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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vou deitar e rolar


Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá) (samba, 1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Elis Regina

LP Em Pleno Verão / Título da música: Vou Deitar E Rolar (Quaquaraquaquá) / Baden Powell (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1970 / Nº Álbum: R 765.112 L / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: A
Intro: E7

PARTE I:
A6     D7M/9         C#m7  F#m7
Não venha querer se consolar
Bm7              E7
Que agora não dá mais pé
A6
Nem nunca mais vai dar

A6     D7M/9           C#m7  F#m7
Também quem mandou se levantar
Bm7              E7
Quem levantou pra sair
Em6 A7/13
Perde o lugar

Dm6       Aº       C#m7
E agora, cadê teu novo amor
F#m7        Bm7
Cadê que ele nunca funcionou
E7         A7
Cadê que nada resolveu


REFRAO:
E9          Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7        Bm9 E7  A6
Quaquaraquaquá, fui eu
E9          Ebº D7M/9 C#m7
Quaquaraquaquá, quem riu
F#m7        Bm9 E7  A6
Quaquaraquaquá, fui eu

E7
ainda sou mais eu

PARTE II:
A6     D7M/9        C#m7  F#m7
Você já entrou na de voltar
Bm7          E7
Agora fica na tua
A6
Que é melhor ficar
A6         D7M/9     C#m7  F#m7
Porque vai ser fogo me aturar
Bm7
quem cai na chuva
E7            Em6 A7/13
Só tem que se molhar

Dm6      Aº         C#m7
E agora cadê, cadê você
F#m7        Bm7
Cadê que eu não vejo mais, cadê
E7         A7
Pois é quem te viu e quem te vê


{REFRAO}

Bbº        Bm7        E9   D7M/9 C#m7      F#m7
Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Bbº    Bm7
Que deu no pira
E7           Em6
E ficou sem nada ter de seu
A7             Dm6
Ela não quis fazer fé
C#m7      F#m7
Na virada da maré
Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher, vou deitar e rolar


{PARTE II}
{REFRÃO}


(Ebº D7M/9 C#m7 F#m7)
O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingá

{REFRÃO}

quinta-feira, 16 de abril de 2009

É de lei


É de Lei (1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro - Interpretação: Elizeth Cardoso

LP Falou E Disse / Título da música: É de Lei / Baden Powell (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1970 / Nº Álbum: CLP 11592 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.



É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Quem vacilou tem
Tem, tem que dançar
Você vacilou
Eu tô vendo o barco afundar
Adeus, adeus
Vai que já voltei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Palavra de rei
Não pode faltar
Galo me avisou
Quem ajoelhou vai rezar
Cai, deitei
Mas me levantei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Não deixa cair
A colher de cal
Tempo que foi bom
Vai virar um bom temporal
Você jogou
Mas também joguei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Procurei demais
Mas foi tudo em vão
Então resolvi cancelar a procuração
Não vai chiar
Pois eu não chiei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Deixa

Vinícius de Moraes

LP Vinicius & Odette Lara / Título da música: Deixa / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Vinícius de Moraes (Intérprete) / Odette Lara (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1963 / Álbum: ME-1 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


Am7
Deixa
F7M   G7           C7M         Gm7  C7
Fale   quem quiser falar meu bem
F7M
Deixa
Dm7      E7            Am7
Deixa o coração falar também
F7M                  Am7
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Em7
Então a gente 
B7        Em7    E7       Am7
Deixa, deixa , deixa ,deixa
F7M      G7                C7M   Gm7   C7
Ninguem vive mais do que uma vez
F7M
Deixa
Dm7      E7          Am7
Diz que sim pra não dizer talvez
B7
Deixa 
E7                Am7
A paixão também existe
F#°
Deixa 
E7                    Am7
Não me deixes ficar triste

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Baden Powell - Letras, cifras e músicas


Baden Powell - Algumas músicas


































Veja também:


























Tempo de amor


Tempo de Amor (samba, 1966) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Baden Powell e Vinícius de Moraes - Participação: Quarteto em Cy

LP Os Afro-Sambas De Baden E Vinícius / Título da música: Tempo de Amor / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Baden Powell (Intérprete) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Quarteto em Cy (Partic.) / Gravadora: Forma / Ano: 1966 / Nº Álbum: FM-16 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: D#
Cm         Fm7
Ah, bem melhor seria
  G7            D#  D#/C#
Poder viver em paz
              Cm6  G9/B
Sem ter que sofrer
              Cm/Bb  Am7(b5)
Sem ter que chorar
              G#7M  G7
Sem ter que querer
               Cm
Sem ter que se dar
              Fm7
Mas tem que sofrer
               Cm
Mas tem que chorar
              Fm7
Mas tem que querer
           G7
Pra poder amar
Fm7 G7              Cm   Cm/Bb
Ah,    mundo enganador
 Abº                 G7
Paz não quer mais dizer amor

Cm         Fm7
Ah, não existe
              G7            D#  D#/C#
Coisa mais triste que ter paz
          Cm6  G9/B
E se arrepender
           Cm/Bb  Am7(b5)
E se conformar
       G#7M  G7
E se proteger
              Cm
De um amor a mais

O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu

Refém da solidão


Refém Da Solidão (samba, 1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Elizeth Cardoso

LP Elizeth Cardoso - Falou E Disse / Título da música: Refém da Solidão / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1970 / Nº Álbum: CLP 11592 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.


Tom: A#

Gm7 Gm7/F Gº   Am5-/7  D7      Gm7 F#m7 Fm7 
Quem     da solidão   fez seu bem 
          Bb7      D#7+ Am5-/7 
Vai terminar seu refém 
         D7       Gm7 
E a vida pára também 
    Gº      Am5-/7 
Não vai nem vem 
D7             Gm7 Gº 
Vira uma certa paz 
       Am5-/7   D7      Gm7 F7 
Que não faz     nem desfaz 
            Bb7       D#7+ Am5-/7 
Tornando as coisas banais 
          D7       Gm7     Gº    Am5-/7 
E o ser humano incapaz de prosseguir 
    D7           Gm7 G7 
Sem ter pra onde ir 
                C7/9      F7/9 
Infelizmente eu nada fiz 
                      Bb+ Gm7 
Não fui feliz nem infeliz 
                  A7        Am5-/7 
Eu fui somente um aprendiz 
          D7        Gm7 Gm7/F D# 
Daquilo que eu não quis 
     D7        Gm7 F#m7 Fm7 
Aprendiz de morrer 
             Bb7      D#7+ Am5-/7 
Mas pra aprender a morrer 
         D7      Gm7 
Foi necessário viver 
  Gº   Am5-/7 
E eu vivi 
    D7          G7 
Mas nunca descobri 
Cm            F7 
Se essa vida existe 
        Gm7           Gm/F 
Ou essa gente é que insiste 
D#              Gº                D7 
Em dizer que é triste ou que é feliz 
                Gm   A7 
Vendo a vida passar 
       D7            Gm7 F#m7 Fm7 
E essa vida é uma atriz 
            Bb7     D#7+ Am5-/7  D7 
Que corta o bem na raiz 
                  Gm7 
E faz do mal cicatriz 
     Gº Am5-/7    D7          Gm7 
Vai ver até   que essa vida é morte 

    Gº    Am5-/7 
E a morte é 
        D7     Gm7 
A vida que se quer

Feitinha pro poeta


Feitinha Pro Poeta (samba, 1965) - Baden Powell e Luís Fernando Freire - Intérprete: Jongo Trio

LP Jongo Trio / Título da música: Feitinha Pro Poeta / Baden Powell (Compositor) / Luís Fernando Freire (Compositor) / Jongo Trio (Intérprete) / Gravadora: Farroupilha / Ano: 1965 / Nº Álbum: LPFA-407 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Bossa Nova / Samba.


Tom: Am

 Am7/9           D7/13      G6/9
Ah! quem me dera ter a namorada
              Gm7/9  C7/13  F#7/9-
Que fosse para mim a madrugada
              B7/13-      Em7/9
De um dia que seria minha vida
                C#m7/11 F#7/9+ Bm7
E a vida que se leva é uma parada
               Am7/9  D7/13   G6/9
E quem não tem amor não tem é nada
             C7/13        F6/9
Vai ter que procurar sem descansar
                Dm7            E7/4
Tem tanta gente aí com amor pra dar
             E7         A7/9
Tão cheia de paz no coração
           Am7/9 D7/13  G6/9
Que seja carioca no balanço
               Gm7/9 C7/13  F#7/9-
E veja nos meus olhos seu descanso
              B7/13-      Em7/9
Que saiba perdoar tudo que faço
            C#m7/11 F#7/9+    Bm7
E querendo beijar me dê um abraço
             Am7/9  D7/13   G6/9
Que fale de chegar e de sorrir
             C7/13        F6/9
E nunca de chorar e de partir
                Dm7          E7/4
Que tenha uma vozinha bem macia
              E7         A7/9
E fale com carinho da poesia
              Am7/9 D7/13  G6/9
Que seja toda feita de carinho
              Gm7/9 C7/13  F#7/9-
E viva bem feliz no meu cantinho
               B7/13-        Em7/9
Que saiba aproveitar toda a alegria
            C#m7/11   F#7/9+    Bm7
E faça da tristeza o que eu faria
              Am7/9  D7/13   G6/9
Que seja na medida e nada mais
                C7/13        F6/9
Feitinha pro Vinícius de Moraes
                 Bm7        E7/9
Enfim que venha logo e ao chegar
               A7/9      Dm7   F7
Vá logo me deixando descansar
      E7 Eb7     Dm7
descansar  descansar

Velho amigo

Velho Amigo (1979) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretação: Elizeth Cardoso

LP O Inverno Do Meu Tempo / Título da música: Velho Amigo / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1979 / Nº Álbum: 403.6197 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: MPB.


G             D/F#
Nesse dia de Natal
       D/F#            C/E
Em que já não estás comigo
C/D#            G          Em        A7
Ah, deixa-me chorar ao relembrar a valsa
               D7
De um natal antigo
     G             G7
Ao chegar a velha hora
                    C7+
Eu te lembro velho amigo
  Cm7         G    Em    A7
Entrar bem devagar, me beijar
         D7     C7+
E ir chorando embora
     D7     G
Meu velho amigo
  G7            C7+
Porque foste embora
 Cm7             G                    Em
Desde que tu partiste o meu Natal é triste
 A7             D
Triste e sem aurora
      D7    G        G7        C7+
Se o céu existe, se estás lá agora
       Cm7        G
Lembra bem lá do céu
       Em        A7        D7    G
Que existe um menino sem Papai Noel

Última forma


Última Forma (bolero, 1972) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro - Interpretação: MPB-4

LP Cicatrizes / Título da música: Última Forma / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 056 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Bolero.


Intro: F6/9 C7/9

F7+ F6      Bm5-/7 E7       Am7/9 Am7
É, como eu falei    não ia durar
            Cm7      C#7           G7/9
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
                          A#7+
Hoje ou amanhã um vai se curvar
           Am7            Am6
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
      A5+/7
Você perdeu
Gm7 C7/9          Gm7   C7                  Am7  C7/9-
E sabendo com quem eu lidei não vou me prejudicar
     Cm          D7                     G7/9 Gm7/9
Nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
              A#7+                          A7
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
            D5+/7               G7/9
Com quem só quis rasgar o meu cartaz
            C7             C5+/7 F7+
E agora pra mim você não é nada mais
          Bm5-/7 E7      Am7
E qualquer um pode se enganar
          D#º       D7              G7/9
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
                    A#7+                      A7
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
        D5+/7         G7/9
Porém pra mim você morreu
           C7                F7+
Você foi castigo que Deus me deu
      E7      Am7 Am6   F7+     E7     Am7  A7
Não saberei jamais    se você mereceu perdão
Cm7           D5+/7 Gm7 Gm6  D#7+    D5+/7    Gm7
Porque eu não sou capaz   de esquecer uma ingratidão
           C5+/7  F7+
E você foi uma a mais
          E7            Am7
E qualquer um pode se enganar
          D#º       D5+/7          G7/9 Gm7/9
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
                    A#7+                     A7
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
  D5+/7              G7/9
Porém pra mim você morreu
           C5+/7             F7+
Você foi castigo que Deus me deu
        E7      Cm     D5+/7          G7/9
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
C7           F7+
E até nunca mais

Lapinha

Manuel Henrique Pereira (1895 — 1924)
conhecido como Besouro Mangangá.

Capoeirista valente, famoso em todo o estado da Bahia no começo do século, Valdemar de Tal, o Besouro Mangangá, também conhecido como sendo Cordão de Ouro, virou lenda depois de sua morte violenta, daí surgindo um refrão popular, “a música do Besouro”.  Este refrão, que Baden ouviu do baiano Canjiquinha e das moças do Quarteto em Cy, acabou servindo de base à composição “Lapinha”, vencedora da 1a Bienal do Samba, promovida pela TV Record em maio de 68:

“Quando eu morrer / me enterre na Lapinha / calça-culote paletó almofadinha.”

Elaborado com um novo parceiro, o então iniciante Paulo César Pinheiro, “Lapinha” seria mais um afro-samba que Baden acrescentava ao seu repertório e, como tal, muito apropriadamente lançado pela melhor intérprete do gênero, a cantora Elis Regina, que o defendeu na Bienal. Mas, voltando ao pitoresco refrão, a Lapinha citada, informa mestre Caymmi, “é o Largo da Lapinha, local de Salvador onde se realizam festas cívicas, como o 2 de Julho, e que jamais foi cemitério”.

Deve ter entrado no samba por sua importância como lugar tradicional, além de ser uma boa rima para “almofadinha”. Aliás, a tal “calça-culote”, que completa o traje do defunto, seja uma possível corruptela de “calça, colete”. Já o mangangá, origem do apelido, é o nome de um vespão de ferroada dolorosa e, no Nordeste, também de um besouro grande que rói determinados tipos de madeira. É ainda usado, em sentido figurado, para designar indivíduo grande, mandão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Lapinha (1968) - Paulo César Pinheiro e Baden Powell - Interpretação: Elis Regina

LP A Bienal Do Samba / Título da música: Lapinha / Baden Powell (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Nº Álbum: R 765.044 L / Ano: 1968 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB / Folclore.

Tom: C  

A7        D7M
Quando eu morrer
  Em7     A7      D7M
Me enterre na Lapinha
A7         D7M
Quando eu morrer
 Em7       A7   D7M
Me enterre na Lapinha
B7/13   E7/G#    A7/G      D/F#
Calça “culote", paletó, almofadinha.
B7/13   E7/G#    A7/G      D/F#         A7(b5)
Calça “culote", paletó, almofadinha.

Dm7    Dm7/C        G7/B
Sai, minha mágoa sai de mim
Gm6/Bb           Dm7  F  Em7(b5) A7(b5)
Há tanto coração ruim
Dm7  Dm7/C  Bm7(b5) E7(b9) Am7
Ai a verdade sempre dói
   B7/13b            Em7(b5) A7(b5)
E, às vezes, traz um mal amais.
Dm7    Dm7/C           G7/B
Ai! Só me fez dilacerar
Gm6/Bb    A7(b5)   Am7(b5)  D7(b9)
ver tanta gente se entregar
 Gm7  C7/9     F7M
Mas não me conformei
Bb7M        Em7(b9)
Indo contra a lei
A7(b5)         Am7(b5)   D7
sei que não me arrependi
Gm7   C7/9      F7M      Bb7M   Em7(b9)
Tenho um pedido só o último, talvez,
          A7/13
Antes de partir.

A7         D7M
Quando eu morrer
  Em7     A7   D7M
Me enterre na Lapinha
A7      D7M
Quando eu morrer
 Em7   A7        D7M
Me enterre na Lapinha
B7/13   E7/G#    A7/G   D/F#
Calça “culote", paletó, almofadinha.
B7/13   E7/G#    A7/G   D/F#           A7(b5)
Calça “culote", paletó, almofadinha.

Letra

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Vai meu lamento vai contar
Toda tristeza de viver
Ai a verdade sempre trai
E às vezes traz um mal a mais
Ai só me fez dilacerar
Ver tanta gente se entregar
Mas não me conformei
Indo contra lei
Sei que não me arrependi
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Sai minha mágoa
Sai de mim
Há tanto coração ruim
Ai é tão desesperador
O amor perder do desamor
Ah tanto erro eu vi, lutei
E como perdedor gritei
Que eu sou um homem só
Sem saber mudar
Nunca mais vou lastimar
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Adeus Bahia, zum-zum-zum
Cordão de ouro
Eu vou partir porque mataram meu besouro

Tempo feliz


Tempo feliz (samba, 1966) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretação: Ciro Monteiro.

LP De Vinicius E Baden Powell Especialmente Para Ciro Monteiro / Título da música: Tempo feliz / Baden Powell (Compositor) / Vinicius de Moraes (Compositor) / Intérprete: Ciro Monteiro / Gravadora: Elenco / Ano: 1965 / Álbum: ME-24/ Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.


Tom: D

Intro: G/A

A/G                 D6/F#     F° A/G
Feliz o tempo que passou, passou
                     D6/F# F° F#m5-/7
Tempo tão cheio de recordações
           B7                 E/D
Tantas canções ele deixou, deixou
    E7                     Em7 A/G
Trazendo paz a tantos corações
                         D6/F# F° Em7
Que som mais lindo havia pelo ar
            A7      Am7 D7
Quanta alegria de viver
G7+       G#°               D/A
Ah, meu amor que tristeza me dá
             Bm7        E7/9
Ver o dia querendo amanhecer
A6/7       D6/F#
E ninguém cantar
B5+/7    Em7 A6/7 D6/F#
Mas meu bem deixa estar
B5+/7 E7/9  A6/7 Am7 D7
Tempo vai, tempo vem
G7+         G#°               D/A
E quando um dia esse tempo voltar
                Bm7
Eu nem quero pensar
           E7/9
No que vai ser
 A6/7    D6/F#
Até o sol raiar

Canto do Caboclo Pedra Preta


Canto do Caboclo Pedra Preta (1966) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Baden Powell e Vinícius de Moraes - Participação: Quarteto em Cy

LP Os Afro-Sambas De Baden E Vinícius / Título da música: Canto do Caboclo Pedra Preta / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Baden Powell (Intérprete) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Quarteto em Cy (Partic.) / Gravadora: Forma / Ano: 1966 / Nº Álbum: FM-16 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.



Pandeiro não quer que eu sambe aqui
Viola não quer que eu vá embora

Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola

Pandeiro quando toca faz Pedra-Preta chegar
Viola quando toca faz Pedra-Preta sambar

O pandeiro diz: Pedra-Preta não samba aqui, não
A viola diz: Pedra-Preta não sai daqui, não

Pedra-Preta diz: Pandeiro tem que pandeirar
Pedra-Preta diz: Viola tem que violar

O galo no terreiro fora de hora cantou
Pandeiro foi-se embora e Pedra-Preta gritou:

Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola

Canto de Iemanjá


Canto de Iemanjá - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Baden Powell e Vinícius de Moraes - Participação: Quarteto em Cy

LP Os Afro-Sambas De Baden E Vinícius / Título da música: Canto de Iemanjá / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Baden Powell (Intérprete) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Quarteto em Cy (Partic.) / Gravadora: Forma / Ano: 1966 / Nº Álbum: FM-16 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.



Iemanjá, Iemanjá
Iemanjá é dona Janaína que vem
Iemanjá, Iemanjá
Iemanjá é muita tristeza que vem

Vem do luar no céu
Vem do luar
No mar coberto de flor, meu bem
De Iemanjá
De Iemanjá a cantar o amor
E a se mirar
Na lua triste no céu, meu bem
Triste no mar

Se você quiser amar
Se você quiser amor
Vem comigo a Salvador
Para ouvir Iemanjá

A cantar, na maré que vai
E na maré que vem
Do fim, mais do fim, do mar
Bem mais além
Bem mais além do que o fim do mar
Bem mais além

Canto de Xangô


Canto de Xangô (samba, 1966) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Baden Powell e Vinícius de Moraes - Participação: Quarteto em Cy

LP Os Afro-Sambas De Baden E Vinícius / Título da música: Canto de Xangô / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Baden Powell (Intérprete) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Quarteto em Cy (Partic.) / Gravadora: Forma / Ano: 1966 / Nº Álbum: FM-16 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em7

       Em7             Am7  
Eu vim de bem longe Eu vim,
                        Em7  Am7
nem sei mais de onde é que eu vim
    Em7          Am7                   Em7
Sou filho de Rei Muito lutei pra ser o que eu sou
          Am7   D7            G       B7/F#      
Eu sou negro de cor      mas tudo é só amor   
Em7   Am7
em mim
          Em7  Am7       Em7  Am7
Tudo é só amor,        para mim
       Em7
Xangô Agodô
                 Am7   D7
Hoje é tempo de amor
             G    B7/F#       Em7  B7/D#
Hoje é tempo de dor,       em mim
      Em7  B7
Xangô Agodô
Em/G    B7/F#         Em7    Bm7
Salve , Xangô,    meu Rei Senhor
Em7       D7  G   B7
Salve meu orixá
Em7        B7/D#  Em/D   C#m7(b5)  
Tem sete   cores     sua    cor
 C7M            B7      Bb°   Am7
sete dias para a gente amar
Em/G     B7/F#      Em7   Bm7
Salve Xangô,          meu Rei Senhor
Em7      D7   G   B7
Salve meu orixá
Em7      B7/D#    Em/D  C#m7(b5)
Tem sete cores     sua       cor
  C7M              B7     Em7
sete dias para a gente amar
            Am7   D7
Mas amar é sofrer
            G  B7/F#  Em7  Am7
Mas amar é morrer     de dor
          Em7  Am7    Em7  Am7
Xangô, meu Senhor,     sarava!
         Em7
Me faça sofrer
           Am7   D7
Ah me faça morrer
            G   B7/F#   Em7  Am7
Mas me faça morrer        de amar
         Em7 Am7    Em7  Am7            Em7
Xangô, meu Senhor,     sarava!    Xangô Agodô

Bocochê


Bocochê (samba, 1965) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Baden Powell e Vinícius de Moraes - Participação: Quarteto em Cy

LP Os Afro-Sambas De Baden E Vinícius / Título da música: Bocochê / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Baden Powell (Intérprete) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Quarteto em Cy (Partic.) / Gravadora: Forma / Ano: 1966 / Nº Álbum: FM-16 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.



Menina bonita pra onde "quo'cê" vai
Menina bonita pra onde "quo'cê" vai
Vou procurar o meu lindo amor
No fundo do mar
Vou procurar o meu lindo amor
No fundo do mar

É onda que vai
É onda que vem
É vida que vai
Não volta ninguém

Foi e nunca mais voltou
Nunca mais! Nunca mais!
Triste, triste me deixou

(Nhem, nhem, nhem)
É onda que vai
É onda que vem
(Nhem, nhem, nhem)
É vida que vai
Não volta ninguém
Menina bonita não vá para o mar
Menina bonita não vá para o mar
Vou me casar com meu lindo amor
No fundo do mar
Vou me casar com meu lindo amor
No fundo do mar

(Nhem, nhem, nhem)
É onda que vai
É onda que vem
(Nhem, nhem, nhem)
É a vida que vai
Não volta ninguém
Menina bonita que foi para o mar
Menina bonita que foi para o mar
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá
Dorme, meu bem
Que você também é Iemanjá

Tristeza e solidão


Tristeza e Solidão (samba, 1963) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Baden Powell e Vinícius de Moraes - Participação: Quarteto em Cy

LP Os Afro-Sambas De Baden E Vinícius / Título da música: Tristeza E Solidão / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Baden Powell (Intérprete) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Quarteto em Cy (Partic.) / Gravadora: Forma / Ano: 1966 / Nº Álbum: FM-16 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


Tom: G

Dm                 Gm7/D
Sou da linha de umbanda
Dm              C4 C7(4)
Vou no babalaô
       Bb7M     Am7   Gm7      Am7
Para pedir pra ela voltar pra mim
Riff 1*                                     A7(b13)
Porque assim eu sei que vou morrer de dor

Riff 1
E|---------------------------|
B|---------3-1---------------|
G|-------2-----3-2-0---------|
D|---0h3-------------3-0-----|
A|-----------------------1-1-|
D|---------------------------|

Dm  Gm7/D       Dm   D9
E... la    não sabe
           Dm        Dm/C     D°
Quanta tristeza cabe numa solidão
Em7(b5)  A7(b13)          Dm7
Eu...     sei que ela não pensa
Bb7M            Gm7
Quanto a indiferença
Am7         Dm7          G/D
Dói num coração   (lara laia laia)

Dm     Gm7/D      Dm    (D9)
Se e... la     soubesse
          Dm           Dm/C              D°
O que acontece quando estou tão triste assim
Em7(b5)  A7(b13)   Dm7
Mas...  ela me condena
Bb7M        Gm7
Ela não tem pena
Am7           Dm7          G/D
Não tem dó de mim  (lara laia laia)
Letra:

Ela não sabe
Quanta tristeza cabe numa solidão
Eu sei que ela não pensa
Quanto a indiferença
Dói num coração

Se ela soubesse
O que acontece quando estou tão triste assim
Mas ela me condena
Ela não tem pena
Não tem dó de mim

Sou da linha de umbanda
Vou no babalaô
Para pedir pra ela voltar pra mim
Porque assim eu sei que vou morrer de dor

Berimbau

Em que pese a qualidade de outras composições de Baden e Vinícius, o melhor da parceria são os chamados afro-sambas. Esta série inspirou-se em um elepê sobre sambas de roda e pontos de macumba, gravados nos terreiros da Bahia, que Vinícius ganhara do compositor baiano Carlos Coqueijo.

O primeiro afro-samba a se destacar foi “Berimbau”. Tendo a parte inicial calcada no som monocórdico desse instrumento e em cuja letra ressaltam alguns versos ideológicos (“O dinheiro de quem não dá / é o trabalho de quem não tem”), o samba explode na segunda parte, com um refrão vibrante e agressivo (“Capoeira me mandou / dizer que já chegou / chegou para lutar”), que é sustentado por um ritmo forte de candomblé.

Com tais características, “Berimbau” contrasta com o suave “Samba em Prelúdio”, sucesso anterior da dupla. Frequentemente executado pelos trios instrumentais que proliferavam na época no rastro do Tamba Trio, “Berimbau”, cujo sucesso tornou esse instrumento conhecido em todo o país, também recebeu grandes interpretações vocais, além de algumas gravações do próprio Baden, que o executou várias vezes no programa “O Fino da Bossa” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Berimbau (samba, 1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérprete: Vinícius de Moraes

LP Première / Título da música: Berimbau / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1963 / Álbum: ME-6 / Gênero musical: Samba.

Intro: (Dm7 G/D) (Dm Am7)

O "(Dm7 G/D)" é feito assim:
e|--1-1-3--1-1-3--1-1-1--1-1-1--1-1-3-| 
B|--1-1-3--1-1-3--1-1-1--1-1-1--1-1-3-| 
G|--2-2-0--2-2-0--2-2-2--2-2-2--2-2-0-| 
D|--0-0-0--0-0-0--0-0-0--0-0-0--0-0-0-|

Dm                       Am7
Quem é homem de bem não trai
                         Dm
O amor que lhe quer seu bem
                            Am7
Quem diz muito que vai, não vai
                        Dm
Assim como não vai, não vem
                         Am7
Quem de dentro de si não sai
                       Dm
Vai morrer sem amar ninguém
                       Am7
O dinheiro de quem não dá
                         Dm
É o trabalho de quem não tem
                       Am7
Capoeira que é bom não cai
                           (Dm7 G/D)
Mas se um dia ele cai, cai bem

Gm7 C7         F7+   F7            Bb7
Capoeira me mandou dizer que já chegou
 A7           Dm D7
Chegou para lutar
Gm7  C7           F7+     F7            Bb7
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
    A7        Dm  
Tristeza, camará

Ponte: 2 vezes

e|------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
B|------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
G|------------------------------0-0--0--2-2--2-0----|
D|----------0h3-------------------------------------|
A|-0--3--5-------5--3--0----------------------------|
E|------------------------1--3----------------------|

Dm        Am7      Dm            Am7      Dm
Se não tivesse o amor (Se não tivesse o amor)
          Am7       Dm             Am7       Dm 
Se não tivesse essa dor (Se não tivesse essa dor)
            Am7     Dm               Am7     Dm
E se não tivesse sofrer (E se não tivesse sofrer)
            Am7      Dm              Am7     Dm 
E se não tivesse chorar (E se não tivesse chorar)

Essa parte é cantada com o solo da Ponte: 2 vezes
   Me-lhor e-ra   tu-do se a-ca-bar (Melhor era tudo se acabar)

e|----------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
B|----------------------------------3-3--3--1-1--1-3----|
G|----------------------------------0-0--0--2-2--2-0----|
D|----------0h3-----------------------------------------|
A|-0--3--5-------5--3--0--------------------------------|
E|---------------------------1--3-----------------------|

    Gm7  A7  Dm7      
Eu amei,    amei demais
          Bb7M                 C7             A7
o que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
      Gm7  A7    Dm7      
Eu chorei,    perdi a paz
             F                             Am7
mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais,
            (Dm7 G/D) 
mais do que eu

Gm7 C7         F7+   F7            Bb7
Capoeira me mandou dizer que já chegou
 A7           Dm   D7
Chegou para lutar
Gm7  C7           F7+     F7            Bb7
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
    A7        Dm  
Tristeza, camará

Dm7  G/D
Ê Ê Camará
Ê Ê Camará

Formosa (Baden Powell)



Formosa (samba, 1963-1964) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretações: Elis Regina, Baden Powell e Cyro Monteiro.

CD Elis Regina No Fino da Bossa - Ao Vivo / Título da música: Formosa / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Baden Powell (Intérprete) / Gravadora: Velas / Ano: 1994 / Álbum: 11-V030.V1 / Disco 1 / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


Tom: C  

G6  G7        C7M
Formosa , não faz assim .
  Bm5-/7  E7/9-      Am7  D79
Cari   nho    não é ruim.
            G6  Em7
Mulher que nega.
          Am F#5-/7 B7/9-
Não sabe não
Em7          F#5-/7
Tem algo de menos
B7/9-   Em   A7 Am7 D7/9-
No seu coração
G6   G7         C7M
Formosa,   não faz assim
  Bm5-/7  E7/9-       Am7  D79
Cari    nho    não é ruim
           G6  Em7
Mulher que nega
          Am F#5-/7 B7/9-
Não sabe não
Em7          F#5-/7
Tem algo de menos

B7/9-    Em   A7 Dm7
No seu  coração
G6/7    C7M                  C#m5-/7
A gente nasce ,  a  gente  cresce
         G7    G6 G7/6
A gente quer amar
           C7M
Mulher que nega
      C#m5-/7      G7   G6 G7/6
Nega oque não é para negar
          C7M              C#7/5-
A gente  pega,  a gente  entrega
          G7 F#7  F7 E7
A gente quer    morrer
Am7                  D7/9-
Ninguém tem nada de bom
        G6 G7M D
Sem sofrer.

Bom dia, amigo


Bom Dia Amigo (1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretação: Mário Telles

LP Mário Telles / Título da música: Bom Dia Amigo / Vinícius de Moraes (Compositor) / Baden Powell (Compositor) / Mário Telles (Intérprete) / Gravadora: CBS / Ano: 1964 / Nº Álbum: 37353 / Lado A / Faixa 1.


C  Am     Dm7  G7 
Bom di--a,   ami---go 
       C    Am      Dm7   G7 
Que a paz  se-ja conti----go 
   C7(9)      F7M     G7 
Eu vim     so-men-te dizer 
          C     G7   
Que eu te a-mo tanto 
            Am  Dm  C6 
Que vou morrer 
  G7           Am  C   
A-mi--go... adeus 

Labareda


Labareda (samba, 1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Intérpretes: Vinícius de Moraes e Odette Lara

LP Vinícius & Odette Lara / Título da música: Labareda / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Vinícius de Moraes (Intérprete) / Odette Lara (Intérprete) / Gravadora: Elenco / Ano: 1963 / Nº Álbum: ME-1 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB.



Oh, labareda te encostou
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te queimou
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te matou
Lá vai, lá vai, labareda

Te matou de tanto amor
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te encostou
Lá vai, lá vai, labareda

Oh, labareda te matou
Lá vai, lá vai, labareda

Te matou de tanto amor
Lá vai, lá vai, labareda

Labareda
O teu nome é mulher
Quem te quer
Quer perder o coração
Rosa ardente
Bailarina da ilusão
Mata a gente
Mata de paixão

Labareda
Fogo que parece amor
Tua dança
É a chama de uma flor
Labareda
Quem te vê assim dançar
Em teus braços
Logo quer queimar
letras de