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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
A cocaína
A cocaína (canção-tango, 1923) - J. B. da Silva "Sinhô" - Interpr.: Anabel Albernaz -
Só o vício me traz
Cabisbaixa me faz
Reduz-me a pequenina
Quando não tenho à mão
A forte cocaína.
Quando junto de mim
Ingerida em porção
Sinto só sensação
Alivia-me as dores
Neste meu coração.
Ai, ai és a gota orvalina
Só tu és minha vida
Só tu ó cocaína.
Ai, ai mas que amor purpurina
É o vício arrogante
De tomar cocaína.
Sinto tal comoção
Que não sei explicar
A minha sensação
Louca chego a ficar
Quando a sinto faltar.
Esse sal ruidoso
Que a mim só traz gozo
Somente de olhar
E para esquecer
Eu começo a beber.
Quando estou cabisbaixa
Chorando sentida
Meio entrestecida
É que o vício da vida
Torna a alma perdida.
Louca hás de voltar
Vendo-me estrangular
Para o vício afogar
Neste toque fugaz
Que me há de findar.
Só o vício me traz
Cabisbaixa me faz
Reduz-me a pequenina
Quando não tenho à mão
A forte cocaína.
Quando junto de mim
Ingerida em porção
Sinto só sensação
Alivia-me as dores
Neste meu coração.
Ai, ai és a gota orvalina
Só tu és minha vida
Só tu ó cocaína.
Ai, ai mas que amor purpurina
É o vício arrogante
De tomar cocaína.
Sinto tal comoção
Que não sei explicar
A minha sensação
Louca chego a ficar
Quando a sinto faltar.
Esse sal ruidoso
Que a mim só traz gozo
Somente de olhar
E para esquecer
Eu começo a beber.
Quando estou cabisbaixa
Chorando sentida
Meio entrestecida
É que o vício da vida
Torna a alma perdida.
Louca hás de voltar
Vendo-me estrangular
Para o vício afogar
Neste toque fugaz
Que me há de findar.
Coca
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| Francisco. Mignone |
Quando Sinhô compôs a canção-tango A cocaína em 1923 (Só o vício me traz / cabisbaixa me faz / reduz-me a pequenina / quando não tenho à mão / a forte cocaína / quando junto de mim / ingerida em porção / sinto só sensação / alivia-me as dores / neste meu coração), e Francisco Mignone a sua valsa Coca em 1930, não estavam exaltando nada proibido, na época e aqui no Brasil.
A droga era vendida em farmácias, como elixir para "os males do espírito", como nos reclames da época. Felizmente foi descoberto o grande estrago que a cocaína causa, que antes era encarada como um "divertido elixir" .
Disco 78 rpm / Título da música: Coca / Francisco Mignone, 1897-1986 (Compositor) / Orquestra Paulistana (Intérprete) / Gravadora: Parlophon / Nº do Álbum: 13209 / Nº da Matriz: 3833 / Lançamento: Setembro/1930 / Gênero musical: Valsa / Coleções: Nirez, Humberto Franceschi
A cocaína (canção-tango, 1923) - Sinhô
Só o vício me traz / Cabisbaixa me faz
Reduz-me a pequenina / Quando não tenho à mão
A forte cocaína.
Quando junto de mim / Ingerida em porção
Sinto só sensação / Alivia-me as dores
Neste meu coração.
Ai, ai és a gota orvalina / Só tu és minha vida
Só tu ó cocaína. / Ai, ai mas que amor purpurina
É o vício arrogante / De tomar cocaína.
Sinto tal comoção / Que não sei explicar
A minha sensação / Louca chego a ficar
Quando a sinto faltar.
Esse sal ruidoso / Que a mim só traz gozo
Somente de olhar / E para esquecer
Eu começo a beber.
Quando estou cabisbaixa / Chorando sentida
Meio entristecida / É que o vício da vida
Torna a alma perdida.
Louca hás de voltar / Vendo-me estrangular
Para o vício afogar / Neste toque fugaz
Que me há de findar.
Cena do Espetáculo: "Teatro Musical Brasileiro 1915-1945 de Luiz Antonio Martinez Corrêa Participação de Anabel Albernaz e Andréa Dantas Teatro João Caetano RJ - 1994
Fontes: Sinhô, o rei do Samba; Letras que falam de drogas - Samba & Choro.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Dor de cabeça
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| Sinhô |
Dor de cabeça (maxixe/carnaval, 1925) - Sinhô - Interpretação: Fernando
Disco selo: Odeon R / Título da música: Dor de cabeça / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 122760 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Maxixe / Coleções: IMS, Nirez
Disco selo: Odeon R / Título da música: Dor de cabeça / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 122760 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Maxixe / Coleções: IMS, Nirez
Nunca mais um carinho meu
Tu terás
Nunca mais ó nega
Nunca mais
Tu não procures saber
A causa ou a razão
De eu deixar em paz
O teu coração
Meu carinho te dei, ó flor
E não quiseste
De meu coração zombaste
E não padece
Eu não confesso não
Isso dê no que der
Quem diz sempre o que quer
Ouve o que não quer
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Caneca de couro
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| Sinhô |
Caneca de couro (maxixe/carnaval, 1925) - Sinhô - Intéprete: Fernando
Disco selo: Odeon R / Título da músicas: Caneca de Couro / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Nº do Álbum: 122783 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Maxixe / Coleções: IMS, Nirez
Disco selo: Odeon R / Título da músicas: Caneca de Couro / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Nº do Álbum: 122783 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Maxixe / Coleções: IMS, Nirez
É moda agora
Quando ferram o namoro
Beberem água
Na tal caneca de couro (x2)
História antiga
Que está em moda
É raro aquele
Que não dá uma mão na roda (x2)
Quem prova e gosta
Fica louco e vira lobo
Fica maluco
E faz papel até de bobo (x2)
História antiga
Que está em moda
É raro aquele
Que não dá uma mão na roda (x2)
Vida apertada
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| José Barbosa da Silva - Sinhô - (1888-1930) |
Vida apertada (marcha-batuque, 1923) - Sinhô - Intérprete: Bahiano
Disco selo: Odeon R / Título da música: Vida apertada / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Coro e Grupo Cadêmico (Acomp.) / Nº do Álbum: 122435 / Lançamento: 1923 / Gênero musical: Marcha Batuque / Obs.: Ainda sem a mídia
Sei que estou preso, preso
Não posso fugir
Vida apertada eu passo
E não posso mentir
Oh... Vem, oh vem
Oh... Vem, meu coração
Apagai o fogo desta
Rude voraz paixão
Não sei qual a razão
De eu viver assim
Neste martírio atroz
Que já não tem mais fim
Macumba Gegê
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| Sinhô |
Macumba Gegê (samba/carnaval, 1923) - Sinhô
Interpretação do cantor Bahiano em disco Odeon lançado em 1923:
Disco selo: Odeon R / Título da música: Macumba Gegê / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Grupo Escola (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 122424 / Lançamento: 1923 / Gênero musical: Samba / Coleção: Nirez
Interpretação do grupo Lira Carioca em 2000:
CD É Sim, Sinhô / Título da música: Macumba Gegê / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Lira Carioca (Intérprete) / Referência / Tributo: J. B. da Silva "Sinhô" / Gravadora: Independente / Álbum: CS444 / Ano: 2000 / Artistas relacionados: Clara Sandroni / Marcos Sacramento
Tás falando de mim
Eu não ligo não
É a mágoa que tens
No teu coração (x2)
Ê Gegê
Meu encanto
Eu tinha medo
Se não tivesse bom santo (x2)
A inveja é um fato
Que nunca tem fim
Podes vir de feitiço
Pra cima de mim (x2)
Ê Gegê
Meu encanto
Eu tinha medo
Se não tivesse bom santo (x2)
Cabeça inchada
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| Sinhô |
Cabeça inchada (marcha, 1923) - Sinhô - Interpretação: Bahiano
Disco selo: Odeon R / Título da música: Cabeça inchada / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Nº do Álbum: 122423 / Lançamento: 1923 / Gênero musical: Marcha
Disco selo: Odeon R / Título da música: Cabeça inchada / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Nº do Álbum: 122423 / Lançamento: 1923 / Gênero musical: Marcha
Muito te enganas
Dê no que der
Eu sou de quem eu quero
E não de quem me quer
É esta dor
Que se parece
Com a dor que a própria dor
Desconhece
A flor mais bela
É o malmequer
Eu sou de quem eu quero
E não de quem me quer
Sete Coroas
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| Sinhô |
Sete Coroas (samba, 1922) - Sinhô - Intérprete: Lira Carioca
CD É Sim, Sinhô - Vol. II / Título da música: Sete Coroas / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Lira Carioca (Intérprete) / Referência / Tributo: J. B. da Silva "Sinhô" / Gravadora: Independente / Álbum: FS445 / Ano: 2000 / Faixa: 15 / Artistas relacionados: Clara Sandroni / Marcos Sacramento
De noite escura
Iaiá acende a vela
Sete Coroas
Bam-bam-bam da Favela (x2)
O homenzinho
É perigoso
Sete Coroas
Nasceu no Barroso (x2)
De noite escura
Iaiá acende a vela
Sete Coroas
Bam-bam-bam da Favela (x2)
Não se incomode
Seu inspetor
Que eu sozinho
Prendo o malfeitor (x2)
O homenzinho
É perigoso
Sete Coroas
Nasceu no Barroso (x2)
De noite escura
Iaiá acende a vela
Sete Coroas
Bam-bam-bam da Favela (x2)
Fala baixo
A rivalidade entre Sinhô e Caninha, durante as festas da Penha, ganhou popularidade em 1921, quando o dono de laboratório farmacêutico, Dr. Eduardo França, fabricante do produto "Lugolina", instituiu um concurso de músicas para carnaval de 1922.
Já essa época, tanto Caninha quanto Sinhô haviam adotado expediente de "trabalhar" suas músicas (como hoje se diz) através de grupos de músicos, que só tocavam as suas produções. Nesse ano de 1921, José Barbosa da Silva apareceu na Penha liderando um conjunto intitulado "Fala Baixo", nome da marcha em que satirizava o meio terrorismo do governo Artur Bernardes, transcorrido quase todo em regime de estado de sítio. Caninha, que só dispunha de cavaquinhos e violões para acompanhá-lo, com evidente desvantagem face ao conjunto de trombone, pistom, contrabaixo, flauta, violões cavaquinhos patrocinado por Sinhô, rasgou algumas folhas de jornais, fez um chapéu de papel para cada um de seus músicos, apresentou-se com sua marcha ragtime "Me sinto mal", que começava:
"Ai, ai
Me sinto mal
Depois do carnaval.
Quando chega o carnaval
Ninguém lembra da carestia
Vamos todos para Avenida
caímos na Folia.
"Tem gente que cai na farra
Na véspera do carnaval
Na quarta-feira de cinza
Sempre diz: me sinto mal"
O júri do concurso, movido talvez pela sugestão da letra da marcha de Caninha — posto que o patrocinador do concurso era fabricante de remédios — daria vitória a José Luiz de Moraes, para profundo despeito do outro José, o José Barbosa da Silva. Segundo o testemunho de contemporâneos, Caninha ganhou como prêmio uma taça de prata, enquanto Sinhô recebeu uma cesta de flores, a título evidente de consolação. Na hora da entrega dos prêmios Sinhô não se deu por achado, mas quando chegou à estação para tomar o trem de volta à cidade, amassou furiosamente a cesta de flores com os pés, chutando-a para longe. E o mais curioso foi que, quando chegou o carnaval de 1922 o derrotado Sinhô acabaria abafando Caninha não apenas com o sucesso da marcha "Fala Baixo", também conhecida por "Não é Assim", mas com a vitória de mais três outras músicas: "Sete Coroas", "Pé de Pilão" e a famosa marcha "Sai da Raia".
Da polêmica com Caninha, na festa da Penha de outubro de 1921, restaria para Sinhô a ameaça de represália policial pela ironia do "Fala Baixo" (o compositor teve que refugiar-se uns tempos na casa de sua mãe, no Engenho de Dentro), e o crescimento da sua popularidade desde logo expressa na quadrinha do cronista Carlos Bittencourt, o "Assombro", publicaria em 1922 no jornal O Paiz, ligando definitivamente seu nome ao de seu grande rival:
"São dois cabras perigosos,
Dois diabos internais,
José Barbosa da Silva
José Luís de Moraes
Fala baixo (marcha/carnaval, 1922) - Sinhô - Intérprete: Banda da Fábrica Popular
Disco selo: Popular R / Título da música: Fala baixo / José Barbosa da Silva "Sinhô" / Embaixada Fala Baixo (Intérprete) / Banda da Fábrica Popular (Acomp.) / Nº do Álbum: 1022 / Nº da Matriz: #1022 / Lançamento 1920 / Gênero musical: Marcha carnavalesca / Coleção: Nirez D
Já essa época, tanto Caninha quanto Sinhô haviam adotado expediente de "trabalhar" suas músicas (como hoje se diz) através de grupos de músicos, que só tocavam as suas produções. Nesse ano de 1921, José Barbosa da Silva apareceu na Penha liderando um conjunto intitulado "Fala Baixo", nome da marcha em que satirizava o meio terrorismo do governo Artur Bernardes, transcorrido quase todo em regime de estado de sítio. Caninha, que só dispunha de cavaquinhos e violões para acompanhá-lo, com evidente desvantagem face ao conjunto de trombone, pistom, contrabaixo, flauta, violões cavaquinhos patrocinado por Sinhô, rasgou algumas folhas de jornais, fez um chapéu de papel para cada um de seus músicos, apresentou-se com sua marcha ragtime "Me sinto mal", que começava:
"Ai, ai
Me sinto mal
Depois do carnaval.
Quando chega o carnaval
Ninguém lembra da carestia
Vamos todos para Avenida
caímos na Folia.
"Tem gente que cai na farra
Na véspera do carnaval
Na quarta-feira de cinza
Sempre diz: me sinto mal"
O júri do concurso, movido talvez pela sugestão da letra da marcha de Caninha — posto que o patrocinador do concurso era fabricante de remédios — daria vitória a José Luiz de Moraes, para profundo despeito do outro José, o José Barbosa da Silva. Segundo o testemunho de contemporâneos, Caninha ganhou como prêmio uma taça de prata, enquanto Sinhô recebeu uma cesta de flores, a título evidente de consolação. Na hora da entrega dos prêmios Sinhô não se deu por achado, mas quando chegou à estação para tomar o trem de volta à cidade, amassou furiosamente a cesta de flores com os pés, chutando-a para longe. E o mais curioso foi que, quando chegou o carnaval de 1922 o derrotado Sinhô acabaria abafando Caninha não apenas com o sucesso da marcha "Fala Baixo", também conhecida por "Não é Assim", mas com a vitória de mais três outras músicas: "Sete Coroas", "Pé de Pilão" e a famosa marcha "Sai da Raia".
Da polêmica com Caninha, na festa da Penha de outubro de 1921, restaria para Sinhô a ameaça de represália policial pela ironia do "Fala Baixo" (o compositor teve que refugiar-se uns tempos na casa de sua mãe, no Engenho de Dentro), e o crescimento da sua popularidade desde logo expressa na quadrinha do cronista Carlos Bittencourt, o "Assombro", publicaria em 1922 no jornal O Paiz, ligando definitivamente seu nome ao de seu grande rival:
"São dois cabras perigosos,
Dois diabos internais,
José Barbosa da Silva
José Luís de Moraes
Fala baixo (marcha/carnaval, 1922) - Sinhô - Intérprete: Banda da Fábrica Popular
Disco selo: Popular R / Título da música: Fala baixo / José Barbosa da Silva "Sinhô" / Embaixada Fala Baixo (Intérprete) / Banda da Fábrica Popular (Acomp.) / Nº do Álbum: 1022 / Nº da Matriz: #1022 / Lançamento 1920 / Gênero musical: Marcha carnavalesca / Coleção: Nirez D
Quero te ouvir cantar
Vem cá, rolinha, vem cá
Vem para nos salvar
Vem cá, rolinha, vem cá (x2)
Não é assim
Não é assim
Não é assim
Que se maltrata uma mulher (x2)
És a minha paixão
Vem cá, rolinha, vem cá
És o meu coração
Vem cá, rolinha, vem cá (x2)
Fonte: Compositores/cantores — Correio da Manhã, de 23/10/1966.
Sai da raia
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| Sinhô |
Disco selo: Odeon R / Título da música: Sae da Raia / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Coro (Acomp.) / Piano (Acomp.) / Nº do Álbum: 122492 / Lançamento 1923 / Gênero musical: Marcha / Coleção: IMS
Sou feliz e bem feliz
Por não pensar em te querer
Nesta vida agoniada
Não posso mais viver
Meu bem não chora
Arruma a trouxa
Diga adeus e vá-se embora (x2)
Diga adeus e vá-se embora
Nunca mais pense em voltar
Pois estou cansado
E já não posso te aturar
Meu bem não chora
Arruma a trouxa
Diga adeus e vá-se embora (x2)
Vou me benzer
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| Sinhô |
Vou me benzer (samba, 1920) - Sinhô - Intérprete: Lira Carioca
CD É Sim, Sinhô - Vol. II / Título da música: Vou me benzer / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Lira Carioca (Intérprete) / Referência / Tributo: J. B. da Silva "Sinhô" / Gravadora: Independente / Álbum: FS445 / Ano: 2000 / Faixa: 6 / Artistas relacionados: Clara Sandroni / Marcos Sacramento
Há criaturas que vivem
Porém com tal influência
Que parece ser por elas
Que a gente tem existência.
Vou me benzer
Para me livrar
Desses maus olhos
Que querem me botar.
Entreguei o meu destino
À divina providência
Ela faça o que quiser
Da minha pobre existência
Vou me benzer
Para me livrar
Desses maus olhos
Que querem me botar.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Confessa meu bem
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| José Barbosa da Silva - Sinhô (1888 - 1930) |
Confessa meu bem (samba/carnaval, 1919) - Sinhô - Intérprete: Eduardo das Neves
Disco selo: Odeon R / Título da música: Confessa Meu Bem / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Eduardo das Neves, 1874-1919 (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 121528 / Lançamento: 1919 / Gênero musical: Samba Carnavalesco / Coleção de fontes: IMS
Disco selo: Odeon R / Título da música: Confessa Meu Bem / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Eduardo das Neves, 1874-1919 (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 121528 / Lançamento: 1919 / Gênero musical: Samba Carnavalesco / Coleção de fontes: IMS
Confessa, confessa meu bem
Confessa, confessa meu bem
Fala, fala, fala meu bem
Que eu não digo nada a ninguém
Fala, fala, fala meu bem
Que eu não digo nada a ninguém
Língua malvada e ferina
Falar de nós é tua sina
Vou-me embora, vou-me embora
Desse meio de tolice
Estou cansado de viver
De tanto disse-me disse
Oh! Que gente danada
Não confesso nada
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Papagaio no poleiro
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| Sinhô |
Papagaio no poleiro (samba / carnaval, 1926) - J. B. da Silva (Sinhô) - Intérprete: Artur Castro Budd
Disco selo: Odeon R / Título da música: Papagaio no Poleiro / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Arthur Castro (Intérprete) / American Jazz Band Sílvio de Souza (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 123032 / Lançamento: 1926 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez
Ai amor! / Ai amor!
Os teus carinhos
Tem meiguice de uma flor
O amor é muito bom
Enquanto a gente tem dinheiro
Se findar esta moeda
Tem papagaio no poleiro
No barraco da saudade
Fui morar com meu benzinho
A moeda se acabou
Eu fiquei falando sozinho
Disco selo: Odeon R / Título da música: Papagaio no Poleiro / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Arthur Castro (Intérprete) / American Jazz Band Sílvio de Souza (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 123032 / Lançamento: 1926 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez
Ai amor! / Ai amor!
Os teus carinhos
Tem meiguice de uma flor
O amor é muito bom
Enquanto a gente tem dinheiro
Se findar esta moeda
Tem papagaio no poleiro
No barraco da saudade
Fui morar com meu benzinho
A moeda se acabou
Eu fiquei falando sozinho
Amor sem dinheiro
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| Partitura Amor Sem Dinheiro com capa ilustrada pelo desenhista Kalixto. |
Amor Sem Dinheiro (maxixe, 1926) - J. B. da Silva (Sinhô) - Intérprete: Fernando
Disco selo: Odeon R / Título da música: Amor sem dinheiro / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Coro do Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Nº do Álbum: 122922 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Maxixe / Coleções: IMS, Nirez
Amor, Amor
Amor sem dinheiro
Meu bem
Não tem valor
Amor sem dinheiro
É fogo de palha
É casa sem dono
Que mora a canalha
Amor sem dinheiro
É fole sem vento
É fruta passada
Chorar sem lamento
Amor sem dinheiro
É flor que murchou
São quadras sem rimas
Me leva que eu vou
domingo, 26 de março de 2006
Tesourinha
Tesourinha - (samba, 1928) - Sinhô - Intérprete: Francisco Alves - Álbum: Alivia Estes Olhos, Vol. 2 (1999) - Gênero: Samba
Ai, ai, ai / Seja este ou aquele
Ó minha tesourinha / Corta já a língua dele
Há muito vens batalhando / Pra ver aborrecido
Mas desiste desta farsa / Pois que é tempo perdido
Não faças como o garoto / Que a mando do vizinho
Apedrejou-me a gaiola / E matou meu passarinho
Sou da fandanga
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| Sinhô |
Sou da fandanga de malafuá
E é por isso mesmo
Que eu não quero me casá
E não se zangue, ó minha flor!
Eu tenho medo, meu amor!
De conhecer a dor
Não tenho jeito pra namorar
Pois na fandanga me deleito
Sem saber amar
Se meu amor me vê
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| Sinhô |
Se meu amor / Me vê brincando assim
Não sei, não sei / O que será de mim
Dela eu não tenho medo / Porém não devo abusar
Vou pra casa hoje cedo / Pra pequena não zangar
Se a encontrasse / Na rua a farrear
Garanto que / O meu braço ia trabalhar
Dele eu não tenho medo / Porém não devo abusar
Vou pra casa hoje cedo / Pro pequeno não zangar
Sabiá
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| Sinhô |
Sabiá (canção, 1928) - Sinhô - Intérprete: Mário Reis
Disco 78 rpm / Título da música: Sabiá / José Barbosa da Silva "Sinhô" (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Dois violões (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum 10257-a / Nº da Matriz: 1935 / Lançamento: Outubro/1928 / Gênero musical: Canção / Coleções: IMS, Nirez
Sabiá, sabiá cantou na mata
e anunciou chiu, chiu
No melhor de minha vida
meu amor fugiu
Procurei me aproximar
do sabiá encantador
Sentindo o meu pisar
fez tal qual o meu amor
Quem roubou o meu sossego
a Deus eu fiz entregar
Ainda hei de ver um dia
alguém por mim se vingar
Papagaio, maitaca
piriquito, sabiá
quando cantam faz saudade
dos carinhos de Iaiá
(¹) Fonte: Samuel Machado - Youtube
Que vale a nota sem o carinho da mulher?
Que vale a nota sem o carinho da mulher? (samba, 1928) - Sinhô - Disco 78 rpm - Mário Reis (Intérprete) - Imprenta [S.l.]: Odeon, 1960 - Nº Álbum 14662 - Gênero musical: Samba
Amor! Amor!
Não é para quem quer
De que vale a nota, meu bem
Sem o puro carinho da mulher?
(Quando ela quer)
Por isso mesmo
Que às vezes numa orgia
Um terno riso eu peço emprestado
E faço o palhaço na vida, meu bem
Com o meu coração magoado
E quantas vezes
Eu imploro um só beijinho
De um coração que seja companheiro
Para ter a certeza que o carinho, meu bem
É bem puro e bem verdadeiro
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