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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Guerreira


Guerreira (samba, 1978) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Guerreira / Título da música: Guerreira / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1978 / Nº Álbum: 061 421096 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


F        C7       F        C7   F
Se vocês querem saber quem eu sou
         D7    Gm     C7
Eu sou a tal mineira
Gm         C7       Gm       C7  Gm
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
           Bº    F
Não sou de brincadeira
Am7/5- D7         Am7/5-
Canto  pelos sete cantos
D7          Am7/5-
Não temo quebrantos
          D7      Gm
Porque eu sou guerreira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         Am7/5-  D7
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         F
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Gm                      C7
Bole com o samba que eu caio
              F
E balanço o balaio
No som dos tantãs
  Am7/5-
Rebolo que deito e que rolo
                   F#º
E me embalo e me embolo
            Bb
Nos balangandãs
                        Bº
Bambeia de lá que eu bambeio
           Am
Nesse bamboleio
                   D7
Que eu sou bam-bam-bam
      Gm                 C7
Que o samba não tem cambalacho
                 Am7/5-
E vai de cima em baixo
               D7
Pra quem é seu fã
       Bb                 Bº
Que eu sambo pela noite inteira
 Am             D7
Até amanhã de manhã
Gm                G#º
Sou a mineira guerreira
C7        C/Bb       F
Filha de Ogum com Iansã.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ê baiana

Ê Baiana (1971) - Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes / Título da música: Ê Baiana / Fabrício da Silva (Compositor) / Baianinho (Compositor) / Ênio Santos Ribeiro (Compositor) / Miguel Pancrácio (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: MOFB 3667 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: A

A      D 
Ê baiana 
E                A          E 
Ê ê ê baiana, baianinha 
A       D 
Ê baiana 
E           A       E7 
Ê ê ê baiana 

A 
Baiana boa 
                 E 
Gosta do samba 
Gosta da roda 
                  A 
E diz que é bamba (2x) 

  Fm      Bm 
Toca a viola 
         E            A 
Que ela quer sambar 
          Fm         Bm 
Ela gosta de samba 
      E             A 
Ela quer rebolar (2x) 

A       D 
Ê baiana 
E                A         E 
Ê ê ê baiana, baianinha 
A     D 
Ê baiana 
E           A       E7 
Ê ê ê baiana 

sábado, 30 de agosto de 2008

Festa para um rei negro

Clara Nunes - Festa para um Rei Negro - 1971

Nos desfiles das escolas de samba é instituído o tempo de desfile e tudo começa a mudar, pois com os anos o ritmo mudou e fez o samba-enredo mudar. Os grandes sambas cadenciados começaram a ceder espaço e um marco disso foi Festa para um Rei Negro (popularmente conhecido como Pega no Ganzê), de Zuzuca, samba do Salgueiro para o enredo de Fernando Pamplona, Maria Augusta, Arlindo Rodrigues e Rosa Magalhães.

O Salgueiro incendiou a Avenida Presidente Vargas e a Candelária com seu samba-reisado. Foi campeão.

Festa para um rei negro (Pega no ganzê) (samba-enredo/carnaval, 1971) - Zuzuca -Intérprete: Clara Nunes

Compacto simples / Título da música: Festa Para Um Rei Negro (Salgueiro - Samba-enredo 1971) / Zuzuca (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: 7B-488 / Lado A / Gênero musical: Samba-enredo / Carnaval.

G                             E7       Am
Nos anais de nossa história fomos encontrar
D7                     G       D7
Personagem de outrora que queremos recordar
G                   G7              C
Sua vida, sua glória, seu passado imortal
Cm       G      E7         Am        D7    G
Que be...leza     a nobreza do tempo colonial
    
D7     G   E7    Am
Ôh lê lê,    ôh lá lá,
D7           G
Pega no ganzê, pega no ganzá
    
G                              E7            Am
Hoje tem festa na aldeia, quem quiser pode chegar
D7                             G            D7
Tem reizado a noite inteira e fogueira pra queimar
G                      G7                 C
Nosso rei chegou de longe pra poder nos visitar
Cm       G     E7          Am        D7         G
Que be...........leza         a nobreza que visita o gongá
  G                      E7               Am
Senhora dona da casa, traz seu filho pra cantar
D7                    G         D7
Para um rei que veio de longe, pra poder nos visitar
G                  G7                   C
Esta noite ninguém chora e ninguém pode chorar
Cm        G      E7       Am       D7       G
Que be.......leza     a nobreza que visita o gongá

sábado, 8 de setembro de 2007

Perdão


Perdão (samba, 1977) - Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte e Maurício Tapajós - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes - As Forças Da Natureza / Título da música: Perdão / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Mauro Duarte (Compositor) / Maurício Tapajós (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


Am  Am/G  Dm Bm5-/7
Ai, perdão
E7                    Am D E7
Venha ao encontro de mim
Am   Am/G      F7
Já ando necessitado
             Bm5-/7
De também ser perdoado
       E7               Am         Bm5-/7 E7
Para dar o perdão no fim, ai perdão (2x)
   G7                     C   A7
Nesse mundo todo mundo erra
               Dm          B7
Jesus Cristo quando andou na terra
                       E7
Não errou mas foi sacrificado
   Bm5-/7 E7         Am Am/G
E clamou por todos nós
Dm Bm5-/7
Perdão
E7                   Am Bm5-/7 E7 Am
E eu vou tentar se assim
      Am/G        F7
Pois perdoando o pecado
              Bm5-/7
Eu posso ser perdoado
    E7               Am
Se sobrar perdão pra mim

Minha missão


Minha Missão (samba, 1981) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes - Clara / Título da música: Minha Missão / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1981 / Nº Álbum: 062 421224 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

Am        F7+                C7M  F7M    E7
Quando eu canto,  é para aliviar,   Meu pranto
                   F7           E7
E o pranto de quem já   tanto sofreu
Am     Am7  G7                   C7M  F7M
Quando eu canto,  estou sentindo a luz
      E7
De um Santo
          F7                 E7
Estou ajoelhando  aos pés de Deus
A7                    D7/9
Canto para anunciar o dia
G7                    C7+
Canto para amenizar a noite
F7M                    Bm7/5b
Canto pra denunciar o açoite

E7                        A7
Canto também contra a tirania
A7                    D7/9
Canto porque numa melodia
G7                  C7+
Acendo no coração do povo
F7M                     Bm7/5b
A esperança de um mundo novo
E7                         Am9
E a luta  para se viver em paz
Am7              G                F7                E7
Do poder da criação,  sou continuação e quero agradecer
A7  Dm7             E7               Am7
       Foi ouv        ida a minha súplica
B7                Bm7/5b  E7
Mensageiro sou da música
Am7               G9                   F7
O meu canto é uma missão tem força de oração,
                 E7
E cumpro o meu dever
A7  Dm7            Am                   Bm7/5b
    Aos que vivem a chorar, eu vivo pra cantar
E7            Am              E7
E canto pra viver, (Quando eu canto)

Am7           G9                C7
Quanto eu canto, a morte me percorre
Dm7/5b  E7                       F7
       E eu solto,um canto da garganta
                           Bm7/5b  E7
Que a cigarra quanto canta morre
                         Am7
E a madeira quando morre canta

Banho de manjericão


Banho de Manjericão (samba, 1979) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro

LP Clara Nunes - Esperança / Título da música: Banho de Manjericão / João Nogueira (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1979 / Nº Álbum: 062 421168 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

          C              Dm             C
Eu vou me banhar de manjericão
        Dm                                  C    C7
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
         Gm  C7               F
E vou voltar    lá pro meu congado
    Em        Dm
Pra pedir pro santo
             G7
Pra rezar quebranto
            C
Cortar mau-olhado
           Dm                  G7                  C     Am
E eu vou bater na madeira três vezes com o dedo cruzado
         Dm              G7            Em   A7
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão

           Gm                    C7
Em casa um galho de arruda é que corta
          F
Um copo d'água no canto da porta
Em    Dm               G7          C
Vela acesa, e uma pimenteira no portão.
          Dm               C
Eu vou me banhar de manjericão...
             Dm               G7              C      Am
É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
              Dm                 G7                     Em    A7
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
        Gm              C7
E pai Antônio cura desengano
        F
E tem a reza de São Cipriano
  Em     Dm                   G7             C
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.

Bafo de boca


Bafo de Boca (samba, 1975) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Clara Nunes - Claridade / Título da música: Bafo de Boca / Paulo César Pinheiro (Compositor) / João Nogueira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1975 / Nº Álbum: SMOFB 3884 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

  C7                 G7                       C7 
Para de beber, compadre Meu compadre deixa disso 
                       G7                       C7 
Larga essa mulher de lado Lembra do teu compromisso     

          Dm7            G7    C7                    Dm7 
Mas veja só que malandro que tu és Entrou num artigo dez 
          G7           C7 
Por causa de dois mil réis, compadre 
Dm7                  G7       C7 
Minha comadre já tá ficando louca 
                     Dm7            G7      C7 
Com esse teu bafo de boca Boa coisa não vai dar 

         Dm7        G7        C7                      Dm7 
E a tal mulher que anda nos cabarés Mas essa não paga dez 
          G7       C7 
Só vive trocando os pés, compadre 
        Dm7                G7       C7 
Minha comadre diz que a desgraça é pouca 
                  Dm7                  G7  C7 
mas estás marcando touca E o pau ainda vai rolar 
  

sábado, 22 de julho de 2006

Senhora das Candeias

Senhora das Candeias (samba, 1977) - Romildo Bastos e Toninho Nascimento - Interpretação: Clara Nunes

LP As Forças Da Natureza / Título da música: Senhora das Candeias / Romildo Bastos (Compositor) / Toninho Nascimento (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


   C                   Am7
Eu não sou daqui, não sou
          Dm7
Eu sou de lá
             G7
Eu não sou daqui, não sou
          C
Eu sou de lá (2x)
       C   C7
A lua cheia
                 F
Quando bate nas aldeias
     Dm         G7
A menina das candeias
               C
Cirandeia no luar

O seu lamento
        C7         F
Tem um jeito de acalanto
      Dm            G
Que o rio feito um pranto
                   C
Vai levando para o mar
               C7               F
Meu coração é feito de pedra de ouro
       Dm           G7
O meu peito é um tesouro
                   C           G7
Que ninguém pode pegar, eu não sou
C                        Am7
Eu não sou daqui, não sou
          Dm7
Eu sou de lá
             G7
Eu não sou daqui, não sou
          C
Eu sou de lá (2x)
 C       A7           Dm
A noite ficou mais faceira
     G7                      C
Pois dentro da ribeira apareceu
     Am                Dm
Com suas prendas e bordados
                    G7
Seus cabelos tão dourados
Dm    G7           C
Que o sol não conheceu
          C7      F
A menina-moça debutante
      Dm           G7
Que namora pelas fontes
                    C
Que a natureza lhe deu é Oxum
G7  C  A7  Dm  G7
Ê Oxum, ê Oxum
                C
Senhora das candeias
      A7            Dm G7
Que tristeza que me dá
  C             A7             Dm
Saber que suas mãos são tão pequenas
      G            C
Pra matar quem envenena
     G              C             G7
Pra punir que faz o mal, cegar punhal
        C    C7        F
Cegar punhal que fere tanto
        Dm           G7
Pra mostrar que o seu encanto
                C
É uma coisa natural

Pau-de-Arara

Pau-de-Arara (1952) - Luiz Gonzaga e Guio de Morais - Intérprete: Clara Nunes

LP Alvorecer / Título da música: Pau-de-Arara / Guio de Morais (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1974 / Nº Álbum: SMOFB 3835 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Maracatu.


Intro: Am  
  
Am                           E7  
Quando eu vim do sertão seu moço  
           Am  A7 
Do meu bodocó  
      Dm7  
Meu malote era um saco  
  A7              Dm7  
E o cadeado era o nó  
      G7  
Só trazia a coragem e a cara  
   C                  Am  
Viajando num pau de arara  
      F E               Am  
Eu penei, mas aqui cheguei (2x)  
 G7  
Trouxe o triângulo  
 C  
Trouxe o gonguê  
 B7  
Trouxe o zabumba  
             E7  
Dentro do matulê  
 A7                 Dm7  
Xote, maracatu e baião  
    Am                         E7  
Tudo isso eu trouxe no meu matulão..  

Partido Clementina de Jesus

PCJ (Partido Clementina de Jesus) (samba, 1977) - Candeia - Interpretação: Clara Nunes - Participação: Clementina de Jesus

LP As Forças Da Natureza / Título da música: PCJ (Partido Clementina de Jesus) / Candeia (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Clementina de Jesus (Partic.) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.


   A                Bm7
Não vadeia Clementina
    E7            A
Fui feita pra vadiar
          F#7       Bm7
Não vadeia, Clementina
   E7             A             F#7
Fui feita pra vadiar, eu vou...
        Bm7        E7          A           F#7
Vou vadiar, vou vadiar, vou vadiar, eu vou
        Bm7        E7          A
Vou vadiar, vou vadiar, vou vadiar, eu vou
            Bm7
Energia nuclear
  E7             A
O homem subiu à lua
                 A7
É o que se ouve falar
                D
Mas a fome continua

É o progresso, tia Clementina
        D#°      C#m7
Trouxe tanta confusão
    F#7         B7
Um litro de gasolina
        E7           A
Por cem gramas de feijão
                   Bm7
Não vadeia, Clementina...
                        Bm
Cadê o cantar dos passarinhos
   E7                      A
Ar puro não encontro mais não
                    A7
É o preço que o progresso
               D
Paga com a poluição

O homem é civilizado
     D#°                   C#m7
A sociedade é que faz sua imagem
         F#7       B7
Mas tem muito diplomado
       E7            A
Que é pior do que selvagem

Menino Deus

Menino Deus (samba, 1974) - Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Alvorecer / Título da música: Menino Deus / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Mauro Duarte (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1974 / Nº Álbum: SNOFB 3835 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


F                      E
Raiou, resplandeceu, iluminou
   F              Gm       C7      F
Na barra do dia o canto do galo ecoou
  A7               Dm        Dm7+     Dm7
A flor se abriu, a gota de orvalho brilhou
           G7
Quando a manhã surgiu
    C7
Nos dedos de Nosso Senhor
  Gm7  G#º  F/A           D7
A paz amanheceu sobre o país
    G7          C7      Am5-/7   D7
E o povo até pensou que já era feliz
           Gm7
Mas foi porque
    G#º  F/A       D7
Pra todo mundo pareceu
    G7       C7      F
Que o Menino Deus nasceu

              Dm7         G7/13 G7/5+  G7*
A tristeza se abraçou com a   felici...dade
C7                    F
Entoando cantos de alegria e liberdade
Dm7        G7          C7+  Dm7  Em7  Ebm7
Parecia um carnaval no meio da cidade
Dm7           G7         C7*          C5+/7
Que me deu vontade de cantar pro meu amor

Homenagem à Velha Guarda

Homenagem À Velha Guarda (choro, 1977) - Sivuca e Paulo César Pinheiro - Interpretação: Clara Nunes

LP As Forças Da Natureza / Título da música: Homenagem À Velha Guarda / Sivuca (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Choro / Samba.


   Intro: A G F E7 E° E7

A    A5+       Bm   E7
Um chorinho me traz
              A
Muitas recordações
Dm     G  C      C5+  Dm7
Quando o som dos regionais
G            C   Gm7
Invadia os salões
  C7 F Dm              Em7 Am7
E era sempre um clima de festas
             Dm7 G7
Se fazia serestas
                E4 E7
Parando nos portões
                    A
Quando havia os balcões
Db°           Bm7
Sob a luz da Lua
    E7        A   A5+    Bm  E7
E a chama dos lampiões à gás
               A
Clareando os serões
Dm  G   C    C5+     Dm  G7
Sempre com gentis casais
               C   Gm7
Como os anfitriões
C7 F Dm                Em7 Am7
E era uma gente tão honesta
               Dm7   G7
Em casinhas modestas
                  E4  E7
Com seus caramanchões
                A  G#m5-/7
Reunindo os chorões
F#m                Bm
Era uma flauta de prata
            C#7        D7        C#7  F#7
A chorar serenatas, modinhas, canções
                                      F#7 Bm7
Pandeiro, um cavaquinho e dois violões
                                      F#m7
Um bandolim bonito e um violão sete cordas
         G#7     C#7     F#m7 G#m5-/7 C#7
Fazendo desenhos nos bordões
F#m7          Bm7
Um clarinete suave
                  C#7         D7          C#7 F#7
E um trombone no grave a arrastar os corações
                             F#7 Bm
Piano era o do tempo do Odeon

De vez em quando um sax-tenor
       F#m7              G#7        C#7 F#m7 B7 E4 E7
E a abertura do fole imortal do acordeom
 A      A5+    Bm7  E7
Mas já são pra nós
            A
Meras evocações
Dm  G7 C  C5+     Dm   G
Tudo já ficou pra trás
                 C   Gm7
Passou nos carrilhões
C7 F Dm               Em7  Am7
Quase ninguém se manifesta
                  Dm   G7
Pouca coisa hoje resta
                      E4 E7
Lembrando os tempos bons
            A   A Bm5-/7 E7 Am Bm5-/7 E7 Am
Dessas reuniões

Conto de areia


Clara Nunes gravou muita coisa sem importância até encontrar nos gêneros afro-brasileiros o rumo certo para a sua carreira. Então, cantando principalmente músicas de compositores ligados às raízes do samba, ela se tornaria a primeira cantora brasileira a ultrapassar cem mil discos vendidos, quebrando um tabu reverenciado pelas gravadoras. Tal façanha aconteceu com o elepê Alvorecer, lançado em junho de 1974, que, tendo “Conto de Areia” como faixa de maior sucesso vendeu 312 mil cópias.

Um belo ponto de macumba estilizado (“É água do mar / é maré cheia, oi... / na areia, oi / na areia...”), “Conto de Areia” inspirou-lhe novas incursões nessa área, que resultaram em sucessos como “O Mar Serenou” e “A Deusa dos Orixás”. Mas, além dos sambas de raiz, Clara cultivava também em seu repertório canções de autores consagrados como Dorival Caymmi, Tom Jobim e Chico Buarque (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Conto de Areia (1974) - Romildo Bastos e Toninho Nascimento - Intérprete: Clara Nunes

LP Alvorecer / Título da música: Conto de Areia / Romildo Bastos (Compositor) / Toninho Nascimento (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1974 / Nº Álbum: SMOFB 3835 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.

Tom: C6/9

C6/9                    F6         G7    C6/9
É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô mareia,
é água no mar
C6/9                    F6     G7       C6/9
É água no mar é maré cheia ô mareia ô mareia
A7              Dm
Contam que toda tristeza que tem na Bahia
G7                                    C6/9
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar
A7              Dm
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia
G7                       C6/9
Que a luz da candeia alumia pra gente contar
A7                 Dm
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas
G7                                   C6/9
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar
A7                   Dm
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata
G7                    C6/9
E as águas de Amaralina eram gotas de luar
A7/9-           Dm
Era um peito só cheio de promessa era só
G7               C6/9
Era um peito só cheio de promessa era só
A7                Dm           G7        C6/9
Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro
A7        Dm     G7         C6/9
O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro
A7        Dm  G7    C6/9
E leva pro meio das águas de Iemanjá
A7        Dm
E o mestre valente vagueia
G7             C6/9
olhando pra areia sem poder chegar
G7    C6/9 A7/9-    Dm       G7
Adeus amor, adeus meu amor não me espere
C6/9
porque eu já vou me embora
A7/9-       Dm      G7        C6/9
Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora
A7/9-      Dm     G7       C6/9
Desfia colares de conchas pra vida passar
A7/9-       Dm
E deixa de olhar pro veleiro
G7                    C6/9
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Dm   G7         C6/9
Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou
A7        Dm     G7      C6/9
Foi beira-mar ê, foi beira-mar

Coisa da antiga

Coisa da Antiga (samba, 1977) - Nei Lopes e Wilson Moreira - Interpretação: Clara Nunes

LP As Forças Da Natureza / Título da música: Coisa da Antiga / Nei Lopes (Compositor) / Wilson Moreira (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


E       C#m          F#m
Na tina, vovó lavou, vovó lavou
B7                                    E
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
B7   E                C#m             F#m
E mamãe quando era menina teve que passar,
teve que passar
B7                                 E
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
B7 E           C#7       F#
Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó
B7                      E          B7
Disse que no tempo dela era bem melhor
C#7                  F#
Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão
B7                       E             B7
Tinha-se mais amizade e mais consideração
C#7                   F#
Disse que naquele tempo a palafra de um mero cidadão
B7                             E          B7
Valia mais que hoje em dia uma nota de milhão
E                     C#7
Disse afinal que o que é de verdade
F#
Ninguém mais hoje liga
A  B7    E           B7
Isso é coisa da antiga, ai no tina...
E              C#7                 F#
Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou
B7                          E        B7
Quando se lembrou do velho, o meu bisavô
E                   C#7                  F#
Disse que ele foi escravo mas não se entregou
à escravidão
B7                          E         B7
Sempre vivia fugindo e arrumando confusão
E                         C#7            F#
Disse pra mim que essa história do meu bisavô,
negro fujão
B7                               E          B7
Devia servir de exemplo a "esses nego pai João"
E                      C#7
Disse afinal que o que é de verdade
F#
Ninguém mais hoje liga
A      B7   E
Isso é coisa da antiga
B7
Oi na tina...

Canto das três raças


Canto das Três Raças (1976) - Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP Canto Das Três Raças / Título da música: Canto das Três Raças / Mauro Duarte (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1976 / Nº Álbum: XSMOFB 3915 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Bm           C#M5-/7        F#
Ninguém ouviu um soluçar de dor
   G           F#
No canto do Brasil.
Em         Bm        
Um lamento triste sempre ecoou
G
Desde que o índio guerreiro
            F#             Bm
Foi pro cativeiro e de lá cantou.
Em   C#M5-/7 Bm Em       C#M5-/7       D7M
Negro entoou um canto de revolta pelos ares
      Em           G                  F#
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Em                      Bm
Fora a luta dos inconfidentes
     C#M5-/7       D7M
Pela quebra das correntes.
G         F#
Nada adiantou.
Em                             Bm
E de guerra em paz, de paz em guerra,
       C#M5-/7    D7M
Todo o povo dessa terra
       G       F#
Quando pode cantar,
    Bm
Canta de dor.
Em                  Bm
E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
C#M5-/7        Bm
Ai, mas que agonia
  G                F#
O canto do trabalhador...
Em                Bm         C#M5-/7     D7M  G/A
Esse canto que devia ser um canto de alegria
        G              F#      Bm
Soa apenas como um soluçar de dor

Basta um dia


Basta Um Dia (1976) - Chico Buarque - Interpretação: Clara Nunes

LP Canto Das Três Raças / Título da música: Basta Um Dia / Chico Buarque (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1976 / Nº Álbum: XSMOFB 3915 / Lado B / Faixa 2.


Intro: G 
 
     G  F#7         Bm   G 
Pra mim    basta um dia 
                D   A#o  
Não mais que um dia 
        Bm  F#7  B7+ 
Um meio-dia 
    G  F#7 Bm     G 
Me dá      só um dia 
          D  A#o   Bm   G#o   D   
Eu faço desatar a minha fantasia 
   Bb A      Dm 
Só um   belo dia 
        Dm7+                  Dm7 
Pois se jura, se esconjura, se ama 
                   Dm6 
E se tortura, se tritura 
              D7/9- 
Se atura e se cura a dor 
      Gm    Bb  A7 Dm B7+ 
Na orgia da luz do    dia 
G    F#7           Gm  G  
É só    o que eu pedia 
        D         A#o       Bm  F#7 
Um dia pra aplacar minha agonia 
          B7   E 
Toda a sangria 
          G            F#7 Bm 
Todo o veneno de um pequeno dia 
   Bb A7      Dm 
Só um   santo dia 
        Dm7+                  Dm7 
Pois se beija, se maltrata, se come 
                Dm6 
Se mata, se arremata, se acata 
     D7/9-          Gm     Bb  A7  D B7 
Se trata a dor na orgia da luz  do dia 
  G F#7           Bm        G 
É só  o que eu pedia, viu ? 
        D         A#o       Bm  F#7 
Um dia pra aplacar minha agonia 
         B7  E 
Toda sangria  
        G            F#7   Bm 
Todo veneno de um pequeno dia.. 

As forças da natureza

As Forças Da Natureza (samba, 1977) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro - Interpretação: Clara Nunes

LP As Forças Da Natureza / Título da música: As Forças Da Natureza / João Nogueira (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Introdud: Am E7/G# A7 F#m/5M F6 B7/9 E7/5M  

Am7      Dm7 G7  
Quando o Sol  
                         C7+  
Se derramar em toda sua essência  
F7                      B7/4 B7  E7/G#  
Desafiando o poder da ciê-ê-ncia  
         E7/5M Am7   
Pra combater o mal  
Bm7/5-   G7  
E o mar  
                  C7+  
Com suas águas bravias  
F7                            B7/4 B7  E7/G#  
Levar consigo o pó dos nossos d-i-ias  
           E7/5M A7  
Vai ser um bom sinal  
                Dm7  
Os palácios vão desabar  
G7                C7+  
Sob a força de um temporal  
F7              Bm7/5-      E7         A7  
E os ventos vão sufocar o barulho infernal  
                 Dm7  
Os homens vão se rebelar  
G7             C7+  
Dessa farsa descomunal  
F7                 Bm7/5-  
Vai voltar tudo ao seu lugar  
E7 A7   
Afinal  
A7/C#  A7    Dm7  
Vai resplandecer  
G7                              C7+         E7  
Uma chuva de prata do céu vai descer, la la ia  
Am7                     E7/G#    E7  
O esplendor da mata vai renascer  
                           A7  
E o ar de novo vai ser natural  
Dm7      
Vai florir  
E7/G#         E7/5M       Am7             
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô  
                        Bm7/5-  
Das ruínas um novo povo vai surgir  
         A#7    A7  
E vai cantar afinal  
   Dm7                 G7  
As pragas e as ervas daninhas  
   C7+                  A7  
As armas e os homens de mal  
            Bm7/5-               E7/9-  
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval (2X)  

À flor da pele

À Flor Da Pele (1977) - Maurício Tapajós, Clara Nunes e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Clara Nunes

LP As Forças Da Natureza / Título da música: À Flor da Pele / Maurício Tapajós (Compositor) / Clara Nunes (Compositora) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1977 / Nº Álbum: XSMOFB 3946 / Lado B / Faixa 4.


Intro: Gm Gm7+ Gm7 C7/9 Eb7/9 Gm7 G#7+ 

Gm Gm7+ Gm7 C7/9 A° D7
    Gm   Gm7+             Gm7  C7/9
Não sei como ou quando começou
                 Eb7/9 D7
Só sei que me alucina
    Gm      Gm7+    Gm7 C7/9
Me perdi do fio condutor
               Eb7/9 D7
Do amor que me domina
   G7
E você me usa a seu favor
       Cm
Igual a mulher de esquina
       A7
E me leva embora traidor
          Eb7/9  D7
Assim que se termina
Gm           Gm7+         Gm7 C7/9
Mas se você quer eu logo vou
           Eb7/9 D7
Sabendo da rotina
      Gm     Gm7+        Gm7 C7/9
Despencamos sobre o cobertor
            Eb7/9 D7
Devasso e libertina
G7
Me diz coisas feias e de amor
            Cm
À luz da lamparina
     A7
Me devora o corpo sedutor
       Eb7/9    D7
Igual fera assassina
  Gm         Gm7+       Gm7 C7/9
E você me arrasta nessa dor
                    Eb7/9 D7
Que aos poucos me arruína
     Gm      Gm7+          Gm7 C7/9
Ando já com meus nervos à flor
           Eb7/9 D7
Da pele já mofina
G7
Tenho olheiras fundas e palor
                   Cm
De álcool e de nicotina
 A7
Minhas noites durmo com pavor
            Eb7/9 D7
À base de aspirina
G7
Sei que estou secando ao seu dispor
Cm
Sei que estou ficando sem valor
A°                          D7
Sei que você vai sumir e eu vou
      Gm
Vou cumprir minha sina
Bb7 Eb7/9 D7               Gm
Ah, ah, vou cumprir minha sina

Portela na avenida


A portelense Clara Nunes vivia pedindo ao marido, Paulo César Pinheiro, um samba em homenagem à sua escola. Acontece que o poeta sentia-se meio inibido para a tarefa, pois, além de ter um coração mangueirense, achava que já existia uma obra definitiva sobre a Portela, o samba “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, de Paulinho da Viola. Mesmo assim, para agradar à mulher, começou a pensar no assunto e até criou uma pequena célula melódica que não conseguiu desenvolver a contento.

Um dia, quando menos esperava, encontrou a idéia numa sala de sua própria casa, onde Clara havia montado um altar para as suas devoções: a imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, uma santa negra com o seu manto azul e branco (as cores da Portela), o pombo de asas abertas, representando o Espírito Santo (a águia portelense), enfim, a combinação do místico com o profano (procissão religiosa/desfile carnavalesco) forneceu-lhe o ponto de partida para a composição que, desenvolvida com o parceiro Mauro Duarte, resultou no belo samba-homenagem “Portela na Avenida”:

“Portela / sobre a tua bandeira esse divino manto / tua águia altaneira é o Espírito Santo / no templo do samba / as pastoras e os pastores / (...) / como fiéis na santa missa da capela / salve o samba / salve a santa / salve ela / salve o manto azul e branco da Portela / desfilando triunfal / sobre o altar do carnaval...”

Lançada por Clara Nunes no final de 81, “Portela na Avenida” se consagraria no carnaval de 82, tornando-se a partir de então a música que esquenta a bateria portelense antes de cada desfile. Com o seu sucesso, Paulo César resolveu homenagear também as outras grandes escolas, começando pelo Império Serrano, com o samba “Serrinha”, gravado por Clara. No total, seriam dez sambas dos quais oito foram gravados (dois por Clara e seis por Alcione), permanecendo inéditos em disco (até 1998) os referentes a Vila Isabel e Caprichosos de Pilares.

Paulo César Pinheiro está, assim, para as escolas de samba, como Lamartine Babo, para os clubes do futebol carioca, que homenageou em onze marchas. Detalhe: em 1968, a Mangueira seria exaltada pelo portelense Paulinho da Viola (em parceria com Hermínio Bello de Carvalho) no samba “Sei Lá Mangueira”; em 1981 chegou a vez de a Portela ser homenageada pelo mangueirense Paulo César Pinheiro (em parceria com Mauro Duarte). Estabeleceu-se assim um curioso empate em que todos saíram ganhando (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Portela na Avenida (samba, 1982) - Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

LP Clara / Título da música: Portela Na Avenida / Mauro Duarte (Compositor) / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Clara Nunes (Intérprete) / Velha Guarda da Portela (Partic.) / Gravadora: EMI-Odeon / Ano: 1981 / Nº Álbum: 062 421224 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Carnaval.


Tom: C  

   Am                          G
Portela eu nunca vi coisa mais bela
                       F                         E7
Quando ela pisa a passarela e vai entrando na avenida
  Am                      G
Parece a maravilha de aquarela que surgiu
                     F
O manto azul da padroeira do brasil
                   E7
Nossa senhora aparecida
    Dm       Bm5-/7 Am                       Bm5-/7
Que vai se     arrastando e o povo na rua cantando
E7                       Am
É feito uma reza, um ritual
    A7           Dm          Am                B7   E7   Am    E7
É a procissão do samba abençoando a festa do divino carnaval
   Am                                  G
Portela é a deusa do samba o passado revela
                               F
E tem a velha guarda como sentinela
                                         E7
E é por isso que eu ouço essa voz que me chama
   Am                                    G
Portela sobre a tua bandeira este divino manto
                              F        E7        Am
Tua águia altaneira, espírito santo no templo do samba
G7                  C
As pastoras e os pastores
G7                C
Vem chegando da cidade da favela
G7                    C
Para defender as tuas cores
       B7                      E7
Como fiéis na santa missa da capela
A7      Dm             E7           Am
Salve o samba, salve a santa, salve ela
A7      Dm           E7           Am
Salve o manto azul e branco da portela
                Dm            G7          C      E7
Desfilando triunfal sobre o altar do carnaval