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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Trem o-la-lá

Trem o-lá-lá (baião, 1950) - Lauro Maia e Humberto Teixeira - Intérprete: Carmélia Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Trem o lá lá / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Lauro Maia (Compositor) / Carmélia Alves (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1950 / Lançamento: 03/1950 / Nº do álbum: 16177 / Gênero musical: Baião


O trem, ô lá lá...
Roda, roda, inté mancá!
Um vintém bateu no outro,
Fez tirrin, tatá...

O trem, ô lá lá...
Roda, roda, inté mancá!
Um vintém bateu no outro,
Fez tirrin, tatá...

Me atrepei na bananeira,
Fui inté o mangará...
Cumi tanta banana
Qui fiz a... gata miá!

Eu andei cinquenta légua
Amontado num preá...
Cinquenta légua num dia
Num é p'rum... cabra caminhá...

In riba daquela serra,
Da outra banda de lá...
Corre o peba atrás da onça,
Raposa... tamanduá...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Légua tirana

Luiz Gonzaga
Légua Tirana (valsa-toada, 1949) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Légua Tirana / Gonzaga, Luiz (Compositor) / Teixeira, Humberto, 1916-1979 (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor / Ano: 1949 / Nº Álbum: 800606 / Gênero musical: Valsa toada.


Tom: C  

         Am     E7      Am
Oh que estrada mais comprida
                   A7
Oh que légua tão tirana
      G     E7   Am
Ai se eu tivesse asas
     E7          Am      G
Inda hoje eu via Ana
          C     F       C
Quando o sol tostou as folhas
     F     C
E bebeu o riachão
      Dm     E7 Am
Fui inté o  Jua zeiro
      E7
Pra fazer minha oração
       C       F   C
Tô voltando estrupiado
               F   C
Mais alegre o coração
       Dm     E7       Am
Padim Ciço ouviu minha prece
       E7
Fez chover no meu sertão
         Am      E7    Am
Oh que estrada mais comprida
                   A7
Oh que légua tão tirana
      G    E7    Am
Ai se eu tivesse asas
     E7          Am     G
Inda hoje eu via Ana
       C       F     C
Varei mais de vinte serras
               F      C
De alpercata e pé no chão
       Dm         E7   Am
Mesmo assim como inda farta
       E7
Pra chegar no meu rincão
         C     F        C
Trago um terço pra das Dores
                 F     C
Pra Reimundo um vio...lão
      Dm    E7    Am
E pra ela,  e pra ela
      E7         Am
Trago eu e o coração

Respeita Januário

Luiz Gonzaga
Respeita Januário (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Interpretação: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Respeita Januário / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1950 / Nº Álbum: 800658 / Lado B / Gênero musical: Baião.


G
Quando eu voltei lá no sertão 
Eu quis mangar de Januário 
               D 
Com meu fole prateado 
Só de baixo, cento e vinte, 
botão preto bem juntinho 
             G 
Como nêgo empareado 
                                           G7 
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito 
Foram logo me dizendo:
              A          
"De Itaboca à Rancharia, 
                                    D 
   de Salgueiro à Bodocó, Januário é o maior!" 
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó: 
  G      A          D 
"Luiz" respeita Januário 
                G 
"Luiz" respeita Januário 
  G7 
"Luiz", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso 
                    C 
E com ele ninguém vai, "Luiz" 
    G       D                      G 
"Luiz", respeita os oito baixos do teu pai

O passo do pinguim

Marlene
O Passo do Pinguim (marcha, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: O Passo do Pinguim / Humberto Teixeira (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Continental, Setembro/1949 - Janeiro/1950 / Nº Álbum: 16148 / Lado A / Gênero musical: Marcha.


Tom: C

    C
Pinguim nadou do polo até o Cabo Frio
E de lá pro Rio
                   Dm7
Pra brincar o carnaval
Do calor pinguim nem deu sinal
                   G7
De casaco e peito duro
                     C
O pinguim é mesmo o tal
     G
Pinguim!
            Dm7      G           C
Oi, olha o passo, o passo do pinguim, pinguim
             Dm7     G         C
Sacudindo os ombros vai devagarinho, assim
          F                            C
E se o calor esquenta o fraque do pinguim
                   Dm7          G          C
Ele pede um chope duplo e bebe tudo até o fim
     G
Pinguim!

segunda-feira, 15 de maio de 2006

No meu pé de Serra

Luiz Gonzaga
No meu pé de Serra (xote, 1947) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: No meu pé de serra / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 27/11/1946 / Lançamento: 03/1947 / Nº do Álbum: 80-0495 / Nº da Matriz: S-078649-1 / Gênero musical: Chótis

Tom: G

G                D
Lá no meu pé de serra
                    G
Deixei ficar meu coração
                D
Ai, que saudades tenho
                        G
Eu vou voltar pro meu sertão
                           D
No meu roçado trabalhava todo dia
                                   G
Mas no meu rancho tinha tudo o que queria
                                 D
Lá se dançava quase toda quinta-feira
                                          G
Sanfona não faltava e xote a noite inteira
         D
O xote é bom
          Em
De se dançar
        D                     G
A gente gruda na cabocla sem soltar
       D
Um passo lá
        Em
Um outro cá
          D         C
Enquanto o fole tá tocando,
    Bm         Bbm
tá gemendo, tá chorando,
     Am        D              G
tá fungando, reclamando sem parar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Kalu

Dalva de Oliveira
A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.

De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".

Kalu (baião, 1952) - Humberto Teixeira - Intérprete: Dalva de Oliveira


E7+
Kalu, Kalu
                                  F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
                 B7           E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
     Bm           E7          A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
       B7                    G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu
 A7+                 A#º     G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Estrada do Canindé

Estrada de Canindé (toada-baião, 1951) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Estrada de Canindé / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 20/12/1950 / Lançamento: 03/1951 / Nº do álbum: 80-0744 / Nº da matriz: 092815 / Gênero musical: Toada baião

     D            Em7
Ai, ai, que bom
A7                         D
Que bom, que bom que é
D7                      G
Uma estrada e uma cabocla
A7                        D
Uma gente andando a pé
D          Em7
Ai, ai, que bom
A7                        D
Que bom, que bom que é
D7                   G
Uma estrada e a lua branca
A7                 D
No sertão de Canindé
D               C              D
Automóve lá nem se sabe
G/D               Gm/D
Se é homem ou se é muié
D  C D           C               D
Quem é rico anda em burrico
G         A        D    A7
Quem é pobre anda a pé
D        A/C#       Bm   D/A
Mas o pobre vê nas estrada
C7           B7         Em
O orvaio beijando as flor
Em7             A7
Vê de perto o galo campina
Em7    A7         D   A7
Que quando canta muda de cor
D           A/C#     Bm7     Bm7 Bbm7
Vai moiando os pé nos riacho
Am7       D7     G
Que água fresca, nosso senhor
Gm7    C7        F#m7
Vai oiando, coisa a granel

B7                E7
Coisas que pra mode ver
A7                             D
O cristão tem que andar a pé


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Adeus Maria Fulô

Sivuca
Adeus Maria Fulô (baião, 1951) - Sivuca e Humberto Teixeira - Intérpretes: Carmélia Alves e Jimmy Lester

Disco 78 rpm / Título da música: Adeus Maria Fulô / Humberto Teixeira (Compositor) / Sivuca (Compositor) / Carmélia Alves (Intérprete) / Jimmy Lester (Intérprete) / Sivuca (Acordeon) e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1951 / Lançamento: 07/1951 / Nº do álbum: 16436 / Nº da matriz: 2609 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: Nirez



Interpretação de Os Mutantes:



Adeus, vou me embora meu bem
Chorar não ajuda ninguém
Enxugue seu pranto de dor
Que a seca mal começou

Adeus, vou me embora Maria
Fulô do meu coração
Eu voltarei qualquer dia
E só chover no sertão

E os dias da minha volta
Eu conto na minha mão
Adeus Maria Fulô
Marmeleiro amarelou
Adeus Maria Fulô
Olho d'água estorricou



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 7 de maio de 2006

Qui nem jiló

Luiz Gonzaga
Em 1950, vivia-se o auge do ciclo do baião, com vários compositores (Klecius Caldas, Armando Cavalcanti, Hervé Cordovil) e intérpretes (Marlene, Emilinha Borba, Ivon Curi) de outras áreas aderindo ao ritmo nordestino.

Incansável na renovação de seu repertório, Luiz Gonzaga chegaria a gravar durante o ano nada menos de vinte composições, sendo oito delas com Humberto teixeira e sete com o novo parceiro, Zé Dantas. De todas essas músicas, mereceu destaque especial o baião "Qui Nem Jiló", um dos melhores da dupla Gonzaga-Teixeira.

Refletindo sinais da integração do gênero ao meio urbano, "Qui Nem Jiló" tem melodia mais elaborada do que a maioria dos baiões, em nada lembrando as primitivas cantigas sertanejas.

Qui nem jiló (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Marlene e Os Cariocas

Disco 78 rpm / Título da música: Qui nem jiló / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Os Cariocas (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do álbum: 16125 / Nº da matriz: 2167 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez

Introdução: G - C# - F#m - B7 - Em - G - A - D
   
     D                C# 
Se a gente lembrar só por 
    F#m     A7 
Lembrar 
  D                   E 
O amor que agente um dia
   A     A7 
Perdeu 
   G                    C#      F#m 
Saudade inté que assim é bom 
     B7           Em 
Pro cabra se convencer 
   A                D 
Que é feliz sem saber 
            A 
Pois não sofreu 
   D           C#            F#m    A 
Porém se a gente vive a sonhar 
    D                E 
Com alguém que se deseja 
    A     A7 
Rever 
    G          C#       F#m 
Saudade intonce aí é ruim 
    B7          Em 
Eu tiro isso por mim 
          G        A    D
Que vivo doido a sofrer 
             A 
Ai quem me dera voltar 
         D 
Pros braços do meu xodó 
             A 
Saudade assim faz roer 
         D 
E amarga que nem jiló 
         A 
Mas ninguém pode dizer 
 D                    D7 
Que me viu triste a chorar 
  G                 A 
Saudade, o meu remédio é 
     D   D7 
Cantar 
      G             A 
Saudade, o meu remédio é 
   D 
Cantar


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Paraíba

Emilinha Borba
Em 1929, a Aliança Liberal - coligação oposicionista formada por políticos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba - lançou as candidaturas de Getúlio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, à presidência da República e de João Pessoa de Queiroz, presidente da Paraíba, a vice-presidente (na época, os governadores de estado eram chamados presidentes).

Essa coligação, derrotada nas urnas pelo situacionista Júlio Prestes, seria o embrião das forças que deflagrariam a Revolução de 30, movimento vitorioso que mudou o curso de nossa história. O atrevimento da pequena Paraíba, participando valentemente desses acontecimentos, inspirou a expressão "Paraíba mulher macho, sim senhor", aproveitada vinte anos depois por Luiz Gonzaga e Humberto teixeira num jingle político, logo transformado no baião "Paraíba".

Só que, esquecida a origem, a expressão foi tomada ao pé-da-letra pela malícia popular, que a vinculou ao homossexualismo feminino - "Quando lama virou pedra / e mandacaru secou / quando ribaçã de sede / bateu asas e voou / foi aí que eu vim-me embora / carregando a minha dô / hoje eu mando um abraço pra ti pequenina / Paraíba masculina, muié macho, sim Sinhô".

Na segunda parte, o verso "Eta, pau Pereira em Princesa já roncou" é uma referência ao coronel José Pereira e à Revolta de Princesa, uma rebelião por ele comandada, em junho de 1930, contra o governo de João Pessoa. Zé Pereira chegou a proclamar a independência do município de Princesa no Decreto n° 1 de seu governo... Lançada por Emilinha Borba em março de 50 (Luiz Gonzaga só a gravaria em 52), "Paraíba" é um dos maiores sucessos de sua carreira.

Paraíba (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Emilinha Borba e os Boêmios

Disco 78 rpm / Título da música: Paraíba / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Os Boêmios (Intérprete) / Canhoto (Waldiro Tramontano, 1908-1987) e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 01/03/1950 / Lançamento: 03/1950 / Nº do álbum: 16187 / Nº da matriz: 2256 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez

G
Quando a lama virou pedra
              Am
E Mandacaru secou
                    D7
Quando o Ribação de sede 
             G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
                    C
Carregando a minha dor
         Cm
Hoje eu mando um abraço 
    G
Pra ti pequenina
             Am
Paraíba masculina,
    D7             G
Muié macho, sim sinhô
G
Eita pau pereira
                        Am
Que em princesa já roncou
        D7
Eita Paraíba
                  G
Muié macho sim sinhô 
Eita pau pereira
                    C
Meu bodoque não quebrou

         Cm
Hoje eu mando 
               G
Um abraço pra ti pequenina
             Am
Paraíba masculina,
    D7             G
Muié macho, sim sinhô
         G
Quando a lama virou pedra
               Am
E Mandacaru secou
                    D7
Quando arribação de sede 
             G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
                   C
Carregando a minha dor
        Cm
Hoje eu mando um abraço 
    G
Pra ti pequenina 
              Am
Paraíba masculina,
      D7           G
Muié macho, sim sinhô

Eita, eita
C7
Muié macho sim sinhô


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Meu brotinho

Francisco Carlos
Meu brotinho (marcha/carnaval, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Francisco Carlos

Disco 78 rpm / Título da música: Meu brotinho / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Francisco Carlos (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 08/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0627 / Nº da matriz: S-078941 / Gênero musical: Marcha


--------------A
Ai, ai, brotinho / Não cresça meu brotinho
-------------------------E7
E nem murche como a flor / Ai, ai, brotinho
---------------------------------------------A
Eu sou um galho velho mas, / Quero seu amor.
Meu brotinho, por favor, não cresça
--------------------------------------------Bm
Por favor, não cresça / Já é grande o cipoal
---------------------------E7 -----------------------------------A
Ta sobrando galharia seca / Ta pegando fogo no meu carnaval.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Baião de Dois

Baião de Dois (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto teixeira - Interpretação: Quatro Ases e um Coringa

Disco 78 rpm / Título da música: Baião de dois / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Quatro Ases e Um Coringa (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 10/07/1950 / Lançamento: 10/1950 / Nº do álbum: 80-0698 / Nº da matriz: S-092731 / Gênero musical: Baião


Abdom que moda é essa
Deixa quente a colher?
Homem não vai na cozinha

Que é lugar só de mulher

Vou juntar feijão de corda

Numa panela de arroz
Abdom vai já pra sala

Que hoje tem baião de dois

Ai, ai, ai

Ai baião que bom tu sois
O baião é bom sozinho

Que dirá baião de dois


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Assum preto

Assum preto (toada, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto teixeira - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Assum preto / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 26/05/1950 / Lançamento: 08/1950 / Nº do álbum: 800-681 / Nº da matriz: S-092674 / Gênero musical: Toada / Coleção de origem: Nirez

Dm
Tudo em vorta é só beleza
        D             Gm
Sol de Abril e a mata em frô
             Gm            Dm
  Mas Assum Preto, cego dos óio
2x            A7                 D
  Num vendo a luz, ai, canta de dor


     Dm
Tarvez por ignorança
      D       Gm
Ou mardade das pió
             Gm          Dm
  Furaro os óio do Assum Preto
2x           A7                  D
  Pra ele assim, ai, cantá de mió   (bis)


    Dm
Assum Preto veve sorto
   D           Gm
Mas num pode avuá
              Gm             Dm
  Mil vezes a sina de uma gaiola
2x            A7                Dm
  Desde que o céu, ai, pudesse oiá     (bis)


   Dm
Assum Preto, o meu cantar
  D                 Gm
É tão triste como o teu
            Gm        Dm
  Também roubaro o meu amor
2x          A7                 D
  Que era a luz, ai, dos óios meu  (bis)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Mangaratiba

Em 1949, durante passagem pela cidade fluminense de Mangaratiba, Luiz Gonzaga se encantou pelas belezas naturais e por mulheres como Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni. A admiração serviu de inspiração para o xote que leva o mesmo nome da cidade (Fonte: Belezas de cidade fluminense levaram o Rei do Baião a gravar xote 'Mangaratiba' - Portal EBC).

Mangaratiba (xote, 1949) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Mangaratiba / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 07/06/1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do Álbum: 80-0604 / Nº da Matriz: S-078888-1 / Gênero musical: Chótis

Tom: C

   G
Ôi, lá vem o trem rodanda estrada arriba
Pronde é que ele vai?
Mangaratiba! Mangaratiba! Mangaratiba!
        F                       C
Adeus Pati, Araruama e Guaratiba
               G                    C
Vou pra Ibacanhema, vou até Mangaratiba!
        F                           C
Adeus Alegre, Paquetá, adeus Guaíba
              F                      C
Meu fim de semana vai ser em Mangaratiba!
C7
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
             C
Mangaratiba!
Lá tem banana, tem palmito e tem caqui
E quando faz liar, tem violão e parati
          C7                     F
O mar é belo, lembra o seio de Ceci
                C              G            C
Arfando com ternura, junto à praia de Anguiti
C7
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
             C
Mangaratiba!
Lá tem garotas tão bonitas como aqui:
Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni
       C7                       F
Amada vila junto ao mar de Sepetiba
                C             G
Recebe o meu abraço, sou teu fã
        C
Mangaratiba!
 F                   C7
Mangaratiba! Mangaratiba!


Fontes: Belezas de cidade fluminense levaram o Rei do Baião a gravar xote 'Mangaratiba' - Portal EBC; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Juazeiro

Luiz Gonzaga
Como "Asa branca", "Juazeiro" é um tema popular adaptado por Luiz Gonzaga e Humberto teixeira. Simples, ingênua e de muito bom gosto, a letra (de Teixeira) transmite o lamento de um sertanejo, abandonado pela amada, que interroga a árvore, testemunha de seu amor: "Juazeiro seje franco ! ela tem um novo amô? / se não tem por que tu chora? / solidário à minha dô...".

O verbo "roer", que aparece em dois versos da canção, é muito usado no Nordeste com o significado de "remoer uma dor de cotovelo". Já a melodia aproxima-se do blues, com a sétima bemolizada - tão presente na música nordestina - e sua constante busca pela tônica.

Um clássico de nossa música popular, "Juazeiro" foi gravado indevidamente nos Estados Unidos, (segundo Humberto Teixeira) com título diferente e letra da cantora Peggy Lee, que alegou desconhecer a origem brasileira da composição. O fato repetiu em condições idênticas na França, onde transformou-se em "Le Voyageur".

Juazeiro (baião, 1949) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Juazeiro / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 07/06/1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do Álbum: 80-0605 / Nº da Matriz: S-078889-1 / Gênero musical: Baião

C7
Juazeiro, Juazeiro,
Me arresponda por favor
Juazeiro velho amigo
Onde anda meu amor?

F7     C7
Ai, Juazeiro
    G7            C7
Ela nunca mais voltou
F7      C7
Diz, Juazeiro
     G7        C7
Onde anda meu amor?

Juazeiro não te alembra
Quando nosso amor nasceu
Toda tarde a tua sombra
Conversava ela e eu

Ai, Juazeiro
Como dói a minha dô
Diz, Juazeiro
Onde anda o meu amô?

Juazeiro seja franco
Ela tem um novo amor?
Se não tem porque tu choras
Solidário a minha dor?

Ai, Juazeiro
Não me deixe assim doer
Ai, Juazeiro
Tô cansado de sofrer

Juazeiro meu destino
Tá ligado junto ao teu
No teu tronco tem dois nomes
Ela mesma é que escreveu

Ai, Juazeiro
Eu não guento mais doer
Ai, Juazeiro
Eu prefiro inté morrer


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Lorota Boa

Lorota boa (polca, 1949) - Luiz Gonzaga e Humberto teixeira - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Lorota boa / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 07/06/1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do Álbum: 80-0604 / Nº da Matriz: S-078887-1 / Gênero musical: Polca

C                    G                      C
Dei u'a carrera num cabra qui mexeu c'a Maroquinha
                  G                   C
Cumeçou na Mata Grande e acabou na Lagoinha!
                   Dm7                      C
Curri mais de sete légua, carregado cumo eu vinha
                 G                         C
Pois trazia na cabeça um balaio cheio de galinha
F   G   C
Oh, oh, oh! (2x)
       G                C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C                    G                    C
Certa noite muito escura atirei de brincadeira
                    G                     C
Espaiei dezesseis chumbo cum a minha atiradeira
                 Dm7                       C
No momento ia passando quinze patos no terreiro
                G                         C
Qui cairam fulminado, oi qui tiro mais certeiro
F   G   C
Oh, oh, oh! (2x)
       G                C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C                  G                    C
Uma coisa aqui no Rio qui me chamou atenção
                G                     C
Foi ver a facilidade qui se toma condução
                 Dm7                        C
Todo mundo confortave, seja em trem ou gostosão
                  G                           C
E os tais de trocadores, qui amáveis que eles são
F   G   C
Oh, oh, oh! (2x)
       G                C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C                    G                        C
Vou contar agora um caso qui astur dia assucedeu
                    G                       C
Minha sogra tá de prova que tal fato aconteceu
              Dm7                 C
Uma cobra venenosa viu a véia e mordeu
                      G                        C
Mais inveis da minha sogra foi a cobra que morreu
F   G   C
Oh, oh, oh! (2x)
       G                C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C                 G                         C
O meu primo Zé Potoca mente tanto qui faiz dó
                    G                     C
Me contou qui pegou água, inrolô e deu um nó
                   Dm7                        C
Qui mintira mais danada, qui conversa mais à toa
                    G                    C
Dá nó n'água né pussive, é lorota e das boa
F   G   C
Oh, oh, oh! (2x)
       G                C
Qui mintira qui lorota boa (2x)


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Asa branca

Luiz Gonzaga
Um tema folclórico muito antigo é a origem da toada "Asa Branca" (espécie de pomba brava que foge do sertão ao pressentir sinais de seca). Luiz Gonzaga o conhecia desde a infância, através da sanfona do pai, mas achava-o simples demais para transformá-lo numa canção.

Assim, foi só para atender ao pedido de uma comadre que se dispôs a gravá-lo, levando-o antes para Humberto Teixeira dar-lhe uma "ajeitada" na letra. Então, Teixeira ajeitou-lhe também a melodia, acrescentou-lhe versos inspirados ("Quando o verde dos teus óios se espaiá na prantação") e tornou "Asa Branca" uma obra-prima.

Reconhecida e gravada internacionalmente, a canção inspirou nos anos setenta a retomada da música nordestina, em geral, e o culto a Luiz Gonzaga, em particular, por iniciativa dos baianos Caetano e Gil. Sua construção, possibilitando boas oportunidades de explorações harmônicas, tem-lhe proporcionado o aproveitamento como peça de concerto.

Asa branca (toada, 1947) - Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Asa branca / Luiz Gonzaga (Compositor) / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 03/03/1947 / Lançamento: 05/1947 / Nº do Álbum: 80-0510 / Nº da Matriz: S-078725-1 / Gênero musical: Toada / Coleções de origem: IMS

Tom: G
  
G                         C
  Quando olhei a terra ardendo
         G     D7/F#   G
Qual fogueira de São João
           G7            C
(Eu perguntei a Deus do céu, ai
           D7         G
Por quê tamanha judiação) (2x)

                      C
Que braseiro, que fornaia
        G      D7/F#  G
Nem um pé de plan-ta-ção
            G7              C
(Por farta d'água perdi meu gado
           D7           G
Morreu de sede, meu alazão) (2x)

                   C
Inté mesmo a asa branca
      G     D7/F#  G
Bateu asas do  sertão
             G7             C
(entonce eu disse, adeus Rosinha
           D7           G
Guarda contigo meu coração) (2x)

                   C
Hoje longe muitas léguas
        G     D7/F# G
Nessa triste so-li-dão
            G7           C
(Espero a chuva cair de novo
            D7            G
Pra mim voltá pro meu sertão) (2x)

                        C
Quando o verde dos teus olhos
         G       D7/F#  G
Se espalhar na plan-ta-ção
            G7               C
(Eu te asseguro, nao chores não, viu?
             D7                 G
Que eu vortarei, viu, meu coração) 2X


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Deus me perdoe

Ciro Monteiro
Deus me perdoe (samba/carnaval, 1946) - Lauro Maia e Humberto Teixeira - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Deus me perdoe / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Lauro Maia (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 07/11/1945 / Lançamento: 01/1946 / Nº do Álbum: 80-0370 / Nº da Matriz: S-078328-1 / Gênero musical: Samba


Deus me perdoe
Mas levar esta vida que eu levo
Melhor morrer
Relembrando a fingida mulher
Que me abandonou
Eu aumento a saudade
Que tanto me faz sofrer

Deus me perdoe...

Se ela quisesse voltar eu perdoava
Se ela voltasse na certa recordava
O bom tempo feliz que ficou,
Ficou para trás
Tenho sofrido bastante
Não posso mais
Ai meu Deus!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Baião

Luiz Gonzaga
O ciclo do baião, a música que melhor enfrentou a invasão do bolero ao final dos anos quarenta, começou com o lançamento desta composição, em outubro de 1946. Conscientes do potencial até então pouco explorado da música nordestina, seus autores, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, são os estilizadores que tornaram o gênero assimilável ao gosto do público urbano.

Como peça abre-alas, "Baião" apresenta o ritmo, com forte ênfase na síncope do segundo tempo, e ensina como dançá-lo, ao mesmo tempo em que convida o ouvinte a aderir à novidade. Tudo isso sobre uma melodia cheia de sétimas menores, semelhante às cantigas de cantadores do Nordeste.

A bemolização da sétima nota do acorde representaria o devaneio de um possível elo entre o baião e o blues, mas na verdade remete ao ancestral mouro da música nordestina. A nostalgia, a possibilidade de improviso, a tendência constante de caminhar em busca da tônica e de bemolizar a terça, a quinta e a sétima, estão presentes nos blues, nas cantigas nordestinas e no canto da Andaluzia.

Baião (baião, 1946) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Interpretação: Quatro Ases e um Coringa

Disco 78 rpm / Título da música: Baião / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Quatro Ases e um Coringa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 22/05/1946 / Lançamento: 10/1946 / Nº do Álbum: 12724 / Nº da Matriz: 8046 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez

Tom: C
                    
C7
Eu vou mostrar pra vocês

Como se dança o baião

E quem quiser aprender
                    F7
É favor prestar atenção

Morena chega pra cá

Bem junto ao meu coração
                 D7
Agora é só me seguir
               G7       C
Pois eu vou dançar o baião
                 F7
Eu já dancei balancê

Xamego, samba e xerém

Mas o baião tem um quê

Que as outras dancas não têm

Oi quem quiser é só dizer
                   D7
Pois eu com satisfação
                        C
Vou dançar cantando o baião
                  F7
Eu já cantei no Pará

Toquei sanfona em Belém

Cantei lá no Ceará

E sei o que me convém

Por isso eu quero afirmar
               D7
Com toda convicção
               G7     C
Que sou doido pelo baião 


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Kalú

Dalva de Oliveira
A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.

De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".

Kalu(baião, 1952) - Humberto Teixeira - Intérprete: Dalva de Oliveira


E7+
Kalu, Kalu
                                  F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
                 B7           E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
     Bm           E7          A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
       B7                    G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu
 A7+                 A#º     G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu