Mostrando postagens com marcador jorge veiga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jorge veiga. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Última barbada

Última barbada (samba, 1947) - Alberto Maia e José Batista - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Última barbada / Alberto Maia (Compositor) / José Batista (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1947 / Lançamento: 1947 / Nº do Álbum: 15766 / Nº da Matriz: 1647-1 / Gênero: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez



Todo fim de mês o Edgar faz isso
Se mete na corrida e lá se vai o aluguel
Quando ele chega, vem encabulado
Sorri e diz Neguinha, estou arruinado

Recebi o pagamento e fui até ao prado
Chegando lá, vi o programa e fiz a acumulada
A Flora disse que era uma barbada
Que o cavalo Zum-zum-zum não podia perder

A saída foi boa, um corpo na frente
Foi bem aplaudido por toda gente
Mas a chegada é que foi de amargar
Fui ver o meu cavalo, estava em último lugar!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 20 de abril de 2008

Vou sambar em Madureira

Jorge Veiga
Vou sambar em Madureira (samba/carnaval, 1946) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Vou sambar em Madureira / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Grande Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1945 / Lançamento: 12/1945 / Nº do Álbum: 15490 / Nº da Matriz: 1313-1 / Gênero: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Se ela for sambar em Madureira
Eu também vou
Ai, ai, ai, Madalena meu amor
Topo qualquer samba
Seja ele onde for
Mas só vou se a Madalena for.

No largo de Madureira
Só não samba quem não quer
De domingo a terça-feira
Todos brincam prá xuxu
Não precisa ter dinheiro
Só precisa um pandeiro
Pra sambar em Madureira
Vem gente até de Bangu.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Cabo Laurindo

Wilson Batista
Mais um samba com Laurindo, personagem fictício a que vários compositores recorreram frequentemente entre 1943 e 1946 para dar seu recado. Wilson Batista fez tantas músicas com ele que não o suportava mais. Chegou a planejar sua morte num crime passional, embora não tenha chegado a concretizar o assassinato.

Cabo Laurindo (samba, 1945) - Wilson Batista e Haroldo Lobo - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Cabo Laurindo / Haroldo Lobo (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 18/06/1945 / Lançamento: 07/1945 / Nº do Álbum: 15381 / Nº da Matriz: 1172-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Laurindo voltou,
Coberto de gloria.
Trazendo garboso no peito
A cruz da vitória.

Mas Salgueiro, Mangueira, Estácio e Matriz estão aqui
Para homenagear o bravo cabo Laurindo.
As duas divisas que ele ganhou, mereceu.
Conheço os princípios que Laurindo sempre defendeu.

Amigo da verdade,
Defensor da igualdade,
Dizem que lá no morro vai haver transformação.
Camarada Laurindo,
Estamos a sua disposição!



Fontes: Músicas sobre a FEB; Discografia Brasileira - IMS.

domingo, 30 de março de 2008

Iracema

Jorge Veiga
Iracema (samba, 1944) - Raul Marques e Otolindo Lopes - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Iracema / Otolindo Lopes (Compositor) / Raul Marques (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 03/02/1944 / Lançamento: 03/1944 / Nº do Álbum: 12428 / Nº da Matriz: 7482 / Gênero: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Ó Iracema,
Logo vamos ao cinema.
Por sua causa,
Hoje não fui trabalhar.
Não me dê o bolo!
Ó Iracema,
Você é o meu consolo!

Estamos combinados,
Logo mais vou lhe esperar
Naquele ponto de bonde
Lá na Praça Mauá.

Não quero perder
A primeira sessão.
Vamos ver aquele filme,
"Sempre no Meu Coração".
Ai, que bom! Ai!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Senhor Comissário

Jorge Veiga
Senhor Comissário (samba, 1945) - Benedito Lacerda e Haroldo Lobo - Interpretação: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Senhor Comissário / Benedito Lacerda (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: Continental / Nº Álbum: 15.489-a / Ano: 1945 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Noiva da gafieira



O samba "Noiva da gafieira", interpretado por Jorge Veiga, é dono de uma abertura instrumental singela e de uma letra que refaz os passos de um cantor casanova que é autuado por um guarda indisposto. “Essa pequena que o senhor está vendo comigo, aqui sentada, é minha namorada / Fique sabendo que entre nós dois não acontece nada”. Mas, na delegacia, o comissário-de-dia o reconhece, pede um samba, e o liberta em tom disfarçadamente hostil: “Parece bobo, sô! Vá dando o pirandelo logo depressa!”.

LP Jorge Veiga - Alô! Alô! Canta Jorge Veiga / Título da música: Noiva de Gafieira / Domingos Ludovic (Compositor) / Guimarães Santos (Compositor) / Waldemar Pujol (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Nº Álbum: CLP 11052 / Ano: 1958 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Samba.



Fui autuado como contraventor
Na lei do meu país
Porque sou muito infeliz
Eu estava sentado
Num banco alinhado
Lá na Praça da Bandeira
Venha cá cabrocha faceira

Chegou seu municipa
Lançando o cassetete
Me mandou levantar
Eu disse: Ô moço, espera lá!
Que isso não são horas
De ninguém namorar

Eu me queimei e respondi
Espera lá, seu guarda
É que o senhor está muito enganado
Não seja assim tão aprovado
Fique sabendo que eu sou moço-família
E sou rapaz direito
Nunca faltei com o respeito

Esta pequena que o senhor está vendo
Aqui comigo sentada
Pois é a minha namorada
Fique sabendo que entre nós dois
Não acontece nada
Ela é sabida, é escolada

Diz que então por isso mesmo
Disse o guarda pra mim
É que eu vou lhe autuar
Chega pra mim, vamo até lá
O comissãrio-de-dia
É que vai resolver sua situação
Seu atrevido, intrujão

Ah, pelo que vejo
Você é um vago-mestre
Que nem casa tem
Vive dormindo lá no trem
Eu sou da brincadeira
Eu vim da gafieira
Minha noiva também
Eu nunca fiz mal à ninguém

Quando eu cheguei no distrito
Muito aflito
Para me justificar
Pedi, minha gente onde falar
O comissário-de-dia já me conhecia
E era um bom homem
Já ouviu falar pelo meu nome
E disse assim pra mim:
Pois vai cantando alguma coisa
Que eu quero escutar
O seu coisinha, mete lá!

Quando larguei o velho samba
Ele ficou de pernas bambas
E disse: eu vou lhe soltar
Se espiga, vá-se embora,
Vá pro China, pra Japã..
Parece bobo, sô!
Vá dando o pirandelo logo depressa!
Vâmo!

Perdeu-se uma valise


"Perdeu-se uma valise", de Jorge Veiga com Daniel Lustoza, conta a história de uma figura que, animado com a recompensa divulgada nos jornais, decide entregar uma bolsa que encontrou com 200 mil cruzeiros. No entanto, sua honestidade é recompensada com apenas 2 cruzeiros.

Perdeu-se Uma Valise (samba, 1958) - Daniel Lustoza e Jorge Veiga - Intérprete: Jorge Veiga

LP Jorge Veiga - Alô! Alô! Canta Jorge Veiga / Título da música: Perdeu-se Uma Valise / Jorge Veiga (Compositor) / Daniel Lustoza (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Nº Álbum: CLP 11052 / Ano: 1958 / Gênero musical: Samba.



Perdeu-se uma valise
Com 200 mil cruzeiros
Quem entregar dá-se uma boa gratificação
Não é que a soma seja bondosa
Sim, porque a valise é de estimação

Li o anúncio e fui entregar
No 1028, Rua Escobar
Apareceu um cara tão mal-encarado
Que até deu-me receio de lhe confessar

Estava numa loura muito pendurado
Miséria no meu bolso era de amargar
Abriu uma carteira deu-me dois cruzeiros
Compre um metro de cordas para se enforcar

Eu perdi a minha sogra
E quem achou veio entregar
Fiquei contrariado, não quis aceitar
Porque livrei-me de uma bomba que ia estourar
(breque)

"Dinheiro achado não tem dono
Quem mandou entregar?" (fim do breque)
É que tenho o passo do rapaz pagado
Alguém me chama de pato sem poder provar

Eu peço mil desculpas
A quem tiver me ouvindo
E quem nasceu pra ser cachorro
Há de morrer latindo

"Au, au, au, au,
Passa fora cachorro!
Vai morder a perna do Paulo Gracindo."

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Orora analfabeta

Gordurinha
Orora Analfabeta (samba, 1959) - Gordurinha e Nascimento Gomes - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Orora Analfabeta / Nascimento Gomes (Compositor) / Gordurinha (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: Copacabana, 1959 / Nº Álbum: 6.016-a / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: C

       Dm             G7                C
Eu  arranjei uma dona boa lá em Cascadura
A7          Dm           G7       C
Grande criatura mas não sabe  ler
                         A7
E nem  tão  pouco  escrever
           Dm                   G7
Ela é bonitona, bem  feita de corpo
               C
É cheia da nota
       A7                 Dm
Mas escreve gato com   "j"
        G7              C
E escreve saudade com "c"

C7               F                  Fm
 Ela disse outro dia que estava doente
                    C
Sofrendo do "estrombo"
A7        Dm    G7                      C
Levei um tombo  Cai durinho  pra trás
                    C7
Isso assim já e demais
              F          Fm               C
Ela fala "aribu", "arioprano" e "motocicreta"
            Dm                  G7
Diz que adora feijoada "compreta"
                  C
Ela é errada demais!

C7             F                 Fm
Viu uma letra "O"  bordada na blusa
                C
Eu disse é agora
           A7                    Dm
Perguntei seu nome ela disse Orora
         G7           C
E sou filha do Arineu
                    A7
Mas o azar  é todo meu

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Rosalina

Jorge Veiga
Rosalina (samba, 1945) - Wilson Batista e Haroldo Lobo - Intérprete: Jorge Veiga

Disco 78 rpm / Título da música: Rosalina / Haroldo Lobo (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1944 / Lançamento: 02/1945 / Nº do Álbum: Continental 15249 / Nº da Matriz: 969-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Sou eu, sou eu que vou batendo surdo
De porta-estandarte, é Rosalina quem vai
Mas já vou prevenir
Se eu não sair
Rosalina, também não sai

Fizeram veneno de mim, lá na Escola
Que eu já não dou mais no couro
Que ando batendo surdo, mal
Mas Rosalina, que é minha do peito
Diz que é falta de respeito
Que vai protestar, no jornal!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Terra de cego


Terra de Cego (samba, 1935) - Wilson Batista - Intérprete: Jorge Veiga ( Noel Rosa x Wilson Batista - Série Temas e Figuras da Música Popular Brasileira - Volume 1 - Roberto Paiva e Jorge Veiga - Studio Hara - 1974).



Perde a mania de bamba
Todos sabem qual é
O teu diploma no samba
És o abafa da Vila, eu bem sei
Mas na terra de cego
Quem tem um olho, é rei !

Para terminar a discussão
Não deves apelar
Para um baralho à mão
Em versos podes bem abafar
Pois não fica bonito
Um bacharel brigar.

Frankenstein da Vila


Frankenstein da Vila (samba, 1935) - Wilson Batista - Intérprete: Jorge Veiga (Noel Rosa x Wilson Batista - Série Temas e Figuras da Música Popular Brasileira - Volume 1 - Roberto Paiva e Jorge Veiga - Studio Hara - 1974).



Boa impressão nunca se tem
Quando se encontra um certo alguém
Que até parece um Frankenstein
Mas como diz o refrão,
"Por uma cara feia
Perde-se um bom coração "

Entre os feios,
Estás na primeira fila
Eu te batizo,
Fantasma da Vila

Esta indireta é contigo
E depois não vás dizer
Que eu não sei o que digo
Sou teu amigo...

Conversa fiada

Desde que sua canção "Mocinho da Vila" fora ignorada por Noel Rosa, Wilson Batista estava fora de cena. Ainda fiel ao sonho de ser famoso e sabedor de que nenhum compositor popular brasileiro estava tão em evidência quanto Noel, Wilson não perdeu tempo e escreveu "Conversa Fiada".

Noel não podia ignorar a nova canção. O ajustamento de ritmo e a bela melodia já continham elementos que permitiam antever o grande sambista que Wilson Batista seria. A música era indiscutivelmente bem-feita, e o bairro de Vila Isabel tinha sido debochadamente atacado. O contra-ataque tinha que ser definitivo, mortal e em grande estilo. Veio na forma de um samba intitulado "Palpite Infeliz" - um dos mais populares e bem elaborados de toda a obra de Noel (Fonte: Portal Vermelho).

Conversa Fiada (samba, 1934) - Wilson Batista - Intérprete: Jorge Veiga (Noel Rosa x Wilson Batista - Série Temas e Figuras da Música Popular Brasileira - Volume 1 - Roberto Paiva e Jorge Veiga - Studio Hara - 1974)



É conversa fiada
Dizerem que os sambas
Na Vila têm feitiço,
Eu fui ver para crer
E não vi nada disso.

A Vila é tranqüila 
Porém é preciso cuidado:
Antes de irem dormir
Dêem duas voltas no cadeado.

Eu fui lá na Vila ver o arvoredo se mexer
E conhecer o berço dos folgados...
A luz nessa noite demorou tanto,
Me assassinaram uma samba,
Veio daí o meu pranto.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Bigorrilho

Jorge Veiga
O carnaval de 64 foi marcado pelo surpreendente sucesso do samba-coco “Bigorrilho”. Muito mais coco do que samba, a composição é baseada em em tema folclórico, aproveitando também o verso “trepa Antônio, siri tá no pau”, do samba O malhador, de Pixinguinha, Donga e Mauro de Almeida, gravado por Bahiano em 1918.

No antigo samba a expressão “siri tá no pau” era entoada por um corinho, em resposta a cada verso cantado pelo Bahiano. Além do ritmo, que enseja aos dançarinos uma coreografia original, concorreu para a o sucesso de “Bigorrilho” uma boa dose de malícia disfarçada na aparente ingenuidade da letra: “Lá em casa tinha um bigorrilho / bigorrilho fazia mingau / bigorrilho foi quem me ensinou / a tirar o cavaco do pau / trepa Antônio, siri tá no pau...”

O êxito de “Bigorrilho” ultrapassou o período carnavalesco, tornando-se por algum tempo número obrigatório nos shows de seu lançador, Jorge Veiga (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Bigorrilho (samba-coco, 1964) - Sebastião Gomes, Paquito e Romeu Gentil - Intérprete: Jorge Veiga

LP Samba e Ginga / Título da música: Bigorrilho / Paquito (Compositor) / Romeu Gentil (Compositor) / Sebastião Gomes (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1963 / Álbum: BBL 1261 / Gênero musical: Samba-coco.


Lá em casa tinha um bigorrilho
Bigorrilho fazia mingau
Bigorrilho foi quem me ensinou
A tirar o cavaco do pau
Trepa Antônio
O siri tá no pau
Eu também sei tirar
O cavaco do pau

Dona Dadá, Dona Didi
Seu marido entrou aí
Ele tem que sair
Ele tem que sair
Ele tem que sair

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Café Soçaite

Jorge Veiga
Este samba é uma bem-humorada sátira ao café soçaite e ao colunismo social carioca dos anos cinqüenta. Em seus versos, Miguel Gustavo registra personagens ("Teresas", "Dolores", "Didu"), lugares ("Riverside", "Cabo Frio") e expressões ( "enchenté", "champanhota", "estou acontecendo") frequentes nas colunas dos jornalistas Ibrahim Sued e Jacinto de Thormes, também citados.

Tudo isso é cantado por um falso grã-fino que, perguntado como consegue se manter nas altas rodas, responde: "Depois eu conto...". "Café Soçaite" teve como melhor intérprete o seu lançador Jorge Veiga, "O Caricaturista do Samba".

Café Soçaite (samba, 1955) - Miguel Gustavo - Intérprete: Jorge Veiga

Gravação original: Disco 78 rpm / Título da música: Café soçaite / Gustavo, Miguel (Compositor) / Veiga, Jorge (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1954-1955 / Nº Álbum 5408 / Gênero musical: Samba


G             E7               A7                
Doutor em anedota e em champanhota,
              D7           G
estou acontecendo no café soçaite.

Só digo "a chanté", 
     F#         Bm 
muito merci all right,
                   A              D7  
troquei a luz do dia pela luz da light.
               E7  
Agora estou somente 
                     Am
com outra dama de preto,
              D7                    G
nos dez mais elegantes eu estou também.
                      F#             Bm   
Adoro River Side, só pesco em Cabo Frio,
          A                  D7
decididamente eu sou gente bem.
                   Am      D7    G  
Enquanto a plebe rude na cidade dorme
                 B7
eu janto com Jacintho 
                  Em
que é também de Thormes.
             C    C#            G 
Teresa e Dolores falam bem de mim,
Em            F#                   B7
já fui até citado na coluna do Ibrahin.
                 Am        D7     G   
E quando me perguntam como é que pode,
                B7               Em 
papai de black tie dançando com Didu,
              C 
eu peço mais uísque, 
     C#         G
embora esteja pronto.
 Em         Am    B7          Em 
Como é que pode, depois eu conto.


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

sábado, 8 de abril de 2006

Jorge Veiga


Jorge Veiga (Jorge de Oliveira Veiga), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 6/12/1910 e faleceu em 29/5/1979. Nascido no subúrbio do Engenho de Dentro, trabalhou desde menino como engraxate, vendedor de bananas e em biscates. Costumava cantarolar enquanto trabalhava, e sua oportunidade surgiu quando executava serviços de pintor de paredes num armazém cujo proprietário tinha contatos na Rádio Educadora do Brasil.


Levado ao Programa Metrópolis, estreou em 1934, cantando no estilo de Sílvio Caldas, um dos intérpretes de maior prestígio na época. Por influência de Heitor Catumbi e, depois, Rogério Guimarães, resolveu mudar de estilo.

Integrante do elenco da Rádio Tupi a partir de 1942, o cantor firmou-se sobretudo como intérprete de sambas malandros e anedóticos e ainda de sambas de breque, característica marcante de seu repertório, merecendo de Paulo Gracindo, em cujo programa atuava, o nome de Caricaturista do Samba. Estreou no disco com a gravação do samba Iracema (Raul Marques e Otolino Lopes), grande sucesso do Carnaval de 1944.

Nos anos seguintes alcançou novos êxitos, interpretando Rosalina e Cabo Laurindo (ambas de Haroldo Lobo e Wilson Batista) e Na minha casa mando eu (Ciro de Sousa), em 1945; Vou sambar em Madureira (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e Pode ser que não seja (Antônio Almeida e João de Barro), em 1946.

No Carnaval de 1947, sua interpretação da marcha Eu quero é rosetá (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), alcançou enorme sucesso. Na Rádio Tupi, e a partir de 1951 na Rádio Nacional, ficou famoso pela fórmula, criada por Floriano Faissal, com a qual iniciava seus programas: "Alô, alô senhores aviadores que cruzam os céus do Brasil, aqui fala Jorge Veiga, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Estações do interior, queiram dar os seus prefixos para guia de nossas aeronaves".

Como compositor, em 1955 lançou, em parceria com José Francisco (Zé Violão), o samba Aviadores do Brasil, entre outros. Durante a década de 1950, obteve seus maiores sucessos com as gravações dos sambas Estatutos de gafieira (Billy Blanco), lançado em 1954, e Café Soçaite (Miguel Gustavo), em 1955.

No ano seguinte lançou o LP Boate Tralalá, cuja música-título é de Miguel Gustavo. Bigorrilho (Paquito, Sebastião Gomes e Romeu Gentil) foi grande êxito no Carnaval de 1964. Em 1971 gravou, com Ciro Monteiro, o LP De leve, pela RCA Victor, em que cantaram seus respectivos repertórios, em dupla ou sozinhos. Em 1975 gravou na Copacabana o LP O melhor de Jorge Veiga.

Músicas cifradas e letras



























Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.