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quinta-feira, 13 de março de 2008

Sabiá laranjeira

Sabiá laranjeira (samba, 1937) - Max Bulhões e Mílton de Oliveira - Intérprete: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Sabiá laranjeira / Max Bulhões, 1903-1977 (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 13/05/1937 / Lançamento: 08/1937 / Nº do Álbum: 34193 / Nº da Matriz: 80404-1 / Gênero: Samba


refrão:

Sabiá laranjeira
Ouvi o teu cantar bem perto (x2)

Eu saí te procurando
Mas a noite foi chegando
Me perdi no deserto (x2)


Ao cair da tardinha
Quando vinhas me saudar
Bem baixo da laranjeira
Eu deitado numa esteira
Ouvia seu cantar

(refrão)

Só me resta uma gaiola
Que comprei pra sabiá

Sabiá é forasteira
Vive solta a vida inteira
Não quer mais voltar

(refrão)


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Patrício Teixeira

Patrício Teixeira - 1935
Patrício Teixeira, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 17/3/1893 e faleceu em 9/10/1972. Por volta de 1918, fez suas primeiras gravações, na Odeon, passando depois a gravar pela Parlophon, Columbia e Victor.

Companheiro de grandes chorões, como Pixinguinha, Donga, Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, sua discografia é bastante extensa, incluindo um repertório variado de modinhas, sambas de partido-alto, emboladas, toadas sertanejas e composições carnavalescas.

A partir de 1926 dedicou-se ao ensino de canções brasileiras acompanhadas ao violão, tendo sido professor de mais de uma geração de “senhorinhas” da elite carioca. Em 1927 gravou Casinha pequenina (domínio público) e Caboca bunita (Catulo da Paixão Cearense).

Com a Orquestra dos Oito Batutas, gravou, em 1928, pela Odeon, o samba de Pixinguinha Pé de mulata e, nesse mesmo ano, excursionou pelo Brasil com Pixinguinha e Donga. No ano seguinte, lançou em disco Odeon Trepa no coqueiro (Ari Kerner) e Gavião calçudo (Pixinguinha).

Nas décadas seguintes gravou outros sucessos: em 1930, pela Odeon, o samba Xoxô (Luperce Miranda); em 1932, pela Odeon, Cabide de molambo (João da Baiana); em 1933, pela Victor, Tenho uma nega (Benedito Lacerda e Osvaldo Vasques); em 1937, pela Victor, Não tenho lágrimas e Sabiá laranjeira (ambas de Max Bulhões e Milton de Oliveira); em 1938, pela Victor, Desengano (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira); em 1941, pela Victor, Sete horas da manhã (Ciro de Sousa) e O bonde do horário já passou (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira); e, em 1956, pela RCA Victor a canção Azulão (Hekel Tavares e Luiz Peixoto).

Entre seus alunos destacam- se Olga Praguer Coelho, Linda Batista, Aurora Miranda e Nara Leão. Passou seus últimos dias numa chácara, no bairro carioca da Gávea, de propriedade do amigo Osvaldo Rizzo, e em cujo jardim existe um busto de bronze em sua homenagem.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Quando ela passa


Quando Ela Passa (Na aldeia) - Letra: Catulo da Paixão Cearense - Música: Mário Alvares - Interpretação: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Na Aldeia / Cearense, Catullo da Paixão, 1863-1946 (Compositor) / Alvares, Mário / Teixeira, Patrício (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1927 / Nº Álbum: 10084 / Gênero musical: Maxixe.



Quando ela passa
A caminho da choça do monte
Lá no horizonte
A ascensão do luar
Pela aldeia vem se derramar
Geme a fonte
E as minhas mágoas vêm vê-la passar
Passar cantando
Com a flor brincando
De quando em quando a suspirar

Vai bandoleira
A faceira que de mim se esquece
Até parece uma flor
Que ao luar, ao luar
Irrorada de orvalho
Do galho se desprendesse
E lá fosse a ondular
E ondulando fosse voando
De quando em quando a suspirar

Deixa em seu rastro o odor
Do rescendente sassafrás em flor
Deixa onde passa o olvido
O aroma de um coração ferido
Geme a viola então
Em meio da solidão do sertão calado
Um canto apaixonado, aveludado
De suspiros do coração

Se ao longe um lacrimal
Desliza sobre a areia de cristal
Descalça o pé dengoso
E o riozinho estremece airoso
E todo dia a se arrufar
Não quer mais deslizar
No planger fluente
Quer essa flor virente
Nas madeixas da corrente
Leva, levar

Quando amanhece
E à porta da choça aparece
Acorda a flor que umedece
O frescor que é tão grato
Acorda o regato e no mato
Acorda a rola em seu ninho de amor
Acorda a fonte, o horizonte
E lá no monte o trovador

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Cabocla bonita

Catulo da Paixão
Cabloca Bonita (canção sertaneja, 1915) - Catulo da Paixão Cearense - Interpretação: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Cabocla Bonita / Cearense, Catullo da Paixão, 1863-1946 (Compositor) / Teixeira, Patrício (Intérprete) / Patrício (Acomp.) / Guimarães, Rogério (Acomp.) / Violão (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1927 / Gênero musical: Canção sertaneja.



Quando tu passa nus mato, meu bem
Cantando pulos caminho
Vai seguindo atrás de ti, meu bem
Um bando di passarinho

Ai, caboca bunita / Mi da um beijinho!

Quando tu inda vem de longe, meu bem
Eu já di longe adivinho
Eu sinto istremecê, meu bem
As corda desse meu pinho

Ai, caboca facera / Mi dá um beijinho!

Quando tu samba nus samba, meu bem
Parece um beija-frozinho
Qui avoa di frô in frô, meu bem
Cumo a percura di um ninho

Ai, caboca dengosa / Mi dá um beijinho!

Versão de Patrício Teixeira:

Quando tu passa no mato, meu bem
Cantando pelo caminho
Quando tu passa no mato, meu bem
Cantando pelo caminho
Por onde tu vai passando, meu bem
Vai gorjeando um passarinho

Ai, caboca bunita / Mi da um beijinho!
Ai, caboca bunita / Mi da um beijinho!

Tu inda vem muito longe, meu bem
Eu já di longe adivinho

Tu inda vem muito longe, meu bem
Eu já di longe adivinho
Eu sinto istremecê, meu bem
As corda desse meu pinho

Ai, caboca bonita / Mi dá um beijinho!
Ai, caboca bonita / Mi dá um beijinho!

Si Deus mi desse a ventura, meu bem
De tu me dá um beijinho
Si Deus mi desse a ventura, meu bem
De tu me dá um beijinho 
Eu seguia (tão feliz?), meu bem
Qual se fosse um cachorrinho

Ai, caboca bonita / Mi dá um beijinho!
Ai caboca bonita / Mi dá um beijinho!

domingo, 20 de agosto de 2006

Bambo de bambu

Carmen Miranda

Bambo do Bambu (samba-embolada, 1939) - Donga e Patrício Teixeira - Intérprete: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Bambo Bambu / Donga (Compositor) / Patrício Teixeira (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Gravadora Odeon / Número do Álbum: 122961 / Data de gravação e lançamento: 1921-1926 / Lado B / Gênero musical: Embolada.



Disco 78 rpm / Título da música: Bambu, Bambu / Donga (Compositor) / Patrício Teixeira (Compositor) / Intérprete: Carmen Miranda / Acompanhamento Bando da Lua e Garoto / Gravadora Decca, 1955 / Álbum 23132 / Lado B / Gênero musical: Samba-embolada.



(Refrão:)

Olha o bambo de bambu, bambu, bambu
A pequena notável
Olha o bambo de bambu, bambulelê
Olha o bambo de bambu, bambulalá
Eu quero ver dizer três vezes
Bambulelê, bambulalá


Fui a um banquete na casa do Zé Pequeno
A mesa tava no sereno pra todo mundo caber
Tinha de toda qualidade de talher
Tinha mais homem que mulher
Mas só não tinha o que comer, bambu


(Refrão)

No tal banquete dito-cujo referido
Mulher que tinha marido
Não passou aperto, não
Pois as danadas, para não morrer de fome
Cada qual comeu seu homem
Não tiveram indigestão, bambu


(Refrão)

Conheço um homem que tem 17 filhos
Que pôs tudo no desvio
Pra polícia empregar
A mulher dele, de beleza ainda promete
Dar a luz a 17
Pra depois então parar


(Refrão).

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Não tenho lágrimas

Patrício Teixeira
Lançado em agosto de 37, "Não Tenho Lágrimas" agradou de saída, estendendo seu sucesso ao carnaval seguinte, quando foi um dos sambas vencedores. Segundo se comentou no meio musical da época, este samba teria estribilho de Max Bulhões e segunda parte de Wilson Batista. Mílton de Oliveira entrara no lugar de Wilson por ter conseguido a gravação. Como "indenização", Bulhões teria pagado trinta mil-réis a Wilson.

Igual a tantas outras, esta é apenas mais uma história de venda de samba, que ficou no disse-me-disse, sem comprovação. A verdade, porém, é que "Não Tenho Lágrimas" (também chamado de "Quero Chorar") permaneceu e tornou-se um clássico. Gravado despretensiosamente no original pelo cantor e professor de violão Patrício Teixeira, possui extensa discografia que inclui intérpretes internacionais como Xavier Cugat e Nat "King" Cole. Nat o gravou em 1959 no elepê A Mis Amigos, com o título de "Come to Mardi Gras", graças à beleza de sua melodia.

Teoricamente, os últimos quatro compassos do estribilho ("Só porque não sei chorar / eu vivo triste a sofrer" ) parecem um rabicho colado ao tema principal. Na prática, a despeito de aumentarem para vinte os tradicionais 16 compassos, esses últimos quatro compassos são um fecho "tipo breque" de tal originalidade que dispensariam até a segunda parte, menos criativa.

Não tenho lágrimas (samba, 1937) - Max Bulhões e Mílton de Oliveira - Intérprete: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Não tenho lágrimas / Max Bulhões, 1903-1977 (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Conjunto Regional RCA Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 13/05/1937 / Lançamento: 08/1937 / Nº do Álbum: 34193 / Nº da Matriz: 80403-1 / Gênero musical: Samba

G       D7              G
Quero chorar...não tenho lágrimas/ Que me rolem na face
            D7               B7                   Em
Pra me proteger / Se eu chorasse  / Talvez desabafasse
     A7          D                 A7       D7
O que sinto no peito    /   Eu não posso dizer
                                              G
Só porque não sei chorar / Eu vivo triste a sofrer

       D7                          G
Estou certo que o riso não tem nenhum valor
             B7                      Em
A lágrima sentida é o retrato de uma dor
           C                D7         G
O destino assim quis /     De mim te separar
    E7             A7         D7        G
Quero chorar não posso /    Vivo a implorar

Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

terça-feira, 18 de abril de 2006

Trepa no Coqueiro

"Melodia alegre e contagiante, com instrumentos como violão, cavaquinho e pandeiro, que dão o tom de festa e descontração. É uma música que convida o público a dançar e se divertir, e que fez parte do repertório de muitos blocos e escolas de samba.

Além de ser divertida, "Trepa no coqueiro" também é uma representação da cultura popular brasileira, que valoriza a malandragem e a esperteza como características positivas. A letra mostra como o personagem consegue se safar de uma situação difícil usando sua astúcia e habilidade, o que é visto como algo admirável pela multidão que o assiste".

Trepa no Coqueiro (embolada, 1930) - Ary Kerner Veiga de Castro

Disco 78 rpm / Título da música: Trepa no coqueiro / Ary Kerner Veiga de Castro (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10489-a / Nº da Matriz: 2957 / Lançamento: Novembro/1929 / Gênero musical: Embolada / Coleção: IMS



Disco 78 rpm / Título: Trepa no coqueiro / Ary Kerner Veiga de Castro (Compositor) / Carmélia Alves (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acompanhante) / Gravadora: Continental, 1950 / Nº Álbum: 16177 / Lado B / Gênero: Embolada

D
Oi, trepa coqueiro 
       A 
Tira coco

Xipe, xipe, nheco, nheco
               D
No coqueiro orirá
 
Oi, trepa coqueiro 
       A
Tira coco
 
Xipe, xipe, nheco, nheco
               D
No coqueiro orirá


A
Papai cadê Maria
              D
Maria foi passear
             A
Papai cadê Maria
             D
Maria foi passear
                A
Os passeios de Maria 
                   D
Faz papai, mamãe chorar
                 A 
Os passeios de Maria 
                    D
Faz papai, mamãe chorar


              A
Maria é moça nova
                   D
Solteira não tem juízo
              A
Maria é moça nova
                   D
Solteira não tem juízo
                 A
Os passeios de Maria
                 D
Só podem dar prejuízo
                 A
Os passeios de Maria
                 D 
Só podem dar prejuízo


(linha) Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Tristezas do Jeca


Angelino de Oliveira
Conhecida também como "Tristeza do Jeca", esta toada nasceu em Botucatu em 1918, popularizando-se no interior paulista por volta de 1922. Então, gravada pela Orquestra Brasil-América (1924) e pelo cantor Patrício Teixeira (1926), ganhou o país, convertendo-se num dos maiores clássicos de nossa música sertaneja.

Importante centro econômico do estado de São Paulo, Botucatu registrava já àquele tempo uma razoável movimentação artística, reunindo cantadores e músicos, entre os quais o autor da composição, Angelino de Oliveira. "Era um humilde tocador de violão e guitarra portuguesa", dizia o compositor Ariovaldo Pires (Capitão Furtado), amigo pessoal de Angelino. Com sua melodia e letra pungentes, "Tristezas do Jeca" canta as mágoas de um matuto apaixonado:

Tristezas do Jeca (toada, 1922) - Angelino de Oliveira - Interpretação: Patrício Teixeira

Disco selo: Odeon R / Título da música: Tristezas de Jéca / Angelino de Oliveira (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Nº do Álbum: 123134 / Lançamento: 1926 / Gênero musical: Toada paulista / Coleções: IMS, Nirez



---D --------G ----------D -------------A7
Nestes versos tão singelos / Minha bela,
----------D----------- G----------- D------------ A7
Meu amor / Pra vancê quero contar meu sofrer
---------------D -----D7----
A  minha dor  ------


----G-------------------- D
Eu sou como o sabiá
-----------------B7----------- Em-------------- A7
Que quando canta é só tristeza / Desde o galho
----------------D
onde ele está (bis)


(refrão: )

----------A7------------------------------------ D
Nessa viola canto e gemo de verdade
------------A7------------------------------ D
Cada toada representa uma saudade

--D-------- G------------- D----------------- A7-------------- D
Eu nasci naquela serra / Num ranchinho a beira-chão
-------------------G-------- D------------- A7--------- D------- D7
Todo cheio de buraco / Onde a lua faz clarão


------G------------------- D-------------- B7---------- Em
Quando chega a madrugada / Lá no mato a passarada
--------A7------------ D
Principia um baruião (bis) (refrão)

---D -----G----------------- D
Lá no mato tudo é triste

------------A7------------ D
 
Feito o jeito de falar
-----------G -----------D -----------A7---------- D--- D7
Quando risco minha viola dá vontade chorar


--------------G -------------D ---------B7------------ Em
Não há um que cante alegre / Tudo vive padecendo
----------A7------------ D
Cantando pra aliviar    (bis) ( refrão )



A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

domingo, 26 de março de 2006

Cabide de molambo

João da Baiana
Cabide de Molambo (samba, 1928) - João da Baiana - Interpretação: Patrício Teixeira (1932)

Disco 78 rpm / Título da música: Cabide de Molambo / João da Bahiana (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10883-a / Nº da Matriz: 4402 / Gravação: 23/Janeiro/1932 / Lançamento: 1932 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez



Interpretação da Gente da Antiga em LP Odeon de 1968:

LP Gente Da Antiga - Pixinguinha, Clementina De Jesus e João Da Baiana / Título da música: Cabide de Molambo / João da Baiana (Compositor) / Gente da Antiga [Clementina de Jesus, João da Bahiana e Pixinguinha] (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: MOFB 3527 / Ano: 1968 / Faixa: B2 / Gênero musical: Samba



Meu Deus eu ando / Com o sapato furado
Tenho a mania / De andar engravatado
A minha cama / É um pedaço de esteira
E é uma lata velha / Que me serve de cadeira
Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus

Minha camisa / Foi encontrada na praia
A gravata foi achada / Na Ilha da Sapucaia
Meu terno branco / Parece casca de alho
Foi a deixa de um cadáver / Do acidente no trabalho
Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus

O meu chapéu / Foi de um pobre surdo e mudo
As botinas foi de um velho / Da revolta de Canudos
Quando eu saio a passeio / As damas ficam falando
Trabalhei tanto na vida / Pro malandro estar gozando
Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus

A refeição / É que é interessante
Na tendinha do Tinoco / No pedir eu sou constante
E o português / Meu amigo sem orgulho
Me sacode o caldo grosso / Carregado no entulho

terça-feira, 21 de março de 2006

Gavião calçudo


Autor principalmente de música instrumental, Pixinguinha deixou poucos sambas, dentre os quais se destaca "Gavião Calçudo". Com muito espírito e alguma malícia, a letra - atribuída a Cícero de Almeida - trata de um "gavião marvado", que rouba a mulher do protagonista.

Para completar, critica a liberalidade de alguns maridos descuidados: "Os culpado disso tudo / são os marido d'agora / as mulhé anda na rua / com as canela de fora / o gavião toma cheiro / vem descendo sem demora / garra ela pelo bico / bate asa e vão-se embora...". O samba foi sucesso na voz de Patrício Teixeira, que o gravou duas vezes em 1929.

Gavião Calçudo (samba, 1929) - Pixinguinha e Cícero de Almeida - Intérprete: Patrício Teixeira

Disco 78 rpm / Título da música: Gavião calçudo / Alfredo da Rocha Vianna Filho "Pixinguinha", 1897-1973 (Compositor) / Cícero de Almeida "Baiano" (Compositor) / Patrício Teixeira (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Violões (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10436-a / Nº da Matriz: 2685 / Gravação: 26/07/1929 / Lançamento: Agosto/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez



---- A-D----E7----A
Chorei, porque
F#m--Bm-------E7-D/F#--E/G#--A--A7--D
Fi....quei sem meu a.....mor
-------D/F# -Dm/F-A/E
O gavião mal.....vado
--A----F#7/A#----B7
Bateu asa foi com ela,
-----E7----A
E me deixou
--------A------C#7/G#---F#m
Quem tiver mulher bonita
A7M/E-----D-----F#7/C#----Bm
Escon.....da do ga.........vião
----E/G#-----D/F# --E7
Ele tem unha comprida
--D--------E7--------A
Deixa os marido na mão
-------A------C#7/G#---F#7
Mas viva quem é solteiro!
--------D -----F#7/C#---Bm
Não tem amor nem paixão
---------D------D#º----A/E
Mas vocês que são casado
F#7----Bm----E7----A
Cuidado com o gavião



Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.