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segunda-feira, 10 de março de 2008

Vou me casar no Uruguai

Almirante
Vou me casar no Uruguai (samba-choro, 1935) - Valfrido Silva e Gadé - Intérprete: Almirante

Disco 78 rpm / Título da música: Vou me casar no Uruguai / Gadé, 1904-1969 (Compositor) / Valfrido Silva, 1904-1972 (Compositor) / Almirante, 1908-1980 (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 30/08/1935 / Lançamento: 10/1935 / Nº do Álbum: 11272 / Nº da Matriz: 5131 / Gênero musical: Samba choro / Coleções de origem: IMS, Nirez


Eu fico em casa, você tá falando
Se eu vou pra rua, você quer brigar
O nosso gênio não tá combinando
Isso não é vida, eu vou me separar
Se você teima eu também sou teimoso
O nosso tempo vai em discussão

Se você acha que eu não sou bondoso
Arranje um palacete
Saia do meu barracão

Vou lhe dizer que já gastei muitos mil réis
Que estou tratando dos papéis
Para me separar
To arranjando um divórcio camarada
Porque nossa amizade
Hoje em dia não é nada

Nossa união
Vai ter o fim que eu queria
E etcetera e correria
Vai ser bem melhor
Você se vista
E vá pra casa de seu pai
Que eu vou comprar minha passagem
Vou casar lá no Uruguai



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, 9 de março de 2008

Estão batendo

Joel e Gaúcho
Estão batendo (samba, 1935) - Valfrido Silva e Gadé - Intérprete: Joel e Gaúcho

Disco 78 rpm / Título da música: Estão batendo / Gadé, 1904-1969 (Compositor) / Valfrido Silva, 1904-1972 (Compositor) / Joel e Gaúcho (Intérprete) / Piano e Ritmo (Acomp.) / Gravadora: Columbia / Gravação: 1934 / Lançamento: 02/1935 / Nº do Álbum: 8138-b / Nº da Matriz: 1086-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi


Estão batendo
Se for comigo diga que eu não estou
(fui pra Paris, fui pra Moscou)

É a mulata
Que a pouco tempo você abandonou
(meu Deus do céu, mas que horrô)

Está zangada
De cara feia atrás de um vassourão
Pelo que eu vejo ela vem disposta
A fazer barulho e te meter a mão.


Vou espiar
Se for verdade eu vou me esconder
Essa mulata é de meter pavor
Ela é que trate de se defender.

O meu lugar
É bem atrás daquele guarda-roupa
Você arreda e fica bem quietinho
Essa mulher é da gandaia solta.

Se o pau comer
Você me chama um guarda, por favor
E a assistência, pelo amor de Deus
Vá na farmácia e chame um doutor
(estou com dor)

No sururú
Dessa maneira eu vou levar desvantagem
Essa mulher bateu num regimento
Eu já conheço a sua malandragem...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 8 de março de 2008

Quero morrer cantando

Francisco Alves
Quero morrer cantando (samba, 1934) - Valfrido Silva - Intérprete: Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Quero morrer cantando / Valfrido Silva, 1904-1972 (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Diabos do Céu (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 27/03/1934 / Lançamento: 05/1934 / Nº do Álbum: 33777 / Nº da Matriz: 65969-1 / Gênero musical: Samba


Quero morrer cantando um samba
No meio de uma roda bamba
Quero zombar da própria morte
Cercado das pequenas
Que me deram inspiração e forte

No outro mundo
Vão me rir e caçoar
E decida se matando em trabalhar

Pensando somente na riqueza
Sendo a vida mergulhada
Mergulhada na tristeza

Quero morrer cantando um samba
No meio de uma roda bamba
Quero zombar da própria morte
Cercado das pequenas
Que me deram inspiração e forte



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 23 de setembro de 2006

Valfrido Silva

Valfrido Silva (Valfrido Pereira da Silva), compositor e instrumentista nasceu no Rio de Janeiro/RJ -12/8/1904 e faleceu em Niterói/RJ - 6/1/1972. Aos seis anos de idade, mudou-se para Niterói, onde fez o curso primário na Escola Pública D. Pórcia e o secundário no Colégio Salesiano Santa Rosa.

Aos 16 anos, abandonou a escola, limitando-se a fazer curso de datilografia, na Escola Remington, e de noções de contabilidade e comércio, na Escola Royal, de Niterói. Ainda com 16 anos, em 1920, começou a estudar bateria com Carlos Eckardt, especializando-se com Augusto Lima, ambos chefes de orquestra em Niterói.

No ano seguinte, participou da orquestra de Eckardt, que acompanhava revistas e operetas e fazia fundo musical para filmes mudos no Cine Royal. Por essa época, em dupla com o pianista Gadé, acompanhava bailes de fim-de-semana dos ranchos carnavalescos Mimoso Manacá, Reinado da Folia e outros. Atuou nas orquestras de Eckardt e Augusto Lima até 1927, quando passou a trabalhar no Cassino Assírio, no Rio de Janeiro, depois no cabaré Beira-Mar, no Dancing Avenida e, finalmente, na Orquestra do Cassino Atlântico.

Em 1932 passou a integrar o Grupo da Guarda Velha e os Diabos do Céu, conjuntos de estúdio da Victor, com os quais participou de várias gravações, como de Linda morena (Lamartine Babo), O teu cabelo não nega (Irmãos Valença e Lamartine Babo), A tua vida é um segredo (Lamartine Babo), Ride palhaço (Lamartine Babo), e outras.

Nessa época estreou como compositor, fazendo músicas para blocos carnavalescos: No dia em que meu amor morreu. Ainda em 1932, teve sua primeira música gravada, Jurei me vingar (letra de André Filho), por Sílvio Caldas, na Victor. Em fins desse ano, Mário Reis gravou sua composição Vai haver barulho no chatô, cuja segunda parte foi feita por Noel Rosa.

Também em 1932 iniciou parceria com Gadé: compuseram o samba-choro Amor em excesso, gravado no mesmo ano por Almirante, na Victor; fizeram grande sucesso em 1935 com Estão batendo, gravada por Joel e Gaúcho, e Vou me casar no Uruguai, gravada por Almirante. Gadé tornou-se então seu parceiro mais constante, e a dupla conta 48 composições, entre sambas e marchinhas.

De 1935 a 1939, integrou a orquestra de Romeu Silva como baterista. Ainda em 1935, compôs o samba-choro O tic-tac do meu coração (com Alcir Pires Vermelho), gravado por Carmen Miranda e por ela cantado no filme norte-americano Minha secretária brasileira, 1942.

De 1944 a 1948, apresentou-se como baterista da Companhia Walter Pinto, no Teatro Recreio. Em 1949, excursionou pela Venezuela com a Companhia Derci Gonçalves. Pouco tempo depois, passou a trabalhar com o Trio de Ouro e como maestro Vicente Paiva, com os quais viajou durante três meses pelo Brasil.

Em 1952 foi para Portugal com a Companhia Folclórica Brasileira, ao lado de José Vasconcelos e Carlos Galhardo. Voltou depois de seis meses e passou a trabalhar com a Companhia César Ladeira e Renata Fronzi, na peça Brasil, 3000. Em seguida atuou como integrante eventual de orquestras, tocando em bailes e shows.

Em 1956 gravou, na Musidisc, com Gadé ao piano, o LP Gafieira, em que relembram os grandes sucessos da dupla.

Obras: Em cima da hora (c/Russo do Pandeiro), samba, 1940; Estão batendo (c/Gadé), samba, 1935; No arranha-céu da vida (c/Alcir Pires Vermelho), valsa, 1936; Que barulho é esse? (c/Gadé), samba, 1936; O tique-taque do meu coração (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1935; Vai cavar a nota (c/Gadé), samba, 1933; Vai haver barulho no chatô (c/Noel Rosa), samba, 1932; Velho enferrujado (c/Gadé), choro, 1950; Vou me casar no Uruguai (c/Gadé), choro, 1935.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Tic-tac do meu coração

A pequena notável
Tic-tac do meu coração (samba, 1935) - Alcir Pires Vermelho e Valfrido Silva - Intérprete: Carmen Miranda

Disco 78 rpm / Título da música: Tic-tac do meu coração / Alcir Pires Vermelho, 1906-1994 (Compositor) / Valfrido Silva, 1904-1972 (Compositor) / Carmen Miranda, 1909-1955 (Intérprete) / Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 07/08/1935 / Lançamento: 09/1935 / Nº do Álbum: 11260 / Nº da Matriz: 5115 / Gênero: Samba / Coleções de origem:IMS, Nirez

Tom: F#m
Introd:  Bm    F#m/C#  D  C#7  F#m

F#m
O tic-tac do meu coração
F#7                 Bm
Marca o compasso do meu grande amor
D              F#m
Na alegria bate muito forte
           G#7
E na tristeza bate fraco
        C#7
Porque sente dor

O tic-tic
F#m
O tic-tac do meu coração
F#7                Bm
Marca o compasso de um atroz viver
D              F#m
É o relógio de uma existência
G#7
E pouco a pouco vai morrendo
C#7     F#m      (C#7   F#m)
De tanto sofrer
E                A
Meu coração já bate diferente
C#7                F#m   F#7
Dando o sinal do fim da mocidade
Bm                  F#m
O seu pulsar é o soluçar constante
G#7             C#7
De quem muito amou na vida com sinceridade
E             A
Às vezes eu penso que o tic-tac
C#7            F#m   F#7
É um aviso do meu coração
Bm               F#m
Que já cansado de tanto sofrer
        G#7      C#7  F#m
Não quer que eu tenha nesta vida uma desilusão 


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 22 de abril de 2006

Vai haver barulho no Chatô

Vai haver Barulho no Chatô (samba, 1933) - Noel Rosa e Valfrido Silva - Intérprete: Mário Reis

Disco 78 rpm / Título da música: Vai haver barulho no chateau / Noel Rosa, 1910-1937 (Compositor) / Valfrido Silva, 1904-1972 (Compositor) / Mário Reis (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 13/01/1933 / Lançamento: 01/1933 / Nº do Álbum: 10977 / Nº da Matriz: 4584 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


G7 --------------------------C
Vai haver barulho no "chatô"
----------------------G7 -----------------C
Porque minha morena falsa me enganou
------------------C7
Se eu ficar detido,
------------------------F

Por favor, vá me soltar,
-------------Fm-------- C
Tenho o coração ferido,
---A7--- D7 ---G7-- C
Quero me desabafar
------------------------F
Quase sempre eu evito
------------------------C
Bate-boca em nosso lar
--------------A7------------ D7
Pois não quero ir pro distrito
----------G7---------- C----- (G7 C)
Por questão particular...

----------------------F
Desta vez é impossível
---------------------C
Tenho que desacatar,
--------A7 --------------D7
Parece uma coisa incrível
-------------------G7 ---------C -----(G7 C)
Não ter quem queira me soltar



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.