Eu já vi tudo (samba, 1950) - Peterpan e Amadeu Veloso - Intérpretes: Emilinha Borba e Marlene
Disco 78 rpm / Título da música: Eu já vi tudo / Peterpan (Compositor) / Amadeu Veloso (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 18/11/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 16147 / Nº da matriz: 2207 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez
Eu já vi tudo
Tu queres me contrariar!
Eu já vi tudo
Tu queres me contrariar
Este prazer eu não te dou
Não dou, não dou
Nem hei de dar
Se não gostas do samba
Por favor, outro amor vai procurar
(bis)
Queres que eu deixe de sambar
Mas isto não pode ser
Nasci e me criei no samba
E no samba eu hei de morrer
Meu amor, não pode ser!
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
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sexta-feira, 12 de julho de 2024
sábado, 22 de novembro de 2008
Boca negra
Boca negra (marcha/carnaval, 1949) - Antônio Almeida e Alberto Ribeiro - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Boca negra / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Antônio Almeida (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 13/10/1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15980 / Nº da Matriz: 1982 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Boca negra / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Antônio Almeida (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 13/10/1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15980 / Nº da Matriz: 1982 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez
Boca-Negra deixou a maloca
Saiu da toca
E veio ao Rio passear
Chegou, olhou, provou mas não gostou
Seu Carioca, pra maloca eu vou voltar
[2x]
Lá na minha tribo é bem melhor do que aqui
Vivo cantando o Guarani
Trá-lá-lá-lá-lá
Pra viver assim de tanga
Eu vivo lá!
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
sábado, 3 de maio de 2008
Tico-tico na rumba
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| Emilinha Borba |
Tico-tico na rumba (rumba, 1947) - Peterpan e Haroldo Barbosa - Intérpretes: Emilinha Borba e Ruy Rey
Disco 78 rpm / Título da música: Tico-tico na rumba (Yo Quiero Bailar) / Haroldo Barbosa (Compositor) / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Ruy Rey (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1669-1 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Tico-tico na rumba (Yo Quiero Bailar) / Haroldo Barbosa (Compositor) / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Ruy Rey (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1669-1 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Eu fui a Cuba só pra passear
E numa festa pedi pra tocar
O tico-tico à la brasileira
E o cubano ficou cantando
A noite inteira:
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
Se queres saber
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| Emilinha Borba |
Se queres saber (samba-canção, 1947) - Peterpan - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Se queres saber / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho e Seu Naipe de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1666-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Se queres saber / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho e Seu Naipe de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1666-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Se queres saber
Se eu te amo ainda
Procura entender
A minha mágoa infinda
Olha bem nos meus olhos
Quando eu falo contigo
E vê quanta coisa
Eles dizem que eu não digo
O olhar de quem ama diz
O que o coração não quer
Nunca mais eu serei feliz
Enquanto vida eu tiver
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Jerônimo
Jerônimo (toada, 1954) - Getúlio Macedo e Lourival Faissal - Interpretação: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Jerônimo / Getúlio Macedo (Compositor) / Lourival Faissal (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1955 / Nº Álbum: 17.088-a / Lado B / Gênero musical: Toada.
Disco 78 rpm / Título da música: Jerônimo / Getúlio Macedo (Compositor) / Lourival Faissal (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1955 / Nº Álbum: 17.088-a / Lado B / Gênero musical: Toada.
Tom: G
G D
Quem passar pelo sertão
D G
Vai ouvir alguém falar
E Am
No herói desta canção
D G
Que eu venho aqui cantar
G D
Se é pro bem, vai encontrar
D G
Um Jerônimo protetor
E Am
Se é pro mal, vai enfrentar
D G
O Jerônimo lutador
G D
Filho de Maria-Homem nasceu
G
Serro Bravo foi seu berço natal
D
Entre tiros e tocaias cresceu
C G
Hoje luta pelo bem, contra o mal
G D
Galopando está em todo lugar
G
Pelos pobres a lutar sem temer
D
Com Moleque Saci pra ajudar
C G
Ele faz qualquer valente treme
terça-feira, 15 de agosto de 2006
Tem marujo no samba
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| Braguinha |
Disco 78 rpm / Título: Tem Marujo no Samba / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1948 / Nº Álbum 15980 / Lado B / Gênero: Samba.
Chegou a primeira escola de samba
Escola que não tem rival
Pelo som da bateria
Até parece o Batalhão Naval
Neste mundo só há duas coisas
Que balançam o meu coração
É a ginga da minha cabrocha
E a cadência do meu Batalhão
Duas coisas somente no mundo
Fazem meu corpo balancear
A cadência de um samba de morro
E o balanço das ondas do mar
sexta-feira, 23 de junho de 2006
Mulata Yê, Yê, Yê
Mulata Yê, Yê, Yê (marcha/carnaval, 1965) - João Roberto Kelly - Intérprete: Emilinha Borba
LP O Carnaval É Nosso / Título da música: Mulata Yê, Yê, Yê / João Roberto Kelly (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: Entré / CBS / Ano: 1964 / Nº Álbum: 4030 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha / Carnaval.
G
Mulata bossa nova caiu no huly-guly
Am C G D7 G
e só dá ela iê-iê-iê iê-iê-iê iê-iê na passarela (BIS)
Am G C
a boneca está cheia de fiu-fiu esnobando as louras
A7 D7
e as morenas do Brasil
Marcha do remador
Marcha do remador (Se a canoa não virar) (marcha/carnaval, 1964) - Antônio Almeida e Oldemar Magalhães - Interpretação: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Marcha do remador / Antônio Almeida (Compositor) / Oldemar Magalhães (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: CBS / Lançamento: 1963 / Álbum: 3.304 / Lado A / Gênero musical: Marcha.
------ A
Se a canoa não virar
Olê-olê-olá
E7----------A
Eu chego lá
---- D
Rema, rema, rema, remador
------A
Quero ver depressa o meu amor
----------D
Se eu chegar depois do sol raiar
------E7
Ela bota outro em meu lugar
segunda-feira, 15 de maio de 2006
Escandalosa
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| Emilinha Borba |
Foi cantando e dançando "Escandalosa", com graça e sensualidade, que Emilinha consolidou, em 1947, seu prestígio de estrela dos auditórios radiofônicos.
Lançada numa época em que começava a imperar em nosso meio a moda da música latino-americana, a canção foi feita em ritmo de rumba. Ainda em 47, Emilinha Borba obteve outro sucesso com "Se Queres Saber", de Peterpan.
Escandalosa (rumba, 1947) - Moacir Silva e Djalma Esteves - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Escandalosa / Djalma Esteves (Compositor) / Moacir Silva (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 28/05/1947 / Lançamento: 06/1947 / Nº do Álbum: 15784 / Nº da Matriz: 1667-2 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Um dia / Uma vez lá em Cuba
Dançando uma rumba / Disseram que eu era
Escandalosa
Dancei / Mas não me incomodei
Pois a rumba é por si / Maliciosa
Escandalosa
A rumba / Tem um ritmo louco
e remexe meu corpo assim
Escandalosa
Com muchacho sabido / Bem juntinho de mim
Confessando ao meu ouvido / és deliciosa
Escandalosa
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
sábado, 13 de maio de 2006
Vai com jeito
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| Emilinha Borba |
Vai com jeito (marcha/carnaval, 1957) - João de Barro
Disco 78 rpm / Título da música: Vai com jeito / Autoria: João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Ritmo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1956 / Nº Álbum 17372 / Lado B / Lançamento: 1957 / Gênero: Marcha.
D---------------- A7
Vai, com jeito vai
Senão um dia
-----------D
A casa cai (menina!)
Se alguém lhe convidar
Pra tomar banho em Paquetá
Pra piquenique na Barra da Tijuca
Ou pra fazer um programa no Joá
--------D---------------- A7
Menina vai, com jeito vai
Senão um dia
-----------D
A casa cai (menina!)
A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34
domingo, 7 de maio de 2006
Paraíba
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| Emilinha Borba |
Essa coligação, derrotada nas urnas pelo situacionista Júlio Prestes, seria o embrião das forças que deflagrariam a Revolução de 30, movimento vitorioso que mudou o curso de nossa história. O atrevimento da pequena Paraíba, participando valentemente desses acontecimentos, inspirou a expressão "Paraíba mulher macho, sim senhor", aproveitada vinte anos depois por Luiz Gonzaga e Humberto teixeira num jingle político, logo transformado no baião "Paraíba".
Só que, esquecida a origem, a expressão foi tomada ao pé-da-letra pela malícia popular, que a vinculou ao homossexualismo feminino - "Quando lama virou pedra / e mandacaru secou / quando ribaçã de sede / bateu asas e voou / foi aí que eu vim-me embora / carregando a minha dô / hoje eu mando um abraço pra ti pequenina / Paraíba masculina, muié macho, sim Sinhô".
Na segunda parte, o verso "Eta, pau Pereira em Princesa já roncou" é uma referência ao coronel José Pereira e à Revolta de Princesa, uma rebelião por ele comandada, em junho de 1930, contra o governo de João Pessoa. Zé Pereira chegou a proclamar a independência do município de Princesa no Decreto n° 1 de seu governo... Lançada por Emilinha Borba em março de 50 (Luiz Gonzaga só a gravaria em 52), "Paraíba" é um dos maiores sucessos de sua carreira.
Paraíba (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Emilinha Borba e os Boêmios
Paraíba (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Emilinha Borba e os Boêmios
Disco 78 rpm / Título da música: Paraíba / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Os Boêmios (Intérprete) / Canhoto (Waldiro Tramontano, 1908-1987) e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 01/03/1950 / Lançamento: 03/1950 / Nº do álbum: 16187 / Nº da matriz: 2256 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez
G
Quando a lama virou pedra
Am
E Mandacaru secou
D7
Quando o Ribação de sede
G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
C
Carregando a minha dor
Cm
Hoje eu mando um abraço
G
Pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7 G
Muié macho, sim sinhô
G
Eita pau pereira
Am
Que em princesa já roncou
D7
Eita Paraíba
G
Muié macho sim sinhô
Eita pau pereira
C
Meu bodoque não quebrou
Cm
Hoje eu mando
G
Um abraço pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7 G
Muié macho, sim sinhô
G
Quando a lama virou pedra
Am
E Mandacaru secou
D7
Quando arribação de sede
G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
C
Carregando a minha dor
Cm
Hoje eu mando um abraço
G
Pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7 G
Muié macho, sim sinhô
Eita, eita
C7
Muié macho sim sinhô
Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Chiquita Bacana
A ideia de compor "Chiquita Bacana" partiu de João de Barro, que propôs a Alberto Ribeiro aproveitarem o existencialismo como motivo de uma marchinha. Na realidade, a ideia inspirava-se na imprensa da época que explorava com frequência o existencialismo - Sartre, Camus, Simone de Beauvoir e, principalmente, o lado não-científico do movimento, que abrangia os "existencialistas" boêmios, habitués das caves parisienses, seus costumes exóticos etc.
Naturalmente, o objetivo da dupla ao escrever a marchinha era fazer uma referência espirituosa ao assunto, para isso criando a figura de "Chiquita Bacana", beldade que "Se veste com uma casca de banana nanica". Sem dúvida, o comportamento da moça é inusitado, mas perfeitamente justificável, pois "Existencialista com toda razão" ela "Só faz o que manda o seu coração". Genolino Amado chegou a dizer numa crônica que esses versos eram a melhor definição do existencialismo que ele conhecia.
Além de dar a Braguinha a vitória no carnaval pelo terceiro ano consecutivo, "Chiquita Bacana" tornou-se uma de suas composições mais conhecidas, batendo, inclusive, o recorde de alcance geográfico de sua obra: foi gravada nos Estados Unidos, Argentina, Itália, Holanda, Inglaterra e França, onde, com o título de "Chiquita madame de la Martinique", e com versos de Paul Misraki, integra as discografias de Josephine Baker e Ray Ventura.
Chiquita Bacana (marcha/carnaval, 1949) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Chiquita Bacana / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº da Matriz: 2001 / Gênero: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez
Naturalmente, o objetivo da dupla ao escrever a marchinha era fazer uma referência espirituosa ao assunto, para isso criando a figura de "Chiquita Bacana", beldade que "Se veste com uma casca de banana nanica". Sem dúvida, o comportamento da moça é inusitado, mas perfeitamente justificável, pois "Existencialista com toda razão" ela "Só faz o que manda o seu coração". Genolino Amado chegou a dizer numa crônica que esses versos eram a melhor definição do existencialismo que ele conhecia.
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| Emilinha Borba |
Chiquita Bacana (marcha/carnaval, 1949) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Chiquita Bacana / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº da Matriz: 2001 / Gênero: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez
G Am
Chiquita bacana lá da Martinica
D7 G
Se veste com casca de banana nanica
Am D7 G
Não usa vestido, não usa calção
B7 Em
Inverno pra ela é pleno verão
Am D7 G
Existencialista com toda a razão
E7 A7 D7
Só faz o que manda o seu coração
Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.
Capelinha de melão
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| Emilinha Borba |
Capelinha de Melão (motivo popular) (cantiga/marcha, 1949) - Alberto Ribeiro e João de Barro - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Capelinha de melão / Popular / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Regional e Coro (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 05/1949 / Nº do Álbum: 16041 / Nº da Matriz: 2058 / Gênero: Toada joanina / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Capelinha de melão / Popular / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Regional e Coro (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 05/1949 / Nº do Álbum: 16041 / Nº da Matriz: 2058 / Gênero: Toada joanina / Coleções de origem: IMS, Nirez
Capelinha de Melão / É de São João
É de cravo, é de rosa / É de manjericão
Apanhei rosas pelos caminhos / As mensageiras do meu amor
Tu me fizeste com os seus espinhos / Uma coroa de dor
Capelinha de Melão / É de São João
É de cravo, é de rosa / É de manjericão
Mandei-te cravos, tu não ligaste / E nem lhes deste nenhum valor
Com duros cravos tu me pregaste / Na cruz do teu falso amor
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Rumba de Jacarepaguá
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| Emilinha Borba |
Rumba de Jacarepaguá (rumba, 1947) - Haroldo Barbosa - Intérprete: Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Rumba de Jacarepaguá / Haroldo Barbosa (Compositor) / Emilinha Barbosa (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 28/05/1947 / Lançamento: 06/1947 / Nº do Álbum: 15784 / Nº da Matriz: 1668-2 / Gênero: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Disco 78 rpm / Título da música: Rumba de Jacarepaguá / Haroldo Barbosa (Compositor) / Emilinha Barbosa (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 28/05/1947 / Lançamento: 06/1947 / Nº do Álbum: 15784 / Nº da Matriz: 1668-2 / Gênero: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez
A rumba que eu canto / Não nasceu na Nicarágua
Em Las Vegas, em Manágua / Acapulco ou Panamá
Não tem rimas de Havana / Com banana, hasta mañana
Nem Caracas, nem Maracas / Nem bongôs pra atrapalhar
É no duro brasileira / Nasceu lá pra Madureira
Pouco além de Cascadura / A oeste de Irajá
Salve a rumba mascarada / Que não é rumba nem nada
Mas dá pra gente / Requebrar até cansar, ai, ai
Salve a rumba de Jacarepaguá
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
terça-feira, 2 de maio de 2006
Atire a primeira pedra
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| Ataulfo Alves |
Cantado por Emilinha Borba no filme "Tristezas não pagam dívidas" e lançado em disco por Orlando Silva às vésperas do carnaval, "Atire a Primeira Pedra" foi fazer sucesso quando Mário Lago já não mais esperava. É o próprio Mário que relembra: "Na época eu estava trabalhando na Rádio Panamericana, em São Paulo, então recém-inaugurada, e vim de trem para o Rio na manhã do sábado gordo. Logo no percurso para casa, fui encontrando diversos blocos que cantavam "Atire a primeira pedra". Surpreso, perguntei ao motorista do táxi se aquele samba estava fazendo sucesso. E ele respondeu, 'É verdade, estourou esta semana'. Então, larguei as malas em casa e corri para o Café Nice, onde fui recebido por um Ataulfo eufórico: 'Parceiro, estamos outra vez na boca do povo...'. Foi a única ocasião na vida em que vi o Ataulfo de pilequinho". Por sua ótima letra e, principalmente, pela beleza de sua melodia, "Atire a Primeira Pedra" é um dos melhores sambas carnavalescos de todos os tempos.
Atire a primeira pedra (samba, 1944) - Ataulfo Alves e Mário Lago - Intérprete: Orlando Silva
Disco 78 rpm / Título da música: Atire a primeira pedra / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Mário Lago, 1911-2001 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Lírio Panicali [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/12/1943 / Lançamento: 02/1944 / Nº do Álbum: 12417 / Nº da Matriz: 7465 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
Atire a primeira pedra (samba, 1944) - Ataulfo Alves e Mário Lago - Intérprete: Orlando Silva
Disco 78 rpm / Título da música: Atire a primeira pedra / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Mário Lago, 1911-2001 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Lírio Panicali [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/12/1943 / Lançamento: 02/1944 / Nº do Álbum: 12417 / Nº da Matriz: 7465 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez
D G/A D
Covarde eu sei me que podem chamar
B7 Em
Porque não calo no peito esta dor
A7
Atire a primeira pedra ai,ai,ai
Em7 A7 D
Aquele que não sofreu por amor
A7 D
Eu sei que vão censurar o meu proceder
F#7
Eu sei, mulher
Bm
Que você mesma vai dizer
G D
Que eu voltei pra me humilhar
E7
É, mas não faz mal
Em A7
Você pode até sorrir
Em A7 D
Perdão foi feito pra gente pedir
Em A7 D
Perdão foi feito pra gente pedir
Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Pirulito
| Nilton Paz |
Pirulito (marcha/carnaval, 1939) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérpretes: Nilton Paz e Emilinha Borba
Disco 78 rpm / Título da música: Pirolito / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nilton Paz (Intérprete) / Emilinha Borba (Intérprete) (*) / Napoleão e Seus Soldados Musicais (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 03/01/1939 / Lançamento: 02/1939 / Nº do Álbum: 55013 / Nº da Matriz: 120-1 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi
Disco 78 rpm / Título da música: Pirolito / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nilton Paz (Intérprete) / Emilinha Borba (Intérprete) (*) / Napoleão e Seus Soldados Musicais (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 03/01/1939 / Lançamento: 02/1939 / Nº do Álbum: 55013 / Nº da Matriz: 120-1 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi
-----D
Ioiô dá o braço pra Iaiá
--------------------------G---- B7 ----Em
Iaiá dá o braço pra Ioiô
------------------A7 ----------D
O tempo de criança já passou, ô!
----------------------Em
Pirulito que bate bate
-----A7------------- D
Pirulito que já bateu
---------------------------G
Quem gosta de mim é ela
-----G#º--- D--- A7 -----D
Quem gosta dela sou eu, hei!
---------------A7
Agora é melhor
-----------------D
A gente dançar
----------------A7
Juntinhos assim
--------------------B7
Se tem mais prazer
-----------Em--- B7-- Em-- A7-- D
Quem não dança o--- Pi...ru...lito
----------A7--------- D
Que alegria pode ter?
(*) A cantora Emilinha Borba não aparece nos créditos do disco.
Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.
sábado, 8 de abril de 2006
Emilinha Borba
Emilinha Borba (Emília Savana da Silva Borba), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 31/8/1923 e faleceu em 03/10/2005. Passou grande parte da infância em Mangueira, mudando-se depois com os pais e seis irmãos para o bairro de Jacarepaguá. Já então gostava de cantar, divertindo os colegas com suas imitações de Carmen Miranda.
Passou a frequentar programas de calouros, ganhando seu primeiro prêmio, com 14 anos, na Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul. Começou, a partir daí, a fazer parte do coro das gravações da Columbia. Ainda nesse programa, formou o duo As Moreninhas, com Bidu Reis, que durou cerca de um ano e meio.
Para o Carnaval de 1939, fez sua primeira gravação, na Columbia, a marcha Pirulito (João de Barro e Alberto Ribeiro), ao lado de Nilton Paz, mas seu nome não apareceu no selo do disco. Também em 1939, através de Carmen Miranda, conseguiu ser apresentada a Joaquim Rolas, proprietário do Cassino da Urca, que a contratou. Na Columbia até 1940, gravou mais quatro discos com quatro músicas, com destaque para os sambas O cachorro da lourinha e Meu mulato vai ao morro (ambos de Gomes Filho e Juraci Araújo). Ainda era chamada de Emília.
Em 1940 foi para a Rádio Mayrink Veiga. Nesse ano participou do filme Vamos cantar, de Leo Marten. Em 1941-1942, gravou dois discos na Odeon, como Emilinha, voltando em 1942 para a Columbia, já chamada Continental. Saiu do Cassino da Urca em agosto de 1943 e foi logo contratada pelo Cassino Atlântico, passando também a trabalhar, por um período de seis meses, na Rádio Nacional.
Em agosto de 1944 retornou ao elenco da Rádio Nacional, onde permaneceria por 27 anos ininterruptos, fase áurea dessa emissora e da carreira da cantora. Foi o primeiro grande cartaz dos programas de auditório lançados pela Rádio Nacional, a partir de 1945, e sua popularidade esteve diretamente ligada ao programa de César de Alencar, transmitido para todo o país.
Em 1947 fez enorme sucesso com as rumbas Escandalosa (Djalma Esteves e Moacir Silva), Rumba de Jacarepaguá (Haroldo Barbosa), Tico-tico na rumba (Haroldo Barbosa e Peterpan) e o samba Se queres saber (Peterpan), gravados na Continental.
Em 1948, seus destaques foram Já é de madrugada (Peterpan e Antônio Almeida), Telefonista (Peterpan e Augusto Monteiro), Esperar, por quê? (José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro) e Quem quiser ver vá lá (Peterpan e René Bittencourt); para o Carnaval de 1949, gravou um de seus maiores sucessos, Chiquita Bacana (João de Barro e Alberto Ribeiro), além de Porta-bandeira (Nássara e Roberto Martins) e Tem marujo no samba (João de Barro), mas perdeu para a cantora Marlene o título de Rainha do Rádio daquele ano, gerando atritos entre os respectivos fãs-clubes.
As duas, no entanto, surpreenderam o público no ano seguinte, gravando juntas, em dueto, Eu já vi tudo (Peterpan e Amadeu Veloso), Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti) e A bandinha do Irajá (Murilo Caldas).
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| Emilinha, a "Rainha do Rádio" de 1953, abraçada por Mary Gonçalves, rainha de 1952 |
No seu repertório de 1950, destacaram-se os baiões Baião de dois e Paraíba (ambos de Luiz Gonzaga e Humberto teixeira) e Tomara que chova (Paquito e Romeu Gentil), gravado para o Carnaval seguinte e que se transformou num dos marcos de sua carreira.
Participou de 34 filmes, destacando-se, nesse período: Poeira de estrelas (Moacir Fenelon, 1948), Estou aí (José Cajado Filho, 1949), Aviso aos navegantes (Watson Macedo, 1950) e Barnabé, tu és meu (José Carlos Burle,1952).
Durante a década de 1960 continuou a marcar sua presença nos Carnavais, lançando músicas bem populares como Pó-de-mico (1963), de Renato Araújo, Dora Lopes, Arildo de Sousa e Nilo Viana e Mulata iê-iê-iê (1965), de João Roberto Kelly.
De 1939 a 1964, gravou em 78 rotações cerca de 117 discos com 216 músicas. Na medida em que seu gênero musical - samba, marcha, rumba - foi cedendo lugar à música jovem, ela foi desaparecendo do cenário artístico até encerrar praticamente sua carreira em 1968, quando, operada de um edema nas cordas vocais, não conseguiu recuperar o timbre de voz.
Em 20 anos de carreira, desde 1945, tornou-se, juntamente com sua "rival" Marlene, um dos primeiros produtos bem-sucedidos da eficiente máquina de criação e divulgação de ídolos, montada no rádio em torno dos programas de auditório, que se estendeu ao cinema através das chanchadas.
Em 20 anos de carreira, desde 1945, tornou-se, juntamente com sua "rival" Marlene, um dos primeiros produtos bem-sucedidos da eficiente máquina de criação e divulgação de ídolos, montada no rádio em torno dos programas de auditório, que se estendeu ao cinema através das chanchadas.
Algumas músicas
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
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