda, Benedito (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 09/09/1942 / Nº Álbum 12214 / Lado A / Lançamento: 10/1942 / Gênero: Samba /

Soltei meu primeiro pombo correio
Com uma carta pra aquela mulher
Que me abandonou
Soltei o segundo e o terceiro
O meu pombal terminou
Ela não veio e nem o pombo voltou...

Depois que aquela mulher

Me abandonou
Não sei porque
Minha vida desandou
O canário morreu
A roseira murchou
O papagaio emudeceu
E o cano d'agua furou
Até o sol por pirraça
Invadiu a vidraça
E o retrato dela desbotou...

Nós os cabeleiras

Castro Barbosa
Nós os cabeleiras (marcha/carnaval, 1942) - Roberto Martins e Benedito Lacerda

Disco 78 rpm / Título da música: Nós, os cabeleiras / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Martins, Roberto (Compositor) / Castro Barbosa (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1941 / Nº Álbum 55323 / Lado A / Lançamento: 1942 / Gênero musical: Marcha /

Nós os cabeleiras
Não temos medo de ficar na mão
Porque as pequenas
Depois do evento
Vem logo correndo
Pro nosso cordão
E o cordão dos cabeludos
Não é sopa não! não, não, não...


Eles tem mágoa, tem
Por isso falam demais
E chegam até a querer
Botar a gente pra trás
O que eles dizem
É mentira, seu José
Pois sem cabelo
Não se ganha um cafuné, né, né, né...

Meu caboclo

Orlando Silva
Meu caboclo (canção, 1942) - Laurindo de Almeida e Junquilho Lourival 

Disco 78 rpm / Título: Meu caboclo / Autoria: Junquilho Lourival (Compositor) / Almeida, Laurindo (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 13/02/1942 / Nº Álbum 34898 / Lado B / Gênero musical: Canção patriótica /

Caboclo ligeiro, valente, cismado
Tostado do sol
Que és destro na flecha
No tiro, no laço, na rede, no anzol
Caboclo que avanças nas curvas enganosas
Dos igarapés
Que as onças ferozes
Brincando intimidas
Caboclo, quem és?


Caboclo que em cima de frágil jangada
Por mares além, navegas cantando
Saudades profundas dos olhos de alguém
Caboclo que afrontas os mares bravios
O duro revés, caboclo responde
Teu nome ligeiro, caboclo, quem és?

Caboclo que em plena cochilha distante
Nos pagos ao luar, que saltas no lombo
De um potro rebelde, risonho a cantar
E danças o samba batido ao compasso
Dos teus próprios pés, caboclo responde
Teu nome ligeiro, caboclo, quem és?

E o forte caboclo, fitando o horizonte
Responde viril :
Meu nome é o mais lindo dos nomes do mundo
Meu nome é Brasil!

Lero-lero

Orlando Silva
Lero-lero (marcha/carnaval, 1942) - Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão

Disco 78 rpm / Título da música: Lero-lero / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Frazão, E (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1941 / Nº Álbum 34841 / Lado / Gênero musical: Marcha /

No Tirol, só se canta assim:
Lero-Leruuu ! Lero-Leruuu ! Lero-Leruuu !
Lero-Lero... !
O nosso "Lero-lero" é diferente,
O clima aqui é muito quente,
E a gente, pra desabafar,
Canta, canta, até o sol raiar:


Eu quero, quero, quero,
Quero, quero o teu amor,
Deixa de lero-lero,
Lero-lero, por favor !...
O riso da morena,
Nos prende, como anzol,
O sangue, da morena,
"Abafa o velho sol"
(no Tirol)