segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Siga

Neusa Maria
Siga (samba-canção, 1956) - Fernando Lobo e Helio Guimarães - Intérprete: Neusa Maria


Siga, vá seguindo, seu caminho
Vai, escolha o rumo que quiser
Quem sabe do mundo sou eu,
Vagabundo
Das estradas e do tempo eu sei


Passa, o tempo passa, a vida passa
Eu já não sei mais o que é que eu sou
Quem sabia do mundo era eu,
Vagabundo
Das estradas e do tempo cansei

Para que recordar

Alcides Gerardi
Para que recordar (bolero, 1956) - Fernando César e Carlos César - Intérprete: Alcides Gerardi


Os beijos que me deste
Não quero mais saber
O mal que me fizeste
Procuro esquecer
Mas tanto não consigo

E quando algum amigo
Me pergunta por ti
Eu digo que não sei
Se alguma vez te amei
Há muito te esqueci

Se Deus quisesse um dia
Devolver-me o passado
Perdão lhe pediria
Mas não suportaria
Viver mais ao teu lado

Não quero nem lembrar
Que um dia já fui teu
Se está tudo acabado
Pra que ressuscitar
O amor que morreu!

O lamento da lavadeira

O lamento da lavadeira (samba, 1956) - Monsueto, Nilo Chagas e João Violão - Interpretação: Marlene



Ô, dona Maria!
Olha a roupa, dona Maria
Ai, meu deus!
Tomara que não me farte água!
Sabão, um pedacinho assim
A água, um pinguinho assim
O tanque, um tanquinho assim
A roupa, um montão assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Quintal, um quintalzinho assim
A corda, uma cordinha assim
O sol, um solzinho assim
A roupa, um montão assim
Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá

A sala, uma salinha assim
A mesa, uma mesinha assim
O ferro, um ferrinho assim
A roupa, um montão assim
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá

Trabalho, um tantão assim
Cansaço, é bastante sim
A roupa, um montão assim
Dinheiro, um tiquinho assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Já vai, peste!

O chero da Carolina

O chero da Carolina (xote, 1956) - Amorim Rego e Zé Gonzaga - Intérprete: Luiz Gonzaga


Carolina foi pro samba (Carolina)
Pra dançá o xenhenhém (Carolina)
Todo mundo é caidinho (Carolina)
Pelo chero que ela tem (Carolina)
Hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum (Carolina)
Pelo chero que ela tem (Carolina)

Gente que nunca dançou (Carolina)
Nesse dia quis dançá (Carolina)
Só por causa do cherinho (Carolina)
Todo mundo tava lá (Carolina)
Hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum (Carolina)
Todo mundo tava lá (Carolina)

Foi chegando o Delegado
Pra oiá os que dançava (Carolina)
O Xerife entrou na dança (Carolina)
E no fim também cherava (Carolina)
Hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum (Carolina)
E no fim também cheirava (Carolina)

Falando:
Aí chegou dono da casa
O dono da casa chegou com a mulesta
Chamou atenção de D. Carolina e:
- D. Carolina venha cá. O povo anda falando aí
que a senhora tem um chero diferente, é verdade?
- Moço, sei disso não, é invenção do povo.
- Ah, é invenção do povo, não é?
- É sim senhor
- Então dá licença
Hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum
Carolina

Eu quisera está por lá (Carolina)
Pra dançar contigo o xote (Carolina)
Pra também dá um cheirinho (Carolina)
E fungar no teu cangote (Carolina)
Hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum
Carolina, hum, hum, hum
Carolina
E fungá no teu cangote
Carolina

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...