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sábado, 17 de abril de 2010

Dom Salvador


Dom Salvador (Salvador da Silva Filho), instrumentista e compositor, nasceu em Rio Claro SP, em 12/9/1938. Iniciou a carreira aos 12 anos, tocando piano em orquestra. Em 1961 já era pianista conhecido, mas passou a ter maior sucesso atuando na boate Lancaster, em São Paulo SP, ponto de encontro dos músicos do jazz.

A convite do baterista Dom Um, foi trabalhar no Rio de Janeiro RJ, integrando o Copa Trio. Com o grupo atuou em boates do Beco das Garrafas, em Copacabana, acompanhando shows de Elis Regina, Quarteto em Cy e Jorge Ben.

Em 1965, ainda atuando no Beco das Garrafas, formou o Rio-65 trio, com Edison Machado (bateria) e Sérgio Barroso (contrabaixo), participando de shows e gravando discos.

No ano seguinte o trio foi para a Europa, apresentando-se em nove países com Edu Lobo, Sylvia Telles, Rubens Bassini e Rosinha de Valença. Com o sucesso, o grupo gravou um LP na República Federal da Alemanha, destacando-se uma música sua, Meu fraco é café forte.

Em 1966, com Copinha, Chico Batera e Sérgio Barroso, foi para os EUA, atuando em Nova York, Minneapolis e no Texas. Mais tarde, retornou aos E.U.A. acompanhando Elza Soares no Hotel Waldorf Astoria, de Nova York. De volta ao Brasil, afastou-se dos shows e atuou em várias gravações, além de ter viajado por outros países, pesquisando música.

Em 1970, formou um grupo somente com músicos negros, o Abolição, tendo Darci no trompete, Oberdã no sax-tenor e flauta, Serginho no trombone, Lulu na bateria e vocal, Rubão Sabino no contrabaixo, Nelsinho na tumbadora, Mariá cantando e ele ao piano e acordeom. No ano seguinte, o grupo gravou um LP pela CBS.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Cadê Teresa


Cadê Tereza (samba, 1969) - Jorge Ben Jor - Intérprete: Os Originais do Samba

LP Os Originais Do Samba / Título da música: Cadê Tereza / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Os Originais do Samba (Intérprete) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Part.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1969 / Nº Álbum: BBL 1475 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: D
Introdução: Bm E (4x)  Em A7

Em   A7   D7+
Cadê Tereza, 
             Em    A7    D7+
    lá lá lá lá lá lá lá lá  (2x)
Em            A7          Em     A7
Tereza foi a um samba lá no morro,
            D7+
 e não me avisou
Em                                             F#
será que arrumou outro crioulo pois ainda não voltou
Em   A7   D7+            Em    A7    D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá  (2x)

  Em          A7          Em          A7         D7+
Tereza, minha nêga, minha musa, gosto muito de você
Em                                           F#
sou um malandro enciumado, machucado que espera por você

                   Bm7              E7
Juro por Deus, se você voltar
Bm7          E7
eu vou me regenerar
Bm7                     E7
jogo fora meu chinelo, meu baralho
Bm7              E7
e a minha navalha e vou trabalhar
Bm7                     E7
jogo fora meu chinelo, meu baralho
Bm7              E7
e a minha navalha e vou trabalhar

Em   A7   D7+            Em    A7    D7+
Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Xica da Silva


Xica da Silva (1976) - Jorge Benjor - Intérprete: Jorge Benjor

LP Jorge Ben - África Brasil / Título da música: Xica da Silva / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1976 / Nº Álbum: 6349 187 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: MPB.


Intro: Gm F

        (Gm  F)
Refrão: Xica da, Xica da
Xica da Silva
a negra (2x)

Verso 1:

Xica da silva a nega, a negra,
de escrava amante mulher,
mulher, do fiscal do tratador
João Fernandes, ai ai ai

Refrão

Verso 2:

A imperatriz do Tijuco, a dona de Diamantina,
morava com a sua corte cercada de belas mucamas,
num castelo na chácara da palha
de arquitetura sólida e requintada,
onde tinha até um lago artificial
e uma luxuosa galera
que seu amor João Fernandes o tratador
mandou fazer só para ela
ai ai ai

Refrão

Verso 3:

Muito rica e invejada, temida e odiada,
pois com as suas perucas
cada uma de uma cor, joias, roupas, exóticas
das índias, Lisboa e Paris
a negra era obrigada, a ser recebida
como uma grande senhora
da corte do rei Luís
da corte do rei Luís
ai ai ai ai ai

Refrão

Taj Mahal


Taj Mahal (1972) - Jorge Ben - Intérprete: Jorge Ben Jor

LP Ben / Título da música: Taj Mahal / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 047 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Canção.


Tom: A

Bm7                 C#m7      F#m
Foi a mais linda história de amor
          Bm7       C#m7          F#m
Que me contaram e agora eu vou contar
     Bm7                 C#m7          F#m
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal
     Bm7                 C#m7          F#m
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal

Bm7  C#m7  F#m
Tê tê teteretete,  (4x)

(Bm7  C#m7  F#m
Taj Mahal
Taj Mahallll
Taj Mahallll

Bm7              E7/9      F#m
Foi uma linda história de amor
          Bm7       E7/9          F#m
Que me contaram e agora eu vou contar
     Bm7                 C#m7          F#m
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal
     Bm7                 C#m7          F#m
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal

Pê pê pê pe pepeperepê
(Piano play, piano play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(Bass play, bass play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(Drum play, drum play...)
Pê pê pê pe pepeperepê
(Violino play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(a percussão...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(Guitarra play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
Contagem regressiva para o fim:
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Os alquimistas estão chegando os alquimistas


Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas (1974) - Jorge Benjor - Intérprete: Jorge Benjor

LP A Tábua De Esmeralda / Título da música: Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1974 / Nº Álbum: 6349 083 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-rock / MPB.


Intro:  D7  

   A7  D7   A7 D7    A7
Oooo     Oooo     Oooo
G7        A7               D7          
Os alquimistas estão chegando
G7         A7             D7         
Estão chegando os alquimistas
G7        A7             D7
Os alquimistas estão chegando
G7        A7              D7         
Estão chegando os alquimistas
A7  D7   A7    G7   A7
Oooo     Oooo    Ee   Ee

G7                          A7
Eles são discretos e silenciosos
G7                     A7
Moram bem longe dos homens
G7                                                
Escolhem com carinho a hora
A7
E o tempo de seu precioso trabalho
G7                      A7
São pacientes, passivos e perseverantes
G7                           A7
Executam, segundo as regras herméticas
G7                 A7
Desde a trituração à fixação
G7               A7
A destilação e a coagulação
G7                 A7
Trazem consigo cadinhos
G7                  A7
Vasos de vidro, potes de louça
G7             A7
Todos bem e iluminados
G7                          A7
Evitam qualquer relação com pessoas
G7
De temperamento sórdido
A7        
De temperamento sórdido
G7  A7   G7  A7
Ee  Ee   Ee  Ee

G7        A7               D7          
Os alquimistas estão chegando
G7         A7             D7         
Estão chegando os alquimistas
G7        A7             D7
Os alquimistas estão chegando
G7        A7              D7         
Estão chegando os alquimistas
A7  D7   A7 D7    A7
Oooo     Oooo     Oooo...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Jorge Ben Jor


Jorge Duílio Lima Meneses nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22 de Março de 1942. Filho de Augusto Meneses, estivador, feirante, pandeirista do bloco carioca Cometas do Bispo, cantor e compositor carnavalesco, e de Silvia Saint Ben Lima, etíope, morava numa favela da Rua do Bispo, no bairro de Rio Comprido.


Aos 13 anos ganhou um pandeiro e começou a tocar num regional; aos 15, cantava no coro da igreja do Colégio Diocesano São José, onde fez o ginásio. Gostava muito de jogar futebol e chegou, inclusive, a integrar a equipe infanto-juvenil do Flamengo. Aos 18 anos, quando servia o Exército, a mãe lhe deu um violão e um método para principiantes.

Tocando e cantando bossa nova, rock e twist, costumava apresentar-se em festinhas de amigos. Por 1961, o contrabaixista do Copa Trio, Manuel Gusmão, convidou-o para ensaiar com seu conjunto. Nessa época, Zé Maria, organista e líder de conjunto que se apresentava no Beco das Garrafas, descobriu-o e levou-o como pandeirista para se apresentar no Little Club, e, logo depois, no Bottle’s, tocando violão e cantando suas musicas. Ainda por volta de 1961, atuou como cantor de rock na boate Plaza, em Copacabana.

Em 1963 voltou ao Bottle’s, acompanhado pelo Copa Cinco (Meireles no sax, Pedro Paulo no trompete, Toninho no piano, Dom Um na bateria e Manuel Gusmão no baixo) e Zé Maria colocou duas músicas suas – Mas que nada e Por causa de você –, no LP Tudo azul, de cuja gravação o compositor participou como ritmista e como cantor do coro. No dia seguinte foi contratado pela Philips e lançou o primeiro 78 rpm, com essas músicas, acompanhado pelo Copa Cinco, obtendo grande êxito. Também desse ano e o primeiro LP, Samba esquema novo, também de grande sucesso, e o segundo, Sacudin Ben samba.

Em 1964 sua composição Chove chuva foi gravada ao vivo, no Teatro Paramount, e incluída no terceiro LP, Ben é samba bom. No ano seguinte, a convite do Ministério das Relações Exteriores, foi aos EUA, onde, durante três meses, se apresentou em universidades e clubes. De volta ao Brasil, encontrou dificuldades em se situar no panorama musical brasileiro, dividido entre o iê-iê-iê da Jovem Guarda e os sambas e marchas carregados de conteúdo social.

Essa situação, agravada pelo relativo fracasso de seus dois últimos LPs, provocou incidentes embaraçosos: depois de ensaiar para o programa da TV Record O Fino da Bossa, foi excluído pouco antes de entrar no palco, por ter se apresentado, no dia anterior, a convite de Roberto Carlos, no programa Jovem Guarda da mesma emissora, cantando Agora ninguém chora mais, bem recebida pelo publico do auditório.

Enquanto Mas que nada e Chove chuva chegavam as paradas de sucesso, nos EUA, lançados por Sérgio Mendes, e, em seguida, suas músicas Zazueira e Nena naná eram gravadas, respectivamente, por Herp Albert e José Feliciano, sua carreira atravessava momento difícil: os três compactos seguintes, lançados pela Mocambo, foram recebidos com frieza pelo público e pela crítica.

Um dos responsáveis pela fixação do funk na cultura carioca e pela injeção da soul music no samba, gravou em 1967 o LP O Bidu – Silêncios no Brooklin, que incluía maracatus misturados ao rock’n roll. Somente no final de 1968 suas composições reencontraram o caminho do sucesso, depois de apresentação como convidado no programa Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, na TV Tupi.

Nos primeiros meses de 1969 teve êxito com Cadê Teresa, Que pena, Que maravilha (com Toquinho), Minha menina, Domingas, País tropical. No mesmo ano participou do IV FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro, com Charles Anjo 45 e, em 1970, apresentou Eu também quero mocotó, no V FIC, interpretada pelo maestro Erlon Chaves, a Banda Veneno e o Trio Mocotó.

Ainda nesse ano sua musica Domingas foi muito aplaudida no MIDEM, em Cannes, França. Em 1972 fez temporadas na Itália, Portugal e Japão, onde chegou a gravar um LP ao vivo. Participou em 1972 do VII FIC, com a música Fio Maravilha, classificada em primeiro lugar na interpretação de Maria Alcina.

Em 1974 lançou dois LPs bem sucedidos: Jorge Ben – dez anos depois e Os alquimistas estão chegando. No ano seguinte gravou, com Gilberto Gil, um álbum duplo intitulado Gil-Jorge, e realizou apresentação única no Teatro Sistina, em Roma, Itália, gravada ao vivo pela televisão italiana. Nos anos de 1980, popularizou-se no exterior.

Em 1989 lançou o LP Alô, alô, como vai?, pela Som Livre, que alem da canção-título inclui Cae, cae, Caetano, Lady Benedicta e A cegonha me deixou em Madureira. Em 1989, por problemas de direitos autorais, alterou seu sobrenome para Jorge Ben Jor. Em 1990 lançou W Brasil e, em 1991, Jorge Ben Jor ao vivo no Rio.

Em 1995 lançou o CD World dance, pela WEA, com os sucessos Pisada de elefante, W/ Brasil e Alcohol, todas de sua autoria. No mesmo ano, foi contratado pela Sony e lançou Homo Sapiens, que inclui o sucesso Gostosa, além de Rabo preso e da música em espanhol Maria Luísa.

Em novembro de 1997, lançou o CD Músicas para tocar em elevador (Sony), com participações de Carlinhos Brown, Paralamas do Sucesso e Fernanda Abreu, entre outros artistas. (Página dedicada ao amigo Simone Morini, Itália).

Em 2002, gravou, no estúdio do Polo de Cine e Vídeo, no Rio de Janeiro, o "Acústico Jorge Benjor" (CD, DVD e musical de televisão), com arranjos de Lincoln Olivetti e produção musical de Paulinho Tapajós, acompanhado de duas bandas. Nesse mesmo ano, também acompanhado da Admiral Jorge V, da Banda do Zé Pretinho e de uma orquestra de cordas sob a regência de Lincoln Olivetti, apresentou-se no Via Funchal (SP) e no ATL Hall (RJ).

Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva). Nesse mesmo ano, fez show no Noites Cariocas, no Morro da Urca (RJ).

Em 2005, apresentou-se no espaço Oi Noites Cariocas, no Morro da Urca (RJ). Nesse mesmo ano, lançou o CD "Reactivus amor est", contendo as composições inéditas "Mexe mexe", "Gabriel, Rafael, Miguel", "O rei é Rosa Cruz", "Sãos e salvos", "Zé Blueman", "História do homem", "Janaína Argentina", "Eu bem que lhe avisei", "Tupinambás", "O nome do rei é Pelé", "Desligado", "Hoje é dia de festa", "Maria Helena e Chiquinho", "Funk Astrid", "Turba Philosophorum" e "C 589".

No dia 23 de abril de 2007, apresentou-se ao lado de Jorge Vercilo, Jorge Mautner e Jorge Aragão na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em show que reuniu os “Jorges” da música brasileira em homenagem a São Jorge. O registro ao vivo do show, com direção musical de Rildo Hora e canja especial de Gilberto Gil, foi lançado, nesse mesmo ano, no CD e DVD "Coisa de Jorge".

Em 2009, foi lançada a caixa “Salve, Jorge!”, com os 13 álbuns gravados para a Philips (hoje Universal), desde “Samba esquema novo”, de 1963, até “África Brasil", de 1976, e trazendo ainda um CD duplo com raridades de estúdio, entre as quais “Camisa 12”, “Os Mentes Claras”, “Salve América” e “Silvia Lenheira”.

Em 2012, fez show na Praia do Pontal, em Paraty, para gravação em CD e DVD do projeto especial "Luau MTV Jorge Benjor", tendo a seu lado Lorival Costa (teclado), Dadi (baixo), Lucas Real Fernandes (bateria), Neném da Cuíca e ainda um naipe de sopros formado por Marlon Sette, Altair Martins e Jean Arnoult. Nesse mesmo ano, e com os mesmos músicos, apresentou-se no Circo Voador (RJ) e nos espaços Fundição Progresso e Citibank Hall (RJ). Também em 2012, entrou na web o documentário “Imbatível ao extremo: assim é Jorge Ben Jor!”, especial em 10 capítulos sobre sua trajetória artística dirigido e roteirizado por Paulo da Costa e Silva para a Rádio Batuta do Instituto Moreira Salles, com produção de Paulo da Costa e Silva, Adriana Maciel e Heloisa Tapajós.

Em 2013, encerrou, com dois dias de show, a Programação de Verão do Circo Voador.

Algumas músicas





















































Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; Dicionário Cravo Albin da MPB.

domingo, 12 de novembro de 2006

Charles Anjo 45

Depois de uma fase sem grandes sucessos, que se seguiu ao estouro inicial em 63, a estrela de Jorge Ben voltou a brilhar em 1969 com “Charles, Anjo 45”, “País Tropical”, “Que Pena”, “Cadê Teresa”, isso sem falar em “Crioula”, “Domingas” e “Que Maravilha”, feita com Toquinho, uma de suas raras parcerias Todas essas composições, com exceção da última, faziam parte do elepê Jorge Ben, lançado no final de 69, cuja importância rivaliza com a do disco de 63.

Jorge  Ben
Concorrente no IV FIC, “Charles, Anjo 45” é um samba de estrutura melódico-harmônica muito simples, sustentada por forte percussão, características habituais na obra de Ben. Seu ponto alto é a longa letra, que narra as aventuras e desventuras do personagem Charles (fictício, segundo O autor), um “Robin Hood dos morros”, marginal “protetor dos fracos e dos oprimidos”: “Oba, oba, oba, Charles / como é que é my friend Charles? / como vão as coisas, Charles?...”. Mas, um dia Charles “marcou bobeira e foi sem querer, umas férias numa colônia penal”. Então, Jorge Ben arremata o samba vaticinando a volta triunfal de seu anti-herói para restabelecer a felicidade no morro.

Chocante por sua temática transgressora, “Charles. 45” antecipou em vários anos o samba ácido de Bezerra da Silva e até o próprio rap, pois é em parte recitado, sendo ainda premonitório sobre a situação dos morros cariocas, atingidos pela expansão do tráfico de drogas. Embora vaiada por parte da platéia, a composição alcançou imediata popularidade, que cresceria nos meses seguintes, principalmente depois de ser levada ao Midem em Cannes, juntamente com outros sucessos de Ben.

Nessas apresentações e também na faixa incluída no elepê, o compositor cantou apoiado pelo Trio Mocotó — Nereu (pandeiro), Fritz (cuíca e violão) e Joãozinho Paraíba (atabaque) —, cujos componentes atuavam separadamente e se juntaram para acompanhá-lo. A aproximação aconteceu no Jogral, bar paulistano de Luís Carlos Paraná, onde os três participavam das “canjas” de Jorge, frequentador do estabelecimento. No auge dessa sua grande fase, Jorge seria adotado pelo tropicalismo, tendo por várias vezes tomado parte no programa de televisão “Divino, Maravilhoso” (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Charles Anjo 45 (1969) - Jorge Ben - Intérprete: Jorge Ben Jor

LP Jorge Ben / Título da música: Charles, Anjo 45 / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1969 / Nº Álbum: R 765.100 L / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: MPB.

Verso 1
Am                D               Am   D
Protetor dos fracos e dos oprimidos
Am                  D
Robin Hood dos morros
Am               D
Rei da malandragem
Am                 D   Am             D
Um homem de verdade   com muita coragem
Am               D
Só porque, porque, porque
Am                   D
Charles marcou bobeira
Am            D    Am                 D
Foi tirar férias forçadas    numa colônia penal, oba
  :Am      D          G     C
R :   Oba, oba, oba Charles
e :Am      D             G      C
f :   Como é my friend Charles
r :Am    D               G      C
ã :Como vão as coisas, Charles?
o :Am       D  Am  D
:Charles,   anjo 45
Verso 2
Am          D     Am       D
Mas Deus é justo e   verdadeiro
Am       D             Am             D
E antes de acabar as férias, nosso Charles vai voltar
Am                 D
Para alegria geral
Am                     D
Antecipando o carnaval
Am              D
Vai ter batucada
Am   
Missa em ação de graças
Am                D
Whisky com feijoada
Am
E outras milongas mais
D
Oba! 
Am      D          G     C
Oba, oba, oba Charles
Am      D             G      C
Como é my friend Charles
Am    D               G      C
Como vão as coisas, Charles?
(Am F/A D/A G/A)
Charles,   anjo 45
Am       D  Am  D
Charles,   anjo 45
Am                D               Am   D
Protetor dos fracos e dos oprimidos

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Carolina Carol Bela


Carolina Carol Bela (samba, 1969) - Jorge Ben e Toquinho - Interpretação: Toquinho - Participação: Jorge Ben "Jorge Benjor"

LP Toquinho / Título da música: Carolina Carol Bela / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Toquinho (Compositor) / Toquinho (Intérprete) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Partic.) / Gravadora: RGE / Ano: 1970 / Nº Álbum: XRLP 5344 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova / MPB.


(introdução)

A#m - Bm     F#m     Cm - C#m     F#m     A#m - Bm     F#m      
C#m7     C#m7/G     F#m     Bm7     F#m7     C#m7     F#m7     
Bm7     F#m7     C#m7     F#m7

            Bm7           F#m7
Foi  numa   tarde  de  domingo 
                    C#m7               F#m7
que  alguém  perguntando  por  ela  chegou 
              Bm7               F#m7
deixando  o   meu  coração  tristonho, 
      C#m7                 F#m7
enciumado,  morrendo  de  amor 

      Bm7          E7          A6/7      C#m7     F#m7
Eu  falei,  eu  menti,  eu  chorei,  eu  sorri  dizendo 
      Bm7          E7          A6/7      C#m7     F#m7
Eu  falei,  eu  menti,  eu  chorei,  eu  sorri  dizendo

           Bm7            F#m7
que  ela   mora  no  meu  peito 
       C#m7              F#m7
e  eu  moro  vizinho  a  ela 
         Bm7        F#m7
e  eu  fico  desse  jeito 
                C#m7            F#m7
pensando  nos   beijos,  nos  carinhos  dela 

    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela 
    Bm       E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela 

Bm7              F#m7
Ca,  Ca,  Ca,  Carol 
          F#m7
Ca,  Ca,  Carolina, 
Bm7              F#m7
Ca,  Ca,  Ca,  Carol 
C#m7          F#m7
Ca,  Ca,  Carolina, 

    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela
    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela 

(improviso)

Bm7  F#m7  C#m7  F#m7  Bm7  F#m7  C#m7  F#m7

    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela 

    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela 

Bm7              F#m7
Ca,  Ca,  Ca,  Carol 
C#m7          F#m7
Ca,  Ca,  Carolina, 
Bm7              F#m7
Ca,  Ca,  Ca,  Carol 
C#m7          F#m7
Ca,  Ca,  Carolina,
    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela 

(improviso)

Bm7     E7     A6/7     C#m7     F#m7 

    Bm7      E7      A6/7      C#m7   F#m7   F#7(9)
Carolina,  Carol,  Carol,  Carolina  bela

domingo, 18 de junho de 2006

Que maravilha


Que Maravilha (1969) - Jorge Ben e Toquinho - Intérpretes: Toquinho e Jorge Ben

Compacto simples / Título da música: Que Maravilha / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Toquinho (Compositor) / Toquinho (Intérprete) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1969 / Nº Álbum: CS-70.369 / Lado A / Gênero musical: MPB.


E           F#m7
Lá fora está chovendo
            G#m7           F#m7
Mas assim mesmo eu vou correndo
       G#m7 Gm7 F#m7       E            F#m7
Só prá ver,         o meu amor, o meu amor

     E           F#m7
Ela vem toda de branco
        G#m7                 F#m7
Toda molhada, linda e despenteada
         G#m7    Gm7               F#m7      E
Que maravilha, que coisa mais linda que é o meu amor
   (F#m7                           G#m7 Gm7   F#m7 )
Por entre bancários, jaruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando em harmonia sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga, pura, linda e muito tímida
                                                  Ab7+
Com a chuva molhando o seu corpo lindo que eu vou abraçar

    Ab7+                                      F#m7
E a gente no meio da rua do mundo, no meio da chuva
     E            F#m7
A girar, que maravilha
   G#m7           F#m7
A girar, que maravilha
   E              F#m7
A girar, que maravilha
   G#m7           F#m7
A girar, que maravilha

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Que pena


Que Pena (Ela Já Não Gosta Mais De Mim) (1969) - Jorge Ben - Intérpretes: Gal Costa e Caetano Veloso

LP Gal Costa / Título da música: Que Pena (Ela Já Não Gosta Mais De Mim) / Jorge Ben "Jorge Benjor" (Compositor) / Gal Costa (Intérprete) / Caetano Veloso (Part.) / Gravadora: Philips / Ano: 1969 / Nº Álbum: R 765.068 L / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: MPB.


(intro)  Bm7

 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Ela já não gosta mais de mim /   Mas eu gosto
  Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Dela mesmo assim /   Que pena, que pena
 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Ela já não é mais a minha pequena
        Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Que pena, que  pena

 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+ Bb° Bm7
Pois   não  é  fácil   recuperar
           E7/9  C#m7  Cm7
Um grande amor perdi...do
Bm7      E7/9     A7+         Bb°          Bm7 E7/9
Pois ela era uma rosa /  Ela  era uma rosa
            A7+
As outras eram manjericão
         Bb°          Bm7
As outras eram manjericão
     E7/9     A7+        Bb°      Bm7
Ela era uma rosa /   Ela era uma rosa
                   E7/9  C#m7
Que mandava no meu coração
Cm    Bm7 E7/9    G#m7   C#7/9
Coração,   coração

 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Ela já não gosta mais de mim /   Mas eu gosto
  Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Dela mesmo assim /   Que pena, que pena
 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Ela já não é mais a minha pequena
        Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Que pena, que  pena

 A7+ Bb°    Bm7 E7/9 A7+   Bb°          Bm7
Mas     eu   não  vou   chorar
     E7/9  C#m7  Cm7 Bm7 E7/9 A7+ Bb°    Bm7 E7/9  A7+
Eu   vou   é   cantar       Pois a vida continua
      Bb°         Bm7               E7/9
Pois a vida continua /E eu não ficar sozinho
           A7M      Bb°     Bm7        E7/9    C#m
No meio da rua,  no meio da rua/ Esperando que
              Cm    Bm7 E7/9    G#m7   C#7/9
Alguém me dê a mão ,  me dê a mão, a mão

 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Ela já não gosta mais de mim /   Mas eu gosto
  Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Dela mesmo assim /   Que pena, que pena
 A7+         Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Ela já não é mais a minha pequena
        Bb°          Bm7 E7/9 A7+
Que pena, que  pena

( A7+ Bbº Bm7 E7/9 )