LP Sylvia Telles - Amor De Gente Moça / Título da música: Fotografia / Tom Jobim (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3084 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Bossa Nova / Fox-canção.
Tom: B7+B7+/9
Eu, você, nós dois
E7/9
Aqui neste terraço à beira-mar
B7+/9
O sol já vai caindo
E o seu olhar
Ebm7Ab7/5+
Parece acompanhar a cor do mar
C#m7/9
Você tem que ir embora
Bbm7/5-
A tarde cai
Eb7/9-Abm7
Em cores se desfaz,
C#7/9
Escureceu
C#m7/9
O sol caiu no mar
F#7/13
E aquela luz
B7+/9
Lá em baixo se acendeu
E7/9
Você e eu
B7+/9
Eu, você, nós dois
E7/9
Sozinhos neste bar à meia-luz
B7+/9
E uma grande lua saiu do mar
Ebm7Ab7/5+
Parece que este bar já vai fechar
C#m7/9
E há sempre uma canção
Bbm7/5-
Para contar
Eb7/9-Abm7
Aquela velha história
C#7/9
De um desejo
C#m7/9
Que todas as canções
F#7/13
Têm pra contar
B7+/9
E veio aquele beijo
E7/9B7+/9
Aquele beijo
E7/9B7+/9
Aquele beijo
E7/9B7+/9
Aquele beijo
LP Sylvia Telles - Amor De Gente Moça / Título da música: Demais / Tom Jobim (Compositor) / Aloysio de Oliveira (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3084 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-canção / MPB.
Int.: G7 C7 F7 D#7 G#7 G7 C#5-/7 C7
F7 D#7 G#7 D7 G7 D7
G7+ C7+ G7+
Todos acham que eu falo demais
C7+ F7/9
E que eu ando bebendo demais
Bm Em Am D7
Que essa vida agitada não serve pra nada
B E7 A D7
Andar por aí bar em bar, bar em bar
G7+ C7+ G7+
Dizem até que ando rindo demais
C7+ F7/9
E que conto anedotas demais
Bm Em Am D7
Que eu não largo o cigarro e dirijo o meu carro
B E7 A D7
Correndo, chegando, no mesmo lugar
Gm D#7+ D7
Ninguém sabe é que isso acontece porque
Gm C#5-/7 Cm F7
Vou passar toda a vida esquecendo você
Bm Em C#m5-/7 F#7
E a razão porque vivo esses dias banais
Bm A#7 D#7 D7
É porque ando triste, ando triste demais
G7+ C7+ G7+
E é por isso que eu falo demais
C7+ F7/9
É por isso que eu bebo demais
Bm Em Am D7 B F7/9
E a razão porque vivo essa vida agitada demais
E7 A D#7 D4/7 D7
É porque meu amor por você é imenso
Dm E7
O meu amor por você é tão grande
A D#7 D4/7 D7 G7+
(É porque) Meu amor por você é enorme demais
LP Sylvia Telles - Amor De Gente Moça / Título da música: Canta, Canta Mais / Tom Jobim (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3084 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: MPB.
Canta, canta Sente a beleza e Canta, canta Esquece a tristeza Tanta, tanta Tanta tristeza Canta Ah...
Canta, canta Canta, vai, vai Segue cantando em paz Canta, canta Canta mais
Comuns na música americana, especialmente em shows da Broadway, as canções que apresentam um recitativo (verse, em inglês) precedendo a primeira parte são raras na música brasileira. Incluem-se nessa categoria alguns sambas-exaltação, valsas e sambas-canção como “Ponto Final”, sucesso de Dick Farney.
Curiosamente, o esquema é utilizado por compositores da bossa nova como Carlos Lyra (“Maria Ninguém”, “Sabe Você”) e Tom Jobim (“Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Desafinado”, “Dindi”), embora em algumas dessas canções o prólogo seja desprezado pela maioria dos intérpretes — “Desafinado”, por exemplo, poucas vezes foi gravado na íntegra, constituindo exceções os registros de Jobim nos álbuns Terra brasilis e Tom Jobim inédito.
Em “Dindi”, porém, o recitativo cantado ad libitum, como convém, está presente em quase todas as gravações: “Céu, tão grande é o céu / e bandos de nuvens que passam ligeiras / para onde elas vão / (...) / contando as histórias que são de ninguém / mas que são minhas / e de você também..” Seguem-se o estribilho (“Ai, Dindi / se soubesses do bem que eu te quero.”) e a estrofe (“E as águas deste Rio / onde vão, eu não sei / a minha vida inteira / esperei... esperei...”). Geralmente, os recitativos são compostos no modo menor, abrindo para a relativa maior no estribilho, como ocorre em “Dindi” lá menor, dó maior e mi menor são, respectivamente, as tonalidades do recitativo, do estribilho e da estrofe.
Sylvia Telles, a própria “Dindi” da canção cuja letra é assinada por seu futuro marido, Aloysio de Oliveira, foi a lançadora, responsável pelo sucesso inicial da canção. Esta gravação, realizada para o elepê Amor de gente moça (outubro de 59), tem preciosa orquestração de Lindolfo Gaya, com a harpa sugerindo “as nuvens que passam” e a trompa “o vento que fala nas folhas”.
Fervorosa, envolvente, ela não seria igualada nem pela mesma Silvinha nas três vezes em que a regravou: nos elepês Amor em hi-fi (1960), Reencontro, com o Tamba Trio (1966) e, finalmente, um mês antes de sua morte num acidente automobilístico, no disco gravado ao vivo, em Berlim, com o acompanhamento da violonista Rosinha de Valença. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).
LP Amor de gente moça / Título da música: Dindi / Oliveira, Aloysio de (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Telles, Sylvia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3084 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-canção.
Intro: C7+C7MBb7M
Céu, tão grande é o céu
C7MBb7M
E bandos de nuvens que passam ligeiras
A7MC#m7F#mBm7E7/5+
Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
C7MBb7M
E o vento que fala das folhas
C7MBb7M
Contando as histórias que são de ninguém
A7MC#m7F#mBm7E7/5+
Mas que são minhas e de você também
C7MBb7M
Ai, Dindí
C7MGm7
Se soubesses o bem que eu te quero
F#7/5-F7MF#ºBb7/9C7MBb7M
O mundo seria, Dindí, tudo, Dindí, lindo, Dindí
C7MBb7M
Ai, Dindí
C7MAm7G#m7Gm7F#7/5-F7MF#º
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindí
Bb7/9C7MAm7F#m7/5-B7
Olha, Dindí, fica, Dindí
EmF#m7/5-B7
E as águas desse rio
Em/GF#m7/5-B7EmA7
Onde vão, eu não sei
Dm7A/GDm/FDm7G7C7MBb7M
A minha vida inteira, esperei, esperei por vo...cê, Dindí
C7MGm7
Que é a coisa mais linda que existe
F#7/5-F7MF#º
É você não existe, Dindí
Bb7/9C7MDm7Bb7M
Olha, Dindí, adivinha, Dindí
LP Amor de Gente Moça / Título da música: Só em teus braços / Tom Jobim (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Álbum: MOFB 3084 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Samba.
Tom: Amaj7 (A7+)
Amaj7 A6
Sim,
Bm7 Bm6
Promessas fiz,
C#m7 C#7/+5
Fiz projetos, pensei tanta coisa,
Dmaj7 Dm6
E agora o coração me diz
C#m7 Cdim
Que só em teus braços, meu bem,
Bm7 E7/9
Eu ia ser feliz
C#m7 F#7/+5
Eu tenho esse amor para dar,
Bm7/9 E7/-9
O que é que eu vou fazer?
Amaj7 A6
Eu tentei esquecer
Bm7 Bm6
E prometi,
C#m7 C#7/+5
Apagar da minha vida este sonho,
Dmaj7 Dm6
E vem o coração e diz
C#m7 F#m7
Que só em teus braços, amor,
Bm7 Adim
Eu ia ser feliz
Amaj7 F6/A
Que só em teus braços, amor,
Amaj7
Eu posso ser feliz
Quero todo teu olhar no meu
Quero todo teu amor pra mim
Quero ser todinho teu enfim
Fazer feliz e ser feliz
Quero estar contigo a dançar
Com tua mão acariciando a mim
O meu rosto encostadinho ao teu
Assim... assim... assim...
E depois se entre nos houver
A distancia a nos separar
Quero que teu pensamento vá
Me procurar... procurar...
Eu também estarei pensando em ti
Com o meu amor que Deus mandou enfim
Deixa-me abraçar-te agora, assim,
Assim, assim, assim.
Sylvia Telles, cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 27/8/1934 e faleceu em Maricá RJ , em 17/12/1966. Irmã do letrista e cantor Mário Telles, iniciou carreira em 1955 na revista Gente bem e champanhota, encenada no Teatro Follies, em Copacabana, no Rio de Janeiro, cantando o samba Amendoim torradinho (Augusto Garcez e Ciro de Sousa), gravada no mesmo ano.
Com a efervescência da Bossa Nova, alcançou seu momento de maior sucesso.
Em julho de 1959 gravou, ainda na Odeon, o LP Sylvia, que incluía Estrada do sol (Tom Jobim e Dolores Duran) e Mágoa (Tito Madi). Em outubro do mesmo ano gravou o LP Amor de gente moça, com A felicidade, Sem você, O que tinha de ser (todas de Tom Jobim e Vinícius de Morais) e Só em teus braços (Tom Jobim). Consagrada definitivamente a partir desse disco (que usava orquestra ao invés dos pequenos conjuntos característicos da bossa nova), Sylvia tornou-se a primeira cantora profissional do grupo, ainda amador, de bossa nova.
Sylvia Telles com Tom Jobim e Marcos Valle.
Em 1961 viajou para os EUA, onde gravou o LP Sylvia Telles USA com Canção que morre no ar (Carlos Lira e Ronaldo Bôscoli e Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria), entre outras. A produção e direção do disco ficou a cargo de Aloysio de Oliveira, com quem casou em 1963.
No decorrer de sua carreira, gravou músicas dos principais compositores ligados à Bossa Nova, entre as quais Corcovado (Tom Jobim), Se é tarde, me perdoa (Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra), ambas no LP Sylvia Telles-Amor em hi-fi, Philips, Amor e paz e Insensatez (ambas de Tom Jobim e Vinícius de Morais), no LP Bossa, balanço & balada, Elenco; Você ( Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), Balanço Zona Sul (Tito Madi) e Eu preciso aprender a ser só (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale), no LP The Face I love, da Kapp, não editado no Brasil; e Eu preciso de você (Tom Jobim e Aluísio de Oliveira), no LP The music of Mr. Jobim, Elenco.
Em 1966 excursionou à República Federal da Alemanha com Edu Lobo e grupo. De volta ao Brasil, preparava-se para viajar para os EUA quando, na Rodovia Amaral Peixoto, sofreu desastre automobilístico.