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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Quebra, quebra gabiroba

Januário de Oliveira
Quebra, quebra gabiroba (marcha/carnaval, 1930) - Plínio Brito - Intérprete: Januário de Oliveira com Jararaca e Paraguassu

Disco 78 rpm / Título da música: Quebra quebra gabiroba / Plínio Brito (Compositor) / Januário de Oliveira (Intérprete) / Jararaca (Intérprete) / Paraguassu (Intérprete) / Zezinho e Grany, Petit, Jonas, Gaó (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Nº do Álbum: 5183-b / Nº da Matriz: 380608-2 / Lançamento: Março/1930 / Gênero musical: Marcha / Coleções: Humberto Franceschi


Ó quebra, quebra gabiroba
Eu quero ver quebrar
Ó quebra, quebra gabiroba


Eu quero ver quebrar
Ó quebra, quebra gabiroba
Eu quero só te amar
Ó quebra, quebra gabiroba


Eu quero só brincar
Ó quebra aqui e quebra lá
Eu quero ver quebrar

É no Rio de Janeiro
Que é a terra do amor
Só se vive sem dinheiro
Mas se goza com calor

É no Rio de Janeiro
Que é a terra do amor
Só se vive sem dinheiro
Mas se goza com calor

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Eu sou do amor

Marcha carnavalesca de Ary Barroso (foto) que concorreu ao concurso da revista O Cruzeiro, com o nome da noiva - Yvonne Arantes, sob o pseudônimo "Boy", obtendo o 2º lugar. Gravada na Columbia pelo cantor Januário de Oliveira, acompanhado pelo Jazz Band Columbia (Gaó, Jonas, Petit, Zezinho, Sutte, Grany e Jararaca) e lançado em março de 1930.

Eu sou do amor (marcha / carnaval, 1930) - Ary Barroso - Intérprete: Januário de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Eu sou do amor / Ary Barroso (Compositor) / Januário de Oliveira (Intérprete) / Jazz Band Columbia [Gaó, Jonas, Petit, Zezinho, Sutte, Grany e Jararaca] (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Nº do Álbum: 5188-b / Nº da Matriz: 380619-1 / Lançamento: Março/1930 / Gênero musical: Marcha / Coleções: Nirez, Humberto Franceschi


Meu amor eu vou me embora,
Agora, agora
Não, não quero ouvir mais queixa
Me deixa, me deixa

Eu sou do amor,
Não posso perder ó flor
Eu sou do amor,
Não posso perder ó flor

Vai contar o seu segredo,
Sem medo, sem medo
Não me passo pra feitiço,
Que é isso, que é isso

Eu sou do amor,
Não posso perder ó flor
Eu sou do amor,
Não posso perder ó flor



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Pai Adão

Eduardo Souto
Pai Adão (marcha/carnaval, 1924) - Eduardo Souto - Interpretações: Bahiano e Januário de Oliveira

Disco selo: Odeon R / Título da música: Pai Adão / Eduardo Souto (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Januário de Oliveira (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 122660 / Lançamento: 1924 / Gênero musical: Marcha carnavalesca / Obs.: Ainda sem a música.

O Pai Adão lá na sua inocência
Comeu maçã que comer não devia
E desta sua falada imprudência
Foi que nasceu toda a nossa alegria

Você, seu Pai Adão
Com seu capricho
Foi mesmo um bicho
Com parte de inocente
Pôs toda a culpa
Na pobre serpente

Gozar, gozar
Gozar, gozar até cansar
Ai como é bom viver
Só a cantar
E como Adão, pecar
Pecar, pecar
Gozar, gozar
Gozar, gozar até cansar

Não vale a pena
A vida maldizer
Quem tem
Tão pouco tempo
De prazer, prazer

Não sei dizê

Eduardo Souto
Não sei dizê (marcha/carnaval, 1924) - Eduardo Souto - Intérpretes: Bahiano e Januário de Oliveira

Disco selo: Odeon R / Título da música: Não Sei Dizê / Eduardo Souto (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Januário de Oliveira (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 122658 / Lançamento: 1924 / Gênero musical: Marcha / Coleção: Nirez D



Não sei dizê quem é
O meu amor
Que passarinho mau
Fugiu, voou (x2)

Ai se eu pudesse
Ser passarinho
Pra seguir
No seu caminho
Não tinha agora
Que amargurar
E nem viver a penar

Viver sempre a chorar
Sempre a sofrer
Por teu amor
É dura sorte
É grande dor
Não sei, não sei que fiz
Pra andar no mundo
Assim sozinho
Sem carinho
Infeliz

Amar sem ter ao menos a doçura
De um olhar
É dura sorte, é desventura
Nem sei como findar
O meu viver,
Como acabar
Este meu sofrer

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Arnaldo Pescuma

Arnaldo Pescuma, tenor e compositor, nasceu em 29/1/1903, em São Paulo/SP, e faleceu na mesma cidade em 13/1/1968.

Em 1920 participou, como tenor, de uma companhia de óperas, que se apresentou em Recife/PE e Aracaju/SE. Em 1923 aparecia como cantor de operetas no Teatro Boa Vista, de São Paulo, e, durante dez anos, em outros locais.

Em 1933 viajou para o Rio de Janeiro/RJ e assinou um contrato de seis meses na Rádio Mayrink Veiga.

No filme Alô, alô, Brasil (1935, co-direção de João de Barro e Alberto Ribeiro), cantou a marcha de sua autoria Muita gente tem falado de você, com o conjunto Os Quatro Diabos (que, com ele, passou a se chamar Os Cinco Diabos).

Em 1935 voltou a São Paulo como contratado da Rádio Difusora, e no ano seguinte foi para Buenos Aires, Argentina, contratado pela Radio Belgrano. Em 1937, já em São Paulo, fundou a escola de canto Apebar. Quatro anos depois voltou a cantar ópera no Teatro Municipal, de São Paulo, onde mais tarde seria diretor de cena.

Gravou vários discos, destacando-se os que fez em dupla com Januário de Oliveira, com seis músicas premiadas no Carnaval paulista, entre as quais duas marchas de muito sucesso: Mulatinha da caserna (Martinez Grau e Capitão Furtado) e Paulistinha querida (Ary Barroso).


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Januário de Oliveira

Januário de Oliveira (Januário de Oliveira Chirico), cantor e humorista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 24/3/1902, e faleceu em São Paulo SP, em 22/2/1963. Carioca do Catumbi, seu primeiro emprego foi como caixeiro. Depois alfaiate, fazia serestas e brilhava nas festas do Clube Ginástico Português antes de estrear na Rádio Sociedade.

Sinhô tirou-o da Rádio Clube do Brasil, em 1929, para um espetáculo no Teatro Municipal de São Paulo, promovido pelo Clube de Antropofagia em apoio a candidatura de Júlio Prestes à presidência.

Gravou então em São Paulo seus primeiros discos na Columbia, com Chequerê, Nossa Senhora do Brasil (homenagem a Tarsila do Amaral), Minha branca e Como se gosta, todas de Sinhô, de quem gravaria 13 composições. Resolveu ficar em São Paulo e Sinhô conseguiu que cantasse na Radio Educadora Paulista (hoje Gazeta). Tornou-se um dos principais artistas da Columbia e gravou 80 músicas numa primeira fase.

Em 1930 fez sucesso com Dança de caboclo e Engenho novo, de Hekel Tavares, Cauã, valsa de Sinhô, e Quebra, quebra gabiroba, marcha carnavalesca de Plínio Brito. No final de 1931, foi para a modesta gravadora Arte-Fone e atuou na Rádio Record. César Ladeira apelidou-o então de A Voz de Veludo.

Em 1933 passou para a RCA Victor e, no ano seguinte, fez sucesso com a valsa Meu destino (José Maria de Abreu e Carlos Rego Barros de Sousa). Nesse ano, começou a cantar na nova Rádio Difusora, de São Paulo, e a atuar no Programa da Saudade, criado em 1935, que se constituiu no mais ouvido do rádio paulista. Em 1935 cantou e fez o papel de galã no filme Fazendo fita, de Vitorio Capelaro, e participou da inauguração da Radio Farroupilha, de Porto Alegre RS, com grande sucesso.

No Carnaval de 1936, em dueto com Arnaldo Pescuma, destacou-se com Mulatinha da caserna (Martinez Grau e Ariovaldo Pires) e Paulistinha querida (Ary Barroso), primeiro e segundo prêmios na categoria de marcha do concurso da Prefeitura de São Paulo. Em 1936 voltou à Columbia e obteve dois sucessos num mesmo disco: Saudades da minha terra (Décio Pacheco da Silveira), valsa, e Alma de violeiro (Décio Pacheco da Silveira e J. Meio Macedo), toada.

Sua discografia, de 1929 a 1938, totaliza 64 discos com 113 músicas. Ao deixar a Rádio Difusora, excursionou pelo Sul com o cantor italiano Carlo Butti e acabou ficando por dois anos na Rádio Farroupilha. Voltou em 1938 para São Paulo e resolveu explorar seu talento humorístico. Passou a ser grande atração em cassinos, teatros e boates de todo o Brasil, ficando conhecido como o Humorista das Quatro Vozes. Fez imitações de Nelson Eddy, Marta Eggerth, Jean Sablon e principalmente Carmen Miranda. Interrompeu sua carreira em 1949, tornando-se empresário de artistas.

CDs: Carnaval vol. 4, 1991, Revivendo RVCD 022; Carnaval vol. 9, 1993, Revivendo RVCD 034; Valsas brasileiras vol. 1, 1993, Revivendo RVCD 048.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

domingo, 26 de março de 2006

Minha branca

Sinhô
Minha branca (samba, 1929) - Sinhô - Interpretação: Januário de Oliveira, acompanhado por Pedroso e Sinhô - Disco 78 rpm - Selo Columbia - Gênero: Samba - Álbum 5085 - Lançamento: Setembro 1929 - Lado único


Os óio da minha branquinha têm
Meiguice de quem sabe querer bem
Teu riso me traz a recordação 
Das trovas dos tempos que lá se vão

Ai, como é bom saber querer! 

Tudo n'alma é um prazer
Mesmo dentro de um sofrer

Passa-se a vida tão sutil
Num sorrir primaveril

Igual todo o céu de anil

A boca da minha branquinha tem

O cheiro que as flores também contêm
Teu rosto me inspira a consagração

Da Virgem Maria da Conceição

Como se gosta

Sinhô
Como se gosta (valsa, 1929) - Sinhô - Interpretação: Januário de Oliveira, acompanhado por Pedroso, Sinhô, piano e violão - Disco 78 rpm Columbia - Gênero: valsa - Álbum 5104 - Lançamento: Outubro de 1929 - Lado indefinido



Se passas cantando / Juntinho da choça
Meu peito que apita / Em mim se remoça
Desperta a atenção / Corro logo a escutar
Pra sentir mais perto / Teu meigo cantar

E ouvindo o dolente / Cantar docemente
Pletora silente / Que tudo se sente
E eu penso teus olhos / Fingir não saber
Pra fazer saudades / A teu bem querer

Se não mais te escuto / Porque longe vais
Eu sinto a saudade / Bater nos meus ais
Do eco saudoso / Que chama silente
Que prende por certo / A alma da gente

E volvendo os meus olhos / Pra minha viola
E abraço-me a ela / Que as mágoas consola
E após num acorde / Da fibra serena
Vou reproduzindo / O cantar da morena

Chequerê

Sinhô
Chequerê (choro, 1929) - Sinhô - Interpretação: Januário de Oliveira, acompanhado por Pedroso e Sinhô - Disco 78 rpm - Selo Columbia - Gênero: Choro - Álbum 5084 - Lançamento: Setembro 1929 - Lado indefinido


D7+------------- Em----------- A7----------- D7+
Não calculas como sofre o meu pobre coração
---------D#º----------- Em ------A7-------- D7+
Por faltar o teu carinho junto do meu violão
--------------------Em
E assim é tudo enfim
---------A7 ---------D7+
Meu doce chequerê
----D#º---------------- Em
Mas eu não me conformo
-----A7------------- D7+
Viver longe de você
-----------------Em -----------A7--------------- D7+
Vem depressa, sem demora pra eu não mais viver em vão
-------D#º--------- Em---------- A7------------- D7+
Que as saudades já são tantas dentro do meu coração
------------Em
E assim é tudo enfim
-----A7---------- D7+
Meu doce chequerê
---D#º------------- Em
Mas eu não me conformo
------A7----------- D7+
Viver longe de você