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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

E não sou baiano

E não sou baiano (samba, 1945) - Valdemar Ressurreição - Intérprete: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: E não sou baiano / Valdemar Ressurreição (Compositor) / Trio de Ouro [Herivelto Martins, Nilo Chagas e Dalva de Oliveira] (Intérprete) / Abel com Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 11/05/1945 / Lançamento: 09/1945 / Nº do Álbum: 12617 / Nº da Matriz: 7829 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez



Bahia,
Quem pintou sua aquarela,
Só viu farofa amarela,
Vatapá e cangerê
Ai ai ai
Não viu você,
Não viu, foi pena não ver.

Não viu sua cidade iluminada
Feira do Sete e Calçada
Nem subiu a Conceição,
Seus lindos coqueirais
que cada palma
me falou mais alto à alma
e prendeu meu coração,

Não quero dar exemplo
Só contemplo
a verdade, não minto
Falo somente o que sinto
E não sou baiano, não!

Cantei também no Jandaia
e fui contrito ao Bonfim
Foste à Conceição da Praia?
Fiz uma prece por mim
Também da Cidade Alta
no meu peito o que não falta
é recordação

Ai, ai, ai, ai!
E não sou baiano, não!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Senhor do Bonfim

Trio de Ouro
Senhor do Bonfim (samba-canção, 1947) - Herivelto Martins - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Senhor do Bonfim / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 06/05/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 12792 / Nº da Matriz: 8219 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez


Ò meu Senhor do Bonfim
Pedimos tanto ao Senhor do Bonfim
Pra nos mandar a Bahia
A Bahia de São Salvador!

Senhor do Bonfim  / Nos ouvi...
Senhor do Bonfim  /  Atendei...
Quem nasceu e morreu
E não viu a Bahia
Não viveu...

Bahia!  / Cidade de três andares
Tão alta  /  Que tem elevadores
Até Senhor do Bomfim  

Mora no alto do morro

O morro tem tamborim / Tem violão e seresta
É bem feliz todo aquele  /  Que for ao Bonfim
No seu dia de festa  /  É bem feliz todo aquele
Que for ao Bonfim  / No seu dia de festa



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 22 de novembro de 2008

Andorinha

Dalva de Oliveira
Andorinha (marcha/carnaval, 1946) - Haroldo Barbosa e Herivelto Martins - Intérpretes: Dalva de Oliveira e Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Andorinha / Haroldo Barbosa (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Francisco Alves (Intérprete) / Abel e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 05/12/1945 / Lançamento: 01/1946 / Nº do Álbum: 12660 / Nº da Matriz: 7954 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Andorinha
Teu verão está longe
Longe está o meu amor
Eu canto, eu choro
E a saudade me traz
Andorinha
Bailarina serena
A saudade de alguém que partiu
Como andorinha que fugiu

Bailarina serena que traça no espaço
Uma doce esperança
Esperança brejeira que traz
A saudade primeira
De alguém que partiu
Andorinha feliz
Que o destino não quis
Devo me conformar
Sou andorinha ferida na estrada da vida
Não posso voar



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 15 de novembro de 2008

Zum zum

Zum-zum (marcha/carnaval, 1951) - Paulo Soledade e Fernando Lobo - Interpretação de Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Zum-zum / Lobo, Fernando, 1915-1996 (Compositor) / Soledade, Paulo, 1919- (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Borba, Osvaldo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1950 / Nº Álbum 13079 / Gênero musical: Marcha



Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Bateu asa, foi embora, não apareceu
Nos vamos sair sem ele
Foi a ordem que ele deu

Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Ele que era o porta-estandarte
E que fazia alaúza e zum-zum
Hoje o bloco sai mais triste sem ele
Tá faltando um



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Rio de Janeiro

Dalva de Oliveira
Rio de Janeiro (samba, 1944) - Ary Barroso - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Rio de Janeiro / Ary Barroso (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Osvaldo Borba e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 07/03/1951 / Lançamento: 04/1951 / Nº do álbum: 13111 / Nº da matriz: 8905 / Gênero: Samba / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão


Para cantar a beleza
A grandeza
De nossa terra
Basta ser bom brasileiro
Mostrar ao mundo inteiro
Tudo que ela encerra, Brasil.

Ô nossas praias são tão claras
Nossas flores são tão raras
Isso é o meu Brasil


Ô nossos rios, nossas ilhas e matas
Nossos montes, nossas lindas cascatas
Deus foi quem criou, ô ô
Ô ô minha terra brasileira
Ouve esta cançao ligeira
Que eu fiz quase louco de saudade
Brasil
Tange as cordas dos teus violoes
E canta teu canto de amor
Que vai fundo nos coraçoes.

Para sentir a grandeza
A beleza do meu país
Basta ma só condiçao
É ser brasileiro e ter coraçao
Rio de Janeiro...

Ô nossas flores sao tao raras
Nossas noites sao tao claras
Isto é o meu Brasil.
Ô esses montes, essas ilhas e matas
Essas fontes, estas lindas cascatas
Isso é o meu Brasil, ô ô
Minha terra brasileira
Ouve esta cançao ligeira
Que fiz quase louco de saudade
Brasil
Tange as cordas dos teus violoes
E canta o teu canto de amor
Que vai fundo nos coraçoes.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Errei sim

Dalva de Oliveira
Errei sim (samba-canção, 1950) - Ataulfo Alves - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Errei sim / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Osvaldo Borba e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/07/1950 / Lançamento: 09/1950 / Nº do álbum: 13039 / Nº da matriz: 8728 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Errei sim
Manchei o teu nome
Mas foste tu mesmo
O culpado
Deixavas-me em casa
Me trocando pela orgia
Faltando sempre
Com a tua companhia.

Lembra-te, agora, que não é

Só casa e comida
Que prende por toda a vida
O coração de uma mulher.

As jóias que me davas
Não tinham nenhum valor
O mais caro me negavas
Que era todo o teu amor,
Mas, se existe ainda
Quem queira me condenar
Que venha logo
A primeira pedra
Me atirar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Minueto

Trio de Ouro
Lindíssima marcha composta inspirada no Minueto em Sol Maior, de Beethoven, e gravada pelo Trio de Ouro em 47. Destaque pros maravilhosos agudos de Dalva de Oliveira - segundo o pesquisador Abel Cardoso Júnior, ela, nesta música, "recriou os trinados da região do Tirol, nos Alpes".

Minueto (marcha/carnaval, 1948) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Minueto / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Guari [Direção], Orquestra Odeon (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/11/1947 / Lançamento: 01/1948 / Nº do Álbum: 12830 / Nº da Matriz: 8299 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


Minueto tu és no Municipal
O maior sem igual
Mas no samba não tens medo só porque
Tu não és, tu não és
De Carnaval

Nosso samba foi sambar
No Tirol e virou tirolês
Mas chegando o Carnaval
Nosso samba voltou pro Brasil outra vez.



Fontes: São Coisas Nossas; Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Verão do Havaí

Verão do Havaí (marcha/carnaval, 1944) - Benedito Lacerda e Haroldo Lobo - Intérpretes: Dalva de Oliveira e Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título: Verão do Havaí / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Haroldo Lobo (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Francisco Alves (Intérprete) / Carlos Machado e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 09/11/1943 / Lançamento: 12/1943 / Nº do Álbum: 12393 / Nº da Matriz: 7423 / Gênero musical: Marcha / Coleções de origem: IMS, Nirez


O verão lá do Havaí
Queima, queima, queima, como o quê
Mas as morenas cor da lua, da lua
Queimam muito mais que o sol
E é tão lindo o canto do Havaí

As mil e uma noites do Havaí

Eu vi
Tudo é perfume, sonho
Tudo é flor
A gente as vezes espera
Cinco, sete ou oito luas
Para ver o nosso amor


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Bom dia Avenida

Trio de Ouro
Bom dia Avenida (samba/carnaval, 1944) - Herivelto Martins e Grande Otelo - Interpretação: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: Bom dia avenida / Grande Otelo, 1915-1993 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Trio de Ouro (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 13/12/1943 / Lançamento: 01/1944 / Nº do Álbum: 12406 / Nº da Matriz: 7425-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Lá vem a nova avenida
Remodelando a cidade
Rompendo prédios e ruas
Os nossos patrimônios da saudade
É o progresso!
E o progresso é natural
Lá vem a nova avenida
Dizer à sua rival:
Bom dia Avenida Central!

A União das Escolas de Samba
Respeitosamente faz o seu apelo
Três e duzentos de selo
Requereu e quer saber
Se quem viu a Praça Onze acabar
Tem direito à Avenida
Em primeiro lugar
Nem que seja depois de inaugurar
Nem que seja depois de inaugurar!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 16 de março de 2008

Noites de Junho

Dalva de Oliveira
Noites de Junho (marcha, 1939) - João de Barro e Alberto Ribeiro - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Noites de junho / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 19/06/1939 / Lançamento: 07/1939 / Nº do Álbum: 55074 / Nº da Matriz: 164-2 / Gênero musical: Marcha junina / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi


Noite fria, tão fria de junho
Os balões para o céu, vão subindo
Entre as nuvens aos poucos, sumindo
Envoltos num tênue véu
Os balões devem ser, com certeza
As estrelas daqui deste mundo
Que as estrelas do espaço profundo
São os balões lá no céu

Balão do meu sonho dourado

Subiste enfeitado
Cheinho de luz
Depois as crianças tascaram
Rasgaram teu bojo
De listras azuis

E tu que invejando as estrelas
Sonhavas ao vê-las
Ser astro no céu
Hoje, balão apagado
Acabas rasgado
Em trapos ao léu...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Acorda Estela

Acorda Estela (samba, 1939) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda - Intérpretes: Dalva de Oliveira e Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Acorda estela! / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Compositor) / Herivelto Martins (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Francisco Alves (Intérprete) / Benedito Lacerda, 1903-1958 (Acomp.) / Grande Regional (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 16/08/1939 / Lançamento: 09/1939 / Nº do Álbum: 55159 / Nº da Matriz: 192-1 / Gênero: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Acorda, abre a janela Estela
Vem ouvir o teu cantor
Que batendo o tamborim
Vai assim
Implorando o teu amor
(abre a janela)

Acorda, abre a janela Estela
Vem ouvir o teu cantor
Que batendo o tamborim

Vai assim
Implorando o teu amor

Eu assim cantando, se chegares a janela
Lembra de Romeu e Julieta, na favela

Ah... dessa história
O desfecho é banal
O nosso amor não tem igual

Vem ver esta noite
Que nasceu para quem ama
E também a lua
Que comigo te reclama

Ah... mais não há mais ilusões
Dentro dos nossos corações

Eu assim cantando, se chegares a janela
Lembra de Romeu e Julieta, na favela
Vem ver esta noite
Que nasceu para quem ama
E também a lua
Que comigo te reclama



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Pery Ribeiro


Pery Ribeiro (Peri de Oliveira Martins), cantor e compositor (Rio de Janeiro RJ, 27/10/1937 - idem, 24/02/2012), filho do compositor Herivelto Martins e da cantora Dalva de Oliveira, aos três anos de idade, já gravava canções e vozes para as personagens dos filmes de Walt Disney (Bambi, Coelho Tambor e Anão Feliz, da Branca de Neve), traduzidos por João de Barro. Aos quatro anos apresentou-se no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro. Em 1944 participou do filme Berlim na batucada, de Luís de Barros..


Em 1959 trabalhava como cameraman na TV Tupi, do Rio de Janeiro, quando Jaci Campos o apresentou cantando; ouvido por Paulo Gracindo, foi convidado a tomar parte no seu programa da Rádio Nacional. Essas apresentações chamaram a atenção de César da Alencar, que o tomou como afilhado, batizando-o Pery Ribeiro.

Em 1960 compôs sua primeira música, Não devo insistir (com Dora Lopes), gravada no mesmo ano por Dalva de Oliveira, na Odeon. Ainda em 1960 gravou seu primeiro disco, um compacto duplo na gravadora Iracema, com quatro musicas que incluíam Sofri você (Ricardo Galeno e Paulo Tito).

Sua primeira gravação em 78 rpm foi Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria) e Samba do Orfeu (Luiz Bonfá e Antônio Maria), pela Odeon, no ano seguinte. Em 1961, também pela Odeon, gravou vários discos em 78 rpm, o Lamento da lavadeira (Monsueto, Nilo Chagas e João Violão), O barquinho (Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal) e Inteirinha (Luís Vieira).

Seu primeiro LP foi Pery Ribeiro e seu mundo de canções românticas, na Odeon, em 1962, acompanhado por Luiz Bonfá ao violão. Em 1963 compôs, com Geraldo Cunha, Moça de azul e Bossa na praia, gravadas por ele na Odeon. Ainda nesse ano lançou Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), sendo esta a primeira gravação da música, e seu maior sucesso.

Dois anos mais tarde, formou, com Leni Andrade e o conjunto Bossa Três, o grupo Gemini 5, apresentando-se na boate Porão 73 e no Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro. Do sucesso do grupo surgiu o convite para se apresentarem na boate El Señorial, na Cidade do México, México, onde estiveram por seis meses. Em seguida, formou novo grupo, desta vez com musicos mexicanos, apresentando-se na Cidade do México e Acapulco.

Em 1966 foi para os EUA, onde mais tarde formou com Sérgio Mendes o conjunto Bossa Rio, composto por Ronnie (Ronald Mesquita), Osmar Milito, Otávio Bailly Júnior, Manfredo Fest, Gracinha Leporace, Sergio Mendes e ele próprio. O conjunto excursionou por várias cidades norte-americanas, apresentando-se em shows, boates e universidades.

Em 1971, de volta ao Rio de Janeiro, participou do show Fica combinado assim, com Pedrinho Mattar e Agildo Ribeiro. Desde então tem trabalhado em shows, boates e apresentações em televisão. Em 1973 compôs, com Herivelto Martins, e gravou, na Odeon, Livre meu pai. No ano seguinte voltou ao México, apresentando-se em Acapulco ao lado de Eliana Pittman e Herivelto Martins.

Em 1975 gravou o LP Herança, na Odeon, homenageando Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Elisete Cardoso. Em 1997 lançou o CD A vida é só pra cantar (e dançar) e participou de um disco em tributo a Dalva de Oliveira, cantando inclusive duas canções em dueto com a mãe, graças à técnica especial usada.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Trio de Ouro

Trio de Ouro: Nilo Chagas, Dalva e Herivelto - Coleção Herivelto Martins, Acervo MIS.

O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973). Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla.

Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.

Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.

Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim-ES-1926), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Em 1950 Herivelto (na direita) refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti.
Sua estreia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.

CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Dalva de Oliveira


Dalva de Oliveira (Vicentina de Paula Oliveira), cantora, nasceu em Rio Claro-SP, em 5/5/1917, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 31/8/1972. Filha do carpinteiro, saxofonista e clarinetista Mário Oliveira, desde pequena acompanhava o conjunto amador do pai, os Oito Batutas, nas serenatas e festas de clubes em que se apresentava. Aos oito anos, quando ele morreu, foi mandada com as três irmãs para um orfanato, o Colégio Tamandaré, onde aprendeu piano, órgão e canto coral.


Três anos depois, largou os estudos, por causa de uma doença nos olhos. Foi para São Paulo, onde a mãe já trabalhava como governanta, e empregou-se como babá, arrumadeira, ajudante de cozinheira e, mais tarde, cozinheira do Hotel Metrópole. Em seguida, passou a fazer limpeza numa escola de dança, em que, após o serviço, costumava cantar e improvisar músicas ao piano. Ouvida por um dos professores, foi convidada para participar de uma tournee com o grupo de Antônio Zovetti.

Em 1933, acompanhada da mãe, viajou por várias cidades do interior e chegou a Belo Horizonte, mas Zovetti adoeceu e o grupo se desfez. Sem dinheiro, fez um teste na Rádio Mineira e, aprovada, passou a cantar com o nome de Dalva de Oliveira. No ano seguinte, foi para o Rio de Janeiro e empregou-se como costureira numa fábrica de chinelos, da qual Mílton Guita (Milonguita) — um dos diretores da Rádio Ipanema (hoje Mauá) — era um dos proprietários. Milonguita levou-a para fazer um teste em sua rádio, sendo aprovada.

Mudou-se depois para a Rádio Sociedade e Rádio Cruzeiro do Sul (nesta cantando ao lado de Noel Rosa e, finalmente, para a Rádio Philips. Entre o trabalho em uma e outra emissora, fez temporada popular na Casa de Caboclo, do Teatro Fenix, com Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, Ema d’Avila e Antônio Marzullo, atuando como atriz. Ainda no Teatro Fênix, apresentou-se como cantora e atriz de pequenas cenas cômicas entre os números.

Em 1936 conheceu Herivelto Martins, da Companhia Pascoal Segreto, que então atuava no Cine Pátria. Juntou-se a Dupla Preto e Branco, formada por Herivelto Martins e Nilo Chagas, formando um trio que foi batizado por César Ladeira como Trio de Ouro. Foram contratados pela Radio Mayrink Veiga e gravaram em 1937, na Victor, as músicas Itaguari e Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho). Casou-se com Herivelto, com quem teve dois filhos: o cantor Peri Ribeiro e Ubiratã.

Em 1938 foram para a Rádio Tupi e, dois anos depois, para a Rádio Clube. Gravou com Francisco Alves, na Columbia, o samba Brasil (Benedito Lacerda e Aldo Cabral) e Valsa da despedida (Robert Burns). A partir dessa data, exibiram-se no Cassino da Urca, ao lado de Grande Otelo e outros artistas, até o encerramento das atividades dessa casa sob o governo Dutra, em 1946.

Com o Trio de Ouro, gravou dois grandes sucessos, os sambas: Praça Onze (Herivelto Martins e Grande Otelo), na Columbia, em 1942, e Ave Maria do morro (Herivelto Martins), na Odeon, em 1943. No ano seguinte participou do filme Berlim na batucada, dirigido por Luís de Barros, e, dois anos depois, em Caídos do céu, do mesmo diretor.

Gravou na Continental em 1945, com Carlos Galhardo e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, em dois discos, com músicas de Radamés Gnattali. Em 1947 conseguiu Outro grande êxito com o samba-canção Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto), gravado na Odeon. Em 1949 deixou o trio, quando excursionavam pela Venezuela com a Companhia de Derci Gonçalves.

Em 1951 retomou a carreira solo, lançando os sambas Tudo acabado (J. Piedade e Osvaldo Martins) e Olhos verdes (Vicente Paiva) e o samba-canção Ave Maria (Vicente Paiva e Jaime Redondo), sendo os dois últimos grandes sucessos da cantora. No ano seguinte foi eleita Rainha do Rádio, e excursionou pela Argentina, apresentando-se na Rádio El Mundo, de Buenos Aires, na qual conheceu Tito Clemente, que se tornou seu empresário e depois marido. Ainda em 1951, filmou Maria da praia, dirigido por Paulo Wanderley, e Milagre de amor, dirigido por Moacir Fenelon.

Em 1952 realizou temporada com Walter Pinto, no Teatro Santana, em São Paulo, e participou do filme Tudo azul, dirigido por Moacir Fenelon. Viajou para a Europa, tendo-se apresentado em Portugal e Espanha e gravado vários discos com Roberto Inglês, em Londres (Inglaterra), destacando-se entre as faixas o baião Kalu (Humberto Teixeira).

Fixou residência na Argentina, vindo ao Rio de Janeiro e São Paulo para curtas temporadas, até 1963, quando então regressou ao Brasil. Separada de Tito Clemente, casou-se com Manuel Nuno Carpinteiro. Em 1965 sofreu acidente automobilístico, e foi obrigada a abandonar a carreira por algum tempo.

Em 1970 lançou a marcha-rancho Bandeira branca (Max Nunes e Laércio Alves), que fez sucesso no Carnaval. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. No fim da carreira, novamente em evidência, apresentou-se em televisão, shows e casas noturnas.

Em 1997, Roberto Menescal produziu o álbum Tributo a Dalva de Oliveira, reunindo nomes como Elba Ramalho, Sidney Magal, Joanna, Caubi Peixoto, Lucho Gatica e Eduardo Dusek. No mesmo ano, foi lançado pela EMI o álbum A rainha da voz, com quatro CDs, contendo as suas gravações consideradas mais expressivas, num total de 80 músicas.

CDs Dalva de Oliveira: Saudade..., 1993, Revivendo RVCD 050; A rainha da voz (4 CDs), 1997, EMI 854933-2.

Algumas músicas


























Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Bandeira branca

A era da canção carnavalesca começa em 1917, com o samba “Pelo Telefone”, e termina em 1970 com a marcha-rancho “Bandeira Branca”. Depois desse ano, somente o samba-enredo faria sucesso, limitando-se o repertório tradicional a algumas marchinhas que são revividas pelas orquestras em meio aos bailes de carnaval.

Assim, “Bandeira Branca”, uma composição romântica, de melodia e versos tristes, tornou-se paradoxalmente o último clássico do repertório carnavalesco: “Bandeira branca, amor / não posso mais / pela saudade que me invade / eu peço paz...” Foi também o último sucesso de Dalva de Oliveira (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Bandeira Branca (marcha/carnaval, 1970) - Max Nunes e Laércio Alves - Interpretação: Dalva de Oliveira

LP Bandeira Branca / Título da música: Bandeira Branca / Max Nunes (Compositor) / Laércio Alves (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1970 / Nº Álbum: MOFB 3628 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Marcha-rancho / Carnaval.


Em                             Am
Bandeira branca, amor /  Não posso mais
        Em              B7             Em
Pela saudade que me invade  / Eu peço paz

                Am            B7
Saudade mal de amor, de amor / Saudade
        Em                    Am
Dor que dói demais / Vem meu amor
           B7                 Em
Bandeira branca  /   Eu peço paz

domingo, 11 de junho de 2006

Tudo acabado

Dalva de Oliveira
Tudo acabado (samba-canção, 1950) - J. Piedade e Osvaldo Martins - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título: Tudo acabado / J Piedade (Compositor) / Osvaldo Martins (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 11/03/1950 / Lançamento: 05/1950 / Nº do álbum: 13002 / Nº da matriz: 8652 / Gênero: Samba canção / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi, Elizabeth Lorenzotti

Am
Tudo acabado entre nós
F     Dm6       E7
Já não há mais nada
Am
Tudo acabado entre nós
      F     E7
Hoje de madrugada
A7                 Dm
Você chorou e eu chorei
G7                   C
Você partiu e eu fiquei
Dm                   E7
Se você volta outra vez
Am   E7   Am
Eu não sei
Dm            G7
Nosso apartamento agora
C
Vive à meia luz
B7
Nosso apartamento agora
F  E7
Já não me seduz
Dm6     E7
Todo o egoísmo
Am
Veio de nós dois
Bb
Destruimos hoje
E7         Am   F  Am
O que podia ser depois.


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 20 de maio de 2006

Valsa da despedida

Valsa da despedida (valsa, 1941) - Robert Burns (versão: Alberto Ribeiro e João de Barro) - Interpretações de Francisco Alves e Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Valsa da despedida (Farewall waltz) / Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Burns, Robert (Compositor) / Oliveira, Dalva de (Intérprete) / Alves, Francisco, 1898-1952 (Intérprete) / Orquestra de Salão (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 02/02/1941 / Nº Álbum: 15020 / Gênero musical: Valsa.


D     Bm      Em     A7
Adeus, amor, eu vou partir
D    D7     G    Ab0
Ouço ao longe um clarim
D        Bm  Em     A7
Mas onde eu for irei sentir
D        A7        D     A7
Os teus passos junto a mim

D       Bm      Em       A7
Estando em luta, estando a sós
D       A7  D   A7
Ouvirei a tua voz
D        Bm       Em    A7
A luz que brilha em teu olhar
D    D7    G    Ab0
A certeza me deu
D     Bm      Em    A7
De que ninguém pode afastar
D     A7     D     A7
O meu coração do teu
D      Bm     Em   A7
No céu na terra aonde for
D       A7     D
Viverá o nosso amor

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Kalu

Dalva de Oliveira
A dupla Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira separou-se no início da década de 1950, em razão da ida de Gonzaga para SBACEM, enquanto Teixeira permanecia na UBC. Na época, compositores de sociedades diferentes não podiam atuar juntos. Passaram, então, os dois a trabalharem sozinhos, ou com outros parceiros, sendo "Kalu" o maior sucesso individual de Teixeira.

De estilo romântico-ingênuo, este baião foi feito para atender a um pedido de Dalva de Oliveira, que desejava incluir música nordestina na série que gravaria com a orquestra de Roberto Inglês. Referindo-se a "Kalu", muitos anos depois de seu lançamento, Humberto Teixeira confessou: "Na verdade, Kalu existiu. Só que com outro nome, naturalmente".

Kalu (baião, 1952) - Humberto Teixeira - Intérprete: Dalva de Oliveira


E7+
Kalu, Kalu
                                  F#m7
Tira o verde desses óios di riba d'eu
Kalu, Kalu
                 B7           E7+
Não se esqueça que você já me esqueceu
Kalu, Kalu
     Bm           E7          A7+
Esse oiá despois do que assucedeu
       B7                    G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu
 A7+                 A#º     G#m7
Com certeza só não tendo coração
     C#7    F#m7
Fazê tar judiação
          B7        E7+
Você tá mangando di eu


A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol. 1 - Editora 34

Palhaço

Nelson Cavaquinho
Palhaço (samba, 1951) - Nelson Cavaquinho, Washington Fernandes e Osvaldo Martins

Disco 78 rpm / Título da música: Palhaço / Autoria: Cavaquinho, Nelson (Compositor) / Martins, Osvaldo (Compositor) / Fernandes, Washington (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Borba, Osvaldo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1951 / Nº Álbum 13134 / Lado B / Gênero musical: Samba canção

C7M                      Co
Sei que é doloroso um palhaço
C7M                       Gm7 A7
Se afastar do palco por alguém
Dm7            Fm7       Em7         2x
Corra que a platéia te reclama
D#o       B7
Sei que choras palhaço
Em Ebm Dm G7
Por alguém que não lhe ama
Dm7           G7           C7M  C6
Enxuga os olhos e me dá um abraço
Dm7             G7          Em5-/7 A7
Não te esqueças que és um palhaaaaaaço
Dm7                 Fm7  G7
Faça a platéia gargalhar
C          C#o         Dm7  G7/13 G7/13-
Um palhaço não deve chorar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Esta noite serenou

Dalva de Oliveira
Esta Noite Serenou (baião, 1951) - Hervé Cordovil - Intérprete:Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Esta noite serenou / Hervé Cordovil (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 21/07/1951 / Lançamento: 10/1951 / Nº do álbum: 13173 / Nº da matriz: 9066 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Morena quem te contou
Que esta noite serenou
Eu deitado no teu colo

Sereno não me molhou

Se caísse chuva forte, morena

Eu talvez não sentiria
Teu amor é uma guarita, morena

Onde eu me esconderia
Tão bom, tão bom, tão bom

Se fizesse muito frio, morena

Eu talvez não sentiria
Eu deitado no teu colo, morena

Teu amor me aqueceria
Tão bom, tão bom, tão bom



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.