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sexta-feira, 28 de julho de 2006

Serenata da chuva


Serenata da chuva (seresta, 1964) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Interpretação: Altemar Dutra

Compacto Simples / Título: Serenata da chuva / Evaldo Gouveia (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1963 / Álbum: 7B-031 / Lado A / Gênero musical: Seresta.


Am            E    
só lá fora a chuva que cai, 
 Bb°          Dm
só eu pego o meu violão 
 G7          C
ai tanjo o bordão 
           F   Dm        E 
e esta canção tão triste sai 

Am            E  
sou, um seresteiro à sonhar, 
Bb°            Dm
só sem ter ninguém sem luar 
                  G7                  
canto e a chuva fria cai, 
    C          F           Dm 
canto nesta noite assim, chove  
     E            Am  E 
solidão dentro de mim... 

A        E          F#m 
onde andará neste momento 
   C#m  A7   D          C#m7 
o meu amor, em que pensará  
         Bm            E 
longe de mim sem meu calor, 
Dm           G7                     
tão sozinho agora estou, 
  C                      F
canto e a chuva não tem fim,  
Dm            E           Am 
chove esta saudade sobre mim

quinta-feira, 20 de julho de 2006

O fim (The End)

O Fim (The End) (balada, 1958) - Jimmy Erondes e Sid Jacobson - Versão: Mauro Sérgio - Interpretação: Altemar Dutra

LP Companheiro / Título da música: O Fim (The End) / Jimmy Erondes (Compositor) / Sid Jacobson (Compositor) / Mauro Sérgio (Versão) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1971 / Nº Álbum: MOFB 3660 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Balada.


C              Em     F                G
Por onde tu andares / Na certa encontrarás
C                Em      F                 G
Em tudo uma lembrança  / Do que ficou prá trás
C                  Am      F               G
De um amor que era lindo / E a vida fez morrer
C              Am      Dm    G7            C   Am F G7
E agora só nos resta lembrar    /    Nada mais

C                      Em
As estrelas que eram nossas
F                G
Até nem brilham mais
C              Em       F             G
As rosas só espinhos / Ferindo ainda mais
C           Am       F            G
E a cada momento /  Sentimos solidão
C            Am            Dm   G7     C  Am F G7
E nossos corações  /  A sofrer,   a chorar

C                 Em
Chorando agora estamos
F                 G
De tudo a nos lembrar
C              Em      F               G
O quanto nos amamos / Como foi lindo amar
C                Am        F           G
Para nós a esperança  /  Parece que morreu
C           Am           F    G7       C   Am F G7 C
E do amor, só restou para nós . . .o adeus . . .

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Jura-me

Altemar Dutra
Altemar Dutra

Jura-me (Júrame) - María Grever

Am           E7             Am
Todos dizem que é mentira que te quero
                                    E7
Porque nunca me haviam visto enamorado
Eu te juro que eu mesmo não compreendo
                           Am
A razão do meu viver apaixonado
                   E7           Am
Se estou perto de ti estou contente
      A7                          Dm
Se estou só sinto minh’alma abandonada
Am
Tenho ciúmes até do pensamento
E7                   (Am) (E) (Am)
Que possa recordar-te outra pessoa amada

 A
Jura-me nem que passe muito tempo
Lembrarás sempre o momento
                  E7
Em que eu te conheci
Olha-me com este teu olhar profundo
Que é a coisa neste mundo
                   A
Mais bonita que já vi
     A7                      D
Beija-me com um beijo apaixonado
    Dm          Dbm7
Como nunca fui beijado
         C°       E7
Desde o dia em nasci
  Gbm       B7                 A     Gb7
Ama-me,       ama-me até a loucura
                    Bm
E assim verás a amargura
     E7             (A)  (E)  (A)
Que estou sofrendo por ti

domingo, 9 de julho de 2006

Vaya con Dios (versão)


Vaya Con Dios (bolero, 1953) - Larry Russel, Inez James e Buddy Pepper - Versão: Joubert de Carvalho - Boleros inesquecíveis - Interpretação: Altemar Dutra


         C                             Dm
Nesse instante desce o negro   véu da noite
      G7                             C       C7
A cidade aos poucos vai   ficar sem vida

F         G7     C     A7
Vaya con Dios querida
Dm        G7      C     G7
Vaya con Dios mi amor

    C                        Dm
Em segredo levarás contigo a sorte
 G7                             C             C7
Deste amor que não morreu   que tens sofrido

refrão

         C7                  F
E seja onde for     irei contente
    C                               F
Porque o meu destino    é o teu também
   D7                        G
A tua espera está   o meu desejo
    Dm                  G7
Que vive   enquanto viverá
    C            G7
O amor    que a gente tem

 C                                        Dm
Nesse instante aquela luz     que está brilhando
      G7                            C
Anuncia o meu amor     que vem chegando

refrão

Tudo de mim

Depois de ter umas dez canções gravadas por vários cantores, a dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim descobriu em Altemar Dutra o seu intérprete ideal. E isso aconteceu logo no elepê de estréia do artista, que incluía as composições “Maldito” e “Tudo de Mim”, de autoria de Gouveia e Amorim.

Seresteiro de voz pungente, Altemar dizia como ninguém versos do tipo “só minha vida não te dou, como dar? Se morto estou”, do bolerão “Tudo de Mim”, sucesso maior do disco. A partir de então e até o final dos anos sessenta Altemar Dutra monopolizaria a produção romântica da dupla (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Tudo de mim (bolero, 1963) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Altemar Dutra.

LP A Grande Revelação / Título da música: Tudo de mim / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1963 / Álbum: MOFB 3321 / Gênero musical: Bolero.


Am       Dm   
De que é feito afinal  
              Am
Esse seu coração
                  A7           Dm
E que espécie de amor  / Você deseja dar
                 E7  
Se me humilho demais   
            Am
Me abaixo até o chão
               F                    E7
Ainda fico a dever   /  Sem lhe contentar

                  Am    Dm                 Am
O que mais quer você  /    Se tudo já lhe dei
                  A7                  Dm
Se o que resta de mim / Sorrindo lhe entreguei
                  E7 
Se do pranto do olhar
             Am
Nem mesmo tenho mais
           F       E7           Am
Uma gota sequer    /   Para  chorar

           Dm                     Am
Só a minha vida   /  Eu  não lhe dou
         F       E7            Am
Como lhe dar   /  Se morto estou

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Sentimental demais


Sentimental demais (bolero, 1965) - Jair Amorim e Evaldo Gouveia - Intérprete: Altemar Dutra

LP Sentimental Demais / Título da música: Sentimental demais / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: MOFB 3414 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Bolero.


Em    D7  
Sentimental eu sou  
           G     B7     Em
Eu sou demais
   B7            Em        
Eu sei que sou assim 
        E7          Am
Porque assim ela me faz
                F               B7
As músicas que eu  /  Vivo a cantar
              Em   B7     Em                    Gb7
Tem o sabor igual    /       Por isso é que se diz
               B7    C7   B7
Como ele é sentimental


               Em               
Romântico é sonhar
     D7      G     B7    Em
E eu sonho assim 
           E7 
Cantando estas canções 
                     Am
Prá quem ama igual a mim

                  F                B7
E quem achar alguém   /  Como eu achei
                Em      B7       Em              Am
Verá que é natural      /      Ficar como eu fiquei
          D7     B7     Em  Am  Em
Cada vez mais     sentimental

Que queres tu de mim


Que queres tu de mim (bolero, 1964) - Jair Amorim e Evaldo Gouveia - Intérprete: Altemar Dutra

LP Que Queres Tu de Mim / Título da música: Que queres tu de mim / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1964 / Álbum: MOFB 3384 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Bolero.


A7                Dm 
  que queres tu de mim 
  que fazes junto a mim 
                   Gm 
  se tudo está perdido amor 
                     A7 
  que mais me podes dar 
  se nada tens a dar 
                     Dm 
  que a marca de uma nova dor 
               D7 
  loucura reviver 
  inútil se querer 
                     Gm 
  o amor que não se tem 
                    C7 
  porque voltaste aqui 
  se estando junto a ti 
                      F          A7 
  eu sinto que estou sem ninguém 
                        Dm 
  que pensas tu que eu sou 
                  
  se julgas que ainda vou 
                   Gm  
  pedir que não me deixes mais 
                   A7 
  não tenho que pedir 
  não sei o que pedir 
                Dm 
  se tudo que desejo é paz 
                  D7 
  que culpa tenho eu 
  se tudo se perdeu 
                   Gm 
  se tu quiseste assim 
                      F 
  e então que queres tu de mim 
                         
                   A7 
  se até o pranto que chorei 
      Em       Dm 
  se foi   por ti não sei

terça-feira, 4 de julho de 2006

Brigas

Altemar Dutra
Ao final de um programa da TV Globo, numa época em que sua carreira, já entrara em declínio, Altemar Dutra declarou: “A música com a qual eu gostaria de ser lembrado nos próximos trinta, sessenta, cem anos é ‘Brigas’.”

Então, cantou para os telespectadores este bolero, que abria seu elepê Sinto que te amo, em 1966: “Veja só / que tolice nós dois / brigarmos tanto assim / se depois / vamos nós a sorrir / trocar de bem no fim...”

Com um público cativo, fiel comprador de seus discos, Altemar sustentou por vários anos a posição de trovador romântico da Odeon, sempre interpretando um repertório que incluía em cada LP um mínimo de duas ou três canções da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Todas elas dolentes, chorosas e sentimentais como “Brigas” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Ed. 34).

Brigas (bolero, 1966) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim - Intérprete: Altemar Dutra.

LP Sinto Que Te Amo / Título da música: Brigas / Evaldo Gouveia (Compositor) / Jair Amorim (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1966 / Álbum: MOFB 3472 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Bolero.


D             Gb7
Veja só  /  Que tolice nós dois
           G           B7      Em7
Brigarmos tanto assim  /  Se depois
      C                Em7     A7  Em7 A7
Vamos nós a sorrir / Trocar de bem no fim

    D7+              Gbm7/-5   B7
Para que maltratarmos o amor
                 Em7
O amor não se maltrata não
    Em7/-5               A13-
Para que  / Se essa gente o que quer
         Em7 A7 Em7 A7
É ver nossa separação

  D                         Gb7
Brigo eu  /  Você  briga também
          G              B7
Por coisas tão banais
      Em7             C
E o amor /    Em momentos assim
         Em7   A7  Em7 A7
Morre um pouquinho mais

      D                      D7
E ao morrer  / Então é que se vê
          G7+              Gm7
Que quem morreu fui eu e foi você
         Gbm7    Bm7  Em7 A13-       D7+
Pois sem amor estamos sós / Morremos nós

sábado, 10 de junho de 2006

O trovador


O trovador (marcha-rancho, 1965) - Jair Amorim e Evaldo Gouveia - Interpretação: Altemar Dutra

LP Sentimental Demais / Título da música: O trovador / Jair Amorim (Compositor) / Evaldo Gouveia (Compositor) / Altemar Dutra (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: MOFB 3414 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Marcha-rancho.


    Am                       B7         E7
Sonhei que eu era um dia um trovador
                            Am
Dos velhos tempos que não voltam mais  
                      Em
Cantava assim a toda hora
                  F
As mais lindas modinhas
                   E7        Am
De meu tempo de outrora
                   B7     E7
Sinhá mocinha de olhar fugaz
      
         Am             E7         Am   E7
Se encantava com meus versos de rapaz 
A                        B7            E7
Qual seresteiro ou menestrel do amor
                       A
A suspirar sob os balcões em flor
Am                      E
Na noite antiga do meu Rio 
              B7
Pelas ruas do Rio
              E7
Eu passava a cantar novas trovas 
                      A
Em provas de amor ao luar
                      B7      E7
E via então de um lampião de gás
       Am              E7            Am
Na janela a flor mais bela em tristes ais

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Altemar Dutra


Altemar Dutra de Oliveira, cantor, nasceu em Aimorés (MG), em 6/10/1940, e faleceu em Nova York, EUA, em 9/11/1983. Jovem ainda, mudou-se com a família para Colatina (ES), onde começou a interessar-se por música, depois de ganhar da mãe um violão. Aprendeu a tocar por métodos, sozinho.

Apresentou-se pela primeira vez em público num programa de calouros da Rádio Difusora de Colatina, cantando uma música do repertório de Francisco Alves. Classificado em primeiro lugar, nessa e em várias outras vezes, foi incentivado por amigos e radialistas, e aos 17 anos foi para o Rio de Janeiro (RJ), levando uma carta de apresentação para o compositor Jair Amorim, que o encaminhou a amigos do meio artístico.

Arranjou emprego na boate Baccarat, onde também estava iniciando carreira a cantora Leny Andrade. Menor de idade ainda, várias vezes teve de esconder-se do juizado de menores. Na Baccarat conheceu Helena de Lima, que o convidou para cantar na boate O Cangaceiro, uma das casas noturnas mais afamadas do Rio de Janeiro de 1960 a 1965. Ali entrou em contato com várias personalidades do mundo artístico, travando amizade maior com os componentes do Trio Yrakitan.

Gravou seu primeiro disco na Tiger, com Saudade que vem (Oldemar Magalhães e Célio Ferreira) e Somente uma vez (Luís Mergulhão e Roberto Moreira). Por volta de 1963, foi levado por Jair Amorim para o programa Boleros Dentro da Noite, na Rádio Mundial, e no mesmo ano Joãozinho, do Trio Yrakitan, levou-o para a Odeon, onde foi contratado. Logo atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com Tudo de mim (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), tornando-se conhecido em todo o Brasil.

Em 1964 gravou com grande sucesso Que queres tu de mim, O trovador, Sentimental demais e Somos iguais (todas de Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Destacou-se também na América Latina, fazendo apresentações em vários países e gravando um LP com Lucho Gatica: El bolero se canta así.

Com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias na América Latina. Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos EUA. Em pouco tempo tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos EUA. Apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno La Tranquera, em New York, quando faleceu.

Algumas músicas: