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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Estrelas na lama

Estrelas na lama (tango, 1956) - Herivelto Martins - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Estrelas na lama / Herivelto Martins (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / RCA Victor / Nº Álbum: 801623 / Lançamento: 1956 / Lado B / Gênero musical: Tango.

LP O Tango Na Voz De Nelson Gonçalves (reedição) / Título da música: Estrelas na Lama / Herivelto Martins (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: BBL-1154 / Gravação: 1961 / Lado: B / Faixa: 4 / Gênero musical: Tango.



Quando as luzes da ribalta se acendiam
Mil mulheres lá no palco apareciam
Cada uma de beleza sem igual
Porém, a um sinal do diretor
Imponente no cenário multicor
Como deusa, ela surgia divinal

O maestro se empolgava,
A platéia delirava
E a estrela, soberana, dominava
Cada noite era um sucesso,
Cada dia um novo amor
Que a estrela transformava em sofredor

Hoje, hoje, como tantas fracassadas
Vive à beira das calçadas
Estendendo a sua mão
E aquela mesma gente
Que a aplaudia alegremente
Nega um pedaço de pão

Pede, chora, relembrando seu passado
Tanta glória, tanta fama
Seu consolo é saber que as estrelas lá no céu
Também refletem na lama

Esta noite me embriago

Esta noite me embriago (Esta noche me emborracho - tango - 1928) - E. S. Discépolo / Versão: Lourival Faissal - Interpretação: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Esta noite me embriago / Enrique Santos Discépolo (Compositor) / Lourival Faissal (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 801517 / Lançamento: 1955 / Lado B / Gênero musical: Tango.

LP O Tango Na Voz De Nelson Gonçalves (reedição) / Título da música: Esta Noite Me Embriago / Enrique Santos Discépolo (Compositor) / Lourival Faissal (Versão) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: BBL-1154 / Gravação: 1961 / Lado: B / Faixa: 5 / Gênero musical: Tango.


Tom:  D 
	    
   D        D5+          D6 
 Triste, sozinha, desprezada, 
    D5+          D 
 A vi esta madrugada 
   D5+           A7   A7/4 
 Sair de um cabaré 
   A7        Em7         A7 
 Fraca, mostrando que a sorte, 
        Em7         A7 
 Destruiu todo seu porte 
   Em7        D   D5+  D6 
 Sem lhe dar vez, 
   D        D5+        D6 
 Magra, vestida sem aprumo, 
   D5+         B7             Em   Em7M   Em7 
 A exibir sem rumo,    sua nudez, 
    A7              A7/4   D 
 Parecia  um quadro sem valor, 
      B7          Em       A7          D   D5+   D6 
 Mostrando sem pudor, seu corpo sem calor 
  A7              A7/4      D  B7            Em 
 Eu que a tudo sempre resisti, ao vê-la assim, fugi, 
      A7     D   F#7 
 Pra não chorar. 
 
       Bm               Bm7M  Bm7 
 E pensar que há alguns anos, 
  F#7          Bm   Bm7M  Bm7 
 foi minha loucura, 
   D                     A7  A7/4  A7 
 Que levou-me até a traição, 
           D    D5+   D6 
 Sua formosura 
 F#7                    Bm                    F#7 
 Isso que hoje é um cascalho, foi a doce criatura, 
                        Bm 
 Que me fez chorar de amor, 
 A7                  A7/4       A7            A7/4 
 E perdi honra e nobreza, envolvido em tal beleza 
         A7        D     F#7 
 Me fiz mau e pecador, 
       Bm               Bm7M   Bm7 
 E fiquei sem um amigo 
      A7            D   D5+   D6 
 Que vive só e sem fé, 
 Em              Bm 
 Que me teve de joelhos 
       Bm/A               F#7 
 Sem moral,  feito um mendigo, 
            Bm  A7 
 Quando se foi. 
 
  D         D5+         D6 
(Nunca, pensei que a veria 
     D5+         D 
 Perdida, abandonada 
  D5+               A7   A7/4 
 Como hoje a encontrei. 
  A7          Em7         A7 
 Veja, se não é pra suicidar-se, 
         Em7          A7 
 Que por esse trapo inútil, 
  Em7        D   D5+  D6 
 Seja o que sou... 
  D        D5+            D6 
 Fôra, vingança cruel do tempo, 
     D5+             B7 
 Que nos faz ver desfeito, 
            Em  Em7M  Em7 
 O que se amou,) 
  
      A7              A7/4   D 
 Esse encontro me fez tanto mal, 
      B7            Em 
 Que só por me lembrar 
     A7          D   D5+   D6 
 Me sinto envenenar, 
   A7              A7/4      D   B7 
 Esta noite eu me embriago sim, 
           Em 
 Eu bebo até o fim, 
      A7     D   A7   D 
 Pra não pensar... 

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Piedosa mentira


Piedosa mentira (tango, 1963) - Adelino Moreira - Interpretação: Nelson Gonçalves

LP Eu e Minha Tristeza / Título da música: Piedosa mentira / Adelino Moreira (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1962 / Álbum: BBL 1207 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Tango.



Eu suspiro por ti,
Como crente suspira,
Pela palavra sagrada,
Eu anseio por ti,
Como o preso que anseia,
A liberdade sonhada,
Sou doente sem cura,
Que a medicina ilude,
Mas a verdade transpira,
Sou enfermo de amor,
Iludido por ti,
Com piedosa mentira,
Sou assim, como o céu sem azul,
Uma igreja, tristonha, sem luz,
Como crente, agora descrente,
No inferno, a chamar, por Jesus,
Sou desejo, fugindo a teu beijo,
Qual o demônio, fugindo da cruz.

Sou faminto de amor, que rejeita,
A esmola do amor, piedade,
Como um triste, que amar não aceita,
Se o amor não exprime a verdade,
Por isso,
Na procissão da dor,
O meu andor, é o mais triste, andor....

quinta-feira, 6 de julho de 2006

La ultima copa


La Ultima Copa (tango, 1926) - Francisco Canaro (Uruguai) y Juan Andrés Caruso (Argentina) - Boleros inesquecíveis - Interpretação em ritmo de bolero por Daniel Santos (Porto Rico)

Daniel Santos Con Sonora Mexicana – Recordando A Gardel / Título da música: La Ultima Copa / Francisco Canaro (Compositor) / Juan Andrés Caruso (Compositor) / Daniel Santos (Intérprete) / Sonora Mexicana (Acomp.) / Gravadora: Orfeon / Álbum: LP-12-535 / País: EUA / Ano: Sem dados / Gênero musical: Bolero / Música latina.


Bm                    F#7
Eche amigo, nomas echeme y llene
                           Bm
hasta el borde la copa de champan
         B7                   Em
que esta noche de farra y alegria
     Bm                C#7            Bm
el dolor que hay en mi alma quiero ahogar.
      Bm                 F#7
Es la ultima farra de mi vida
                         Bm
de mi vida muchachos que se va
       B7                       Em
mejor dicho se ha ido tras de aquella
       Bm        F#7             Bm
que no supo, mi amor, nunca apreciar.
        A7                   D
Yo la quise muchachos y la quiero
     A7                1
y jam s yo la podre olvidar
Em               Bm
yo me emborracho por ella
Em                      F#7
y ella quien sabe que hara.
Em              Bm  
Eche amigo mas champan
              F#7                    Bm
que todo mi dolor bebiendo quiero ahogar
        Em            Bm
y si la ven, amigos diganle
                    F#7
que ha sido por su amor
               Bm
que mi vida ya se fue.
                            F#7
Y brindemos nomas la ultima copa
                             Bm
que tal vez tambien ella estara
      B7                    Em
ofreciendo en algun brindis su boca
       Bm     F#7        Bm
y otra boca feliz la besara.
       A7
Yo la quise....

Las perlas de tu boca


Las Perlas de Tu Boca (bolero, 1935) - Eliseo Grenet (Cuba) - Boleros inesquecíveis - Canta: Barbarito Diez

CD Barbarito Diez – La Leyenda Viva / La Verdadera Historia / Título da música: Las Perlas De Tu Boca / Elideo Grenet (Compositor) / Barbarito Diez (Intérprete) / Gravadora: Panart / Álbum: 1A 501 00400 A / País: Canadá / Ano: 1994 / Tracklist: 8 / Gênero musical: Tango / Música latina.


      Am                   E7      Am
Esas perlas que tú guardas con cuidado
                B7  E7             Am
en tan lindo estuche   de peluche rojo
       G     F     G             C
me provocan, nena linda, loco antojo
       F             B7        E7
de contarlas beso a beso enamorado.

        A            C#m Cm         Bm  E7
Quiero verlas cómo chocan   con tu risa
        Bm   A#m       E7            A
quiero verlas     alegrar con ansia loca
       D           Adim7         Amaj7 F#7
para luego arrodillarme ante tu boca,      y
   B7         E7           A   Bm E7
pedirte de limosna una sonrisa.

=Requinto=

      D            Adim7         Amaj7 F#7
Para luego arrodillarme ante tu boca,      y
   B7         E7           A
pedirte de limosna una sonrisa.

        A            C#m Cm         Bm  E7
Quiero verlas como chocan   con tu risa
        Bm   A#m      E7            A
quiero verlas    alegrar con ansia loca
       D           Adim7         Amaj7 F#7
para luego arrodillarme ante tu boca,  y
   B7         E7           A
pedirte de limosna una sonrisa.

Esas perlas que tú guardas con cuidado
en tan lindo estuche de peluche rojo
me provocan nena linda en loco antojo
de contarlas, beso a beso, enamorado

Esas perlas que tú guardas con cuidado
en tan lindo estuche de peluche rojo
me provocan nena linda en loco antojo
de contarlas, beso a beso, enamorado.

Quiero verlas cómo chocan con tu risa
quiero verlas alegrar con ansia loca
Para luego arrodillarme
ante tu boca, ¡ay!
Pedirte de limosna una sonrisa.

Quiero verlas cómo chocan con tu risa...

Júrame

Júrame (tango, 1926) - María Grever (México) - Boleros inesquecíveis - Canta: Los Tres Diamantes

EP Los Tres Diamantes – La Luna Dijo Que No / Jurame (Vinyl, 7", 45 rpm) / Título da música: Júrame / María Grever (Compositora) / Quesada, Prado, Sedano (Los Tres Diamantes) (Versão) / Los Tres Diamantes (Intérprete) / Gravadora: RCA / Álbum: 12014 / País: México / Ano: 1955 / Tracklist: B / Gênero musical: Bolero / Música latina.


Am              E7           Am
Todos dicen que es mentira que te quiero,
                        F          E7
porque nunca me habían visto enamorado.
                   F            E7
Yo te juro que yo mismo no comprendo,
         Dm       E7        Am
el por qué, me fascina tu mirada.

                       E7           Am
Cuando estoy cerca de tí y estas contenta,
       A7                        Dm
yo quisiera que de nadie te acordaras.
                            Am
Tengo celos hasta del pensamiento,
                E7                   A    E7
que pueda recordarte, otra persona amada.

 A
Júrame, que aunque pase mucho tiempo,

no olvidarás el momento,
        Edim      E7
en que yo te conocí.

 Bm    E7                        Bm
mírame, pues no hay nada más profundo,
                       E7
ni más grande en este mundo,
                      A
que el cariño que te di.

 A7                       D
Bésame, con un beso enamorado,
                    Dm
como nadie me ha besado,
                       E7
desde el día en que nací.
   A     Cdim                  A    F#7
Quiéreme, quiéreme hasta la locura,
                     Bm
y así sabrás la amargura,
       E7                A
que estoy sufriendo por ti.

A7                       D
Bésame, con un beso enamorado,
                    Dm
como nadie me ha besado,
                       E7
desde el día en que nací.
   A     Cdim                  A    F#7
Quiéreme, quiéreme hasta la locura,
                     Bm
y así sabrás la amargura,
       E7                A
que estoy sufriendo por ti.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Dónde estás corazón

¿Dónde Estás Corazón? (canción, 1924 - tango, 1930) - Luis Martínez Serrano y Augusto Berto - Boleros inesquecíveis - Tango - Canta: Roberto Ledesma

LP Roberto Ledesma, Orquesta De Pepé Delgado – Para Enamorados (Vinyl) / Título da música: Dónde Estás Corazón / Luis Martínez Serrano (Compositor) / Augusto Berto (Compositor) / Roberto Ledesma (Intérprete) / Gravadora: Gema Records / Álbum: LPG-3008 / País: Puerto Rico / Tracklist: A1 / Gênero musical: Bolero / Música latina.


Am
Yo la queria mas que a mi vida
                           E7
mas que a mi madre ay la amaba yo

y su carino era mi dicha
                       Am
mi unico gozo era su amor

      _Am
Una manana de frio invierno
            A7                D
entre mis brazos ay se me murio
                             Am
y desde entonces voy por el mundo
           E7              A
con el recuerdo de aquel amor

         A
¿Donde estas corazon?
         Edim    E7
No oigo tu palpitar

es tan grande el dolor
                 A
que no puedo llorar

 A              A7
Yo quisiera llorar
                 D
y no tengo mas llanto
       E      A           E7
la queria yo tanto y se fue
                A
para nunca volver

         A
Donde estas corazon...

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Bajo un palmar

Bajo Un Palmar (bolero, tango, 1940’s) - Pedro Flores (Puerto Rico) - Boleros inesquecíveis - Canta: Barbarito Diez

LP Orquesta De Danzones De Antonio Maria Romeu – Asi Bailaba Cuba Vol. 3 / Título da música: Bajo un palmar / Pedro Flores (Compositor) / Barbarito Diez (Intérprete) / Gravadora: Panart / Álbum: LP-3009 / País: Cuba / Ano: Sem dados / Tracklist: A1 / Gênero musical: Tango / Música latina.


Solm          Fa7       La#7
    Yo tuve un sueño feliz
Re7                    Solm
   quise hacerlo una canción
Re7             Solm
   y mi guitarra cogí...
Sol7                  Dom
     puse todo el corazón
         Fa             La#M
  concentré, pensando en ti
    Re7                    Solm
  volaron las palomas del milagro
     Re7                          solm  Lam-Fa#/Re6-solM
  y escucha dulce bien lo que escribí.
Sol                                        Sid7-Lad7
 Era en una playa de mi tierra tan querida
                Lam
a la orilla del mar
Re7
 y era que allí estaba celebrándose una gira
                Solm
debajo de un palmar
DoM          Dom      SolM  fa#-mi(bajos)
   era que estabas preciosa
Mim               Lam
   con el color de rosa
Re7             Solm
  de tu traje sencillo y sin igual
DoM            Dom    SolM  fa#-mi(bajos)
   era que eras novia mía
Mim              Lam
   y que yo te sentía,
Re7                 Solm
  nerviosa entre mis brazos suspirar.
DoM        Dom         SolM    fa#-mi(bajos)
   Era que todo fue un sueño
Mim              Lam
  pero logré mi empeño
      Re7        Solm
porque te pude besar!
Re7        Solm   RE7           Solm
   Sueño Felíz        el sueño aquel 
RE7           Solm
   Bajo un palmar

Acaríciame

Acaríciame (bolero, 1944) - Osvaldo Farrés - Boleros inesquecíveis - Canta: Issa Pereira



Acaríciame, acaríciame
Si es que me quieres
como a ti te estoy queriendo.
Acaríciame,
Ven que te lo estoy pidiendo,
Como se piden las grandes cosas:
Con el corazón.

Acaríciame, acaríciame
Que se incruste en mi ser
Tu perfume divino.
A ti me entrego,
Es mi destino
Haz de mi vida lo que quieras tú

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Soledad

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Soledad (1934) - Carlos Gardel y Alfredo Le Pera


intro
MIm7    MIm7b5 RE
SI7   MI7   LA7     RE LA7 RE

   RE              SI7/RE#      MIm
Yo no quiero que nadie a mi me diga
   SI7          MIm      LA7            RE
Que de tu dulce vida vos ya me has arrancado
                  RE#dim LA7
Mi corazón, una mentira pide
        MIm       LA7        RE
Para esperar tu imposible llamado

                 SI7/RE#     MIm
Yo no quiero que nadie se imagine
     SI7            MIm       LA7       LAm/FA# SI7
Como es de amarga y honda mi eterna soledad
          MIm7           MIm7b5 RE    SI7
Pasan las horas y el minutero  muele
       MI7         LA7       RE
La pesadilla de su lento tic tac

REdim LA SOLdim FA#m MIdim RE LA7 RE LA7

   REm         SOLm         REm
En la doliente sombra de mi cuarto al esperar
    LA7                 REm
Sus pasos que quizás no volverán
             DO7            FA
A veces me parece que ellos detienen su andar
    MI7                 LA7
Sin atreverse luego a entrar
RE7         SOLm    DO7     FA    LA#maj7
Pero no hay nadie y ella no viene
         MIm7b5   MI7        LA7
Es un fantasma que crea mi ilusión
  REm           SOLm       REm
Y que al desvanecerse va dejando su visión
  SOLm        LA7 REm   LA7
Cenizas en mi corazón

   RE           SI7/RE#      MIm
En la plateada esfera del reloj
   SI7          MIm      LA7        RE
Las horas que agonizan se niegan a pasar
                    RE#dim   LA7
Hay un desfile de extrañas figuras
         MIm      LA7        RE
Que me contemplan con burlón mirar

   RE       SI7/RE#    MIm
Es una caravana interminable
     SI7            MIm        LA7         LAm/FA# SI7
Que se hunde en el olvido con su mueca espectral
          MIm7    MIm7b5       RE    SI7
Se va con ella su boca que era mía
       MI7         LA7          RE
Solo me queda la angustia de mi mal

REdim LA SOLdim FA#m MIdim RE LA7 RE LA7

   REm         SOLm         REm
En la doliente sombra de mi cuarto al esperar
    LA7                 REm
Sus pasos que quizás no volverán
             DO7            FA
A veces me parece que ellos detienen su andar
    MI7                 LA7
Sin atreverse luego a entrar
RE7         SOLm    DO7     FA    LA#maj7
Pero no hay nadie y ella no viene
         MIm7b5   MI7        LA7
Es un fantasma que crea mi ilusión
  REm           SOLm       REm
Y que al desvanecerse va dejando su visión
  SOLm        LA7 REm
Cenizas en mi corazón

Recuerdo malevo

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Recuerdo malevo (1932) - Carlos Gardel y Alfredo Le Pera



Era mi pebeta una flora maleva
más linda que un día dorado de sol.
Trenzas renegridas, mirada que ruega,
boca palpitante de fuego y de amor.
Para conquistarla yo me jugué entero,
no valía la pena sin ella vivir,
peleando con taitas en un entrevero
pensé que era lindo por ella morir.

Tiempo viejo, / caravana fugitiva / ¿donde estás?

Florido tiempo que añoro
por tus caminos de olvido
viajan visiones que lloro,
sueño querido que te alejas.

Tiempo viejo, / caravana fugitiva / ¿donde estás?

Cinco años pasaron de la primer cita,
burlón el destino me obligó a volver.
Qué viejos los ojos de la muchachita,
que un día riendo me enseñó a querer.
Fuimos sin pensarlo como dos extraños,
su boca marchita y mi suspirar.
Habiendo cenizas de los desengaños
el recuerdo, amigo, es mejor borrar.

Por tus ojos negros

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de - Carlos Gardel

Por Tus Ojos Negros (1933) - Alfredo Le Pera y Carlos Lenzi


LA7                   REm
Mi corazón, barco sin puerto, 
  LA7                       REm
 por todas las rutas de ilusión,
LA7                   REm     LA7
encontró al fin de su desierto 
                            REm     DO7
 la estela azul de un viejo amor. 

              FA                        SOL
Por tus ojos negros que en una tarde lloraron
              DO7                      FA
y que se iluminaron, hoy te vuelvo a cantar.
                                       SOL
De lejanos cielos todo un rosario de estrellas
              DO7                      FA
siguieron tras las huellas de mi hondo penar.

                LA7                  REm
Y ahora ante tu imagen siguió mi desventura, 
            SOL7           SOLm7 DO7 SIdim DO7/LA#
la lírica aventura de mi peregrinar.

              FA                        SOL
Por tus ojos negros que en una tarde lloraron
              DO7                      FA    SOLdim FA
y que se iluminaron, hoy te vuelvo a cantar.

Rubias de New York

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Rubias de New York (1934) - Carlos Gardel y Alfredo Le Pera


intro 
RE REdim LA7

RE     SIm          RE      LA7         RE
Mary, Peggy, Betty, July, rubias de New York,
FA#m       SI7     MI7        LA7
cabecitas adoradas que mienten amor.
       MIm7             LA7      RE              SIm
Dan envidia a las estrellas, yo no se vivir sin ellas.
RE     SIm    RE          MI7          LA7
Mary, Peggy, Betty, July, de labios en flor.

            RE             FAaug     RE
Es como el cristal la risa loca de July,
             LA#dim           RE FAaug RE
es como el cantar de un manantial.
                           FAaug     RE
Turba mi soñar el dulce hechizo de Peggy,
        FA#m/DO# MI         LA
su mirar azul hondo como el mar.

    RE7                   SOL
Deliciosas criaturas perfumadas,
          SOLm        DO7         RE
quiero el beso de sus boquitas pintadas.
                       FAaug        RE    SI7
Frágiles muñecas del olvido y del placer;
           MIm   LA#dim         RE
ríen su alegría, como un cascabel.

RE      SIm          RE       LA7         RE
Rubio cocktail que emborracha, así es Mary.
FA#m       SI7            MI7        LA7
Tu melena que es de plata quiero para mí.
       MIm7             LA7      RE           SIm
Si el amor que me ofrecías sólo dura un breve día,
RE     SIm    RE           MI7          LA7
tiene el fuego de una brasa tu pasión, Betty.

           RE             FAaug     RE
Es como el cristal la risa loca de July,
             LA#dim           RE FAaug RE
es como el cantar de un manantial.
                           FAaug     RE
Turba mi soñar el dulce hechizo de Peggy,
        FA#m/DO# MI         LA
su mirar azul hondo como el mar.

    RE7                   SOL
Deliciosas criaturas perfumadas,
          SOLm        DO7         RE
quiero el beso de sus boquitas pintadas.
                       FAaug        RE    SI7
Frágiles muñecas del olvido y del placer;
           MIm   LA#dim        RE  SOL SOLm RE
ríen su alegría, como un cascabel.

Me da pena confesarlo

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Me da pena confesarlo (1932) - Alfredo Le Pera, Carlos Gardel y Mario Battistella


INTRO
FA SOLm LA7 REm
SOLm FA DO7 FA LA7 REm

                              LA7             REm
Nace el hombre en este mundo remanyao por el destino
   DO7            FA        DO7       FA
y prosigue su camino muy confiado del rigor,
     LA7              REm          LA7       REm
sin pensar que la inclemencia de la vida sin amor
                   MI7                         LA7
va enredando su existencia en los tientos del dolor.

                                           REm
Pero llega y un momento se da cuenta de su suerte
     DO7              FA         MI7         LA7
y se amarga hasta la muerte sin tener ya salvación,
        SOLm          FA           LA7         REm
pues comprende que la vida fue tan solo un metejón
     SOLm          REm        LA7      REm
al perder la fe querida de su triste corazón.

FA                SOLm DO7                 FA
Me da pena confesarlo, pero es triste ¡qué canejo!
                 DO7                   FAdim FA
el venirse tan abajo, derrotado y para viejo.
                     SOLm   LA7                REm
No es de hombre lamentarse pero al ver cómo me alejo,
  LA#  SIdim   FA/DO               DO7       FA   LA7 REm
sin poderlo remediar yo lloro sin querer llorar.

------------------------------------------------------------
(Repite la 2da estrofa)

                              LA7             REm
Si no fuera que el recuerdo de mi madre tan querida
  DO7            FA        DO7       FA
me acollara en esta vida con sentida devoción,
     LA7              REm          LA7       REm
no era yo quien aguantaba esta triste situación,
                   MI7                      LA7
ni el que así contemplaba sin abrirse el corazón.

                                           REm
Pero hay cosas, compañero, que ninguno las comprende:
     DO7          FA         MI7         LA7
uno a veces se defiende del dolor para vivir,
       SOLm          FA           LA7         REm
como aquel haciendo alarde del coraje en el sufrir
      SOLm       REm        LA7        REm
no se mata de cobarde por temor de no morir. 

-----------------------------------------------

FA                SOLm DO7                 FA
Me da pena confesarlo, pero es triste ¡qué canejo!
                 DO7                   FAdim FA
el venirse tan abajo, derrotado y para viejo.
                     SOLm   LA7                REm
No es de hombre lamentarse pero al ver cómo me alejo,
  LA#  SIdim   FA/DO               DO7       FA
sin poderlo remediar yo lloro sin querer llorar.

Los ojos de mi moza

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Los Ojos de Mi Moza (1935) - Carlos Gardel y Alfredo Le Pera


intro
SOL RE7 SOL RE7 SOL
SOL RE7 SOL RE7 SOL
SOL RE7 SOL RE7

                         SOL
Son los ojos de mi moza 
                         RE
como el filo de un puñal,
                        SOL
son los ojos de mi moza
                         RE
y yo no vivo sin ellos,
        RE7             SOL
Virgencita del Pilar,
                          RE
sin los ojos de mi moza,
        RE7            SOL
Virgencita del Pilar.

SOL RE7 SOL RE7 SOL
SOL RE7 SOL RE7

                       SOL
Arroyito de mi aldea,
                         RE
a ti te puedo contar,
                         SOL
arroyito de mi aldea
                                RE
que por mi amor hoy la vieron
        RE7             SOL
una lágrima derramar,
                         RE
una lágrima derramar,
        RE7             SOL
arroyito de mi aldea. 

SOL RE7 SOL RE7 SOL
SOL RE7 SOL RE7 SOL
SOL RE7 SOL RE7 SOL
SOL RE7 SOL RE7 SOL

Guitarra, guitarra mía

Tango, Cifras e letras de

Guitarra, guitarra mía (1935) - Alfredo Le Pera y Carlos Gardel


intro
REm LAm MI7 LAm REm LAm MI7 LAm MI7 LAm MI7

LAm                     FA                           LA7 REm
  Guitarra, guitarra mía,  por los caminos del viento
                   LAm   SOL FA MI      MI7  LAm
vuelan en tus armonías coraje, amor y lamento.

                      MI7                   LAm
Lanzas criollas de antaño a tu conjuro pelearon,
                    SOL                 FA                DO   
mi china oyendo tu canto, sus hondas pupilas de pena lloraron. 
DO/MI SI/RE# LA#/RE LA/DO#
                    REm                LAm       MI7 LAm
¡Guitarra, guitarra criolla, dile que es mio ese llanto!

REm LAm MI7 LAm REm LAm MI7 LAm MI7 LAm MI7

LAm                     FA                       LA7 REm
  Azules noches pamperas  donde calme sus enojos,
                        LAm      SOL FA MI      MI7  LAm
hay dos estrellas que mueren cuando se duermen sus ojos.

                  MI7                   LAm
Guitarra de mis amores, con tu penacho sonoro
                    SOL                 FA   
vas remolcando mis ansias por rutas marchitas 
                   DO   
   que empolvan dolores. 
DO/MI SI/RE# LA#/RE LA/DO#
                     REm              LAm      MI7 LAm
¡Guitarra, noble y querida, calla si ella me olvida!

REm LAm MI7 LAm REm LAm MI7 LAm MI7 LAm MI7

LAm                          FA 
  Midiendo eternas distancias   
                                LA7 REm
     hoy brotan de tu encordado
                        LAm        SOL FA MI      MI7  LAm
sones que tienen fragancias de un tiempo gaucho olvidado.

                    MI7                   LAm
Cuando se eleva tu canto como se aclara la vida,
                      SOL          
y a veces tienen tus cuerdas caricias 
        FA                  DO   
    de dulces trenzas renegridas.
DO/MI SI/RE# LA#/RE LA/DO#
                      REm              LAm      MI7 LAm
¡Como ave azul sin amarras así es mi criolla guitarra! 

---------------------------------------------------------------
Opcion

LAm                     FA DO/MI
Guitarra, guitarra mía,      
        REm     SOL7       DO    LA7/DO# REm
     por los caminos del viento
                   LAm    SOL FA MI     MI7 LAm
vuelan en tus armonías coraje, amor y lamento. 

Lejana tierra mia

Tango, Cifras e letras de

Lejana tierra mia (1935) - Alfredo Le Pera y Carlos Gardel


intro
LAm SOL FA DO/MI
REm LAm MI7 LAm

LAm           SOL 
Lejana tierra mia 
         FA            DO/MI
bajo tu cielo, bajo tu cielo,    
REm              LAm/DO
quiero morirme un dia 
           MI7/SI           LAm
con tu consuelo, con tu consuelo. 
                 SOL           FAdim                MI7
Y oir el canto de oro de tus campanas que siempre añoro; 
SOL               DO                  MI7          LA
no se si al contemplarte al regresar sabre reir o llorar... 
 
                                              MI7
Silencio de mi aldea que solo quiebra la serenata 
               SIm7           MI7            LA
de un ardiente Romeo bajo una dulce luna de plata. 
                MIm7           LA7                 RE
En un balcon florido se oye el murmullo de un juramento, 
REm            LA                MI7                LA
que la brisa llevo con el rumor de otras cuitas de amor. 
 RE          DO#m       SIm         LA
Siempre esta el balcon con su flor y su sol... 
MI/SOL#          SI7/FA#    MI7
Tu no estas, faltas tu... Oh! Mi amor... 

              SOL         FA            DO/MI
Lejana tierra mia de mis amores, como te nombro 
REm              LAm            MI7             LAm
en mis noches sin sueño con las pupilas llenas de asombro... 
                 SOL           FAdim               MI7
Dime, estrellita mia, que no son vanas mis esperanzas; 
SOL               DO                  MI7             LAm
bien sabes tu... que pronto he de volver...a mi viejo querer.  

Mano a mano

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Mano a mano (1923) - Carlos Gardel, José Razzano y Celedonio Flores


Intro:
LAm MIm SI7 MIm
LAm MIm SI7 MIm

                   MIm            SI7                  MIm
Rechiflao en mi tristeza, hoy te evoco y veo que has sido
                   MI7                  LAm MI7 LAm
en mi pobre vida paria sólo una buena mujer;
                  LAm                  MIm
tu presencia de bacana puso calor en mi nido,
                   SI7                          MIm
fuiste buena, consecuente y yo sé que me has querido
                    SI7                    MIm SI7 MIm
como no quisiste a nadie, como no podrás querer.

            RE                    RE7            SOL
Se dio el juego de remanye cuando vos, pobre percanta,
                   SI7                   MIm
gambeteabas la pobreza en la casa de pensión;
                   DO                       MIm
hoy sos toda una bacana, la vida te ríe y canta,
                   SI7                     MIm
los morlacos del otario los tirás a la marchanta
                     SI7                  MIm
como juega el gato maula con el mísero ratón.

LAm MIm SI7 MIm
LAm MIm SI7 MIm

                 MIm          SI7        MIm
Hoy tenés el mate lleno de infelices ilusiones;
                   MI7                        LAm MI7 LAm
te engrupieron los otarios, las amigas, el gavión;
                  LAm                  MIm
la milonga entre magnates con sus locas tentaciones
                    SI7                      MIm
donde triunfan y claudican milongueras pretensiones
                    SI7                    MIm SI7 MIm
se te ha entrado muy adentro en el pobre corazón.

            RE                RE7         SOL
Nada debo agradecerte, mano a mano hemos quedado,
                         SI7                          MIm
no me importa lo que has hecho, lo que hacés ni lo que harás;
              DO                       MIm
los favores recibidos creo habértelos pagado
                   SI7                     MIm
y si alguna deuda chica sin querer se me ha olvidado
                     SI7                  MIm
en la cuenta del otario que tenés se la cargás.

LAm MIm SI7 MIm
LAm MIm SI7 MIm
                       MIm            SI7             MIm
Mientras tanto que tus triunfos, pobres triunfos pasajeros,
               MI7                  LAm MI7 LAm
sean una larga fila de riquezas y placer;
                      LAm                  MIm
que el bacán que te acamala tenga pesos duraderos
                   SI7                          MIm
que te abrás en las paradas con cafishios milongueros,
                    SI7                    MIm SI7 MIm
y que digan los muchachos: .Es una buena mujer..

            RE           RE7            SOL
Y mañana, cuando seas descolado mueble viejo
                SI7                  MIm
y no tengas esperanzas en el pobre corazón,
                 DO                       MIm
si precisás una ayuda, si te hace falta un consejo,
                   SI7                     MIm
acordate de este amigo que ha de jugarse el pellejo
                        SI7                        MIm
pa'ayudarte en lo que pueda cuando llegue.... la ocasión. 

Silencio

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Silencio (1932) - Carlos Gardel, Le Pera y Horacio Pettorossi


SIm   FA#7             SIm
Silencio en la noche. Ya todo está en calma. 
              FA#7               SIm
El músculo duerme. La ambición descansa. 
               SI7            MIm
Meciendo una cuna, una madre canta 
          DO#7                       FA#7
un canto querido que llega hasta el alma, 
MIm            SIm FA#7         SIm
porque en esa cuna, está su esperanza. 

MIm            SIm FA#7         SIm

              LA7                   RE
Eran cinco hermanos. Ella era una santa. 
              LA7            RE
Eran cinco besos que cada mañana 
              FA#7               SIm
rozaban muy tiernos las hebras de plata 
             MIm                  SIm
de esa viejecita de canas muy blancas. 
            FA#7                  SIm
Eran cinco hijos que al taller marchaban. 

MIm            SIm FA#7         SIm

                      FA#7             SIm
Silencio en la noche. Ya todo está en calma. 
             FA#7               SIm
El músculo duerme, la ambición trabaja. 
             SI7             MIm
Un clarín se oye. Peligra la Patria. 
                DO#7                FA#7
Y al grito de guerra los hombres se matan 
MIm            SIm FA#7         SIm
cubriendo de sangre los campos de Francia. 

MIm            SIm FA#7         SIm

              LA7                   RE
Hoy todo ha pasado, florecen las plantas. 
              LA7                RE
Un himno a la vida los arados cantan. 
              FA#7             SIm
Y la viejecita de canas muy blancas 
             MIm                SIm
se quedó muy sola, con cinco medallas 
                 FA#7             SIm
que por cinco héroes la premió la Patria. 

MIm            SIm FA#7         SIm

                     FA#7             SIm
Silencio en la noche. Ya todo está en calma. 
            FA#7                 SIm
El músculo duerme, la ambición descansa... 
           SI7                MIm
Un coro lejano de madres que cantan 
            DO#7                FA#7
mecen en sus cunas, nuevas esperanzas. 
MIm            SIm     FA#7           SIm
Silencio en la noche. Silencio en las almas...  

Sus ojos se cerraron

Carlos Gardel
Tango, Cifras e letras de

Sus ojos se cerraron (1935) - Alfredo Le Pera y Carlos Gardel


MIm                       DO
Sus ojos se cerraron...y el mundo sigue andando,
                SI7               MIm
su boca que era mía ya no me besa más,
                MI7                LAm
se apagaron los ecos de su reír sonoro
                  FA#7           DO        SI7
y es cruel este silencio que me hace tanto mal.

             MIm                   DO
Fue mía la piadosa dulzura de sus manos
                  SI7               MIm
que dieron a mis penas caricias de bondad,
                MI7                LAm
y ahora que la evoco hundido en mi quebranto,
               DO                 SI7
las lágrimas pensadas se niegan a brotar,
 LAm   SOL       FA#7  DO  SI7 SI7/FA# MIm
y no tengo el consuelo de poder llorar.

                SI7               MIm
¡Porqué sus alas tan cruel quemó la vida!
             DOdim   SI7             MIm
¡porqué esta mueca siniestra de la suerte!
           DO                   DO#dim
Quise abrigarla y más pudo la muerte,
         RE          RE/DO      SOL/SI
¡Cómo me duele y se ahonda mi herida!

             SI7                  MIm
Yo sé que ahora vendrán caras extrañas
            DOdim   SI7             MIm
con su limosna de alivio a mi tormento.
           DO                   MIm
Todo es mentira, mentira es el lamento.
           SI7       MIm
¡Hoy está solo mi corazón!

               MIm                  DO
Como perros de presa las penas traicioneras
                SI7           MIm
celando mi cariño galopaban detrás,
                MI7                  LAm
y escondida en las aguas de su mirada buena
              FA#7       DO       SI7
la suerte agazapada marcaba su compás.

               MIm                DO
En vano yo alentaba febril una esperanza.
                  SI7                MIm
Clavó en mi carne viva sus garras el dolor; 
                MI7                LAm
y mientras en las calles en loca algarabía
               DO                 SI7
el carnaval del mundo gozaba y se reía,
 LAm   SOL       FA#7 DO  SI7 SI7/FA# MIm
burlándose el destino me robó su  amor

                SI7               MIm
¡Porqué sus alas tan cruel quemó la vida!
             DOdim   SI7             MIm
¡porqué esta mueca siniestra de la suerte!
           DO                   DO#dim
Quise abrigarla y más pudo la muerte,
         RE          RE/DO      SOL/SI
¡Cómo me duele y se ahonda mi herida!

             SI7                  MIm
Yo sé que ahora vendrán caras extrañas
            DOdim   SI7             MIm
con su limosna de alivio a mi tormento.
           DO                   MIm
Todo es mentira, mentira es el lamento.
           SI7       MIm
¡Hoy está solo mi corazón!