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domingo, 23 de outubro de 2022

Sinto-me bem

Nelson Gonçalves

Sinto-me bem (samba, 1941) - Ataulfo Alves - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Sinto-me bem / Ataulfo Alves (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Nº Álbum: 34807-B / Nº Matriz: S-052291 / Data de Gravação: 04/08/1941 / Data de Lançamento: Outubro/1941 / Gênero musical: Samba



Sinto-me bem quando estou na solidão
Sinto-me bem em chorar por meu amor
Sinto-me bem quando o coração reclama
No meu peito batendo contrafeito
Para aliviar uma dor

Sinto-me bem quando estou na solidão
Sinto-me bem em chorar por meu amor
Sinto-me bem quando o coração reclama
No meu peito batendo contrafeito
Para aliviar uma dor

Não quero que você volte pra mim
Não quero, não quero, não quero, porque
Eu quero sentir mais saudade de você
Mesmo porque, o nosso amor não se acabou
Mas deixa-me ficar solitário como estou

Não quero que você volte pra mim
Não quero, não quero, não quero, porque
Eu quero sentir mais saudade de você
Mesmo porque, o nosso amor não se acabou
Mas deixa-me ficar solitário como estou

Sinto-me bem quando estou na solidão
Sinto-me bem em chorar por meu amor
Sinto-me bem quando o coração reclama
No meu peito batendo contrafeito
Para aliviar uma dor

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A mulher dos sonhos meus

Nelson Gonçalves
A mulher dos sonhos meus (samba, 1941) - Ataulfo Alves e Orlando Monello - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: A mulher dos sonhos meus / Alves, Ataulfo (Compositor) / Monello, Orlando (Compositor) / Gonçalves, Nelson (Intérprete) / Gravadora: Victor / Número do Álbum: 34821 / Matriz: S-52293 / Data de Gravação: 00/1941 / Data de Lançamento: 00/1941 / Lado: B / Gênero musical: Samba


Tenho tudo que andava prucurando enfim
Tenho o meu doce lar
E um amor que gosta muito de mim
Encontrei a mulher dos sonhos meus
Graças á Deus

Um doce lar, que prazer
Que alegria
Alguém que me sabe amar
Isso mesmo é que eu queria
Um violão prá tocar pro meu amor
Teve fim a solidão
Teve fim a minha dor

sábado, 4 de outubro de 2008

Vai na paz de Deus

Dalva de Oliveira
Vai na paz de Deus (samba, 1953) - Ataulfo Alves e Antônio Domingos

Disco 78 rpm / Título: Vai na paz de Deus / Autoria: Domingues, Antônio (Compositor) / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1952 / Nº Álbum 13382 / Gênero: Samba


Vai na paz de Deus
Não devo impedir
Sei que os olhos meus
Vão reclamar
Vão te seguir

(bis)

Sei que a tua ausência
Vai causar, meu padecer
Mas com paciência
Poderei te esquecer

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Errei sim

Dalva de Oliveira
Errei sim (samba-canção, 1950) - Ataulfo Alves - Intérprete: Dalva de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: Errei sim / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Osvaldo Borba e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/07/1950 / Lançamento: 09/1950 / Nº do álbum: 13039 / Nº da matriz: 8728 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Errei sim
Manchei o teu nome
Mas foste tu mesmo
O culpado
Deixavas-me em casa
Me trocando pela orgia
Faltando sempre
Com a tua companhia.

Lembra-te, agora, que não é

Só casa e comida
Que prende por toda a vida
O coração de uma mulher.

As jóias que me davas
Não tinham nenhum valor
O mais caro me negavas
Que era todo o teu amor,
Mas, se existe ainda
Quem queira me condenar
Que venha logo
A primeira pedra
Me atirar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pavio da verdade

Déo
Pavio da verdade (samba, 1949) - Ataulfo Alves e Américo Seixas - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Pavio da verdade / Américo Seixas (Compositor) / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Déo (Intérprete) / Cópia e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 05/1949 / Nº do Álbum: 16040 / Nº da Matriz: 2052 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Pouco importa que me chame
De cruel, até de infame
Ou seja lá do que for
É despeito, eu compreendo
O pior é andar dizendo
Que já foi o meu amor

Gente assim da sua espécie
O desprezo é o que merece
Como você mereceu
Não me lance desafio
Você sabe que o pavio
Da verdade tenho eu

Do contrário qualquer dia
A tua biografia
Vai sair com nitidez
Porque não é com lirismo
Que se descreve o cinismo
De quem sabe o mal que fez

Veja lá se não me obriga
A desfazer tanta intriga
E provar por A mais B
Num puro e simples exame
Quem já fez papel infame
Se fui eu ou foi você . . .



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 25 de março de 2008

Noutros tempos era eu

Orlando Silva
Noutros tempos era eu (samba, 1943) - Ataulfo Alves - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Noutros tempos... era eu / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Quarteto de Clarinetes com Pistão (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 02/04/1943 / Lançamento: 05/1943 / Nº do Álbum: 12307 / Nº da Matriz: 7249 / Gênero musical: Samba


Noutros tempos era eu
Seu amor constante
Seu poeta, seu cantor
Seu Romeu, tudo enfim
Era eu

Hoje em dia só me resta
Fantasia desse amor
Mas ainda guardo
Como algo de divino
Seu retrato pequenino
Junto ao meu leito de dor.

Choro sim
Choro sim, por meu amor
Pouco me interessa
Se alguém ri da minha dor
Sou sincero, em amor não sei mentir
Eu sou diferente, dessa gente
Que não cansa de fingir

Violão que acompanha o pranto meu
Sabe o que eu sinto por alguém que me esqueceu
Violão amigo, sempre a me consolar
Sei que aquela ingrata
Muito breve, há de voltar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Você não tem palavra

Você não tem palavra (samba, 1941) - Ataulfo Alves e Newton Teixeira - Intérprete: Newton Teixeira (Também reconhecido como Nílton Teixeira)

Disco 78 rpm / Título da música: Você não tem palavra / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Newton Teixeira (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 12/08/1940 / Lançamento: 12/1940 / Nº do Álbum: 11925 / Nº da Matriz: 6449 / Gênero: Samba



Você não tem palavra
Você não tem palavra
Falou-me que ia ao cinema
E foi dançar
Olha que o sol já está de fora
Cinema não acaba a essa hora
Se assim continuar

Eu vou lhe abandonar

Mariazinha
Você tem que me escutar
Os filhos da Candinha
São danados pra falar
Olha pro relógio
Veja a hora em que chegou
Tenha a paciência
Mas onde foi que andou?



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Boêmio

Orlando Silva
Boêmio (samba, 1937) - Ataulfo Alves e Wilson Falcão - Intérprete: Orlando Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Boêmio / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Wilson Falcão (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/06/1937 / Lançamento: 08/1937 / Nº do Álbum: 34189 / Nº da Matriz: 80483-1 / Gênero: Samba



Boêmio
Nos cabarés da cidade
Buscas a felicidade
Na tua própria ilusão.

Boêmio
A boêmia resume
No vinho, o amor, e o ciúme
Perfume, desilusão.


Boêmio
Ó Sultão, porque é que queres
Amar, a tantas mulheres
Se tens um só coração?

Boêmio
Pensa na vida, um instante
E vê, que o amor inconstante
Só traz, por fim solidão.

Boêmio
Que ficas na rua
Em noite de lua
Tristonho a cantar
Na ilusão dos beijos viciosos
E dos carinhos pecaminosos.

Boêmio
Tu vives sonhando
Com a felicidade
Mas não és feliz
Vives, boêmio, sorrindo e cantando
Mas o teu sofrer
O teu riso não diz...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Até breve

Sílvio Caldas
Até breve (samba, 1937) - Ataulfo Alves e Cristóvão de Alencar - Intérprete: Sílvio Caldas

Disco 78 rpm / Título: Até breve / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Cristóvão de Alencar, 1910-1983 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 18/03/1937 / Lançamento: 09/1937 / Nº do Álbum: 11508 / Nº da Matriz: 5544 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Até breve
Você disse ao deixar o nosso lar
Até breve
Eu respondi quase sem poder falar
E depois desse até breve
Muito tempo já passoú
Até breve....até breve
E você nunca mais voltou


E você nunca mais voltou ao nosso lar
Deixando esta saudade em seu lugar
Meu amor, nosso amor já tinha raiz
Sem você jamais serei feliz

Os meus olhos estão cansado de chorar
E perguntam se você vai voltar
Eu não sei responder
Mas meu coração
Bate forte no peito
E diz que não



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 11 de março de 2008

Pelo amor que eu tenho a ela

Francisco Alves
Pelo amor que eu tenho a ela (samba, 1936) - Ataulfo Alves e Antônio Almeida - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Pelo amor que eu tenho a ela / Antônio Almeida (Compositor) / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 22/07/1936 / Lançamento: 09/1936 / Nº do Álbum: 34087 / Nº da Matriz: 80173-1 / Gênero: Samba


Pelo amor que eu tenho a ela
Sofrimentos eu passei
Pelo amor que eu tenho a ela
Muitos prantos derramei


Pelo amor que eu tenho a ela
Minha vida é um rosário de agonia
Pelo amor que eu tenho a ela
É que eu vivo soluçando noite e dia

Nela eu vivo tristonho pensando
E não descanso um minuto sequer
Todos amam mas esquecem seus amores
Ai, meu Deus
Eu não esqueço essa mulher!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pela luz divina

Ataulfo Alves
Pela Luz Divina (samba, 1945) - Ataulfo Alves e Mário Travassos - Intérprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título: Pela Luz Divina / Travassos, Mário (Compositor) / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Alves, Ataulfo (Intérprete) / Pastoras (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1945 / Nº Álbum 80-0330 / Lado A / Gênero musical: Samba



Pela luz divina
Se é pecado me perdoa
Mas eu hei de me vingar
Não merece perdão o teu erro
Tens que ficar no desterro
O mundo há de te ensinar.

Não vá pensar
Que eu estou rogando praga
O que a gente faz aqui,
Aqui mesmo a gente paga.

Graças a Deus,
Teu nome pra mim morreu
Tu não mereces
Um amor igual ao meu !
( pela luz divina, eu juro ! )

Desaforo eu não carrego

Desaforo Eu Não Carrego (samba, 1961) - Ataulfo Alves - Interpretação: Ataulfo Alves

LP Ataulfo Alves - É Bossa Mesmo / Título da música: Desaforo Eu Não Carrego / Ataulfo Alves (Compositor) / Ataulfo Alves (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Nº Álbum: CLP 11205 / Ano: 1961 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.



Me respeite, ouviu
Eu não sou cego
E lá pra casa
Desaforo eu não carrego

A morena
Que falou que é boa
Você sabe
Que ela é minha patroa
E na defesa
Da moral e la de casa
Fico bravo, fico louco
Fico em brasa

Deixa essa mulher pra lá

Deixa Essa Mulher Pra Lá (samba,1953) - Ataulfo Alves - Interprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Deixa Essa Mulher Pra Lá / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Alves, Ataulfo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Álbum 80-1085 / Lançamento: 1953 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Rapaz, porque lastimas tanto,
Deixa essa mulher partir,
A mulher quando não quer,
Não se deve insistir.

Pela mesma dor eu já passei,
Meu amor me deixou,
Eu não chorei.

Obrigando a ela te querer,
Mas viver a vida sem prazer, ai, ai, ai,
É melhor ficar assim como está,
Deixa essa mulher pra lá.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Ataulfo Alves

Ataulfo Alves inaugurou um novo estilo de fazer samba. Com seu jeito manso e sua tranquilidade mineira, ele emprestou cores diferentes à música que brotava dos morros e dos subúrbios cariocas na década de 30.


A história do compositor Ataulfo é mais que o relato simples de um artista de grande talento e capacidade criativa. É também a trajetória de um filósofo popular, verdadeiro mestre em criar provérbios que atravessam gerações. O mito da Amélia, idealização da mulher que aceita tudo por amor, popularizou-se a partir de uma das músicas mais famosas de Ataulfo, composta na década de 1940, em parceria com Mário Lago.

Ataulfo Alves de Sousa nasceu em Miraí, MG, em 2 de maio de 1909. Com oito anos fazia versos para responder aos improvisos do pai, que era violeiro e repentista. Aos 10 anos perde o pai, e sua mãe, Maria Rita de Jesus, com um porção de filhos, sai da fazenda e vai morar no centro da cidade de Miraí, que ficava próximo.Passa Ataulfo a frequentar o grupo escolar e a desempenhar os serviços que apareciam. Uma existência pobre, mas tranquila e feliz, que registraria no samba Meus tempos de criança. (Foto: Mário Lago, parceiro de muitas músicas com Ataulfo). Aos 18 anos, aceitou o convite do Dr. Afrânio Moreira Resende, médico de Miraí, para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde fixaria residência.

Durante o dia, trabalhava no consultório, entregando recados e receitas, e, à noite, fazia limpeza e outros serviços domésticos na casa do médico. Insatisfeito com a situação, conseguiu uma vaga de lavador de vidros na Farmácia e Drogaria do Povo. Rapidamente aprendeu a lidar com as drogas e tornou-se prático de farmácia. Depois do trabalho voltava para casa no bairro de Rio Comprido, onde costumava frequentar rodas de samba. Já sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim, e organizou um conjunto que animava as festas do bairro.

Em 1928, com apenas 19 anos, casou-se com Judite. Em 1929 trabalhou por algum tempo numa outra farmácia, mas logo voltou ao emprego anterior. Nessa época, em que já começara a compor, tornou-se diretor de harmonia de Fale Quem Quiser, bloco organizado pelo pessoal do bairro. Ainda em 1929, nasceu Adélia, sua primeira filha.

Em 1933, Bide (Alcebíades Barcelos), que viria a fazer sucesso com o samba Agora é cinza (com Marçal), ouviu algumas composições suas no Rio Comprido, e resolveu apresentá-lo a Mr Evans, diretor americano da Victor. Foi então que Almirante gravou o samba Sexta-feira, sua primeira composição a ser lançada em disco. Dias depois, Carmen Miranda, que ele havia conhecido antes de ser cantora, gravou Tempo perdido, garantindo sua entrada no mundo artístico.


Em 1935, através de Almirante e Bide, conseguiu seu primeiro sucesso com Saudade do meu barracão, gravado por Floriano Belham. Ainda nesse ano, o Bando da Lua gravou a marcha Menina que pinta o sete, feita em parceria com Roberto Martins. Seu nome cresceu muito quando apareceram as gravações do samba Saudade dela, em 1936, por Sílvio Caldas e da valsa A você (com Aldo Cabral) e do samba Quanta tristeza (com André Filho), em 1937, por Carlos Galhardo, que se tornaria um dos seus grandes divulgadores. Passou a compor com Bide, Claudionor Cruz, João Bastos Filho e Wilson Batista, com quem venceu os Carnavais de 1940 e 1941, com Ò seu Oscar e O bonde de São Januário.

Em 1938, Orlando Silva, outro grande intérprete de suas músicas, gravou Errei, erramos. Em 1941, fez sua primeira experiência como intérprete, gravando seus sambas Leva meu samba (Mensageiro) e Alegria na casa de pobre (com Abel Neto). Em 1942 a situação financeira difícil e a hesitação dos cantores em gravar sua última composição fizeram com que ele próprio lançasse, para o Carnaval do ano, Ai, que saudades da Amélia; gravado com acompanhamento do grupo Academia do Samba e abertura de Jacó do Bandolim, o samba, feito a partir de três quadras apresentadas por Mário Lago para serem musicadas, resultou em grande sucesso popular. Juntos fizeram ainda Atire a primeira pedra, para o Carnaval de 1944, e em 1945 lançaram Capacho e Pra que mais felicidade. Resolvido a continuar interpretando suas músicas, juntou-se a um grupo de cantoras, organizando um conjunto que, por sugestão de Pedro Caetano, foi chamado de Ataulfo Alves e suas Pastoras. Inicialmente formado por Olga, Marilu e Alda, lançaram sucessos como Inimigo do samba (com Jorge de Castro), em 1943; Todo mundo enlouqueceu (com Jorge de Castro), Boêmio sofre mais (com Floriano Belham) e Vá baixar noutro terreiro (com Raul Marques), em 1945; e Infidelidade (com Américo Seixas), em 1947.

Representativas da década de 1950, quando faziam sucesso músicas de fossa e de amores infelizes, são suas composições Fim de comédia e Errei, sim, gravadas por Dalva de Oliveira. Em 1954 participou do show "O Samba nasce no coração", realizado na boate Casablanca, quando lançou o samba Pois é.... O pintor Pancetti gostou muito da música e, inspirado nela, fez um quadro com o mesmo nome, que ofereceu ao compositor. Compôs então Lagoa serena (com J. Batista), dedicando-a a Pancetti, que, novamente, o homenageou com a tela Lagoa serena. Pois é... foi gravado somente em 1955, pela Sinter, pois o compositor havia sido despedido da Victor. Na nova gravadora lançou em 1956 o "LP Ataulfo Alves e suas pastoras" (Foto:A elegância nos trajes e nos gestos foi uma das características que marcaram a figura de Ataulfo Alves).

Em 1957 fez Vai, mas vai mesmo, samba muito cantado no Carnaval de 1958. Ainda em 1957 compôs o lírico Meus tempos de criança, que, relembrando sua infância e as personagens de sua cidade natal, é um dos mais característicos de seu estilo nostálgico. Convidado por Humberto Teixeira, em 1961 participou de uma caravana de divulgação da música popular brasileira na Europa, para onde levou Mulata assanhada e Na cadência do samba (com Paulo Gesta), que acabara de lançar. Retornou no mesmo ano e fundou a ATA (Ataulfo Alves Edições), tornando-se editor de suas músicas. Por essa época, desligou-se de suas pastoras - na ocasião Nadir, Antonina, Geralda e Geraldina -, passando a se apresentar sozinho, esporadicamente.

Ataulfo e suas Pastoras cantam Você passa e eu acho graça, acompanhados por Jacob do Bandolim.

Depois de realizar em 1964 uma temporada no Top Club, do Rio de Janeiro, como sentisse piorar a úlcera no duodeno, em 1965 decidiu passar o seu título de General do Samba para seu filho, Ataulfo Alves Júnior. Em 1966 fez nova viagem ao exterior, como representante do Brasil no I Festival de Arte Negra, em Dacar, Senegal.

Em 1967 voltou a aparecer em paradas de sucesso, com inúmeras gravações do samba Laranja madura. Nesse mesmo ano, Roberto Carlos gravou Ai, que saudades da Amélia. Compôs ainda, com Carlos Imperial, os sambas Você passa, eu acho graça, Você não é como as flores e sua última música, Mandinga, concluída pelo parceiro e gravada na Odeon por Clara Nunes. Em decorrência do agravamento da úlcera, morreu após uma intervenção cirúrgica (Foto acima: Com Roberto Carlos).

Algumas letras e cifras:


Obra completa:

A você (c/Aldo Cabral), valsa-canção, 1937; Aconteça o que acontecer (c/Felisberto Martins), samba, 1940; Ago-iê, samba, 1955; Agradeça a sua amiga, samba, 1957; Agradeço a Deus, samba, 1951; Ai. ai, meu Deus (c/Wilson Batista), samba, 1951; Ai, amor, samba, 1957; Ai, Aurora, samba, 1963; Ai, que dor (c/J. Batista), samba, 1951; Ai, que saudades da Amélia (c/Mário Lago), samba, 1942; Ainda sei perdoar, bolero, 1952; Alegria na casa de pobre (c/Abel Neto), samba, 1941; Alma perdida (c/Elpídio Viana), samba, 1944; Amor de outono (c/Artur Vargas Júnior), samba, 1969; Amor é mais amor... depois da separação, samba-canção, 1939; Amor perfeito (c/Wilson Batista), marcha, 1951; Ana (c/Orlando Monelo e Antônio Elias), samba, 1945; Antes só do que mal acompanhado (c/Benedito Lacerda), samba, 1945; Aproveita a mocidade, samba, 1964; Arrasta o pé, moçada (c/Maria Elisa), marcha, 1952; As árvores morrem de pé, samba, 1965; Assunto velho (c/Wilson Falcão), samba, 1940; Até breve (c/Cristóvão de Alencar), samba, 1937; Até ela (c/J. Pereira), marcha, 1938; Até Jesus (c/Wilson Batista), samba, 1952; Atire a primeira pedra (c/Mário Lago), samba, 1944; Atraso de vida, samba, 1948; Balança mas não cai, samba, 1953; Batuca no chão (c/Assis Valente), batucada, 1945; Bem que me dizem, samba, 1958; Boca de fogo (c/J. Batista), marcha, 1949; Boêmio (c/J. Pereira), samba, 1937; Boêmio sofre mais (c/Floriano Belham), samba, 1945; O bonde de São Januário (c/Wilson Batista), samba, 1940; Brado de Alerta, samba, 1955; Cabe na palma da mão (c/Artur Vargas Júnior), samba, 1968; Cadê Dalila, marcha, 1952; Calado venci (c/Herivelto Martins), samba, 1947; Caminhando, samba, 1957; Canção do nosso amor, valsa-romance, 1939; Cansei, samba, 1952; Capacho (c/Mário Lago), samba, 1945; Capital de Noel, samba, 1968; A cara me cai (c/Alberto Jesus), samba, 1953; A carta, samba, 1958; Castelo de Mangueira (c/Roberto Martins), samba, 1956; O castigo que te dei (c/Geraldo Queirós), samba, 1949; O Catete vai passar, samba, 1952; Cheque ao portador (c/J. Barcelos), marcha, 1941; Chorar pra quê? (c/Alcides Gonçalves), samba, 1942; Choro (c/Roberto Martins), samba, 1936; Colombina do amor (c/Alberto Ribeiro), marcha, 1937; Com o pensamento em ti (c/Ari Monteiro), samba, 1952; Como a vida me bate, samba, 1965; Como é seu nome? (c/Marino Quintanilha), samba, 1944; Conceição (c/Ari Monteiro), samba, 1953; Continua (c/Marino Pinto), samba, 1940; O coração não envelhece, samba, 1950; Covardia (c/Mário lago), samba, 1938; Cuidado com essa mulher (c/Antônio Almeida), samba, 1941; De janeiro a janeiro, samba, 1958; De onde veio a Eva? (c/Rogério Nascimento), marcha, 1961; Deixa essa mulher pra lá, samba, 1953; Deixa o toró desabar, samba, 1972; Desaforo eu não carrego, samba, 1962; Desta vez não (c/Alcides Gonçalves), samba, 1943; Devagar, morena, samba, 1958; Dia final, samba, 1964; Diga-me com quem andas, samba, 1965; Dilema (c/Aldo Cabral), samba, 1952; Dinheiro pra festa (c/Marino Quintanilha), samba, 1944; Diz o teu nome (c/José Gonçalves), samba, 1945; Dizem, samba, 1952; Dulcinéia (c/Antônio Almeida), samba, 1946; É hoje (c/Dunga), samba, 1954; É negócio casar (c/Felisberto Martins), samba, 1941; E um quê que a gente tem (c/Torres Homem), samba, 1941; É verdade, samba, 1958; É você (c/Aldo Cabral), valsa, 1937; Ela é boa mas é minha (c/Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior), samba, 1942; Ela não quis, samba, 1944; Ela, sempre ela (c/César Brasil), samba, 1950; Endereço (c/Mário Lago), samba, 1956; Errei (c/Claudionor Cruz), samba, 1939; Errei, erramos, samba, 1938; Errei, sim, samba, 1950; Escravo da saudade, samba, 1944; Está tudo errado (Voltei ao que era), samba, 1949; Eu conheço você (c/Roberto Martins), marcha, 1939; Eu que não quero, samba, 1951; Eu não sabia (c/Jorge de castro), samba, 1943; Eu não sei (c/Sílvio Caldas), samba, 1937; Eu não sei por que é (c/Zé Pretinho), batucada, 1941; Eu não sou daqui (c/Wilson Batista), samba, 1941; Eu sou de Niteróí (c/Wilson Batista), samba, 1941; Eu também sou general, samba, 1950; ExaItação à cor (c/J. Audi), samba, 1953; Fala, mulato (c/Alcibíades Nogueira), samba, 1956; Fala, Pedro, samba, 1946; Falem mal, mas falem de mim (c/Marino Pinto), samba, 1939; Falei demais (c/Claudionor Cruz), samba, 1940; Faz um homem enlouquecer (c/Wilson Batista), samba, 1941; Félix (c/Aldo Cabral), samba, 1950; Fidalgo, choro-canção, 1954; Fim de comédia, samba-canção, 1951; Fogueira do coração (c/Torres Homem), canção, 1945; Foi covardia, samba, 1943; Foi você (c/Roberto Martins), samba, 1937; Gastei tudo num dia (c/Jorge Murad), marcha, 1960; Geme, negro (c/Sinval Silva), samba, 1946; Gente, samba, 1967; Gente bem também samba, samba, 1968; Guarda essa arma (c/Roberto Martins), marcha, 1938; Hei de me vingar (c/Osvaldo Guedes), samba, 1938; Herança do desgosto, samba, 1956; O homem e o cão (c/Artur Vargas Júnior), samba, 1968; Índia do Brasil (c/Aldo Cabral), marcha, 1947; Infidelidade (c/Américo Seixas), samba, 1947; Inimigo do samba (c/Jorge de Castro), samba, 1943; Intriga, samba, s.d.; Irajá, batucada, 1948; Ironia (c/Bide e Mário Nielsen), samba, 1938; Isto é que nós queremos, samba, 1946; Já sei sorrir (c/Claudionor Cruz), samba, 1939; João pouca roupa (c/Arlindo Marques Júnior, Roberto Roberti, Haroldo Lobo e Nássara), marcha, 1942; Jubileu, 1959; Juvenal, samba, 1957; Lá na quebrada do monte (c/Felisberto Martins), valsa, 1941; Lagoa serena (c/J. Batista), samba-canção, 1955; Lar antigo (c/Conde), samba, 1956; Laranja madura, samba, 1967; Larga meu pé, reumatismo, samba, 1972; Laura, samba,1944; Lenço branco, samba, 1967; Leonor (c/Djalma Mafra), samba, 1943; Leva meu samba..., samba, 1941; Lírios do campo (c/Peterpan), samba, 1950; Livro aberto, samba, 1965; Macumbê-macumba, samba, 1965; Madalena (c/Adeilton Alves de Sousa), samba, 1973; Madame Garnizé (c/Américo Seixas), samba, 1950; Mais amor para você, samba, 1962; O mais triste dos mortais, samba, 1956; Mal-agradecida (c/Jardel Noronha), samba, 1941; Mal de raiz (clAmérico Seixas), samba, 1950; Malvada, samba, 1962; Mamãe Eva, marcha, 1966; Mandinga (c/Carlos Imperial), samba, 1971; Maneiroso, choro, 1948; Mania da falecida (c/Wilson Batista), samba-batuque, 1939; Marcha da noiva (c/Aldo Cabral), marcha, 1949; Marcha pro oriente (c/Lamartine Babo), marcha, 1957; Maria da Conceição, samba, 1958; Maria Nazaré (c/José Inácio de Castro), marcha, 1967; Mártir no amor (c/Davi Nasser), samba, 1945; Mas que prazer (c/Felisberto Martins), samba, 1941; Me dá meu chapéu, samba, 1963; Me dá meu paletó (c/José Bispo dos Santos), samba, 1964; Me deixa sambar (c/Nelson Trigueiro), samba, 1943; Me queira agora, samba, 1973; Menina que pinta o sete (c/Roberto Martins), marcha, 1935; Mensageiro da dor, samba, 1960; Mensageiro da saudade (c/J. Batista), samba-canção, 1950; Mentira do povo (c/Elpídio Viana), samba, 1951; Mentira pura, samba, 1956; Mentira só, samba, 1964; Meu drama (c/Wilson Batista), samba, 1951; Meu lamento (c/Jacó do Bandolim), samba, 1956; Meu papel (c/Osvaldo França), samba, 1945; Meu pranto ninguém vê (c/José Gonçalves), samba, 1938; Meu protetor (c/Odilon Noronha), batucada, 1944; Meus tempos de criança, samba, 1957; Mil corações (c/Jorge Faraj), valsa, 1938; Minha infância, samba, 1965; Minha mãezinha, samba, 1957; Minha sombra (c/Davi Nasser), valsa, 1940; Minhas lágrimas (c/Conde), samba, 1953; Miraí, marcha, 1962; Morena faceira, samba, 1937; Um motivo, samba, 1947; Mulata assanhada, samba, 1956; Mulher do seu Oscar (c/Wilson Batista), samba, 1940; A mulher dos sonhos meus (c/Orlando Monello), samba, 1941; A mulher fez o homem (c/Roberto Martins), samba, 1941; Mulher fingida (c/Bide), samba, 1937; Mulher, toma juízo (c/Roberto Cunha), samba, 1938; O mundo está errado, samba, 1965; Na cadência do samba (c/Paulo Gesta), samba, 1961; Na ginga do samba, samba, 1964; Na hora da partida (c/Alberto Montalvão), samba, 1946; Não amou, não sofreu, não viveu (c/Luís Bandeira), samba, 1973; Não irei lhe buscar, samba, 1944; Não mando em mim (c/Bide), samba, 1938; Não posso acreditar, samba, 1973; Não posso crer, samba, 1936; Não posso resistir, samba, 1935; Não quero opinião de mulher (c/Newton Teixeira), samba, 1942; Não sei dar adeus (c/Wilson Batista), samba, 1939; Não tenho pressa, samba, 1963; Não vai, Zezé, batucada, 1940; Não volto mais (c/Bide), samba, 1936; Nego, tá se acabando (c/Vítor Bacelar), samba-maracatu, 1946; O negro e o café (c/Orestes Barbosa), samba 1945; Nem que chova canivete, samba, 1968; Nessa rua (c/J. Pereira), marcha, 1937; No apartamento discreto (c/Arlindo Marques Júnior), valsa, 1937; No meu sertão, samba-canção, 1937; Nós das Américas, samba, 1942; Noutros tempos era eu, samba, 1943; Nunca mais, samba, 1964; O que é que eu vou dizer em casa? (c/Miguel Gustavo), samba, 1948; O que que há?, samba, 1962; O ódio não destrói o ódio, samba, 1962; Oh!, seu Oscar (Wilson Batista), samba, 1941; Olha a saúde, rapaz (c/Roberto Roberti), samba, 1945; Ordem do rei, samba, 1960; Pago pra ver, batucada, 1972; Pai Joaquim da Angola, batuque, 1955; Palavra do rei, samba, 1956; Papai não vai (c/Wilson Batista), samba, 1942; Papai Noel (clBide), marcha, 1935; O pavio da verdade (c/Américo Seixas), samba, 1949; A pedida é essa, samba, 1961; Pela luz divina (c/Mário Travassos), samba, 1945; Pelo amor de Deus (c/Luís de França), samba, 1964; Pelo amor que eu tenho a ela (c/Antônio Almeida), samba, 1936; Perdi a confiança (c/Rubens Soares), samba, 1937; Pico a mula (c/José Batista), marcha, 1949; Pois é..., samba, 1955; Por amor ao meu amor, samba, 1937; Positivamente não (c/Marino Pinto), samba, 1940; Pra esquecer uma mulher (c/Claudionor Cruz), samba, 1940; Pra que mais felicidade (c/Mário Lago), samba, 1945; O prazer é todo meu (c/Claudionor Cruz), samba-canção, 1937; Primeiro de maio, marcha, 1962; Primeiro nós (c/Peterpan), batucada, 1941; Protesto, samba, 1965; Quando dei adeus (c/Wilson Batista), samba, 1941; Quando eu morrer, samba, 1958; Quanta tristeza (c/André Filho), samba-canção, 1937; Quantos projetos (c/Antônio Domingues), samba, 1961; Quem bate? (c/Max Bulhões), samba, 1937; Quem é que não sente? (c/Afonso Teixeira), samba, 1950; Quem é você (c/Dunga), samba, 1940; Quem mandou laiá (c/Roberto Martins), samba de partido-alto, 1942; Quem mandou você errar (c/Augusto Garcez), samba, 1940; Quem me deve me paga, samba-batucada, 1956; Quem não quer sou eu (c/Edvaldo Vieira), samba, 1963; Quem quiser que se aborreça, samba, 1962; Quero o meu pandeiro (c/Mário Lago), samba, 1944; Quinta raça (c/Antônio Domingues), marcha, 1967; Rabo de saia (c/Jorge de Castro), samba, 1955; Rainha da beleza (c/Jorge Faraj), samba, 1937; Rainha do mar, samba, 1958; Rainha do samba, samba, 1955; Receita (c/João Bastos Filho), samba, 1939; Rei vagabundo (c/Roberto Martins), samba, 1936; Reminiscências, samba, 1939; Represália, samba, 1942; Requebrado da mulata, samba, 1968; Um retrato de Minas, samba, 1957; Retrato do Rio, samba, 1965; Réu confesso, samba, 1954; Rio, cidade bendita (c/Francisco Caldas), marcha, 1965; Sai do meu caminho, samba, 1956; Salve a Bahia (c/Nelson Trigueiro), samba, 1943; Salve ela (c/Alberto Ribeiro), samba-batucada, 1937; Samba, Brasil (c/Aldo Cabral), samba, 1950; Samba de Bangu, 1957; Samba em Brasília, 1957; Sambou de pé no chão (c/Augusto Garcez), 1951; Santos Dumont (c/Aldo Cabral), marcha, 1957; Saudade da saudade, samba, 1958; Saudade dela, samba, 1936; Saudades da mulata, samba, 1952; Saudades do meu barracão, samba-canção, 1935; Se a saudade me apertar (c/Jorge de Castro), samba, 1955; Se eu fosse pintor, (c/Wilson Batista), samba, 1965; Sei que é covardia mas... (c/Claudionor Cruz), samba, 1939; Semeia mas não cresce, samba, 1960; Será... (c/Wilson Batista), samba, 1939; Seresta, samba, 1960; Sexta-feira, samba, 1933; Sim, foi ela (Darci de Oliveira), samba, 1942; Sim, sou eu, samba, 1940; Sim, voltei, samba, 1957; Sinhá Maria Rosa (c/Roberto Martins), toada-cateretê, 1935; Sinto-me bem, samba, 1941; Só me falta uma mulher (c/Felisberto Martins), samba, 1942; Solidão (c/Aldo Cabral), choro, 1953; Solitário, choro-canção, 1946; Sonhei com ela, samba, 1947; Sonho, samba, 1933; Talento não tem idade, samba, 1958; Tempo perdido, samba, 1934; Tenho prazer, samba, 1936; Terra boa (c/Wilson Batista), samba, 1942; O teu pranto é mentira, samba, 1965; Teus olhos (c/Roberto Martins), samba-choro, 1939; Tô ficando velho, marcha, 1960; Todo mundo enlouqueceu (c/Jorge de Castro), samba, 1945; Trovador não tem data (c/Wilson Falcão), marcha, 1939; Tu és esta canção, valsa-canção, 1940; Vá baixar noutro terreiro (c/Raul Marques), samba, 1945; Vai levando (c/José Batista), samba-batucada, 1953; Vai, Madalena, samba, 1972; Vai, mas vai mesmo, samba, 1958; Vai na paz de Deus (c/Antônio Domingues), samba, 1953; Vassalo do samba, samba, 1967; Velha Guarda, marcha, 1968; Vem amor (c/Raul Longras), samba, 1939; O vento que venta lá, batucada, 1957; Vestiu saia fá pra mim (c/José Batista), samba, 1953; Vida da minha vida, samba, 1949; Você é o meu xodó (c/Wilson Batista), samba, 1942; Você me deixou (c/Arnaldo Vieira Marçal), samba, 1939; Você não é como as flores (c/Carlos Imperial), samba, 1971; Você não nasceu pra titia, samba, 1964; Você não quer, nem eu, samba, 1955; Você não sabe, amor (c/Bide), samba, 1936; Você não tem palavra (c/Newton Teixeira), samba, 1941; Você nasceu pro mal, samba, 1960; Você passa e eu acho graça (c/Carlos Imperial ), samba, 1971; Vou buscar minha Maria (c/Claudionor Cruz), marcha, 1939; Vou tirar meu pé do lodo (c/Conde), batucada, 1953; Zé da Zilda, samba, 1955.


Fontes: MPB Compositores - Ed. Globo; Enciclopédia da Música Brasileira- Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Sei que é covardia, mas ...

Ataulfo Alves
Sei Que é Covardia, Mas ... (samba, 1938) - Ataulfo Alves e Claudionor Cruz - Intérprete: Carlos Galhardo

Disco 78 rpm / Título da música: Sei Que é Covardia, Mas... / Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Cruz, Claudionor (Compositor) / Galhardo, Carlos, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1938 / Nº Álbum 34401 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Cm                G7              Cm
   Sei que é covardia um homem chorar
    G7           Cm    G7   Cm
Por quem não lhe quer
               G7              Cm
Sei que é covardia um homem chorar
    G7           Cm      C7
Por quem não lhe quer
                     Fm
Não descanso um só momento
                   G7
Não me sai do pensamento
       Cm
Essa mulher
       Eb7         Ab
Que eu quero tanto bem
      G7     Cm
E ela não me quer!
       Eb7         Ab
Que eu quero tanto bem
      G7     Cm
E ela não me quer!
G7     Cm
Outro amor
C7            Fm
Não resolve a minha dor!
G7    Cm            Ab
Só porque o meu coração
              G7
Já não quer outra mulher
     Cm
Pois é...

Vida da minha vida

Ataulfo Alves
Vida da minha vida (samba, 1949) - Ataulfo Alves - Intérprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Vida da minha vida / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Intérprete) / Sílvio César e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Star / Gravação: 1949 / Lançamento: 05/1949 / Nº do Álbum: 132 / Nº da Matriz: S132-1 / Gênero musical: Samba

Dm           E7    A7
Minha musa inspiradora
                 Dm
Minha noite de luar
              C7
Agradeço ao Criador
 
Que me fez um sonhador
                 F       D7
Pra melhor te exaltar
                  Gm     C7
Rima rica do meu verso
                   F   
Minha canção preferida
               Eb       A7
Melodia do meu samba
                      Dm    Gm
Vida da minha própria vida
                  Dm
Estrela que brilha mais
             A7
Que uma constelação
                    D7
Nestas noites de verão
              Dm    Gm
Ilumina os dias meus
       A7
Minha querida
                     Dm    Gm   Dm
Vida da minha própria vida


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Laranja madura


Laranja Madura (samba, 1966) - Ataulfo Alves - Intérprete: Ataulfo Alves

LP Ataulfo Alves - Eternamente Samba / Título da música: Laranja Madura / Gravadora: Polydor / Ano: 1966 / Nº Álbum: LPNG 44.002 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.


Tom: D  

Dm
Você diz           A7
Que me dá casa e comida
                           Dm
Boa vida e dinheiro pra gastar
A7          Dm
O que é que há minha gente
            Am
O que é que há
         E7
Tanta bondade
                 A7   D7
Que me faz desconfiar

          Gm
Laranja madura
C7            F    Bb7
Na beira da estrada
     A7
Tá bichada, Zé
                     Dm7
Ou tem marimbondo no pé

A7
Santo que vê muita esmola
         Dm
Na sua sacola

Desconfia
A7                  Dm
E não faz milagres, não
A7
Gosto da Maria Rosa
             Dm
Quem me dá prosa

É Rosa Maria
A7                Dm7
Vejam só que confusão

Na cadência do samba

Ataulfo Alves
Existem dois sambas com o título de “Na Cadência do Samba”. O primeiro, de Luiz Bandeira, foi por ele lançado em junho de 56, sem maior sucesso. Tempos depois, adotado como prefixo e fundo musical para cenas de futebol no jornal cinematográfico Canal 100, de Carlos Niemeyer, popularizou-se, tornando-se conhecido pelo verso inicial “Que Bonito É”.

Já o segundo, seis anos mais novo, é um dos melhores da última fase de Ataulfo Alves, impressionando pelo curioso estribilho: “Sei que vou morrer não sei o dia / levarei saudades da Maria / sei que vou morrer não sei a hora / levarei saudades da Aurora / eu quero morrer numa batucada de bamba / na cadência bonita do samba.” Além da versão de Ataulfo, “Na Cadência do Samba” fez sucesso cantado por Elizeth Cardoso, que por coincidência gravou também samba do Luís Bandeira (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Na cadência do samba (samba, 1962) - Paulo Gesta e Ataulfo Alves - Intérprete: Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Na cadência do samba / Paulo Gesta (Compositor) / Ataulfo Alves (Compositor) / Ataulfo Alves (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1962 / Álbum: P-61.149-H-1 / Gênero musical: Samba.

Dm                             Gm    A7
Sei que vou morrer, não sei o dia
                      Dm
Levarei saudades da Maria
               D7             Gm        C7
Sei que vou morrer, não sei a hora
                        F        A7
Levarei saudades da Aurora

Dm                      A7
Quero morrer numa batucada de bamba
                          Dm
Na cadência bonita de um samba
             C7                       F
Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
               A7
Diz o dito popular
                       Dm   A7
Morre o homem fica a fama
    Dm                    A7
Quero m orrer numa batucada de bamba
                           Dm
Na cadência bonita de um samba

Vai, mas vai mesmo

Nora Ney
Vai, mas vai mesmo (samba, 1959) - Ataulfo Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Vai, mas vai mesmo / Autoria: Alves, Ataulfo, 1909-1969 (Compositor) / Nora Ney, 1922-2003 (Intérprete) / Bandinha (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Rca victor, 06/06/1958 / Nº Álbum 801973 / Gênero musical: Samba.



Vai, vai mesmo
Eu não quero você mais
Nunca mais
Tenha a santa paciência
Ponha a mão na consciência
Deixe-me viver em paz
Vai ou não vai ?

Sai de vez do meu caminho
De a outro o seu carinho
Me abandone, por favor
Ai, que dor,
Você machucou meu peito,
Não tem mais o direito
De mandar no meu amor.
Vai, ou não vai ?

Infidelidade

Ataulfo Alves
Infidelidade (samba, 1947) - Ataulfo Alves e Américo Seixas - Intérprete: Ataulfo Alves e Suas Pastoras

Disco 78 rpm / Título da música: Infidelidade / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Compositor) / Américo Seixas (Compositor) / Ataulfo Alves, 1909-1969 (Intérprete) / Suas Pastoras (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 21/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 80-0532 / Nº da Matriz: S-078749-2 / Gênero musical: Samba


Aquele que considera,
O amor uma quimera,
Vive longe do sofrer,
Tem sempre os olhos enxutos,
Crê no amor de dez minutos,
E nelas não deve crer,
São falsas, na maioria,
E quando o homem confia,
Em tudo o que a mulher diz,
Heis a traição consumada
Uma vida desgraçada,
Um lar a mais infeliz.

Gostei de uma criatura,
Sem moral, sem compostura,
Sem coração, sem pudor,
Era o dono, do negócio,
Sem saber que havia um sócio
Na firma, do nosso amor,
Felizmente ainda alegra,
Saber-se que em toda regra,
Tem sempre a sua exceção,
Não julgo todas, por uma,
Pode ser que haja alguma
Com pudor e coração...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.