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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pressentimento


Pressentimento (samba, 1968) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Marília Medalha

LP Marília Medalha / Título da música: Pressentimento / Élton Medeiros (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Marília Medalha (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1968 / Nº Álbum: R 765.047 L / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / MPB.


Tom: C
Intro 2x: Am  Am7M  Am7  Am6  F  E7  Am  E7

Am   E7          Am
Ai, ardido peito
G7                             C
Quem irá entender o seu segredo?
Dm          E7             Am
Quem irá pousar em  teu destino?
F           F7      E7
e depois morrer do seu amor

Am E7         Am
A mas quem virá
G7                      C
Me pergunto  a toda hora
Dm     E7           Am     F7
E a resposta é um silêncio
        E7           Am
que atravessa a madrugada

A                C#m
Vem meu novo amor
D      E7           A
Vou deixar a casa aberta
Bm    E7            Am
Ja escuto os teus passos
B7                   E7
Procurando o meu abrigo

C                 G
Vem que o sol raiou
F      G             C
os jardins estao floridos
Dm    E7           Am7
tudo faz  pressentimento
         Dm        Am
Este é o tempo ansiado
     E7        Am
Para ter felicidade

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Rosa de ouro


Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho

LP Rosa de Ouro - Araci Cortes, Clementina De Jesus e Conjunto Rosa De Ouro / Título da música: Rosa de ouro / Elton Medeiros (Compositor) / Paulinho da Viola (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Participação do Conjunto Rosa de Ouro (Élton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Paulinho da Viola) / Trilha Sonora do espetáculo musical produzido e dirigido por Hermínio Bello de Carvalho no Teatro Jovem - Rio de Janeiro / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Álbum: MOFB 3430 / Lado A / Parte inicial da faixa 1 / Gênero musical: Samba.


    Cm              F7         Bb      Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm         F7        Bb     Gm
E outras mais tão graciosas
Cm                   F7             Bb      Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm             F7  Bbº      Bb      Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7  Bb      Gm
Em seu jardim de rosas
Cm  F7  Bb  Gm      Cm     F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb                   G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm  F7  Bb  Gm      Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7                        Bb      Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito
     Cm                  F7          Bb     Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm         F7        Bb     Gm
E outras mais tão graciosas
Cm              F7              Bb      Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm         F7 Bbº       Bb       Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm       F7       Bb      Gm
Querem colher - o quê? - a rosa
Cm  F7  Bb  Gm   Cm   F7
Rosa de ouro, singela
Bb                G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm  F7  Bb  Gm   Cm
Rosa de ouro, singela
F7                       Bb      Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm              F7       Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Folhas no ar


Folhas no ar (samba, 1965) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Elizeth Cardoso

LP Elizete Sobe o Morro / Título da música: Folhas no ar / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Elton Medeiros (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1965 / Álbum: CLP 11434 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba.



Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar


Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou


E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou 

domingo, 29 de outubro de 2006

Hermínio Bello de Carvalho

Hermínio Bello de Carvalho nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1935. Neto de violeiro e filho de ator, morava no bairro da Glória quando começou a freqüentar reuniões na casa do músico Burle Marx, onde conheceu Claudete Soares e Helena de Lima.

Adolescente, gostava muito de música clássica, tendo sido presidente do Centro Cívico Carlos Gomes, de sua escola. Aos 14 anos, cantava em coro de igreja e, em 1958, começou sua carreira na Rádio MEC, do Rio de Janeiro, tendo escrito, entre outros, os programas Violão de Ontem e de Hoje, Reminiscências do Rio de Janeiro, Retratos Musicais e Concertos para a Juventude.

Agitador cultural, poeta, produtor musical, compositor e descobridor de talentos, desde cedo Hermínio conviveu de perto com a música e com os músicos brasileiros. Em 1962, publicou seu primeiro livro de uma série de cerca de 20 que viriam depois, entre eles poesias e crônicas dos personagens da MPB.

Em 1964, com a inauguração do bar Zicartola, no Rio de Janeiro, aproximou-se de Cartola e de alguns de seus futuros parceiros como Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Mauricio Tapajós, com quem fez sua primeira música, Mudando de conversa.

No ano seguinte, dirigiu um musical que marcou época, Rosa de ouro, apresentado no Teatro Jovem, no Rio de Janeiro, que contou com a participação de Clementina de Jesus e Araci Cortes, acompanhadas pelo conjunto Rosa de Ouro, liderado por Paulinho da Viola e Elton Medeiros, que se consagrariam a partir desse show. O musical foi transformado em disco gravado ao vivo – Rosa de Ouro, volume I –, considerado por unanimidade o melhor do ano.

Ainda em 1965 promoveu, com Edu Lobo, no Teatro Jovem, a Feira de Música Popular, reunindo nomes como Nara Leão, Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Torquato Neto, realizou palestras sobre Villa-Lobos, em Lisboa, Portugal, Madrid, Espanha, e Paris, França, e compôs com Zé Keti o samba Cicatriz. Produziu mais de cem discos, como os de Radamés Gnattali, Dalva de Oliveira, Pixinguinha e Eliseth Cardoso. Foi o primeiro a fazer discos de Cartola, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça.

Na primeira metade da década de 1960, dedicou-se a poesia, lançando vários livros: Chove azul em teus cabelos, Rio de Janeiro, 1961; Ária e percussão, Rio de Janeiro, 1962; Novíssima poesia brasileira, Rio de Janeiro, 1963; e Poemas do amor maldito, Rio de Janeiro, 1964.

A partir de 1964, iniciou movimento de integração da música popular e erudita, produzindo concertos mistos, num dos quais apresentou pela primeira vez em público Clementina de Jesus, acompanhada pelo violonista clássico Turíbio Santos.

Deixou a Funarte em 1989 após 13 anos no cargo de diretor adjunto da Divisão de Música Popular Brasileira. Neste período, esteve à frente dos seguintes projetos: Almirante, de recuperação de arquivos e gravação de discos pouco comerciais; Lúcio Rangel, de biografias de MPB; e, o mais conhecido, o Pixinguinha, de shows, uma reedição nacional do Projeto Seis e Meia, que reuniu duplas inesquecíveis para cantar pelo país. Foi membro fundador do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som (MIS).

Em 1978 recebeu o Troféu Estácio de Sá, do MIS, por ter sido a personalidade que mais prestou serviços à musica naquele ano. Apresentou na TVE o musical "Água Viva", de 1976 a 1977 e de 1981 a 1983. Na comemoração dos seus 60 anos, em 1995, foi homenageado com shows e a exposição Isso é que é viverHomenagem aos 60 anos de Hermínio Bello de Carvalho, do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, quando autografou seu livro Umas e Outros.

Ainda em 1995 foram lançados o livro Sessão Passatempo pela Relume-Dumara, RJ, em que conta histórias sobre personalidades da música popular e dois CDs Alaíde Costa canta Hermínio Bello de Carvalho, com canções remasterizados do LP de 1982 e composições novas como a inédita O sabiá e o vento (com Vicente Barreto), e a coletânea de sua obra na série Mestres da MPB, da Warner, em que participam intérpretes como Dalva de Oliveira, Maria Bethânia, Elizeth Cardoso e Gal Costa.

Em 1997 idealizou o Centro de Memória da Mangueira, para a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Rio de Janeiro.

Algumas músicas













Fonte: Educarede

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Mudando de conversa

A personagem indaga sobre “aquela velha amizade, aquele papo furado todo fim de noite num bar do Leblon”, lamentando a ausência dessas amenidades em sua vida atual. Este é o tema de “Mudando de Conversa”, um samba moderno, romântico, um pouco nostálgico e tipicamente carioca.

Só que a composição nasceu, não em um bar do Leblon, mas, na legendária Taberna da Glória, no bairro homônimo. Conta Hermínio que ele e o parceiro, Maurício Tapajós, haviam passado a noite trabalhando, em seu apartamento, em cima de uma sugestão de Cacaso que resultaria na ópera popular “João-Amor e Maria”. De manhã cedinho, a dupla desceu para o desjejum na Taberna, sendo o café-com-leite logo substituído pelo chope gelado, no momento em que surgiu a idéia do samba. “A ópera foi um fiasco”, informa o poeta, “mas ‘Mudando de Conversa’, um grande sucesso”.

Tanto sucesso, que daria nome a um musical com Clementina de Jesus, Nora Ney, Ciro Monteiro, Jards Macalé, o conjunto Os Cinco Crioulos e um regional comandado pelo Mestre Dino. Embora destinado a Ciro Monteiro, que àquela época tinha uma preguiça enorme para aprender músicas novas, o samba acabou sendo gravado por Dóris Monteiro, em atenção a um pedido de Milton Miranda, diretor da Odeon (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Mudando de Conversa (samba, 1968) - Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Dóris Monteiro

Compacto duplo / Título da música: Mudando de Conversa / Maurício Tapajós (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Dóris Monteiro (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº Álbum: 7BD-1157 / Ano: 1968 / Gênero musical: Samba / MPB.

Tom: Tom: G
Intr.: C7+/9 Cm7/9 G7/13 E7 A7 D7 G7+

               A7        D7 
Mudando de conversa onde foi que ficou
         E7     A7
Aquela velha amizade
 D7/9        Dm7/9              G7/13
Aquele papo furado todo fim de noite
            C7+/9
Num bar do Leblon

Meu Deus do céu, que tempo bom!
                                  C#°
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
                 G7+         F#5+/7   F7/13
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
     E7       A7
E acabava em samba
                  D7               G7+
Que é a melhor maneira de se conversar
F#7/13     Bm                  C#m5-/7     F#7     Bm
Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma
         C#m5-/7     F#7       Bm                   C#m5-/7
Perdi a vontade de tomar meu chopp, de escrever meu samba
     F#7     Bm             C#m5-/7
Me perdi de mim, não achei mais nada
       F#7  Bm   C#m5-/7
O que vou fazer?
F#7            Bm               C#m5-/7   F#7    Bm
Mas eu queria tanto, precisava mesmo de abraçar você
             C#m5-/7       F#7   Bm
De dizer as coisas que se acumularam
               C#m5-/7       F#7  Bm
Que estão se perdendo sem explicação
           C#m5-/7     F#7    Bm  E7
E sem mais razão e sem mais porque
  A7+         B7          E7       A7+
Mudando de conversa onde foi que ficou
        F#7     B7
Aquela velha amizade
  E7/9        Em7/9             A7/13
Aquele papo furado todo fim de noite
            D7+/9
Num bar do Leblon

Meu Deus do céu, que tempo bom!
                                  D#°
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
                 A7+         G#5+/7   G7/13
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
     F#7       D7
E acabava em samba
                  E7               G7/13 (A7+)
Que é a melhor maneira de se conversar

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Labaredas

Labaredas (1980) - Cartola e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Joanna

LP Estrela Guia / Título da música: Labaredas / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Cartola (Compositor) / Joanna (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1980 / Nº Álbum: 103.0359 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: MPB.



Vou me desacovardar dizendo não
A um coração que fez só desagasalhar
Quem o abrigou
Profanou, sem se importar
E destruiu, sem mais pensar,
O essencial de mim
Me atiçando um fogo em mim...

Mas pode um incêndio alastrar-se ao coração
Que as labaredas nem vão sequer provocar
um só perdão
Quantas pedras não terá para atirar de novo
em mim?
Me subestimar, prá quê?
Não vou!

E quando o remorso invadir seu sono, então,
Meu coração não vai nem sequer se vergar
à sua dor
Debelar o incêndio vai ser impossível só porque
Quem brincou com o fogo foi
Você

Catedral do inferno

Catedral do Inferno (samba, 1974) - Cartola e Hermínio Bello de Carvalho - Interpretação: Márcia Castro

CD De Pés No Chão / Título da música: Catedral do Inferno / Cartola (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Márcia Castro (Intérprete) / Gravadora: Deckdisc / Ano: 2012 / Nº Álbum: 11082-2 / Faixa 9 / Gênero musical: Samba.



Deus me inventou pra desespero do diabo
Eu fiz do samba Catedral do Inferno
Louca, muito louca, endoidecida
Vou fazendo desta vida
Tudo aquilo que bem quero


Deus me inventou pra desespero do diabo
Eu fiz do samba Catedral do Inferno
Louca, muito louca, endoidecida
Vou fazendo desta vida
Tudo aquilo que bem quero

Alvorada

A dupla de patriarcas do samba Cartola (Angenor de Oliveira) e Carlos Cachaça (Carlos Moreira de Souza) foi fundamental para a formação das escolas e fixação dos padrões rítmicos do próprio samba. Grandes amigos, casados com duas irmãs, estes pioneiros, além de contribuírem para que o samba se livrasse da herança do maxixe, são responsáveis pela incorporação ao gênero de um texto que não existia nas letras primitivas de seus contemporâneos. Isso, para não falar da importância dos dois na formação e desenvolvimento da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, à qual seus nomes e suas músicas estão intrinsecamente ligados.

A história de “Alvorada” começou numa madrugada, quando Cartola e Cachaça, descendo o morro do Pendura a Saia, sentiram-se impressionados com os primeiros raios de sol que iluminavam o cenário, contrastando a beleza da cena com o sofrimento dos moradores do lugar. Fizeram, então, a primeira parte do samba: “Alvorada lá no morro que beleza / ninguém chora, não há tristeza / ninguém sente dissabor / o sol colorindo é tão lindo, é tão lindo / e a natureza sorrindo / tingindo, tingindo a alvorada.”

A segunda parte surgiu na casa de Hermínio Bello de Carvalho, onde tinham ido para completar a composição. Hermínio fez a letra, enquanto Cartola compunha a melodia na hora. Em suas primeiras gravações, com Odete Amaral e Clara Nunes, o samba saiu com o título de “Alvorada no Morro”. Depois, inclusive nas gravações de Cartola e Carlos Cachaça, o nome foi simplificado para “Alvorada”. Detalhe curioso é que essas duas figuras fariam os seus primeiros elepês na velhice, Cartola aos 65 anos e Cachaça aos 74, sendo ambos os discos realizados por iniciativa de um mesmo produtor, J. C. Botezeli, o Pelão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Alvorada (samba, 1968) - Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho

LP Cartola / Título da música: Alvorada / Cartola (Compositor) / Carlos Cachaça (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Cartola (Intérprete) / Gravadora: Marcus Pereira / Ano: 1974 / Nº Álbum: MPL 9302 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / MPB.


Gm          C7           F
Alvorada lá no morro que beleza
    Ab°                   Gm
Ninguém chora, não há tristeza
     C7             F
Ninguém sente dissabor
          Cm
O sol colorindo
        D7           G7
É tão lindo, é tão lindo
                Bbm       C7        F   (D7)
E a natureza sorrindo tingindo tingindo
  E7                        Am
Você também me lembra a alvorada
        F7         Bb
Quando chega iluminando
        F7            Bb
Meus caminhos tão sem vida
            Gm          C7
E o que me resta é bem pouco
      Cm          D7
Quase nada de que ir assim
  Gm    C7                 F
Vagando    numa estrada perdida
    D7
Alvorada ..... (voltar ao estribilho)

domingo, 23 de julho de 2006

Chão de esmeraldas

Chão de Esmeraldas (samba, 1998) - Chico Buarque e Hermínio Bello de Carvalho - Interpretação: Chico Buarque

CD As Cidades / Título da música: Chão de Esmeraldas / Chico Buarque (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Chico Buarque (Intérprete) / Gravadora: BMG Brasil / Ano: 1998 / Nº Álbum: 7432183233-2 / Faixa 11 / Gênero musical: Samba.


Intr.: Dm7/A / / / Fm6/Ab / G7 / C/G / 
            E7/G# / A7/4 / A7
           D7M   F#7/C#
Me sinto pisando        
                Bm(7M)  Gm6
Um chão de esmeraldas
D/F#     G6         G#°   D7M/A        Am6/C   B7
Quando levo meu    coração     À       Manguei_____ra
Em7          G7M  F#7       Bm7            G#m7  C#7
Sob uma chuva de ro___sas Meu sangue jorra das veias
F#7M           B6/9           E#m7 A#7
E tinge um tapete pra ela sambar
D#7   G#7           C#7                 F#6 A7
É a re___aleza dos bambas que quer se mostrar
     D7M  Cº  B7      Bb7M   Bbm6
Sober_____ba,    garbo____sa
F6/A       Bb7M      Bº    F6/C     Cm6/Eb D7
Minha esco___la é um    cataven__to a     girar
Gm7        Bbm6/Db   C7
É ver___de, é ro_______sa
F6/C           A7/C#             Dm7 F7(9) Bb6
Oh, abre-alas  para a Man_____gueira passar
   A7(13)  D7M   F#7/C#                Bm(7M)  Gm6
Me sinto pisando        Um chão de esmeraldas
D/F#     G6         G#º   D7M/A        Am6/C   B7
Quando levo meu    coração     À       Manguei_____ra
Em7          G7M  F#7       Bm7            G#m7  C#7
Sob uma chuva de ro___sas Meu sangue jorra das veias
F#7M           B6/9           E#m7 A#7
E tinge um tapete pra ela sambar
D#7   G#7           C#7                 F#6 A7
É a re___aleza dos bambas que quer se mostrar
     D7M  Cº  B7      Bb7M   Bbm6
Sober_____ba,    garbo____sa
F6/A       Bb7M      Bº    F6/C    Cm6/Eb D7
Minha esco___la é um    cataven__to a     girar
Gm7        Bbm6/Db   C7
É ver___de, é ro_______sa
F6/C           A7/C#             Dm7 F7(9) Bb6
Oh, abre-alas  para a Man_____gueira passar
A7(13)  D7M   F#7/C#                Bm(7M)  E7(9/#11)
Me sinto pisando        Um chão de esmeraldas

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Sei lá Mangueira

Este samba nasceu de uma visita, talvez a primeira, de Hermínio Bello de Carvalho ao ponto mais alto do Morro da Mangueira, ciceroneado por Cartola e Carlos Cachaça. Ao ver lá de cima e em tão ilustre companhia o belo panorama o poeta emocionou-se e compôs este canto de amor à sua escola: “Vista assim do alto / mais parece o céu no chão / sei lá / em Mangueira a poesia / feito um mar que se alastrou / e a beleza do lugar / pra se entender / tem que se achar / (... / sei lá, não sei / sei lá, não sei não / a Mangueira é tão grande / que nem cabe explicação...”

Mais tarde, em casa, Hermínio concluía o poema, quando chegou Paulinho da Viola, que achou os versos ótimos e fez a melodia na hora. O que Paulinho, portelense ferrenho, não gostou foi da inscrição de “Sei Lá Mangueira” no IV Festival da MPB da TV Record, feita pelo parceiro em atenção a um pedido do jornalista Flávio Porto, irmão de Sérgio Porto. Mas, no final deu tudo certo, pos a música. Embora não tenha alcançado boa classificação, acabou indiretamente causando a feitura de outra obra-prima, o samba “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Sei Lá Mangueira (samba, 1968) - Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho - Interpretação: Elizeth Cardoso

LP A Bossa Eterna De Elizeth E Cyro - Vol. 2 - Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro / Título da música: Sei Lá Mangueira / Paulinho da Viola (Compositor) / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Caçulinha e Seu Conjunto (Part.) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1969 / Nº Álbum: CLP 11559 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / MPB.

A7M               E7           A7M 
 (Mangueira teu cenário é uma beleza  
         F#7         Bm7  
 Que a Natureza criou)  
  A7M  
 Vista assim do alto  
       F#7             Bm7  
 Mais parece um céu no chão 
 Sei lá  
 Em Mangueira a poesia  
          F#7       Bm7 
 Feito um mar se alastrou  
      E7         A7M  
 E a beleza do lugar  
 Prá se entender  
                Bm7  
 Tem que se achar 
                    E7 
 Que a vida não é só isso que se vê  
               A7M  
 É um pouco mais 
                              
 Bm7                E7          A7M       
 Que os olhos não conseguem perceber 
      Bm7  
 E as mãos não ousam tocar  
      
            E7        A7M  
 E os pés recusam pisar 
  A7M  
 Sei lá, não sei  
    Bm7  
 Sei  lá, não sei não  
 Não sei se toda a beleza  
 De que lhes falo  
         E7                A7M  
 Sai tão somente do meu coração 
 Em Mangueira a poesia  
                 
                F#7       Bm7  
 Num sobe-desce constante 
                    E7  
 Anda descalça ensinando 
                          A7M  
 Um novo jeito da gente viver 
 De pensar , de sonhar , de sofrer  
 Sei lá, não sei  
    F#7  
 Sei lá, não sei não  
                       Bm7  
 A Mangueira é tão grande 
  E7                 A7M 
 Que nem cabe explicação

Timoneiro

Timoneiro (samba, 1996) - Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola - Interpretação: Paulinho da Viola

CD Bebadosamba / Título da música: Timoneiro / Hermínio Bello de Carvalho (Compositor) / Paulinho da Viola (Compositor) / Paulinho da Viola (Intérprete) / Gravadora: BMG Brasil / Ano: 1996 / Nº Álbum: 7432141789-2 / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.

(intro) Bm B7 Em F#

(refrão)
       Bm             F#                      Bm
Não sou eu quem me navega  quem me navega e o mar   (2x)
  Bm           C#m7(b5)        F#       Bm
E ele quem me carrega  como se fosse levar   (2x)

                        Bm
E quanto mais remo mais rezo
   B7                 Em
Pra nunca mais se acabar
                A7                  D
Essa viagem que faz o mar em torno mar
                   F#
Meu velho um dia falou
                   Bm
Com seu jeito de avisar
                      C#m7(b5)
Olha, o mar não tem cabelos
             F#      Bm
Que a gente possa agarrar

                     B7                   Em
Timoneiro nunca fui que eu não sou de velejar
                 A7                       D
O leme da minha vida Deus e quem faz governar
F#                                             Bm
E quando alguém me pergunta como se faz pra nadar
D7                   C#7            F#       Bm
Explico que eu não navego quem me navega e o mar

                        B7                 Em
A rede do meu destino parece a de um pescador
                A7                     D
Quando retorna vazia vem carregada de dor
F#                                      Bm
Vivo num redemoinho Deus bem sabe o que faz
              C#m7(b5)     F#
A onda que me carrega ela mesma
            Bm
E quem me traz

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Noites cariocas


Noites Cariocas (choro, 1957) - Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho - Intérprete: Jacob do Bandolim

Disco 78 rpm / Título da música: Noites cariocas / Jacob do Bandolim, 1918-1969 (Compositor) / Jacob do Bandolim, 1918-1969 (Intérprete) Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1957 / Nº Álbum 801799 / Gênero musical: Choro.



Sei que ao meu coração, só lhe resta escolher
Os caminhos que a dor sutilmente traçou para lhe aprisionar
Nem lhe cabe sonhar com o que definhou
Vou me repreender pra não mais me envolver nessas tramas de amor
Eu bem sei que nós dois somos bem desiguais
Para que martelar, insistir, reprisar
Tanto faz, tanto fez
Eu por mim desisti, me cansei de fugir
Eu por mim decretei que fali, e daí?
Eu jurei para mim não botar nunca mais minhas mãos pelos pés

Mas que tanta mentira eu ando pregando
Supondo talvez me enganar
Mas que tanta crueza
Se minha certeza é maior do que tudo o que há
Todas as vezes que eu sonho
É você que me rouba a justeza do sono
É você quem invade bem sonso e covarde
As noites que eu tento dormir bem em paz
Sei que mais cedo ou mais tarde
Eu vou ter que expulsar todo o mal que você me rogou
Custe o que me custar vou desanuviar
Toda a dor que você me causou
Eu vou me redimir e existir mas sem ter que ouvir
As mentiras mais loucas que alguém já pregou
Nesse mundo pra mim

Sei que ao meu coração...

Sei que mais cedo ou mais tarde
Vai ter um covarde pedindo
Mas sei também que o meu coração
Não vai querer se curvar só de humilhação

terça-feira, 21 de março de 2006

Fala baixinho

Hermínio B. de Carvalho
Fala baixinho (choro, 1964) - Música de Pixinguinha e letra de Hermínio Bello de Carvalho) - Intérprete: Elizeth Cardoso - Álbum: "Elizeth Cardoso - Uma Rosa para Pixinguinha"


Fala baixinho só pra eu ouvir
Porque ninguém vai mesmo compreender
Que o nosso amor é bem maior
Que tudo aquilo que eles sentem

Eu acho até que eles nem sentem, não
Espalham coisas só pra disfarçar
Daí então porque se dar
Ouvidos a quem nem sabe gostar

Olha só, meu bem, quando estamos sós
O mundo até parece que foi feito pra nós dois
Tanto amor assim que é melhor guardar
Pois que os invejosos vão querer roubar

A sinceridade é que vale mais
Pode a humanidade se roer de desamor
Vamos só nós dois / Sem olhar pra trás
Sem termos que ligar pra mais ninguém