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sábado, 15 de outubro de 2022

Casamento é loteria

Nelson Gonçalves

Casamento é loteria (marcha, 1956) - Armando Cavalcanti e Klécius Caldas - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Casamento é loteria / Armando Cavalcanti (Compositor) / Klécius Caldas (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora: RCA Victor / Número do Álbum: 801714 / Data de Gravação: 21/09/1956 / Data de Lançamento: Janeiro/1957 / Lado A / Gênero musical: Marcha.



Casamento é loteria
Pra quê, pra quê que eu vou casar?
Solteiro e sem dinheiro
Farreei o ano inteiro
Casado só tem conta pra pagar!

Casamento é loteria
Pra quê, pra quê que eu vou casar
Solteiro e sem dinheiro
Farreei o ano inteiro
Casado só tem conta pra pagar!

O meu pai sempre dizia
Pra filharada estudar
Casamento é loteria
Pra quê, pra quê que eu vou casar? (refrão)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O primeiro clarim


O Primeiro Clarim (marcha–rancho, 1970), Klécius Caldas e Rutinaldo - Intérprete: Dircinha Batista

LP Carnaval 1970 / Título da música: O Primeiro Clarim / Autoria: Caldas, Klécius, 1919-2002 (Compositor) / Rutinaldo (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: CBS, 1969 / Álbum: Carnaval 1970 / Nº Álbum 04150 / Lançamento 1970 / Lado 2 / Gênero musical: Marcha rancho.


-hoje... eu não quero sofrer.
-hoje eu não quero choraar.
-deixei... a tristeza lá fora..
-mandei..a saudade esperar.
-(a a á ár)
-hoje eu não quero sofrer.
-quem quiser,que sofra em meu lugar.

-quero me afogar em serpentiinas...
quando ouvir..o 1°clarím tocar..
-quero ver milhões de colombinas..
à cantar..trá-lá-lá Lá-lá-lá

-quero me perder de mão-em-mão
-quero ser ninguém na multidão.
(refrão)

-hoje... eu não quero sofrer.
-hoje eu não quero choraar.
-deixei... a tristeza lá fora...
-mandei..a saudade esperar.
-(a a á ár)
-hoje eu não quero sofrer.
-quem quiser,que sofra em meu lugar.

-quero me afogar em serpentiinas...
quando ouvir..o 1°clarím tocar..
-quero ver milhões de colombinas..
à cantar..trá-lá-lá Lá-lá-lá

-quero me perder de mão-em-mão
-quero ser ninguém na multidão.
(banda)

-hoje..eu não quero sofrer.
-hoje eu não quero chorar.
-deixei... a tristeza lá fora..
-mandei..a saudade esperar.
-(a a á ár)
-hoje eu não quero sofrer.
-quem quiser,que sofra em meu lugar.

-quero me afogar em serpentiinas...
quando ouvir..o 1°clarím tocar..
-quero ver milhões de colombínas..
à cantar..trá-lá-lá Lá-lá-lá

-quero me perder de mão-em-mão
-quero ser ninguém na multidão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A lua é dos namorados

Ângela Maria
A lua é dos namorados (marcha/carnaval, 1961) - Klecius Caldas, Brasinha e Armando Cavalcanti - Intérprete: Ângela Maria

Disco 78 rpm / Título da música: A lua é dos namorados / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Brasinha (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Orquestra Carnavalesca (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1960 / Nº Álbum 17848 / Gênero musical: Marcha.


Tom: F

Dm    Gm            Dm
Todos eles estão errados
      A         Dm
A lua é dos namorados 

D
Lua ó lua
             B7        Em B7
Querem te passar pra trás
Em
Lua ó lua
A7                  D
Querem te roubar a paz
Am          D      G
Lua que no céu flutua
Gm              D
Lua que nos dá luar
D7    C7 B7
Lua ó lua
     E        A        D
Não deixa ninguém te pisar

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sua Majestade o Neném

Trio Nagô
Sua Majestade o neném (balada, 1960) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Trio Nagô

Disco 78 rpm / Título da música: Sua majestade o neném / Caldas, Klecius (Compositor) / Cavalcanti, Armando (Compositor) / Trio Nagô (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1960 / Nº Álbum 80-2166 / Gênero musical: Balada.



Silêncio, ele está dormindo
Vejam como é lindo
Sua Majestade, o neném
A casa já tem novo dono
Novo rei, no trono
Sua Majestade, o neném.

Parece com o papai
Com a mamãe também
Parece com a vovó ? Não !
Não parece com ninguém !
Ele, é ele só
Sua Majestade, o neném.

Parece com o papai
Com a mamãe também
Parece com a vovó ? Não !
Não parece com ninguém !
Ele, é ele só
Sua Majestade, o neném....

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Máscara da face

Máscara da face (samba/carnaval, 1953) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Dircinha Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Máscara da face / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Batista, Dircinha, 1922-1999 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13366 / Gênero musical: Samba.



Deixou, deixou, deixou
Deixou cair a máscara da face
Mostrou, mostrou, mostrou
Mostrou por fim
Que nunca teve classe

No começo, dei-lhe a mão
Depois, depois o coração
Para ela eu fui um pai
Um amigo e um irmão
Dei-lhe tudo que podia
Sem pensar no desenlace
Afinal, não merecia
Tirou a máscara da face

No começo, dei-lhe a mão
Depois, depois o coração
Para ela eu fui um pai
Um amigo e um irmão
Dei-lhe tudo que podia
Sem pensar no desenlace
Afinal, não merecia
Tirou a máscara da face....

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Poeira do chão

Dalva de Oliveira
Poeira do chão (samba-canção, 1952) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Interpretação: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Poeira do chão / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1951 / Nº Álbum 13233 / Gênero musical: Samba canção.



O que te dei em carinho
Tu devolveste em traição
O que era um claro caminho
Tornaste desolação
Hoje, tu voltas chorando
Para implorar meu perdão

O meu perdão nada custa
Falando a palavra justa
Há muito eu te perdoei
E por amar de verdade
Vendo tanta falsidade
No fundo eu te lastimei
Se é baixo e vil o interesse
O amor bem cedo fenece
É flor que morre em botão

Não
Não pode alcançar os astros
Quem leva a vida de rastros
Quem é poeira do chão...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Velhas cartas de amor

Velhas cartas de amor (samba-canção, 1949) - Klécius Caldas e Francisco Alves - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título: Velhas cartas de amor / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Eduardo Patané e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 30/05/1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 12935 / Nº da Matriz: 8510 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Velhas cartas de amor
Uma história infeliz
Dois que se amaram demais
E o destino não quis.

Velhas cartas de amor
Todas são sempre iguais
Desde as primeiras palavras
Às palavras finais.

Sei que a verdade é cruel
Mas quem ama não crê

Noites e noites em claro
Esperei por você.


Velhas cartas de amor
Já não tenho ilusão
Hoje o que existe é saudade
No meu coração.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Palavras amigas

Francisco Alves
Palavras amigas (samba, 1949) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Palavras amigas / Armando Cavalcanti, 1914-1964 (Compositor) / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Eduardo Patané e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 30/05/1949 / Lançamento: 09/1949 / Nº do Álbum: 12942 / Nº da Matriz: 8513 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi, Elizabeth Lorenzotti, IMS D


Se um dia não mais me quiseres
Nunca me digas
Só quero escutar de teus lábios
Palavras amigas

Quero guardar na memória
Todas as frases de amor
Que chegue ao fim nossa história
Sem o menor dissabor.

Se, ao despertar, procurando
O seu contato macio
As minhas mãos só encontrem
Um travesseiro vazio

Tudo foi tão diferente
Que o nosso amor não merece
Ir, pouco a pouco, morrendo
Até perder o interesse.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Cigarro de paia

Luiz Gonzaga
Cigarro de Paia (baião, 1952) - Klécius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Cigarro de Paia / Klécius Caldas (Compositor) / Armando Cavalcanti (Compositor) /Luiz Gonzaga (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1952 / Nº Álbum: 800874 / Lado A / Gênero musical: Baião.


Tom: C  

C
Meu cigarro de paia
             Am
Meu cavalo ligêro
        F  (bis)
Minha rede de maia
G  C
Meu cachorro trigueiro

C
Quando a manhã vai clareando
  Dm
Deixo a rede a balançar
        F
No meu cavalo vou montando
      C
Deixo o cão a vigiar
G   C
Cendo o cigarro vez em quando
     C7   F
Pra esquecer de me alembrar

                        C     G
Que só me falta uma bonita morena
  C C7
Pra mais nada me faltar
F      C  G
Que só me falta uma bonita morena
       C
Pra mais nada me faltar

sexta-feira, 23 de junho de 2006

A lua é camarada


A lua é camarada (marcha / carnaval, 1963) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Interpretação de Ângela Maria

LP Carnaval RCA 63 / Título da música: A lua é camarada / Armando Cavalcanti (Compositor) / Klecius Caldas (Compositor) / Ângela Maria (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1963 / Álbum: BBL 1218 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Marcha.


(Em)         Gb7    B7
A noite é linda
           Em
Nos braços teus
        B7
É cedo ainda
           Em
Pra dizer adeus

E
Vem,
                 Ab7
Não deixes pra depois, depois
 Dbm
Vem,
                     Ab7
Que a noite é de nós dois, nós dois
A    Bb°
Vem,
                 E        Db7
Que a lua é camarada
                     Gbm     B7
Em teus braços quero ver
        ( E )
O sol nascer.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Neste mesmo lugar

Dorinha Freitas
"Neste Mesmo Lugar" é um samba-canção feito sob medida para quem curte uma "dor-de-cotovelo". Sofrida, mas sem exageros melodramáticos, a composição descreve uma cena que acontece num determinado bar, onde o (a) protagonista havia iniciado um romance, e ao qual retorna, desiludido (a), para relembrar o caso desfeito.

Neste mesmo lugar (samba-canção, 1956) - Armando Cavalcanti e Klecius Caldas - Interpretação: Dorinha Freitas

Disco 76 rpm / Título da música: Neste mesmo lugar / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Freitas, Dorinha (Intérprete) / Guerra Peixe (Acompanhante) / Orquestra RGE (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RGE, Indefinida / Nº Álbum 10156 / Gênero musical: Samba canção.

G 
 
  D4/7/9  Aº  E9            Am 
Aqui,        neste mesmo lugar, 
       G9      C9         G9 
Neste mesmo lugar de nós dois, 
   C#m7            F#7/4  F#7 
Jamais poderia pensar 
           Bm7     D       Dm/F  E7 
Que eu voltasse sozinho depois. 
   Am    Am/G                B7    B7/F# 
O mesmo garçom se a-(fá#)proxima, 
   Em9      A7/9   Em9 
Parece que nada mudou, 
   A7/9         Em9       A7/9 
Mas qualquer coisa não rima 
       D4/7/9  D7           D7/4   D7 
Com o tempo    feliz que passou. 
 Am7          D7/9- 
E numa ironia cruel 
    G9      C9       G9 
Alguém começou a cantar 
    C#m7             F#7 
O samba-canção de Noel, 
     Bm7                Dm7 
Que viu nosso amor começar. 
    C7M    F#º     Aº         F#º  D#º 
Só falta agora  a porta se abrir 
  A#º     C9     Am7       D7/9 
E ela ao lado de outro chegar 
       C9     G7/F         E7 
E por mim passar sem me olhar. 
    C7M    F#º     Aº         F#º  D#º 
Só falta agora  a porta se abrir 
  A#º     C9     Am7       D7/9 
E ela ao lado de outro chegar 
       C9     G9 
E por mim passar. 

Maria Escandalosa

Blecaute
Maria Escandalosa (marcha/carnaval, 1955) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Blecaute

Disco 78 rpm / Título da música: Maria escandalosa / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Blackout (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953-1954 / Nº Álbum 5354 / Gênero musical: Marcha.


Intro: G D7
 
  (D7/4  D7)                                  G
Maria Escandalosa desde criança sempre deu alteração
    (F G)                                             C
Na escola não dava bola só aprendia o que não era da lição
   D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7         (Am D7)                                G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
(D7/4  D7)                                   G
Maria Escandalosa desde criança sempre deu alteração
    (F G)                                              C
Na escola não dava bola só aprendia o que não era da lição
   D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7        (Am D7)                                 G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
Am           D/C  Bm  Bb7           Am              Bbo   G
Hoje ela não sabe nada            de história e de geografia
Am           D/C    Bm   Em   A7       D7
Mas seu corpo de sereia dá aula de anatomia
  G            (D7/4 D7)                                   G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
Intro
(D7/4  D7)                                  G
Maria Escandalosa desde criança sempre deu alteração
    (F G)                                             C
Na escola não dava bola só aprendia o que não era da lição
   D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7         (Am D7)                                 G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
 D/C            Bm   Em      Am         D7       Bm
Depois a Maria cresceu,       juízo que é bom encolheu
      E7         (Am D7)                                 G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
Am           D/C  Bm  Bb7           Am              Bbo   G
Hoje ela não sabe nada            de história e de geografia
Am           D/C    Bm   Em   A7       D7
Mas seu corpo de sereia dá aula de anatomia
  G            (D7/4 D7)                                    G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
 D7/4 D7                                G
Maria é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa
 G            (D7/4 D7)                                    G
E a Maria Escandalosa, é muito prosa, é mentirosa, mas é gostosa

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Piada de salão

Blecaute
Piada de salão (marcha/carnaval, 1954) - Klecius Caldas e Armando Cavalcanti - Intérprete: Blecaute

Disco 78 rpm / Título da música: Piada de salão / Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Blackout (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 25/11/1953 / Nº Álbum 801251 / Gênero musical: Marcha.


D        A7                  D
É ou não é   /   Piada de salão
B7           Em         A7            D
Se acham que não é  /   Então não conto não
G                                  D
Um sujeito que era gago  /   Procurou um botequim
 A7                       D
Chegou perto do gerente  /   Outro gago bem ruim
       D7           G
E disse assim    /   Eu estou tô, tô, tô, tô
D                                A7
Aonde que está, tá, tá   /   Mas o outro gaguejou
                              D
Chi!   Trá, rá, rá, rá, rá, rá, rá

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Maria Candelária

Blecaute
Contrastando com a Maria lavadeira, do samba "Lata d'água", o carnaval de 52 teve também a "Maria Candelária", "alta funcionária" que "a uma vai ao dentista, às duas vai ao café, às três vai à modista e às quatro assina o ponto e dá no pé...".

Criada pela dupla Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, esta marchinha era uma sátira muito bem-humorada às funcionárias "empistoladas", que impunemente abusavam de regalias no serviço público. Com o nome inspirado (segundo Klecius) no ponto de ônibus da Candelária, onde muitas funcionárias esperavam condução todas as tardes, no tempo em que o Rio era capital federal, "Maria Candelária" (gravada por Blecaute) foi a segunda marcha na preferência dos foliões, perdendo somente para "Sassaricando".

Maria Candelária (marcha/carnaval, 1952) - Armando Cavalcanti e Klécius Caldas - Intérprete: Blecaute


D    
Maria Candelária   /   É alta funcionária
                                     A7
Saltou de páraquedas / Caiu na letra "O", oh, oh, oh, oh
Começa ao meio-dia /  Coitada da Maria
                                       D
Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó oh, oh, oh, oh
  G    Gbm                 Em     A7      D  
a uma vai ao dentista / as duas vai ao café 
    G     Gbm                  E7   
Às três vai à modista  / Às quatro assina o ponto e dá no pé
A7                            D
Que grande vigarista  que ela é.

Papai Adão

Blecaute
Papai Adão (marcha/carnaval, 1951) - Armando Cavalcanti e Klecius Caldas

Disco 78 rpm / Título: Papai Adão / Autoria: Cavalcanti, Armando, 1914-1964 (Compositor) / Caldas, Klecius, 1919-2002 (Compositor) / Blecaute (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acompanhante) / Araújo, Severino (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1950 / Nº Álbum 16328 / Lado B / Gênero musical: Marcha


Papai Adão / Papai Adão
Papai Adão já foi o tal

Hoje é Eva / Quem manobra
E a culpada foi a cobra

Uma folha de parreira / Uma Eva sem juízo
Uma cobra traiçoeira / Lá se foi o Paraíso

Hoje é Eva / Quem manobra
E a culpada foi a cobra



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Boiadeiro

Klecius Pennafort Caldas foi um dos militares que aderiram à MPB com grande talento, ao lado de Armando Cavalcanti, seu amigo e parceiro desde 1940. Na época do auge das canções nordestinas, ou seja, a virada dos anos 40 para os 50, emplacaram dois sucessos: "Boiadeiro" - na voz de Luiz Gonzaga, que acabou virando o prefixo do rei do baião - e "Sertão de Jequié", por Dalva de Oliveira.

Boiadeiro (toada, 1951) - Armando Cavalcanti e Klecius Caldas - Intérprete: Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Boiadeiro / Armando Cavalcanti, 1914-1964 (Compositor) / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor/ Gravação: 19/09/1950 / Lançamento: 11/1950 / Nº do álbum: 80-0717 / Nº da matriz: S-092760 / Gênero musical: Toada


D
De manhãzinha quando eu sigo pela estrada
                                     A7
Minha boiada pra invernada eu vou levar
São dez cabeças, é muito pouco, quase nada
                                     D
Mas não tem outras mais bonitas no lugar

D7      G            A7      D
Vai boiadeiro, que o dia já vem
            A7                         D
Leva o teu gado e vai pensando no teu bem
(bis)

D
De tardezinha, quando eu venho pela estrada
                              A7
A fiarada tá todinha a me esperar
São dez filinho, é muito pouco, quase nada
                                      D
Mas não tem outros mais bonitos no lugar

D7         G        A7      D
Vai boiadeiro que o dia já vem
              A7                       D
Leva o teu gado e vai pensando no teu bem

D
E quando eu chego na cancela da morada
                                  A7
Minha Rosinha vem correndo me abraçar
É pequenina, é muidinha, é quase nada
                                    D
Mas não tem outra mais bonita no lugar

D7      G             A7       D
Vai boiadeiro, que a noite já vem
             A7                           D
Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem


Fontes: CliqueMusic - Klécius Caldas; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 7 de maio de 2006

Marcha do gago

Oscarito
Marcha do gago (marcha/carnaval, 1950) - Armando Cavalcanti e Klécius Caldas - Intérprete: Oscarito

Disco 78 rpm / Título da música: Marcha do gago / Armando Cavalcanti, 1914-1964 (Compositor) / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Oscarito (Intérprete) / Sílvio César e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Star / Lançamento: 12/1949 / Nº do álbum: 177 / Nº da matriz: S-177-A / Gênero musical: Marcha


Tá, tá, tá, tá, tá, na hora,
Va, va, va, vale tudo agora,
Sou mo-mole, pra fa-falar,
Mas um Pintacuda pra beijar.

(bis)

Eu fico ga, ga, ga, ga, gago,
Dentro do salão,
E até pa, pa, pa, pa, pago,
Pra não ver canhão,
Mas se, se, se, se, a dona é boa,
A minha língua, se destrava atoa.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Somos dois

Dick Farney
Outro sucesso de Dick Farney, o romântico samba "Somos Dois" é a primeira composição gravada de Klecius Caldas. "Incentivado pelos amigos", recorda Klecius, "tomei a resolução de mostrar a canção a Dick Farney, a quem na época não conhecia. Fui então à casa dele, em Santa Teresa, e cantei-lhe a música numa péssima versão em inglês que havia feito. Na minha distorcida ideia, achava que assim iria fazer sucesso na América... Quando terminei, o Dick perguntou se não tinha letra em português e depois de ouvi-la, marcou imediatamente nossa ida à Continental a fim de acertarmos providências para a gravação".

Expondo de forma original o tema de um casal em lua-de-mel, "Somos Dois" inspirou em 1950 a realização de um filme homônimo, dirigido por Milton Rodrigues, com argumento de seu irmão Nelson Rodrigues. Para esta produção, que teve como protagonista o próprio Dick Farney, Klecius e seus parceiros Armando Cavalcanti e Luís Antônio compuseram a trilha sonora.

Somos Dois (samba-canção, 1948) - Klecius Caldas, Armando Cavalcanti e Luís Antônio - Intérprete: Dick Farney

Disco 78 rpm / Título da música: Somos dois / Armando Cavalcanti, 1914-1964 (Compositor) / Klecius Caldas, 1919-2002 (Compositor) / Luiz Antônio (Compositor) / Dick Farney, 1921-1987 (Intérprete) / José Maria e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 04/06/1948 / Lançamento: 07/1948 / Nº do Álbum: 15927 / Nº da Matriz: 1876-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Somos dois
Começo de vida
Nós dois numa simples história de amor
Enquanto esta estrada estiver florida
Sonhemos, querida

Somos dois
Seguindo na vida
Sentindo em que próximos dias
Diremos talvez
Com os olhos brilhando de felicidade
Fomos dois
Somos três



Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sábado, 8 de abril de 2006

Klécius Caldas

Klécius Pennafort Caldas, compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 6/5/1919. Nascido no bairro de Lins de Vasconcelos, estudou no Colégio Pedro II e na Academia Militar do Realengo, chegando ao posto de coronel do Exército.


Começou a compor em meados da década de 1940, quase por acaso: no mesmo edifício residia seu colega de farda Armando Cavalcanti, que o convidou para parceiro. Os dois fizeram juntos uma série de composições, a partir de O velho bar, lançada por Francisco Alves num programa na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e gravada na Continental muito mais tarde por Helena de Lima, no início de sua carreira.

De autoria da dupla, Dick Farney gravou Somos dois (1948) e Francisco Alves, Palavras amigas (1949). Na época de maior sucesso da música nordestina, os dois fizeram várias composições no gênero, como Sertão de Jequié e Boiadeiro, gravadas respectivamente por Dalva de Oliveira e Luiz Gonzaga, que transformou essa última composição em prefixo de suas apresentações.

A dupla é responsável também por vários sucessos de Carnaval: Marcha do gago, gravada em 1950 por Oscarito, por sugestão de David Nasser (e que abriu o caminho para que outros cômicos, vedetes e animadores lançassem discos carnavalescos); Papai Adão (1951), Maria Candelária (1952), gravadas por Blecaute; Máscara da face (1953), gravada por Dircinha Batista; Piada de salão, primeira colocada no concurso do ano de 1954, Maria Escandalosa (1955), gravadas por Blecaute. Outros êxitos foram as músicas de meio de ano, como Neste mesmo lugar, samba de 1956, e Sua Majestade o Neném, balada gravada em 1960.

Na década de 1960, a dupla continuou produzindo destaques de Carnaval: A letra jota (1961 ), A lua é dos namorados (com um terceiro parceiro, Brasinha, 1961), Marcha do paredão (1962), O último a saber (1963), A lua é camarada (1963) e Casa de sapé (1965).

Fez parcerias também com Francisco Alves, Luís Antônio, Hélio Mateus, Rutinaldo, Herivelto Martins, Vítor Freire e Dick Farney. Em 1994 publicou o livro Pelas esquinas do Rio - Tempos idos e jamais esquecidos, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro.

Algumas músicas



















Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.