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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A canção dos seus olhos

Elizeth Cardoso
A canção dos seus olhos (samba-canção, 1960) - Pernambuco e Antônio Maria - Intérprete: Elizeth Cardoso

Disco 78 rpm / Título da música: A canção dos seus olhos / Maria, Antônio (Compositor) / Pernambuco (Compositor) / Cardoso, Elizeth (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1960 / Nº Álbum 6141 / Gênero musical: Samba canção.



Ai, você foi embora, era hora de ir
Depois quem sabe que tristeza haveria
Ai, foi bom separar os meus sonhos dos seus
No meu olhar, o poder do seu olhar

Ai, não faz mal a distâcia
Ai, não faz mal a saudade
Hoje é melhor eu saber
Que você não sofreu
Se eu sofri não faz mal

Ai, nasceu no sofrimento
Na esperança e no amor
Nasceu de mim
A canção dos seus olhos

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Antônio Maria - Letras e cifras


Algumas letras, cifras e gravações













Faça o que quiser


Faça o Que Quiser (samba-canção, 1959) - Luiz Bonfá e Antônio Maria - Interpretação: Ângela Maria

LP Ângela Maria Apresenta Fernando César E Seus Amigos / Título da música: Faça o Que Quiser / Luiz Bonfá (Compositor) / Antônio Maria (Compositor) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1959 / Nº Álbum: CLP 11125 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção.



Faça o que quiser,
Em cada erro seu existe o meu perdão,
Perdão de quem só sabe querer bem,
Perdão de quem nasceu pra perdoar.

Vá, aonde for,
O seu caminho é só seguir o meu caminho,
Amor, para você é meu carinho,
Amor, é tudo que sou, tudo o que sei de amor.

Faça o que quiser,
Em cada erro seu existe o meu perdão,
Perdão de quem só sabe querer bem,
Perdão de quem nasceu pra perdoar.

Vá, aonde for,
O seu caminho é só seguir o meu caminho,
Amor, para você é meu carinho,
Amor, é tudo que sou, tudo o que sei de amor....

Frevo nº 2 do Recife

Antônio Maria
Frevo nº 2 do Recife (frevo, 1951) - Antônio Maria - Intérprete: Maria Bethânia

LP Maria Bethânia / Título: Frevo nº 2 do Recife / Antônio Maria (Compositor) / Maria Bethânia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1969 / Nº Álbum: MOFB 3577 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Frevo.



Ai, ai, saudade
Saudade tão grande
Saudade que eu sinto
Do Clube dos Pás, dos Vassouras
Passistas traçando tesouras
Nas ruas repletos de lá
Batidas de bumbo
São maracatus retardados '
Que voltam pra casa cansados
Com seus estandartes pro ar
Quando eu me lembro
O Recife tá longe
A saudade é tão grande
Eu até me embaraço
Parece que eu vejo
O Haroldo Matias no passo
Valfrido e Cebola, Colasso
Recife tá perto de mim
Saudade que eu tenho

São maracatus retardados
Que voltam pra casa cansados
Com seus estandartes pro ar

segunda-feira, 31 de julho de 2006

O amor e a rosa

O amor e a rosa (samba, 1960) - Pernambuco (Ayres da Costa Pessoa) e Antônio Maria - Intérprete: Neusa Maria

Disco 78 rpm / Título da música: O amor e a rosa / Pessoa, Ayres da Costa (Compositor) / Maria, Antônio (Compositor) / Maria, Neusa (Intérprete) / Imprenta [S.l.] RCA Victor, 1960 / Álbum 802213 / Lado A / Gênero musical: Samba.


A7M         Bb°   Bm7       C°
Guarda a rosa   que eu te dei
Dbm7           Db7/5+      Dm7     G9
Esquece os males     que eu te fiz
Dbm7    C7   Bm11  Bb11+
A rosa     vale mais   
           A   A7/5+
que a tua dor
  
          D7M                Dm7  
Se tudo passou se o amor acabou
    A              A7
A rosa      deve ficar
             D7M              Dm7
Num canto qualquer do teu coração
   C7+   F7+ Bm11  Bb11+
O amor reviverá

A7M       F#7       Bm7    E7
Guarda a rosa que eu te dei
   A7M            A7        Dm7
Esquece os males que eu te fiz
A7M     Cº   Bm7     E7     A
A rosa vale mais que a tua dor

terça-feira, 20 de junho de 2006

Preconceito

Antonio Maria
Preconceito - Fernando Lobo e Antônio Maria - Intérprete: Maria Bethânia

LP Maria Bethânia / Título da música: Preconceito / Antônio Maria (Compositor) / Fernando Lobo (Compositor) / Maria Bethânia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1969 / Nº Álbum: MOFB 3577 / Lado A / Faixa 4.


[Intro:] E D E D E D E B7

 Em         Em(#5)
Por que você me olha 
      B7                Em
   com esses olhos de loucura?
  Em(#5)              B7                      Em
Por que você diz meu nome? Por que você me procura?
           Em(#5)       B7             Em     D
Se as nossas vidas juntas vão ter sempre um triste fim
     C          G     
Se existe um preconceito muito forte
  F#m7(b5) B7(b9)  Em
separando você de mim

D7(4)      D7  G9 G        F#m7(b5)  B7(b9)   Em9 Em
Pra que este beijo agora? Por que me amor este abraço?
F#m7(b5) B7(b9) Em9 Em/D C#m7(b5)  
Um dia você vai embora sem sofrer
         B7(4) B7  D7(4)
os tormentos que eu passo
                D7 G9    G F#m7(b5) B7(b9)   
De que vale sonhar um minuto se a verdade
      Em9   Em
da vida é ruim?
       C            G     
Se existe um preconceito muito forte
   F#m7(b5) B7(b9)  Em
separando você de mim

domingo, 4 de junho de 2006

Suas mãos

Suas mãos (samba-canção, 1958) - Pernambuco e Antônio Maria - Intérprete: Maysa

Disco 78 rpm / Título da música: Suas mãos / Maria, Antônio (Compositor) / Pernambuco (Compositor) / Matarazzo, Maysa (Intérprete) / Simonetti, Enrico (Acompanhante) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10117 / Gênero musical: Samba canção.



A7+ ----------E7/5+
Ah, suas mãos
Dbm7/-5 ---Gb7/5+
Onde estão ?
---------Bm7
Onde está o seu carinho ?
-----------E7---- A7+ ------Gb7/5+------ Bm7------ E7
Onde está você ?

A7+ -------E7/5+ ---Dbm7/-5------ Gb7/5+
Se eu pudesse buscar
------------Bm7
Seu soubesse onde está
----------E7------ A7+----- Dm7------ A7+------ A7/5+
Seu amor . . . você . . .

--------Dm7 ---------------G7
Um dia há de chegar
------A7+-- Bm7--Dbm7----- A7/5+
Quando eu não sei
-----Dm7 ---------G7------------ C7+
Você vai procurar onde eu estiver
-----------E7
Sem amor . . . sem você . . .

terça-feira, 23 de maio de 2006

Manhã de Carnaval

Luiz Bonfá - 1962
Quando Sacha Gordine resolveu filmar a peça “Orfeu da Conceição” (filme que se chamaria “Orfeu do Carnaval”), exigiu que fosse criada uma nova trilha sonora, especialmente para a produção. Motivo: o francês queria faturar em cima da edição das músicas.

Dessa trilha destacaram-se os sambas “A Felicidade” e “Manhã de Carnaval”, duas canções que se tornaram clássicos do repertório internacional. Aliás, “Manhã de Carnaval” se tornaria um dos temas brasileiros preferidos na área do jazz, com dezenas de versões gravadas por grandes músicos do gênero, sob o inacreditável título de “A Day in the Life of a Fool”.

Formada por sugestão de Rubem Braga, a dupla Luís Bonfá-Antônio Maria compôs “Manhã de Carnaval” e “Samba de Orfeu”, na realidade temas instrumentais já existentes, que Maria demorou a letrar, para a aflição de Bonfá que tinha compromissos profissionais a atender nos Estados Unidos. Uma bonita composição, “Manhã de Carnaval” tem os compassos iniciais semelhantes aos do tema do terceiro movimento da “Humoresque em Si Bemol, opus 20”, de Robert Schumann. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Manhã de Carnaval (samba, 1959) - Luiz Bonfá e Antônio Maria - Interpretação: Agostinho dos Santos

Disco 78 rpm / Título da música: Manhã de carnaval / Maria, Antônio (Compositor) / Bonfá, Luiz, 1922- (Compositor) / Santos, Agostinho dos (Intérprete) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Simonetti (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10173 / Gênero musical: Samba canção.

Gm7         Cm7 D7   Gm7   Cm7  D7
Manhã tão boni- ta manhã
Gm7      Cm7 F7    Bbmaj7 Bmaj9 Dm7/-5 G7
Na vida uma no- va canção
       Cm7          F7
cantando só teus olhos
       Bbmaj7    Gm7
teu riso e tuas mãos
   Adim       D7/+9 Adim
pois há de haver um dia      
  Gm7 Cm7 D7
em que virás

     Gm7       Cm7 D7 Gm7 Cm7 D7
Das cordas do meu violão  
   Dm7/-5  G7       Cm7
que só teu amor procurou
Adim Gm7       Bbm6      D7/A  D7/+9 Adim
vem uma voz  falar dos beijos perdidos
           Gm7
nos lábios teus

        Cm7     Bbmaj7 Ebmaj7  Dm7
canta o meu coração alegria voltou
Cm7     Adim       Ebmaj7 Gm9
tão feliz a manhã desde amor

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Canção da volta

Dolores Duran
Canção da volta (samba-canção, 1955) - Ismael Neto e Antônio Maria - Intérprete: Dolores Duran

Disco 78 rpm / Título da música: Canção da volta / Maria, Antônio (Compositor) / Ismael Neto (Compositor) / Duran, Dolores (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953 / Nº Álbum 5256 / Gênero musical: Samba canção.



---------------------Cm
Nunca mais vou ouvir
----------------------F----- G7 --------Cm
O que o meu coração pedir
Nunca mais vou fazer
---------------------F-------- G7
O que o meu coração mandar ...
C---------- E7
O coração
----------Am-------- F ------G7
Fala muito e não sabe ajudar
C-----------F7
Sem refletir
---------------------E7 -----F-- E7-- F
Qualquer um vai errar, penar ...
------------------G7
Eu fiz mal em sair
--------------------C7+
Eu fiz mal em deixar
-------------E7-------- Am ----Am/G---- D/Gb
O que eu tinha em você
----------------D7
E errei em dizer
-----------------------Dm
Que não voltava mais
------------G5+------- Cm
Nunca mais ...
Hoje eu volto vencida
-----------------F---- G7----- Cm
A pedir pra ficar aqui
Meu lugar é aqui
-------------------------F-- Cm-- F --Cm
Faz de conta que eu não sai

Valsa de uma cidade

Esta canção é uma crônica de amor ao Rio de Janeiro. Realmente, seus versos iniciais com um enfoque descritivo - "Vento do mar no meu rosto / e o sol a queimar, queimar / calçada cheia de gente / a passar e a me ver passar" - têm a marca inconfundível do grande cronista que foi Antônio Maria, autor da letra, e bem poderiam servir de abertura a uma de suas crônicas.

Abrem, porém, uma das mais belas canções, entre tantas, que louvam o Rio de Janeiro, uma canção em ritmo de valsa, ao contrário da maioria que canta a cidade em ritmo de samba. Em tempo: nenhum dos autores de "Valsa de Uma Cidade" era carioca, sendo Antônio Maria pernambucano e Ismael Neto paraense.

Antônio Maria
Valsa de uma cidade (valsa, 1954) - Ismael Neto e Antônio Maria - Intérprete: Lúcio Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Valsa de uma cidade / Maria, Antônio (Compositor) / Ismael Neto (Compositor) / Alves, Lúcio, 1927-1993 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1954 / Nº Álbum 16995 / Gênero musical: Valsa.


Introd.: C7M  Am   Dm7   G7/-9/13

C7M        Am7            Dm
Vento do mar no meu rosto
       G7         C7M    A7    Dm7   G7
E o sol a queimar,     queimar
C7M        Am7     Dm7        G7
Calçada cheia de gente a passar
           C7M Am7 Gbm7   B7
E a me ver      passar

 E    Dbm7    Gbm7  B7 E Dbm7   Gbm7 B7
Rio    de    Janeiro    gosto    de   você
  E      Dbm7          Gbm7  B7       E7
Gosto  de     quem  gosta  deste   céu
          A7               Dm7     G7   
Deste mar,  desta  gente  feliz

C7M           Am7        Dm7
Bem que eu quis escrever
         G7           C7M    A7    Dm7  G7
Um poema de amor     e  o  amor
          Cm7    Ab7           G7
Estava  em  tudo  o  que   vi
Ab7M       Fm             Dm7    G7
Em tudo  quanto eu amei
C        Am              F7M
E no poema que eu fiz
              Dm             D7   G7   C   Am7 F7M
Tinha alguém mais feliz   que  eu

G7          C  Am7 F7M   G7               C  Am7 F7M
O meu amor                   que não me quis
 G7         C  Am7 F7M  G7               Ab7M Fm C7M/9
O meu amor                 que não  me  quis


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Se eu morresse amanhã de manhã

Dircinha Batista
Se eu morresse amanhã de manhã (samba-canção, 1953) - Antônio Maria

Disco 78 rpm / Título da música: Se eu morresse amanhã de manhã / Autoria: Maria, Antônio (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1953 / Nº Álbum 801106 / Lado B / Gênero musical: Samba canção

D     A6/C# Bm Bm/A         F#m7 B7/9-
De que serve viver tantos anos sem amor
Em      Em7+  Em7 C#m7/5-     A7/6 A7 A7/5+
Se viver é juntar desenganos de amor
D                  Am7    D7/9
Se eu morresse amanhã de manhã
G7+           C#m7/5- F#7
Não faria falta a ninguém
Bm    A#5+       Bm/A   G#m7/5-
Eu seria um enterro qualquer
G/A                    A7/6
Sem saudade, sem luto também
Em7                 A7/9-
Ninguém telefona, ninguém
Am7       Am/C      B7/9-
Ninguém me procura, ninguém
Em7/9              G           F#7     B7/9-
Eu grito e um eco responde: "ninguém!" 
       Em                  F°
Se eu morresse amanhã de manhã
      F#m             B7/5+
Minha falta ninguém sentiria
     Em7
Do que eu fui, do que eu fiz
Gm7            E7    A7/6
Ninguém se lembraria.. 

Onde anda você?

Nora Ney
Onde Anda Você? (samba-canção, 1953) - Antônio Maria e Reinaldo Dias Leme - Intérprete: Nora Ney

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: Onde anda você? / Maria, Antônio (Compositor) / Leme, Reinaldo Dias (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 23/01/1953 / Nº Álbum: 16726 / Gênero: musical: Samba.



Nesta noite comprida
Onde anda você?
Neste instante da vida
Onde anda você?
Por que você não vem
Meu bem, por quê?
Nesta hora perdida
Eu queria você
Fui como um resto de bebida
Que você jogou fora
E na hora
Farto de mim
Me esqueceu
Eu fui mais uma taça desprezada
Quis ser tudo e não fui nada
Ninguém é mais triste do que eu

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Ninguém me ama

Nora Ney
A onda do bolero que invadiu o Brasil no final dos anos quarenta, acabou por influenciar o surgimento do fenômeno "samba-de-fossa" que marcou a década seguinte.

Surgiriam, assim, dezenas de composições que contavam desenganos, solidão, amores infelizes, muitas delas tendo com cenário bares e boates.

Como figuras primordiais, responsáveis mesmo pela iniciação do movimento, podem ser apontadas o compositor Antônio Maria e a cantora Nora Ney. Dele são as melhores peças do gênero e dela as melhores interpretações, como acontece em "Ninguém Me Ama", paradigma do samba-de-fossa e sucesso nacional.

Ninguém me ama (samba-canção, 1952) - Fernando Lobo e Antônio Maria - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: Ninguém me ama / Maria, Antônio (Compositor) / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1952 / Nº Álbum 16636 / Gênero musical: Samba canção.



Am --------------Dm/F ------C7+ ------------F7+---- Dm
Ninguém me ama . . . . . . / Ninguém me quer
--------------------Dm6 ------------------E ------E5/-9
Ninguém me chama --------de meu amor
------------A9 -----Am7 -----------------Dm/F------ Dm
A vida passa . . . . -------e eu sem ninguém
------------------Dm/F -----E------------------- A9
E quem me abraça . . . . . -------não me quer bem

Em7/-5----------------- A7
Vim pela noite tão longa
-------------------------Dm
De fracasso em fracasso
--------------------------G7
E hoje descrente de tudo
--------------------C
Me resta o cansaço
-----------------E7 ---------------Am
Cansaço da vida, cansaço de mim
------------------E7
Velhice chegando
----------------------Am
E eu chegando ao fim

Am -------------Dm/F -------E7------------------ Am
Ninguém me ama . . . . . . ---------ninguém me quer . . .



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Menino grande

Nora Ney
Menino grande (samba-canção, 1952) - Antônio Maria - Intérprete: Nora Ney

Disco 78 rpm / Título da música: Menino grande / Maria, Antônio (Compositor) / Ney, Nora, 1922-2003 (Intérprete) / Cópia (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1952 / Nº Álbum 16573 / Gênero musical: Samba canção.


Tom: Fm
Intro: Fm Gm5-/7 C7 Fm C7

          Fm     Dm5-/7             C7 Gm C7
Eu gosto tanto do carinho que ele me faz
Gm5-/7    C7                     Fm
Faz tanto bem o beijo que ele me traz
                            F7
As horas passam, ligeiras, felizes
             Bbm
Sem a gente sentir
    Eb7         Ab                Gm5-/7
Ele está ao meu lado, com o corpo cansado
C7       F   Gm C7
Precisa dormir
F  F#º         Gm
Dorme, menino grande
Dm     C7      F
Que eu estou perto de ti
F#º             Gm     C7
Sonha o que bem quiseres
G7    C7      F
Que eu não sairei daqui
Am         Abº   Gm    C7
Oh vento não faz barulho
F     F#º    F
Meu amor está dormindo
Am      Abº       Gm   C7
E o mar não bata com força
F          F#º     C7
Porque ele está dormindo
F   F#º         Gm
Dorme, menino grande
Dm         C7      F
Que eu estou perto de ti
F#º             Gm     C7
Sonha o que bem quiseres
  G7        C7       F
Que eu não sairei daqui

domingo, 9 de abril de 2006

Antônio Maria


Antônio Maria Araújo de Morais, compositor e jornalista, nasceu no Recife PE (17/3/1921) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (15/10/1964). Nasceu numa casa grande da Rua União, e seu avô materno, Rodolfo Araújo, era rico proprietário na região, dono do Engenho Cachoeira Lisa. Sua infância passou-se entre o velho sobrado da cidade e o engenho do avô, onde costumava ir durante as férias escolares, com os irmãos e primos. Recebeu formação típica das famílias ricas da época, tendo aulas particulares de piano e de francês. O padrão econômico da família, porém, caiu muito, quando o pai, também usineiro, enfrentou uma crise financeira, vindo a morrer pouco depois.


Frequentou o Colégio Marista, em Recife, e no final do curso, aos 18 anos, já se tornara amigo de Fernando Lobo, Arlindo Gouveia e Hugo Gonçalves Ferreira (Hugo Peixa). Por essa época, começou sua vida boêmia pelos bares e cabarés da cidade. Foi estudante de agronomia e, na usina da família, exerceu atividades de técnico de irrigação de cana-de-açúcar.

Em 1934, conseguiu seu primeiro emprego como locutor e apresentador de programas musicais, feitos com discos, na Rádio Clube de Pernambuco e, em 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava seu amigo Fernando Lobo. Ali, seu primeiro emprego foi como locutor esportivo da Rádio Ipanema, dirigida na época por Carlos Frias, da qual acabou sendo dispensado por seu estilo inovador de irradiar jogos (criou várias expressões novas para esse tipo narração). Com Fernando Lobo, viveu algum tempo na boêmia e, tornando-se famoso nos bares cariocas, onde já improvisava alguns sambas, resolveu voltar para Recife, já que não conseguia trabalho fixo. Lá, trabalhou em jornais, fez músicas para publicidade e foi também locutor esportivo.

Em maio de 1944, casou com Mariinha Gonçalves Ferreira, filha do usineiro Tonico Ferreira e irmã de seu amigo Hugo Peixa. Foi então para Fortaleza CE, onde trabalhou como locutor esportivo da Rádio Clube do Ceará. Ficou quase um ano nessa emissora e, em seguida, passou a diretor de produção das Emissoras Associadas, em Salvador BA, onde conheceu Dorival Caymmi, de quem se tornou grande amigo.

Em 1948 mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a exercer o cargo de diretor de produção na Rádio Tupi, também das Emissoras Associadas, e assinando em O Jornal uma coluna que se tornou famosa - o "Jornal de Antônio Maria", onde escrevia diariamente crônicas sobre os mais diversos assuntos. Foi o primeiro diretor de produção da TV Tupi, inaugurada a 20 de janeiro de 1951, e até essa data já havia feito muitos jingles, principalmente com Geraldo Mendonça e o maestro Aldo Taranto. Não tocava instrumento e compunha cantarolando a música, fazendo a letra à medida que compunha. Em Recife, já havia composto um frevo (de uma série de cinco) chamado Frevo número um , gravado pelo Trio de Ouro, em 9 de agosto de 1951; o Frevo nº 2 do Recife foi gravado por Luís Bandeira, acompanhado de Severino Araújo e sua Orquestra.

Em 1951, fez com Fernando Lobo o samba Querer bem, gravado por Araci de Almeida. Mas até essa época ainda não se tornara conhecido como compositor. No início de 1952, com outros colegas da Rádio Tupi, transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga, ganhando o maior salário de rádio daquela época: 50.000 cruzeiros por mês. Nessa emissora, atuou como locutor esportivo e produziu vários programas que iam ao ar à noite e tinham grande audiência, como Alegria da Rua, Regra Três e Musical Antártica.

Seu sucesso como compositor começou em 1952, quando Nora Ney, então cantora estreante, lançou de sua autoria o samba-acalanto Menino grande e o samba-canção Ninguém me ama (com Fernando Lobo). Por volta de 1953, compôs com Vinícius de Moraes o samba Quando tu passas por mim, gravado por Araci de Almeida na Continental e, depois, por Dóris Monteiro, e o Dobrado de amor a São Paulo (gravado por Araci de Almeida), homenagem que os dois amigos prestavam à cidade de que tanto gostavam e que costumavam visitar juntos.

Ainda em 1953, compôs com Zé da Zilda os sambas Não fiz nada, Não vá embora e Meu contrabaixo, os dois primeiros gravados pelo próprio Zé da Zilda, na Odeon, e o último gravado por Araci de Almeida, na Continental. No ano seguinte, conheceu Ismael Neto, líder de Os Cariocas, e do primeiro encontro dos dois nasceu a Valsa de uma cidade; ainda em 1954, fizeram juntos o choro lento Carioca 1954, o samba-canção Sei perder e Canção da volta, que lançou Dolores Duran como cantora.

Parceria, última composição feita com Ismael Neto, foi gravada, em 1956, pelo conjunto Os Cariocas. Nos anos seguintes, teve novos parceiros como Manezinho Araújo, em Cajueiro doce, e Evaldo Gouveia, em Canção ninar gente grande. Com Luiz Bonfá, compôs Manhã de Carnaval, com numerosas gravações, e Samba de Orfeu, em 1959, ambos para o filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus; e, com o mesmo parceiro, fez ainda Faça o que quiser, em 1959, e Canção da mulher amada, em 1960. Nesse ano, compôs com Pernambuco Mais que a minha vida, A canção dos olhos, Suas mãos, um de seus maiores sucessos, e O amor e a rosa.

Vítima de um segundo enfarte, faleceu em 1964. Depois de sua morte, foi homenageado num espetáculo só com músicas suas e de Dolores Duran - Brasileiro profissão esperança - escrito por Paulo Pontes, que estreou em 1970, com Maria Bethânia e Raul Cortês, no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, e que, em 1974, foi levado na cervejaria carioca Canecão por Ciara Nunes e Paulo Gracindo. Em 1997 a cantora Marisa Gata Mansa, lançou o CD Encontro com Antônio Maria, em que interpreta 14 músicas do compositor, entre elas o Frevo n. 2 do Recife, clássico do gênero, Manhã de Carnaval, Samba de Orfeu, A canção dos seus olhos e O amor e a rosa.

Algumas músicas


Obra completa

Aconteceu (c/Ismael Neto), choro, 1954; Aconteceu em São Paulo, samba, 1954; Ai! que medo (c/Ismael Neto), mambo, 1954; Amor de janela (c/Pernambuco), samba, 1961; O amor e a rosa (c/Pernambuco), samba, 1960; O amor que Deus nos deu (c/João Roberto Kelly), samba-canção, s.d.; Bate, coração (c/Vinícius de Moraes), samba-canção, 1960; Cajueiro doce (c/Manezinho Araújo), toada, 1957; Canção da mulher amada (c/Luís Bonfá), 1960; Canção da volta (c/Ismael Neto), samba-canção, 1954; A canção dos seus olhos (c/Pernambuco), samba, 1960; Canção para ninar gente grande (c/Evaldo Gouveia), samba-canção, 1958; Carioca 1954 (c/Ismael Neto), choro lento, 1955; Cartas (c/Ismael Neto), samba-canção, 1955; Coisas do amor (c/Pernambuco), samba, s.d.; Concerto no céu (c/Pernambuco), fox, s.d.; Desse amor melhor (c/Pernambuco), samba, s.d.; Dez noites (c/lsmael Neto), toada, s.d.; Dobrado de amor a São Paulo (c/Vinícius de Moraes), dobrado, 1954; Domingo, samba-canção, s.d.; Dorme (c/Pernambuco), beguine, s.d.; Faça o que quiser (c/Luís Bonfá), samba-canção, 1959; Fique comigo (c/Moacir Silva), samba-canção, s.d.; Frevo número dois do Recife, frevo-canção, 1954; Frevo número três do Recife, frevo, s.d.; Frevo número um do Recife, frevo, 1951; Fulana de Tal, samba-canção, 1954; Gostar de alguém (c/Zacarias), samba, s.d.; Hoje não (c/Zé da Zilda), samba, s.d.; Insensato coração (c/Paulo Soledade), samba, 1956; Madrugada 3 e 5 (c/Ismael Neto e Reinaldo Dias Leme), samba, 1955; Mais que a minha vida (c/Pernambuco), samba, 1960; Manhã de Carnaval (c/Luís Bonfá), samba-canção, 1959; Menino grande, samba-acalanto, 1952; Meu contrabaixo (c/Zé da Zilda), samba, 1953; Minha amada dormiu, samba-canção, 1954; Não fiz nada (c/Zé da Zilda), samba, 1953; Não vá embora (c/Zé da Zilda), samba, 1953; Ninguém me ama (c/Fernando Lobo), samba, 1952; Ninguém sabe de nós (c/Moacir Silva), samba-canção, 1962; A noite é grande (c/Fernando Lobo), marcha, s.d.; Nós era sete (c/Zé Gonzaga), polca, 1952; Onde anda você (c/Reinaldo Dias Leme), samba, 1953; Parceria (c/Ismael Neto), samba, 1956; Pense em mim, samba-canção, 1954; Podem falar (c/Ismael Neto), samba-canção, 1953; Portão antigo, samba-canção, 1955; Preconceito (c/Fernando Lobo), samba, 1953; Quando ela se foi (c/Moacir Silva), samba-canção, s.d.; Quando tu passas por mim (c/Vínícíus de Moraes), samba, 1953; Querer bem (c/Fernando Lobo), samba, 1951; Recife, frevo-canção, 1952; O Rio amanhecendo (c/Ismael Neto), samba, 1955; Rio-São Paulo (c/Reinaldo Dias Leme), maxixe, s.d.; Samba de Orfeu (c/Luís Bonfá), samba, 1959; Sangue quente (c/Moacir Silva), samba, 1963; São Paulo (c/Paulo Soledade), samba, s.d.; Se eu morresse amanhã, samba-canção, 1953; Sei perder (c/Ismael Neto), samba-canção, 1955; Suas mãos (c/Pernambuco), samba, 1960; O tempo marcou (c/Reinaldo Dias Leme), samba, s.d.; Os teus encantos (c/Moacir Silva), samba, s.d.; Valsa de uma cidade (c/Ismael Neto), valsa, 1954; Vem hoje (c/Moacir Silva), samba, 1960; Vou pra Paris (c/Fernando Lobo), samba, 1954.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.