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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Chora cavaquinho

Orlando Silva
Chora Cavaquinho (samba, 1935) - Dunga (Waldemar de Abreu) - Interpretação de Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Chora Cavaquinho / Dunga (Valdemar de Abreu) (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Gravadora: Victor / Nº Álbum: 33.998-a / Ano: 1935 / Gênero musical: Samba-choro.



Chora cavaquinho, chora
Chora violão tambem
que o nosso amor foi embora
deixando saudades em alguem

Quantas vezes ele cantava
alegrando o meu coração
O seu cantar redobrava
fazendo sentir o violão

E não tendo mais esperança
na morte vive pensando
parece inocente criança
o pobre cavaquinho, triste chorando

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Dunga

Dunga em 1936

Dunga (Valdemar de Abreu), compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 16/12/1907, e faleceu em 5/10/1991. Recebeu o apelido quando cursava os primeiros anos do primário na escola pública do subúrbio de Haddock Lobo, onde nasceu.


Cursou o ginásio no Instituto Matoso e a partir de 1930 trabalhou como conferente da Leopoldina Railway. Dois anos depois, sua marcha Nossa bandeira, que havia composto para o bloco Quem Fala de Nós Tem Paixão, venceu um concurso de Carnaval instituído pelo Jornal do Brasil.

Em 1934 estreou em disco com o samba Amar, pra quê?, na voz de Sílvio Pinto, e em 1936, na Victor, Orlando Silva gravou com sucesso seu samba Chora, cavaquinho. A partir dessas gravações, lançou diversas composições de êxito, como Foi você, em 1936, e Eu sinto vontade de chorar, em 1938, ambas gravadas por Orlando Silva na Victor. Também em 1938, Araci de Almeida gravou na Victor seu samba Dizem por aí.

Em 1940 tornou-se cobrador da SBAT junto aos teatros e lançou, na voz de Ciro Monteiro, pela Victor, o samba Quem é você (com Ataulfo Alves) e, em gravação de Arnaldo Amaral pela Columbia, Hoje não, só na quinta-feira (com Haroldo Lobo). No ano seguinte Emilinha Borba gravou na Odeon Levanta, José (com Haroldo Lobo). Em parceria com Nássara, compôs o samba Sereia, lançado por Sílvio Caldas, pela Victor, em 1942.

Outros sucessos apareceram nos anos seguintes, com Casinha de bambuê, lançado por Dircinha Batista; As cadeiras me doem, gravado por Linda Batista; Você é que pensa (com Roberto Roberti), gravado por Alcides Gerardi; Odete (com Herivelto Martins), lançado por Francisco Alves; Morro (com Mário Rossi), gravado pelo Trio de Ouro; e seu grande sucesso Conceição (com Jair Amorim), célebre na gravação de Caubi Peixoto, em 1956.

Obra

Chora, cavaquinho, samba, 1936; Conceição (c/Jair Amorim), samba, 1956; Maria dos meus pecados (c/Jair Amorim), samba, 1957; Morreu o Anacleto (c/Paulo Tapajós), samba, 1952; Odete (c/Herivelto Martins), samba, 1944; Sinto uma vontade de chorar, samba, 1938.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.