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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Chica da Silva

Noel Rosa de Oliveira
Chica da Silva (samba-enredo/carnaval, 1963) - Anescar do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira - Intérprete: Monsueto Menezes

Disco 78 rpm / Título da música: Chica da Silva / Anescar do Salgueiro (Compositor) / Oliveira, Noel Rosa de (Compositor) / Menezes, Monsueto (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 19/03/1963 / Nº Álbum 14848 / Gênero musical: Samba-enredo.



Apesar... de não possuir grande beleza
Chica da Silva surgiu no seio da mais alta nobreza
O contratador, João Fernandes de Oliveira
A comprou para ser sua companheira
E a mulata, que era escrava
Sentiu forte transformação
Trocando o gemido da senzala
Pela fidalguia do salão
Com a influencia e poder do seu amor
Que superou a barreira da cor
Francisca da Silva do cativeiro zombou
No arraial do Tijuco
Lá no estado de Minas
Hoje lendária cidade
Seu lindo nome é Diamantina
Onde viveu a Chica, que manda
Deslumbrando a sociedade
Com orgulho e capricho da mulata
Importante majestosa invejada
Para que a vida lhe tornasse mais bela
João Fernandes de Oliveira
Mandou construir um vasto lago
E uma belíssima galera
E uma riquíssima liteira
Para conduzi-la
Quando ia assistir à missa na capela

quarta-feira, 10 de maio de 2006

A fonte secou

Monsueto
"A Fonte Secou", o melhor samba carnavalesco de 54, é o segundo sucesso (o primeiro foi "Me deixa em paz") de Monsueto Menezes. Homem de múltiplas atividades - baterista, pintor, comediante -, Monsueto foi principalmente compositor, um dos raros sambistas de qualidade surgidos nos anos cinqüenta. Espirituosos, salpicados de tiradas "filosóficas", seus sambas têm, algumas vezes, até um certo sentido de crítica social ("Lamento da Lavadeira", "Na Casa do Antônio Jó" etc.).

Antes da gravação de Raul Moreno, "A Fonte Secou" foi oferecida à cantora Marlene que a rejeitou, lamentando depois a oportunidade perdida de lançar este clássico. Atestando sua qualidade, várias composições de Monsueto tiveram regravações importantes como as de "Me deixa em paz" (Milton Nascimento e Alaíde Costa), "Mora na filosofia" (Caetano Veloso) e "A Fonte Secou" (Maria Bethânia).

A fonte secou (samba/carnaval, 1954) - Monsueto C. Menezes e Marcleo - Intérprete: Raul Moreno

Disco 78 rpm / Título da música: A fonte secou / Marcleo (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Lauar, Tuffi (Compositor) / Moreno, Raul (Intérprete) / Astor (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 08/10/1953 / Nº Álbum 5387 / Gênero musical: Samba.



(G)---(E7) -----Am ----D7 ----------------Am ---------B7
Eu não sou água / ------- Pra me tratares assim
-----------Em-------- A7 ----------------Am---------- D7 -----G
Só na hora da sede /---- É que procuras por mim
-------C7+---- G ---G7------------ C7+ -----------Am
A fonte secou / -------Quero dizer que entre nós
------D7----- G--- D7------------------------- G
Tudo acabou / ------Seu egoísmo me libertou
----------------C7 ----B7---- Em--- G7 ----Db0------ Gb7------- Bm----- E7
Não deves mais me procurar / ----- A fonte do nosso amor secou
-------------------A7------------------------ D7 --------E7
Mas os seus olhos / Nunca mais hão de secar

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Me deixa em paz

Linda Batista
Me deixa em paz (samba/carnaval, 1952) - Monsueto e Aírton Amorim - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Me deixe em paz / Amorin, Airton (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 06/08/1951 / Nº Álbum: 800825 / Gênero musical: Samba


Em               Em7/9
Se você não me queria
                  Am7
Não devia me procurar
     Am7b      Am6b B7/9+
Não devia me iludir
                    Em7/9
Nem deixar eu me apaixonar
         Am7 D7/9
Evitar a dor
        G6/9
É impossível
             Am7
Evitar esse amor
  D7/9   Am6b B7/9+
É muito mais
Am7      B7            Em7
Você arruinou a minha vida
F#  B7/9+   Em7/9
Me deixa em paz

domingo, 9 de abril de 2006

Monsueto

Monsueto (Monsueto Campos Meneses), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1924 e faleceu em 17/2/1973. Criado na favela do morro do Pinto, entre partideiros, rodas de samba e batucadas, tocou como baterista em vários conjuntos na década de 1940, inclusive na Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace Hotel.


Seu primeiro sucesso como compositor foi Me deixa em paz (com Aírton Amorim), gravado por Linda Batista no Carnaval de 1952. Depois dessa gravação, teve várias músicas de sua autoria incluídas no show Fantasia, fantasias, do Copacabana Palace Hotel.

Em 1953 compôs A fonte secou (com Raul Moreno e Marcleo), um de seus sambas de maior sucesso, seguido de outro grande êxito, no ano seguinte, com Mora na filosofia (com Arnaldo Passos). Atuou ainda no cinema, trabalhando no filme Treze cadeiras (direção de Franz Eichhorn), em 1957. No ano seguinte, participou como cantor em números musicais de Na corda bamba (direção de Eurides Ramos) e, como compositor em O cantor milionário (direção de José Carlos Burle) e, no mesmo ano, no filme Quem roubou meu samba? (direção de José Carlos Burle).

Atuou em vários shows com Herivelto Martins antes de formar seu próprio grupo, com o qual excursionou pelo Brasil e outros paises da América, Europa e África. Era conhecido também pelo apelido de Comandante, com o qual foi muito popular na década de 1960, época em que participava de um programa humorístico na TV-Rio. Nesse programa lançou expressões de gíria que passaram à linguagem popular, como "castiga", "vou botar pra jambrar", "diz", "ziriguidum", "mora" e outras.

A partir de 1965 começou a dedicar-se também à pintura primitivista, tendo, inclusive, recebido prêmio do Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Sem se ter filiado a nenhuma escola de samba, era bem recebido e respeitado em todas elas, desfilando cada ano em uma diferente. A última, em 1972, foi a Unidos de Vila Isabel. No ano seguinte, participava das filmagens de O forte (direção de Olney São Paulo), na Bahia, em que fazia o papel de um diretor de harmonia de escola de samba, quando ficou doente e foi hospitalizado no Rio de Janeiro, onde morreu vítima de câncer no fígado.

A importância de sua música, caracterizada por uma letra de versos sintéticos, voltou a ser reconhecida pouco antes de morrer, em 1972, a partir das regravações de suas composições, como Me deixa em paz, por Milton Nascimento e Alaíde Costa, no LP Clube da esquina, da Odeon; Mora na filosofia, por Caetano Veloso, no LP Transa, da Philips; e, no ano seguinte, Eu quero essa mulher (com José Batista), também por Caetano Veloso, no LP Araçá azul, na Philips.

Outras composições suas de destaque são Na casa de corongondó (com Arnaldo Passos), Couro do falecido (com Jorge de Castro), O lamento da lavadeira (com Nilo Chagas e J. Vieira Filho), Levou fermento (com José Batista), Tá pra acontecer (com José Batista e Ivan Campos) e Ziriguidum.

Algumas músicas


Obras

Eu quero essa mulher (c/José Batista), samba, 1961; A fonte secou (c/Raul Moreno e Mardeo), samba, 1953; O lamento da lavadeira (c/Nilo Chagas e J. Vieira Filho), samba, 1953; Me deixa em paz (c/Aírton Amorim), samba, 1952; Mora na filosofia (c/Arnaldo Passos), samba, 1954; Ziriguidum, samba, 1961.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.