Rogério Duprat - regente, arranjador e compositor - nasceu no Rio de Janeiro em 07/02/1932 e faleceu em São Paulo em 26/10/2006. Em São Paulo estudou violoncelo inicialmente com Calisto Corazza e em 1953 passou a integrar a Orquestra Sinfônica Estadual. Na mesma ocasião estudou harmonia, contraponto e composição com Olivier Toni e Cláudio Santoro.
sábado, 1 de agosto de 2009
Rogério Duprat
Rogério Duprat - regente, arranjador e compositor - nasceu no Rio de Janeiro em 07/02/1932 e faleceu em São Paulo em 26/10/2006. Em São Paulo estudou violoncelo inicialmente com Calisto Corazza e em 1953 passou a integrar a Orquestra Sinfônica Estadual. Na mesma ocasião estudou harmonia, contraponto e composição com Olivier Toni e Cláudio Santoro.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Torquato Neto
Torquato Neto nasceu em Teresina, Piauí, em 1944. Mudou-se para Salvador, Bahia, aos 16 anos, onde conheceu Gilberto Gil , Caetano Veloso e foi assistente no filme Barravento, de Glauber Rocha.sábado, 1 de novembro de 2008
Tom Zé
Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.
Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.
Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).
Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.
Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.
Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.
Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.
Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.
A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.
Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.
Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Doces Bárbaros
Doces Bárbaros - Caetano Veloso nasceu em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942 e, ainda pequeno, mudou-se para Salvador e por ali ficou até ingressar na Universidade para concluir os estudos de Arte. Seu primeiro album, entitulado Caetano Veloso, teve um grande repercussão fora do Brasil e em 1968 conseguiu vários prêmios internacionais.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Arnaldo Batista
Arnaldo Batista (Arnaldo Dias Baptista), cantor e compositor, nasceu em São Paulo-SP no dia 6 de julho de 1948. É mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders.quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Os Mutantes
Os Mutantes. Conjunto vocal e instrumental formado em 1966, em São Paulo SP, por Arnaldo (Arnaldo Dias Batista, São Paulo 1948—), piano, contrabaixo e composição; Sérgio (Sérgio Dias Batista, São Paulo 1951—), guitarra, violão e composição; e Rita Lee, flauta, harpa e composição.
O grupo começou com o nome de Wooden Faces, passando mais tarde a chamar-se Six Sided Rockers, com seis integrantes. Apresentaram-se em programas de televisão, como Astros do Disco e Jovem Guarda, ambos na TV Record, de São Paulo. Com a saída de três integrantes, o grupo mudou o nome para O Conjunto, e gravou um compacto pela Continental com o rock O suicida (de sua autoria). Trocando novamente o nome para Os Mutantes, estrearam na programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, na TV Record, em 1966.
Ainda nesse ano, fizeram o coro para a gravação de Nana Caymmi de Bom-dia (Gilberto Gil). Depois dessa experiência, foram convidados para acompanhar Gilberto Gil na música Domingo no parque, no III FMPB, da TV Record, em 1967. Nesse mesmo ano, lançaram pela Polydor o primeiro disco como Os Mutantes: um compacto com O relógio (de sua autoria).
Com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão, gravaram em 1968 o LP Tropicália ou Panis et circensis, pela Philips, e sozinhos, pela mesma gravadora, o seu primeiro LP Mutantes, com O relógio, Batmacumba (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e Trem fantasma (com Caetano Veloso). No mesmo ano, acompanharam Caetano Veloso na música É proibido proibir, na eliminatória paulista do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro. Na parte final desse festival, defenderam, de autoria dos três, Caminhante noturno, que obteve o sétimo lugar.
Apresentaram também no IV FMPB, em 1968, as músicas Dom Quixote (de sua autoria) e 2001 (Rita Lee e Tom Zé). Em 1969, com o grupo baiano, fizeram um show na boate Sucata, no Rio de Janeiro, e lançaram o segundo LP Mutantes, onde interpretaram suas músicas Dom Quixote, Caminhante noturno e Algo mais. Nesse ano, foram à Europa e apresentaram-se no MIDEM, em Cannes, França, e em Lisboa, Portugal. De volta ao Brasil, fizeram o show O planeta dos Mutantes, no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro. Voltaram à França para um espetáculo no Olympia, de Paris. O conjunto aumentou com a entrada do baterista Dinho e do baixista Liminha.
Em 1970 concorreram ao V FIC com a música Ando meio desligado (Arnaldo e Sérgio) e lançaram o LP A divina comédia com Ando meio desligado e Desculpe, baby (Arnaldo e Rita Lee).
Em 1971 lançaram pela Polydor o LP Jardim elétrico com a faixa-título, Technicolor e It’s very nice pra chuchu (todas de sua autoria). Em 1972, depois de apresentar Mande um abraço pra velha (de sua autoria) e lançar o LP No país dos Bauretz, o grupo se desfez com a saída de Rita Lee, que passou a atuar sozinha.
Em 1973 o conjunto reapareceu com Sérgio (guitarra), Liminha (baixo), Dinho (bateria) e Manito (teclados). Arnaldo lançou em 1974, pela Philips, um LP individual, Loki, com Será que eu vou virar bolor? e Cê tá pensando que eu sou loki? (ambas de sua autoria). Com a saída de Manito e Dinho do conjunto, em 1974, entraram Túlio (teclados) e Rui Mota (baixo). Em 1975, Liminha foi substituído por Antônio Pedro Medeiros e, com essa formação, lançaram os LPs Tudo foi feito pelo Sol, 1975, e Mutantes ao vivo, 1977; e um compacto, Cavaleiros negros, 1976, todos pela Som Livre.. Em 1982, Arnaldo Batista lançou seu segundo disco solo, Singin’ alone, pela gravadora independente Baratos Afins.
Pianista exímio, de formação erudita, Arnaldo é considerado o elo entre o pop tropicalista dos anos de 1960 e 1970 e o rock brasileiro renascido a partir da década de 1980. Por volta de 1988, o grupo norte-americano Toter Totz gravou um LP independente que incluiu vários samplers dos Mutantes e uma regravação de Batmacumba.
Em sua fase progressiva, sem Rita Lee, os Mutantes gravaram em 1973 o LP A e o Z, lançado somente em 1992. Em 1996 foi lançado o disco-tributo aos Mutantes, Triângulo sem bermudas, pela gravadora Natasha, com vários artistas, incluindo Kid Abelha, Pato Eu, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Planet Hemp, interpretando clássicos do grupo.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Geleia geral
Há também alusões sarcásticas a passagens da literatura brasileira como o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade (“Pindorama, país do futuro / (...) / com o roteiro do sexto sentido”), a “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias (“Minha terra é onde o sol é mais limpo”), ou a Memórias sentimentais de João Miramar, também de Oswald, conforme salienta o brasilianista Charles Perrone (em Masters of contemporary brazilian song).
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| Torquato e Gil |
No aspecto musical, vale mencionar que este refrão é construído sobre a repetição de seis compassos, divididos em ternários e binários, fazendo o arranjo de Rogério Duprat citações de O Guarany, de Carlos Gomes (sob o verso declamado sobre as “relíquias do Brasil”) e da canção “All the Way”, após o verso “um elepê de Sinatra”. Essas considerações mostram a relevância da extensa e discutida letra que Torquato Neto, o teórico do tropicalismo, fez para “Geléia Geral”, composição gravada por Gilberto Gil em Panis et circensis, o disco básico da relativamente escassa discografia do movimento.
A expressão “Geleia Geral”, que também seria título de uma coluna de Torquato no jornal carioca Última Hora, em 71/72, tem sua origem anterior à canção: Décio Pignatari havia escrito para revista de literatura Invenção um artigo sobre os princípios da linguagem concretista, que terminava afirmando que “na geleia geral brasileira alguém tem que fazer o papel de medula e de osso”, referindo-se à postura do grupo concretista.
A ligação de Décio e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos com Caetano Veloso ensejou o aproveitamento da expressão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Geleia Geral (1968) - Gilberto Gil e Torquato Neto - Intérprete: Gilberto Gil
LP Tropicália Ou Panis Et Circenses / Título da música: Geleia Geral / Torquato Neto (Compositor) / Gilberto Gil (Compositor) / Gilberto Gil (Intérprete) / Gravadora: Philips / Nº Álbum: R 765.040 L / Ano: 1968 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Tropicalismo / MPB.
Tom: E
[Intro] D A E
E
Um poeta desfolha a bandeira
A7
E a manhã tropical se inicia
C7
Resplandente, cadente, fagueira
D
Num calor girassol com alegria
B7 E
Na geléia geral brasileira
A E
Que o jornal do Brasil anuncia
A
Ê bumba iê iê boi
C#m F#m
Ano que vem, mês que foi
A
Ê bumba iê iê iê
F#m7 B7 E
É a mesma dança, meu boi
"A alegria é a prova dos nove"
A7
E a tristeza, teu Porto Seguro
C7
Minha terra, onde o Sol é mais limpo
D
Em Mangueira, onde o Samba é mais puro
B7 E
Tumbadora na selva-selvagem
A E
Pindorama, país do futuro
A
É a mesma dança na sala
F#m E B7
No Canecão, na TV
E quem não dança não fala
Assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala
A B7 E
As relíquias do Brasil:
C#m
Doce mulata malvada
F#m A E B7
Um elepê de Sinatra
Maracujá, mês de abril
A
Santo barroco baiano
B7
Super poder de paisano
E A
Formiplac e céu de anil
E B7
Três destaques da Portela
Carne seca na janela
Alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade
Hospitaleira amizade
A E B7
Brutalidade, jardim
Plurialva, contente e brejeira
A7
Miss linda Brasil diz: "bom dia"
C7
E outra moça também, Carolina
D
Da janela examina a folia
B7 E
Salve o lindo pendão dos seus olhos
A E
E a saúde que o olhar irradia
Um poeta desfolha a bandeira
A7
E eu me sinto melhor colorido
C7
Pego um jato, viajo, arrebento
D
Com o roteiro do sexto sentido
B7 E
Voz do morro, pilão de concreto
A E
Tropicália, bananas ao vento
Letra:
Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria
Na geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
A alegria é a prova dos nove e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem, Pindorama, país do futuro
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada, um LP de Sinatra, maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano, superpoder de paisano, formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela, carne-seca na janela, alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade, hospitaleira amizade, brutalidade jardim
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Plurialva, contente e brejeira miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina, da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos e a saúde que o olhar irradia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
Um poeta desfolha a bandeira e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto tropicália, bananas ao vento
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Tropicalismo
Tropicalismo - Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira, até então dominada pela estética da bossa nova.
Liderado pelos músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, o tropicalismo usa as idéias do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade para aproveitar elementos estrangeiros que entram no país e, por meio de sua fusão com a cultura brasileira, criar um novo produto artístico. Também se baseia na contracultura, usando valores diferentes dos aceitos pela cultura dominante, incluindo referências consideradas cafonas, ultrapassadas ou subdesenvolvidas.
O movimento é lançado com a apresentação das músicas Alegria, alegria, de Caetano, e Domingo no parque, de Gil, no Festival de MPB da TV Record em 1967. Acompanhadas por guitarras elétricas, as canções causam polêmica em uma classe média universitária nacionalista, contrária às influências estrangeiras nas artes brasileiras.
O disco Tropicália ou Panis et Circensis (1968), manifesto do movimento, vai da estética brega do tango-dramalhão Coração materno, de Vicente Celestino (1894-1968), à influência dos Beatles e do rock em Panis et Circences, cantada por Os Mutantes. O refinamento da bossa nova está presente nos arranjos de Rogério Duprat (1932-), nos vocais de Caetano e na presença de Nara Leão (1942-1989).
O tropicalismo manifesta-se, ainda, em outras artes, como na escultura Tropicália (1965), do artista plástico Hélio Oiticica, e na encenação da peça O Rei da Vela (1967), do diretor José Celso Martinez Corrêa (1937-).
O movimento acaba com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968. Caetano e Gil são presos e, depois, exilam-se na Inglaterra. Em 1997, quando se comemoram os 30 anos do tropicalismo, são lançados dois livros que contam a história do movimento: Verdade Tropical, de Caetano Veloso, e Tropicália - A História de uma Revolução Musical, do jornalista Carlos Calado.
Fonte: Tropicália
sábado, 29 de julho de 2006
Cinema novo
LP Tropicália 2 - Caetano Veloso e Gilberto Gil / Título da música: Cinema Novo / Gilberto Gil (Compositor) / Caetano Veloso (Compositor) / Caetano Veloso (Intérprete) / Gilberto Gil (Intérprete) / Gravadora: Polygram / Ano: 1993 / Nº Álbum: 518 178-1 / Lado A / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.
Intro: D7+ Gm/D
D7+ C#m5-/7 C7 B7
O filme quis dizer
E7/9
"Eu sou o samba"
Em7 A7
A voz do morro rasgou a tela do cinema
D7+ C#7 F#m7
E começaram a se configurar
G#m7 C#7/9- A7
Visões das coisas grandes e pequenas
D7+ A7 D7+
Que nos formaram e estão a nos formar
A7/9- D7+ F#7 Bm7
Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis
D7/9 G7+ D7 G7+
Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio
B7/9- Em7 F#7
Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil
B7 Em7 A7 D7+ D7
Outras conversas sobre os jeitos do Brasil
G7+ B7 Em7
A bossa nova passou na prova
F#m7 B7 Em7
Nos salvou na dimensão da eternidade
Dm7 G7 C7+ B7 Em7
Porém aqui embaixo "A vida mera metade de nada"
A7 Am7 D7
Nem morria nem enfrentava o problema
G7+ B7 G7+
Pedia soluções e explicações
B7 Em7 A7 D7+ B7
E foi por isso que as imagens do país desse cinema
E7/9 A7 D7+
Entraram nas palavras das canções
B7 E7/9 A7 D7+ F7
Entraram nas palavras das canções
Bb7+ F7 Bb7+
Primeiro foram aquelas que explicavam
A7 D7+ F7
E a música parava pra pensar
Bb7+ F7 Bb7+
Mas era tão bonito que parece
A7 D7+
Que a gente nem queria reclamar
Fm7 Bb7 Eb
Depois foram as imagens que assombravam
D7+ A7 D
E outras palavras já queriam se cantar
F#7 Bb7
De ordem e desordem de loucura
E7 G7+
De alma a meia-noite e de indústria
Gm6
E a Terra entrou em transe
Dm7
E no sertão de Ipanema
Gm6 D
Em transe é, no mar de monte santo
B7 Em7 C#7 F#m7
E a luz do nosso canto e as vozes do poema
F#7 G7+ G#º
Necessitaram transformar-se tanto
D7+ B7
Que o samba quis dizer
Bb7 A7 D7+ F7
O samba quis dizer: eu sou cinema
E7/9 A7 D7+
O samba quis dizer: eu sou cinema
C7 F#7 Bm7
Aí o anjo nasceu, veio o bandido meterorango
C7 F#7 Bm7
Hitler terceiro mundo, sem essa aranha, fome de amor
E7/9 A7 D7+
E o filme disse: Eu quero ser poema
C7+ F#7 Bm7
Ou mais: Quero ser filme e filme-filme
C#7 F#7 B7 Em7
Acossado no limite da garganta do diabo
G7 D7+
Voltar a Atlântida e ultrapassar o eclipse
G7+ F#7 Bm7
Matar o ovo e ver a vera cruz
E7/9 F#7 A7 D7+ F7
E o samba agora diz: Eu sou a luz
Bb7+ F7 Bb7+
Da lira do delírio, da alforria de Xica
A7 D
De toda a nudez de índia
F7 Bb7+ F7 Bb7+
De flor de macabéia, de asa branca
A7 D
Meu nome é Stelinha é Inocência
Fm7 Bb7 Eb D A7
Meu nome é Orson Antonio Vieira conselheiro de pixote
D
Superoutro
F#7 Bm7 F#7 Bm7
Quero ser velho de novo eterno, quero ser novo de novo
Am7 D7/9 G7+
Quero ser Ganga bruta e clara gema
B7 Em7 Bb7
Eu sou o samba viva o cinema
A7 D
Viva o cinema novo


