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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O soro e os velhinhos

Linda Batista
O soro e os velhinhos (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: O soro e os velhinhos / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 12/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0631 / Nº da matriz: S-078950 / Gênero musical: Marcha


Quá, quá, quá, quá
O sôro, vai ser um maná
Os velhos, velhinhos
Vão ser outra vez brotinhos.

(bis)

Tem velhos assim na fila
Doidinhos pro soro chegar
Cansados e aposentados
Querendo outra vez brilhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Enlouqueci

Enlouqueci (samba/carnaval, 1948) - Luís Soberano, Valdomiro Pereira e João Vale - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Enlouqueci / João Vale (Compositor) / Luiz Soberano, 1920-1981 (Compositor) / Valdomiro Pereira (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 16/10/1947 / Lançamento: 12/1947 / Nº do Álbum: 80-0559 / Nº da Matriz: S-078798-1 / Gênero musical: Samba



Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito
Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito

Enlouqueci
Desde que te vi
Enlouqueci
Desde que te vi

No amor
Não tem
Como consolar

Minha vida é tão vazia
Estou cansado de sofrer
Não posso mais amar

Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito
Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito

Enlouqueci
Desde que te vi
Enlouqueci
Desde que te vi

Meu amor
Não tem
Como consolar
Minha vida é tão vazia
Estou cansado de sofrer
Não posso mais amar

Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito
Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 20 de abril de 2008

No boteco do José


No boteco do José (marcha/carnaval, 1946) - Wilson Batista e Augusto Garcez - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: No boteco do José / Augusto Garcez (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/09/1945 / Lançamento: 11/1945 / Nº do Álbum: 80-0348 / Nº da Matriz: S-078294-2 / Gênero musical: Marcha


Vamos lá
Que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho, entra mulher
É só dizer que é vascaíno
Que ali tudo lelé


Solta foguete até de madrugada
Canta-se o fado bebendo a champanhada

Segunda-feira só abre por insistência
Quando o Vasco é campeão
Seu José vai à falência!


Vamos lá
Que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho, entra mulher
É só dizer que é vascaíno
Que ali tudo lelé



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Coitado do Edgar

Linda Batista
Coitado do Edgar (samba/carnaval, 1945) - Haroldo Lobo e Benedito Lacerda - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Coitado do Edgar / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 06/11/1944 / Lançamento: 01/1945 / Nº do Álbum: 80-0248 / Nº da Matriz: S-078084-1 / Gênero: Samba


Edgar chorou
Quando viu a Rosa
Gingando toda prosa
Numa linda baiana
Que ele não deu
Coitado do Edgar (x2)

Chorou de dar pena
Chamou Madalena
Entregou o pandeiro
E desapareceu
Coitado do Edgar (x2)

Madalena disse que Edgar
Não tem razão
Aquela baiana
Não foi ninguém que lhe deu
Rosa trabalhou o dia inteiro
E fez serão
Não sei por que
Edgar se aborreceu



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Clube dos barrigudos

Linda Batista
Clube dos barrigudos (marcha/carnaval, 1944) - Haroldo Lobo e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Clube dos barrigudos / Cristovão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 19/10/1943 / Lançamento: 12/1943 / Nº Álbum 800144 / Nº da Matriz: S-052873-1 / Gênero musical: Marcha


Você já viu barrigudo dançar?
Não?
Quá, quá, quá, quá, quá...
Quando ele dança, ui,

Sacode a pança, ui,
Quá, quá, quá, quá, quá...

No clube dos barrigudos

Só há baile uma vez por ano
Não dança samba, não

Não dança rumba, não
Só dança valsa lenta para piano.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Batuque no morro

Linda Batista
Batuque no Morro (samba, 1941) - Russo do Pandeiro e Sá Róris - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Batuque no morro / Russo do Pandeiro (Compositor) / Sá Róris (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 13/08/1941 / Lançamento: 10/1941 / Nº do Álbum: 34814 / Nº da Matriz: S-052328 / Gênero musical: Samba


Gosto de ver batuque no morro
Gosto de ver batuque no morro
Ai, ai, ai
Pois o batuque é bom pra cachorro
Pois o batuque é bom pra cachorro
Ai, ai, ai
(bis)


Nego na macumba bate o bumbo
Zumba, zumba pra fazer canjerê
Ê, ê, ê
Oi, nêga quando samba requebrando com as cadeiras
Eu gosto de ver, eu gosto de ver
Eu gosto de ver, eu gosto de ver

Nego Americano dança, dança o suingue
E não sabe batucar, á, á
Á, á, á
Branco americano vai deixar a tal da conga
Ê o Francês, o "j'attendrai"
Eu tenho que ver, eu tenho que ver
Eu tenho que ver, eu tenho que ver, ê, ê....



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Trapo de gente

Linda Batista
Trapo de Gente (samba-canção, 1953) - Ary Barroso - Interpretação: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Trapo de Gente / Ary Barroso (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 80-1080 / Ano: 1953 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



Aconteceu
Justamente o que mais eu temia
Apesar do trabalho
Que me deu sua educação
Fui buscá-la, na triste miséria
De um barracão
Para as noites boêmias
De Copacabana
Este mundo de sonhos
E desilusão

Mas, incapaz de entender
Este prisma da vida
Procurou disfarçar na bebida
A mais torpe e cruel traição
Saia comigo
Bebia comigo
Depois
Se entregava a um amigo
Trapo de gente
Sem alma e sem coração

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Foi assim

Lupicínio Rodrigues
Após o sucesso de "Vingança", Linda Batista repetiu a dose com outro samba-canção do mestre gaúcho Lupicínio Rodrigues, este "Foi assim", gravação RCA Victor de 20 de fevereiro de 1952 lançada em abril seguinte, disco 80-0881-A, matriz S-093193.O acompanhamento também é o mesmo de 'Vingança", a cargo do violinista Fafá Lemos e seu conjunto. Houve também regravações por Jamelão (1963) e Maria Bethânia (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Foi assim (samba-canção, 1963) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Foi Assim / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Fafá Lemos (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 20/02/1952 / Nº Álbum 800881 / Lado A / Lançamento: Abril/1952 / Gênero musical: Samba canção


Introdução: A 

          Bm7           C#m7      Cdim    Bm7  E7 
Foi assim,   eu tinha alguém que comigo morava 
                                A7M 
Mas tinha um defeito que brigava  
    Em7        A7     D7M 
Embora com razão,ou sem razão 
               Ebdim             C#m7 
Encontrei um dia uma pessoa diferente 
    F#m7                Bm7 
Que me tratava carinhosamente  
  F#7/9-                   B7/13 
Dizendo resolver minha questão 
B7/13- E7/13-     A7M  Bm 
Mas     não foi assim,  
    C#m7        Cdim          Bm7  E7 
Troquei essa pessoa que eu morava 
                               A7  
Por essa criatura que eu julgava 
    Em7         A7           D7M 
Pudesse compreender todo meu eu 
        Ebdim                                      C#m7 
Mas no fim fiquei na mesma coisa em que estava 
     F#m7                    Bm7 
Porque a criatura que eu sonhava  
      E7                   A7M  G#m7  C#7 
Não fez aquilo que me prometeu 
      F#m                      C#7 
Não sei se é meu destino, não sei se meu azar 
        D                C#7 
Mas tenho que viver brigando 
F#7                 Bm7 
Todos no mundo encontram seu par 
     B7/13  B7      E7   C#7 
Porque só eu vivo trocando  
      F#m7             C#7 
Se deixo alguém por falta e carinho 
       D                    C#7 
Por brigas e outras coisas mais 
 F#7      B7/13              F#m        C#7    F#m 
Quem aparece no meu caminho tem os defeitos iguais

terça-feira, 18 de julho de 2006

Volta

Lupicínio Rodrigues
Volta (samba-canção, 1957) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título: Volta / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Batista, Linda (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor / Ano: 1957 / Nº Álbum: 80-1800-a / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.


 A7M  Eb0           Dbm7
Quantas noites não durmo
     Gb7       Bm7    Dm7
A rolar-me na cama
          A7M
A sentir tantas coisas
                Gb7         B7
Que a gente não pode explicar 
         E7
Quando ama
A7M  Eb0         Dbm7
O calor das cobertas
         Gb7      Bm7    Dm7
Não me aquece direito
               A7M
Não há nada no mundo
             Gb7        B7
O que possa afastar
      E7           A7M      A7
Este frio do meu peito

 D7M
Volta
          Eb0             Dbm7
Vem viver outra vez ao meu lado
                   Gb7          Bm7  
Que eu não posso dormir sem teu braço
 Dm6      E7           A7M
Pois meu corpo está acostumado (bis)

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Risque

Linda Batista
Foi talvez para mostrar que sabia fazer samba-de-fossa tão bem quanto os especialistas - e, de quebra, faturar em cima da moda do momento que Ary Barroso compôs "Risque". Compôs e se deu bem, pois a música, lançada por Aurora Miranda em 52, firmou-se como um dos grandes sucessos do ano seguinte, na voz de Linda Batista.

Na realidade, porém, "Risque" não chega a alcançar o nível das melhores obras de Ary, limitando-se a repetir lugares comuns do gênero ( o "Inferno do amor fracassado", a "Saudade afogada nos copos de um bar"...), sobre uma melodia também comum. Muito mais interessante, pelo menos do ponto de vista melódico, é um outro samba-de-fossa de sua autoria, "Folha morta", lançado à mesma época com menor repercussão.

Risque (samba-canção, 1953) - Ary Barroso

Disco 78 rpm / Título da música: Risque / Autoria: Barroso, Ary (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Rca victor, 1952 / Nº Álbum 801080 / Gênero musical: Samba canção


-------Am7--- G7 -----------------------C7M
Risque ......----- meu nome do seu caderno
Bm7/-5 -------E7 --------Am7 ------Bm7/-5
Pois não suporto o inferno
----------------E7 --------Am7 --------E7
Do nosso amor fracassado
------Am7----- G7 -----------------------C7M
Deixe ........----- que eu siga novos caminhos
Bm7/-5 ----------E7 --------Am7 -------Bm7/-5
Em busca de outros carinhos
---------------E7 -------Am7
Matemos nosso passado

---A7 ----------Bb7--- A7 ------Bb7------ A7
Mas, se um dia, talvez, a saudade apertar
Dm7 ----------A7 ------Dm7 -------G7
Não se perturbe, afogue a saudade
-----------C7M -------E7
Nos copos de um bar

-----Am7 ----G7---------------------- C7M
Creia..... -------toda a quimera se escoa
Bm7/-5---------- E7-------- Am7 --------Bm7/-5
Como a brancura da espuma
-----------------E7 ---------Am7
Que se desmancha na areia



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Vingança

Lupicínio Rodrigues
Realmente não poderia faltar na polêmica Dalva/Herivelto uma composição de Lupicínio Rodrigues, especialista no gênero. Só que esta composição, o samba "Vingança", não seria inspirada pelo caso em questão e sim por mais um episódio da vida sentimental do autor.

Lupicínio vivia havia alguns anos com uma moça chamada Mercedes, mais conhecida por Carioca, quando ela tentou traí-lo com um rapazola, seu empregado. Denunciada pelo garoto, Carioca foi abandonada pelo compositor que, tempos depois, ao saber de seu desespero, "Chorando e bebendo na mesa de um bar", fez o samba amaldiçoando em versos candentes o destino da traidora.

Em 1963, numa crônica para o jornal gaúcho Última Hora, Lupicínio justificou a veemência dos versos: "Nunca se está livre de ter, num momento de rancor, algum desejo de vingança". O primeiro cantor a tomar conhecimento de "Vingança" foi Jorge Goulart, que chegou a interpretá-la na noite do Rio. No entanto Goulart, artista da Continental, não pôde gravá-la por estar Lupicínio na ocasião com um contrato de exclusividade com a RCA. Em vista disso, o autor ofereceu a canção a Herivelto Martins, que a lançou com o Trio de Ouro, embora achando que a música não se adaptava ao estilo do conjunto.

Foi então que Linda Batista, entusiasmada ao ouvi-la na voz de Goulart, gravou "Vingança" que se tornaria o maior sucesso de sua carreira. Aliás, gravou-a duas vezes: a primeira com o conjunto do violinista Fafá Lemos, que foi a gravação consagrada e a segunda, com uma orquestra de cordas, um fonograma pouco conhecido, que só saiu em elepê.

Vingança (samba-canção, 1951) - Lupicínio Rodrigues

Disco 78 rpm / Título: Vingança / Autoria: Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 29/05/1951 / Nº Álbum 800802 / Lado A / Lançamento: 08/1951 / Gênero: Samba canção


F                D#º                 Gm
Eu gostei tanto, tanto quando me contaram
                                  C7/9     C7/9-      F
Que lhe encontraram chorando e bebendo na mesa de um bar
        Am                  G#m                Gm
E que quando os amigos do peito por mim perguntaram
    G#      F#        Gm   C7/9     G#     C#  Gm C
Um soluço cortou sua voz, não lhe deixou falar
                    F
Ah, mas eu gostei tanto,
D#º                  D7/9
Tanto quando me contaram
          G6        G5+ Gm    C7/9
Que tive mesmo que fazer esforço
               F      A7 
Pra ninguém notar
     Dm           A7                      Gm
O remorso talvez seja a causa do seu desespero
                        C7        G#    C#     Gm  C
Você deve estar bem consciente do que praticou
     A#7+                F#                Gm   C
Me fazer passar essa vergonha com um companheiro
       Gm                 C7
E a vergonha é a herança maior
                  Am   G#   C#
Que meu pai me deixou
Gm   C7/9     F                      F#5+
    Mas enquanto houver força em meu peito
                   A#
Eu não quero mais nada
      Gm                  C7          G#      C#   Gm  C
Só vingança, vingança, vingança aos santos clamar
      A#                   F
Você há de rolar como as pedras
F#   Gm         C7/9
Que rolam na estrada
          Gm                 C7/9
Sem ter nunca um cantinho de seu
              F
Pra poder descansar

Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Madalena (A.Amorim)

Linda Batista
Madalena (samba/carnaval, 1951) - Ari Macedo e Aírton Amorim - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Madalena / Airton Amorim (Compositor) / Ari Macedo (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 14/09/1950 / Lançamento: 11/1950 / Nº do álbum: 80-0713 / Nº da matriz: S-092753 / Gênero musical: Samba


Chorar, como eu chorei
Ninguém deve chorar
Amar, como eu amei

Ninguém deve amar

Chorava que dava pena

Por amor a Madalena
E ela, me abandonou

Diminuindo num jardim
Uma linda flor

Ela, que para mim

Era um anjo de bondade
Partiu, me deixando saudade

Eu que era feliz
Tornei-me um sofredor

Porque perdi, um grande amor


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 7 de maio de 2006

Nega maluca

Evaldo Rui
Fernando Lobo e Evaldo Rui eram amigos de todos os dias, ou melhor, de todas as noites. Uma ocasião, no final dos anos quarenta, Rui descreveu para Fernando uma cena curiosa que presenciara num bar, entre um jogador de sinuca e uma crioula, com uma criança nos braços: a mulher insistia desesperadamente em entregar a criança ao sujeito, aos berros de "Toma que o filho é seu", enquanto ele se limitava a dizer que a mulher estava maluca, pois o filho não podia ser dele...

Daí nasceu um baião, com a primeira parte do Rui ("Tava jogando sinuca / uma nega maluca me apareceu / vinha com um filho no colo / e dizia pro povo que o filho era meu / não senhor! / toma que o filho e seu / não senhor! / guarde o que Deus lhe deu") e a segunda de Rui e Fernando. Então, os dois procuraram Luiz Gonzaga que não se interessou em gravá-lo.

Tempos depois, na boate Casablanca, mostraram a música a Francisco Alves. O cantor achou o baião divertido, mas fora de seu estilo. Colaborou, porém, com uma preciosa sugestão: "Por que vocês não transformam esse baião num samba de carnaval?". Naquela mesma noite Fernando e Rui estariam mostrando o samba "Nega Maluca" para a cantora Linda Batista, que prometeu gravá-lo no dia seguinte.

Sucesso total no carnaval de 1950, premiado pela prefeitura e o jornal A Noite, "Nega Maluca" ainda rendeu um dinheiro extra para os autores: a loja A Exposição propôs-lhe a exploração de uma fantasia de "nega maluca" e Fernando, lembrando-se da personagem Topsy de A Cabana do Pai Tomás, desenhou o modelo que se tornaria um recordista de venda - um espalhafatoso vestido vermelho, com bolas brancas, que poderia ser completado com uma carapinha de tranças e o rosto da usuária pintado de preto, se necessário.

Nega maluca (samba/carnaval, 1950) - Evaldo Rui e Fernando Lobo - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título: Nega maluca / Evaldo Rui, 1913-1954 (Compositor) / Fernando Lobo, 1915-1996 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 20/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0631 / Nº da matriz: S-078958 / Gênero: Samba



Tava jogando sinuca
Uma nega maluca me apareceu
Vinha com um filho no colo
E dizia pro povo
que o filho era meu (bis)

Toma que o filho é seu
Não senhor ....
Guarda o que Deus lhe deu
Não senhor ......


Há tanta gente no mundo
Mas meu azar é profundo
Veja você, meu irmão,
A bomba estourou na minha mão
Tudo acontece comigo
Eu que nem sou do amor
Até parece castigo
Ou então é influência da cor (bis)

Tava jogando sinuca ....
Não senhor ...


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

General da banda

Linda Batista
Uma das músicas mais cantadas no carnaval de 1950 foi o samba "General da Banda", inspirado num ponto de macumba. Daí seus versos estranhos - "Mourão, mourão, vara madura que não cai / Mourão, mourão, oi catuca por baixo que ele vai" -, razão principal do sucesso.

Embora gravado também por Linda Batista, este samba teve como intérprete principal o cantor Blecaute, que se identificou com a composição a tal ponto que, a partir de então, passou a ostentar em suas apresentações uma colorida fantasia de "General da Banda", cheia de alamares e dragonas

General da banda (samba/carnaval, 1950) - Satyro de Melo, Tancredo da Silva Pinto e José Alcides - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: General da banda / José Alcides (Compositor) / Sátiro de Melo (Compositor) / Tancredo Silva (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor/ Gravação: 18/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0632 / Gênero musical: Batucada /



-----C ------------------F ------C ------Am
Chegou o general da banda ê! ê!
-------D7 ---------------G7----- C -----G7
Chegou o general da banda ê! á!
-----C------------------ F------ C
Chegou o general da banda ê! ê!
Am--- D7--------------- G7----- C
Chegou o general da banda ê! á!

Mourão! Mourão!
------------F -------------C
Vara madura que não cai
------------------F
Mourão! Mourão!
--------------------G7------------ C----- G7
Oi, catuca por baixo / Que ela vai (ôba)


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sábado, 8 de abril de 2006

Linda Batista

Linda Batista (Florinda Grandino de Oliveira), cantora e compositora, nasceu em São Paulo SP (14/6/1919) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (17/4/1988). Filha do ventríloquo e humorista Batista Júnior (João Batista de Oliveira) e irmã da cantora Dircinha Batista, sua família já residia no Rio de Janeiro, no bairro do Catete, quando nasceu na casa da avó.


Fez o curso primário no Colégio Sion. Por essa época, levada pela empregada, costumava ouvir música na Corbeille de Flores, gafieira próxima de sua casa. Aos dez anos começou a aprender violão com o cantor Patrício Teixeira, chegando a compor uma música intitulada Tão sozinha.

Aos 12 anos passou a freqüentar programas de rádio, acompanhando a irmã Dircinha ao violão. Terminado o ginásio no Colégio São Marcelo iniciou cursos de contabilidade e corte-e-costura.

Em 1936, por um atraso de Dircinha, substituiu-a, estreando como cantora no programa que Francisco Alves fazia na Rádio Cajuti, interpretando Malandro, de Claudionor Cruz. Obteve sucesso, sendo convidada para outras apresentações nessa emissora. No ano seguinte foi eleita Rainha do Rádio, num concurso promovido no Iate dos Laranjas, barco carnavalesco atracado na Esplanada do Castelo, título que manteve durante 11 anos consecutivos.

A 31 de março de 1937 casou com Paulo Bandeira, de quem se separou menos de seis meses depois. Ainda em 1937 atuou no filme Maridinho de luxo, de Luís de Barros, e realizou uma excursão ao Nordeste. Tornou-se crooner da orquestra de Kolman, no Cassino da Urca e, em 1938, pela Odeon, lançou seu primeiro disco, em que interpretava, em dupla com Fernando Álvarez, Chimarrão (Djalma Esteves) e Churrasco (Djalma Esteves e Augusto Garcez).

Em 1939 participou do filme Banana da terra, de J. Rui, e, no mesmo ano, quando viajou a São Paulo, para uma temporada na Rádio Cultura, foi convidada para se apresentar na inauguração do cassino da Ilha Porchat, em São Vicente SP, onde acabou ficando por seis meses. Retornou ao Rio de Janeiro em abril de 1939 e começou a atuar no Cassino da Urca, onde foi atração até 1946; nesse período lançou vários sucessos, inclusive do compositor Chiquinho Sales, contratado pelo cassino especialmente para compor para ela.

Em 1940 transferiu-se para a Victor, onde sua primeira gravação foi a marcha-conga Passei na ponte (Ary Barroso). Em 1941 fez uma excursão a Buenos Aires, Argentina, e lançou Tudo é Brasil (Vicente Paiva e Sá Róris) e Batuque no morro (Russo do Pandeiro e Sá Róris), com muito sucesso; nesse mesmo ano, apresentou-se na Rádio Nacional. No ano seguinte viajou novamente à Argentina e em 1943 assinou contrato com a Rádio Tupi. Para o Carnaval de 1944 lançou Clube dos barrigudos (Cristóvão de Alencar e Haroldo Lobo).

Em 1946 excursionou pelas capitais brasileiras e no ano seguinte, além de atuar no filme Caídos do céu, de Luís de Barros, gravou com êxito No boteco do José (Wilson Batista e Augusto Garcez). Em 1947 foi contratada pela boate Vogue, onde permaneceu até 1952.

Em 1948 gravou Enlouqueci (Luís Soberano, Valdomiro Pereira e João Sales). Nega maluca (Fernando Lobo e Evaldo Rui), samba lançado para o Carnaval de 1950, foi um dos seus maiores sucessos, chegando a ser nome de uma rua no bairro paulistano do Jabaquara.

Em 1951 voltou à Rádio Nacional, com o programa Coisinha Linda. Também nesse ano atuou no filme Agüenta firme, Isidoro, dirigido por Luís de Barros e Ademar Gonzaga; viajou à Europa, apresentando-se em Portugal, na boate Vogue, em Paris, França, na televisão, e na boate Open Gate, em Roma, Itália; e lançou o samba-canção Vingança (Lupicínio Rodrigues), o maior sucesso de sua carreira.

Em 1952 trabalhou nos filmes Tudo azul, de Moacir Fenelon, Está com tudo, de Luís de Barros, e É fogo na roupa, de Watson Macedo. Em 1954 participou dos filmes Carnaval em Caxias, de Paulo Wanderley, e O petró!eo é nosso, de Watson Macedo.

Em 1955 passou para a Rádio Mayrink Veiga e atuou no filme Carnaval em Marte, de Watson Macedo. No ano seguinte transferiu-se para a Rádio Tupi e atuou nos filmes Tira a mão daí, de J. Rui, e Depois eu conto, de José Carlos Burle, e, em 1957, em Metido a bacana, de J. B. Tanko. Nesse ano e no seguinte excursionou pelo Uruguai, tendo ainda participado do filme É de xuá, de Vítor Lima.

Após uma viagem à Argentina, em 1959 voltou à Rádio Nacional e recebeu da UBC e da SBACEM o troféu Noel Rosa, por gravar exclusivamente música brasileira. A partir de 1960 lançou principalmente músicas de Carnaval (inclusive algumas de sua autoria), participando de programas de televisão. Seguindo a trajetória de suas companheiras Emilinha Borba, Marlene, Nora Ney e a irmã Dircinha Batista, autênticas representantes da fase áurea do rádio carioca, também afastou-se a partir dos anos de 1960 das atividades artísticas.

Algumas músicas





















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.