Disco 78 rpm / Título da música: Légua Tirana / Gonzaga, Luiz (Compositor) / Teixeira, Humberto, 1916-1979 (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor / Ano: 1949 / Nº Álbum: 800606 / Gênero musical: Valsa toada.
Tom: C
Am E7 Am
Oh que estrada mais comprida
A7
Oh que légua tão tirana
G E7 Am
Ai se eu tivesse asas
E7 Am G
Inda hoje eu via Ana
C F C
Quando o sol tostou as folhas
F C
E bebeu o riachão
Dm E7 Am
Fui inté o Jua zeiro
E7
Pra fazer minha oração
C F C
Tô voltando estrupiado
F C
Mais alegre o coração
Dm E7 Am
Padim Ciço ouviu minha prece
E7
Fez chover no meu sertão
Am E7 Am
Oh que estrada mais comprida
A7
Oh que légua tão tirana
G E7 Am
Ai se eu tivesse asas
E7 Am G
Inda hoje eu via Ana
C F C
Varei mais de vinte serras
F C
De alpercata e pé no chão
Dm E7 Am
Mesmo assim como inda farta
E7
Pra chegar no meu rincão
C F C
Trago um terço pra das Dores
F C
Pra Reimundo um vio...lão
Dm E7 Am
E pra ela, e pra ela
E7 Am
Trago eu e o coração
Disco 78 rpm / Título da música: Respeita Januário / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1950 / Nº Álbum: 800658 / Lado B / Gênero musical: Baião.
G
Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar de Januário
D
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte,
botão preto bem juntinho
G
Como nêgo empareado
G7
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
A
"De Itaboca à Rancharia,
D
de Salgueiro à Bodocó, Januário é o maior!"
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó:
G A D
"Luiz" respeita Januário
G
"Luiz" respeita Januário
G7
"Luiz", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
C
E com ele ninguém vai, "Luiz"
G D G
"Luiz", respeita os oito baixos do teu pai
Disco 78 rpm / Título da música: O Passo do Pinguim / Humberto Teixeira (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Continental, Setembro/1949 - Janeiro/1950 / Nº Álbum: 16148 / Lado A / Gênero musical: Marcha.
Tom: C
C
Pinguim nadou do polo até o Cabo Frio
E de lá pro Rio
Dm7
Pra brincar o carnaval
Do calor pinguim nem deu sinal
G7
De casaco e peito duro
C
O pinguim é mesmo o tal
G
Pinguim!
Dm7 G C
Oi, olha o passo, o passo do pinguim, pinguim
Dm7 G C
Sacudindo os ombros vai devagarinho, assim
F C
E se o calor esquenta o fraque do pinguim
Dm7 G C
Ele pede um chope duplo e bebe tudo até o fim
G
Pinguim!
Disco 78 rpm / Título da música: No meu pé de serra / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 27/11/1946 / Lançamento: 03/1947 / Nº do Álbum: 80-0495 / Nº da Matriz: S-078649-1 / Gênero musical: Chótis
Tom: G
G D
Lá no meu pé de serra
G
Deixei ficar meu coração
D
Ai, que saudades tenho
G
Eu vou voltar pro meu sertão
D
No meu roçado trabalhava todo dia
G
Mas no meu rancho tinha tudo o que queria
D
Lá se dançava quase toda quinta-feira
G
Sanfona não faltava e xote a noite inteira
D
O xote é bom
Em
De se dançar
D G
A gente gruda na cabocla sem soltar
D
Um passo lá
Em
Um outro cá
D C
Enquanto o fole tá tocando,
Bm Bbm
tá gemendo, tá chorando,
Am D G
tá fungando, reclamando sem parar
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.
De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".
E7+
Kalu, Kalu
F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
B7E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
BmE7A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
B7G#m7
Com certeza só não tendo coração
C#7F#m7
Fazê tar judiação
B7E7+
Você tá mangando di eu
A7+A#ºG#m7
Com certeza só não tendo coração
C#7F#m7
Fazê tar judiação
B7E7+
Você tá mangando di eu
A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34
Disco 78 rpm / Título da música: Estrada de Canindé / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 20/12/1950 / Lançamento: 03/1951 / Nº do álbum: 80-0744 / Nº da matriz: 092815 / Gênero musical: Toada baião
DEm7
Ai, ai, que bom
A7D
Que bom, que bom que é
D7G
Uma estrada e uma cabocla
A7D
Uma gente andando a pé
DEm7
Ai, ai, que bom
A7D
Que bom, que bom que é
D7G
Uma estrada e a lua branca
A7D
No sertão de Canindé
DCD
Automóve lá nem se sabe
G/DGm/D
Se é homem ou se é muié
DCDCD
Quem é rico anda em burrico
GADA7
Quem é pobre anda a pé
DA/C#BmD/A
Mas o pobre vê nas estrada
C7B7Em
O orvaio beijando as flor
Em7A7
Vê de perto o galo campina
Em7A7DA7
Que quando canta muda de cor
DA/C#Bm7Bm7Bbm7
Vai moiando os pé nos riacho
Am7D7G
Que água fresca, nosso senhor
Gm7C7F#m7
Vai oiando, coisa a granel
B7E7
Coisas que pra mode ver
A7D
O cristão tem que andar a pé
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Disco 78 rpm / Título da música: Adeus Maria Fulô / Humberto Teixeira (Compositor) / Sivuca (Compositor) / Carmélia Alves (Intérprete) / Jimmy Lester (Intérprete) / Sivuca (Acordeon) e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1951 / Lançamento: 07/1951 / Nº do álbum: 16436 / Nº da matriz: 2609 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: Nirez
Incansável na renovação de seu repertório, Luiz Gonzaga chegaria a gravar durante o ano nada menos de vinte composições, sendo oito delas com Humberto teixeira e sete com o novo parceiro, Zé Dantas. De todas essas músicas, mereceu destaque especial o baião "Qui Nem Jiló", um dos melhores da dupla Gonzaga-Teixeira.
Refletindo sinais da integração do gênero ao meio urbano, "Qui Nem Jiló" tem melodia mais elaborada do que a maioria dos baiões, em nada lembrando as primitivas cantigas sertanejas.
Qui nem jiló (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Marlene e Os Cariocas
Disco 78 rpm / Título da música: Qui nem jiló / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Os Cariocas (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do álbum: 16125 / Nº da matriz: 2167 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez
Introdução: G - C# - F#m - B7 - Em - G - A - DDC#
Se a gente lembrar só por
F#mA7
Lembrar
DE
O amor que agente um dia
AA7
Perdeu
GC#F#m
Saudade inté que assim é bom
B7Em
Pro cabra se convencer
AD
Que é feliz sem saber
A
Pois não sofreu
DC#F#mA
Porém se a gente vive a sonhar
DE
Com alguém que se deseja
AA7
Rever
GC#F#m
Saudade intonce aí é ruim
B7Em
Eu tiro isso por mim
GAD
Que vivo doido a sofrer
A
Ai quem me dera voltar
D
Pros braços do meu xodó
A
Saudade assim faz roer
D
E amarga que nem jiló
A
Mas ninguém pode dizer
DD7
Que me viu triste a chorar
GA
Saudade, o meu remédio é
DD7
Cantar
GA
Saudade, o meu remédio é
D
Cantar
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
Em 1929, a Aliança Liberal - coligação oposicionista formada por políticos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba - lançou as candidaturas de Getúlio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, à presidência da República e de João Pessoa de Queiroz, presidente da Paraíba, a vice-presidente (na época, os governadores de estado eram chamados presidentes).
Essa coligação, derrotada nas urnas pelo situacionista Júlio Prestes, seria o embrião das forças que deflagrariam a Revolução de 30, movimento vitorioso que mudou o curso de nossa história. O atrevimento da pequena Paraíba, participando valentemente desses acontecimentos, inspirou a expressão "Paraíba mulher macho, sim senhor", aproveitada vinte anos depois por Luiz Gonzaga e Humberto teixeira num jingle político, logo transformado no baião "Paraíba".
Só que, esquecida a origem, a expressão foi tomada ao pé-da-letra pela malícia popular, que a vinculou ao homossexualismo feminino - "Quando lama virou pedra / e mandacaru secou / quando ribaçã de sede / bateu asas e voou / foi aí que eu vim-me embora / carregando a minha dô / hoje eu mando um abraço pra ti pequenina / Paraíba masculina, muié macho, sim Sinhô".
Na segunda parte, o verso "Eta, pau Pereira em Princesa já roncou" é uma referência ao coronel José Pereira e à Revolta de Princesa, uma rebelião por ele comandada, em junho de 1930, contra o governo de João Pessoa. Zé Pereira chegou a proclamar a independência do município de Princesa no Decreto n° 1 de seu governo... Lançada por Emilinha Borba em março de 50 (Luiz Gonzaga só a gravaria em 52), "Paraíba" é um dos maiores sucessos de sua carreira.
Paraíba (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Emilinha Borba e os Boêmios
Disco 78 rpm / Título da música: Paraíba / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Os Boêmios (Intérprete) / Canhoto (Waldiro Tramontano, 1908-1987) e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 01/03/1950 / Lançamento: 03/1950 / Nº do álbum: 16187 / Nº da matriz: 2256 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez
G
Quando a lama virou pedra
Am
E Mandacaru secou
D7
Quando o Ribação de sede
G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
C
Carregando a minha dor
Cm
Hoje eu mando um abraço
G
Pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7G
Muié macho, sim sinhô
G
Eita pau pereira
Am
Que em princesa já roncou
D7
Eita Paraíba
G
Muié macho sim sinhô
Eita pau pereira
C
Meu bodoque não quebrou
Cm
Hoje eu mando
G
Um abraço pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7G
Muié macho, sim sinhô
G
Quando a lama virou pedra
Am
E Mandacaru secou
D7
Quando arribação de sede
G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
C
Carregando a minha dor
Cm
Hoje eu mando um abraço
G
Pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7G
Muié macho, sim sinhô
Eita, eita
C7
Muié macho sim sinhô
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
Disco 78 rpm / Título da música: Meu brotinho / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Francisco Carlos (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 08/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0627 / Nº da matriz: S-078941 / Gênero musical: Marcha
--------------A
Ai, ai, brotinho / Não cresça meu brotinho -------------------------E7
E nem murche como a flor / Ai, ai, brotinho ---------------------------------------------A
Eu sou um galho velho mas, / Quero seu amor.
Meu brotinho, por favor, não cresça --------------------------------------------Bm
Por favor, não cresça / Já é grande o cipoal ---------------------------E7 -----------------------------------A
Ta sobrando galharia seca / Ta pegando fogo no meu carnaval.
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Disco 78 rpm / Título da música: Baião de dois / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Quatro Ases e Um Coringa (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 10/07/1950 / Lançamento: 10/1950 / Nº do álbum: 80-0698 / Nº da matriz: S-092731 / Gênero musical: Baião
Abdom que moda é essa Deixa quente a colher?
Homem não vai na cozinha Que é lugar só de mulher
Vou juntar feijão de corda Numa panela de arroz
Abdom vai já pra sala Que hoje tem baião de dois
Ai, ai, ai Ai baião que bom tu sois
O baião é bom sozinho Que dirá baião de dois
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Disco 78 rpm / Título da música: Assum preto / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 26/05/1950 / Lançamento: 08/1950 / Nº do álbum: 800-681 / Nº da matriz: S-092674 / Gênero musical: Toada / Coleção de origem: Nirez
Dm
Tudo em vorta é só beleza
DGm
Sol de Abril e a mata em frô
GmDm
Mas Assum Preto, cego dos óio
2x A7D
Num vendo a luz, ai, canta de dor
Dm
Tarvez por ignorança
DGm
Ou mardade das pió
GmDm
Furaro os óio do Assum Preto
2x A7D
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Dm
Assum Preto veve sorto
DGm
Mas num pode avuá
GmDm
Mil vezes a sina de uma gaiola
2x A7Dm
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Dm
Assum Preto, o meu cantar
DGm
É tão triste como o teu
GmDm
Também roubaro o meu amor
2x A7D
Que era a luz, ai, dos óios meu (bis)
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Em 1949, durante passagem pela cidade fluminense de Mangaratiba, Luiz Gonzaga se encantou pelas belezas naturais e por mulheres como Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni. A admiração serviu de inspiração para o xote que leva o mesmo nome da cidade (Fonte: Belezas de cidade fluminense levaram o Rei do Baião a gravar xote 'Mangaratiba' - Portal EBC).
Disco 78 rpm / Título da música: Mangaratiba / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 07/06/1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do Álbum: 80-0604 / Nº da Matriz: S-078888-1 / Gênero musical: Chótis
Tom: C
G
Ôi, lá vem o trem rodanda estrada arriba
Pronde é que ele vai?
Mangaratiba! Mangaratiba! Mangaratiba!
F C
Adeus Pati, Araruama e Guaratiba
G C
Vou pra Ibacanhema, vou até Mangaratiba!
F C
Adeus Alegre, Paquetá, adeus Guaíba
F C
Meu fim de semana vai ser em Mangaratiba!
C7
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
C
Mangaratiba!
Lá tem banana, tem palmito e tem caqui
E quando faz liar, tem violão e parati
C7 F
O mar é belo, lembra o seio de Ceci
C G C
Arfando com ternura, junto à praia de Anguiti
C7
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
C
Mangaratiba!
Lá tem garotas tão bonitas como aqui:
Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni
C7 F
Amada vila junto ao mar de Sepetiba
C G
Recebe o meu abraço, sou teu fã
C
Mangaratiba!
F C7
Mangaratiba! Mangaratiba!
Fontes: Belezas de cidade fluminense levaram o Rei do Baião a gravar xote 'Mangaratiba' - Portal EBC; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Como "Asa branca", "Juazeiro" é um tema popular adaptado por Luiz Gonzaga e Humberto teixeira. Simples, ingênua e de muito bom gosto, a letra (de Teixeira) transmite o lamento de um sertanejo, abandonado pela amada, que interroga a árvore, testemunha de seu amor: "Juazeiro seje franco ! ela tem um novo amô? / se não tem por que tu chora? / solidário à minha dô...".
O verbo "roer", que aparece em dois versos da canção, é muito usado no Nordeste com o significado de "remoer uma dor de cotovelo". Já a melodia aproxima-se do blues, com a sétima bemolizada - tão presente na música nordestina - e sua constante busca pela tônica.
Um clássico de nossa música popular, "Juazeiro" foi gravado indevidamente nos Estados Unidos, (segundo Humberto Teixeira) com título diferente e letra da cantora Peggy Lee, que alegou desconhecer a origem brasileira da composição. O fato repetiu em condições idênticas na França, onde transformou-se em "Le Voyageur".
Juazeiro (baião, 1949) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Disco 78 rpm / Título da música: Juazeiro / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 07/06/1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do Álbum: 80-0605 / Nº da Matriz: S-078889-1 / Gênero musical: Baião
C7
Juazeiro, Juazeiro,
Me arresponda por favor
Juazeiro velho amigo
Onde anda meu amor?
F7 C7
Ai, Juazeiro
G7 C7
Ela nunca mais voltou
F7 C7
Diz, Juazeiro
G7 C7
Onde anda meu amor?
Juazeiro não te alembra
Quando nosso amor nasceu
Toda tarde a tua sombra
Conversava ela e eu
Ai, Juazeiro
Como dói a minha dô
Diz, Juazeiro
Onde anda o meu amô?
Juazeiro seja franco
Ela tem um novo amor?
Se não tem porque tu choras
Solidário a minha dor?
Ai, Juazeiro
Não me deixe assim doer
Ai, Juazeiro
Tô cansado de sofrer
Juazeiro meu destino
Tá ligado junto ao teu
No teu tronco tem dois nomes
Ela mesma é que escreveu
Ai, Juazeiro
Eu não guento mais doer
Ai, Juazeiro
Eu prefiro inté morrer
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
Disco 78 rpm / Título da música: Lorota boa / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 07/06/1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do Álbum: 80-0604 / Nº da Matriz: S-078887-1 / Gênero musical: Polca
C G C
Dei u'a carrera num cabra qui mexeu c'a Maroquinha
G C
Cumeçou na Mata Grande e acabou na Lagoinha!
Dm7 C
Curri mais de sete légua, carregado cumo eu vinha
G C
Pois trazia na cabeça um balaio cheio de galinha
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
Certa noite muito escura atirei de brincadeira
G C
Espaiei dezesseis chumbo cum a minha atiradeira
Dm7 C
No momento ia passando quinze patos no terreiro
G C
Qui cairam fulminado, oi qui tiro mais certeiro
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
Uma coisa aqui no Rio qui me chamou atenção
G C
Foi ver a facilidade qui se toma condução
Dm7 C
Todo mundo confortave, seja em trem ou gostosão
G C
E os tais de trocadores, qui amáveis que eles são
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
Vou contar agora um caso qui astur dia assucedeu
G C
Minha sogra tá de prova que tal fato aconteceu
Dm7 C
Uma cobra venenosa viu a véia e mordeu
G C
Mais inveis da minha sogra foi a cobra que morreu
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
O meu primo Zé Potoca mente tanto qui faiz dó
G C
Me contou qui pegou água, inrolô e deu um nó
Dm7 C
Qui mintira mais danada, qui conversa mais à toa
G C
Dá nó n'água né pussive, é lorota e das boa
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Um tema folclórico muito antigo é a origem da toada "Asa Branca" (espécie de pomba brava que foge do sertão ao pressentir sinais de seca). Luiz Gonzaga o conhecia desde a infância, através da sanfona do pai, mas achava-o simples demais para transformá-lo numa canção.
Assim, foi só para atender ao pedido de uma comadre que se dispôs a gravá-lo, levando-o antes para Humberto Teixeira dar-lhe uma "ajeitada" na letra. Então, Teixeira ajeitou-lhe também a melodia, acrescentou-lhe versos inspirados ("Quando o verde dos teus óios se espaiá na prantação") e tornou "Asa Branca" uma obra-prima.
Reconhecida e gravada internacionalmente, a canção inspirou nos anos setenta a retomada da música nordestina, em geral, e o culto a Luiz Gonzaga, em particular, por iniciativa dos baianos Caetano e Gil. Sua construção, possibilitando boas oportunidades de explorações harmônicas, tem-lhe proporcionado o aproveitamento como peça de concerto.
Disco 78 rpm / Título da música: Asa branca / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 03/03/1947 / Lançamento: 05/1947 / Nº do Álbum: 80-0510 / Nº da Matriz: S-078725-1 / Gênero musical: Toada / Coleções de origem: IMS
Tom: G
G C
Quando olhei a terra ardendo
G D7/F# G
Qual fogueira de São João
G7 C
(Eu perguntei a Deus do céu, ai
D7 G
Por quê tamanha judiação) (2x)
C
Que braseiro, que fornaia
G D7/F# G
Nem um pé de plan-ta-ção
G7 C
(Por farta d'água perdi meu gado
D7 G
Morreu de sede, meu alazão) (2x)
C
Inté mesmo a asa branca
G D7/F# G
Bateu asas do sertão
G7 C
(entonce eu disse, adeus Rosinha
D7 G
Guarda contigo meu coração) (2x)
C
Hoje longe muitas léguas
G D7/F# G
Nessa triste so-li-dão
G7 C
(Espero a chuva cair de novo
D7 G
Pra mim voltá pro meu sertão) (2x)
C
Quando o verde dos teus olhos
G D7/F# G
Se espalhar na plan-ta-ção
G7 C
(Eu te asseguro, nao chores não, viu?
D7 G
Que eu vortarei, viu, meu coração) 2X
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
Disco 78 rpm / Título da música: Deus me perdoe / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Lauro Maia (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 07/11/1945 / Lançamento: 01/1946 / Nº do Álbum: 80-0370 / Nº da Matriz: S-078328-1 / Gênero musical: Samba
Deus me perdoe
Mas levar esta vida que eu levo
Melhor morrer
Relembrando a fingida mulher
Que me abandonou
Eu aumento a saudade
Que tanto me faz sofrer
Deus me perdoe...
Se ela quisesse voltar eu perdoava
Se ela voltasse na certa recordava
O bom tempo feliz que ficou,
Ficou para trás
Tenho sofrido bastante
Não posso mais
Ai meu Deus!
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
O ciclo do baião, a música que melhor enfrentou a invasão do bolero ao final dos anos quarenta, começou com o lançamento desta composição, em outubro de 1946. Conscientes do potencial até então pouco explorado da música nordestina, seus autores, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, são os estilizadores que tornaram o gênero assimilável ao gosto do público urbano.
Como peça abre-alas, "Baião" apresenta o ritmo, com forte ênfase na síncope do segundo tempo, e ensina como dançá-lo, ao mesmo tempo em que convida o ouvinte a aderir à novidade. Tudo isso sobre uma melodia cheia de sétimas menores, semelhante às cantigas de cantadores do Nordeste.
A bemolização da sétima nota do acorde representaria o devaneio de um possível elo entre o baião e o blues, mas na verdade remete ao ancestral mouro da música nordestina. A nostalgia, a possibilidade de improviso, a tendência constante de caminhar em busca da tônica e de bemolizar a terça, a quinta e a sétima, estão presentes nos blues, nas cantigas nordestinas e no canto da Andaluzia.
Disco 78 rpm / Título da música: Baião / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Quatro Ases e um Coringa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 22/05/1946 / Lançamento: 10/1946 / Nº do Álbum: 12724 / Nº da Matriz: 8046 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem:
IMS, Nirez
Tom: C
C7
Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião
E quem quiser aprender
F7
É favor prestar atenção
Morena chega pra cá
Bem junto ao meu coração
D7
Agora é só me seguir
G7 C
Pois eu vou dançar o baião
F7
Eu já dancei balancê
Xamego, samba e xerém
Mas o baião tem um quê
Que as outras dancas não têm
Oi quem quiser é só dizer
D7
Pois eu com satisfação
C
Vou dançar cantando o baião
F7
Eu já cantei no Pará
Toquei sanfona em Belém
Cantei lá no Ceará
E sei o que me convém
Por isso eu quero afirmar
D7
Com toda convicção
G7 C
Que sou doido pelo baião
Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.
De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".
Kalu(baião, 1952) - Humberto Teixeira - Intérprete: Dalva de Oliveira
E7+
Kalu, Kalu
F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
B7E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
BmE7A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
B7G#m7
Com certeza só não tendo coração
C#7F#m7
Fazê tar judiação
B7E7+
Você tá mangando di eu
A7+A#ºG#m7
Com certeza só não tendo coração
C#7F#m7
Fazê tar judiação
B7E7+
Você tá mangando di eu