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sábado, 2 de junho de 2007

Sérgio Bittencourt

Sérgio Bittencourt, compositor / jornalista, filho de Jacob do Bandolim, nasceu em 1941 no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade em 09/07/1979. Cresceu cercado pelas rodas de choro de seu pai e de seus grandes amigos chorões. Aos 18 anos, saiu da casa dos pais. Lutou desde a infância contra as seqüelas da hemofilia. Faleceu aos 38 anos de um enfarte.

Como jornalista, desenvolveu estilo de crítica duro e desaforado. Como pessoa, no entanto, era um sentimental. Trabalhou em vários órgãos de imprensa cariocas, os jornais Correio da Manhã, O Globo, e O Fluminense, e na Revista Amiga, em rádio, atuou nas Rádios Capital, Carioca, no Rio de Janeiro, e Mulher, de São Paulo.

Atuou também como jurado dos famosos programas de calouros da TV, "Um instante, Maestro!", "A Grande Chance" e "Programa Flávio Cavalcanti", todos apresentados por Flávio Cavalcanti. Apresentou na Rádio Nacional o programa "Fim de noite", posteriormente levado ao ar na Rádio Mauá.

Teve sua primeira composição gravada em 1965, "Estrelinha", na voz de Eliana Pittman. Em 1966, classificou-se em quarto lugar no II Festival da Música Brasileira, na TV Record, com a música "Canção de não cantar", interpretada pelo conjunto MPB4. Em 1968, foi vencedor do festival "O Brasil canta o Rio", com a música "Modinha", interpretada pelo cantor Taiguara. Essa música seria ainda regravada por Nelson Gonçalves, Carlos José, Waleska , e Tito Madi, entre outros. Nesse ano, Waleska regravou "Estrelinha". No I Festival Internacional da Canção, classificou a música "Canção a medo", na interpretação do MPB-4 e do Quarteto em Cy.

Em 1970, sua música "Acorda, Alice" foi proibida pela censura da ditadura militar devido ao verso "Acorda, Alice/Que o país das maravilhas acabou". Posteriormente, com a abertura política, foi gravada por Waleska.

Em 1971, apresentou-se com Ataulpho Alves Junior e Waleska em show na boate Fossa, no Rio de Janeiro. Entre os diversos shows que apresentou está "Vamos falar de muito amor", que contou com as participações de Ribamar, Waleska, Mano Rodrigues e Márcia de Windsor.

Seu grande sucesso foi "Naquela mesa", comovida homenagem póstuma ao seu pai Jacob, gravado por Elisete Cardoso em seu LP "Preciso aprender a ser só", de 1972, pela Copacabana, música que ganharia não só outras gravações posteriores como seria incorporada ao repertório informal de seresteiros, boêmios e amantes da MPB. Entre os diversos intérpretes que regravaram "Naquela mesa" estão Nelson Gonçalves e Paul Mauriat.

Outra de suas composições que recebeu várias regravações foi "Eu quero", registrada por Cláudio Faissal, Nelson Gonçalves, Carlos José, Waleska e Elymar Santos. Como jurado de TV, fazia questão de deixar clara sua proposta de defender a música brasileira, marcando publicamente uma linha nacionalista.


Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

domingo, 4 de junho de 2006

Naquela mesa


Naquela Mesa (1973) - Sérgio Bittencourt - Interpretação: Elizeth Cardoso e Sérgio Bittencourt

LP Preciso Aprender A Ser Só / Título da música: Naquela Mesa / Sérgio Bittencourt (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Sérgio Bittencourt (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1972 / Nº Álbum: CLP 11706/7 / Disco 1 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.


Tom: Em
Am Em B7 Em

          Em
  naquela mesa ele sentava sempre
                                      Am
  e me dizia contente o que é viver melhor
           Am7M                B7
  naquela mesa ele contava histórias
                                         Em
que hoje na memória eu guardo e sei de cor
           Em
  naquela mesa ele juntava gente
                 E7                 Am
  e contava contente o que fez de manhã
       Am7M                    Em
  e nos seus olhos era tanto brilho
                    B7
  que mais que seu filho
                Em
  eu fiquei seu fã
            Em
  eu não sabia que doía tanto
                                       Am
  uma mesa num canto, uma casa e um jardim
                                 B7
  se eu soubesse o quanto dói a vida
                                 Em
  essa dor tão doída, não doía assim
          Em
  agora resta uma mesa na sala
                      E7            Am
  e hoje ninguém mais fala do seu bandolim
                         Em
  naquela mesa tá faltando ele
               B7                Em
  e a saudade dele tá doendo em mim
           Am              Em
  naquela mesa tá faltando ele
              B7                Em
  e a saudade dele tá doendo em mim

          
Agora resta uma mesa na sala
                  E7    Am
E hoje ninguém mais fala no seu bandolim
                         Em
Naquela mesa tá faltando ele
             B7                   E7  
E a saudade dele está doendo em mim
                          Em
Naquela mesa tá faltando ele
             B7                   E7
E a saudade dele está doendo em mim

Modinha


Modinha (modinha, 1968) - Sérgio Bittencourt - Interpretação: Taiguara

LP Taiguara / Título da música: Modinha / Sérgio Bittencourt (Compositor) / Taiguara (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: MOFB 3570 / Ano: 1968 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Modinha / MPB.


Tom: Dm
Dm                  Em7/5-  
   Olho a rosa na janela, 
             A7         Dm
   sonho um sonho pequenino
        D7          Gm         C7        F
Se eu pudesse ser menino eu roubava esta rosa
      Bb7+      Em7/5-     A7        Dm
E ofertava todo prosa à primeira namorada
        Dm/C           Bm7/4   Bb7+         A7
E nesse pouco ou quase nada eu dizia o meu amor
O meu amor
Dm                     Em7/5-          A7        Dm
   Olho o sol findando lento, sonho um sonho de adulto
      D7           Gm             C7           F
Minha voz na voz do vento indo em busca do teu vulto
        Bb7+       Em7/5-      A7             Dm
E o meu verso em pedaços só querendo o teu perdão
      D7             Gm            A7           Dm
Eu me perco nos teus passos e me encontro na canção
D°  A7  Dm             Dm/C   Gm      A7   Dm
Ai, a...mor, eu vou morrer buscando o teu amor
E/G#   A/G Dm/F           Dm      E7     A7     Dm
Ai,    a...mor, eu vou morrer, morrer de muito amor