Miltinho (Milton Santos de Almeida), cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 31/1/1928. Começou a carreira artística na década de 1940, integrando o conjunto vocal Cancioneiros do Luar. O conjunto, de início amador e formado por estudantes, participou do programa de calouros de
Ary Barroso, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro.
Depois, já profissional, atuou no programa Escada de Jacó, na mesma emissora. Em 1946, com outros integrantes do Cancioneiros do Luar, Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros) e Chicão (Francisco Guimarães Coimbra), integrou a segunda formação do conjunto Namorados da Lua, como cantor e pandeirista.
No ano seguinte gravou com o conjunto o samba
De conversa em conversa (
Haroldo Barbosa e
Lúcio Alves), na Victor, acompanhando a cantora
Isaura Garcia. Com a saída de Lúcio Alves, o grupo passou a se chamar Os Namorados, desfazendo-se pouco tempo depois.
Em 1948, com Nanai e Chicão, integrou o conjunto
Anjos do Inferno, que viajou pelos EUA, apresentando-se ao lado de
Carmen Miranda; atuou também por dois anos no México, no programa radiofônico Coisas e Aspectos do Brasil.
Em 1952 integrou, como cantor e pandeirista, o conjunto Quatro Ases e um Curinga, substituindo André Vieira. Foi também crooner da Orquestra Tabajara de Severino Araújo e por 1953 passou a crooner do conjunto Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira, com o qual se apresentou nas boates Monte Carlo, do Hotel Plaza, no Rio de Janeiro, e depois na Drink, de Djalma Ferreira, época em que alcançou grande sucesso.
Gravou com o conjunto, na etiqueta Drink,
Recado (Djalma Ferreira e
Luís Antônio),
Mulher de trinta (Luís Antônio),
Zé Marmita (Luís Antônio e Brasinha) e
Devaneio (Djalma Ferreira e Luís Antônio). Fez também, com os Milionários do Ritmo, temporada na TV Continental, do Rio de Janeiro. Recebeu então convite para gravar como cantor solista na gravadora Sideral, lançando em 1960 o LP
Um novo astro, com
Mulher de trinta,
Eu e o Rio (Luis Antônio),
Murmúrio (Djalma Ferreira e Luís Antônio) e
Ri (Luís Antônio).
Com a falência da gravadora, foi contratado pela RGE, gravando em 1961 o LP
Miltinho e samba, com
Só vou de mulher (
Haroldo Barbosa e
Luís Reis). No ano seguinte lançou o LP
Poema do olhar com a faixa-título de
Evaldo Gouveia e
Jair Amorim, e
Meu nome é ninguém (Haroldo Barbosa e Luís Reis).
Em 1963 lançou os LPs
Poema do adeus, com a faixa-título de Luis Antônio e
Palhaçada (Haroldo Barbosa e Luis Reis), e
Eu... Miltinho, com o
Samba do crioulo (
Miguel Gustavo); em 1964
Os grandes sucessos de Miltinho, com
Mulata assanhada (
Ataulfo Alves) e regravações, e também o LP
Miltinho, bossa e balanço. No ano seguinte gravou o LP
Poema do fim, faixa-título de Eduardo Damas e Manuel Paixão, e
Miltinho ao vivo, com diversos pot-pourris.
Em 1966 transferiu se para a Odeon, onde gravou, em dupla com
Elza Soares, quatro volumes da série
Elza, Miltinho e samba, e outros quatro em dupla com
Dóris Monteiro, da série
Dóris, Miltinho e charme, além dos LPs
Samba + samba = Miltinho, 1966;
As mulheres de Miltinho, 1968;
Samba & Cia., 1969;
Miltinho e a seresta, 1970;
Novo recado, com o grande sucesso
Samba do Leblon (Luís Reis), 1971;
Miltinho, com
Esperanças pendidas (Eduardo Souto Neto e Geraldo Carneiro), 1973; e
Miltinho, com
Retalhos de cetim (
Benito Di Paula), 1974.
Em 1997 a gravadora Globo/Columbia lançou o CD
Miltinho sempre sucessos, em que canta em dueto com outros artistas:
Mulher de trinta, com João Nogueira;
Menina-moça, com Luís Melodia;
Lembranças, com João Bosco;
Notícia de jornal, com Chico Buarque;
Palhaçada, com Elza Soares etc.
Algumas músicas
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.