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quarta-feira, 26 de julho de 2006

Você vai me seguir

Você Vai Me Seguir (1976) - Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque

LP Meus Caros Amigos / Título da música: Você Vai Me Seguir / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1976 / Nº Álbum: 6349 189 / Lado A / Faixa 4.


Tom: D

D            G6/7/9 F#m7             Fm6/5+
Você vai me seguir aonde quer que eu vá
Em           C6/9  G6/B          A#º
Você vai me servir, você vai se curvar
D           G6/7/9 F#m7            Fm6/5+
Você vai resistir, mas vai se acostumar
Em           C6/9  G6/B          A#º
Você vai me agredir, você vai me adorar
Am4/7        D7     G7+          Gm7    C7/9
Você vai me sorrir, você vai se enfeitar
F7+      F#m7
E vem me seduzir
B7       E         A7
Me possuir, me infernizar
D          Eº      F#m7       Fm6/5+
Você vai me trair, você vem me beijar
Em          C6/9   G3b       C#7/G# C#7
Você vai me cegar e eu vou consentir
F#m7        B7      Em         Gm7   C7/9
Você vai conseguir enfim me apunhalar
F#m7         B7/9-  E7             A7
Você vai me velar, chorar, vai me cobrir
D9        D9/B     D9/C      D9/Bb
E me ninar, me ninar, me ninar, me ninar,
  D9/A
menina, menina...

Tira as mãos de mim


Tira as Mãos de Mim (1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Tira as Mãos de Mim / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 3 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


[Intro:]  G#º  C#º  G#º
 G#º     Gm7(b5) C7(b9)(b13) C7(b9)

Fm7(9) C/E    Cm/Eb D7(b9)
Ele era mil, tu és nenhum
Gm7(9)           G/B
Na guerra és vil, na cama és mocho
Cm7 C#º             Bb/D Eb7M(9)
Tira as mãos de mim, põe as mãos em mim
Em7(b5)(9)              Am7(b5)
E vê se o fogo dele, guardado em mim
Ab7(b5)
Te incendeia um pouco
Gm7(9)    D/F#        Dm/F
Éramos nós, estreitos nós
E7(b9)  Am7(9)       A/C#
Enquanto tu és laço frouxo
Dm7 D#º             C/E F7M(9)
Tira as mãos de mim, põe as mãos em mim
F#m7(b5)(9)         Bm7(b5)
E vê se a febre dele, guardada em mim
Bb7(b5)
Te contagia um pouco
Solo: Am7(9) E/G# Em/G D/F# Cm Cm7M Cm7 Cm6
Bbm7(11) G7(b13) Gm7(b5) C7(b9)(b13) C7(b9)
Fm7(9) C/E      Cm/Eb
Éramos nós, estreitos nós
D7(b9)  Gm7(9)       G/B
Enquanto tu és laço frouxo
Cm7 C#º             Bb/D Eb7M(9)
Tira as mãos de mim, põe as mãos em mim
Em7(b5)(9)         Am7(b5)
E vê se a febre dele, guardada em mim
D6(b9) Eb7/Bb D7(b5)/G# Gm7(9)
Te contagia um pouco

terça-feira, 25 de julho de 2006

Não existe pecado ao sul do equador

O cineasta Ruy Guerra
Em 1973 foi lançado um elepê que reunia composições da peça “Calabar” e cujo título Chico canta Calabar seria reduzido a Chico canta. Isso porque, além de proibir a peça, escrita por Chico Buarque e Ruy Guerra, a censura proibiu também a palavra Calabar...

Desse disco fazia parte a canção “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, que faria grande sucesso cinco anos depois, quando Ney Matogrosso gravou-a, sustentado por um agitado arranjo discothèque, e a gravação foi usada como tema da telenovela “Pecado Rasgado”, da TV Globo.

Como em 78 continuavam valendo os vetos da censura, a marcha foi cantada sem o verso original — “Vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor” — substituído por “Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo o vapor...” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Não Existe Pecado Ao Sul do Equador (1978) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Intérprete: Ney Matogrosso

LP Pecado Rasgado - Trilha Sonora Original da Novela / Título da música: Não Existe Pecado Ao Sul do Equador / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Ney Matogrosso (Intérprete) / Gravadora: Som Livre / Ano: 1978 / Nº Álbum: 403.6168 / Lado A / Faixa 7 / Gênero musical: Marcha / MPB.


Tom: F

Intro: Gm7   Ab°   F/A   Ab7   Gm7   Bb/C

F                            Dm7
Não existe pecado do lado de baixo
      Gm
Do Equador
       Gm7+             Gm7
Vamos fazer um pecado, rasgado
C7/9         F7+
Suado a todo vapor
                    Cm7
Me deixa ser teu escracho
                    F7
Capacho, teu cacho, diacho
   Bb7+
Um riacho de amor
Bbm7                  F/A
Quando é lição de esculacho
Ab7             Gm7
Olha aí, sai de baixo
Bb/C            F
Que eu sou professor
                    Gm7
Deixa a tristeza pra lá
      C7        Am7
Vem comer, me jantar
     Dm7       Gm7     C7      F
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
  Eb7/9/11+        D7       G7
Vê se me usa, me abusa, lambuza
           Am7
Que a tua cafuza
    Gm7      F
Não pode esperar
                     Gm7
Deixa a tristeza pra lá
     C7        Am7
Vem comer, me jantar
Dm7        Gm7       C7       F
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Eb7/9/11+        D7       G7
Vê se me usa, me abusa, lambuza
              Am7
Que a tua holandesa
Gm7    (F+   Eb7+   Eb/do)
Não pode esperar

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Fortaleza


Fortaleza (1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Fortaleza / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 6 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


Em7(9)            C#m7(b5)                 Eb7M
A minha tristeza    não é feita de angústias
Em7(b5)                 A7
A minha tristeza   não é feita de angústias
D7M   D7  Gm           Gm(add9)/F
A minha surpresa       A minha surpresa  
Eb7
é só feita de fatos
             D7/4    D7         A7
De sangue nos olhos e lama nos sapatos
D7M   D7  Gm           Gm(add9)/F
Minha fortaleza        Minha fortaleza   
Eb7
é de um silêncio infame
D7/4     D7         C#m7(b5)         B7(b9)
Bastando a si mesma, retendo o derrame   A minha represa

Fado tropical


Fado Tropical (fado, 1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Fado Tropical / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 2 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


Intr:Cm G Cm G Cm

    G                     Cm
Oh, musa do meu fado Oh, minha mãe gentil
   A#                             D#
Te deixo consternado No primeiro abril
    C7                      Ab
Mas não sê tão ingrata Não esquece quem te amou
     D7                                 G7
E em tua densa mata Se perdeu e se encontrou

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

  G                           Cm
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
                              A#                       
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
            D#
(além da sífilis, é claro)
       C7                                            Ab 
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, 
esganar, trucidar
       D7                                  G7
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

     G                     Cm
Com avencas na caatinga Alecrins no canavial
  A#                        D#        
Licores na moringa Um vinho tropical
  C7                  Ab
E a  linda mulata Com rendas do Alentejo
   D7                               G7
De quem numa bravata Arrebato um beijo

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

 G                         
"Meu coração tem um sereno jeito
     Cm
E as minhas mãos o golpe duro e presto
   A#
De tal maneira que, depois de feito
D#
Desencontrado, eu mesmo me contesto
         C7
Se trago as mãos distantes do meu peito
                         Ab
É que há distância entre intenção e gesto
                            D7
E se o meu coração nas mãos estreito
                                  G7
Me assombra a súbita impressão de incesto
                                Ab                         
Quando me encontro no calor da luta
                               G
Ostento a aguda empunhadura à proa
            
Mas o meu peito se desabotoa
                            Ab  
E se a sentença se anuncia bruta
                          
Mais que depressa a mão cega executa
                            G    
Pois que senão o coração perdoa"

   G                    Cm
Guitarras e sanfonas Jasmins, coqueiros, fontes
   A#                             D#
Sardinhas, mandioca Num suave azulejo
    C7              Ab
E o rio Amazonas Que corre Trás-os-Montes
  D7                         G7
E numa pororoca Deságua no Tejo

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                  G
Ainda vai tornar-se um império colonial

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                G
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

    Ab                               G
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
 Ab                                  G
Ainda vai tornar-se um império colonial

domingo, 23 de julho de 2006

Boi voador não pode


Boi Voador Não Pode (marcha, 1972) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Intérprete: MPB-4

LP Carnaval Chegou! / Título da música: Boi Voador Não Pode / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / MPB-4 (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 058 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha / Carnaval/ Obs.: Carnaval de 1973.


C6/9                
Quem foi, quem foi     
   Dm7/9             G7/13      A7/13
  que falou do boi  voador
A7(b13)        D7/9          G7
Manda prender    esse boi    Seja esse boi o que for
C6/9                  Dm7/9             G7/13     A7/13
Quem foi, quem foi     que falou do boi  voador
A7(b13)        D7/9          G7
Manda prender    esse boi    Seja esse boi o que for

C6/9   A7/C#    Dm7                B7/D#      Em7
O boi   ain___da dá bode Qual é  a do boi que revoa
Gm7 C7(b9)      F7M         F6 Am7  D7/9    Dm7/9  G7/13
Boi re_____almen___te não pode vo___ar  à to_______a

C6/9                           Dm7/9   G7      C6/9
É fora, é fora, é fora É fora da lei,  é fora do ar
Dm7/9     G7     C6/9
É fora, é fora, é fora Segura esse boi   Proibido voar
Dm7/9   G7      C6/9
É fora, é fora, é fora É fora da lei,  é fora do ar
Dm7/9     G7     C6/9
É fora, é fora, é fora Segura esse boi   Proibido voar

F7M F#° Em7(b5) A7(b13) D7/9 G7/13 Gm7 C7(b9)
F7M F#° Em7(b5) A7(b13) D7/9 G7/13 C6/9 C7(#9)

Ana de Amsterdam


Ana de Amsterdam (1972) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Ana De Amsterdam / Chico Buarque (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado A / Faixa 4 / Obs.: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de Chico Canta.


Bm7(9)    
Sou Ana do dique e das docas
Da compra, da venda, da troca das pernas
Dos braços, das bocas, do lixo,
dos bichos, das fichas

A/G
Sou Ana das loucas
B
Até amanhã
A     B
Sou Ana, da cama
A      Am6      G7M
Da cana, fulana, sacana
Gm6    F#7(4)    B  A B
Sou Ana de Amsterdam

Bb7M
Eu cruzei um oceano
Am6        Em/G
Na esperança de casar
G°          G#/F#
Fiz mil bocas pra Solano
C#7/F#   F#7      B  A B  A B
Fui beijada     por Gaspar

Bm7(9)
Sou Ana de cabo a tenente
Sou Ana de toda patente, das Índias
Sou Ana do Oriente, Ocidente,
acidente, gelada

A/G
Sou Ana, obrigada
B       A
Até amanhã,     sou Ana
B       A       Am6        G7M
Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos
Gm6   F#7(4)  B  A B
Sou Ana de Amsterdam 

Bb7M
Arrisquei muita braçada
Am6         Em/G
Na esperança de outro mar
G°           G#/F#
Hoje sou carta marcada
C#7/F#  F#7      B    A B  A B
Hoje sou   jogo   de   azar 

Bm7(9)
Sou Ana de vinte minutos
Sou Ana da brasa dos brutos na coxa
Que apaga charutos
Sou Ana dos dentes rangendo 

A/G
E dos olhos enxutos
B         A
Até amanhã,     sou Ana
B           A        Am6       G7M
Das marcas, das macas, das vacas, das pratas
Gm6  F#7(4)    B  A  B  A  B  Bm7(9)
Sou Ana de Amsterdam

terça-feira, 20 de junho de 2006

Sonho impossível

Sonho Impossível (The Impossible Dream) (1974) - Joe Darion e Mitch Leigh - Versão: Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Maria Bethânia

Compacto duplo Maria Bethânia / Título da música: Sonho Impossível (The Impossible Dream) / Joe Darion (Compositor) / Mitch Leigh (Compositor) / Chico Buarque e Ruy Guerra (Versão) / Maria Bethânia (Interpretação) / Gravadora: Philips / Ano: 1975 / Nº Álbum: 6245 046 / Lado B / Faixa 2.


Tom: D  

  A7+                     A7
Sonhar mais um sonho impossível
  D7+  F#7                  Bm7   Bm/A
Lutar      quando é fácil ceder
   C#m7               D7+
Vencer o inimigo invencível
  Bm7  Bm/A                     E7
Negar       quando a regra é vender
  A7+                 A7
Sofrer a tortura implacável
   D7+  F#7                Bm7   Bm/A
Romper      a incabível prisão
  C#m7             D7+
Voar num limite provável
  Bm7  Bm/A               E7
Tocar       o inacessível chão
        A7+              F#m7
É minha lei, é minha questão
           C#m7               D6
Virar este mundo, cravar este chão
                 F#m7
Não me importa saber
                B7
Se é terrível demais
        A7+       C#7        F#m7  F#m/E
Quantas guerras terei que vencer
                G
Por um pouco de paz
     Bm7                     Bm/A
E amanhã este chão que eu beijei
                   G#7
For meu leito e perdão
      Bm7
Por saber que valeu
    D6                 C#7    E7
Delirar e morrer de paixão
    A7+               A7
E assim, seja lá como for
        D7+  F#7                Bm7   Bm/A
Vai ter fim      a infinita aflição
    C#m7              D7+  B7
E o mundo vai ver uma flor
   Bm7   Bm/A         E7    A     C   B   Bb   A
Brotar        do impossível chão

Cala a boca, Bárbara


Cala a Boca Bárbara (1972) - Ruy Guerra e Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Cala a Boca Bárbara / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova / Nota: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de "Chico Canta".


Tom: Bm

Intro: D#7/9 G#6/7 D7/9 G6/7 C#7/9
F#6/7 Bm7/9 F#5+/7 Bm7/9
Gm6     Bm7/9        B7/D# Em7
Ele sabe dos caminhos dessa minha terra
Em/D       F#7  D#º                 B/A  E/G#
No meu corpo se escondeu, minhas matas percorreu
Em/G            Bm7/9
Os meus rios, os meus braços
Gm6    Bm7/9            B7/D# Em7
Ele é o meu guerreiro nos colchões de terra
Em/F            F#7  D#º
Nas bandeiras, bons lençóis
B/A E/G#
Nas trincheiras, quantos ais, ai
Em/G
Cala a boca - olha o fogo!
D/F#
Cala a boca - olha a relva!
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº Bm7/9
Cala a boca, Bárbara
Gm6  Bm7/9           B7/D# Em7
Ele sabe dos segredos que ninguém ensina
Em/F          F#7 D#º               B/A  E/G#
Onde guardo o meu prazer, em que pântanos beber
Em/G          Bm7/9
As vazantes, as correntes
Gm6  Bm7/9           B7/F# Em7
Nos colchões de ferro ele é o meu parceiro
Em/D           F#7 D#º
Nas campanhas, nos currais
B/A  E/G#
Nas entranhas, quantos ais, ai
Em/F
Cala a boca - olha a noite!
D/F#
Cala a boca - olha o frio!
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Fº   G#º  Gº D/F#
Cala a boca, Bárbara
Bm7/9
Cala a boca!

Bárbara


Bárbara (1972) - Ruy Guerra e Chico Buarque - Intérprete: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Bárbara / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado A / Faixa 5 / Nota: Este disco foi proibido pela Censura e recolhido às lojas em seguida ao lançamento, com sua capa vetada. Foi então relançado, com outra capa, toda branca e com o título de "Chico Canta".


E7+
Bárbara, Bárbara
Em       Am     F#m7     B7
Nunca é tarde, nunca é demais
Dm    G      C
Onde estou, onde estás
F#7           B7
Meu amor, vem me buscar
E                                  G#m     G#7
O meu destino é caminhar assim desesperada e nua
C#m                             F#7/9- F#7
Sabendo que no fim da noite serei tua
Bm                                F#7
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
B7                         E7+
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
E7+
Bárbara, Bárbara
Em      Am      F#m7    B7
Nunca é tarde, nunca é demais
Dm    G     C
Onde estou, onde estás
F#7        B7
Meu amor vem me buscar
E                                G#m          G#7
Vamos ceder enfim à tentação das nossas bocas cruas
C#m                            F#7/9- F#7
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Bm                          F#7/9-
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
B7                                      E
Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia
E7+
Bárbara, Bárbara
Em    Am       F#m7    B7
Nunca é tarde, nunca é demais
Dm   G      C
Onde estou, onde estás
F#7         B7
Meu amor vem me buscar
E7+
Bárbara...

Tatuagem

Tatuagem (1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Interpretação: Maria Bethânia

LP Maria Bethânia - Drama - 3º Ato / Título da música: Tatuagem / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Compositor) / Maria Bethânia (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 089 / Lado B / Faixa 4.


Intr.: F7M   F#°    Em7/5-   A7/6   A7/5+


D7/9             Fm/Ab            A/G    Em7/5-
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
            A7/5+   D7/9               G7/6     
Que é prá te dar   coragem prá seguir viagem 
                C7/9 C7/9-
quando a noite vem


F7M                  F#m7/5-   B7         Em7/5-   A7/6
E também prá me perpetuar    em  tua   escrava
A7/5+     D7/9          G7/6          C6/9    A7/6
Que você pega, esfrega, nega, mas não lava
D7/9                Fm/Ab            A/G    Em7/5-
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
   A7/5+        D7/9             G7/6 
Que logo me alucina, salta e te ilumina 
                C7/9 C7/9-
quando a noite vem


F7M              F#m7/5-  B7/9-      Em7/5-   A7/6
E nos músculos exaustos do  teu     braço
A7/5+     D7/9             G7/6               C6/9    A7/6
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço
D7/9              Fm/Ab          A/G      Em7/5-
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
        A7/5+      D7/9                  G7/6 
Que te retalha em postas, mas no fundo gostas 
                C7/9   C7/9-
quando a noite vem


F7M            F#m7/5-  B7/9-         Em7/5-    A7/6
Quero ser a cicatriz    risonha  e corrosiva
A7/5+      D7/9        G7/6          C6/9    E7/9+
Marcada a frio, ferro e fogo, em carne viva


F7M             F#m7/5-     B7/9-       Em7/5-   A7/6
Corações de mãe, arpões, sereias e serpentes
A7/5+     D7/9           G7/6           C6/9
Que te rabiscam o corpo todo mas não sentes

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Canto latino

Canto Latino (1970) - Milton Nascimento e Ruy Guerra - Intérprete: Milton Nascimento

LP Milton / Título da música: Canto Latino / Milton Nascimento (Compositor) / Ruy Guerra (Compositor) / Milton Nascimento (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1970 / Nº Álbum: MOAB 6004 / Lado A / Faixa 5.


Tom: Cm
Cm
Você que é tão avoada
   Dm             Bm
Pousou em meu coração
 G                  F7+
Moça, escuta esta toada
   Em              Am5-/7 D7/9-
Cantada em sua intenção
 Gm7              Cm7   F7
Nasci com a minha morte
         Bm7          Em7
Dela não vou abrir mão
 Fm7         Bbm7        Eb/7/9
Não quero o azar da sorte
 A7      D7/9-  Em5-/7
Nem da morte ser irmão
E7/9+ A6/7 D7/9+ G6/7 C#m7/9 F#6/7 Am5-/7
Da sombra eu tiro o meu sol
      D7/9- Bm7    Em7 Fm7
E de fio da canção
       Bbm7        Eb7/9
Amarro essa certeza
  A7  D7/9          Eb7/9
De saber que cada passo
 Eb7/9           Ab7+
Não é fuga nem defesa
   D7/9+          Em7
Não é ferrugem no aço
 D    G
É uma outra beleza
          Bb/C
Feita de talho e de corte
 D          G
E a dor que agora traz
 C        Bb/C        D
Aponta de ponta o norte
                C#m5-/7
Crava no chão a paz
      D/C             G/B
Sem a qual o fraco é forte
      Dm4/7
E a calmaria é engano
 D        G
Pra viver nesse chão duro
 C         Bb/C        D
Tem de dar fora o fulano
        G
Apodrecer o maduro
 C          Bb/C       D
Pois esse canto latino
               C#m5-/7
Canto pra americano
      D/C        G/B
E se morre vai menino
  Dm4/7             D  D7+ D7 E/D C/D
Montando na fome ufano
 D          G
Teus poucos anos de vida
   C     Bb/C
Valem mais do que cem anos
 D        G
Quando a morte é vivida
 C       Bb/C         D
E o corpo vira semente
                 C#m5-/7
De outra vida aguerrida
    D/C                G/B
Que morre mais lá na frente
  Dm4/7
Da cor de ferro ou de escuro
                    Am7  D7/9
Ou de verde ou de maduro
 Gm7   Cm7            Am5-/7
A primavera que espero
   D7/9-  Bm7         Em7
Por ti, irmão e hermano
   Fm7      Bbm7         Eb7/9
Só brota em ponta de cano
     Am5-/7   D7/9+  Em5-/7
Em brilho de punhal ruço
 Eb7/9             Ab7+
Brota em guerra e maravilha
    Dm4/7
Na hora, dia e futuro
     Cm7
Da espera virar

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Vence na vida quem diz sim

Vence na Vida Quem Diz Sim (1973) - Chico Buarque e Ruy Guerra - Intérprete: Chico Buarque

LP Calabar, O Elogio Da Traição / Título da música: Vence na Vida Quem Diz Sim / Ruy Guerra (Compositor) / Chico Buarque (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 093 / Lado B / Faixa 5.


Intro: E B/E C#m A C# 
 
F#        B            F#  C#4 C# 
Vence na vida quem diz sim 
F#        B            F#  C#4 C# 
Vence na vida quem diz sim 
 F#           B 
Se te dói o corpo, diz que sim 
 F#             C#4   C# 
Torcem mais um pouco, diz que sim 
 F#           B 
Se te dão um soco, diz que sim 
 F#           C#4   C# 
Se te deixam louco, diz que sim 
F#                 B                 D#m 
Se te tratam no chicote, babam no cangote 
                           G#m      C#       D 
Baixa o rosto e aprende o mote, olha bem pra mim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A             D/E 
Se te mandam flores, diz que sim 
 A              D/E 
Se te dizem horrores, diz que sim 
 A            D/E 
Mandam pra cozinha, diz que sim 
 A            E   
Chamam pra caminha, diz que sim 
 A              D                   F#m 
Se te chamam vagabunda, montam na cacunda 
                Bm          E       A 
Se te largam moribunda olha bem pra mim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A             D 
Se te erguem a taça, diz que sim 
 A             D/E 
Se te xingam a raça, diz que sim 
 A              D 
Se te culpam a alma, diz que sim 
 A            D/E 
Se te pedem calma, diz que sim 
 A                      D                F#m 
Se já estás virando um caco, vives num buraco 
              Bm           E       A 
E se é do balacobaco olha bem pra mim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim 
 A         D            A  D/E 
Vence na vida quem diz sim