segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Lá na ponte da Aliança

Lá na ponte da aliança (cantiga infantil) - LP Brincando de Roda - Vol .2 - 1981

As crianças, em roda, cantam:

Lá na ponte da Aliança }
Todo mundo passa } bis

E imitando o trabalho das lavadeiras, com a mão na barra da saia:

As lavadeiras fazem assim
As lavadeiras fazem assim
Tra-lá-lá-lá
Tra-lá-lá-lá

Lá na ponte da Aliança...

E coçando a cabeça:

Os pioientos fazem assim
Os pioientos fazem assim
Tra-lá-lá-lá
Tra-lá-lá-lá

E imitam os cavaleiros (galopando), os soldados (marchando), as vaidosas (botando pó), e vários outros movimentos profissionais e habituais (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 13 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

La condessa

La Condessa (cantiga infantil) - CD Brincadeiras de Roda, Estórias e Canções de Ninar - 2003

Nesta cantiga de roda aparecem vários personagens: A mãe, com a filha mais moça no colo, e as restantes ficam umas de um lado e de outro, e dois cavalheiros. Então, chegam os cavalheiros e cantam:

La condessa, la condessa,
Língua de França, lei de lanceta

A mãe responde:

O que quereis, qual a condessa,
Que por ela perguntais?

Os cavalheiros:

Mandou dizer rei meu senhor,
Que das filhas que ela tem,
Lhe mandasse a mais moça,
Para eu casar com ela

A mãe:

Eu não dou as minhas filhas
No estado em que elas estão;
Nem por ouro, nem por prata,
Nem por sangue de Aragão

Os cavalheiros:

Tão alegres que viemos
E tão tristes que voltemos,
Que a filha de la condessa
Nós daqui não a levemos

A mãe:

Volta cá, bom cavalheiro
Para ser homem de bem
Escolhei neste convento
Aquela que vos convém

Os cavalheiros:

Esta quero, esta não quero
Esta come o pão da ceia
Esta carne do espeto
Esta o vinho da galheta

A mãe:

Vós levais a minha filha
Veijai o trato que lhe dão
O pão que o rei comer
O vinho que o rei beber
Ela também beberá

O cavalheiro leva então a menina escolhida, que senta a uma certa distância, e canta novamente com ele:

Assentai-vos aí menina
A coser e a bordar;
Que do Céu te há de vir
Uma agulha e um dedal

Quando eu for ao Maranhão
Hei de trazer-te um bom cordão
Se não for de ouro fino
Há de ser de um bom latão

Para trazer as outras meninas, o cavalheiro repete todos os versos e a que faz de mãe repete igualmente os seus. A última criança, que está no colo, é arrancada à força dos braços da mãe (Informante: Emília Melo. Natal, RN, 14 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

João da Rocha foi à pesca

João da Rocha foi à pesca (cantiga infantil) - LP Brincando de Roda - Vol .2 - 1981

As meninas ficam aos pares, de mãos dadas, e cada uma vai fazendo voltas, por cima da cabeça com os braços, sem se soltar. E cantam todas:

João da Rocha foi à pesca,
Convidou papai André;
Quando o Rocha de mergulho,
Pai André de jereré.

Fizeram boas pescadas,
Pescaram boas tainhas;
Quando vieram com fome
Foram logo à cozinha.

Depois da muqueca feita.
Pai André foi dos primeiros;
Por ser o mais guloso,
Engoliu o peixe inteiro.

Ficaram envergonhados
Na presença dos camaradas.
De ver papai André,
Com uma tainha engasgado

Informante: Dona Bibi. Natal, RN, 27 de abril de 1947.

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Fui à Espanha

Fui à Espanha  (cantiga infantil) - CD O Tesouro das Cantigas Para Crianças

Ré                                Lá7
Fui à Espanha / Buscar o meu chapéu,
  Ré
Azul e branco / Da cor daquele céu.

Lá7
Ora, palma, palma, palma ! / Ora, pé, pé, pé !

Ora, roda, roda, roda ! / Caranguejo peixe é !

Caranguejo não é peixe, / Caranguejo peixe é
Caranguejo só é peixe / Lá no fundo da maré.

Samba, crioula, / Que veio da Bahia.
Pega na criança / E joga na bacia.

A bacia é de ouro, / Areada com sabão;
Depois de areada, / Enxuga com o roupão.

O roupão é de seda, / Camisinha de filó,
Touquinha de veludo / Pra quem ficar vovó.

Em coro, falando :

A benção, vovó !
A benção, vovó !