segunda-feira, 27 de março de 2006

Alexandre Gonçalves Pinto

Alexandre Gonçalves Pinto, instrumentista, Rio de Janeiro (RJ), primeira metade do século XX. Carteiro de profissão, tocava flauta, violão e cavaquinho. Publicou O choro - Reminiscências dos chorões antigos, Rio de Janeiro, 1936.


Esse importante documento, além de traçar a vida e a obra dos chorões da velha guarda e dos chorões de então, revivendo grandes artistas já esquecidos, descreve fatos e costumes dos antigos pagodes, a partir de 1870, constituindo-se em rico repositório de informações sobre a formação dos conjuntos instrumentais que passariam à história sob a denominação de choro.

A obra está disponível no formato "pdf" e pode ser copiada no endereço abaixo:

O Choro (Reminiscências dos chorões antigos), 1936- Alexandre Gonçalves Pinto


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

domingo, 26 de março de 2006

Patrão, prenda seu gado

Patrão, prenda seu gado (chula-raiada, 1931) - João da Baiana, Donga e Pixinguinha - Interpretação: Almirante

LP A Música De Donga / Título da música: Patrão Prenda Seu Gado / Donga (Compositor) / João da Baiana (Compositor) / Pixinguinha (Compositor) / Almirante (Intérprete) / Gravadora: Discos Marcus Pereira - 403.5023 / Catálogo: MPL 1015 / Gravação: Abril/1974 / Lado: A / Faixa: 4.


Ô patrão / Ô patrão / Ô patrão, prenda seu gado /
Na lavra tem um ditado / Quem mata gado é jurado /
Missa de padre é latim/ Rapaz solteiro é letrado /
Em vim preso da Bahia / Só porque era namorado /
Madame Diê, lalá


Samba ioiô, samba iaiá / Que o dia e vem, doná

Eu bem sei / Eu bem sei / Eu bem sei que fui culpado/
De vir preso da Bahia / Só porque fui namorado /
Vou tirar meu passaporte / Meu camarote de proa /
Eu aqui não vou ficar / Vou-me embora pra Lisboa /
Senhorita vai ver, doná


Samba ioiô, samba iaiá / Que o dia e vem, doná

Ô, Joana, ô Maria, / Saruê pra que trabalha /
No pescoço da cutia / No pavilhão, da atalaia /
Era hoje, era ontem, era donte / Era donte, era ontem, era hoje /
Sinhazinha mandou me chamá / Corri quatro cantos /
Balão de iaiá / Balão ê, balão á

Cabide de molambo

João da Baiana
Cabide de Molambo (samba, 1928) - João da Baiana - Interpretação: Patrício Teixeira (1932)

Disco 78 rpm / Título da música: Cabide de Molambo / João da Bahiana (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10883-a / Nº da Matriz: 4402 / Gravação: 23/Janeiro/1932 / Lançamento: 1932 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez



Interpretação da Gente da Antiga em LP Odeon de 1968:

LP Gente Da Antiga - Pixinguinha, Clementina De Jesus e João Da Baiana / Título da música: Cabide de Molambo / João da Baiana (Compositor) / Gente da Antiga [Clementina de Jesus, João da Bahiana e Pixinguinha] (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: MOFB 3527 / Ano: 1968 / Faixa: B2 / Gênero musical: Samba



Meu Deus eu ando / Com o sapato furado
Tenho a mania / De andar engravatado
A minha cama / É um pedaço de esteira
E é uma lata velha / Que me serve de cadeira
Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus

Minha camisa / Foi encontrada na praia
A gravata foi achada / Na Ilha da Sapucaia
Meu terno branco / Parece casca de alho
Foi a deixa de um cadáver / Do acidente no trabalho
Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus

O meu chapéu / Foi de um pobre surdo e mudo
As botinas foi de um velho / Da revolta de Canudos
Quando eu saio a passeio / As damas ficam falando
Trabalhei tanto na vida / Pro malandro estar gozando
Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus

A refeição / É que é interessante
Na tendinha do Tinoco / No pedir eu sou constante
E o português / Meu amigo sem orgulho
Me sacode o caldo grosso / Carregado no entulho

Tesourinha


Tesourinha - (samba, 1928) - Sinhô - Intérprete: Francisco Alves - Álbum: Alivia Estes Olhos, Vol. 2 (1999) - Gênero: Samba



Ai, ai, ai / Seja este ou aquele
Ó minha tesourinha / Corta já a língua dele

Há muito vens batalhando / Pra ver aborrecido
Mas desiste desta farsa / Pois que é tempo perdido

Não faças como o garoto / Que a mando do vizinho
Apedrejou-me a gaiola / E matou meu passarinho