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sexta-feira, 12 de julho de 2024

Eu já vi tudo

Eu já vi tudo (samba, 1950) - Peterpan e Amadeu Veloso - Intérpretes: Emilinha Borba e Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: Eu já vi tudo / Peterpan (Compositor) / Amadeu Veloso (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 18/11/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 16147 / Nº da matriz: 2207 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez



Eu já vi tudo
Tu queres me contrariar!

Eu já vi tudo
Tu queres me contrariar
Este prazer eu não te dou
Não dou, não dou
Nem hei de dar
Se não gostas do samba
Por favor, outro amor vai procurar
(bis)

Queres que eu deixe de sambar
Mas isto não pode ser
Nasci e me criei no samba
E no samba eu hei de morrer
Meu amor, não pode ser!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 22 de novembro de 2008

Boca negra

Boca negra (marcha/carnaval, 1949) - Antônio Almeida e Alberto Ribeiro - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Boca negra / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Antônio Almeida (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 13/10/1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15980 / Nº da Matriz: 1982 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Boca-Negra deixou a maloca
Saiu da toca
E veio ao Rio passear
Chegou, olhou, provou mas não gostou
Seu Carioca, pra maloca eu vou voltar

[2x]

Lá na minha tribo é bem melhor do que aqui
Vivo cantando o Guarani
Trá-lá-lá-lá-lá
Pra viver assim de tanga
Eu vivo lá!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 3 de maio de 2008

Tico-tico na rumba

Emilinha Borba
Tico-tico na rumba (rumba, 1947) - Peterpan e Haroldo Barbosa - Intérpretes: Emilinha Borba e Ruy Rey

Disco 78 rpm / Título da música: Tico-tico na rumba (Yo Quiero Bailar) / Haroldo Barbosa (Compositor) / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Ruy Rey (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1669-1 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Eu fui a Cuba só pra passear
E numa festa pedi pra tocar
O tico-tico à la brasileira
E o cubano ficou cantando
A noite inteira:


El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Se queres saber

Emilinha Borba
Se queres saber (samba-canção, 1947) - Peterpan - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Se queres saber / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho e Seu Naipe de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1666-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Se queres saber
Se eu te amo ainda
Procura entender
A minha mágoa infinda

Olha bem nos meus olhos
Quando eu falo contigo

E vê quanta coisa
Eles dizem que eu não digo

O olhar de quem ama diz
O que o coração não quer
Nunca mais eu serei feliz
Enquanto vida eu tiver



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Jerônimo

Jerônimo (toada, 1954) - Getúlio Macedo e Lourival Faissal - Interpretação: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Jerônimo / Getúlio Macedo (Compositor) / Lourival Faissal (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1955 / Nº Álbum: 17.088-a / Lado B / Gênero musical: Toada.


Tom: G

  G                 D
Quem passar pelo sertão
  D                G
Vai ouvir alguém falar
    E            Am
No herói desta canção
    D               G
Que eu venho aqui cantar
     G               D
Se é pro bem, vai encontrar
    D          G
Um Jerônimo protetor
  E                   Am
Se é pro mal, vai enfrentar
    D           G
O Jerônimo lutador

 G                D
Filho de Maria-Homem nasceu
                      G
Serro Bravo foi seu berço natal
                D
Entre tiros e tocaias cresceu
 C              G
Hoje luta pelo bem, contra o mal
 G                  D
Galopando está em todo lugar
                 G
Pelos pobres a lutar sem temer
             D
Com Moleque Saci pra ajudar
     C               G
Ele faz qualquer valente treme

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Tem marujo no samba

Braguinha
Tem Marujo no Samba (samba, 1949) - João de Barro - Intérpretes: Emilinha Borba e Nuno Roland

Disco 78 rpm / Título: Tem Marujo no Samba / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1948 / Nº Álbum 15980 / Lado B / Gênero: Samba.



Chegou a primeira escola de samba
Escola que não tem rival
Pelo som da bateria
Até parece o Batalhão Naval


Neste mundo só há duas coisas
Que balançam o meu coração
É a ginga da minha cabrocha
E a cadência do meu Batalhão


Duas coisas somente no mundo
Fazem meu corpo balancear
A cadência de um samba de morro
E o balanço das ondas do mar

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Mulata Yê, Yê, Yê


Mulata Yê, Yê, Yê (marcha/carnaval, 1965) - João Roberto Kelly - Intérprete: Emilinha Borba

LP O Carnaval É Nosso / Título da música: Mulata Yê, Yê, Yê / João Roberto Kelly (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: Entré / CBS / Ano: 1964 / Nº Álbum: 4030 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha / Carnaval.


G
Mulata bossa nova   caiu no huly-guly
        Am    C               G       D7        G
e só dá ela  iê-iê-iê iê-iê-iê iê-iê   na passarela (BIS)

Am               G                              C
a boneca está  cheia de fiu-fiu  esnobando as louras
       A7          D7
e as morenas do Brasil

Marcha do remador


Marcha do remador (Se a canoa não virar) (marcha/carnaval, 1964) - Antônio Almeida e Oldemar Magalhães - Interpretação: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Marcha do remador / Antônio Almeida (Compositor) / Oldemar Magalhães (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gravadora: CBS / Lançamento: 1963 / Álbum: 3.304 / Lado A / Gênero musical: Marcha.



------ A
Se a canoa não virar
Olê-olê-olá

E7----------A
Eu chego lá


---- D
Rema, rema, rema, remador

------A
Quero ver depressa o meu amor

----------D
Se eu chegar depois do sol raiar

------E7
Ela bota outro em meu lugar

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Escandalosa

Emilinha Borba
Há composições que são a cara de determinados intérpretes, perdendo a graça se cantadas por outros. Este é o caso de "Escandalosa", que parece ter sido feita para Emilinha Borba, embora Araci de Almeida também a tenha gravado.

Foi cantando e dançando "Escandalosa", com graça e sensualidade, que Emilinha consolidou, em 1947, seu prestígio de estrela dos auditórios radiofônicos.

Lançada numa época em que começava a imperar em nosso meio a moda da música latino-americana, a canção foi feita em ritmo de rumba. Ainda em 47, Emilinha Borba obteve outro sucesso com "Se Queres Saber", de Peterpan.

Escandalosa (rumba, 1947) - Moacir Silva e Djalma Esteves - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Escandalosa / Djalma Esteves (Compositor) / Moacir Silva (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Gravadora: Continental / Gravação: 28/05/1947 / Lançamento: 06/1947 / Nº do Álbum: 15784 / Nº da Matriz: 1667-2 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez



Um dia / Uma vez lá em Cuba
Dançando uma rumba / Disseram que eu era
Escandalosa


Dancei / Mas não me incomodei
Pois a rumba é por si / Maliciosa
Escandalosa


A rumba / Tem um ritmo louco
e remexe meu corpo assim
Escandalosa


Com muchacho sabido / Bem juntinho de mim
Confessando ao meu ouvido / és deliciosa
Escandalosa



Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sábado, 13 de maio de 2006

Vai com jeito

Emilinha Borba
Em 1957, João de Barro reviveu seus melhores momentos como compositor carnavalesco com a marchinha "Vai com Jeito", uma das preferidas do ano. Bem ao estilo tradicional do gênero, "Vai com Jeito" aconselha às meninas, de forma levemente maliciosa, a se acautelarem contra determinados piqueniques em praias desertas: "Se alguém lhe convidar / pra tomar banho em Paquetá / pra piquenique na Barra da Tijuca / ou pra fazer um programa no Joá... / menina vai / com jeito vai / se não um dia a casa cai...". A citação do Joá e da Barra da Tijuca dá uma ideia de como ainda eram pouco frequentadas essas praias na década de 1950.

Vai com jeito (marcha/carnaval, 1957) - João de Barro

Disco 78 rpm / Título da música: Vai com jeito / Autoria: João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Ritmo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1956 / Nº Álbum 17372 / Lado B / Lançamento: 1957 / Gênero: Marcha.



D---------------- A7
Vai, com jeito vai
Senão um dia
-----------D
A casa cai (menina!)

Se alguém lhe convidar
Pra tomar banho em Paquetá
Pra piquenique na Barra da Tijuca
Ou pra fazer um programa no Joá

--------D---------------- A7
Menina vai, com jeito vai
Senão um dia
-----------D
A casa cai (menina!)


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

domingo, 7 de maio de 2006

Paraíba

Emilinha Borba
Em 1929, a Aliança Liberal - coligação oposicionista formada por políticos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba - lançou as candidaturas de Getúlio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul, à presidência da República e de João Pessoa de Queiroz, presidente da Paraíba, a vice-presidente (na época, os governadores de estado eram chamados presidentes).

Essa coligação, derrotada nas urnas pelo situacionista Júlio Prestes, seria o embrião das forças que deflagrariam a Revolução de 30, movimento vitorioso que mudou o curso de nossa história. O atrevimento da pequena Paraíba, participando valentemente desses acontecimentos, inspirou a expressão "Paraíba mulher macho, sim senhor", aproveitada vinte anos depois por Luiz Gonzaga e Humberto teixeira num jingle político, logo transformado no baião "Paraíba".

Só que, esquecida a origem, a expressão foi tomada ao pé-da-letra pela malícia popular, que a vinculou ao homossexualismo feminino - "Quando lama virou pedra / e mandacaru secou / quando ribaçã de sede / bateu asas e voou / foi aí que eu vim-me embora / carregando a minha dô / hoje eu mando um abraço pra ti pequenina / Paraíba masculina, muié macho, sim Sinhô".

Na segunda parte, o verso "Eta, pau Pereira em Princesa já roncou" é uma referência ao coronel José Pereira e à Revolta de Princesa, uma rebelião por ele comandada, em junho de 1930, contra o governo de João Pessoa. Zé Pereira chegou a proclamar a independência do município de Princesa no Decreto n° 1 de seu governo... Lançada por Emilinha Borba em março de 50 (Luiz Gonzaga só a gravaria em 52), "Paraíba" é um dos maiores sucessos de sua carreira.

Paraíba (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Emilinha Borba e os Boêmios

Disco 78 rpm / Título da música: Paraíba / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Os Boêmios (Intérprete) / Canhoto (Waldiro Tramontano, 1908-1987) e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 01/03/1950 / Lançamento: 03/1950 / Nº do álbum: 16187 / Nº da matriz: 2256 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez

G
Quando a lama virou pedra
              Am
E Mandacaru secou
                    D7
Quando o Ribação de sede 
             G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
                    C
Carregando a minha dor
         Cm
Hoje eu mando um abraço 
    G
Pra ti pequenina
             Am
Paraíba masculina,
    D7             G
Muié macho, sim sinhô
G
Eita pau pereira
                        Am
Que em princesa já roncou
        D7
Eita Paraíba
                  G
Muié macho sim sinhô 
Eita pau pereira
                    C
Meu bodoque não quebrou

         Cm
Hoje eu mando 
               G
Um abraço pra ti pequenina
             Am
Paraíba masculina,
    D7             G
Muié macho, sim sinhô
         G
Quando a lama virou pedra
               Am
E Mandacaru secou
                    D7
Quando arribação de sede 
             G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
                   C
Carregando a minha dor
        Cm
Hoje eu mando um abraço 
    G
Pra ti pequenina 
              Am
Paraíba masculina,
      D7           G
Muié macho, sim sinhô

Eita, eita
C7
Muié macho sim sinhô


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Chiquita Bacana

A ideia de compor "Chiquita Bacana" partiu de João de Barro, que propôs a Alberto Ribeiro aproveitarem o existencialismo como motivo de uma marchinha. Na realidade, a ideia inspirava-se na imprensa da época que explorava com frequência o existencialismo - Sartre, Camus, Simone de Beauvoir e, principalmente, o lado não-científico do movimento, que abrangia os "existencialistas" boêmios, habitués das caves parisienses, seus costumes exóticos etc.

Naturalmente, o objetivo da dupla ao escrever a marchinha era fazer uma referência espirituosa ao assunto, para isso criando a figura de "Chiquita Bacana", beldade que "Se veste com uma casca de banana nanica". Sem dúvida, o comportamento da moça é inusitado, mas perfeitamente justificável, pois "Existencialista com toda razão" ela "Só faz o que manda o seu coração". Genolino Amado chegou a dizer numa crônica que esses versos eram a melhor definição do existencialismo que ele conhecia.

Emilinha Borba
Além de dar a Braguinha a vitória no carnaval pelo terceiro ano consecutivo, "Chiquita Bacana" tornou-se uma de suas composições mais conhecidas, batendo, inclusive, o recorde de alcance geográfico de sua obra: foi gravada nos Estados Unidos, Argentina, Itália, Holanda, Inglaterra e França, onde, com o título de "Chiquita madame de la Martinique", e com versos de Paul Misraki, integra as discografias de Josephine Baker e Ray Ventura.

Chiquita Bacana (marcha/carnaval, 1949) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Chiquita Bacana / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº da Matriz: 2001 / Gênero: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


  G                  Am
Chiquita bacana lá da Martinica   
   D7                   G
Se veste com casca de banana nanica
    Am     D7        G
Não usa vestido, não usa calção
   B7              Em
Inverno pra ela é pleno verão
   Am       D7        G
Existencialista com toda a razão
    E7        A7      D7
Só faz o que manda o seu coração


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Capelinha de melão

Emilinha Borba
Capelinha de Melão (motivo popular) (cantiga/marcha, 1949) - Alberto Ribeiro e João de Barro - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Capelinha de melão / Popular / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Regional e Coro (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 05/1949 / Nº do Álbum: 16041 / Nº da Matriz: 2058 / Gênero: Toada joanina / Coleções de origem: IMS, Nirez


Capelinha de Melão / É de São João
É de cravo, é de rosa / É de manjericão

Apanhei rosas pelos caminhos / As mensageiras do meu amor
Tu me fizeste com os seus espinhos / Uma coroa de dor

Capelinha de Melão / É de São João
É de cravo, é de rosa / É de manjericão

Mandei-te cravos, tu não ligaste / E nem lhes deste nenhum valor
Com duros cravos tu me pregaste / Na cruz do teu falso amor



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Rumba de Jacarepaguá

Emilinha Borba
Rumba de Jacarepaguá (rumba, 1947) - Haroldo Barbosa - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Rumba de Jacarepaguá / Haroldo Barbosa (Compositor) / Emilinha Barbosa (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 28/05/1947 / Lançamento: 06/1947 / Nº do Álbum: 15784 / Nº da Matriz: 1668-2 / Gênero: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez


A rumba que eu canto / Não nasceu na Nicarágua
Em Las Vegas, em Manágua / Acapulco ou Panamá
Não tem rimas de Havana / Com banana, hasta mañana
Nem Caracas, nem Maracas / Nem bongôs pra atrapalhar

É no duro brasileira / Nasceu lá pra Madureira
Pouco além de Cascadura / A oeste de Irajá
Salve a rumba mascarada / Que não é rumba nem nada
Mas dá pra gente / Requebrar até cansar, ai, ai
Salve a rumba de Jacarepaguá



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Atire a primeira pedra

Ataulfo Alves
Em 1944, Ataulfo Alves e Mário Lago voltam a reinar no carnaval, com o samba "Atire a Primeira Pedra", que nada fica a dever ao grande sucesso da dupla, "Ai, que saudades de Amélia". Reproduzindo no título a sentença bíblica - que já denominara no Brasil um filme com Marlene Dietrich e um programa do radialista Raimundo Lopes -, este samba trata do apelo veemente de reconciliação de um amante que não teme ser chamado de covarde: "Covarde sei que me podem chamar / porque não calo no peito esta dor / atire a primeira pedra, ai, ai, ai / aquele que não sofreu por amor".

Cantado por Emilinha Borba no filme "Tristezas não pagam dívidas" e lançado em disco por Orlando Silva às vésperas do carnaval, "Atire a Primeira Pedra" foi fazer sucesso quando Mário Lago já não mais esperava. É o próprio Mário que relembra: "Na época eu estava trabalhando na Rádio Panamericana, em São Paulo, então recém-inaugurada, e vim de trem para o Rio na manhã do sábado gordo. Logo no percurso para casa, fui encontrando diversos blocos que cantavam "Atire a primeira pedra". Surpreso, perguntei ao motorista do táxi se aquele samba estava fazendo sucesso. E ele respondeu, 'É verdade, estourou esta semana'. Então, larguei as malas em casa e corri para o Café Nice, onde fui recebido por um Ataulfo eufórico: 'Parceiro, estamos outra vez na boca do povo...'. Foi a única ocasião na vida em que vi o Ataulfo de pilequinho". Por sua ótima letra e, principalmente, pela beleza de sua melodia, "Atire a Primeira Pedra" é um dos melhores sambas carnavalescos de todos os tempos.

Atire a primeira pedra (samba, 1944) - Ataulfo Alves e Mário Lago - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Atire a primeira pedra / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Mário Lago, 1911-2001 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Lírio Panicali [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/12/1943 / Lançamento: 02/1944 / Nº do Álbum: 12417 / Nº da Matriz: 7465 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez

D                      G/A     D 
Covarde eu sei me que podem chamar 
                     B7        Em 
Porque não calo no peito esta dor 
                             A7 
Atire a primeira pedra ai,ai,ai 
  Em7              A7       D 
Aquele que não sofreu por amor 
    A7                            D 
Eu sei que vão censurar o meu proceder 
   F#7 
Eu sei, mulher 
                      Bm 
Que você mesma vai dizer 
            G             D 
Que eu voltei pra me humilhar 
                 E7 
É, mas não faz mal 
                 Em   A7 
Você pode até sorrir 
   Em                A7       D 
Perdão foi feito pra gente pedir 
   Em                A7       D 
Perdão foi feito pra gente pedir


Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Pirulito

Nilton Paz
Pirulito (marcha/carnaval, 1939) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérpretes: Nilton Paz e Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Pirolito / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nilton Paz (Intérprete) / Emilinha Borba (Intérprete) (*) / Napoleão e Seus Soldados Musicais (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 03/01/1939 / Lançamento: 02/1939 / Nº do Álbum: 55013 / Nº da Matriz: 120-1 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


-----D
Ioiô dá o braço pra Iaiá
--------------------------G---- B7 ----Em
Iaiá dá o braço pra Ioiô
------------------A7 ----------D
O tempo de criança já passou, ô!

----------------------Em
Pirulito que bate bate
-----A7------------- D
Pirulito que já bateu
---------------------------G
Quem gosta de mim é ela
-----G#º--- D--- A7 -----D
Quem gosta dela sou eu, hei!

---------------A7
Agora é melhor
-----------------D
A gente dançar
----------------A7
Juntinhos assim
--------------------B7
Se tem mais prazer
-----------Em--- B7-- Em-- A7-- D
Quem não dança o--- Pi...ru...lito
----------A7--------- D
Que alegria pode ter?


(*) A cantora Emilinha Borba não aparece nos créditos do disco.


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 8 de abril de 2006

Emilinha Borba


Emilinha Borba (Emília Savana da Silva Borba), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 31/8/1923 e faleceu em 03/10/2005. Passou grande parte da infância em Mangueira, mudando-se depois com os pais e seis irmãos para o bairro de Jacarepaguá. Já então gostava de cantar, divertindo os colegas com suas imitações de Carmen Miranda


Passou a frequentar programas de calouros, ganhando seu primeiro prêmio, com 14 anos, na Hora Juvenil, da Rádio Cruzeiro do Sul. Começou, a partir daí, a fazer parte do coro das gravações da Columbia. Ainda nesse programa, formou o duo As Moreninhas, com Bidu Reis, que durou cerca de um ano e meio.

Para o Carnaval de 1939, fez sua primeira gravação, na Columbia, a marcha Pirulito (João de Barro e Alberto Ribeiro), ao lado de Nilton Paz, mas seu nome não apareceu no selo do disco. Também em 1939, através de Carmen Miranda, conseguiu ser apresentada a Joaquim Rolas, proprietário do Cassino da Urca, que a contratou. Na Columbia até 1940, gravou mais quatro discos com quatro músicas, com destaque para os sambas O cachorro da lourinha e Meu mulato vai ao morro (ambos de Gomes Filho e Juraci Araújo). Ainda era chamada de Emília.

Em 1940 foi para a Rádio Mayrink Veiga. Nesse ano participou do filme Vamos cantar, de Leo Marten. Em 1941-1942, gravou dois discos na Odeon, como Emilinha, voltando em 1942 para a Columbia, já chamada Continental. Saiu do Cassino da Urca em agosto de 1943 e foi logo contratada pelo Cassino Atlântico, passando também a trabalhar, por um período de seis meses, na Rádio Nacional.

Em agosto de 1944 retornou ao elenco da Rádio Nacional, onde permaneceria por 27 anos ininterruptos, fase áurea dessa emissora e da carreira da cantora. Foi o primeiro grande cartaz dos programas de auditório lançados pela Rádio Nacional, a partir de 1945, e sua popularidade esteve diretamente ligada ao programa de César de Alencar, transmitido para todo o país.

Em 1947 fez enorme sucesso com as rumbas Escandalosa (Djalma Esteves e Moacir Silva), Rumba de Jacarepaguá (Haroldo Barbosa), Tico-tico na rumba (Haroldo Barbosa e Peterpan) e o samba Se queres saber (Peterpan), gravados na Continental.

Em 1948, seus destaques foram Já é de madrugada (Peterpan e Antônio Almeida), Telefonista (Peterpan e Augusto Monteiro), Esperar, por quê? (José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro) e Quem quiser ver vá lá (Peterpan e René Bittencourt); para o Carnaval de 1949, gravou um de seus maiores sucessos, Chiquita Bacana (João de Barro e Alberto Ribeiro), além de Porta-bandeira (Nássara e Roberto Martins) e Tem marujo no samba (João de Barro), mas perdeu para a cantora Marlene o título de Rainha do Rádio daquele ano, gerando atritos entre os respectivos fãs-clubes.

As duas, no entanto, surpreenderam o público no ano seguinte, gravando juntas, em dueto, Eu já vi tudo (Peterpan e Amadeu Veloso), Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti) e A bandinha do Irajá (Murilo Caldas).

Emilinha, a "Rainha do Rádio" de 1953, abraçada por Mary Gonçalves, rainha de 1952

No seu repertório de 1950, destacaram-se os baiões Baião de dois e Paraíba (ambos de Luiz Gonzaga e Humberto teixeira) e Tomara que chova (Paquito e Romeu Gentil), gravado para o Carnaval seguinte e que se transformou num dos marcos de sua carreira.
Participou de 34 filmes, destacando-se, nesse período: Poeira de estrelas (Moacir Fenelon, 1948), Estou aí (José Cajado Filho, 1949), Aviso aos navegantes (Watson Macedo, 1950) e Barnabé, tu és meu (José Carlos Burle,1952).

Durante a década de 1960 continuou a marcar sua presença nos Carnavais, lançando músicas bem populares como Pó-de-mico (1963), de Renato Araújo, Dora Lopes, Arildo de Sousa e Nilo Viana e Mulata iê-iê-iê (1965), de João Roberto Kelly.

De 1939 a 1964, gravou em 78 rotações cerca de 117 discos com 216 músicas. Na medida em que seu gênero musical - samba, marcha, rumba - foi cedendo lugar à música jovem, ela foi desaparecendo do cenário artístico até encerrar praticamente sua carreira em 1968, quando, operada de um edema nas cordas vocais, não conseguiu recuperar o timbre de voz.

Em 20 anos de carreira, desde 1945, tornou-se, juntamente com sua "rival" Marlene, um dos primeiros produtos bem-sucedidos da eficiente máquina de criação e divulgação de ídolos, montada no rádio em torno dos programas de auditório, que se estendeu ao cinema através das chanchadas.

Algumas músicas



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.