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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Afinal


Afinal(bolero, 1951) - Ismael Neto e Luiz Bittencourt - Intérprete: Heleninha Costa

Disco 78 rpm / Título da música: Afinal / Ismael Neto (Compositor) / Luiz Bittencourt (Compositor) / Heleninha Costa (Intérprete) / Orquestra de Lírio Panicali / Gravadora: Sinter / Gravação: 1951 / Lançamento: 1951 / Nº do álbum: 00-00048 / Nº da matriz: S-97 / Gênero musical: Bolero



Afinal
Tu sofres o que eu sofri
Pagas hoje o que fizeste de mal
Sentes a dor que eu senti

Quando eu quis
Só para mim teu amor
Tu zombaste
Eu me julguei infeliz
Me vendo sem teu calor

Sou feliz, bem longe de ti
E nem sequer lamento o que sofri
Aaquele meu tormento já teve fim
surgiu nova ilusão sim
Para o meu coração

Afinal
Tu sofres o que eu sofri
Pagas hoje o que fizeste de mal
Sentes a dor que eu senti

Sou feliz, bem longe de ti
E nem se quer lamento o que sofri
Aquele meu tormento já teve fim
Surgiu nova ilusão sim
Para o meu coração.

Afinal
Tu sofres o que eu sofri
Pagas hoje o que fizeste de mal
Sentes a dor que eu senti



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Nova ilusão

Zé Menezes
Nova ilusão (samba-canção, 1948) - José Menezes e Luís Bittencourt - Interpretação: Os Cariocas

Disco 78 rpm / Título da música: Nova ilusão / José Menezes (Compositor) / Luiz Bittencourt (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/03/1948 / Lançamento: 05/1948 / Nº do Álbum: 15893 / Nº da Matriz: 1826 / Gênero musical: Samba canção / Coleções de origem: IMS, Nirez



Foi o destino talvez
Causador deste sonho feliz
Ter você junto a mim outra vez
Relembrar tantas juras que fiz

Tão satisfeito fiquei
Ao sentir nosso amor reviver
Que nem sei se sorri ou chorei
Custei até mesmo a crer

Recomeçamos assim,
A nossa felicidade,
Jamais alguém pensaria que aquela amizade
Viesse de novo a ter fim.

Mas durou pouco afinal
Esta nova ilusão terminou
Eu não sei se por bem ou por mal
Você foi e não voltou

Tão satisfeito fiquei
Ao sentir nosso amor reviver
Que nem sei se sorri ou chorei
Custei até mesmo a crer

Recomeçamos assim,
A nossa felicidade,
Jamais alguém pensaria que aquela amizade
Viesse de novo a ter fim.

Mas durou pouco afinal
Esta nova ilusão terminou
Eu não sei se por bem ou por mal
Você foi e não voltou!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Vivo sonhando


Vivo Sonhando (samba, 1962) - Tom Jobim - Interpretação: Os Cariocas

LP Mais Bossa Com Os Cariocas / Título da música: Vivo Sonhando / Tom Jobim (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Nº Álbum: P 632.177 L / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova / MPB.


G7+                               Eb7+/9  
Vivo sonhando sonhando mil horas sem fim
G7+
Tempo em que vou perguntando
              Bm7    E7/-9
Se gostas de mim
 Am7                 Cm7
Tempo de falar em estrelas
 F7          Bm7              E7
Falar de um mar  de um céu assim
 Am7                 D7
Falar do bem que se tem
              G7+        D7/-9
Mas você não vem    não vem  

 G7+                            Eb7+/9
Você não vindo não vindo a vida tem fim
 G7+             
Gente que passa se rindo
            Bm7 E7/-9
zombando de mim
 Am7                Cm7
E eu a falar em estrelas
F7     Bm7  E7            A7/13  A7/5+
Mar, amor, luar   pobre de mim
D7/9     D7/-9       G7+
     que só sei te amar

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Só danço samba

João Gilberto
Integrando a derradeira leva de produções da dupla Tom e Vinicius, “Só Danço Samba” é a primeira composição bossa nova que faz referência explícita ao ato de dançar. Caiu assim como uma luva no repertório dos pocketshows, que o dançarino e coreógrafo americano Lennie Dale — o “inventor” da dança da bossa nova — apresentava no Beco.

“Só Danço Samba” era como se tivesse sido feito para esse fim, inspirando a coreografia de movimentos de braços e quadris, que Lennie depois ensinaria a Elis Regina. Entretanto, como se sabe, não seria no Beco e sim no Au Bon Gourmet, abrindo o show “Encontro”, nas vozes de João Gilberto e do quarteto Os Cariocas, que se deu a estréia de “Só Danço Samba”. Aliás, esse arranjo cantado no espetáculo seria consagrado no elepê do conjunto lançado em 1963.

A composição é quase um blues, a partir de sua simplicidade melódica e do impulso rítmico sincopado no verso “vai, vai, vai, vai, vai”. Harmonicamente, também se aproxima desse gênero, com os característicos acordes de tônica, subdominante e dominante presentes, mais um motivo para estimular o improviso. A letra, muito simples e direta, exalta a superioridade do samba sobre o twist, o calipso e o chá-chá-chá, um tema, digamos, não muito original.

Mas, “Só Danço Samba” fez sucesso, sendo lançado nos Estados Unidos por Tom e João, o primeiro em seu disco instrumental para a Verve e o segundo no álbum Getz/Gilberto, ambos gravados em 1963 (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Só danço samba (samba, 1963) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim - Interpretação: Os Cariocas.

LP A Bossa dos Cariocas / Título da música: Só danço samba / Tom Jobim (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Álbum: P 632.152 L / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / Ficha técnica: Quartera, Badeco, Luis e Severino Filho.

D7M/9                     G7/9
      Só danço samba, só danço samba
E7/9
      Vai vai vai vai vai
Em7/9                     A7/13        D7M/9  G7/9
      Só danço samba, só danço samba  vai
D7M/9                     G7/9
      Só danço samba, só danço samba
E7/9
      Vai vai vai vai vai
Em7/9                     A7/13        D7M/9  
      Só danço samba, só danço samba  vai

Am7/9         D7(9/13)    G7M/9
Já dancei o twist       até demais
 E7/9                              
Mas, não sei, me cansei  
      Em7/9     F7/9    Em7/9  A7/13
Do calipso ou chá-chá-chá

Solo.:D7M/9 Eb7M/9 D7M/9 Eb7M/9 E7/9 Eb7M/9

D7M/9                     G7/9        E7/9
      Só danço samba, só danço samba vai
Em7/9                     Eb7M/9      D7M/9
      Só danço samba  só danço samba vai

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Samba do avião

Tom Jobim
Por toda a vida, Tom Jobim conservou um medo enorme de avião. Em sua primeira viagem para Nova York, por exemplo, o embarque teve lances de dramática indecisão, só se realizando depois que o amigo Fernando Sabino o convenceu de que o avião não iria cair. Sentia assim o maestro urna sensação de alívio nos momentos de chegada, quando sabia que em poucos minutos estaria são e salvo, pisando em terra firme.

Toda essa alegria ele procurou transmitir no “Samba do Avião” em que, além de descrever a aterrissagem no aeroporto do Galeão, faz uma singela declaração de amor ao Rio de Janeiro — “Este samba é só porque / Rio eu gosto de você”. Como não poderia deixar de ser, a canção descreve a paisagem vista de cima, contrastando com outros postais musicais cariocas.

Com numerosa discografia nacional e internacional, “Samba do Avião” tornou-se um clássico do repertório do grupo vocal Os Cariocas, em inspirado arranjo de Severino Filho, que faz a voz mais aguda, ocasionalmente em falsete, nesse excepcional quarteto (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Samba do avião (samba bossa, 1963) - Tom Jobim - Interpretação: Os Cariocas.

LP A Bossa dos Cariocas / Título da música: Rio / Tom Jobim (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Álbum: P 632.152 L / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / Ficha técnica: Quartera, Badeco, Luis e Severino Filho.

C+/ 9  Eb0  Dm7/9 G7/13  C7+  E7/5+  F7+ Fm6
Minha alma canta     , Vejo o Rio de Janeiro
C7+      G/B              Gm7   A7
Estou morrendo de saudade
    D7/9
Rio teu mar  praias sem fim
   Dm7/9                G7/13
Rio você foi feito pra mim
C7+  Eb0 Dm7/9 G7/13 C7+ 
Cristo Redentor
E7/5+       F7+ Fm6
Braços abertos sobre a Guanabara
F/G             G7      Em7               Eb0
Este samba é só porque , Rio eu gosto de você
Fm7                Bb7/9   Dm7/9         G7/13
A morena vai sambar ,  Seu corpo todo balançar
     Gm7               A7/5+
Rio de sol  de céu  de mar
   D7/9
Dentro de poucos minutos estaremos no galeão
 Dm7/9
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
  G7/13
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
   Gm7          A7/5+
Aperte o cinto,  vamos chegar
D7/9
Água brilhando, olha a pista chegando
     Dm7/9  Db7+/9  C7+/9
E vamos nós  ,    Aterrar

Tem dó


Tem Dó (samba, 1962) - Baden Powell e Vinícius de Moraes - Interpretação: Os Cariocas

LP Mais Bossa Com Os Cariocas / Título da música: Tem Dó / Baden Powell (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Nº Álbum: P 632.177 L / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova / MPB.


Tom: C

(intro) D7   C7   B7   E7   EbM7

Dm7  Am7 D7     GM7 G#dim7
Ai,         tem dó
             D            E7          Em7 A7(b5)
Quem viveu junto não pode nunca viver só
D7  AbM7   GM7 G#dim7
Ai,    tem dó
        D     Bm7          E7   A7     D6  EbM7
Mesmo porque você não vai ter coisa melhor

Dm7  Am7 D7     GM7 G#dim7
Ai,         tem dó
             D            E7          Em7 A7(b5)
Quem viveu junto não pode nunca viver só
D7  AbM7   GM7 G#dim7
Ai,    tem dó
        D     Bm7          E7   A7     D6
Mesmo porque você não vai ter coisa melhor

A7             D7
Não me venha achar ruim
        GM7       G#dim7
Porque você me conheceu assim
D                   E7
Me diga agora, e agora?
Em7                     A7
Não foi assim que você gamou?

Am7        D7
Você sabe muito bem
           GM7         G#dim7
Que mesmo louco assim gamei também
        DM7     E7
Me diga agora, ora, ora
          EM7             A7    D
Será que alguém não foi quem mudou?

(instrumental)

(repete tudo)
Letra:

Ai, tem dó
Quem viveu junto não pode nunca viver só
Ai, tem dó
Mesmo porque você não vai ter coisa melhor

Não me venha achar ruim
Porque você me conheceu assim
Me diga agora, e agora?
Não foi assim que você gamou?

Você sabe muito bem
Que mesmo louco assim gamei também
Me diga agora, ora, ora
Será que alguém não foi quem mudou?

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Minha namorada

Ao comporem “Minha Namorada”, pouco antes de escrever a peça “Pobre Menina Rica”, seus autores não faziam muita fé no sucesso desta canção de amor. Mas, a realidade é que a letra de “Minha Namorada” — classificada por Elis Regina como “a maior cantada da música brasileira” — é de arrasar as resistências dos mais empedernidos corações femininos: “E se mais do que minha namorada / você quer ser minha amada / minha amada, mas amada pra valer / você tem que vir comigo em meu caminho / e talvez o meu caminho seja triste pra você / (...) / e você tem que ser estrela derradeira / minha amiga e companheira / no infinito de nós dois...”

Isso é Vinícius de Moraes em momento de lirismo supremo, só alcançado em alguns poemas ou canções como “Eu Sei que Vou te Amar”. Na melodia de Carlinhos, o acorde menor de si bemol, com a sétima sobre a sílaba “mi”, em “ser mi-nha até morrer” e o arremate final às frases seqüenciais são deta lhes que situam “Minha Namorada” como um primoroso exemplo de equilíbrio na conjunção letra e música.

Maria Creuza
Uma das melhores versões desta canção é a do conjunto Os Cariocas — na ocasião, em sua formação mais duradoura, com o falecido Luís Roberto como solista. Outra boa versão é a de Maria Creuza, Vinicius e Toquinho, gravada em 72, na qual foi restaurado o recitativo original “Meu poeta, eu hoje estou contente, / todo mundo de repente ficou lindo, / ficou lindo de morrer, / eu hoje estou me rindo, / nem eu mesmo sei de quê...” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Minha namorada (bossa nova, 1965) - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Interpretação: Maria Creuza, Toquinho e Vinícius de Moraes.

LP/CD Vinicius de Moraes en "La Fusa" - Con Maria Creuza y Toquinho / Título da música: Minha namorada / Carlos Lyra (Compositor) / Vinicius de Moraes (Compositor) / Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho (Intérpretes) / Gravadora: Trova (Argentina) / Ano: 1970 / Álbum: XT 80002 / Faixa 14 / Gênero musical: Bossa Nova.

Tom: A  

A7M              Bm7       C#m7
Se você quer ser minha namorada
        F#7(b9)     Bm7(9)
Ah, que linda   namorada
     C7(9)   B7(9)
Você poderia ser
          Fº(b13)     A7M
Se quiser ser somente minha
     Bm7           C#m7        Cº(b13)    C#m7(b5)
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
       F#7(b13)       G#m7(11)
Que ninguém mais pode ser
     F#m7         F7M        A
Você tem que me fazer um juramento
      A/G         D/F#
De só ter um pensamento
       F7           E74    E7(b9)
Ser só minha até morrer
     D#m7(b5)      E/D         C#m7
E também de não perder esse jeitinho
     A7(9)  A7(b9) D7M 
De falar  devaga____rinho
         E7(#5)      C#7(13)   A7(9)
Essas histórias de você
       D#m7(b5)   E/D         C#7(13)  C#7(b13)
E de repente me fazer muito carinho
     C#m7  F#7(b9)     B7(9)
E chorar   bem   de mansinho
       Bb7M          E74    E7(#5)
Sem ninguém saber porque
A7M                Bm7       C#m7 
E   se mais do que minha namorada
     F#7(b9)            Bm7(9)
Você quer    ser minha amada
       C7(9)      B7(9)      Fº(b13)
Minha amada, mas amada pra valer
        A7M        Bm7         C#m7
Aquela amada pelo amor predestinada
      Cº(b13)       C#m7(b5)
Sem a qual a vida é nada
      F#7(b13)        G#m7(11)  G7(#11)
Sem a qual se quer morrer
     F#m7          F7M           A
Você tem que vir comigo em meu caminho
     A/G         D/F#
E talvez o meu caminho
     F7           E74   E7(b9)
Seja triste pra você
        D#m7(b5)             E/D             C#m7
Os seus o_______lhos tem que ser só dos meus o____lhos
        A7(9)  A7(b9)  D7M        E7(#5)      C#7(13)  A7(9)
Os seus braços o   meu ninho no silêncio de depois
       B#m7(b5)        E/D        C#7(13)  C#7(b13)
E você tem que ser a estrela derradei______ra
       C#m7  F#7(b9)    B7(9)
Minha amiga  e     companheira
       Bb7M        A7M 
No infinito de nós dois

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Ela é carioca



Ela é carioca (samba bossa, 1963) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Intérprete: Os Cariocas

LP Mais Bossa Com Os Cariocas / Título da música: Ela é carioca / Tom Jobim (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Catálogo: P 632.177 L / Gênero musical: Samba.


Tom: C

Intro:  C

       C7+             Am7
Ela é carioca, ela é carioca
        D7/9
Basta o jeitinho dela andar
  Dm7          Bbm6      Am6      G7
E ninguém tem carinho assim para dar
Gm7                  C7/9
Eu vejo na cor dos seus olhos
            F#m7/5-  Fm6
As noites do Rio ao luar
        C7+   Bº          Bb7+  A7
Vejo a mesma luz, vejo o mesmo céu
 Ab7+     Db7/9
vejo o mesmo mar

            C7+            Am7
Ela é meu amor, só me vê a mim
         D7/9
A mim que vivi para encontrar
Dm7            Bbm6    Am6        G7
Na luz do seu olhar, a paz que sonhei

   Gm7                     C7/9
Só sei que eu sou louco por ela
               F#m7/5-  Fm6
E pra mim ela é linda demais
  C7+     Bº         Bb7+  Bº
E além do mais, ela é carioca
         C7+
ela é carioca

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Amanhecendo

Amanhecendo (samba, 1963) - Lula Freire e Roberto Menescal - Intérprete: Os Cariocas

LP A Bossa Dos Cariocas / Título da música: Amanhecendo / Lula Freire (Compositor) / Roberto Menescal (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Nº Álbum: P 632.152 L / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Bossa Nova.


D7M             Am7            D7M
Nas águas deste rio lindo para o mar
           Eb7/9              D7M
Iremos navegando sempre sem parar
               Am7               D7M
E vendo tantas nuvens brancas no azul
              Eb7/9             Am7
Esquece a madrugada triste que passou
D7/9         G#m7/5-           Gm7
O dia está nascendo vem olhar o sol
  C7/9       F#m7            B7/9
As aves vem voando pelo nosso amor
         E7/13
E para a poesia
           Gm6
A vida é alegria
               D6/9
Não chora nunca mais
          Am7                   D7M
Vem vamos amar em paz que o dia traz
              Eb7/9
Mil cores diferentes

      D7M
Nesse amanhecer
                  Am7               D7M
Encantos que são vistos só por quem amou
              Eb7/9             Am7
Esquece a madrugada triste que passou
 D7/9        G#m7/5-            Gm7
O dia está nascendo vem olhar o sol
C7/9         F#m7             B7/9
As aves vem voando pelo nosso amor
          E7/13
E para a poesia
           Gm6    A7/13
A vida é alegria
               D6/9
Não chora nunca mais
               Am7
Vem vamos amar em paz
       D7M       Am7
Vem vamos amar em paz 

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Rio (Menescal e Bôscoli)


Rio (samba, 1963) - Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal - Interpretação: Os Cariocas

LP A Bossa dos Cariocas / Título da música: Rio / Ronaldo Bôscoli (Compositor) / Roberto Menescal (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1963 / Álbum: P 632.152 L / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba / Ficha técnica: Quartera, Badeco, Luis e Severino Filho.


[Intro:] Gm7 C7(4)(9) Am7 D7(4)(9) D7(b9)

Gm7        C7(13)
Rio que mora no mar
        Gm7    C7(9) C7(b9)
Sorrio pro meu Rio que tem no seu mar
 F7M      Bb7(9)
Lindas flores que nascem morenas
       Am7 D7(9)(#11)
Em jardins de sol

Rio serras de veludo
Sorrio pro meu Rio que sorri de tudo
Que é dourado quase to do o dia
E alegre como a luz

G7M      G6            Gº(7M)   F#7(b5)
Rio é mar, é terno se fazer amar
      F7M      F6              Fº(7M) E7(b13)
0 meu Rio é lua, amiga branca e nua
 Em7(9)       A7(13)
É sol é sal, é sul
   Ebm7(9)         Ab7(13)
São mãos se descobrindo em tanto azul
       Gm7    C7(9)
Por isso é que meu Rio da mulher beleza
      Bbm7      Eb7(9)
Acaba num instante com qual quer tristeza
  Am7      D7(b9)
Meu Rio que não dorme porque não se cansa
       Gm7                C7(13)        Gm7 C7(13)
Meu Rio que balança sorrio, sorrio, sou Rio, sou Rio...

domingo, 7 de maio de 2006

Qui nem jiló

Luiz Gonzaga
Em 1950, vivia-se o auge do ciclo do baião, com vários compositores (Klecius Caldas, Armando Cavalcanti, Hervé Cordovil) e intérpretes (Marlene, Emilinha Borba, Ivon Curi) de outras áreas aderindo ao ritmo nordestino.

Incansável na renovação de seu repertório, Luiz Gonzaga chegaria a gravar durante o ano nada menos de vinte composições, sendo oito delas com Humberto teixeira e sete com o novo parceiro, Zé Dantas. De todas essas músicas, mereceu destaque especial o baião "Qui Nem Jiló", um dos melhores da dupla Gonzaga-Teixeira.

Refletindo sinais da integração do gênero ao meio urbano, "Qui Nem Jiló" tem melodia mais elaborada do que a maioria dos baiões, em nada lembrando as primitivas cantigas sertanejas.

Qui nem jiló (baião, 1950) - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Intérpretes: Marlene e Os Cariocas

Disco 78 rpm / Título da música: Qui nem jiló / Humberto Teixeira, 1916-1979 (Compositor) / Luiz Gonzaga (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Os Cariocas (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1949 / Lançamento: 10/1949 / Nº do álbum: 16125 / Nº da matriz: 2167 / Gênero musical: Baião / Coleções de origem: IMS, Nirez

Introdução: G - C# - F#m - B7 - Em - G - A - D
   
     D                C# 
Se a gente lembrar só por 
    F#m     A7 
Lembrar 
  D                   E 
O amor que agente um dia
   A     A7 
Perdeu 
   G                    C#      F#m 
Saudade inté que assim é bom 
     B7           Em 
Pro cabra se convencer 
   A                D 
Que é feliz sem saber 
            A 
Pois não sofreu 
   D           C#            F#m    A 
Porém se a gente vive a sonhar 
    D                E 
Com alguém que se deseja 
    A     A7 
Rever 
    G          C#       F#m 
Saudade intonce aí é ruim 
    B7          Em 
Eu tiro isso por mim 
          G        A    D
Que vivo doido a sofrer 
             A 
Ai quem me dera voltar 
         D 
Pros braços do meu xodó 
             A 
Saudade assim faz roer 
         D 
E amarga que nem jiló 
         A 
Mas ninguém pode dizer 
 D                    D7 
Que me viu triste a chorar 
  G                 A 
Saudade, o meu remédio é 
     D   D7 
Cantar 
      G             A 
Saudade, o meu remédio é 
   D 
Cantar


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Adeus, América

Haroldo Barbosa
A fila enorme que se formava à porta de um teatro, na Cinelândia, para assistir a um show de Xavier Cugat deu a Geraldo Jacques a idéia de fazer um samba de protesto contra a invasão da música estrangeira. E ali mesmo, num banco da praça, ele escreveu os primeiros versos de "Adeus América", uma sátira bem-humorada, falando em "Adeus ao boogie-woogie, woogie boogie e ao swing também".

Completado por Haroldo Barbosa, o samba logo estava pronto para marcar a estreia em disco de Os cariocas , um conjunto que iria revolucionar a história dos grupos vocais brasileiros.

Adeus, América (samba, 1948) - Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa - Interpretação: Os Cariocas

Disco 78 rpm / Título da música: Adeus América / Geraldo Jacques (Compositor) / Haroldo Barbosa (Compositor) / Os Cariocas (Intérprete) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/03/1948 / Lançamento: 05/1948 / Nº do Álbum: 15893 / Nº da Matriz: 1827 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez

Intro: (A7+ E7/9 D7/9 A7+) 

      C6/7 B6/7                     E7/9
Não posso mais, ai que saudade do Brasil
                       A7+           C6/7
Ai que vontade que eu tenho de voltar
        B6/7                      Bm7
Adeus América, essa terra é muito boa
     E7/9            A7+
Mas não posso ficar porque
   D7/9             A7+
O samba mandou me chamar
   D7/9             A7+
O samba mandou me chamar
         D7/9
Eu digo adeus ao boogie woogie, ao woogie boogie
             A7+
E ao swing também
          D7/9
Chega de rocks, fox-trotes e pinotes
                  A7+
Que isso não me convém
     D7/9
Eu voltar pra cuíca, bater na barrica
 A7+
Tocar tamborim
           D7/9           
Chega de lights e all rights, good nights e faufaits
 E6/7     E5+/7       E7/9
Isso não dá mais pra mim
     A7+            E7/9        A7+
Eu quero um samba feito só pra mim
  E7/9 D7/9 A7+
Oooô, ooooooô


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Os Cariocas


Conjunto vocal formado no Rio de Janeiro RJ em 1942, atuou ininterruptamente até 1967, alcançando maior popularidade nos períodos de 1948 a 1955 e de 1961 a 1967. Organizado pelos irmãos Ismael Neto (Ismael de Araújo Silva Neto, Belém PA 1925-1956) e Severino Filho (Severino de Araújo Silva Filho, Belém 1928-), moradores do bairro carioca da Tijuca, o grupo atuou como quinteto até 1961.

Contando inicialmente com Ari Mesquita, Salvador e Tarqüínio, amigos e moradores do mesmo bairro, começou apresentando-se no Instituto Lafayette, colégio onde o pai dos paraenses trabalhava como professor. Nessa época, Ismael iniciou-se no violão, enquanto Severino tomou aulas de teoria musical com Hans Joachim Koellreutter.

Em 1945, com Valdir Prado Viviani (pianista e solista de gaita) substituindo Ari Mesquita, que adoecera, o grupo se inscreveu no Papel Carbono, programa de calouros de Renato Murce na Rádio Clube (hoje Mundial). Estrearam cantando o fox If You Please, obtendo o terceiro lugar, o que os animou a tentar nova apresentação, desta vez alcançando o primeiro lugar com a interpretação de Rum and Coca-Cola.

Quando Renato Murce decidiu reunir o programa todos os vencedores das diversas disputas, o conjunto liderado por Ismael Neto foi o campeão absoluto. Decidiram então profissionalizar-se e, por intermédio de um amigo da família, Ismael conseguiu uma apresentação para o maestro Radamés Gnattali, na época diretor artístico da Rádio Nacional. Este gravou um acetato com o grupo e mostrou-o a Haroldo Barbosa, chefe da discoteca da emissora, que contratou o conjunto, na base de cachê, para atuar no programa Um Milhão de Melodias.

Em princípios de 1946, intitulando-se Os Cariocas, iniciaram carreira como artistas exclusivos da Rádio nacional, onde permaneceram por mais de 20 anos. Ainda em 1946 Tarqüínio e Salvador deixaram o grupo, e foi com a seguinte formação que Os Cariocas atravessaram sua primeira fase de maior popularidade: Badeco (Emanuel Barbosa Furtado), primeira voz; Severino Filho, segunda voz; Ismael Neto terceira voz e autor das vocalizações; Quartera (Jorge Quartarone), quarta voz; Valdir, quinta voz e solos, inclusive assobiados.

Em fins de 1947 João de Barro, diretor artístico da Continental e versionista de vários filmes do norte-americano Walt Disney, chamou o conjunto para realizar a dublagem do desenho animado Ferdinando. Convidados em seguida a gravar na Continental, lançaram, no início de 1948, Nova ilusão (Luís Bittencourt e José Meneses) e Adeus, América (Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques), que marcaram, ambos, o primeiro grande sucesso do grupo. Entre outros discos seus lançados na Continental destacaram-se a marcha junina Eu também sou Batista (Wilson Batista e José Batista) e o baião Juazeiro (Luiz Gonzaga e Humberto teixeira). Atuando também como compositor, Ismael Neto fez Marca na parede, um dos grandes sucessos lançados por Os Cariocas na etiqueta Sinter, onde passaram a gravar a partir de 1950.

Em 1953 Ismael Neto passou a compor com Antônio Maria, e a dupla tornou-se responsável por alguns dos grandes sucessos de meados da década de 1950, como Canção da volta, lançada por Dolores Duran em 1954, e Valsa de uma cidade, gravada por Os Cariocas. Novamente na Continental em 1954 (no ano anterior haviam passado para a Victor), em dezembro o grupo participou da gravação da Sinfonia do Rio de Janeiro, um LP de dez polegadas com músicas de Tom Jobim e Billy Blanco .

Em fins de 1955 Severino Filho assumiu a liderança do conjunto, quando Ismael Neto adoeceu (morreria em 1956), sendo substituído por sua irmã, Hortênsia da Silva Araújo. Em 1956 o grupo apresentou-se na Argentina, México, Porto Rico e E.U.A.

Na fase da bossa-nova, na década de 1960, atuaram intensamente, incluindo novas composições em seu repertório e influenciando outros conjuntos vocais que surgiam, com seu estilo de interpretação. Em 1961 o grupo sofreu suas derradeiras alterações, com a saída de Hortênsia e Valdir, este substituído por Luís Roberto (Luís Roberto Gomes morreu no Rio, em 20/10/1988). Transformados em quarteto, gravaram dois LPs na Mocambo (1962) e passaram depois para a Philips, onde gravaram suas mais representativas interpretações dessa segunda fase, em vários LPs, até 1967, quando o grupo se dissolveu.

Após 1967, Severino Filho continuou trabalhando como arranjador de orquestras de estúdio. Em 1988, o grupo voltou a se apresentar e seus integrantes sofreram com a perda do contrabaixista Luís Roberto, que morreu de enfarte durante uma apresentação no Jazzmania. Em novembro de 1997, comemoraram 50 anos de carreira com show no Mistura Fina, e lançaram novo disco, o CD A bossa brasileira, pelo selo Albatroz, com a seguinte formação: Severino Filho (piano), Jorge Quartera (bateria) - os dois que restaram da formação original - e os recém-chegados Nil Teixeira (violão) e Eloi Vicente (baixo).

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.