segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Cangerê

Cangerê (samba/carnaval, 1920) - Francisco Antônio da Rocha (Chico da Bahiana) - Intérpretes: Bahiano e Isaltina em disco Odeon lançado em 1920:

Disco selo: Odeon R / Título da música: Cangerê / Francisco Antônio da Rocha "Chico da Bahiana" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Isaltina (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 121728 / Lançamento: 1920 / Gênero musical: Samba Carnavalesco / Coleção de fontes: IMS, Nirez


Eu já não posso / Vou usar uma figa
Tu não vale nada / É pessoa antiga
Que mulher danada / Para fazer intriga
Vai-te coruja / Raio de perdida


Ai, meu Deus / Vou me benzê
Ai, meu Deus / Vou me benzê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê

Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê

Tenha dó de mim / Tu não é disso
Tu com essa cara / Parece um choriço

E tu que parece / Coelho de riço
Sai daqui azar / Sai daqui caniço

Ai, meu Deus / Vou me benzê
Ai, meu Deus / Vou me benzê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê

Não me aborreça / Isto já é castigo
Sai daqui seu trouxa / Cara de sorvete

Ora o diabo / Ora minha vida
Tem de pouco e tem fome / Sai daqui formiga

Ai, meu Deus / Vou me benzê
Ai, meu Deus / Vou me benzê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê

Vem cá benzinho / Sê meu colibri
Eu vou sozinho / Lá pra Catumbi
Ó vem querido / Comigo não zangue
É melhor cairmos / No canal do Mangue

Ai, meu Deus / Vou me benzê
Ai, meu Deus / Vou me benzê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê
Eu vou já é no feiticeiro
Fazê? / Um cangerê

Ba... Be... Bi...

Bahiano
Ba... Be... Bi... (samba, 1920) - Luiz Nunes Sampaio (Careca) - Interpretação de Bahiano

Disco selo: Odeon R / Título da música: Ba... Be... Bi... / Luiz Nunes Sampaio "Careca" (Compositor) / Bahiano (Intérprete) / Flauta e Violão (Acomp.) / Nº do Álbum: 121722 / Lançamento: 1920 / Gênero musical: Samba Carnavalesco / Coleção de fontes: IMS, Nirez



Um B com A - B-A-Bá / Um B com É - B-É-BÉ
Um B com I – B-I-BI / Um B com Ó – B-Ó-BÓ
Um B com U – B-U-BU

Acubabá gelê / Vai pra escola Gegê / Pra aprendê a lê

B-A-BÁ / B-E-BÉ / B-I-BI
Deixa as cadeiras da nêga buli

B-A-BÁ / B-E-BÉ / B-I-BI
Venha entrando que eu quero saí

Castanha de caju / Vamos comer angu / Lá em Cabuçu

B-A-BÁ / B-E-BÉ / B-I-BI
Eu comi empada arrotei lambari

Agora é que eu ia / Direto para Bahia / Ver a folia

B-A-BÁ / B-E-BÉ / B-I-BI
Eu vou mas é na praça dormi

Não seja assim carmurro / Senão eu torço o burro / Olá seu burro

B-A-BÁ / B-E-BÉ / B-I-BI
Eu vou beber é meu Parati

Seu Derfim tem que vortá

Eduardo Souto
Seu Derfim tem que vortá (maxixe, 1919) - Eduardo Souto e Norberto Bittencourt

Nhô Derfim tem que vortá / Por vontade ou sem querê
Porque aqui na Capitá / Não tem mais nada a fazê
Nhô Derfim boa viage / Escreva sempre pra cá
Bem pensado é bobage / Sê mandante sem mandá

O trem apita / Chegou a hora
Cabou a fita / Pode i s'imbora
Porém na Centrá / O nosso homenzinho
Ficou pra enbarcá / Molinho, molinho...

Não brabeja Nhô Derfim / Qu'isto tudo é bem querê
E range um quarto pra mim / Passá um mêis com mecê!
Que grande celebridade / Mecê veio aqui cavá
Pois mostrô sê na verdade / Bom guardadô de lugá

Veja que cateretê / E que trovas divertida
Nós fizemos pra mecê / No momento de partida
Eu vou ainda fundá / Quando achá quem abone
Um grupo que vou chamá / Os amigo do trombone



Fonte: Novo Milênio - Santos - Histórias e Lendas de São Vicente: E. Souto - Nesta Esquina Surgiu Um Canção.

Confessa meu bem

José Barbosa da Silva - Sinhô (1888 - 1930)

Confessa meu bem (samba/carnaval, 1919) - Sinhô - Intérprete: Eduardo das Neves

Disco selo: Odeon R / Título da música: Confessa Meu Bem / J. B. da Silva "Sinhô" (Compositor) / Eduardo das Neves, 1874-1919 (Intérprete) / Conjunto (Acomp.) / Nº do Álbum: 121528 / Lançamento: 1919 / Gênero musical: Samba Carnavalesco / Coleção de fontes: IMS



Confessa, confessa meu bem
Confessa, confessa meu bem


Fala, fala, fala meu bem
Que eu não digo nada a ninguém
Fala, fala, fala meu bem
Que eu não digo nada a ninguém

Língua malvada e ferina
Falar de nós é tua sina

Vou-me embora, vou-me embora
Desse meio de tolice
Estou cansado de viver
De tanto disse-me disse

Oh! Que gente danada
Não confesso nada