Mostrando postagens com marcador augusto calheiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador augusto calheiros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quero-te cada vez mais

Augusto Calheiros
Zeca Ivo (José Ivo da Costa) compõe em 1936, com João de Freitas, a valsa Quero-te cada vez mais, gravada pelo cantor Augusto Calheiros, grande sucesso do ano de 1937.

Quero-te cada vez mais (valsa, 1937) - João de Freitas e Zeca Ivo - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Quero-te cada vez mais / José Benedito de Freitas (Compositor) / Zeca Ivo (Compositor) / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 22/09/1936 / Lançamento: 04/1937 / Nº do Álbum: 11456 / Nº da Matriz: 5391 / Gênero musical: Valsa / Coleções de origem: IMS, Nirez


Quero-te cada vez mais
(Ò meu amor)
A minha vida consiste só
Em te adorar, em te beijar
És o meu rimar, meu prazer
A razão de todo o meu viver
(Meu bem querer)........



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 26 de setembro de 2010

Samba de caná

Turunas da Mauriceia
Samba de Caná (samba, 1927) - Tradicional - Intérpretes: Augusto Calheiros e Turunas da Mauriceia

Disco 78 rpm / Título da música: Samba do Caná / Tradicional (Compositor) / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Intérprete) / Turunas da Mauriceia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10073-a / Nº da Matriz: 1334 / Lançamento: Novembro/1927 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez



Versão cantada de Augusto Calheiros em 1953, gênero musical intitulado como "embolada":

Disco 78 rpm / Título da música: Samba do Caná / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Compositor) / Luperce Miranda (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 13624-a / Nº da Matriz: 9900 / Gravacao: 21/Setembro/1953 / Lançamento: Julho/1954 / Gênero musical: Embolada / Coleções: Nirez, Humberto Franceschi





Fontes: Instituto Moreira Salles - Discografia Brasileira; Instituto Memória Musical Brasileira

O pequeno Tururu

Augusto Calheiros
O pequeno Tururu (samba, 1927) - Augusto Calheiros e Luperce Miranda - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: O Pequeno Tururu / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Compositor) / Luperce Miranda (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10074-a / Nº da Matriz: 1336 / Lançamento: Novembro/1927 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez


Ôi balança o pequeno tururu
Ôi balança o pequeno de iaiá
Ôi balança o pequeno tururu
Ôi balança Benedito no ganzá
.................

Minha cumadi ainda ontem deu a luz
Se pegou-se com Jesus
Na porta da camarinha
Chamou-me na cozinha
Jeca me dá um tostão
Deixe de ser tão vilão
Vai comprar uma quarta de jabá
Que tu não come galinha
E balança o pequeno tururu ...

Indurinha de coqueiro

Augusto Calheiros
Indurinha de coqueiro (samba, 1927) - Tradicional - Intérpretes: Turunas da Mauriceia e Augusto Calheiros

Disco selo: Odeon / Título da música: Indurinha de coqueiro / Tradicional (Compositor) / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Adapt.) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Turunas da Mauriceia (Acomp.) / Nº do Álbum 10066 / Nº da Matriz: 1324 / Lançamento: Novembro/1927 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez




Helena

Augusto Calheiros
Helena (Samba, 1927) - Componentes do Turunas da Mauriceia - Intérpretes: Augusto Calheiros e Turunas da Mauriceia

Disco selo: Odeon R / Título da música: Helena / Romualdo Miranda (Compositor) / Augusto Calheiros (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Turunas da Mauriceia (Intérprete) / Nº do Álbum: 10068 / Nº da Matriz: 1323 / Lançamento: Novembro/1927 / Gênero musical: Samba / Coleções: IMS, Nirez




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Revendo o passado

Augusto Calheiros
Revendo o passado (valsa, 1926) - Freire Júnior - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Revendo o passado / Freire Júnior (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 11021-a / Nº da Matriz: 4662-1 / Gravação: 30/Maio/1933 / Lançamento: Agosto/1933 / Gênero musical: Valsa / Coleções: IMS, Nirez


Recordar é viver / Diz o velho ditado
Recordar é sofrer / Saudades do passado
Um sonho que viveu / Em nosso coração
Um amor que morreu / Deixando uma cruel paixão

Crer num sonho de ilusão / Ver na imaginação
A imagem do primeiro amor / Que tal qual uma flor
Murchou ao relento / No chão... secou...

Quem na estrada do viver / Não encontrou alguém
Alguém que o fez sofrer / A quem se dedicou
Talvez, quem saber amor...

Quem não teve uma paixão / A mesma ainda tem
E vive na ilusão / De ainda de ser feliz
Só o destino não quis...

Quem não tem no seu passado / A vida do seu bem
No túmulo guardado / O seu amor primeiro
Talvez o derradeiro...

Sim...
Somos todos iguais / A vida é mesmo assim
Desilusões e nada mais...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Senhor da floresta

Augusto Calheiros
Senhor da floresta (samba, 1945) - René Bittencourt - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Senhor da floresta / René Bittencourt (Compositor) / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 03/04/1945 / Lançamento: 05/1945 / Nº do Álbum: 80-0279 / nº da matriz: S-078146-1 / Gênero musical: Samba


Senhor da floresta
Um índio guerreiro da raça Tupi
Vivia pescando, sentado na margem do rio Chuí
Seus olhos rasgados
No entanto fitavam ao longe uma taba
Na qual habitava, a filha formosa de um morubixaba.

Um dia encontraram
Senhor da floresta do rio Chuí
Crivado de flechas
De longe atiradas por outro Tupi

E a filha formosa do morubixaba, quando anoiteceu
Correu, subindo a montanha
E no fundo do abismo, desapareceu.

Naquele momento
Alguém viu no espaço, à luz do luar
Senhor da floresta
De braços abertos, risonho a falar:

Ó virgem guerreira
Ó virgem mais pura que a luz da manhã
Iremos agora, unir nossas almas aos pés de Tupã!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Alma de Tupi

Jararaca
Alma de Tupi (canção, 1933) - Jararaca (José Luiz Calazans) - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Alma de tupi / José Luiz Calazans "Jararaca" (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 09/06/1933 / Lançamento: 09/1933 / Nº do Álbum: 33697 / Nº da Matriz: 65771-1 / Gênero musical: Canção


Sou caboclo brasileiro,
Tenho sangue de guerreiro,
Descendente de Tupi,
Já andei por outras terras,
Tenho visto muitas serras,
Como a nossa nunca vi,
Tenho amor à minha terra,
Que belezas ela encerra,
Nesses matos do sertão !
Onde os nossos índios bravos,
Nunca se fizeram escravos,
De qualquer outra nação !
Minha terra tem cascatas,
Tem mistérios nestas matas
Que traduz belezas mil !
Minha terra tem perfume,
Que até Deus já tem ciúme,
Destas terras do Brasil !
Folhas verdes e amarelas,
Céu azul cheio de estrelas,
Como não existe igual,
A imagem da bandeira,
Desta terra brasileira,
Neste mundo é sem rival.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dolorosa saudade

Dolorosa saudade (valsa, 1930) - Jararaca e Ratinho - Intérprete: Augusto Calheiros com Turunas da Mauriceia

Disco 78 rpm / Título da música: Dolorosa saudade / Jararaca, 1896-1977 (Compositor) / Ratinho, 1896-1972 (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Turunas da Mauriceia (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10503 / Nº da Matriz: 2937 / Lançamento: Dezembro/1929 / Gênero musical: Valsa / Coleção: IMS


Dolorosa saudade
Em meu coração
E então, pois bem sei
Que não podia estar
Tão longe de mim


É por tua maldade
Que hoje fico a sofrer
Vem um dia, meu querer
Para consolação viver

Bem sei que em mim não pensas
Mulher sem coração
Mas tem como consolo
Essa separação
Mas um dia virás
Que hás de me querer
E então compreenderás
O que é sofrer

Porque quando souberes
Que em braços de outra
Aquele que te amou
E que por ti sofreu
Procura um consolo
Uma gota de amor
Por não mais suportar a dor

Mesmo assim
Já quase tenho fé e esperança
Se compreenderes o mal que fizeste
E ainda me quiseres de mim ter lembrança
Podes vir
Indulto então deixarei
Esquecendo o passado
Meu perdão darei...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Adda


Adda (valsa, 1930) - Mário Ramos e Salvador Morais - Intérprete: Augusto Calheiros

Valsa de Mário Ramos e Salvador José de Moraes, interpretada por Augusto Calheiros no Teatro Lírico em 1927. Em disco, porém, só apareceu em 1929, em gravação instrumental da Orquestra Rádio-Central. Em janeiro de 1930, saiu a primeira gravação cantada, na voz de Francisco Alves. Calheiros só a gravou em 25 de fevereiro de 1955, na Odeon, e o 78 rpm, com o n.o 13968-A, matriz 10452, saiu em janeiro de 56, coincidindo com a morte do cantor.

Disco 78 rpm / Título da música: Adda / Mário Ramos (Compositor) / Salvador Moraes (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 13968-a / Nº da Matriz: RIO-10452 / Gravação: 25/02/1955 / Lançamento: Janeiro/1956 / Gênero musical: Valsa / Coleção: Nirez



Interpretação de Francisco Alves em 1930:

Disco 78 rpm / Título da música: Adda / Mário Ramos (Compositor) / Salvador Moraes (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra Rio Artists (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10556 / Nº da Matriz: 3159 / Lançamento: Janeiro/1930 / Gênero musical: Valsa / Coleção: Nirez D


Adda, meu doce amor
Adda, meu terno afeto
Tu tens a fragrância, o esplendor
O perfume da flor

Do meu sonho dileto

Adda, meu ideal
Ó minha inspiração
Tu és o meu casto fanal
Que palpita afinal
Sempre em meu coração


Quando vi teu perfil
Quando vi teu olhar
Eu te achei tão gentil
Linda, casta, infantil,
Como a luz do luar.

Desde logo eu te amei
Desde logo eu te quis
Foi o que eu adorei
desde que acho e que sei
Que quem ama, é feliz

Ó Adda, meu coração tu tens risonho
Pois só penso em ti
Desde o dia em que te vi
Resplender o teu ser
E sorrir ao meu sonho

Ó Adda, como é sereno o teu olhar
É o santo elixir
Do meu doce porvir
Meiga luz, que me pus à adorar.



Fontes: Samuel Machado Filho - YouTube; Discografia do Brasil - IMS.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Falando ao teu retrato

De Chocolat
Falando Ao Teu Retrato (valsa-canção, 1935) - Meira e De Chocolat - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Falando Ao Teu Retrato / De Chocolat (Compositor) / Meira (Jaime Florence) (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Gravadora: Odeon, 1935 / Nº Álbum: 11.221-A / Lado B / Gênero musical: Valsa-canção.



Na ilusão de um novo amor
Deixaste o nosso lar
Enquanto eu, louco sonhador
Busquei-te sem cessar

Voltando ao lar abandonado
Apaixonado, eu juro, sem querer chorei
E ao ver o teu retrato amado
Num desvario louco
Tudo lhe falei

Contei-lhe então que tu partiste
Me deixando triste na desilusão
E o retrato amigo
Disse a chorar comigo
Que tu não tens mais coração

Formoso, o teu retrato insiste
Em me fazer mais triste
Nesta solidão
Dizendo que o meu peito
Em dor vive desfeito
Porque não tens mais coração

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Garoto da rua

René Bittencourt
Garoto da Rua (samba-canção, 1947) - René Bittencourt - Interpretação de Augusto Calheiros

Disco 78 RPM / Título da música: Garoto Da Rua / René Bittencourt (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1947 / Nº Álbum: 80-0496-a / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



(Am) ---------Dm6------- E7------- Am
Garoto da rua / Que anda rasgado
--------------------A7---------------- Dm
Com o bolso pesado / De bolas de gude
---------------------Dm6---------- Am
Que estuda sem livros / A filosofia
------------------Em ---------B7 -------E7
Buscando alegria / Num fardo tão rude

---------------Am-------- E7------- Am
Garoto da rua / Que corre na frente
----------C7------ F ---------B7----- E7
Da turma valente / Que tasca balão
----------------G7 -----------------C
Na bola de meia / É craque afamado
-------------Em -------B7 -----E7
É rei coroado / Cravando pião


---------------Am ----------E7-------- Am
Garoto da rua / Que é bamba da zona
---------C7 ------F ------B7 ------------E7
Que pega carona / Melhor que ninguém
---------A7----- Dm -------Dm6------- Am
Ao vê-lo relembro / Saudosa quimera
--------Am/G------ B7 -------E7 -----Am
O tempo que eu era / Garoto também

sábado, 20 de maio de 2006

Dúvida

Augusto Calheiros
Dúvida (valsa, 1946) - Luiz Gonzaga e Domingos Ramos

Disco 78 rpm / Título da música: Dúvida / Ramos, Domingos (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Compositor) / Calheiros, Augusto, 1891-1956 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1946 / Nº Álbum: 800416 / Gênero musical: Valsa.



--------Dm--------- Dm/C -------E7 ------A7
Não sei porque razão tu tens ciúmes
--------Dm ----------A7 ---------------Dm------ A7
Não sei porque razão não crês em mim
--------Dm--------- Dm6----------- A
Se sabes que te quero e o meu amor é tão sincero
---------E7 ------------------A7
É demais duvidar tanto assim

Ai de mim


--------Dm ---------Dm/C ------E7----- A7
Não sei porque razão tanto ciúme
--------Dm ----------A7 ---------------Dm------ A7
Não sei porque razão não crês em mim
---------D---------------- A7
Bem vês que vivo escravizado e preso
---------------D------ Gb7
Ao teu encanto
----------Bm
Não deves duvidar
------Gb7 -------------------Bm----- B7
Assim de quem te adora tanto
----------Em -------------A7
Não deves duvidar de mim
------D---------------- B7
Porque não tens razão
-----Em------------------ A7
Assim, torturas sem querer
---------------D
meu coração

Célia

Augusto Calheiros
Célia (valsa, 1945) - José Rodrigues de Resende e Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Célia / Augusto Calheiros (Compositor) / José Rodrigues de Resende (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Gravadora: Victor / Ano: 1945 / Álbum: 80-0292 / Lado B / Gênero musical: Valsa.



A--------- E7----------- A----- E7
Andei tristonho e solitário
------------------------A
Subindo o meu calvário
------------------Gb7--------------- Bm------ Gb7
Carregando a cruz pesada desta vida
------Bm-------------- E7
Chorei com resignação
Cumprindo esta missão
----------------------------------------------- A ------E7
Confesso ao meu Jesus / Com lágrimas doridas
------A ------E7----------- A----- E7
Cheguei no fim desta jornada
------------------A
Penosa e demorada com minha alma
------A7 -----------D
Triste, transtornada desde então
--------F
Covarde eu fui
------------A -----------Gb7--------- Bm
Eu desprezei a santa cruz do meu altar
---------E7 ---------------A
Foi grande a minha ilusão
----Db7---------------- Gbm
Célia por você abandonei
----------------Gb7
No vale doloroso minha santa cruz
------------Bm
Indo acabar o meu sofrer
----------Bm6 ---Gbm------------------ Ab7
E vejo que idealizei / Em seu olhar faustoso
------------------------(Db7)
Deslumbrante que seduz / E alegra o meu viver
-------Db7 ----------------Gbm
Embora eu veja com tristeza
o nosso amor morrer
----------Gb7
E num mar de incerteza
-----------Bm
Minha vida perecer
----------------Bm6---------- Gbm
Peço-lhe amenizar a minha dor
------------------------D7
Sou tristonho e sofredor
------------------Db7-------------- Gbm
Vem querida Célia, meu grande amor

domingo, 23 de abril de 2006

Mané fogueteiro

Braguinha
Mané Fogueteiro (marcha junina, 1934) - João de Barro - Intérprete: Augusto Calheiros

Disco 78 rpm / Título da música: Mané Fogueteiro / João de Barro "Braguinha", 1907-2006 (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Orquestra Copacabana (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 27/07/1934 / Lançamento: 10/1934 / Nº do Álbum: 11156 / Nº da Matriz: 4882 / Gênero musical: Samba canção / Coleção de origem: Nirez

A      F                         A     Ab  G  F#7 
Mané Fogueteiro era o deus das crianças 
                               Bm    F#7  Bm 
Da vila distante de Três Corações 
            C#7             F#m   B7 
Em dias de festa, fazia rodinhas 
                             E7      A7 
Soltava foguetes, soltava balões... 

        G7                  F#7   Em6 
Mané Fogueteiro gostava da Rosa 
              F#7                  Bm    Dm 
Cabocla mais linda esse mundo não tem 
                       A   F#7    B7 
Mas o pior é que o Zé Boticário 
            E7                A   F#m   B7  E  A 
Gostava um bocado da Rosa também. 

             F               A       Ab  G  F#7 
E um dia encontraram Mané Fogueteiro 
                                  Bm  F#7  Bm 
De olhos vidrados, de bruços no chão 
         C#7                   F#m   B7 
Um tiro certeiro varara-lhe o peito 
                            E7    A7 
De volta da festa do Juca Romão 

                G7                 F#7 
E, como os que morrem de tiro conservam  
                             Bm   Dm 
A última cena nos olhos sem luz 
                          A    F#7   B7 
Um claro foguete de lágrimas frias 
                E7                 A     F   A 
Alguém viu brilhar nos seu olhos azuis. 


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Pinião

Os Turunas da Mauricéia, conjunto vocal e instrumental de Recife PE, era formado por Luperce Miranda, Augusto Calheiros, Manuel de Lima, Piriquito e Romualdo Miranda. Em 1927 viajaram ao Rio de Janeiro (sem Luperce Miranda), apresentando-se na Rádio Clube cantando cocos e emboladas, ritmos até então pouco divulgados entre os cariocas, obtendo grande sucesso.

Gravaram Helena (Luperce Miranda) e a embolada Pinião (Luperce e Augusto Calheiros), esta logo cantada em toda a cidade, tornando o grande sucesso do Carnaval de 1928.

Pinião (embolada / carnaval, 1928) - Luperce Miranda e Augusto Calheiros - Intérpretes: Augusto Calheiros e Turunas da Mauriceia

Disco 78 rpm / Título da música: Pinião / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Compositor) / Luperce Miranda (Compositor) / Augusto Calheiros (Intérprete) / Turunas da Mauriceia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 10067-a / Nº da Matriz: 1322 / Lancamento: Novembro/1927 / Gênero musical: Embolada / Coleções: IMS, Nirez



------D----- A7----- D
Pinião, pinião, pinião, oi
-------------A7------------------- D
Pinto correu com medo do gavião
-----------------A7------------ D
Por isso mesmo o sabiá cantô
B7/F#----------- E7/D ------------A7
Bateu asa e voou e foi comê melão

-------------D --------A7---------- D
Essa sumana o gavião lá dos oitero
---------------------- Em7-------- A7-------- D
Chegou lá no meu terreiro biliscando pulo chão
------------A7----------------------- D
E um pintinho que tava jun’da galinha
B7/F# ----------------E7/D---------------- ---A7
Foi correndo pa cozinha com medo do gavião

---------------D --------------A7------- D
No meu terreiro tinha um pé de araçá
-------------------- Em7--- A7 -------D
Onde um sabiá-gongá fazia seu plantão
-------------A7------------------ D
Um dia desse ela tava descuidada
------B7/F#--------- E7/D -----------------A7
Quase morre degolada nas unha do gavião

---------D --------A7---------- D
O gavião é um bicho carniceiro
---------------------Em7 ------------A7 ----------D
Quando bate num poleiro come os pinto qu’ele qué
-------------A7------------------------ D
Um dia desse um se trepou lá na mesa
---------B7/F# --------E7/D----------------- A7
Nunca vi tanta afoiteza, biliscou minha muié

-------------D ------------A7 -----------D
Minha muié se assombrou-se nesse dia
-------------------- Em7--------- A7----------- D
Quase morre de agonia com uma dô no coração
------------A7---------------------- D
Gritava tanto cus dois óio abuticado
--------B7/F#---------- E7/D----------------- A7
Até que eu fiquei vexado cum medo do gavião


Fonte: Dicionário da MPB - Luperce Miranda

quinta-feira, 30 de março de 2006

Ave Maria

Erothides de Campos
Esta valsa-serenata foi a primeira "Ave Maria" a fazer sucesso na música popular brasileira. Seu autor é Erothides de Campos, um paulista de Cabreúva que passou a maior parte da vida em Piracicaba, compondo, tocando vários instrumentos e... ensinando física e química na Escola Normal Sud Mennucci. De sobrenome Neves pelo lado materno, ele usava o pseudônimo Jonas Neves quando fazia letras, como é o caso desta canção, que muitos pensam ser de duas pessoas.

Composta em 1924 e lançada em disco em 1926, por Pedro Celestino, "Ave Maria" somente ganhou sua gravação ideal em 1939, quando Augusto Calheiros soube valorizar o clima de nostalgia e misticismo romântico que marca a composição. Uma prova do sucesso nacional de "Ave Maria" é a valsa "Cheia de Graça", escrita em Recife, no final dos anos vinte, por Nelson Ferreira e Eustórgio Wanderley, em homenagem a Erothides de Campos. O curioso em "Cheia de Graça" é que a canção repete as notas iniciais da "Ave Maria", só que em escala descendente, ao contrário do original.

Ave Maria (valsa-serenata, 1924) - Erothides de Campos

Interpretação de Pedro Celestino em disco Odeon lançado em 1926:

Disco selo: Odeon R / Título da música: Ave Maria / Erothides de Campos (Compositor) / Jonas Neves (Compositor) / Pedro Celestino (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 123085 / Lançamento: 1926 / Gênero musical: Valsa / Coleções: IMS, Nirez



Interpretação de Augusto Calheiros em disco Odeon lançado em outubro de 1939:

Disco 78 rpm / Título da música: Ave Maria / Erothides de Campos (Compositor) / Jonas Neves (Compositor) / Augusto Calheiros (intérprete) / Antenógenes Silva [Acordeon], Rogério e Laurindo (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 11775-a / Nº da Matriz: #6188 / Gravação: 30/agosto/1939 / Lançamento: Outubro/1939 / Gênero musical: Valsa / Coleções: IMS, Nirez


----------Bm ------Gb7----- Bm------- Em---- B7------ Em
Cai a tarde tristonha e serena, em macio e suave langor
----------G7-------- Em----- Bm------- A7------ G7------ Gb7
Despertando no meu coração a saudade do primeiro amor!
----------Bm-------- Gb7------- Bm B7 ---------Em ----B7----- Em
Um gemido se esvai lá no espaço, ----nesta hora de lenta agonia
--------------G7 ------Em------ Bm ------A7------- Gb7 ----Bm
Quando o sino saudoso murmura badaladas da “Ave-Maria”!

-------------A7------------------- D------------------ A7 -------------------D
Sino que tange com mágoa dorida, recordando sonhos da aurora da vida
-------------------B7 --------------G7 -----Em-- Bm--- Gb7 --Bm Gb7
Dai-me ao coração paz e harmonia, na prece da “Ave Maria”!

Cai a tarde tristonha . . .. (repetir a 1a. Estrofe)

--------B--- Gb7----- B----------- G7----- Gb7------ Bm
No alto do campanário uma cruz simboliza o passado
-------------B7------------ Em ------------------Bm----- Gb7--- Bm
De um amor que já morreu, deixando um coração amargurado
-------B---- Gb7----- B -----------G7----- Gb7--- Bm
Lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia
-----------B7--------------- Em ------G7--- Em-- Bm ---Gb7-- Bm (Bm)
A mensagem do meu passado quando o sino tange “Ave Maria”


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

Augusto Calheiros

Augusto Calheiros, cantor e compositor, nasceu em Maceió AL 5/6/1891 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 11/1/1956. Jovem ainda, foi para Recife PE, onde conheceu Luperce Miranda, tendo sido convidado a participar, como cantor, do grupo formado pelos irmãos Luperce (bandolim), João (bandolim) e Romualdo Miranda (violão), e mais os violonistas Manuel de Lima (que era cego) e João Frazão (Periquito). Por sugestão do historiador Mário Melo, o grupo passou a chamar- se Turunas da Mauricéia, numa alusão ao governador holandês do séc. XVII, Maurício de Nassau.

Foi logo apelidado de “A patativa do Norte”, pela sua voz afinadíssima e estilo peculiar de cantar, que o tornariam um dos cantores mais originais do seu tempo. Em janeiro de 1927, sem Luperce Miranda, os Turunas desembarcaram no Rio de Janeiro, com suas roupas sertanejas e chapéus de aba larga. Estrearam com muito sucesso no Teatro Lírico, em espetáculo patrocinado pelo jornal Correio da Manhã, cantando emboladas, cocos e outros ritmos ainda desconhecidos dos cariocas, apresentando-se depois, em várias ocasiões, na Rádio Clube. Como solista gravou canções sertanejas na Casa Edison, obtendo grande sucesso com os Turunas, no Carnaval de 1928, com a embolada Pinião, de autoria de Luperce Miranda, que não participou dessa gravação. No ano seguinte o grupo se desfez e o cantor passou a atuar individualmente.

Ainda em 1929 gravou na Odeon Valsa da saudade (Levino da Conceição) e Saudades do Rio Grande (Levino da Conceição e Nelson Paixão). Na Victor gravou Alma tupi (Jararaca) e Céu do Brasil (Henrique Vogeler e Jararaca), lançando em seguida diversos discos, como Revendo o passado (Freire Júnior), em 1933, e um de seus maiores êxitos, Chuá, chuá (Sá Pereira e Ari Pavão).

Em 1939 gravou a valsa Ave Maria (Erothides de Campos e Jonas Neves). Seis anos depois foi contratado pela Victor, gravando vários sucessos, como os sambas Senhor da floresta (1945) e Garoto da rua (1947) (René Bittencourt), a canção Caboclo vingador (Artur Goulart e José Colombo), as valsas Fatal desilusão (1947) (Meira e Marcial Mota) e Dúvida (Luiz Gonzaga), além das músicas de sua autoria Célia e Bela. No auge da popularidade, atuou ao lado de Durvalina Duarte, Jararaca, Ratinho e outros, na Casa de Caboclo, famosa companhia de espetáculos da Praça Tiradentes.

Compôs Adeus, Pilar e Pisa no chão devagar, por 1950, ano em que saiu da Victor e passou para a Todamérica, onde gravou seu último sucesso, Grande mágoa (Clóvis Santos), além de Meu dilema e Audiência divina, ambas de Guilherme de Brito, então lançado como compositor. Entre seus maiores êxitos estão ainda Na praia, Iolanda e Saudade do meu Norte, este em parceria com Artur Goulart.


Fonte: Collector's Studios Ltda.