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| Deo (Ferjalla Rizkalla) - 1942 |
Deo (Ferjalla Rizkalla), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 26/1/1914 e faleceu em 23/9/1971. Filho de comerciante, em 1929 mudou-se com a família para São Paulo SP. Trabalhava no comércio e estudava contabilidade, mas gostava de cantar tangos em festas e serenatas, numa das quais conheceu o maestro Gaó, em 1932, que o convidou para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul.
Passou a atuar num programa de amadores da emissora. Seu apelido foi escolhido pelos ouvintes de um programa de Celso Guimarães. Cantou tangos durante três anos, até passar para o samba.
Em fins de 1934 empregou-se como discotecário na Rádio Record e também participava como cantor dos programas da emissora, gravando em 1936 seu primeiro disco, na Columbia: o samba-choro
Cantando (João Pacífico) e o samba-canção
Vendedora de flores (Ari Machado).
Ainda em 1936, gravou outro samba de sucesso:
Sinto lágrimas (Francisco Malfitano e Aloísio Silva Araújo). Mais tarde obteve sucesso com
Um amor que passou (uma das primeiras composições de
Adoniran Barbosa, parceria com
Eratóstenes Frazão) e, para o Carnaval de 1938,
Falseta negra (adaptação do hino Fascerta nera).
Em fins do mesmo ano, levado para o Rio por
Ary Barroso, foi contratado pela Odeon e em dezembro gravou a marchinha carnavalesca
A casta Suzana (Ary Barroso e
Alcir Pires Vermelho), uma das mais cantadas no Carnaval de 1939.
Gravou mais 12 discos na Odeon, destacando-se o samba
De qualquer maneira (
Noel Rosa e Ary Barroso), 1939, e a marcha
Veneno (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), para o Carnaval de 1940.
Por essa época já era cantor bem sucedido, sendo inclusive apelidado
O Ditador de Sucessos. Ainda em 1940 tornou-se conhecido como compositor, com a gravação da valsa
Súplica (com Otávio Gabus Mendes e
José Marcílio), lançada com grande sucesso por
Orlando Silva em disco da Victor.
Em março de 1942 recomeçou a gravar na Columbia. No mesmo ano excursionou ao Nordeste com grande sucesso e gravou
Mulher de luxo (
Newton Teixeira e Edelir Gameiro),
Eu te agradeço (
Mário Lago e
Benedito Lacerda), o samba-exaltação
Brasil, usina do mundo (
João de Barro e Alcir Pires Vermelho),
Até parece que eu sou da Bahia (
Roberto Martins e José Batista), este um dos maiores êxitos de sua carreira.
Seu sucesso de 1944 foi
Terra seca (Ary Barroso). Em 1947 gravou o samba-canção
Nervos de aço (
Lupicínio Rodrigues). Por essa época, seus sucessos começaram a rarear. Continuou cantando em rádio e gravou LPs, trabalhando como diretor artístico da etiqueta Rádio até 1961, cargo que ocupou também no ano seguinte, na Estúdio F.
Doze dias antes de falecer regravou para o fascículo da Abril Cultural sobre
Haroldo Lobo (série História da música popular brasileira), os sambas da dupla Haroldo Lobo e
Wilson Batista,
Não é economia (Alô padeiro) e
E o cinquenta e seis não veio, gravados originalmente por ele mesmo em 1943 e 1944. Ao todo, gravou, em 78 rpm, 136 discos com 263 músicas.
Algumas músicas
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.