sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Traumas

Traumas (1971) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Intro: Gm Cm D Gm 2x

Cm
Meu pai um dia me falou pra que eu nunca mentisse
D                          Gm
Mas ele também se esqueceu de me dizer a verdade
Cm 
Da realidade do mundo que eu ia saber
D                              Gm 
Dos traumas que a gente só sente depois de crescer
G        Cm              F          Bb       
Falou dos anjos que eu conheci no delírio da febre que 
Gm
ardia
Cm                D                  Gm 
No meu pequeno corpo que sofria sem nada entender 
Cm    
Minha mulher em certa noite ao ver meu sono estremecido
D                               Gm 
Falou que os pesadelos são algum problema adormecido
Cm 
Durante o dia a gente tenta com sorrisos disfarçar
D                   Gm         
Alguma coisa que na alma conseguimos sufocar 
G         Cm                 F          Bb          
Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que
Gm
eu via
Cm                 D                    Gm  
Mas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci
G          Cm                 F              Bb 
Da minha infância agora tão distante, aqueles anjos no
Gm
tempo eu perdi
Cm                  D                 Gm 
Meu pai sentia o que eu sinto agora depois que cresci

Cm
Agora eu sei o que meu pai queria me esconder
D                         Gm 
Às vezes as mentiras também ajudam a viver
Cm
Talvez um dia pro meu filho eu também tenha que mentir 
D                          Gm
Pra enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir

G         Cm                 F          Bb          
Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que
Gm
eu via
Cm                 D                    Gm  
Mas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci
G          Cm                 F              Bb 
Da minha infância agora tão distante, aqueles anjos no
Gm
tempo eu perdi
Cm                  D                 Gm 
Meu pai sentia o que eu sinto agora depois que cresci

Salve, salve brasileiro

Salve, salve brasileiro (1971) - Eduardo Araújo e Marcos Durães

Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
E viva o mundo inteiro.

Êh! Minas Gerais
Minas Gerais é terra boa,
Sou mineiro é não é a toa.
O cruzeiro de Tostão, o Brasil Tri-campeão,
Mineiro não compra bonde, inventou o avião.

Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
E viva o mundo inteiro

Êh! Meu São Paulo
Do Brasil é o coração, tudo ali é evolução.
Via Dutra é minhocão, campeonato é paulistão,
Se o time for campeão, aí termina a gozação.

Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
E viva o mundo inteiro

Êh! Meu Rio Grande
De São Paulo eu vou pro sul, salve Santa Catarina.
Rio Grande céu azul, conservando a tradição,
A festança no garpão, vou tomando o chimarrão.

Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
E viva o mundo inteiro

Êh! Rio de Janeiro
Carioca conquistadô, Paraná agricultor.
Tem Goiás da garimpada, Mato Grosso tem boiada,
Gente boa do Nordeste e o nortista trovador.

Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
E viva o mundo inteiro

Êh! Minha Brasília
É a nova capital, um Brasil hospitaleiro.
Um governo varonil, unindo de Sul à Norte,
De mãos dada e braço forte, vamos prá frente Brasil.

Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
Salve, Salve Brasileiro
E viva o mundo inteiro

Quem mandou você errar

Quem mandou você errar (1971) - Cláudia Barroso

Quem mandou você errar
Quem mandou você pecar
Eu te avisei tantas vezes
Eu te alertei tantas vezes

Hoje vive a lamentar
Hoje implora o meu perdão
Eu te avisei tantas vezes
Eu te alertei tantas vezes

Aquela que ganhou você de mim
Hoje ri da sua dor fez você ficar assim
Agora eu lamento por você
Pois eu não te quero mais nosso amor chegou ao fim

O cafona

O cafona (1971) - Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle

Eu quero ver, eu quero ver
Eu quero
Eu quero ver, eu quero ver
Eu quero
Eu quero ver, eu quero ver
O seu retrato, seu reinado, seu cavalo
Eu quero ver

Eu quero ver, eu quero ver
Eu quero
Eu quero ver, eu quero ver
Eu quero
Eu quero ver, eu quero ver
O seu casaco, seu cigarro e o seu carro
Eu quero ver

Uau! Um cara maneiro
Ganhando dinheiro
Tudo mudou
Uau! Mudou sua gente
Da mãe ao gerente
Subiu de valor...

Mudei de idéia

Mudei de idéia (1971) - Antônio Carlos e Jocafi

Mudei de idéia, vou rifar meu violão
Mudei de idéia, manias do coração
Mudei de idéia, cansei de você, vou me desatar
Mudei de idéia, por isso vim lhe avisar
Mudei de idéia, palavra eu não volto atrás
Mudei de idéia, eu digo até nunca mais!

Balançou meus sentimentos
eu fiquei na de horror
fez pouco dos meus carinhos
fez pouco da minha dor

Mudei de idéia, vou rifar meu violão
Mudei de idéia, manias do coração
Mudei de idéia, palavra eu não volto atrás
Mudei de idéia, eu digo até nunca mais!

Balançou meus sentimentos
eu fiquei na de horror
fez pouco dos meus carinhos
fez pouco da minha dor

Mudei de idéia, vou rifar meu violão
Mudei de idéia, manias do coração
Mudei de idéia, palavra eu não volto atrás
Mudei de idéia, eu digo até nunca mais!

Minha gente amiga

Ronnie Von
Minha gente amiga (1971) - Ronnie Von e Antônio Pedro Costa
Intro: (Am D)

(Am D)
Salve, salve minha gente amiga
Como é bom ver tanta gente
Bem em volta da minha vida
Eu peço licença eu quero ficar
Eu vou me apresentar
Eu sou um homem. Um homem comum
Atrás do dinheiro, atrás do amor

(Am D)
Meus desejos são até bem simples
E também minhas necessidades
Estão ligadas ao século XX
Não adianta pedir um pedaço do céu
Pois só o mundo vão me entregar
Eu sou um homem , um homem comum
Atrás do dinheiro, atrás do amor

(Am D)
Salve, salve minha gente amiga
Como é bom ver tanta gente
Bem em volta da minha vida
Eu peço licença prá me despidir
Muito prazer em conhecer
Gente comum, comum como eu
Atrás do dinheiro, atrás do amor 

Menina da ladeira

Menina da ladeira (1971) - João Só

Bm7         E7        A
Menina que mora na ladeira
Bm7          E7          A
E desce a ladeira sem parar
Bm7         E7         A
Debaixo do pé da laranjeira
Bm7           E7          A
Se senta pra poder descansar **Repete**
F                              E
Silêncio profundo a menina dormiu
F                                E
Alguém que esperava tão logo partiu, partiu
Gm                             D
Partiu para sempre para o infinito
Dm      E
Um grito ouviu
Bm7         E7        A
Chorando levanta a menina
Bm7         E7          A
Correndo ligeiro sem parar
Bm7         E7         A
Debaixo do pé da laranjeira
Bm7          E7         A
Há sempre alguém a esperar
F                               E
Violeiro tocando, estrela a brilhar
F
Violeiro em prece
E
Em prece ao luar, luar
Gm                          D
Tal noite vazia espere a menina
Dm             E
Tão linda não, não vá
Bm7         E7        A
Chorando levanta a menina
Bm7         E7          A
Correndo ligeiro sem parar
{Assa, passa passa}
Bm7         E7         A
Debaixo do pé da laranjeira
Bm7          E7         A
Há sempre alguém a esperar
Bm7         E7         A
Debaixo do pé da laranjeira
Bm7          E7         A
Há sempre alguém a esperar

Lapa em três tempos

Lapa em três tempos (samba-enredo/carnaval, 1971) - Ari do Cavaco e Rubens

Introd: (C  C/G) C 


Abre a janela formosa mulher 
A         Dm  A6 
Cantava o poeta trovador 
Dm                    
Abre a janela formosa mulher 
G9      G9-    C     G9 G9- 
Da velha   Lapa   que passou 

C       
Vem dos vice-reis 
Eb°        Dm  A  
E dos tempos do Brasil imperial 
Dm                   
Através de tradições 
G                 C  G9 G9- 
Até a república atual 
C              G          C 
Dos grandes mestres do passado 
C9                   F 
Dedicaram obras de grande valor 
F#°     C/G        A           
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora 
Dm    G       Gm  C9 
Que revivemos agora 
F       Fm       Em       A 
A Lapa de hoje e a Lapa de outrora 
Dm    G       C     G9 G9- 
Que revivemos agora 

C 
As serestas 
A          Dm    A6 
Quantas saudades nos trazem 
Dm                          
Dos cabarés e as festas 
G                      C   G C 
Emolduradas pelos lampiões a gás 
A      Dm          G                    C 
As sociedades e os cordões dos antigos carnavais 

A           Dm 
Olha a roda de malandro 
G             C 
Quero ver quem vai cair 
A           Dm        (BIS) 
Capoeira vai cantando 
G         C 
Pois agora vai subir 

G 
(Poeira) 
Dm      G    C   A   
Poeira, oi    poeira 
Dm         G       C    G 
O samba vai levantar poeira 
Dm     G    C   A   
poeira, oh!    Poeira 
Dm          G      C 
O samba vai levantar poeira 

A         Dm 
Imagem do Rio antigo 
G                 C            G   C 
Berço de grandes vultos da história 
A          Dm                     C    G9 G9- 
A moderna arquitetura lhe renova a toda hora 
C            Dm  G            C     Dm   
Mas os famosos arcos, os belos mosteiros 
A              Dm 
São reliquias deste bairro 
G                    C     G 
Que foi o berço de boêmios seresteiros 

C 
Abre a janela formosa mulher 
A         Dm A6 
Cantava o poeta trovador 
Dm                    
Abre a janela formosa mulher 
G9      G9-     C      
Da velha   Lapa   que passou  

Independência ou morte

Independência ou morte (samba-enredo, 1971) - Zé Di

Valeu o sacrifício dos Andradas
E as preces da princesa Leopoldina
A morte de Tiradentes não foi em vão
São hoje símbolos vivos da nossa nação

A maçonaria muito contribuiu
Na surdina do nome conseguiu
E o príncipe regente se fez imperador
Num gesto de coragem e de amor

Independência ou Morte Dom Pedro primeiro bradou
E o sonho dos brasileiros se concretizou

Oh, meu Brasil segue avante
Olha o futuro que lhe espera
Ninguém segura esse gigante
Raiou-se o sol de primavera

Ê baiana

Clara Nunes

Ê baiana (1971) - Fabrício Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio

Ê baiana
Ê ê ê baiana, baianinha
Ê baiana
Ê ê ê baiana

Baiana boa
Gosta do samba
Gosta da roda
E diz que é bamba
Baiana boa
Gosta do samba
Gosta da roda
E diz que é bamba

Olha, toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta de samba
Ela quer rebolar
Toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta de samba
Ela quer rebolar

Ê baiana
Ê baiana
Ê ê ê baiana, baianinha
Ê baiana
Ê ê ê baiana

Carta de amor

Waldick Soriano
Carta de amor (1971) - Waldick Soriano

Introdução: A# D C7 F  Gm C7 

  F 
Querida, é com os olhos rasos d'água 
É chorando de saudades 
                         Gm 
Que lhe escrevo esta cartinha 
                  C7 
Quanto tempo separados 
Sem ter notícias suas 
                    F 
E sem dar notícias minhas 
Querida, vou vivendo a minha vida 
Com a alma tão ferida 
                  Gm 
Lutando contra a sorte 
                   C7 
Para ser feliz contigo 
Contra tudo e contra todos 
               F 
Lutarei até a morte 
Querida, alguns trechos desta carta 
                       F7 
Foi manchado com meu pranto 
                      A# 
É tão grande a minha dor 
Despeço-me 
                        F 
Com minha alma em desespero 
                 C7 
Subscrevo-me chorando 
                   F 
Adeus meu grande amor 

 Solo: F  F7  A# 

 A# 
Despeço-me 
                        F 
Com minha alma em desespero 
                 C7 
Subscrevo-me chorando 
                   F 
Adeus meu grande amor.