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domingo, 23 de outubro de 2022

Se ela perguntar por mim...

Nelson Gonçalves

Se ela perguntar por mim... (samba, 1950) - Nássara e Roberto Martins - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Se ela perguntar por mim... / Antônio Gabriel Nássara (Compositor) / Roberto Martins (Compositor) Nelson Gonçalves (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 800736-B / Nº Matriz: S-092799 / Gravação: 19/10/1950 / Lançamento: Dezembro/1950 / Gênero musical: Samba / Carnaval.



Se ela perguntar por mim
Não diga que me viu chorando
Diga que me viu cantando
E batucando no meu tamborim
Se ela perguntar por mim

Se ela perguntar por mim
Não diga que me viu chorando
Diga que me viu cantando
E batucando no meu tamborim
Se ela perguntar por mim

Diga que um pandeiro na minha mão
Vale mais do que o seu falso coração
Diga que o nosso amor chegou ao fim
E que eu não troco o seu beijo
Pelo meu tamborim

Diga que um pandeiro na minha mão
Vale mais do que o seu falso coração
Diga que o nosso amor chegou ao fim
E que eu não troco o seu beijo
Pelo meu tamborim

Se ela perguntar por mim
Não diga que me viu chorando
Diga que me viu cantando
E batucando no meu tamborim
Se ela perguntar por mim

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

No céu é assim

O compositor e caricaturista Antônio Gabriel Nássara.

No céu é assim (marcha, 1944) - Haroldo Lobo e Nássara - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: No céu é assim / Haroldo Lobo (Compositor) / Antônio Gabriel Nássara (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora RCA Victor / Nº do Álbum: 800231 / Nº da matriz: S-078051-1 / Data de Gravação: 13/09/1944 / Data de Lançamento: Dezembro/1944 / Lado B / Gênero musical: Marcha / Carnaval



Onde é que a vida é boa
Do príncipio até o fim
No céu deve ser assim

Onde é que as morenas
Cheiram mais do que jasmim
No céu deve ser assim

No céu mulher não bebe, não fuma,
Não gasta dinheiro em carmim
O céu é que serve pra mim

Onde é que a vida é boa
Do príncipio até o fim
No céu deve ser assim

Onde é que as morenas
Cheiram mais do que jasmim
No céu deve ser assim

No céu mulher não bebe, não fuma,
Não gasta dinheiro em carmim
O céu é que serve pra mim

Eu já sei que não sou santo
Mas vou pra fila esperar o meu lugar
Levo uma carta de apresentação
Senão São Pedro é capaz de me barrar

Eu já sei que não sou santo
Mas vou pra fila esperar o meu lugar
Levo uma carta de apresentação
Senão São Pedro é capaz de me barrar

Onde é que a vida é boa
Do príncipio até o fim
No céu deve ser assim

Onde é que as morenas
Cheiram mais do que jasmim
No céu deve ser assim

No céu mulher não bebe, não fuma,
Não gasta dinheiro em carmim
O céu é que serve pra mim

Ninguém vem ouvir meus ais

Ninguém vem ouvir meus ais (samba, 1942) - Nássara e J. Cascata - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Ninguém vem ouvir meus ais / Antônio Gabriel Nássara (Compositor) / J. Cascata (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Número do Álbum 34959 / Nº da matriz: S-052559 / Data de Gravação 23/06/1942 / Data de Lançamento Setembro/1942 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Ò...ninguém para assistir
Ninguém para ouvir
Os meus doídos ais
Deus sereno e justiceiro
Faz um favor derradeiro
Quero ter a consciência em paz

Sou culpado na verdade
De toda a infelicidade
Mas não pensei no que fiz
Pois, quem erra e se condena
Não merece ter a pena
De viver sempre infeliz

Certas coisas acontecem
Que nem se pode explicar
Por que foi que nós brigamos
Se eu não queria brigar
Hoje estamos separados
Cada qual sofrendo mais
Vivendo bem desgraçados
Ninguém vem ouvir meus ais

Sou culpado na verdade
De toda a infelicidade
Mas não pensei no que fiz
Pois, quem erra e se condena
Não merece ter a pena
De viver sempre infeliz

Certas coisas acontecem
Que nem se pode explicar
Por que foi que nós brigamos
Se eu não queria brigar
Hoje estamos separados
Cada qual sofrendo mais
Vivendo bem desgraçados
Ninguém vem ouvir meus ais,/i>

quarta-feira, 12 de março de 2008

Chiribiribi quá quá

Ary Barroso
Chiribiribi quá quá (marcha/carnaval, 1937) - Ary Barroso e Antônio Nássara - Interpretação: Bando da Lua

Disco 78 rpm / Título da música: Chiribiribi quá-quá / Ary Barroso (Compositor) / Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Bando da Lua (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 23/11/1936 / Lançamento: 12/1936 / Nº do Álbum: 34115 / Nº da Matriz: 80249-1 / Gênero musical: marcha


Chiribiribi quá quá
Chiribiribi quá quá
Nosso amor, há de ser campeão
Chiribiribi quá quá
Chiribiribi quá quá
O juiz o juiz é o coração


Eu procurei fazer um gol no teu amor
Fiquei nervoso e perdi a direção
O juiz apitou sem ter razão
O juiz, o juiz é um ladrão

Pra que juiz marcar o jogo entre nós dois
Si vale "foul", vale "offside" e bofetão
É melhor o juiz lamber sabão
Oh! O juiz, o juiz é um ladrão



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 10 de março de 2008

A.M.E.I.

Francisco Alves
A.M.E.I. (marcha/carnaval, 1936) - Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: A M E I / Eratóstenes Frazão (Compositor) / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 07/01/1936 / Lançamento: 02/1936 / Nº do Álbum: 34033 / Nº da Matriz: 80078-1 / Gênero musical: Marcha


A-M-E-I quer dizer amei (amei)
S-O-F-R-I quer dizer sofri (sofri)
Que pena o alfabeto não ter
Letras pra gente escrever
Tudo aquilo que eu senti por ti (por ti)

Eu que nunca tive professor
Para me ensinar o verbo amar

Aprendi o A-B-C do meu amor
Na cartilha azul do teu olhar

Quando eu te dei meu coração
Não podia nunca imaginar
Que existisse a palavra ingratidão
Na cartilha azul do teu olhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 9 de março de 2008

Tipo sete

Francisco Alves
Tipo sete (marcha/carnaval, 1934) - Antônio Nássara e Alberto Ribeiro - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Tipo sete / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra Odeon e Coro (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 18/12/1933 / Lançamento: 01/1934 / Nº do Álbum: 11090 / Nº da Matriz: 4770 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


O tipo louro
Vale um tesouro
Mas perto do moreno
É café pequeno

Enquanto eu tiver
Olhos pra enxergar
Boca pra gritar
Hei de ter opinião
Não é qualquer mulher

Que consegue dominar
Meu coração

O tipo escuro
Não dá futuro
É capital parado
Que não rende juro

O tipo claro
É muito raro
Mas vende muito pouco
Porque custa caro



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 8 de março de 2008

Maria Rosa

Maria Rosa (marcha/carnaval, 1934) - Antônio Nássara

Disco 78 rpm / Título da música: Maria rosa / Autoria: Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra Odeon (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1933 / Nº Álbum 11087 / Gênero musical: Marcha


Cadê Maria Rosa?
Tipo acabado de mulher fatal
Que tem como sinal uma cicatriz
Dois olhos muito grandes
Uma boca e um nariz

Dois olhos muito grandes
Uma boca e um nariz

Maria Rosa saiu a passeio
Dizendo que voltava pra jantar
Faz quase um mês
E Maria ainda não veio
Eu peço a todo mundo
Que me ajude a procurar

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Retiro da saudade

Retiro da saudade (marcha-rancho, 1934) - Nássara e Noel Rosa - Intérpretes: Carmen Miranda e Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Retiro da Saudade / Autoria: Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Carmen Miranda, 1909-1955 (Intérprete) / Francisco Alves (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1934 / Nº Álbum 33827 / Lado A / Gênero musical: Marcha.



Quando li o seu recado
Por ti fascinado
Encontrei no seu cartão
Minha desilusão
Retirei saudosamente
Pra mostrar a essa gente
Que não tenho coração

Quando por amor suspiro
A saudade vem então
Encontrar o seu retiro
Encontrar o seu retiro
Dentro do meu coração

Dentro do teu coração
Não me diga que não
Só existe falsidade
É a pura verdade
Eu já fiz um trocadilho
Pra cantar com estribilho
No retiro da saudade

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Mundo de zinco


Antônio Nássara nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 11 de novembro de 1910 e faleceu no dia 11 de dezembro de 1996. Compositor e caricaturista, foi vizinho de Noel Rosa, compondo com ele a marcha “Retiro da Saudade”, gravada por Francisco Alves e Carmen Miranda em 1934. Foi o autor de sucessos como “Alá lá ô”, com Haroldo Lobo, “Mundo de Zinco” e “Balzaquiana” com Wilson Batista, “Formosa”, com J. Rui, “Periquitinho verde”, com Sá Róris, entre outros.

Mundo de Zinco (samba/carnaval, 1952) - Antônio Nássara e Wilson Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Mundo de zinco / Autoria: Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Goulart (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acompanhante) / Araújo, Severino (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1951 / Nº Álbum 16497 / Lado B / Gênero musical: Samba


Aquele mundo de zinco
Que é Mangueira
Desperta com o apito do trem

Uma cabrocha, uma estrela
Um barracão de madeira

Qualquer malandro em Mangueira tem

Mangueira, fica pertinho do céu

Mangueira, vai assistir o meu fim
Mas deixo o nome na história

O samba foi minha glória
E sei que muita cabrocha

Vai chorar por mim


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Balzaquiana

Jorge Goulart
Balzaquiana (marcha/carnaval, 1950) - Antonio Nássara e Wilson Batista - Intérprete: Jorge Goulart

Disco 78 rpm / Título da música: Balzaquiana / Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Goulart (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 18/11/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 16145 / Nº da matriz: 2188 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Não quero broto
Não quero, não quero não
Não sou garoto

Pra viver mais de ilusão
Sete dias da semana

Eu preciso ver minha balzaquiana

O francês sabe escolher

Por isso ele não quer
Qualquer mulher

Papai Balzac já dizia
Paris inteiro repetia

Balzac tirou na pinta
Mulher, só depois dos trinta



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 29 de abril de 2006

Nós queremos uma valsa

Nássara
Frazão propôs e Nássara aceitou fazerem os dois uma valsa para o carnaval. Assim nasceu "Nós Queremos Uma Valsa", novidade que agradou plenamente aos foliões de 1941. Na realidade, agradou mais ainda ao jornalista Morais Cardoso, o Rei Momo do Rio na ocasião. Além de muito gordo, como todo Rei Momo, Morais tinha problemas de saúde e vivia com os pés inchados. Para ele era um suplício cumprir as obrigações de rei do carnaval, que incluíam uns passos de samba ou de marcha nas dezenas de bailes a que tinha de comparecer.

Então, ao tomar conhecimento da valsa, adotou-a imediatamente como sua música oficial, que passou a ser executada nos lugares aonde ele ia. Naturalmente, tal resolução amenizou sua tarefa coreográfica, reduzindo-a a suaves passinhos de valsa. "O Morais nunca teve um carnaval tão tranqüilo", relembrava Nássara.

Lançada por Carlos Galhardo, "Nós Queremos Uma Valsa" tem melodia calcada na "Valsa dos Patinadores" (de Emil Waldteufel), enquanto a letra evoca os velhos tempos, quando "uma valsa de roda era o requinte da moda". Para caracterizar o clima carnavalesco, a introdução reproduz um tradicional toque de clarim.

Nós queremos uma valsa (valsa/carnaval, 1941) - Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Nós queremos uma valsa / Eratóstenes Frazão (Compositor) / Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/12/1940 / Lançamento: 02/1941 / Nº do Álbum: 34708 / Nº da Matriz: 52089 / Gênero musical: Valsa carnavalesca



Antigamente, uma valsa de roda
Era de fato, o requinte da moda
Já não se dança uma valsa, hoje em dia
Com o mesmo gosto e com tanta alegria!

Mas se a valsa morrer,
Que saudade a gente vai ter,
Mas... se valsa morrer,
Que saudade que a gente vai ter!

Nós queremos uma valsa
Uma valsa para dançar.
Uma valsa que fale de amores,
Como aquela dos patinadores...

Vem, meu amor,
Vem, meu amor
Num passinho de valsa,
Que vem e que vai,
Mamãe quer dançar com papai!


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Allah-la-ô

A história de "Alá-lá-ô" começou no carnaval de 1940, quando um bloco do bairro da Gávea cantou nas ruas a marcha "Caravana", de autoria de seu patrono Haroldo Lobo, que tinha apenas estes versos: "Chegou, chegou a nossa caravana / viemos do deserto / sem pão e sem banana pra comer / o sol estava de amargar / queimava a nossa cara / fazia a gente suar".

Meses depois, preparando o repertório para o carnaval de 41, Haroldo pediu a Antônio Nássara para completar a composição. Achando a idéia (a caravana, o deserto, o calor...) bem melhor do que os versos, ele logo faria esta segunda parte: "Viemos do Egito / e muitas vezes nós tivemos que rezar / Alá, Alá, Alá, meu bom Alá / mande água pra Ioiô / mande água pra Iaiá / Alá, meu bom Alá".

Conta Nássara - em depoimento realizado para o Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, em 1983 - que, quando Haroldo tomou conhecimento dos versos, com a palavra "Alá" repetida várias vezes, entusiasmou-se: "Mas que palavra você me arranjou, rapaz!". E ali, na hora, criou o refrão "Alá-lá-ô, ô-ô-ô ô-ô-ô / mas que calor, ô-ô-ô ô-ô-ô", ponto alto da composição.

Ainda no mesmo depoimento, Nássara ressalta a atuação de Pixinguinha, como arranjador, na gravação inicial: "Era a última sessão de gravação para o carnaval de 41. Se não fosse gravado naquela sessão, só sairia no ano seguinte. Então, corri à casa de Pixinguinha, na rua do Chichorro, no Catumbi. Era um sábado de verão e o maestro, cheio de serviço, estava trabalhando sem camisa, encharcado de suor. Mesmo assim, ele teve a boa vontade de dar prioridade à minha música, começando a fazer imediatamente o arranjo, que ficou uma beleza, com uns três ou quatro enxertos de sua autoria".

Além da criativa introdução, Pixinguinha soube vestir "Allah-lá-ô" com uma orquestração exemplar, em que mais uma vez utilizou o recurso da modulação na sessão instrumental, que começa e termina com duas brilhantes passagens, primeiro subindo a lá maior e depois retornando a sol maior, tonalidade do cantor. Em 1980, num artigo em Manchete, David Nasser declarou-se autor da letra de "Caravana", embrião de "Allah-la-ô".

Allah-la-ô (marcha/carnaval, 1941) - Haroldo Lobo e Nássara - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Alá-lá-ô / Haroldo Lobo (Compositor) / Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/11/1940 / Lançamento: 01/1941 / Nº do Álbum: 34697 / Nº da Matriz: 52055 / Gênero musical: Marcha


Tom: D
     
          A7                 D
Allah-la-ô,  ô ô ô,  ô ô ô ô
          A7               D
Mas que calor, ô ô ô,  ô ô ô    (bis)
       A7                    D
Atravessamos o deserto do Sahara
              A7                      D
O sol estava quente, queimou a nossa cara  (ESTRIB.)

  D7        G                  A7                       D
Viemos do Egito    /  e muitas vezes nós tivemos que rezar
                             A7
Allah-Allah-Allah, meu bom Allah
 D               A7       D                
Mande água pra Ioiô    / Mande água pra Iaiá
  A7              D
Allah, meu bom Allah


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Meu consolo é você

Orlando Silva
Meu consolo é você (samba, 1939) - Antônio Nássara e Roberto Martins - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Meu consolo é você / Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Roberto Martins (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/10/1938 / Lançamento: 12/1938 / Nº do Álbum: 34386 / Nº da Matriz: 80916-2 / Gênero musical: Samba


C------------------- Dm
Meu consolo é você
----G7----------- C --------G7------ C
Meu grande amor eu explico porque
----------A7--------- Dm------ A7----- Dm
Sem você sofro, muito, não posso viver
-----------G7----------- C----- G7 ------C

Sem você mais aumenta o meu padecer
---------------------F
Tudo fiz sem querer
------------------C -------------G7 ---------C
Meu grande amor eu peço desculpa a você
-----------------G7-------------------- C
Mas se por acaso você não me perdoar
---------------G7 -------------------------C
Juro por Deus que não vou me conformar
------------------G7--------------------- C
Pois a minha vida sem você é um horror
---------------------D7 --------------(G7)
Eu sofro noite e dia e você sabe porque
---------------------G7
Meu consolo é você



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Florisbela

Sílvio Caldas
Florisbela (marcha/carnaval, 1939) - Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: Florisbela / Eratóstenes Frazão (Compositor) / Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Orquestra Victor Brasileira (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 07/11/1938 / Lançamento: 12/1938 / Nº do Álbum: 34387 / Nº da Matriz: 80929-2 / Gênero musical: Marcha


-----A----------Bm---- E7
Entre uma rosa amare...la
--------------------------------A
Um cravo branco e um jasmim
--------------------- E7
Encontrei a Florisbela
------------------------------A
Entre as flores de um jardim
------------------------D
Implorei um beijo dela
----------C#7----------- F#m

E ela nem olhou pra mim
-----D ---------------A
Afinal as flores belas
-------B7----- E7 ----A
Todas elas são assim

---------------------------B7
Vendo que nada arranjava
-----E7-------------- A
Eu dei o fora por fim
E a Florisbela
----------------------------E7
Quando viu que eu me afastava
-------B7----------- E7
Correu atrás de mim
------D -------------A
Afinal as Florisbelas
--------B7---- E7---- A
Todas elas são assim



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Periquitinho verde

Dircinha Batista
Periquitinho Verde (marcha/carnaval, 1938) - Antônio Nássara e José de Sá Róris - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Periquitinho verde / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Sá Róris (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 29/11/1937 / Lançamento: 01/1938 / Nº do Álbum: 11553 / Nº da Matriz: 5719 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


----------A ----------Bm-- E7 -----------D-- E7 -----A
Meu periquitinho verde /----- Tire a sorte por favor
-----------------F#7 -------------------Bm
Eu quero resolver / Este caso de amor
----------D --Dm6- A--------- Bm----- E7 -----A

Pois se eu não caso / Neste caso eu vou morrer

-------------------Bm------- E7----------- A
O que eu não quero / É depois de me casar
----------------Bm------------- E7---------- A
Ouvir a filharada / Noite e dia a me amolar
-------------------------------------Bm--------- Dm6
Pois eu juro que não tenho / Paciência de aturar:
--------A------ Bm-- E7 --A
"Mamãe eu quero mamar"



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 22 de abril de 2006

Carneirinho

Francisco Alves
Carneirinho (marcha/cantiga, 1934) - Antônio Nássara - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Carneirinho / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Pixinguinha [Direção], Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 07/05/1934 / Lançamento: 06/1934 / Nº do Álbum: 33786 / Nº da Matriz: 79637-1 / Gênero musical: Marcha junina


Carneirinho, carneirão / Sobe tudo que é balão
Ai meu São João / Vem caindo a saudade
Dentro do meu coração

Quando a noite do céu vem descendo

Traz consigo a saudade e a ilusão
Numa prece de amor revivendo
Acendem-se as luzes do meu São João

Coração é capela de sonho
Onde o amor vive sempre a rezar
Eu vivia contente e risonho
Num sonho constante e feliz de te amar



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Formosa

Formosa (marcha/carnaval, 1933) - Antônio Nássara e J. Rui - Intérpretes: Francisco Alves e Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Formosa / J. Rui (Compositor) / Antônio Nássara, 1910-1996 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Mário Reis (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 22/12/1932 / Lançamento: 01/1933 / Nº do Álbum: 10957 / Nº da Matriz: 4560 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


---------------------Dm
Ó mulher o teu amor ô, ô, ô, ô
--------------------A7
Não é coisa de durar á, á, á, á
-------------------------Dm--- A7
Hoje é meu mas amanhã
------------------------Dm
Eu não sei de quem será

---------C7----------------- F
Foi Deus quem te fez formosa
--------A7--------- D7
Formosa, ô, formosa
------Gm----------------- Dm
Porém este mundo te tornou
----------A7 ----------Dm
Presunçosa, presunçosa

------------------------Dm
A saudade de um amor ô, ô, ô, ô
-------------------------A7
No meu peito quis entrar á, á, á, á
-------------------------Dm--- A7
O amor já foi-se embora
----------------------Dm
E a saudade quis ficar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Nássara

Nássara (Antônio Gabriel Nássara), compositor e caricaturista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 11/11/1910, e faleceu em 11/12/1995. Nascido no bairro de São Cristóvão, tinha dois anos quando a família se mudou para Vila Isabel, na mesma rua em que morava Noel Rosa.


Em sua mocidade frequentou o Ponto de Cem Réis, em Vila Isabel, onde se reuniam boêmios e sambistas, inclusive o vizinho Noel Rosa, que, mais tarde, foi seu parceiro na marcha Retiro da saudade (1934), gravada por Francisco Alves e Carmen Miranda, em dupla, e Os Diabos do Céu.

Em 1927, passou a trabalhar como caricaturista do jornal O Globo, do Rio de Janeiro.

Por volta de 1928 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, para fazer o curso de arquitetura, e, com os colegas, formou um grupo musical, a Turma da E.N.B.A., integrado por J. Rui, Barata Ribeiro, Manuelito Xavier e Jaci Rosas e, mais tarde, pelo cantor Luís Barbosa, que não era aluno da escola.

Em 1931, sua composição Para o samba entrar no céu... (com Almirante e J. Rui) foi gravada por Almirante. No ano seguinte, trabalhando no jornal Mundo Sportivo, participou da organização do primeiro concurso de escolas de samba, patrocinado pelo jornal. Por essa época, abandonou o curso de arquitetura, passando a trabalhar somente como caricaturista, diagramador e paginador de jornais e revistas cariocas, entre os quais A Noite, A Crítica, A Hora, O Radical, A Nação, Careta, O Cruzeiro, Última Hora e A Jornada, periódico fundado por Orestes Barbosa.

Nessa mesma época, trabalhou, durante seis meses, no Programa Casé, da Rádio Philips, inicialmente como locutor e, depois, como redator de anúncios. Um dos pioneiros do jingle no Brasil, nessa rádio anunciou a padaria Bragança com um jingle, em ritmo de fado, que se tornou muito popular. Seu primeiro sucesso, a marcha Formosa (com J. Rui), foi lançado no Carnaval de 1933 pela dupla Mário Reis e Francisco Alves, na Odeon.

Para o Carnaval de 1934, Francisco Alves gravou Tipo sete (com Alberto Ribeiro), que obteve o primeiro lugar no concurso da prefeitura na categoria marcha. Em 1935, compôs Coração ingrato (com Eratóstenes Frazão) e, em 1938, fez grande sucesso com a marchinha Periquitinho verde (com Sá Róris), gravada na Odeon por Dircinha Batista.

Em 1939, com Frazão, seu parceiro mais constante, fez Florisbela, vencedora do concurso oficial carnavalesco daquele ano e gravada por Sílvio Caldas, além do samba Meu consolo é você (com Roberto Martins), sucesso de Orlando Silva.

No Carnaval de 1941, lançou Nós queremos uma valsa (com Frazão), gravada por Carlos Galhardo. Nesse ano, uma das composições mais cantadas no Carnaval foi a sua Allah-la-ô (com Haroldo Lobo), gravada por Carlos Galhardo com uma célebre orquestração de Pixinguinha.

De 1943 a 1945, colaborou assiduamente na revista O Cruzeiro, fazendo charges relativas à Segunda Guerra Mundial. No final da década de 1940, tornou-se parceiro de Wilson Batista. A primeira composição da dupla, a marcha Balzaquiana, foi gravada em 1950 por Jorge Goulart, e, traduzida para o francês por Michel Simon, foi lançada na França por ocasião das comemorações do centenário de Honoré de Balzac (1799-1850).

Repetiram o sucesso no Carnaval de 1951 com a marcha Sereia de Copacabana, e no de 1952 com o samba Mundo de zinco, ambos também gravados por Jorge Goulart. Em 1953 compôs o samba Chico Viola (com Wilson Batista), em homenagem a Francisco Alves - que acabara de morrer em acidente automobilístico -, gravado por Linda Batista.

Desiludido com os esquemas de comercialização do Carnaval, sua produção começou a diminuir a partir do final da década de 1950. Voltou a compor em 1968, lançando, para o Carnaval, O craque do tamborim (com Luís Reis).

A 13 de fevereiro de 1968 prestou depoimento sobre sua vida ao MIS, do Rio de Janeiro. Em 1972 voltou a trabalhar como desenhista, fazendo as 12 capas dos LPs da série No tempo dos bons tempos, da Philips, etiqueta Fontana. Nessa época, colaborou no semanário carioca O Pasquim. Seu trabalho como cartunista foi tema do livro Nássara desenhista, de Cássio Loredano, publicado pela Funarte em 1985.

Vários artistas das novas gerações fizeram caricaturas dele para uma exposição, em sua homenagem, no Museu de Belas Artes (Rio de Janeiro), em 1990. Não chegou a ver publicado seu último trabalho, de 1996, com mais de 30 desenhos que ilustravam o livro infantil Moça perfumosa, rapaz pimpão, de Daniela Chindler. Era o primeiro livro infantil que ilustrava.

Algumas músicas




















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.