Mostrando postagens com marcador jararaca e ratinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jararaca e ratinho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jararaca

Jararaca (José Luís Rodrigues Calazans) nasceu em Maceió, Alagoas em 29/9/1896. Fez dupla com Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho, nascido em Itabaiana, Pernambuco, em 13/4/1896 e falecido em Duque de Caxias, Rio de Janeiro em 8/9/1972.

Em 1918, o grupo carnavalesco de Recife chamado "Os Boêmios", excursionava pelas cidades circunvizinhas com seus instrumentos de corda e sopro tocando polcas, emboladas, frevos e outros ritmos e entre seus integrantes encontravam-se Jararaca e Ratinho.

Esse grupo transformou-se, mais tarde, em "Os Turunas Pernambucanos". Cada componente adotou o nome de um bicho como nome artístico. Em janeiro de 1937, foi lançada a marcha Mamãe eu quero, de Jararaca e  Vicente Paiva, pela Odeon, que se tornaria um dos maiores sucessos do carvanal carioca em todos os tempos.

A estréia de Jararaca e Ratinho nas ondas radiofônicas se deu em 1939 na Rádio Mayrink Veiga. Logo o crescente público da mídia desfrutou de uma nova forma de fazer humor, com trocadilhos espirituosos, adivinhações e vasto anedotário.

"Interpretavam" tipos de caipiras recém chegados à cidade grande, e assim contribuíram para o registro do código de costumes daquela época. Intercalados executavam rojões e polcas.

Jararaca, além de bom violonista, era um emérito letrista, recorrendo aos motivos e refrões do Nordeste para a construção de números como o rojão Catirina - regravada por Jackson do Pandeiro no LP "Sina de Cigarra" , de 73.

Em 1972, a dupla foi homenageada com o prêmio "Imortais do carnaval". Jararaca ainda veria um último sucesso seu após o sumiço de Ratinho: Do Pilar, que Tom Jobim transformou em Bôto , sucesso de seu álbum "Urubu", de 1976.

Neste mesmo ano foi chamado para participar do programa Chico City para o papel do Coronel Sucuri. Veio a falecer no Rio de Janeiro em 11/10/1977.

Fonte: Revivendo Músicas

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Saxofone por que choras?

Saxofone por que choras? (choro, 1930) - Ratinho (Severino Rangel de Carvalho)

Em 1930, depois de uma excursão pelo interior com o poeta e folclorista Cornélio Pires, Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho da dupla Jararaca e Ratinho, gravou ao saxofone alguns choros e valsas de sua autoria, entre os quais Saxofone, por que choras?, Guriatã de coqueiro, Cenira, Eu e eles.

Disco 78 rpm / Título da música: Saxofone por que choras? / Severino Rangel de Carvalho [Ratinho] (Compositor) / Severino Rangel de Carvalho (Intérprete) / Batutas do Norte (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10656-b / Nº da Matriz: 3672 / Lançamento: Agosto/1930 / Gênero musical: Choro / Coleções: IMS, Nirez




Fonte: Discografia Brasileira - IMS.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Alma de Tupi

Jararaca
Alma de Tupi (canção, 1933) - Jararaca (José Luiz Calazans) - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Alma de tupi / José Luiz Calazans "Jararaca" (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 09/06/1933 / Lançamento: 09/1933 / Nº do Álbum: 33697 / Nº da Matriz: 65771-1 / Gênero musical: Canção


Sou caboclo brasileiro,
Tenho sangue de guerreiro,
Descendente de Tupi,
Já andei por outras terras,
Tenho visto muitas serras,
Como a nossa nunca vi,
Tenho amor à minha terra,
Que belezas ela encerra,
Nesses matos do sertão !
Onde os nossos índios bravos,
Nunca se fizeram escravos,
De qualquer outra nação !
Minha terra tem cascatas,
Tem mistérios nestas matas
Que traduz belezas mil !
Minha terra tem perfume,
Que até Deus já tem ciúme,
Destas terras do Brasil !
Folhas verdes e amarelas,
Céu azul cheio de estrelas,
Como não existe igual,
A imagem da bandeira,
Desta terra brasileira,
Neste mundo é sem rival.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Guriatã de coqueiro

Ratinho
Guriatã de coqueiro (cantiga, 1930) - Ratinho (Severino Rangel de Carvalho) - Intérprete: Ratinho

Disco 78 rpm / Título da música: Guriatã de coqueiro / Ratinho, 1896-1972 (Compositor) / Ratinho, 1896-1972 (Intérprete) / Batutas do Norte (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10656 / Nº da Matriz: 3671 / Lançamento: Agosto/1930 / Gênero musical: Cantiga / Coleções: IMS, Nirez


Guriatã de coqueiro
Fugiu da sua gaiola

Guriatã de coqueiro
Bateu asa e foi-se embora (x2)

Eu não sei porque motivo
Guriatã foi-se embora


Foi-se embora e me deixou
Também a minha viola
Companheira inseparável
Que minhas mágoa consola

Guriatã de coqueiro
Fugiu da sua gaiola

Guriatã de coqueiro
Bateu asa e foi-se embora (x2)

De manhã muito cedinho
Logo que me levantava
Ia no pé de coqueiro
Falar com guriatã
E pedir pra ela cantá
A saudação da manhã

Guriatã de coqueiro
Fugiu da sua gaiola

Guriatã de coqueiro
Bateu asa e foi-se embora (x2)

Vou fazê uma premessa
Ao meu santo protetor
Pra fazê ele vortá
Esse pássaro cantadô
Pra alegria de meu rancho
Que nunca mais se alegrô



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Dolorosa saudade

Dolorosa saudade (valsa, 1930) - Jararaca e Ratinho - Intérprete: Augusto Calheiros com Turunas da Mauriceia

Disco 78 rpm / Título da música: Dolorosa saudade / Jararaca, 1896-1977 (Compositor) / Ratinho, 1896-1972 (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Turunas da Mauriceia (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10503 / Nº da Matriz: 2937 / Lançamento: Dezembro/1929 / Gênero musical: Valsa / Coleção: IMS


Dolorosa saudade
Em meu coração
E então, pois bem sei
Que não podia estar
Tão longe de mim


É por tua maldade
Que hoje fico a sofrer
Vem um dia, meu querer
Para consolação viver

Bem sei que em mim não pensas
Mulher sem coração
Mas tem como consolo
Essa separação
Mas um dia virás
Que hás de me querer
E então compreenderás
O que é sofrer

Porque quando souberes
Que em braços de outra
Aquele que te amou
E que por ti sofreu
Procura um consolo
Uma gota de amor
Por não mais suportar a dor

Mesmo assim
Já quase tenho fé e esperança
Se compreenderes o mal que fizeste
E ainda me quiseres de mim ter lembrança
Podes vir
Indulto então deixarei
Esquecendo o passado
Meu perdão darei...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 1 de abril de 2006

Jararaca e Ratinho


Jararaca e Ratinho - Dupla sertaneja formada em 1927 por José Luís Rodrigues Calazans, o Jararaca (Maceió AL 1896-Rio de Janeiro RJ 1977) e Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho (Itabaiana PB 1896-Duque de Caxias RJ 1972). José Luís encontrou Severino em 1918, nas rodas artísticas de Recife PE.


Começaram a tocar juntos, organizando um conjunto, os Turunas Pernambucanos, onde apareciam ao lado de Pirara e Romualdo Miranda (violões), Robson (cavaquinho) e Artur Sousa (ganzá). Todos os integrantes adotaram apelidos de bichos, permanecendo os de Jararaca e Ratinho mesmo depois da dissolução do conjunto.

Em 1921 os Turunas exibiram-se por 15 dias no Cine-Teatro Moderno, com o conjunto Oito Batutas, que visitava Recife. Foi o estímulo decisivo para o grupo, convidado então para os festejos do centenário da Independência, no Rio de Janeiro, em 1922, fazendo grande sucesso com suas emboladas, cocos, baiões, e com seus trajes típicos: alpercatas e chapéu de couro. O vespertino A Noite deu-lhe ampla cobertura, chefiada pessoalmente por seu proprietário, Irineu Marinho. O conjunto foi convidado a gravar dois discos na Odeon, obtendo grande êxito com A espingarda (Pa-pa-pá) - arranjo de Jararaca sobre tema folclórico, e Jararaca gravou também um disco solo, com Vamos embora Maria, samba sertanejo, e Passarinho verde, canção nortista (ambas de sua autoria).

O conjunto excursionou então pelo Sul e, contratado pela companhia Abigail Maia, apresentou-se em Buenos Aires, Argentina, desfazendo-se em seguida. Jararaca (violão e canto) e Ratinho (saxofone) ainda se apresentaram por algum tempo no Café Rio Branco, em Montevidéu, Uruguai, mas a dupla só se formou com a inauguração do Teatro Santa Helena, na Praça da Sé, de São Paulo SP, em 1927, fazendo grande sucesso com emboladas entremeadas de quadros humorísticos. Em 1928 Francisco Alves gravou, de Jararaca, Meu sabiá, na Odeon, e no ano seguinte Meu Brasil, na Parlophon; e foi na Odeon que a dupla gravou seu primeiro disco, em 1929, apresentando, de sua autoria, Caipirada e Lista do baile. Começou então a desenvolver seus quadros, explorando determinadas situações, como as relações dos "turcos" com os caipiras, das quais Aniversário do Abdula e A loja do turco são um exemplo.

A dupla excursionou pelo interior com Cornélio Pires. Em 1930 Ratinho gravou ao saxofone alguns choros e valsas de sua autoria, entre os quais Saxofone por que choras?, Guriatã de coqueiro, Cenira, Eu e eles. Dois anos depois a dupla cantava músicas nordestinas e regionais, e contava piadas na Casa de Caboclo, apresentando-se também na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Jararaca passou então a compor com o maestro Vicente Paiva, fazendo sucesso no Carnaval de 1937 com a marcha Mamãe eu quero, gravada por Jararaca na Odeon. Outra composição da dupla, o samba Pode ser que sim foi gravado pelo conjunto Os Trigêmios Vocalistas em 1943, na Columbia. Com o advento do Estado Novo, veio a fase áurea da Rádio Nacional e o apogeu da dupla, que teve programa próprio, além de participar do programa Eucalol, em que Ratinho tocava choros e valsas ao saxofone.

Em 1942 a dupla gravou pela Odeon um disco representativo dessa fase, apresentando, de sua autoria, o desafio Desafiando e a embolada Oi, Chico, seguindo-se, em 1945, disco com a marcha Bonito e a batucada Meu pirão primeiro. Dois anos depois, Ratinho gravou, ainda na Odeon, o choro Pinicadinho, grande sucesso da dupla. Na Rádio Nacional, onde atuou de 1936 e 1945, e excursionando pelo país, a dupla integrou a famosa Lira do Xopotó, banda que sugeria um conjunto do interior do Brasil, em que Jararaca fazia o papel de Mestre Filó e Ratinho o de Jararaca. Quando a programação radiofônica começou a ser feita em disco, a dupla passou para a televisão, estreando com o programa A-E-I-O-Urca, na TV Tupi.

Em 1922 os Turunas Pernambucanos desembarcavam no Rio de Janeiro. Entre eles, Jararaca (o terceiro sentado à direita) e Ratinho (de pé, à esquerda, com o clarinete).


Em 1960 a dupla apresentou em São Paulo a burleta Por que me ufano de Bananal, desempenhando nessa década o mesmo papel de compadres caipiras representado durante toda a carreira, nos programas Balança mas não Cai, UAU e Aquele Abraço, na TV Globo. Após a morte de Ratinho, Jararaca continuou se apresentando em papéis cômicos na televisão, em diversos programas.


Fontes: História da MPB - Editora Globo; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Ed. e Publifolha.